Agronegócio

Brasil amplia exportações com novas aberturas de mercado nos Emirados Árabes e no Líbano

O Brasil conquistou duas novas aberturas de mercado internacional, com autorização para exportar codornas aos Emirados Árabes Unidos (EAU) e feijão preto ao Líbano. As negociações, concluídas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), reforçam a presença do país no comércio agropecuário global.

Exportações para os Emirados Árabes Unidos

As autoridades sanitárias dos EAU aprovaram a importação de codornas destinadas à alimentação animal, abrindo mais uma frente para o setor pecuário brasileiro. Somente em 2024, o país árabe comprou mais de US$ 3,3 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, tornando-se o sexto maior destino das exportações do agronegócio brasileiro.

Feijão preto brasileiro chega ao Líbano

No Líbano, o aval sanitário permitirá a entrada do feijão preto brasileiro, fortalecendo o comércio bilateral. No mesmo ano, o Brasil exportou US$ 432 milhões em produtos agropecuários ao mercado libanês, com destaque para carnes, itens do complexo sucroalcooleiro e derivados de soja.

Expansão do agronegócio

Com as novas autorizações, o agronegócio do Brasil acumula 488 aberturas de mercado desde o início de 2023, resultado direto da diplomacia comercial e do esforço conjunto entre Mapa e MRE para ampliar o acesso dos produtos brasileiros a novos destinos.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Exportação

Brasil bate recorde de exportações de café para a Rússia em outubro e fatura quase R$ 400 milhões

O Brasil registrou um recorde histórico nas exportações de café para a Rússia em outubro, movimentando US$ 74,4 milhões (cerca de R$ 398 milhões), segundo dados da alfândega brasileira compilados pela Sputnik Brasil. O resultado representa um salto expressivo nas vendas externas, consolidando o país como maior produtor e exportador de café do mundo.

Exportações de café crescem seis vezes em um mês

O volume exportado à Rússia aumentou quase seis vezes em relação a setembro e 30% na comparação anual, impulsionando o país ao sétimo lugar entre os principais importadores do café brasileiro. A Alemanha continua na liderança, com US$ 267,3 milhões em compras, seguida pelos Estados Unidos (US$ 140,2 milhões) e Itália (US$ 118,4 milhões).

Em termos de quantidade física, as exportações somaram 11,8 mil toneladas, alta de 5,5 vezes em relação ao mês anterior, mas queda de 2,5% frente a outubro de 2024. Especialistas explicam que essa leve retração é resultado da alta de 25% no preço do café arábica, variedade na qual o Brasil se destaca mundialmente.

Receita acumulada supera desempenho do ano anterior

Apesar da queda pontual no volume, o desempenho financeiro das exportações segue em ritmo acelerado. De janeiro a outubro, as empresas russas compraram 57,7 mil toneladas de café brasileiro, movimentando US$ 362,4 milhões — valor 72% superior ao registrado no mesmo período de 2024, quando o total foi de US$ 211,8 milhões.

Fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Rússia

O resultado confirma a diversificação geográfica das exportações brasileiras e o estreitamento das relações comerciais com a Rússia, especialmente no setor agroindustrial. Para analistas, o cenário favorável deve se manter, embora a volatilidade dos preços internacionais e as variações cambiais continuem sendo fatores de atenção para os próximos meses.

Com a demanda russa aquecida e os preços do café em alta, produtores brasileiros buscam aproveitar o bom momento e monitoram atentamente o clima e a oferta global, que podem influenciar as próximas safras.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Exportação

Brasil registra recorde histórico nas exportações de carne bovina em outubro de 2025

As exportações brasileiras de carne bovina atingiram 357 mil toneladas em outubro de 2025, o maior volume mensal desde o início da série histórica em 1997, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). O número supera em 1,5% o recorde anterior, registrado em setembro, e representa uma alta de 18,7% em relação a outubro de 2024.

O faturamento também cresceu significativamente, alcançando US$ 1,9 bilhão, valor 39,1% superior ao mesmo mês do ano passado.

Crescimento contínuo e expectativa de novo recorde anual

Entre janeiro e outubro, o Brasil exportou 2,79 milhões de toneladas de carne bovina, somando US$ 14,31 bilhões em receita — aumentos de 16,6% em volume e 35,9% em valor na comparação anual.

