Comércio

Contrato do algodão para dezembro volta a se recuperar após atingir mínima

Mercado mundial do algodão segue impactado pelos conflitos armados e tarifários

O contrato do algodão para dezembro de 2025 se recuperou de forma consistentes nesta semana e registrou alta de 3,2% e fechou a 68,80 U$c/lp, após atingir a mínima de dez semanas a 66,67 U$c/lp no dia 18 de junho. O que mostra a limitação dos movimentos de preço nos últimos meses em Nova York, diante das incertezas de mercado, principalmente em decorrência aos conflitos armados e tarifários.

As informações constam no Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa desta sexta-feira (27).]

Confira os destaques trazidos pelo Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa:

Algodão em NY – O contrato Out/25 fechou nesta quinta 12/jun cotado a 68,14 U$c/lp (+3,1% vs. 19/jun). O contrato Dez/25 fechou em 68,80 U$c/lp (+3,2% vs. 19/jun).

Basis Ásia – Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 838 pts para embarque Jul/Ago-25 (Middling 1-1/8″ (31-3-36), fonte Cotlook 26/jun/25).

Altistas 1 – Cessar-fogo entre Israel e Irã trouxe alívio aos mercados. Os mercados acionários globais se mantiveram firmes e até subiram, reduzindo a aversão ao risco e favorecendo ativos como o algodão. Petróleo e dólar americano caíram.

Altistas 2 – O anúncio esta semana, ainda sem detalhes, de um acordo comercial entre EUA e China, é positivo, mas as tarifas de 30% vigentes atualmente para exportações Chinesas para os EUA ainda inviabilizam grande parte das exportações de têxteis Chineses para lá.

Altistas 3 – O relatório de área plantada de algodão nos EUA será divulgado na segunda (30), e o mercado espera um número na faixa inferior, em torno de 9,8 milhões de acres. Se confirmada, essa redução pode indicar uma oferta futura mais apertada, o que pode sustentar os preços no mercado.

Altistas 4 – Em seu último relatório, o USDA estimou a área plantada este ano em 9,9 milhões de acres, uma queda de 12% em relação a 2024. Isso representa o menor nível desde 2015.

Baixistas 1 – O presidente do Federal Reserve (Fed) dos EUA manteve as taxas de juros inalteradas, refletindo preocupação com a inflação gerada pela guerra tarifária internacional, especialmente no atual contexto de incertezas sobre acordos internacionais.

Baixistas 2 – As tarifas dos EUA continuam sendo o principal obstáculo para qualquer melhora ampla ou duradoura no sentimento dos negócios. Atualmente, a suspensão das chamadas tarifas recíprocas, anunciada em 2 de abril, está programada para terminar em 9 de julho.

Baixistas 3 – Eventuais prorrogações de prazo não resolverão as queixas sobre confusão e incerteza em todos os países exportadores, e as empresas continuarão sem condições claras para tomar decisões além do curto prazo.

Evento – Quem não poderá estar presente no ANEA Cotton Dinner deste ano poderá acompanhar online a palestra de Joe Nicosia, da Louis Dreyfus, com o tema “The Cotton Market Outlook”, terça 01/jul, a partir de 8:30 (Brasília), com análises exclusivas sobre o mercado global de algodão. Inscrições gratuitas: https://bit.ly/JoeNicosia.

Informações – Receba informações exclusivas sobre o mercado de algodão participando do Canal do Cotton Brazil clicando aqui https://bit.ly/Canal-CottonBrazil.

Oferta 2025/26 – A Cotlook revisou a estimativa da produção global de algodão em 2025/26 para 25,97 milhões tons (+300 mil tons). O forte aumento da produção na China ajudou a compensar a queda prevista na safra dos EUA.

Demanda 2025/26 – O consumo mundial de pluma foi estimado pela Cotlook em 24,8 milhões tons para 2025/26.

EUA 1 – O plantio de algodão nos EUA está próximo do fim, com 92% da área prevista plantada até 22/jun, segundo o USDA. O número fica ligeiramente abaixo da média histórica de 95% para o período.

EUA 2 – Há forte intenção dos agricultores de plantar, mesmo diante de desafios climáticos. No Midsouth (sul médio dos EUA), muitos produtores tentaram replantar áreas danificadas, mas continuaram enfrentando problemas com chuvas.

EUA 3 – O Mississipi plantou apenas 78% da área prevista, contra 98% normalmente nesta época do ano. Isso pode indicar perdas de produtividade ou área abandonada, caso as condições não melhorem rapidamente.

EUA 4 – Agricultores texanos foram beneficiados por algumas chuvas, mas enfrentaram ventos fortes, o que prejudicou operações de campo e pode impactar o estabelecimento da lavoura.

China 1 – As importações chinesas de algodão em maio caíram para o nível mais baixo em anos ( 34.500 tons ), com o Brasil liderando como principal fornecedor (40%), à frente de EUA (24%) e Turquia (19%).

China 2 – O volume acumulado nos primeiros dez meses de 2025 na China caiu para 1,05 milhão tons (vs 2,9 milhões/2024), O Brasil respondeu por 45% do total (41% em 2024), Austrália por 23% (contra 9%) e EUA 18% (contra 34%).

