Comércio Exterior

Algodão fecha semana em alta de até 2,12% na Bolsa de Nova York

Os contratos futuros de algodão terminaram a sessão da última sexta-feira (25) em baixa na Bolsa de Nova York. Apesar da queda no dia, as cotações acumularam ganhos de até 2,12% no balanço da semana.

O contrato outubro/26 recuou 0,60 cent, ou 0,75%, e fechou a 78,91 cents por libra-peso. O dezembro/26 caiu 0,60 cent (-0,72%), para 82,71 cents/lb.

Já o contrato março/27 perdeu 0,57 cent (-0,66%), encerrando a 85,49 cents/lb. O maio/27 teve baixa de 0,56 cent (-0,64%), aos 87,17 cents/lb.

Contratos de algodão acumulam ganhos na semana

Apesar do desempenho negativo na última sessão, todos os principais contratos registraram valorização no acumulado semanal.

O outubro/26 avançou de 77,38 para 78,91 cents/lb, alta de 1,53 cent, equivalente a 1,98%.

Confira o desempenho semanal:

  • Dezembro/26: alta de 1,56 cent (+1,92%), de 81,15 para 82,71 cents/lb;
  • Março/27: ganho de 1,70 cent (+2,03%), de 83,79 para 85,49 cents/lb;
  • Maio/27: avanço de 1,81 cent (+2,12%), de 85,36 para 87,17 cents/lb.

O contrato de maio apresentou, portanto, a maior valorização entre os vencimentos acompanhados.

Negociações entre EUA e China seguem no radar

No cenário comercial, poucas informações foram divulgadas sobre as conversas entre os governos dos Estados Unidos e da China realizadas ao longo da semana.

Segundo informações do mercado, um relatório divulgado na manhã de sexta-feira indicou que o representante comercial dos EUA, Greer, esperava que alguns detalhes das negociações fossem apresentados na segunda-feira.

A evolução das relações comerciais entre as duas potências permanece relevante para o mercado de commodities agrícolas, incluindo o algodão.

Exportações americanas ficam acima do ano passado

Dados do relatório de vendas para exportação do USDA apontam compromissos de exportação de 4,735 milhões de fardos de algodão.

O volume representa uma alta de 17% em relação ao mesmo período do ano passado. O total corresponde a 41% da estimativa de exportações projetada pelo USDA para a temporada, percentual abaixo da média histórica de 49%.

Clima e colheita também influenciam o mercado

Para Jack Scoville, da Price Futures Group, a previsão meteorológica indica uma melhora nas condições de tempo nos Estados Unidos durante a semana.

A expectativa é de temperaturas ligeiramente mais baixas e ocorrência de chuvas, principalmente no oeste do Texas, uma das principais regiões produtoras do país.

O USDA informou que 48% das lavouras de algodão estão classificadas em condições boas ou excelentes. Além disso, 12% da safra já havia sido colhida e 58% dos frutos estavam na fase de abertura.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Internacional

Algodão recua mais de 5% na semana em Nova York e amplia pressão sobre os preços

Os preços do algodão fecharam a sessão da última sexta-feira (18) em forte baixa na Bolsa de Nova York. O movimento negativo também marcou o desempenho semanal, com os principais contratos acumulando perdas superiores a 5%.

No encerramento do pregão, o contrato outubro/26 caiu 1,03 centavo de dólar, ou 1,31%, para 77,38 cents por libra-peso. O dezembro/26 recuou 1,02 centavo, equivalente a 1,24%, e terminou cotado a 81,15 cents/lb.

Entre os contratos mais longos, o março/27 perdeu 1,02 centavo (-1,20%), encerrando a 83,79 cents/lb. Já o maio/27 teve queda de 0,95 centavo (-1,10%), para 85,36 cents/lb.

Contratos de algodão acumulam perdas superiores a 5%

Na comparação com o fechamento da semana anterior, a queda foi ainda mais expressiva.

O contrato outubro/26 passou de 82,38 para 77,38 cents/lb, uma retração de 5 centavos, ou 6,07%. O dezembro/26 caiu de 86,06 para 81,15 cents/lb, acumulando perda de 4,91 centavos (-5,70%).

Já o março/27 recuou de 88,56 para 83,79 cents/lb, baixa de 4,77 centavos (-5,39%). No maio/27, a cotação passou de 89,95 para 85,36 cents/lb, queda de 4,59 centavos (-5,10%).

O desempenho reforça o cenário de pressão sobre as cotações do algodão em Nova York, em meio ao acompanhamento dos dados de oferta, demanda e exportações dos Estados Unidos.

Exportações dos EUA superam média histórica em volume comprometido

Os dados mais recentes sobre as exportações de algodão dos Estados Unidos mostram que os compromissos para a temporada 2026/27 alcançavam aproximadamente 4,5 milhões de fardos até 10 de setembro.

Esse volume está 13% acima da média registrada nos últimos cinco anos. Apesar disso, os compromissos representam 39% da projeção de exportações do USDA para toda a temporada.

O percentual fica abaixo da média histórica de 48%, indicando que, embora o volume comprometido esteja acima do padrão recente, a comercialização ainda representa uma parcela menor da previsão total para a temporada.

Vendas semanais somam mais de 77 mil fardos

No relatório referente à semana encerrada em 10 de setembro, os Estados Unidos registraram vendas líquidas de 71.231 fardos de algodão para a temporada 2026/27.

Para o ciclo 2027/28, foram contabilizados outros 6.160 fardos em vendas líquidas.

Somando os dois períodos, as novas vendas chegaram a 77.391 fardos na semana.

Os embarques também apresentaram movimentação significativa. No período analisado, foram exportados 142.078 fardos de algodão.

Mercado acompanha demanda e exportações

Com as cotações acumulando perdas superiores a 5% na semana, os dados de comercialização e exportação dos Estados Unidos permanecem no radar do mercado.