Com esse desempenho, o país se mantém próximo ao recorde de 2024, quando exportou 2,89 milhões de toneladas e faturou US$ 12,8 bilhões. Segundo a Abiec, se o ritmo atual continuar, o recorde histórico anual poderá ser superado já em novembro, consolidando o Brasil como líder mundial nas exportações de carne bovina, com embarques realizados para 162 países em 2025.

Carne in natura domina as exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado, com 320,5 mil toneladas embarcadas em outubro e US$ 1,7 bilhão em receitas. O preço médio foi de US$ 5,5 mil por tonelada, representando quase 90% do volume total exportado e 93,5% do faturamento.

Outros produtos, como miúdos, carnes industrializadas, gorduras e carnes salgadas, também contribuíram para o resultado positivo.

Exportações para os Estados Unidos seguem firmes

Mesmo com o tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos, o Brasil manteve suas exportações para o país. Embora tenha havido redução no ritmo desde agosto, o fluxo não foi interrompido.

Em outubro, os embarques somaram 12,9 mil toneladas, um avanço em relação a setembro (9,9 mil toneladas) e agosto (9,3 mil toneladas). A Abiec destacou que os EUA continuam sendo um mercado estratégico para a carne brasileira, graças à competitividade e regularidade do produto.

De janeiro a outubro, as exportações para os Estados Unidos totalizaram 232 mil toneladas e US$ 1,38 bilhão, altas de 45% em volume e 38% em valor em comparação ao mesmo período de 2024. Os números já superam todo o desempenho do ano passado, quando foram enviadas 229 mil toneladas, gerando US$ 1,35 bilhão.

China segue como principal destino da carne bovina brasileira

A China manteve sua liderança nas compras, com 190,8 mil toneladas importadas em outubro e US$ 1,046 bilhão em negócios — o equivalente a 53% do volume e 55% da receita mensal.

Outros mercados de destaque foram:

  • União Europeia: 17 mil toneladas / US$ 140,4 milhões
  • Estados Unidos: 12,9 mil toneladas / US$ 83,1 milhões
  • Chile: 12,7 mil toneladas / US$ 72,3 milhões
  • Filipinas: 12,4 mil toneladas / US$ 56,3 milhões
  • México: 10,1 mil toneladas / US$ 56,2 milhões
  • Egito: 12,1 mil toneladas / US$ 53,9 milhões
  • Rússia: 11,8 mil toneladas / US$ 48,6 milhões
  • Arábia Saudita: 6,5 mil toneladas / US$ 34,7 milhões
  • Hong Kong: 7,8 mil toneladas / US$ 29,7 milhões

No acumulado do ano, a China segue na liderança absoluta, com 1,34 milhão de toneladas e US$ 7,1 bilhões — o que representa 48,1% do volume e 49,7% da receita total. Na sequência, aparecem Estados Unidos, México, Chile e União Europeia.

Os mercados que mais ampliaram suas compras em 2025 foram México (+213%), União Europeia (+109%), China (+75,5%), Rússia (+50,4%) e Estados Unidos (+45%), o que demonstra a diversificação e fortalecimento das exportações brasileiras, segundo a Abiec.

Setor confirma força e equilíbrio do mercado

O presidente da Abiec, Roberto Perosa, afirmou que o desempenho histórico de outubro comprova a força do setor, a abertura de novos mercados e o equilíbrio entre exportações e abastecimento interno.

“O Brasil segue ampliando sua presença internacional com qualidade e regularidade de fornecimento, resultado do trabalho conjunto entre a indústria e o governo. É importante lembrar que apenas 30% da carne produzida no país é exportada, enquanto cerca de 70% abastece o mercado interno, o que demonstra a robustez do consumo doméstico e a capacidade do país de atender à demanda mundial”, destacou.

A Abiec reúne 47 empresas responsáveis por 98% das exportações de carne bovina do Brasil.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Comércio Exterior

Brasil registra superávit comercial de US$ 7 bilhões em outubro, impulsionado pelo agronegócio e mineração

A balança comercial brasileira encerrou outubro de 2025 com superávit de US$ 7 bilhões, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (6) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). O resultado representa um avanço de 70,2% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o saldo positivo foi de US$ 4,1 bilhões.

O desempenho foi sustentado por exportações de US$ 32 bilhões e importações de US$ 25 bilhões, totalizando uma corrente de comércio de US$ 57 bilhões — crescimento de 4,5% em comparação com outubro de 2024.

