Agricultura

Safra de grãos 2025/26 pode bater novo recorde no Brasil, projeta Conab

A safra brasileira de grãos 2025/26 segue em trajetória de crescimento e pode alcançar o maior volume já registrado no país. A mais recente estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta uma produção de 358,6 milhões de toneladas, resultado superior ao projetado no levantamento anterior e 1,8% acima da safra passada.

O desempenho positivo é atribuído principalmente à expansão da área cultivada e às condições climáticas favoráveis observadas ao longo do ciclo produtivo.

Área plantada maior impulsiona produção

Segundo a Conab, a área destinada ao cultivo de grãos deverá atingir 83,5 milhões de hectares, reforçando o potencial de crescimento da agricultura brasileira.

Mesmo com ajustes pontuais em algumas culturas, a avaliação da companhia é de que a temporada mantém um desempenho robusto e caminha para consolidar um novo recorde histórico de produção.

Soja lidera crescimento e pode registrar nova máxima

Principal produto do agronegócio nacional, a soja teve sua projeção elevada em relação ao levantamento anterior. Com a colheita praticamente encerrada, a expectativa é de uma produção de 180,3 milhões de toneladas.

O volume representa crescimento de 5,1% em comparação à safra anterior e, se confirmado, estabelecerá um novo recorde para a cultura.

De acordo com a Conab, o resultado reflete a ampliação das áreas cultivadas, a adoção de tecnologias de produção mais eficientes e o comportamento favorável do clima durante grande parte do desenvolvimento das lavouras.

Produção de milho permanece elevada

O milho, considerando as três safras anuais, deverá alcançar 140,5 milhões de toneladas.

Embora o número represente uma leve redução de 0,5% em relação ao ciclo anterior, a produção segue em patamar elevado. A segunda safra, responsável pela maior parte do volume nacional, ainda está em fase inicial de colheita.

Algodão registra retração por redução de área

Para o algodão, a previsão é de uma produção próxima de 4 milhões de toneladas de pluma.

A estimativa representa queda de 2,5% na comparação anual, influenciada principalmente pela diminuição da área destinada ao cultivo da fibra.

Arroz e feijão devem garantir abastecimento interno

A colheita do arroz está praticamente concluída e deverá somar 11,1 milhões de toneladas. O volume é inferior ao registrado na temporada passada, refletindo a redução das áreas plantadas em razão das condições de mercado.

Apesar da retração, a produtividade foi considerada satisfatória e o cenário para exportações permanece favorável.

Já a produção de feijão está estimada em aproximadamente 3 milhões de toneladas nas três safras previstas para o ano. O resultado representa uma pequena queda em relação ao ciclo anterior, mas continua suficiente para atender ao consumo interno e possibilitar embarques ao mercado externo.

Trigo deve ter queda expressiva na safra de inverno

Entre as culturas de inverno, o trigo apresenta o cenário mais desafiador.

A Conab projeta uma produção de 6,3 milhões de toneladas, volume cerca de 20% inferior ao da safra anterior. A redução está relacionada principalmente à menor área plantada nos estados do Rio Grande do Sul e Paraná, maiores produtores do cereal no país.

Além das condições de mercado, as expectativas em torno da influência do fenômeno El Niño no segundo semestre também contribuíram para a diminuição da intenção de plantio.

Agronegócio mantém perspectiva positiva

Mesmo com recuos pontuais em algumas culturas, o panorama geral da agricultura brasileira permanece favorável. A combinação entre expansão da área cultivada, ganhos de produtividade e condições climáticas adequadas sustenta a expectativa de uma das maiores safras da história do país.

Caso as projeções sejam confirmadas, o Brasil reforçará sua posição entre os principais produtores e exportadores de alimentos do mundo.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportações de Mato Grosso em maio: soja perde ritmo, enquanto milho e algodão batem recordes

As exportações de Mato Grosso apresentaram movimentos distintos em maio de 2026. Enquanto a soja registrou desaceleração nos embarques, impulsionada pela menor demanda chinesa, o milho e o algodão alcançaram resultados expressivos e renovaram marcas históricas. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e foram analisados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O cenário reforça a relevância do estado no comércio exterior brasileiro, especialmente no escoamento de commodities agrícolas.