China 3 – Há boatos na China sobre emissão de quotas de importação de algodão. O órgão estatal NDRC teve reunião esta semana.

China 4 – Não houve uma conclusão oficial na reunião de hoje da NDRC (Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China). Segundo os oficiais, eles não consideram que este seja o momento adequado para tomar decisões sobre cotas de importação ou leilões de algodão dos estoques de reserva. Por isso, optaram por manter o diálogo aberto, sem definir nenhuma ação imediata.

Paquistão – O plantio está quase concluído no Paquistão, atingindo 89% das metas iniciais em Punjab e 65% em Sindh. A previsão é de uma redução de 7% na produção em relação ao ano passado.

Índia – A safra de algodão na Índia avança com o progresso das monções, cobrindo a maior parte das regiões produtoras. As fiações seguem atentas a um possível novo acordo comercial entre Índia e EUA.

Turquia – A safra turca tem previsão para cair para 800 mil tons (ante 850 mil tons em 2024/25) devido à menor área plantada. O clima atual é favorável, mas os riscos climáticos podem afetar a produtividade nos próximos meses.

Brasil – Exportações – As exportações brasileiras de algodão somaram 99,9 mil tons até a terceira semana de junho. A média diária de embarque é 11% menor que no mesmo período em 2024.

Brasil – Colheita 2024/25 – Até ontem (26), foram colhidos no estado da BA 10%, GO 10,58%, MA 5%, MG 27%, MS 3,6%, PI 16,8%, PR 90% e SP 76,5%. Total Brasil: 3,67%.

Preços do Algodão – Consulte tabela abaixo:

Fonte: Canal Rural Mato Grosso

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Internacional, Mercado Internacional

Produção de algodão na China pode superar 7 mi/t pelo segundo ano consecutivo

Consumo da fibra segue incerto diante das altas taxas de juros, tensões geopolíticas, tarifas e demanda fraca por fios

As previsões para a produção de algodão no Brasil e na Austrália seguem elevadas, assim como para a China, onde espera-se uma safra superior a sete milhões de toneladas pelo segundo ano consecutivo.

Ao mesmo tempo, as incertezas em torno do consumo permanecem diante das altas taxas de juros, tensões geopolíticas, conflitos armados, incerteza sobre tarifas e demanda fraca por fios.

As informações constam no Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa desta sexta-feira (20).

Confira os destaques trazidos pelo Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa:

Algodão em NY – O contrato Jul/25 fechou nesta quarta-feira, 18/jun, cotado a 64,84 U$c/lp (-0,5% vs. 12/jun). O contrato Dez/25 fechou em 66,67 U$c/lp (-1,2% vs. 12/jun).

Basis Ásia – Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 991 pts para embarque Jun/Jul-25 (Middling 1-1/8″ (31-3-36), fonte Cotlook 18/jun/25).

Baixistas 1 – O contrato Dez/25 atingiu o menor patamar desde abril, pressionado por oferta abundante e demanda fraca.

Baixistas 2 – A produção no Brasil e Austrália permanece elevada. Na China, espera-se safra maior que 7 milhões de tons pelo segundo ano consecutivo.

Baixistas 3 – O consumo segue incerto diante de altas taxas de juros, tensões geopolíticas, conflitos armados, incerteza sobre tarifas e demanda fraca por fios.

Altistas 1 – Embora o USDA esteja projetando produção de 14 milhões de fardos este ano nos EUA, muitos analistas acreditam que essa previsão ainda está superestimada, especialmente diante das condições atuais de área e clima.

Missão Ásia 1 – A Abrapa encerrou com sucesso a missão na Ásia. Na segunda (16), o seminário Cotton Brazil Outlook reuniu os principais industriais têxteis da Coreia do Sul em Seul. O evento foi realizado em parceria com a SWAK, principal entidade do setor têxtil Coreano.

Missão Ásia 2 – governador de MT, Mauro Mendes, prestigiou o evento com sua comitiva, assim como a embaixadora do Brasil na Coreia do Sul, Márcia Donner.

Missão Ásia 3 – A missão faz parte do programa Cotton Brazil, realizado pela Abrapa em parceria com a ApexBrasil e apoio da Anea. Antes de Seul, a comitiva brasileira composta por produtores e traders brasileiros esteve no Congresso Chinês de Algodão em Guangzhou (China), e em Taipei (Taiwan).

Better Cotton Conference 1 – A Abrapa destacou durante a Better Cotton Conference a contribuição do cotonicultor brasileiro para o desenvolvimento sustentável do Brasil.

Better Cotton Conference 2 – O tema foi abordado pelo diretor da Abrapa, Marcelo Duarte, durante sua palestra no evento, que ocorreu nesta semana em Izmir, Turquia.

Better Cotton Conference 3 – diretor da SLC Roberto Acauan participou de importante painel na plenária principal do evento. Roberto apresentou as ações do grupo para mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Better Cotton Conference 4 – delegação brasileira que participou do evento, com representantes da Abrapa e da Anea, ainda realizou importantes reuniões para nosso setor durante o evento na Turquia.