Agropecuária e indústria extrativa puxam exportações

As exportações brasileiras tiveram alta de 9,1% no mês, impulsionadas principalmente pelos setores agropecuário e extrativo mineral. Entre os destaques, as vendas de carne bovina subiram 40,9%, enquanto as exportações de soja cresceram 42,7%. Já o minério de ferro registrou aumento de 30% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Esses segmentos seguem como pilares do comércio exterior do país, sustentando o crescimento das exportações do agronegócio e da mineração, que continuam sendo os principais motores do superávit brasileiro.

Queda nas importações e destaque negativo para petróleo

Do lado das importações, houve uma leve queda de 0,8% em relação a outubro de 2024. Os principais recuos foram observados nas compras de petróleo, com redução de 28,2%, e de acessórios de veículos, que caíram 14,7%.

A diminuição nas importações contribuiu para ampliar o saldo positivo da balança comercial, compensando parcialmente o aumento dos custos de alguns produtos industrializados no mercado internacional.

Superávit acumulado no ano

Entre janeiro e outubro de 2025, o Brasil acumulou exportações de US$ 289,7 bilhões, uma leve alta de 1,9% na comparação com o mesmo período de 2024. As importações, por sua vez, cresceram 7,1%, somando US$ 237 bilhões.

Com isso, o superávit comercial acumulado no ano registrou queda de 16,6% em relação aos dez primeiros meses do ano passado, refletindo o aumento das compras externas e a desaceleração em alguns setores exportadores.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Chuttersnap/ Unsplash

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Agronegócio

Acordo entre Estados Unidos e China pode causar impacto maior no agronegócio brasileiro do que o tarifaço

O novo acordo comercial entre Estados Unidos e China, anunciado nesta quinta-feira (30), pode representar um desafio para o agronegócio brasileiro. O entendimento prevê a retomada das compras de soja americana pelo país asiático — uma decisão que tende a reduzir a demanda pela commodity produzida no Brasil. Especialistas avaliam que o efeito pode ser mais negativo ao agro nacional do que o recente tarifaço imposto por Donald Trump sobre produtos brasileiros.

China volta a comprar soja dos EUA

Durante declaração a jornalistas, o presidente Donald Trump afirmou que a China se comprometeu a adquirir “quantidades enormes de soja e outros produtos agrícolas” dos Estados Unidos. Segundo ele, as compras devem começar imediatamente. O anúncio foi feito a bordo do Air Force One, após encontro com o presidente Xi Jinping em Busan, na Coreia do Sul.

“Estamos de acordo em muitos pontos. Grandes quantidades, quantidades enormes de soja e outros produtos agrícolas serão compradas imediatamente, a partir de agora”, declarou Trump.

O acordo marca uma mudança significativa nas relações comerciais entre as duas potências, que vinham travando uma guerra tarifária desde o início do ano.

Brasil pode perder espaço no mercado chinês

Com o agravamento da disputa comercial entre EUA e China nos últimos meses, os chineses haviam suspenso totalmente a compra de soja americana, o que beneficiou diretamente o Brasil, principal fornecedor do grão ao mercado global. A abertura do mercado chinês aos produtos norte-americanos pode, portanto, reduzir o volume de exportações brasileiras e pressionar os preços internos.

Analistas do setor destacam que a China é o maior comprador de soja do mundo, e qualquer mudança em sua política de importação tem impacto direto sobre o agronegócio brasileiro, especialmente nos estados produtores como Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul.

A retomada das importações de soja dos EUA, aliada ao aumento da oferta global, pode provocar queda nas cotações internacionais e afetar a rentabilidade dos produtores brasileiros.

Efeitos no comércio agrícola internacional

O acordo também tem potencial para reconfigurar o comércio mundial de commodities agrícolas, alterando o equilíbrio de forças entre os grandes exportadores. O Brasil, que se consolidou como principal fornecedor de soja à China durante o período de tensões comerciais, pode ver sua participação no mercado asiático diminuir caso os chineses ampliem as compras dos EUA.

Enquanto isso, os agricultores brasileiros acompanham com cautela as negociações e aguardam detalhes sobre os volumes e prazos de compra previstos no acordo. A expectativa é de que o impacto seja sentido nas próximas safras, caso os embarques norte-americanos se intensifiquem.