Menor demanda da China reduz embarques de soja

Mato Grosso exportou 4,55 milhões de toneladas de soja em maio, volume 14,95% inferior ao registrado no mesmo período de 2025. O principal fator para a retração foi a redução das compras pela China, principal destino da oleaginosa produzida no estado.

No quinto mês de 2026, os chineses adquiriram 2,79 milhões de toneladas, uma queda de 22,74% na comparação anual.

Além do enfraquecimento da demanda externa, parte da produção permaneceu no mercado interno. O aumento do processamento da soja para obtenção de óleo, utilizado na fabricação de biodiesel, contribuiu para absorver uma parcela maior da oferta disponível.

Apesar da redução pontual em maio, o desempenho acumulado entre janeiro e maio segue robusto. No período, Mato Grosso embarcou 19,85 milhões de toneladas, o maior volume exportado para os cinco primeiros meses do ano nos últimos cinco anos.

Segundo o Imea, oscilações no fluxo de exportação são comuns durante o intervalo entre safras. Para 2026, a estimativa é de que o estado exporte 32,11 milhões de toneladas de soja, número que representa crescimento de 0,31% em relação ao volume registrado em 2025.

Exportações de milho superam resultado da safra anterior

O milho também teve participação relevante no comércio exterior brasileiro em maio. O Brasil exportou 249,31 mil toneladas do cereal, volume inferior ao registrado em abril, mas significativamente superior ao observado no mesmo mês do ano passado.

Mato Grosso respondeu por quase metade dos embarques nacionais ao exportar 121,03 mil toneladas. O resultado corresponde ao quinto maior volume já registrado para meses de maio na série histórica estadual.

Na comparação com a divulgação anterior, os embarques cresceram 207,36%. Já no acumulado da safra 2024/25, o estado alcançou 24,03 milhões de toneladas exportadas, superando em 1,68% todo o volume embarcado durante a safra 2023/24.

Com os números atuais, a temporada ocupa a terceira posição entre os maiores volumes de exportação de milho já registrados em Mato Grosso.

Algodão alcança melhor resultado da história para maio

O destaque do mês ficou com o algodão, que atingiu um novo recorde para o período. Mato Grosso embarcou 194,42 mil toneladas da pluma, respondendo por 66,77% de todas as exportações brasileiras do produto em maio.

Entre os principais compradores, Bangladesh liderou as aquisições com 45 mil toneladas, seguido pelo Paquistão, que importou 35,83 mil toneladas.

A China, embora tenha reduzido o ritmo de compras nos últimos meses e perdido a liderança mensal, continua sendo o principal destino do algodão mato-grossense na temporada atual. Entre agosto de 2025 e maio de 2026, o país asiático recebeu 381,15 mil toneladas, enquanto Bangladesh acumulou 326,31 mil toneladas.

Temporada do algodão caminha para novo recorde

No acumulado da temporada, Mato Grosso já exportou 1,82 milhão de toneladas de algodão, renovando o recorde do período pelo segundo ano consecutivo.

As projeções do Imea indicam que os embarques entre agosto de 2025 e julho de 2026 deverão alcançar 2,08 milhões de toneladas, consolidando mais uma safra histórica para a cadeia produtiva da fibra no estado.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Exportação

Exportações de soja e carnes do Brasil crescem em maio, aponta Secex

As exportações brasileiras de soja seguem em ritmo acelerado em maio e já apresentam crescimento expressivo em relação ao mesmo período do ano passado. Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram avanço também nos embarques de carnes e algodão, impulsionados pela forte demanda internacional e pela produção elevada no campo.

Embarques de soja avançam com safra recorde

Até a terceira semana de maio, a média diária de exportações de soja alcançou 758,8 mil toneladas, número 13% superior ao registrado em maio de 2025, quando o volume médio foi de 671,4 mil toneladas por dia.