Better Cotton Conference 5 – A Better Cotton anunciou que se tornará um padrão regenerativo nos próximos 12 meses, atualizando seus Princípios e Critérios, implementando uma estrutura de relatórios baseada em resultados socioambientais.

Better Cotton Conference 6 – Nick Weatherill foi apresentado como novo CEO da Better Cotton, substituindo Alan McClay após 10 anos. Ex-diretor executivo da International Cocoa Initiative, Weatherill traz ampla experiência em sustentabilidade.

Better Cotton Conference 7 – O primeiro compromisso internacional de Nick como CEO será uma viagem ao Brasil em Julho, em parceria com Abrapa e Anea.

EUA – O plantio nos EUA está chegando ao fim. O trabalho está quase concluído em seis dos 15 principais estados produtores e 85% da área estimada foi plantada até 15/jun (5 p.p. a menos que a média de cinco anos).

China 1 – As importações de algodão pela China em maio somaram cerca de 40 mil tons. Desde Out/16 os números não eram menores que 50 mil tons. O volume acumulado em 2024/25 é de 1,05 milhão de tons (contra 2,9 milhões tons da temporada passada).

China 2 – Importações de fios de algodão pela China atingiram 100 mil tons em maio (-7% X abr/25 e abaixo também de mai/2024). No acumulado da temporada, o total é de 1,06 milhão tons (contra 1,3 milhão em 2023/24).

China 3 – Observadores locais continuam prevendo um aumento na produção chinesa de algodão este ano, mesmo com o clima mais quente em Xinjiang.

Paquistão 1 – plantio já foi concluído em muitos distritos paquistaneses.

Paquistão 2 – Entra em vigor em 1º de julho o imposto de 18% sobre fios importados. Fiações paquistanesas já preveem aumento de preços no mercado interno.

Brasil – Exportações – As exportações brasileiras de algodão somaram 71,9 mil tons na primeira semana de maio. A média diária de embarque é 10,3% menor que no mesmo mês em 2024.

Brasil – Colheita 2024/25 – Até ontem (19/06), foram colhidos no estado da BA (6%), GO (30,55%), MG (25%), MS (2,25%), PI (9%), PR (75%) e SP (76,5%). Total Brasil: 2,42%.

Fonte: Mato Grosso Canal Rural

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Comércio

Monitoramento climático contribui para uma safra recorde de algodão

Brasil prevê colher 5,7% a mais de pluma de algodão na safra 2024/25; colheita em Mato Grosso já iniciou

A colheita do algodão começou em boa parte das regiões produtoras no Brasil. Em Mato Grosso, responsável por cerca de 70% da produção da fibra, os trabalhos devem ganhar intensidade nos próximos dias. As projeções apontam recorde, tendo o monitoramento climático como contribuição para o resultado.

A previsão para a safra 2024/25 é que 3,9 milhões de toneladas de pluma sejam colhidas no Brasil, um crescimento de 5,7% em relação ao ciclo passado, de acordo com a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab).

Em Mato Grosso, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), são projetadas 2,7 milhões de toneladas de pluma, 6,15% a mais que na safra 2023/24.

Em Mato Grosso, a colheita já começou, pontua o Imea, porém ainda em uma fase muito inicial até o momento.

“Não houve um avanço significativo para um desenvolvimento mais extenso da cultura, mas a expectativa é que nesta semana comece a colheita em algumas regiões com mais intensidade e de maneira mais significativa”, afirma Cleiton Gauer, superintendente do Imea.

O monitoramento climático na fase final da lavoura é importante para não haver perdas de potencial produtivo, segundo especialistas. O relatório de junho da Conab aponta como o clima tem interferido na safra do país.

Em Minas Gerais o clima mais seco, a partir de junho, vem favorecendo a qualidade da fibra. Entretanto, para a Bahia a diminuição das chuvas tem restringido o desenvolvimento das lavouras, resultando em perdas de rendimento. Enquanto isso, o Mato Grosso do Sul enfrenta altos índices pluviométricos, o que exige um monitoramento constante de doenças, mas ao norte do estado, a colheita avança bem, uma vez que as chuvas regulares cessaram.

Planejamento da colheita com base no clima

Especialistas apontam que o planejamento da colheita com base no clima é fundamentalpara garantir uma grande safra de algodão neste ano. A ocorrência de chuva neste período pode prejudicar a qualidade da fibra e trazer impactos negativos no processo de armazenamento da pluma. Por outro lado, se estiver muito seco e quente há maior risco para acidentes e focos de incêndio.

Para evitar perdas e obter o maior potencial das lavouras, o cotonicultor deve contar com as tecnologias já disponíveis no mercado. A integração de dados das estações meteorológicas das propriedades com modelos de previsão climática confiáveis (por talhão e por hora) é indicada para o sucesso desta fase final da safra.