FONTE: Diário do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gazeta do Povo

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Exportação

Exportações de Santa Catarina crescem 5,2% em outubro e atingem recorde histórico

As exportações de Santa Catarina registraram um crescimento de 5,2% em outubro, alcançando US$ 1,1 bilhão — o maior valor já obtido pelo estado nesse mês desde o início da série histórica, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta quinta-feira (6). Em comparação com o mesmo período de 2024, quando o total foi de US$ 1,04 bilhão, o resultado confirma a expansão consistente das vendas externas catarinenses tanto na análise mensal quanto anual.

Agronegócio lidera exportações catarinenses

Mais uma vez, o agronegócio foi o principal motor do desempenho positivo. As carnes de aves (US$ 188,7 milhões) e a carne suína (US$ 162,1 milhões) lideraram a pauta exportadora, seguidas pela soja (US$ 87,9 milhões). Entre os produtos industriais, destacam-se os geradores elétricos (US$ 63,4 milhões) e os motores de pistão e suas partes (US$ 37,5 milhões), completando o top 5 das exportações do estado.

Para o governador Jorginho Mello, o resultado reflete o reconhecimento internacional da qualidade da produção catarinense. “Santa Catarina leva produtos competitivos e certificados para mais de 200 destinos no mundo. Nossa força produtiva e excelência abrem novos mercados e consolidam a presença do estado no comércio global”, afirmou.

Estado mantém alta de 5,1% no acumulado do ano

O bom desempenho de outubro ajudou a manter o ritmo de crescimento no acumulado do ano. Entre janeiro e outubro de 2025, as exportações catarinenses somaram US$ 10,1 bilhões, um avanço de 5,1% em relação ao mesmo período de 2024, quando o valor foi de US$ 9,6 bilhões. O aumento representa US$ 492 milhões a mais em receitas para o estado.

De acordo com o secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck, o resultado é reflexo de um ambiente de negócios favorável. “Santa Catarina vive um momento econômico forte, sustentado por um povo trabalhador e por um governo que simplifica processos e estimula quem produz”, destacou.

As carnes de aves (US$ 1,69 bilhão) e a carne suína (US$ 1,46 bilhão) continuam liderando as vendas no acumulado, representando quase 30% das exportações totais. Na sequência aparecem os geradores elétricos (US$ 539,7 milhões), a soja (US$ 535,5 milhões) e a madeira parcialmente trabalhada (US$ 384,9 milhões).

Exportações alcançam mais de 200 destinos globais

Segundo o MDIC, os produtos de Santa Catarina chegam atualmente a mais de 200 mercados internacionais. Os Estados Unidos seguem como principal destino, com US$ 1,28 bilhão em compras, embora o valor represente uma queda de 9,3% em relação a 2024. Em segundo lugar aparece a China, com US$ 1 bilhão, também com variação negativa de 8,4%.

Por outro lado, as vendas para outros países da América Latina cresceram e compensaram as retrações nos dois maiores parceiros. A Argentina registrou alta de 25%, com US$ 746 milhões em importações, seguida por México (US$ 654,5 milhões, +0,46%), Japão (US$ 579 milhões, +10%), Chile (US$ 525,2 milhões, +36,2%) e Paraguai (US$ 368,3 milhões, +3%).

O desempenho reforça a diversificação dos mercados catarinenses e consolida o estado como um dos principais exportadores do país, com forte presença no agronegócio e na indústria de transformação.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
TEXTO: Redação
IMAGEM: SCPAR/Divulgação

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Comércio Exterior, Exportação

Mato Grosso lidera exportações de carne bovina para a China e ultrapassa São Paulo em 2025

O estado de Mato Grosso reafirmou sua posição de destaque no agronegócio nacional ao se tornar, em 2025, o maior exportador de carne bovina para a China. Com uma receita acumulada de US$ 3 bilhões até setembro, o estado ultrapassou São Paulo — tradicional polo da pecuária brasileira — e consolidou sua dominância nas vendas externas do setor.

De acordo com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), entre janeiro e setembro, Mato Grosso embarcou 351,3 mil toneladas de carne bovina ao mercado chinês, superando as 343,5 mil toneladas enviadas por São Paulo no mesmo período. A China segue como principal destino da carne bovina brasileira, responsável pela maior fatia das exportações do país.

No total, Mato Grosso exportou 646,9 mil toneladas da proteína para 89 países, com preço médio de US$ 5,3 mil por tonelada, reforçando o vigor do setor e o peso do estado nas vendas internacionais.

Missão mato-grossense busca novas parcerias na China
Para sustentar o ritmo de crescimento e abrir novos mercados em 2026, uma comitiva de Mato Grosso — composta pelo Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e Invest MT — cumpre nesta semana uma agenda estratégica na China.