No acumulado parcial do mês, o Brasil já embarcou 11,38 milhões de toneladas do grão. A expectativa do mercado é que o volume final ultrapasse as 14,10 milhões de toneladas exportadas no mesmo mês do ano passado, considerando os últimos dias úteis ainda pendentes de contabilização.

O desempenho reflete o escoamento da safra recorde de soja, que mantém o país entre os maiores exportadores agrícolas do mundo.

Volume ainda abaixo do recorde registrado em abril

Apesar da alta em maio, o ritmo atual de embarques ainda permanece abaixo do recorde histórico alcançado em abril de 2026. Na ocasião, a Secex registrou exportações de 16,75 milhões de toneladas de soja em um único mês.

O cenário reforça o forte desempenho do agronegócio brasileiro em 2026, especialmente nas commodities agrícolas voltadas ao mercado externo.

Exportações de carnes também disparam

As vendas externas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada apresentaram crescimento de 30,7% na média diária, atingindo 13.565 toneladas por dia.

Com isso, os embarques do mês devem superar a marca de 200 mil toneladas exportadas.

A carne de frango também registrou forte expansão. Segundo os dados da Secex, a média diária avançou 35%, chegando a 23.168 toneladas. Mesmo antes do fechamento completo do mês, os embarques já se aproximam de 350 mil toneladas.

Algodão cresce e café mantém estabilidade

Outro destaque do período foi o avanço das exportações de algodão, que cresceram 67,8% na média diária, alcançando 15.356 toneladas. O desempenho acompanha o escoamento de grandes estoques enquanto a colheita nacional ainda está em fase inicial.

Já o café verde apresentou estabilidade. A média diária de exportações ficou em 8.080 toneladas em maio de 2026, levemente abaixo das 8.106 toneladas registradas no mesmo período do ano anterior.

O setor cafeeiro inicia a nova colheita em meio a estoques reduzidos, embora haja expectativa de uma das maiores safras da história para este ano.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Agronegócio

Alta nos custos da soja, milho e algodão pressiona produtores em Mato Grosso

O aumento da instabilidade no mercado internacional elevou os custos de produção das lavouras de soja, milho e algodão em Mato Grosso para a safra 2026/27. Os dados divulgados em abril de 2026 apontam avanço no custeio agrícola, impulsionado principalmente pelo encarecimento de insumos importados e pelos impactos logísticos globais.

Milho registra maior avanço no custeio agrícola

Levantamento do projeto CPA-MT, desenvolvido pelo Senar-MT em parceria com o Imea, mostra que o milho apresentou a maior alta mensal entre as culturas analisadas. O custo por hectare chegou a R$ 3.772,24, crescimento de 2,32% em relação a março.

O resultado foi influenciado principalmente pela valorização dos fertilizantes e corretivos, que tiveram aumento de 4,30%. Também contribuíram para a elevação os gastos com defensivos agrícolas (+2,46%) e sementes (+0,11%).

Produção de soja também fica mais cara

Na cultura da soja, o custeio estimado alcançou R$ 4.286,89 por hectare, avanço de 1,88% no comparativo mensal.

O cenário reflete o aumento das despesas com fertilizantes, que ficaram 2,73% mais caros, além da alta de 2,17% nos defensivos. O comportamento dos preços acompanha a pressão internacional sobre os insumos utilizados no campo.

Algodão sofre impacto de tensões internacionais

O algodão manteve a tendência de alta nos custos de produção. Em abril, o custeio da cultura foi estimado em R$ 10.642,28 por hectare, crescimento de 1,05% frente ao mês anterior.

Segundo o levantamento, o principal fator para o avanço foi o encarecimento dos macronutrientes, afetados pelos problemas logísticos globais relacionados às tensões no Estreito de Ormuz.

Margens dos produtores ficam mais apertadas

Com os custos operacionais em alta e os preços das commodities ainda pressionados, produtores rurais enfrentam redução nas margens de lucro.