“Cada vez mais, a tomada de decisão é feita com base em dados. É interessante unir as informações obtidas em um só local, para facilitar a análise. Além disso, o monitoramento das lavouras deve ser feito de maneira contínua, com a alimentação constante deste banco de dados que fica mais rico com o passar do tempo, fornecendo uma visão mais detalhada da realidade do campo”, explica Davi Köhntopp, pesquisador de Produtos Digitais do xarvio® Digital Farming Solutions, marca de agricultura digital da BASF Soluções para Agricultura.

Para reunir os dados de estações meteorológicas, previsão do tempo regionalizada com base em imagens de satélite e até dados das máquinas colhedoras o produtor pode contar com plataformas tecnológicas. Assim, é possível fazer a leitura das informações num mesmo local.

“Minimizar riscos na colheita é fundamental e o monitoramento climático é uma das ferramentas mais importantes desta etapa. Sabemos que o produtor colhe uma safra e já começa a pensar na próxima. Com as informações, é possível fazer comparações das áreas com mapas de potencial produtivo indicando os melhores talhões e onde será preciso investir mais nos próximos ciclos”, explica Davi.

A digitalização tem transformado o agronegócio com o uso de ferramentas tecnológicas para tomadas de decisão cruciais. Com base em tais dados, o produtor tem mais informações sobre manejos específicos, identificando gargalos e pontos de atenção para a próxima safra.

“Ao verificar a variabilidade da minha área e, considerando as previsões de problemas climáticos na safra, posso tomar decisões de manejo mais assertivas, como a semeadura em taxa variável, adiantar ou atrasar um plantio, ou até mesmo mudar a variedade a ser utilizada naquele talhão”, conclui Mariana Borges, gerente Técnica de Vendas do xarvio®.

Fonte: Mato Grosso Canal Rural

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Internacional, Mercado Internacional

Tensões entre EUA e China continuam altas e impactam previsões de crescimento global

Contratos para julho e dezembro para o algodão encerraram a semana em queda em Nova York

As tensões entre os Estados Unidos e a China seguem causando preocupações. Diante das incertezas e tarifas, o Banco Mundial reduziu a previsão de crescimento global para 2,3%.

As informações constam no Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa desta sexta-feira (13).

Confira os destaques trazidos pelo Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa:

Algodão em NY – O contrato Jul/25 fechou nesta quinta 12/jun cotado a 65,14 U$c/lp (-0,3% vs. 05/jun). O contrato Dez/25 fechou em 67,47 U$c/lp (-0,8% vs. 05/jun).

Basis Ásia – Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 1.028 pts para embarque Jun/Jul-25 (Middling 1-1/8″ (31-3-36), fonte Cotlook 12/jun/25).

Altistas 1 – De acordo com o relatório do USDA (WASDE) de junho, a produção de algodão nos EUA em 2025/26 será de 14 milhões de fardos (3 milhões tons), abaixo do estimado em mai/25 (14,5 milhões de fardos) e do realizado em 2024/25 (14,4 milhões de fardos). É a segunda menor produção dos últimos 10 anos.

Altistas 2 – Os estoques finais nos EUA para 2025/26 estão projetados em 4,3 milhões de fardos (936 mil tons), uma redução acentuada em relação à estimativa de mai/25 (5,2 milhões de fardos).

Altistas 3 – A produção mundial foi estimada em 25,47 milhões tons (-178,5 mil tons em relação a mai/25). Com o consumo levemente menor, a projeção para os estoques finais caiu -344 mil tons, ficando em 16,7 milhões tons.

Baixistas 1 – Tensões EUA-China continuam altas. O novo acordo preliminar anunciado pelo presidente Trump (com 55% de tarifas sobre exportações chinesas e 10% no sentido inverso) foi recebido com ceticismo. O mercado acredita que os chineses não vão aceitar.

Baixistas 2 – O Banco Mundial reduziu sua previsão de crescimento global para 2,3% devido às tarifas e às incertezas. A projeção para os EUA caiu para 1,4%, para a Zona do Euro para 0,7%. No entanto, a China manteve-se com 4,5%, devido a estímulos internos.

Baixistas 3 – demanda por algodão das fiações continuou muito fraca na última semana, impactada pelos feriados muçulmanos e pela incerteza em relação à economia e comércio mundial.

Missão Ásia 1 – Em missão à Ásia, delegação da Abrapa e Anea participou da 2025 China International Cotton Conference em Guangzhou (China) nesta semana. Durante o evento, foi promovido um coquetel Cotton Brazil, entre outras interações com clientes.

Missão Ásia 2 – Na plenária principal do evento, Marcelo Duarte, diretor da Abrapa e responsável pelo Cotton Brazil, fez uma palestra sobre avanços e principais diferenciais do algodão brasileiro.

Missão Ásia 3 – As percepções de mercado colhidas durante o evento foram via de regra baixistas, com pouco ânimo para negócios, margens ruins e cenário incerto.