O comportamento das exportações de algodão, juntamente com o ritmo das vendas para as próximas safras, deve continuar influenciando as expectativas dos agentes e a formação dos preços na Bolsa de Nova York.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Agricultura

Algodão pode ganhar força em 2026/27 com oferta global mais ajustada

O mercado internacional de algodão começa a safra 2026/27 diante de uma relação mais estreita entre oferta e demanda. De acordo com análise do Itaú BBA, o cenário pode contribuir para dar sustentação às cotações da fibra ao longo do novo ciclo.

A instituição projeta uma produção mundial de algodão de 25,5 milhões de toneladas, enquanto o consumo global é estimado em 26,8 milhões de toneladas. A diferença resultaria em um déficit próximo de 1,2 milhão de toneladas.

Com a demanda acima da produção, os estoques globais devem recuar de 16,4 milhões de toneladas na safra 2025/26 para 15,2 milhões de toneladas em 2026/27.

Segundo o Itaú BBA, esse equilíbrio mais apertado torna os preços mais vulneráveis a eventuais problemas de produção nos principais países produtores e exportadores.

Estoques chineses reduzem oferta disponível no mercado

A relação entre oferta e demanda fica ainda mais restrita quando os estoques mantidos pela China são retirados da conta. Isso ocorre porque uma parcela relevante dessas reservas possui menor disponibilidade para o comércio internacional.

Nesse cenário, eventuais perdas de produção nos Estados Unidos, Índia ou China poderiam ampliar a pressão sobre as cotações internacionais do algodão.

Brasil amplia presença nas exportações de algodão

O Brasil encerrou a safra 2025/26 com produção recorde de aproximadamente 4,4 milhões de toneladas de pluma, mesmo diante de uma redução de 6,3% na área cultivada, que ficou próxima de 2,07 milhões de hectares.

O desempenho foi favorecido por condições climáticas consideradas favoráveis, pelo aumento da participação de áreas irrigadas e pela adoção de novas tecnologias, fatores que ajudaram a compensar a menor área plantada.

As exportações brasileiras de algodão também alcançaram recorde no ano comercial 2025/26, com 3,4 milhões de toneladas embarcadas.

A China importou 1,5 milhão de toneladas da fibra no período. Desse total, 784 mil toneladas tiveram origem no Brasil, o equivalente a 51% das compras chinesas.

Mercado brasileiro diversifica destinos

A China continua sendo um importante mercado para o algodão brasileiro, mas os embarques vêm alcançando outros países.

Em agosto de 2026, a Índia respondeu por 26% das exportações brasileiras da fibra. Na sequência apareceram Paquistão, Bangladesh, Vietnã e Turquia.

Na avaliação do Itaú BBA, a ampliação desses mercados reduz a dependência brasileira em relação à China e aproxima o país de importantes centros mundiais de processamento e transformação do algodão.

Alta dos preços melhora margem do produtor

A recuperação das cotações do algodão também trouxe melhora para a rentabilidade dos produtores brasileiros.

Entre o início de julho e a primeira metade de setembro, o preço da fibra no mercado interno, considerando a referência de Rondonópolis (MT), avançou 6,4%, chegando a R$ 4,04 por libra-peso.

No mercado futuro de Nova York, a valorização acumulada desde julho superou 8%. A média passou de US$ 0,775 para US$ 0,84 por libra-peso na primeira quinzena de setembro.

A alta também favoreceu a relação de troca do algodão com importantes fertilizantes, como MAP, ureia e KCl. Com isso, foi necessária uma quantidade menor da fibra para adquirir os mesmos volumes desses insumos.

Margem do algodão de segunda safra sobe em Mato Grosso

Diante da melhora dos preços, o Itaú BBA revisou sua estimativa para a margem agrícola do algodão de segunda safra em Mato Grosso.

A projeção para 2026/27 passou de 26% para aproximadamente 38%. A estimativa anterior, divulgada em abril, considerava os preços observados naquele momento.

A melhora da rentabilidade pode aumentar a atratividade do algodão em relação a outras opções de segunda safra e estimular o crescimento da área cultivada no próximo ciclo.

Área brasileira pode superar 2,2 milhões de hectares

As primeiras projeções do banco indicam que a área plantada com algodão no Brasil poderá ultrapassar os 2,2 milhões de hectares registrados na safra 2024/25.

Mesmo com uma possível expansão do cultivo, a produção nacional projetada para 2026/27 é de 4,2 milhões de toneladas, abaixo do recorde de 4,4 milhões de toneladas alcançado no ciclo anterior.

A diferença está relacionada a uma perspectiva mais conservadora para a produtividade das lavouras.

El Niño aparece como fator de risco

Entre os principais pontos de atenção para a próxima safra está o comportamento do El Niño. Segundo o relatório, o fenômeno pode provocar maior irregularidade nas chuvas em áreas do Centro-Oeste e do Matopiba durante o desenvolvimento do algodão de segunda safra.

Em Mato Grosso, a definição da área cultivada também dependerá da competitividade do algodão diante do milho e do calendário de plantio da soja.

Caso as chuvas atrasem, a janela disponível para a implantação do algodão pode ser reduzida, afetando as decisões dos produtores.

Produção de algodão dos EUA é revisada para baixo

Nos Estados Unidos, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reduziu sua estimativa para a produção de algodão na safra 2026/27.

A projeção passou de 2,96 milhões de toneladas em agosto para 2,87 milhões de toneladas em setembro, após a piora das condições das lavouras durante o verão.

A produtividade média estimada também recuou, de 0,96 tonelada por hectare na safra anterior para 0,87 tonelada por hectare no novo ciclo.

Na semana encerrada em 13 de setembro, apenas 36% das lavouras norte-americanas estavam classificadas entre boas e excelentes. No mesmo período de 2025, esse percentual era de 52%.