Analistas do Imea e do Senar-MT avaliam que as incertezas no cenário externo, especialmente no Oriente Médio, ampliam os riscos para o setor agrícola, impactando diretamente a logística e os preços dos insumos.

Ponto de equilíbrio preocupa produtores de soja

Para a soja, considerando produtividade média de 62,44 sacas por hectare, o produtor precisa vender a saca a R$ 68,65 para cobrir o custeio da lavoura. O valor representa alta de 8,42% em relação à safra passada.

Com parte dos insumos ainda em processo de compra, os agricultores seguem atentos às oscilações do mercado internacional.

Milho exige estratégia de comercialização

No caso do milho, a produtividade projetada é de 118,71 sacas por hectare. O preço necessário para cobrir o custeio é de R$ 31,78 por saca, enquanto o valor para arcar com o Custo Operacional Efetivo (COE) sobe para R$ 46,34.

Como a média de preços do cereal em abril foi de R$ 45,68 por saca, o valor cobre apenas o custeio básico, exigindo maior planejamento comercial dos produtores.

Cotonicultores buscam proteger margens

Para o algodão, a produtividade média estimada é de 119,82 arrobas de pluma por hectare. Nesse cenário, o produtor precisa comercializar a arroba por pelo menos R$ 127,09 para cobrir o COE, calculado em R$ 15.227,56 por hectare.

Diante dos preços mais atrativos da fibra nos últimos meses, muitos cotonicultores aceleraram estratégias de proteção de margem e travamento de custos, ampliando a comercialização da safra 2026/27.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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Agricultura

Estreito de Ormuz eleva custos da soja e milho em Mato Grosso

A crise no Estreito de Ormuz já impacta diretamente o agronegócio brasileiro, com reflexos imediatos no custo de produção em Mato Grosso. A escalada das tensões na região, considerada estratégica para o comércio global, provocou aumento nos preços do petróleo, combustíveis e insumos agrícolas, pressionando o planejamento da safra 2026/27.

Alta do diesel encarece operações no campo

Um dos principais fatores por trás da elevação dos custos é o avanço no preço do óleo diesel, essencial para as atividades mecanizadas. Em Mato Grosso, o valor médio do combustível subiu de R$ 6,35 por litro em fevereiro para R$ 7,21 em março, segundo dados oficiais.

Esse aumento impacta diretamente etapas como preparo do solo, plantio e manejo, tornando a produção mais cara e reduzindo a margem do produtor rural.

Fertilizantes lideram pressão nos custos da soja

O custo de produção da soja registrou alta de 6,98% no último mês, chegando a R$ 4.435,40 por hectare. O principal responsável por esse avanço foi o encarecimento dos fertilizantes, que representam quase metade do custo total da cultura.

Os insumos tiveram aumento de 10,77% no período, atingindo R$ 2.071,87 por hectare — um dos maiores níveis já registrados. A valorização está ligada à menor oferta global de nitrogenados e fosfatados, afetada pelas tensões geopolíticas.

Diante desse cenário, especialistas reforçam a necessidade de planejamento estratégico na compra de insumos, como forma de reduzir riscos e evitar prejuízos.

Milho também sofre com piora na relação de troca

A produção de milho segue a mesma tendência de alta nos custos. Para a safra 2026/27, o valor estimado é de R$ 3.686,80 por hectare, avanço de 3,38%.

Os principais aumentos foram observados em:

  • fertilizantes (+5,67%);
  • corretivos e defensivos (+3,12%).

Com o preço médio do milho em R$ 43,48 por saca, o poder de compra do produtor caiu. A relação de troca piorou significativamente, exigindo mais produto para adquirir insumos básicos como ureia, MAP e KCl.

Produtores reduzem compras diante da incerteza

O ambiente de volatilidade tem levado agricultores a adotar uma postura mais cautelosa. O volume de insumos negociados e as importações de fertilizantes no estado estão abaixo do registrado no ano anterior.

Essa retração indica menor apetite por risco, diante da instabilidade dos preços internacionais e da incerteza sobre os custos futuros.