Missão Ásia 4 – Os poucos negócios relatados foram com algodão do Brasil, que está muito em evidência no momento. Abaixo alguns pontos de destaque:

  • O clima entre os chineses é de muita insatisfação com os EUA. A apresentação do representante dos EUA no evento sequer foi aplaudida.
  • O ano de 2025/26 tende a ser de excesso de oferta no mercado global de algodão.
  • Mesmo com preços baixos, grandes produtores como Brasil, China e Austrália seguem incentivados a plantar, mantendo o volume elevado de produção.
  • Grandes safras na Austrália e Brasil (mais de 5 milhões tons juntos) devem limitar altas nos preços neste ciclo.
  • A China aumentou muito a produtividade e reduziu a necessidade de importar. Além disso, o país não emitiu cotas adicionais este ano ainda.
  • Neste ano, a safra na China está se desenvolvendo muito bem e pode ser maior que as 7 milhões tons do último ciclo.
  • Produtores dos EUA reclamam de altos custos e margens negativas. O ponto de equilíbrio seria acima de USc80/lp.
  • A safra dos EUA ainda está incerta, dependente do clima e furacões (ago/nov).
  • A demanda global continua incerta e fraca, impactada por tarifas, tensões geopolíticas e falta de confiança na cadeia de consumo.
  • A China seguirá como fator decisivo, tanto pela produção interna quanto pela política de importação. Um eventual acordo comercial com os EUA poderia estimular compras chinesas.
  • Sem acordos comerciais específicos com os EUA, a projeção do USDA de 12,5 milhões de fardos a serem exportados pelos americanos parece exagerada diante da concorrência da Austrália e do Brasil.
  • Podem ser necessários programas governamentais para apoiar o produtor dos EUA caso as exportações não se realizem como previsto.
  • O Brasil foi muito citado pelo enorme potencial de produção e crescimento contínuo da produção tanto em termos de quantidade quanto qualidade.
  • O crescimento da demanda global depende de reconquistar mercado perdido para fibras sintéticas, principalmente o poliéster.
  • O grande desafio do setor será encontrar um equilíbrio entre preços e rentabilidade ao longo da cadeia (do produtor ao varejo), garantindo viabilidade econômica sem perder competitividade.

Missão Ásia 5 – A comitiva visitou também o Haid Group, empresa especializada em alimentação animal. Em pauta, o investimento em uma planta de esmagamento de caroço de algodão no Brasil.

Missão Ásia 6 – A comitiva da Abrapa e da Anea foi acompanhada na China pelo adido agrícola brasileiro em Pequim, Leandro Feijó, que juntamente com o adido Jean Gouhie e equipe do MAPA, têm atuado em prol do setor na China.

Missão Ásia 7 – A agenda prossegue hoje em Taipei (Taiwan) e nesta segunda (16) em Seul (Coreia do Sul), com a realização do seminário Cotton Brazil Outlook, em parceria com a Spinners & Weavers Association of Korea (SWAK).

Missão Ásia 8 – A missão integra as ações do Cotton Brazil, programa da Abrapa em parceria com ApexBrasil e Anea para promover o algodão brasileiro em escala mundial.

Brasil – Safra 2024/25 – No 9º levantamento da safra 2024/25 divulgado ontem (12), a Conab manteve a projeção de produção de 3,91 milhões tons (+5,7% acima da safra passada).

Brasil – Exportações – As exportações brasileiras de algodão somaram 35,5 mil tons na primeira semana de junho. A média diária de embarque é 11,5% menor que no mesmo mês em 2024.

Brasil – Colheita 2024/25 – Até ontem (12) foram colhidos no estado da BA (4,5%), GO (1,84%), MG (22%), MS (1,7%), PI (8,13%), PR (70%) e SP (63%). Total Brasil: 1,94%.

Preços do Algodão – Consulte tabela abaixo:

Fonte: CNN Brasil

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Comércio, Comércio Exterior, Exportação

Participação do Brasil nos embarques globais de algodão é recorde

País responde por 30,5% das exportações mundiais

As exportações brasileiras de algodão em pluma estão intensas e já correspondem por 30,5% dos embarques mundiais, conforme dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), analisados pelo Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o Cepea, trata-se da maior participação da história e está, desde meados de 2024, acima da registrada para os Estados Unidos, de 25,8%, que, até então, sustentavam a primeira posição nesse ranking.

Pesquisadores do Cepea explicam que a colocação de destaque do Brasil se deve à oferta nacional recorde de algodão em pluma – a produção já representa 14% do total global da safra 2024/25, também de acordo com números do USDA deste mês.

Em apenas nove meses da temporada 2024/25 (de agosto de 2024 a abril de 2025), o país exportou 2,35 milhões de toneladas, somente 12% menos que o total escoado em toda a safra anterior.

Fonte: Globo Rural

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Comércio, Comércio Exterior, Investimento

Comitê Diretor do Partenariat pour le Coton aborda prioridades para o setor algodoeiro

O Banco Africano de Exportação e Importação (Afreximbank) sediou uma reunião do Comitê Diretor da iniciativa Partenariat pour le Coton em sua sede no Cairo, Egito, nos dias 28 e 29 de abril. Com base em uma série de consultas nacionais realizadas no ano passado nos países do Algodão 4+ (Benin, Burkina Faso, Chade, Mali e Côte d’Ivoire), a reunião marcou um passo significativo para consolidar prioridades de investimento e desenvolver estratégias nacionais e regionais de dez anos para fortalecer as cadeias de valor do algodão.