Outro fator de preocupação é a seca nos Estados Unidos. No início de setembro, cerca de 59% da área destinada ao algodão apresentava algum nível de estiagem, com situação especialmente crítica no Texas, principal estado produtor.

Com a revisão para baixo na produção, os estoques finais norte-americanos foram estimados em 780 mil toneladas. A previsão para as exportações, entretanto, permaneceu em 2,7 milhões de toneladas.

China e Índia também trazem incertezas

A produção chinesa de algodão também deve diminuir em 2026/27. O adido agrícola do USDA estima 7,1 milhões de toneladas, queda de 5,6% em relação à temporada anterior. A previsão oficial do departamento é um pouco maior, de 7,3 milhões de toneladas.

A retração está associada principalmente à redução da área cultivada em Xinjiang e a condições climáticas menos favoráveis.

Embora o consumo chinês de algodão permaneça próximo de 9 milhões de toneladas, o Itaú BBA observa que a diferença entre produção e consumo não significa necessariamente um aumento proporcional das importações.

A China conta com estoques elevados e utiliza mecanismos como cotas de importação e reservas governamentais. Além disso, o ritmo das compras externas depende da rentabilidade da indústria têxtil do país.

Na Índia, por sua vez, o comportamento do El Niño e das monções está entre os principais fatores de risco. Uma eventual queda de produtividade poderia diminuir o algodão disponível para exportação e elevar a necessidade de importações para atender a indústria doméstica.

Maior oferta pode limitar repasse de preços

A chegada da nova safra tende a aumentar a disponibilidade de fibra no mercado. Com isso, as tradings podem ganhar maior poder de negociação, dificultando que toda a valorização observada em Nova York seja repassada aos produtores brasileiros.

O Itaú BBA aponta que o aumento da área cultivada e das exportações brasileiras pode ampliar esse risco durante a colheita de 2027.

Nesse contexto, a gestão comercial e de riscos ganha importância para preservar as margens dos produtores diante de possíveis oscilações do mercado.

Cenário internacional ainda depende da demanda

No cenário considerado pelo Itaú BBA, a menor produção norte-americana e a redução dos estoques mundiais tendem a oferecer sustentação às cotações internacionais do algodão, mantendo espaço para as exportações brasileiras.

Há, contudo, fatores que podem pressionar os preços. Entre eles estão uma eventual desaceleração da economia mundial, menor consumo da indústria têxtil, redução das compras chinesas ou uma produção brasileira superior às expectativas.

A concorrência das fibras sintéticas, principalmente o poliéster, também permanece como um fator que limita uma recuperação mais forte da demanda global por algodão.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Agritech

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Agricultura

Produção agrícola brasileira chega a R$ 927,2 bilhões em 2025

A produção agrícola brasileira alcançou 345,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2025, segundo dados da Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgados nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado representa um crescimento de 18,2% em relação a 2024, ano em que a agricultura brasileira foi afetada por condições climáticas adversas associadas ao fenômeno El Niño.

O valor gerado pela produção também atingiu um novo patamar. Em 2025, foram movimentados R$ 927,2 bilhões, alta de 18,4% na comparação anual. Os valores são nominais, ou seja, consideram a moeda corrente de cada período e não foram corrigidos pela inflação.

De acordo com o levantamento, trata-se do maior valor registrado desde a criação do Plano Real, em 1994.

Área colhida supera 100 milhões de hectares

Outro destaque da pesquisa foi o avanço da área destinada à colheita. Pela primeira vez, o país ultrapassou a marca de 100 milhões de hectares, chegando a 100,6 milhões de hectares em 2025.

O número representa aumento de 4,4% em relação ao ano anterior. Em termos territoriais, a área corresponde a aproximadamente 1 milhão de quilômetros quadrados.

Para efeito de comparação, a extensão é superior à área do Mato Grosso, que possui 903,2 mil km², e se aproxima do território da Bolívia, com cerca de 1,10 milhão de km².

Soja responde por 34% do valor da produção

A soja continuou como um dos principais produtos da agricultura brasileira. O grão respondeu por 34% do valor total da produção agrícola, alcançando R$ 315,2 bilhões.

A colheita chegou a 165,2 milhões de toneladas, crescimento de 14,4% em relação a 2024. Foram produzidas 20,8 milhões de toneladas a mais do que no ano anterior.

O IBGE relaciona a sustentação dos preços da commodity ao cenário internacional. Segundo o instituto, a guerra tarifária entre Estados Unidos e China aumentou a procura chinesa pela soja brasileira, contribuindo para manter os preços internos relativamente estáveis nos últimos meses de 2025.

O desempenho mantém o Brasil entre os principais protagonistas do mercado mundial de soja, tanto na produção quanto nas exportações.

Tecnologia impulsiona produção de algodão

A produção de algodão também apresentou crescimento expressivo. Conforme o IBGE, o volume produzido aumentou 16,4% em um ano, chegando a 6 milhões de toneladas.

O avanço foi associado principalmente aos investimentos em tecnologia agrícola, sustentabilidade e eficiência produtiva, com destaque para as áreas do Cerrado brasileiro, especialmente no Mato Grosso.

O desempenho contribuiu para que o Brasil alcançasse a liderança mundial nas exportações de algodão. Para o IBGE, o resultado amplia a presença brasileira nos mercados de produtos têxteis e de commodities.

Valor da produção de café cresce 44,7%

O café apresentou uma diferença importante entre crescimento físico e financeiro. A produção aumentou 3% em 2025, chegando a 3,4 milhões de toneladas.

Já o valor da produção avançou 44,7% e se aproximou de R$ 100 bilhões. O aumento ocorreu principalmente devido à forte valorização do preço da saca no mercado internacional.