Algodão também registra aumento no custo de produção

A cultura do algodão, que exige alto investimento tecnológico, também foi impactada. O custo da safra 2026/27 subiu 2,64%, alcançando R$ 10.531,50 por hectare.

Já o custo total da produção atingiu R$ 18.630,38 por hectare, revertendo a tendência de queda observada anteriormente.

Os gastos com fertilizantes e corretivos aumentaram 6,27%, influenciados por:

  • restrições na oferta global;
  • elevação dos custos logísticos;
  • mudanças nas rotas comerciais devido à crise no Oriente Médio.

Gestão de risco se torna essencial

Com a alta generalizada dos custos, a rentabilidade do produtor fica mais pressionada, especialmente em culturas intensivas como o algodão. Especialistas destacam que o cenário exige maior atenção à gestão de risco, acompanhamento constante do mercado e estratégias como a compra antecipada de insumos.

A instabilidade no Estreito de Ormuz reforça como fatores geopolíticos podem afetar diretamente o agronegócio brasileiro, elevando custos e exigindo decisões mais estratégicas no campo.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Internacional

Guerra no Oriente Médio impulsiona preços da soja e do açúcar no Brasil

O conflito no Oriente Médio foi o principal fator por trás da alta de diversas commodities agrícolas em março. O aumento do preço do petróleo elevou o valor do óleo de soja em mais de 13% na Bolsa de Chicago, puxando junto os preços da soja. O aumento do petróleo também impactou o açúcar e o algodão na Bolsa de Nova York.

Quando o preço do petróleo sobe, a demanda por óleo de soja cresce, já que ele é usado na produção de biodiesel, uma alternativa renovável ao diesel fóssil. Segundo dados do Valor Data, a soja encerrou março em alta de 4,2%, com o contrato mais líquido atingindo US$ 11,85 por bushel.

Marcela Marini, analista sênior de grãos do Rabobank, explica que, sem o impacto geopolítico, os preços da soja poderiam ter caído, já que o Brasil colhe uma safra recorde e a demanda chinesa não cresce na mesma proporção.

Trigo registra maior valorização

O trigo foi a commodity que mais subiu em Chicago, com alta de 8,5% e preço médio de US$ 6,02 por bushel. Segundo Élcio Bento, analista da Safras & Mercado, a expectativa de redução da área plantada nos EUA foi determinante para o aumento.

Os produtores americanos devem plantar 17,6 milhões de hectares na safra 2026-27, a menor desde 1919. Em 2025, a área total foi de 18,33 milhões de hectares.

O conflito no Oriente Médio também afetou o trigo, após o grupo Houthi, do Iêmen, declarar apoio ao Irã e ameaçar interromper fluxos pelo Canal de Suez. “Isso aumenta os custos logísticos para trigo vindo da Europa, Rússia e Ucrânia, beneficiando outros produtores como Argentina, Austrália e EUA”, destacou Bento.

Milho e algodão também registram alta

O milho subiu 5,7% em Chicago, alcançando US$ 4,64 por bushel, impulsionado pela forte demanda americana e pelo uso crescente em biocombustíveis, conforme explica Marcela Marini.

O algodão acompanhou a tendência do petróleo, com alta de 6% em março, para 68,29 cents por libra-peso. O aumento no preço do petróleo eleva o custo de tecidos sintéticos, fortalecendo a demanda por fibras naturais, como o algodão.

Açúcar se beneficia de bioenergia

Em Nova York, o açúcar teve alta de 8,1%, cotado a 14,93 cents por libra. A valorização do petróleo aumenta a competitividade do etanol em relação à gasolina, incentivando usinas brasileiras a direcionarem mais cana para bioenergia, reduzindo a oferta global de açúcar.

Segundo Marcelo Filho, analista de mercado da StoneX, a consolidação do preço do petróleo acima de US$ 100 torna o etanol mais atrativo e pressiona o açúcar no mercado internacional.