Os participantes se concentraram em transformar as necessidades identificadas em oportunidades de investimento concretas e apresentaram os resultados das consultas nacionais e regionais. Também validaram os termos de referência do Partenariat, incluindo sua estrutura de membros, escopo geográfico e funções principais.

Em seu discurso de abertura, o Vice-Diretor-Geral da OMC, Jean-Marie Paugam, destacou a importância de fortalecer as cadeias de valor algodão–têxtil–vestuário nos países do C-4+ por meio do aumento do valor agregado, da ampliação das oportunidades comerciais e de resultados sustentáveis de desenvolvimento. Ele observou que o objetivo da reunião era triplo: apresentar os relatórios nacionais e regionais resultantes das consultas; destacar as prioridades nacionais e as necessidades de investimento; e explorar as opções de assistência técnica e financiamento propostas pelas instituições financeiras em resposta a essas conclusões. Sua fala completa (em francês) está disponível aqui.

A Sra. Kanayo Awani, Vice-Presidente Executiva do Afreximbank para o Desenvolvimento do Comércio Intra-Africano e de Exportação, ressaltou a necessidade de enfrentar questões relacionadas aos baixos rendimentos e à limitada capacidade de processamento, às mudanças climáticas e sua variabilidade, às flutuações do mercado, aos preços globais do algodão e à infraestrutura e tecnologia insuficientes, que dificultam a produtividade e a eficiência. Para que os países do C-4+ consigam se modernizar e se integrar à cadeia global de valor do algodão, é necessário resolver esses desafios, afirmou.

Durante os dois dias de encontro, o Comitê Diretor participou de sessões temáticas sobre práticas sustentáveis na produção de algodão e sobre mecanismos de financiamento para o desenvolvimento das cadeias de valor, alinhados aos resultados das consultas nacionais. Um painel de alto nível explorou estratégias para destravar investimentos voltados à industrialização do algodão e à transformação local na região do C-4+.

A reunião foi concluída com discussões voltadas para o futuro sobre o apoio às prioridades do C-4+, incluindo a criação de um Fundo de Apoio dedicado ao Partenariat do C-4+ para facilitar a participação em atividades de capacitação e reuniões internacionais importantes. Os participantes também discutiram os preparativos para o próximo Dia Mundial do Algodão, que será realizado em outubro de 2025 no Chade, em colaboração com o Centro de Comércio Internacional (ITC).

Estiveram presentes representantes da OMC, da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI), da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da Better Cotton (BC), do Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB), da FIFA, da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e do Comitê Consultivo Internacional do Algodão (ICAC). Também participaram representantes da Corporação Financeira Internacional (IFC), do Centro de Comércio Internacional (ITC), do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), além de parceiros de desenvolvimento como a China e a União Europeia, bem como representantes dos países do C-4+.

O setor privado foi representado pela Gherzi, uma empresa de consultoria em gestão têxtil e engenharia, que contribuiu com uma apresentação técnica oferecendo insights importantes e orientando as discussões que se seguiram.

A próxima oportunidade para dar continuidade a essas discussões será a reunião do Mecanismo de Consulta do Diretor-Geral sobre o Algodão, agendada para 14 de maio, em Genebra.

Fonte: World Trade Organization

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Agronegócio, Comércio Exterior, Economia, Exportação, Industria, Informação, Investimento, Tecnologia

Brasil se torna o maior exportador de algodão do mundo pela primeira vez

Pela primeira vez, o Brasil se tornou o maior exportador de algodão do mundo. Resultado de décadas de investimentos em tecnologia no campo. É um trabalho manual e cuidadoso pra desenvolver novas variedades de algodão que vão cobrir de branco terras do Brasil. Em Trindade, Goiás, fica uma das cinco empresas de pesquisa de melhoramento genético de sementes da pluma.

“A gente busca hoje materiais ou plantas que se adaptam às diversas regiões do nosso país, que sejam altamente produtivas, que também agreguem cada vez mais em qualidade de fibra, para atender não só o mercado interno nosso, como também o mercado externo”, diz Reginaldo Roberto Luders, gerente de Melhoramento de Algodão.

No campo, a produção vem batendo recordes sucessivos, o que tornou o Brasil o maior exportador de algodão do mundo, desbancando os Estados Unidos, que por mais de vinte anos liderava o ranking.

“Na realidade, o Brasil vem se posicionando no mercado já com muitas atividades e muitas estratégias para chegar a esse momento. Começa desde a seleção da variedade, preparo o solo, o manejo desse cultivo como um todo, depois o processo de colheita, beneficiamento, tudo isso impacta para ter um bom resultado da safra”, diz Warley Palota, gerente de Marketing de Cultivo do Algodão.

A qualidade do algodão produzido no nosso país tem despertado o interesse da indústria têxtil em várias partes do mundo. A fibra brasileira é considerada muito resistente. A espessura e o comprimento dela também atendem às exigências do mercado internacional.

Brasil se torna o maior exportador de algodão do mundo — Foto: Reprodução/TV Globo

Brasil se torna o maior exportador de algodão do mundo — Foto: Reprodução/TV Globo

É para ver de perto como funciona toda essa cadeia produtiva que os compradores estrangeiros estão desembarcando no Brasil.