Segundo o levantamento, fatores climáticos e naturais, incluindo o chamado exaurimento das plantas, limitaram o crescimento da produção.

Mato Grosso lidera valor da produção agrícola

Entre os estados brasileiros, o Mato Grosso permaneceu na primeira posição em valor da produção agrícola. Em 2025, o estado movimentou R$ 165,6 bilhões, crescimento de 37,1% em relação ao ano anterior.

A produção mato-grossense correspondeu a 17,9% do valor total registrado no país.

Estados com maior valor da produção agrícola em 2025

  • Mato Grosso: R$ 165,6 bilhões
  • São Paulo: R$ 124 bilhões
  • Minas Gerais: R$ 109,4 bilhões
  • Paraná: R$ 87,7 bilhões
  • Goiás: R$ 72,7 bilhões
  • Rio Grande do Sul: R$ 71,3 bilhões
  • Bahia: R$ 55,5 bilhões
  • Mato Grosso do Sul: R$ 47,8 bilhões
  • Pará: R$ 38,4 bilhões
  • Espírito Santo: R$ 33,7 bilhões

Centro-Oeste retoma liderança sobre o Sudeste

A distribuição regional do valor da produção também mudou em 2025. O Centro-Oeste voltou a superar o Sudeste, depois de ter ficado atrás da região em 2024.

O valor da produção agropecuária do Centro-Oeste cresceu 31,8% e chegou a R$ 288 bilhões. Soja, milho e algodão foram os principais responsáveis pelo desempenho.

O Sudeste, por sua vez, registrou R$ 271 bilhões, com café e cana-de-açúcar entre os principais destaques.

Historicamente, o Sudeste liderou esse indicador até 2017. Entre 2018 e 2023, o Centro-Oeste assumiu a primeira posição. Em 2024, o Sudeste voltou a ocupar a liderança, retomada pelo Centro-Oeste no ano seguinte.

Valor da produção agrícola por região

  • Centro-Oeste: R$ 288 bilhões
  • Sudeste: R$ 271 bilhões
  • Sul: R$ 181,1 bilhões
  • Nordeste: R$ 113,7 bilhões
  • Norte: R$ 73,4 bilhões

Os resultados da PAM mostram um cenário de expansão da produção agrícola no Brasil em 2025, tanto em volume quanto em área colhida e valor econômico, com destaque para culturas como soja, algodão e café e para a participação do Centro-Oeste no desempenho nacional.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: CNA/Wenderson Araujo/Trilux

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Agronegócio

Safra 2025/26 deve alcançar recorde de 361,7 milhões de toneladas, estima Conab

A safra brasileira de grãos 2025/26 deve terminar com produção recorde de 361,7 milhões de toneladas de grãos e fibras, segundo o levantamento mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O resultado representa crescimento de 2,6% em comparação com o ciclo 2024/25 e avanço de 0,3% ante a projeção divulgada em agosto.

A nova estimativa considera o avanço da colheita do milho segunda safra, que vem apresentando produtividade superior à inicialmente projetada.

No balanço geral, soja, milho e algodão registram aumento de produção, enquanto arroz, feijão e trigo apresentam retração em relação à temporada anterior.

Área plantada cresce no Brasil

A área destinada ao cultivo de grãos e fibras chegou a 83,5 milhões de hectares em 2025/26, alta de 1,7% sobre o ciclo anterior.

Os principais avanços foram registrados em:

  • Soja: aumento de 1,3 milhão de hectares, ou 2,7%;
  • Milho: expansão de 762,5 mil hectares, equivalente a 3,5%;
  • Sorgo: crescimento de 32,9%, chegando a 537 mil hectares adicionais.

Produção de soja bate recorde

Principal cultura agrícola do país, a soja deve alcançar 180,4 milhões de toneladas, o maior volume já registrado pela série histórica da Conab.

A projeção representa aumento de 5,2% frente à safra anterior. A área cultivada cresceu 2,7%, enquanto a produtividade da soja avançou 2,5%.

As exportações também devem atingir um novo recorde, com previsão de embarques de 116,2 milhões de toneladas.

Milho chega a 144 milhões de toneladas

A produção brasileira de milho está estimada em 144 milhões de toneladas, crescimento de 2% na comparação com a temporada anterior.

A primeira safra apresenta produtividade recorde de 7.191 kg por hectare, alta de 8,8%. Já a segunda safra deve produzir 112,1 milhões de toneladas, volume 1% inferior ao recorde anterior.

Para a terceira safra, a previsão é de queda de 20,1%, com produção estimada em 2,39 milhões de toneladas.

Algodão também registra recorde

A produção de algodão deve chegar a 4,14 milhões de toneladas em 2025/26, maior resultado da série histórica da Conab.

Mesmo com a redução de 3,2% na área cultivada, estimada em 2,02 milhões de hectares, a produtividade deve crescer 4,9%, alcançando o recorde de 2.053 kg de pluma por hectare.

O volume projetado supera em 1,5% o resultado da safra passada e está 1,4% acima da estimativa apresentada em agosto.

Feijão tem redução na produção

Entre as culturas com queda, o feijão deve registrar produção de 2,95 milhões de toneladas, retração de 3,6% em relação ao ciclo anterior.

A principal razão é a diminuição de 5,7% na área cultivada. Em contrapartida, a produtividade média aumentou 2,2%, chegando a 1.161 kg por hectare.

Para atender ao mercado interno, a demanda projetada é de 2,7 milhões de toneladas, praticamente no mesmo nível da safra anterior.

Arroz recua 13,2%

A produção de arroz está estimada em 11,08 milhões de toneladas, queda de 13,2% em relação a 2024/25.

A área plantada diminuiu 14%, para aproximadamente 1,52 milhão de hectares. Apesar disso, a produtividade média avançou 1%, alcançando 7.303 kg por hectare.