Outras commodities

O suco de laranja congelado subiu 3,4%, para US$ 1,82 por libra, e o café arábica registrou alta de 1,2%, a US$ 2,94 por libra. Entre as commodities suaves, apenas o cacau caiu, recuando 9,9% para US$ 3,26 por tonelada, pressionado por oferta abundante e baixa demanda.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Be8

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Exportação

Exportações de Mato Grosso: Egito assume vice-liderança e movimenta US$ 1,3 bilhão

O Egito passou a ocupar posição de destaque nas exportações de Mato Grosso, consolidando-se como o segundo principal destino dos produtos do estado. Em apenas dois anos, o país africano saiu da 22ª colocação no ranking comercial para a vice-liderança, ficando atrás apenas da China.

Dados do sistema Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, indicam que o volume financeiro exportado para o mercado egípcio saltou de US$ 329,1 milhões em 2023 para US$ 1,34 bilhão em 2025 — um crescimento expressivo em 24 meses.

Milho impulsiona avanço egípcio

A escalada começou a ganhar força em 2024, quando o Egito já figurava na 6ª posição entre os destinos das vendas externas mato-grossenses, somando US$ 1,07 bilhão em aquisições.

O principal motor desse avanço foi o milho, que registrou crescimento acelerado: passou de US$ 180,6 milhões em 2023 para mais de US$ 1 bilhão em 2025. A expansão reforça a importância do cereal na pauta do agronegócio de Mato Grosso.

Além do grão, houve diversificação com a entrada da soja e a consolidação do setor têxtil. O algodão atingiu US$ 110,1 milhões em vendas, ampliando a presença estadual no fornecimento de fibras ao mercado internacional. As carnes bovinas congeladas também mantiveram estabilidade, garantindo faturamento anual superior a US$ 100 milhões.

Egito supera parceiros tradicionais

Com o novo cenário, o Egito ultrapassou mercados historicamente relevantes, como Tailândia e Vietnã.

Se em 2023 o país africano importava 16 tipos de produtos de Mato Grosso, atualmente o fluxo financeiro está concentrado em 11 itens considerados estratégicos, principalmente voltados à segurança alimentar e ao fornecimento de fibras.

Diversificação fortalece balança comercial

Para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, o avanço representa mais do que um crescimento pontual nas vendas externas. A mudança amplia oportunidades de novos acordos e reduz a dependência de poucos mercados compradores.

O secretário César Miranda avalia que a ascensão egípcia demonstra a competitividade da produção estadual e sua capacidade de abastecer mercados estruturais, especialmente aqueles com alta demanda por grãos e proteínas.

Segundo ele, a consolidação do milho como carro-chefe das exportações, aliada ao avanço do algodão e à manutenção da carne bovina na pauta, indica potencial de ampliação do mix exportador. A estratégia inclui investimentos em infraestrutura logística, previsibilidade nos embarques e abertura de novos mercados para produtos de maior valor agregado.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Canal Rural Mato Grosso

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Logística

Hub da Louis Dreyfus em Rondonópolis integra fertilizantes e algodão e reforça logística em MT

A Louis Dreyfus Company (LDC) colocou em operação um novo hub logístico em Rondonópolis (MT), unificando as atividades de insumos agrícolas e algodão no mesmo complexo. A estrutura está instalada no terminal rodoferroviário do município e foi desenhada para otimizar o fluxo de cargas, reduzir custos e ampliar a eficiência operacional no estado.

O projeto permite que o produtor rural entregue o algodão em pluma e retorne com fertilizantes, inclusive por meio de operações de barter — modelo de troca de produtos bastante utilizado no agronegócio. A expectativa é diminuir a pegada de carbono por tonelada transportada, além de racionalizar a logística regional.

Estrutura amplia capacidade de armazenagem e mistura

O novo ativo conta com uma misturadora de fertilizantes com capacidade estática superior a 100 mil toneladas. Já o armazém dedicado ao algodão comporta mais de 20 mil toneladas da fibra.

A operação é automatizada e equipada com elevadores, tombadores e esteiras, eliminando o uso de pás carregadeiras no recebimento das cargas. A companhia destaca que a escolha de Rondonópolis se deve ao papel estratégico do município como principal polo logístico de Mato Grosso.