“A qualidade do algodão, depois de ver pessoalmente, eu posso dizer que é de uma qualidade extremamente superior”, diz uma compradora de Bangladesh.

Um comprador paquistanês também se surpreendeu e disse estar “impressionado com a capacidade de plantio de algodão aqui e a quantidade de tecnologia usada”.

Cento e cinquenta países já compram o algodão brasileiro, mas a intenção é conquistar novos mercados. Para isso, a pluma é testada em laboratórios onde ganha um selo de qualidade.

“Aqui é o trabalho final, aqui a gente tá comprovando que aquele produto ele é de qualidade. O comprador, principalmente o comprador externo, ele quer ter essa certeza que essa análise tá sendo feita de forma correta e com equipamentos de última geração”, conta Rhudson Assolari, gerente do laboratório AGOPA.

Se depender de pesquisas e da disposição do agricultor, o Brasil promete seguir na liderança mundial de exportação por muitos anos.

“O algodão brasileiro tem qualidade e tem preço, então ele é bem demandado. Nos torna competitivo mundialmente”, diz o produtor rural Carlos Moresco.

FONTE: G1
Com produção recorde, Brasil se torna o maior exportador de algodão do mundo pela primeira vez | Jornal Nacional | G1

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Brasil ultrapassa EUA e já é maior exportador de algodão do mundo

China, Vietnã, Bangladesh, Turquia e Paquistão são mercados principais

Por Marcello Antunes da Silva, repórter da Agência Brasil – O desempenho da safra 2023/2024 de algodão, com a colheita de mais de 3,7 milhões de toneladas, elevou o Brasil ao posto de maior produtor do mundo. O país também se tornou, oficialmente, e pela primeira vez na história, o maior exportador de algodão do mundo, superando os Estados Unidos.

O anúncio foi feito neste fim de semana em Comandatuba, na Bahia, durante a 75ª reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e seu Derivados, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, na conferência Anea Cotton Dinner, promovida pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea). A meta era prevista para ser alcançada somente em 2030.

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) comemorou o resultado da safra atual, com 60% da produção totalmente comercializada.

“A liderança no fornecimento mundial da pluma é um marco histórico, mas não é uma meta em si, e não era prevista para tão cedo. Antes disso, trabalhamos continuadamente para aperfeiçoar nossos processos, incrementando cada dia mais a nossa qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade, e, consequentemente, a eficiência”, ressaltou o presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel. A meta era prevista para ser alcançada somente em 2030.

Guinada – O presidente da Anea, Miguel Faus, lembrou que há cerca de duas décadas o Brasil era o segundo maior importador mundial.

“Essa guinada se deve a muito trabalho e investimento na reconfiguração total da atividade, com pesquisa, desenvolvimento científico, profissionalismo e união. É um marco que nos enche de orgulho como produtores e como cidadãos”, afirmou.

A Abrapa atribui o bom desempenho dos produtores à interligação entre produtores e a indústria têxtil brasileira. Apesar de sofrer forte concorrência externa, o consumo de fios e de algodão deve subir de 750 mil toneladas para 1 milhão de toneladas por ano.

A própria associação criou uma rede chamada Sou de Algodão, onde produtores de roupas, universidades de moda, pesquisadores e produtores de algodão caminham juntos para desenvolver qualidade aos produtos finais. Cerca de 84% do algodão produzido no Brasil detém certificações socioambientais.

As exportações brasileiras se recuperaram também pela maior demanda de países como Paquistão e Bangladesh, que no ciclo anterior compraram menos devido a dificuldades financeiras para abrir cartas de créditos. Essa retomada colaborou para que as expectativas fossem superadas. “A gente achava que iria exportar inicialmente 2,4 milhões, 2,45 milhões de toneladas.”

Entre os principais mercados do algodão brasileiro estão China, Vietnã, Bangladesh, Turquia e Paquistão.

Penas de aves – Na última semana, o governo brasileiro recebeu o anúncio, pela Região Administrativa Especial (RAE) de Hong Kong, China, da aprovação sanitária para a exportação de penas de aves do Brasil. O produto tem diversos usos industriais, incluindo a fabricação de almofadas, travesseiros, roupas de cama e estofados, além de ser utilizado como matéria-prima em produtos de isolamento térmico e acústico.

A abertura amplia o mercado para produtos avícolas do Brasil, refletindo a confiança no sistema de controle sanitário brasileiro. A relação comercial com a RAE de Hong Kong foi responsável pela importação de mais de US$ 1,15 bilhão em produtos do agronegócio brasileiro no ano passado. Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança sua 72ª abertura de mercado neste ano, totalizando 150 aberturas desde o início de 2023.