De acordo com a Conab, a redução da área está relacionada aos preços menos remuneradores ao produtor e à substituição do cultivo por alternativas como soja e milho.

Trigo tem maior queda entre as culturas

Entre os principais cultivos, o trigo apresenta a maior retração. A produção estimada para 2025/26 é de 5,74 milhões de toneladas, queda de 27,1% ante a temporada anterior.

A área cultivada recuou 21,2%, enquanto a produtividade média caiu 7,5%, para 2.978 kg por hectare.

Com a menor oferta nacional, as importações de trigo devem alcançar aproximadamente 7,06 milhões de toneladas.

A Conab informou que seguirá atualizando as projeções das culturas que ainda permanecem no campo, como o trigo, nos próximos levantamentos.

FONTE: CNN
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Internacional

Algodão recua em Nova York e acumula perdas de até 8,3% na semana

Os preços do algodão terminaram a última sexta-feira (4) novamente em baixa na Bolsa de Nova York. Todos os contratos acompanhados fecharam o pregão no campo negativo, ampliando as perdas acumuladas ao longo da semana.

O contrato dezembro/26 teve queda de 0,12 cent, equivalente a 0,14%, e encerrou a sessão cotado a 86,33 cents por libra-peso (cents/lb).

Entre os demais vencimentos, o outubro/26 recuou 0,94 cent, ou 1,13%, para 82,42 cents/lb. O março/27 perdeu 0,18 cent, baixa de 0,20%, e terminou em 88,62 cents/lb. Já o maio/27 caiu 0,24 cent, ou 0,27%, fechando a 89,97 cents/lb.

Algodão acumula perdas expressivas na semana

Na comparação com o encerramento da sexta-feira anterior, dia 28, todos os contratos registraram desvalorização.

O vencimento outubro/26 apresentou a maior queda semanal. A cotação passou de 89,92 para 82,42 cents/lb, representando uma perda de 8,34%.

No contrato dezembro/26, o preço caiu de 91,38 para 86,33 cents/lb, acumulando baixa de 5,53% no período.

O março/27 recuou de 93,34 para 88,62 cents/lb, queda de 5,06%, enquanto o maio/27 passou de 94,48 para 89,97 cents/lb, uma desvalorização de 4,77%.

Estimativas de produção pressionam o mercado

De acordo com Jack Scoville, o movimento negativo das cotações está ligado às vendas realizadas após a divulgação de estimativas de produção de algodão pelo setor privado.

O mercado também começa a se posicionar antes da divulgação dos próximos relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previstos para a próxima semana. As expectativas em torno dos números oficiais contribuem para aumentar a cautela entre os participantes.

Clima segue no radar dos investidores

Além das projeções de produção, as condições climáticas nas lavouras de algodão continuam sendo acompanhadas pelo mercado. Os impactos de um clima adverso sobre as plantações permanecem entre os fatores de atenção para os preços.

Mesmo com a valorização do dólar americano, que pode influenciar a formação das cotações das commodities, o mercado de algodão manteve a trajetória de queda na sessão.

Bolsa de Nova York terá feriado na segunda-feira

A negociação dos contratos de algodão em Nova York será interrompida na segunda-feira (7). A Bolsa de Nova York permanecerá fechada em razão do feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos.

As operações serão retomadas após o feriado, com os investidores atentos aos novos dados de produção e às condições das lavouras.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Informação

Algodão recua em Nova York, mas contratos acumulam alta superior a 3% na semana

Os preços do algodão terminaram a sessão desta sexta-feira (28) em baixa na Bolsa de Nova York. O movimento ocorreu após a forte valorização registrada no pregão anterior. Apesar do recuo diário, os principais contratos da commodity encerraram a semana com ganhos acima de 3%.

Preços do algodão na Bolsa de Nova York

O contrato com vencimento em dezembro de 2026 caiu 1,03 cent, ou 1,11%, e fechou a sessão a 91,38 cents por libra-peso.

Entre os demais vencimentos, o outubro de 2026 registrou queda de 1,14 cent (-1,25%), para 89,92 cents/lb. Já o março de 2027 recuou 1,06 cent (-1,12%), encerrando o dia em 93,34 cents/lb. O contrato maio de 2027 teve baixa de 1,02 cent (-1,07%), aos 94,48 cents/lb.

Mesmo com a queda desta sexta-feira, o desempenho semanal foi positivo para todos os principais contratos.

  • Outubro/26: de 87,07 para 89,92 cents/lb, alta de 2,85 cents (+3,27%);
  • Dezembro/26: de 88,35 para 91,38 cents/lb, avanço de 3,03 cents (+3,43%);
  • Março/27: de 90,15 para 93,34 cents/lb, valorização de 3,19 cents (+3,54%);
  • Maio/27: de 91,19 para 94,48 cents/lb, ganho de 3,29 cents (+3,61%).

Exportações dos Estados Unidos sustentam atenção do mercado

Os dados mais recentes de vendas para exportação indicam que os compromissos de embarques de algodão dos Estados Unidos para a safra 2026/27 somam 4,332 milhões de fardos.

O volume representa crescimento de 27% em relação ao mesmo período do ano anterior e equivale a 38% da estimativa de exportações projetada pelo USDA. Na mesma época da temporada passada, esse percentual era de 30%.

Apesar do avanço, o ritmo atual ainda permanece abaixo da média registrada nos últimos cinco anos.

Condições das lavouras de algodão preocupam

De acordo com Jack Scoville, as lavouras de algodão nos EUA apresentam condições consideravelmente inferiores às observadas no ano passado.

O desenvolvimento da safra norte-americana também segue atrasado quando comparado à média histórica, fator que permanece no radar dos participantes do mercado de algodão.

Petróleo e dólar influenciam os negócios

No cenário internacional, o petróleo operou pressionado pela valorização do dólar e por sinais de que o fluxo da commodity pelo Estreito de Ormuz pode aumentar.