O estado concentra cerca de 70% da área plantada de algodão no Brasil e responde por 22% do consumo nacional de fertilizantes, consolidando-se como referência tanto na produção da fibra quanto na demanda por insumos.

Sincronização entre oferta e demanda no campo

De acordo com Bruno Andrade, diretor comercial de insumos da LDC para a região North Latam, o hub garante maior alinhamento entre fornecimento e necessidade do produtor.

Segundo ele, a nova estrutura assegura a disponibilidade de fertilizantes no momento exato da demanda no campo, ajustando a cadeia de suprimentos ao ritmo da produção agrícola.

Andrade acrescenta que o investimento fortalece o posicionamento da empresa como parceira estratégica de fornecedores e produtores, além de ampliar sua atuação no mercado brasileiro de fertilizantes por meio da expansão geográfica e da oferta de produtos com mistura própria.

Integração fortalece competitividade do algodão brasileiro

Para Dawid Wajs, diretor da plataforma de algodão da LDC, a integração entre originação, armazenagem e logística acompanha o crescimento da produção nacional e contribui para elevar a competitividade da fibra no exterior.

A companhia é reconhecida como uma das líderes globais na comercialização de algodão e aposta na sinergia entre as operações para impulsionar a presença do produto brasileiro no mercado internacional.

O presidente da LDC Brasil, Michel Roy, afirmou que o hub está alinhado à estratégia de longo prazo da empresa, iniciada há 175 anos, com foco no fortalecimento da capacidade de comercialização e na integração com as áreas de logística e fertilizantes.

Durante a inauguração, o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, ressaltou o potencial logístico do município para atrair novos investimentos e destacou a vocação da cidade como centro estratégico do agronegócio.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Louis Dreyfus Company/Divulgação

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Informação

Custo de produção elevado reduz área de algodão em Mato Grosso e produção deve cair mais de 15%

Os altos custos de produção continuam afetando a rentabilidade do algodão em Mato Grosso e já provocam impacto direto no planejamento da safra 2025/26. A área destinada à cultura no estado deve encolher 8,06% em relação ao ciclo anterior, o que também reflete em uma projeção de queda superior a 15% na produção de pluma.

Área de algodão encolhe na safra 2025/26

De acordo com relatório divulgado na segunda-feira (2) pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a estimativa é de que sejam cultivados 1,42 milhão de hectares de algodão no estado nesta safra. O recuo está diretamente ligado à elevação dos custos e à pressão sobre as margens dos produtores.

Até o dia 30 de janeiro, cerca de 67,75% da área projetada já havia sido semeada, conforme levantamento recente.

Redução ocorre em todas as regiões do estado

A retração da área plantada é observada em todas as regiões de Mato Grosso, segundo o Imea. O maior recuo ocorre no Nordeste do estado, onde a área deve cair de 84,3 mil hectares para 60,6 mil hectares, uma redução de 28,04%.

No Norte mato-grossense, a diminuição estimada é de 15,55%, com a área passando para 21,4 mil hectares. Já na região Centro-Sul, a previsão indica queda de 10,81% na área cultivada com a fibra.

Produtividade menor impacta produção de algodão

Em relação à produtividade, o instituto manteve a metodologia de média ponderada das safras anteriores. A estimativa ficou em 290,88 arrobas por hectare, resultado 7,69% inferior ao registrado na safra 2024/25.

Com a combinação de menor área e produtividade mais baixa, a produção de algodão em caroço deve alcançar 6,21 milhões de toneladas, o que representa uma retração de 15,13% frente às 7,32 milhões de toneladas colhidas na safra passada.