Novo consulado na China – Na última quinta-feira (27), o Brasil abriu seu terceiro consulado-geral na parte continental da China, em Chengdu, capital da Província de Sichuan, no sudoeste do país. Com seu distrito consular abrangendo Sichuan, Chongqing, Guizhou, Yunnan e Shaanxi, o consulado-geral é estabelecido depois dos em Shanghai e Guangzhou. Cézar Amaral tornou-se o primeiro cônsul-geral do Brasil em Chengdu. Como este ano marca o 50º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas entre a China e o Brasil, a abertura do consulado-geral é uma sinalização do aprofundamento da cooperação entre os dois países, segundo Marcos Galvão, embaixador brasileiro na China.

FONTE: Brasil 247
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Abertura de mercado na Arábia Saudita para produtos de origem vegetal

Com os anúncios, o agronegócio brasileiro totalizou 265 aberturas em 61 destinos desde o início de 2023

 

governo brasileiro recebeu, com satisfação, a notícia da simplificação do procedimento de aprovação necessário às exportações de algodão em pluma, algodão em caroço e desperdícios de algodão (farelos, torta, fibrila e óleo) do Brasil para a Arábia Saudita.

Essa é a sexta abertura de mercado na Arábia Saudita neste ano. Em março, foi autorizada a importação de sementes de hortaliças; em agosto, de aves vivas; e, neste mês, de flores e feno.

Com os anúncios, o agronegócio brasileiro alcançou sua 187ª abertura de mercado neste ano, totalizando 265 aberturas em 61 destinos desde o início de 2023.

A conquista coincide com a consolidação do Brasil como o maior exportador mundial de algodão. Nos primeiros nove meses de 2024, o país já comercializou US$ 3,68 bilhões e 1,90 milhão de toneladas, superando o total de US$ 3,33 bilhões e 1,68 milhão de toneladas exportados em 2023.

Esses resultados são fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Informações à imprensa
Imprensa@agro.gov.br

 

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Conheça características da produção de algodão no Brasil

Atualmente, o Brasil é o maior exportador do mundo e o terceiro maior produtor

Nesta segunda-feira (7), celebram-se cinco anos do Dia Mundial do Algodão. A data foi criada pela Organização Mundial do Comércio (OMC) em 2019 com o objetivo de destacar a importância dessa fibra tanto para a economia global quanto para o agronegócio.

“Este ano, alcançamos o patamar de maior exportador de fibra de algodão, enviando o produto para grandes mercados, incluindo o Egito, conhecido por ter o melhor algodão do mundo. Essa data simboliza a grande relevância dessa produção para o Brasil e para os produtores rurais”, destacou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), desde o final da década de 1990 e início dos anos 2000, o cerrado se consolidou como a principal região produtora da fibra. Conforme a Embrapa Algodão, o ciclo do algodoeiro varia em função da cultivar e do ambiente. Quanto mais próximo à linha do Equador, mais curto é o ciclo. No cerrado, as cultivares precoces têm ciclo de cerca de 150 dias, as de ciclo médio entre 160 e 180 dias, e as de ciclo longo, mais de 180 dias.

Para o plantio, o solo deve ser adequadamente manejado e trabalhado para garantir a qualidade dos cultivos futuros. A cultura do algodão é exigente em nutrientes, demandando solo com pH corrigido e livre de alumínio tóxico, além de boas práticas de conservação da terra e da água. Outro ponto fundamental é o controle de pragas. Para garantir maior produtividade, fatores como a condição climática, a disponibilidade adequada de água e luz, e temperaturas favoráveis são essenciais.

Ainda segundo a Embrapa Algodão, a cotonicultura brasileira é um exemplo de organização setorial, com a colaboração de diversas entidades públicas e privadas, que atuam na inovação e melhoria dos processos de produção da fibra.

O algodão é a fibra têxtil vegetal mais comercializada no mundo. A cotonicultura brasileira apresenta grande diversidade em termos de sementes, climas e beneficiamento, o que pode gerar variações significativas nas características do produto. O Brasil é o terceiro maior produtor de algodão do mundo, e os principais estados produtores são Mato Grosso, Bahia e Mato Grosso do Sul.

Segundo a Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (SPA/Mapa), o cultivo de algodão é a quarta maior cultura temporária do país, com valor de produção estimado em R$ 33 bilhões.

APOIO DO MAPA

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) trabalha para fomentar a cadeia produtiva e incentivar os produtores rurais. Os cotonicultores podem acessar recursos por meio da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) e de linhas de crédito rural para custeio e comercialização. Em 2023, segundo dados do Banco Central, os contratos de financiamento para comercialização (FEE e FGPP) e custeio de algodão totalizaram R$ 561 milhões e R$ 3,54 bilhões, respectivamente, conforme apresentado pela SPA.

Em 2024 o Brasil alcançou a marca de maior país exportador de algodão. Nos primeiros oito meses deste ano, o Brasil já comercializou US$ 3,35 bilhões e 1,72 milhões de toneladas, superando o total exportado em todo o ano de 2023, que registrou US$ 3,33 bilhões e 1,68 milhões de toneladas, conforme apresentou a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI/Mapa).

As exportações de algodão brasileiro vão para mais de 150 países, e os principais importadores são: China, Vietnã, Bangladesh, Turquia e Paquistão.

Conheça características da produção de algodão no Brasil — Ministério da Agricultura e Pecuária (www.gov.br)

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