As perdas, entretanto, foram parcialmente contidas pelas incertezas relacionadas à retomada da normalidade no transporte de petróleo proveniente do Oriente Médio.

O dólar ganhou força após declarações consideradas mais duras do presidente do Federal Reserve, Warsh. Segundo ele, a inflação norte-americana não apresenta uma desaceleração significativa.

Depois dos comentários, a expectativa de uma alta dos juros na próxima reunião do FOMC aumentou para 50%, ante 36% anteriormente.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Agronegócio

China enfrenta impactos climáticos nas lavouras e pode aumentar demanda por grãos da América Latina

As condições climáticas adversas registradas desde meados de julho em importantes regiões agrícolas da China colocam em alerta a produção de milho, soja e algodão. O avanço de ondas de calor, chuvas intensas e inundações já afeta áreas produtoras do nordeste do país, da planície do norte e de Xinjiang.

O cenário passou a ser acompanhado de perto nesta quinta-feira, 27 de agosto, por produtores, exportadores e empresas do agronegócio latino-americano. Caso os danos provoquem perdas relevantes de produtividade ou comprometam a qualidade da safra chinesa, o país poderá recorrer mais ao mercado internacional, com possíveis reflexos sobre os fluxos globais de grãos, fibras e ração animal.

Clima extremo atinge principais regiões agrícolas da China

Segundo informações divulgadas pela Reuters, algumas das principais províncias produtoras chinesas enfrentaram condições meteorológicas fora do padrão.

Em Jilin e Liaoning, as temperaturas alcançaram ou ultrapassaram recordes históricos em diversas estações. Já Heilongjiang foi afetada por uma sequência de chuvas e episódios de inundação. Em Henan, o calor intenso registrado em julho foi seguido por fortes precipitações relacionadas ao tufão Dolphin.

Neste momento, o mercado busca dimensionar os efeitos efetivos sobre a safra. A principal dúvida é se os eventos climáticos resultarão em queda de produtividade, problemas de qualidade dos grãos ou uma combinação dos dois fatores. A resposta será fundamental para determinar se a China precisará ampliar suas compras externas.

Milho chinês entra no radar dos exportadores

No caso do milho, as temperaturas elevadas coincidiram, em determinadas áreas, com fases importantes do desenvolvimento das plantas. O calor persistente durante a polinização pode prejudicar a formação dos grãos, enquanto o excesso de água aumenta os riscos em áreas mais baixas do nordeste chinês.

Apesar dos problemas localizados, analistas ouvidos pela Reuters avaliam que a expansão da área cultivada com milho pode ajudar a limitar eventuais perdas na produção total. Por isso, ainda não há elementos suficientes para projetar uma queda expressiva da oferta doméstica.

A qualidade do milho disponível após a colheita, entretanto, ganha importância. Eventuais problemas nesse aspecto podem elevar a necessidade da indústria chinesa de recorrer a fornecedores externos para garantir matéria-prima destinada à alimentação animal.

América Latina pode ser afetada por novas compras chinesas

Uma eventual redução da disponibilidade de grãos para alimentação animal na China poderia alterar os fluxos internacionais de milho, sorgo e outros produtos utilizados na pecuária.

Nesse cenário, Brasil e Argentina aparecem entre os países diretamente interessados, já que estão entre os principais exportadores mundiais de milho. Ao mesmo tempo, terão de disputar espaço no mercado chinês com os Estados Unidos e outros fornecedores.

Os efeitos para o agronegócio da América Latina também podem ocorrer de forma indireta, por meio de mudanças nos preços internacionais, prêmios de exportação, custos de frete e contratos negociados nos mercados futuros.

Importações chinesas de milho e sorgo já avançaram

Os números do comércio exterior indicam que a China vem aumentando a aquisição de alguns produtos agrícolas.

Entre janeiro e julho, o país importou 1,36 milhão de toneladas de milho, volume 61,3% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. As compras de sorgo cresceram 86,2%, enquanto as de cevada aumentaram 53,4%, segundo dados citados pela Reuters.

O movimento, por si só, não comprova o início de um ciclo estrutural de grandes importações. Ainda assim, mostra uma utilização maior de grãos importados e substitutos para alimentação animal.

Para os exportadores latino-americanos, a evolução das compras chinesas durante e após a colheita será um indicador mais importante para avaliar os efeitos do clima do que as primeiras estimativas de perdas nas lavouras.

Soja exige atenção especial de Brasil e Argentina

O mercado de soja apresenta características diferentes. Em Heilongjiang, o excesso de chuva prejudicou condições de temperatura do solo e reduziu a disponibilidade de luz, aumentando os riscos para a qualidade da produção e para os níveis de proteína.

Entretanto, existe uma diferença importante entre a soja produzida internamente pela China e aquela adquirida no exterior. Grande parte da produção doméstica é não transgênica e destinada ao consumo humano. Já a soja importada é utilizada principalmente no processamento industrial, conhecido como crushing, e na alimentação animal.

Por isso, uma eventual quebra da produção chinesa não necessariamente provocará um aumento proporcional das importações. Mesmo assim, qualquer mudança significativa na demanda do país asiático continua sendo estratégica para Brasil e Argentina, que concentram grande parcela da oferta mundial de soja.

Algodão também pode sofrer impactos

O algodão chinês é outro produto sob observação. Xinjiang responde por mais de 90% da produção nacional e enfrentou temperaturas elevadas e pouca chuva.

Em algumas áreas, as condições climáticas reduziram o número médio de cápsulas por planta, sinalizando possíveis impactos sobre a produtividade.

Ao mesmo tempo, as importações chinesas já chamam atenção. Nos primeiros sete meses de 2026, o país comprou 1,02 milhão de toneladas de algodão, praticamente o mesmo volume adquirido ao longo de todo o ano de 2025, conforme dados divulgados pela Reuters.