Produção de pluma deve cair mais de 15%

A produção de pluma de algodão também foi revisada para baixo. A nova estimativa aponta volume de 2,56 milhões de toneladas na safra 2025/26, uma redução de 15,16% em comparação às 3,01 milhões de toneladas registradas no ciclo 2024/25.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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Agricultura

Instabilidade climática impacta plantio do algodão em Mato Grosso e acende alerta fitossanitário

A instabilidade climática registrada nas últimas semanas em Mato Grosso tem reduzido o ritmo das operações agrícolas, especialmente na colheita da soja e na semeadura do algodão. Chuvas frequentes e volumes elevados em diferentes regiões do estado limitaram as atividades no campo, conforme aponta o boletim semanal da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (AMPA), referente ao período de 18 a 24 de janeiro de 2026.

Segundo a entidade, o clima tem influenciado diretamente o andamento da safra de algodão 2025/26, embora, até o momento, o plantio siga dentro do cronograma esperado para esta fase da temporada.

Algodão apresenta bom estabelecimento inicial

Mesmo com as restrições impostas pelas chuvas, a AMPA informa que as áreas já implantadas apresentam desempenho positivo. As lavouras registram boa germinação, estande adequado e bom desenvolvimento inicial, inclusive nas regiões de segunda safra, que foram mais impactadas pela instabilidade climática nas últimas semanas.

O cenário indica que, apesar das dificuldades operacionais, o potencial produtivo inicial do algodão vem sendo preservado.

Plantio supera média histórica no estado

Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que, até 23 de janeiro, Mato Grosso havia semeado 47,80% da área prevista de algodão para a safra 2025/26. O avanço semanal foi de 18,76 pontos percentuais, índice significativamente superior ao registrado no mesmo período da safra passada, quando o plantio alcançava 28,57%.

O percentual também supera a média histórica das últimas cinco safras, estimada em 37,53%. Entre os dias 9 e 16 de janeiro, o ritmo de avanço chegou a 20,96 pontos percentuais, considerado o maior desde o início da semeadura, em dezembro.

Regionalmente, o sudeste de Mato Grosso lidera o plantio, com 59,89% da área semeada. Na sequência aparecem as regiões noroeste (48,62%), médio-norte (44,70%), oeste (44,58%), centro-sul (42,93%) e nordeste (38,68%).

Colheita da soja limita avanço das operações

A colheita da soja avançou de forma pontual ao longo da semana, condicionada às curtas janelas de tempo firme. De acordo com a AMPA, não foram registradas perdas significativas provocadas por eventos climáticos, e as produtividades observadas variaram entre 53 e 87 sacas por hectare.

Em algumas regiões, a permanência da soja em final de ciclo tem atrasado a liberação das áreas para o algodão, especialmente na segunda safra. Essa situação contribui para a desaceleração temporária do ritmo de implantação da cultura.

Aumento da pressão de pragas preocupa produtores

Com o avanço da colheita da soja, o monitoramento fitossanitário passou a indicar aumento expressivo da pressão de pragas, com destaque para o bicudo-do-algodoeiro. Segundo a AMPA, houve elevação da presença da praga em praticamente todas as regiões monitoradas, especialmente após a retirada da soja das áreas.

As médias de captura variaram de 1,3 a mais de 6 insetos por armadilha, caracterizando alta população residual. Diante desse cenário, a entidade recomenda intensificação imediata das ações de manejo, como monitoramento contínuo, uso de armadilhas e tubos mata-bicudo, aplicações de defensivos conforme orientação técnica e eliminação rigorosa de plantas tiguera.

Além do bicudo, o boletim aponta ocorrências relevantes de mosca-branca, percevejos, tripes, pulgões e lagartas. A migração da mosca-branca da soja para o algodão em fase inicial é um dos principais focos de atenção neste momento.

Potencial produtivo exige manejo rigoroso

Apesar do bom estabelecimento inicial das lavouras, a AMPA avalia que o atual cenário combina potencial produtivo com elevado risco fitossanitário. O período de estabelecimento do algodão é considerado crítico, exigindo atenção redobrada e coordenação regional das estratégias de controle.

A entidade reforça que a adoção rigorosa do manejo integrado de pragas será determinante para preservar o desenvolvimento das lavouras e minimizar impactos na produtividade da safra 2025/26, em um contexto marcado por clima instável e pressão crescente de insetos-praga.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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