Se as perdas na produção doméstica forem maiores do que o esperado, a necessidade de importações poderá crescer e modificar a disputa entre fornecedores internacionais. O movimento interessa especialmente ao Brasil, que vem ampliando sua participação no comércio global de algodão.

Próximos dados serão decisivos para o mercado agrícola

Para produtores e empresas do agronegócio brasileiro e latino-americano, o principal indicador será a transformação dos danos climáticos em compras efetivas da China.

Relatórios sobre a qualidade da safra, o comportamento das importações de milho e demais grãos forrageiros, o ritmo do processamento de soja e os números do comércio de algodão serão fundamentais para medir o impacto real.

O cenário, portanto, não significa necessariamente uma alta automática das commodities agrícolas. Ele acrescenta, porém, uma variável importante às estratégias comerciais dos grandes exportadores.

Se a China precisar recorrer com maior intensidade ao mercado internacional, Brasil, Argentina, Estados Unidos e outros grandes fornecedores agrícolas voltarão a disputar de maneira ainda mais intensa a demanda do maior comprador de diversos produtos do agronegócio mundial.

FONTE: AgroLatam
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/Tingshu Wang

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Portos

Porto de Itapoá abre escritório em Xangai para ampliar negócios com a China

O Porto de Itapoá, em Santa Catarina, vai inaugurar, em 26 de agosto, um escritório de representação comercial em Xangai, na China. A nova estrutura tem como objetivo aproximar o terminal de exportadores e importadores, facilitar operações já realizadas pelo porto e prospectar novos clientes, cargas e serviços.

O investimento para instalar o escritório foi de US$ 100 mil, valor próximo de R$ 530 mil na cotação atual. Para Ricardo Arten, CEO do Porto de Itapoá, o custo é relativamente baixo diante do potencial de geração de negócios proporcionado pela presença no principal centro financeiro e logístico chinês.

“Tomamos a decisão de estar na China por uma oportunidade comercial, de facilitar esse comércio. É um fluxo bastante intenso e queremos mostrar a capacidade que o terminal tem criado para importadores e exportadores”, afirma.

China tem peso nas operações do Porto de Itapoá

A relevância do mercado chinês para o terminal catarinense já é expressiva. No primeiro semestre de 2026, a China respondeu por 49,4% das importações que chegaram ao Brasil pelo Porto de Itapoá. No sentido contrário, o país asiático foi destino de 17,9% das exportações embarcadas pelo terminal.

Localizada na costa leste da China, Xangai é um dos principais centros logísticos do país e abriga o maior porto de contêineres do mundo, o que torna a cidade estratégica para a expansão internacional do terminal catarinense.

Nas exportações destinadas à China por meio de Itapoá, o agronegócio concentra mais de 90% das cargas em 2026. O principal produto é papel e celulose, com 50,13% de participação. Na sequência aparecem carne refrigerada e congelada (43,97%), algodão (2,72%) e madeira (2,12%).

Outros segmentos têm participação menor, como alimentos secos, com 0,9%; commodities agrícolas, excluindo o algodão, com 0,09%; e outros alimentos refrigerados, com 0,07%.

Terminal busca ampliar participação no agronegócio

Segundo Arten, o Porto de Itapoá vem ganhando espaço entre empresas do setor agropecuário de diferentes regiões brasileiras. Parte do algodão e da celulose movimentados pelo terminal, por exemplo, tem origem no Centro-Oeste.

Empresas exportadoras de açúcar e café também começaram a testar operações pelo porto catarinense. Para o executivo, o movimento reforça a necessidade de continuar ampliando a infraestrutura voltada ao agronegócio.

“Isso nos alerta para continuar investindo no agro. E tem o sentido inverso também. Insumos que também vêm pelo Porto de Itapoá. Isso passa pela China. É bastante feliz o momento em que estamos colocando esse escritório de pé”, avalia.

A instalação da representação comercial contou com apoio do governo de Santa Catarina e da diplomacia brasileira. A expectativa é que a presença em Xangai também contribua para viabilizar novos investimentos no mercado chinês.

Neste primeiro momento, a unidade terá função comercial, aproximando o terminal de empresas e potenciais parceiros. Entre as possibilidades futuras está a criação de armazéns logísticos em Xangai.

Porto de Itapoá investe R$ 500 milhões em expansão

A abertura do escritório na China ocorre paralelamente à quarta etapa de expansão da capacidade operacional do Porto de Itapoá. O projeto prevê R$ 500 milhões em investimentos e acrescentará 120 mil metros quadrados ao pátio.

Com a ampliação, a área total do pátio chegará a 575 mil metros quadrados. O cais também será ampliado, alcançando 1,2 mil metros de extensão.

Outro foco dos investimentos é o aumento da infraestrutura para contêineres refrigerados (reefer), especialmente para atender à demanda da indústria de carnes. A quantidade de tomadas, que era de 3,8 mil no ano passado, deve alcançar 4,4 mil em 2026 e chegar a 5,3 mil em 2027.

“Nossa intenção é ser um hub de proteína animal para os exportadores brasileiros”, afirma Arten.

O terminal também planeja expandir sua estrutura de cross docking, utilizada para retirar a carga dos caminhões e realizar o carregamento dos contêineres. A operação é importante sobretudo para commodities mais pesadas, que precisam permanecer no terminal por períodos maiores antes do embarque.

“São poucas as empresas que fazem esse tipo de operação. Normalmente, é na retroárea; e o porto faz. Queremos aumentar essa capacidade”, explica o CEO.

Meta é alcançar 3 milhões de TEUs até 2040

A estratégia de longo prazo do Porto de Itapoá é se tornar o maior terminal de contêineres da América do Sul em capacidade de movimentação.

Atualmente, o terminal possui capacidade de 2 milhões de TEUs — unidade equivalente a um contêiner de 20 pés. A meta é atingir pelo menos 3 milhões de TEUs até 2040, por meio de novas etapas de expansão.

Para sustentar esse crescimento, porém, o terminal depende também da melhoria dos acessos terrestres. O aumento da capacidade portuária exige investimentos nas rodovias de acesso ao Porto de Itapoá, de modo a garantir maior fluidez no trânsito de caminhões.

Arten afirma que está próxima a assinatura da ordem de serviço para obras em uma das duas rodovias estaduais que levam ao terminal. Segundo ele, a Prefeitura de Itapoá também informou que possui orçamento para duplicar uma estrada municipal utilizada no acesso ao porto.

“O terminal tem que crescer em cais, pátio e gates. Mas se não houver condições de escoar essa carga, fragiliza todo o investimento privado”, afirma.

Dragagem da Baía da Babitonga amplia capacidade marítima

A expansão da operação marítima também está ligada à dragagem da Baía da Babitonga, área compartilhada pelo Porto de Itapoá e pelo Porto de São Francisco do Sul. O projeto está orçado em aproximadamente R$ 300 milhões e é financiado por meio de uma estrutura que reúne recursos públicos e privados.

O Porto de Itapoá assumiu o compromisso de bancar a dragagem, enquanto a execução está sob responsabilidade da autoridade portuária. O pagamento será realizado ao longo de 12 anos, utilizando recursos provenientes das tarifas de utilização do canal, com correção anual de 4%.

De acordo com Arten, cerca de 89% da dragagem já foi concluída. A previsão é finalizar os trabalhos nos próximos dois meses e elevar o calado do canal para 16 metros.

Após a conclusão, a expectativa é obter ainda em 2026 a homologação do novo canal de acesso pela Marinha do Brasil.

Atualmente, o Porto de Itapoá recebe navios de contêineres de até 336 metros de comprimento, mas essas embarcações não conseguem operar com carga máxima. Com o aprofundamento do canal, será possível receber navios de até 366 metros totalmente carregados e embarcações de até 400 metros com carregamento parcial.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Globo Rural

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Agricultura

Safra de grãos 2025/26 pode bater novo recorde no Brasil, projeta Conab

A safra brasileira de grãos 2025/26 segue em trajetória de crescimento e pode alcançar o maior volume já registrado no país. A mais recente estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta uma produção de 358,6 milhões de toneladas, resultado superior ao projetado no levantamento anterior e 1,8% acima da safra passada.

O desempenho positivo é atribuído principalmente à expansão da área cultivada e às condições climáticas favoráveis observadas ao longo do ciclo produtivo.

Área plantada maior impulsiona produção

Segundo a Conab, a área destinada ao cultivo de grãos deverá atingir 83,5 milhões de hectares, reforçando o potencial de crescimento da agricultura brasileira.

Mesmo com ajustes pontuais em algumas culturas, a avaliação da companhia é de que a temporada mantém um desempenho robusto e caminha para consolidar um novo recorde histórico de produção.

Soja lidera crescimento e pode registrar nova máxima

Principal produto do agronegócio nacional, a soja teve sua projeção elevada em relação ao levantamento anterior. Com a colheita praticamente encerrada, a expectativa é de uma produção de 180,3 milhões de toneladas.

O volume representa crescimento de 5,1% em comparação à safra anterior e, se confirmado, estabelecerá um novo recorde para a cultura.

De acordo com a Conab, o resultado reflete a ampliação das áreas cultivadas, a adoção de tecnologias de produção mais eficientes e o comportamento favorável do clima durante grande parte do desenvolvimento das lavouras.

Produção de milho permanece elevada

O milho, considerando as três safras anuais, deverá alcançar 140,5 milhões de toneladas.

Embora o número represente uma leve redução de 0,5% em relação ao ciclo anterior, a produção segue em patamar elevado. A segunda safra, responsável pela maior parte do volume nacional, ainda está em fase inicial de colheita.

Algodão registra retração por redução de área

Para o algodão, a previsão é de uma produção próxima de 4 milhões de toneladas de pluma.

A estimativa representa queda de 2,5% na comparação anual, influenciada principalmente pela diminuição da área destinada ao cultivo da fibra.

Arroz e feijão devem garantir abastecimento interno

A colheita do arroz está praticamente concluída e deverá somar 11,1 milhões de toneladas. O volume é inferior ao registrado na temporada passada, refletindo a redução das áreas plantadas em razão das condições de mercado.

Apesar da retração, a produtividade foi considerada satisfatória e o cenário para exportações permanece favorável.

Já a produção de feijão está estimada em aproximadamente 3 milhões de toneladas nas três safras previstas para o ano. O resultado representa uma pequena queda em relação ao ciclo anterior, mas continua suficiente para atender ao consumo interno e possibilitar embarques ao mercado externo.

Trigo deve ter queda expressiva na safra de inverno

Entre as culturas de inverno, o trigo apresenta o cenário mais desafiador.

A Conab projeta uma produção de 6,3 milhões de toneladas, volume cerca de 20% inferior ao da safra anterior. A redução está relacionada principalmente à menor área plantada nos estados do Rio Grande do Sul e Paraná, maiores produtores do cereal no país.

Além das condições de mercado, as expectativas em torno da influência do fenômeno El Niño no segundo semestre também contribuíram para a diminuição da intenção de plantio.

Agronegócio mantém perspectiva positiva

Mesmo com recuos pontuais em algumas culturas, o panorama geral da agricultura brasileira permanece favorável. A combinação entre expansão da área cultivada, ganhos de produtividade e condições climáticas adequadas sustenta a expectativa de uma das maiores safras da história do país.

Caso as projeções sejam confirmadas, o Brasil reforçará sua posição entre os principais produtores e exportadores de alimentos do mundo.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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