O grupo pretende ampliar os canais de exportação e firmar novas parcerias comerciais, especialmente com províncias do interior chinês, além de reforçar o compromisso do estado com práticas de sustentabilidade e produção responsável.

Segundo o presidente do Imac, Caio Penido, a presença da comitiva no país asiático representa uma oportunidade de fortalecer ainda mais a imagem da carne mato-grossense no mercado internacional.

“Participar dessa missão é uma oportunidade estratégica para fortalecer nossa presença global. A China é o principal destino das exportações de Mato Grosso, e temos muito a mostrar — especialmente nosso compromisso com uma pecuária sustentável e de alta qualidade”, afirmou Penido.

O dirigente destacou ainda que o foco é abrir novas portas e demonstrar que o modelo de produção mato-grossense atende às demandas do consumidor global, que valoriza alimentos produzidos com segurança alimentar, responsabilidade ambiental e social.

FONTE: Mato Grosso Canal Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Assessoria Imac

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Agronegócio

Agronegócio brasileiro enfrenta novos desafios no mercado asiático

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou uma viagem à Indonésia e à Malásia, onde participou da cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean). A visita reforçou o interesse do governo em ampliar a presença do agronegócio brasileiro na Ásia, considerada a região mais dinâmica da economia mundial.

Apesar do potencial, o crescimento das exportações brasileiras na região pode ocorrer em ritmo mais lento do que o previsto. No mesmo período, o ex-presidente americano Donald Trump também esteve na Ásia e conseguiu garantir concessões comerciais de vários países por meio de medidas tarifárias, fortalecendo o posicionamento dos Estados Unidos no comércio internacional.

Soja brasileira perde espaço para os EUA

A política comercial americana tem impactado diretamente as exportações do Brasil, especialmente de soja. Após uma trégua entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping, a China retomou a compra de soja dos Estados Unidos, com um acordo que prevê 12 milhões de toneladas até o fim do ano e 25 milhões anuais até 2028.

No curto prazo, isso significa que o país asiático deve reduzir as importações de soja brasileira, priorizando o produto americano até a entrada da nova safra do Brasil, prevista para fevereiro. A expansão brasileira em outros mercados asiáticos também pode ser afetada, incluindo o farelo de soja.

Carne e algodão na disputa internacional

Além da soja, os produtores americanos de carne e algodão têm criticado o avanço do Brasil na Ásia. O país é o maior exportador mundial de carne bovina e pode ultrapassar os EUA também em produção total neste ano. Atualmente, 32% da carne bovina e 35% da carne suína produzidas no Brasil são exportadas, com destaque para China, México, Canadá e Filipinas.

No setor têxtil, o Brasil triplicou sua produção de algodão desde 2010, tornando-se o maior exportador global. Produtores norte-americanos afirmam que a concorrência brasileira se baseia em preços mais competitivos e pressionam o governo dos EUA por apoio político e econômico.

Comércio global cada vez mais politizado

Durante o Brazil Commodities Forum, realizado em Genebra, especialistas alertaram que o cenário de tarifas e políticas protecionistas — impulsionado pelo lema “America First” — começa a reverter oportunidades antes abertas ao Brasil. Países como Japão, Reino Unido e nações do Sudeste Asiático voltaram a comprar mais produtos americanos, muitas vezes por razões políticas e não comerciais.

A demanda chinesa por commodities se estabilizou, enquanto o custo das terras agrícolas brasileiras segue alto. Mesmo com maior eficiência produtiva, o país enfrenta taxas de juros elevadas, o que encarece o crédito e limita novos investimentos.

Sustentabilidade e competitividade como novos pilares

Para a advogada Heloisa Slav, especialista em commodities e organizadora do fórum, o futuro do agro brasileiro dependerá de três fatores principais:

  1. Manter o baixo custo e a alta escala de produção;
  2. Comprovar sustentabilidade em mercados com padrões cada vez mais exigentes;
  3. Equilibrar relações comerciais com China e Estados Unidos, mesmo em um ambiente global instável.

As novas exigências da União Europeia e dos EUA, que incluem produção livre de desmatamento, rastreabilidade e baixo carbono, tornam a sustentabilidade um diferencial competitivo. Nesse contexto, o Brasil tem potencial para se consolidar como fornecedor preferencial, unindo eficiência econômica e responsabilidade ambiental.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportações de soja e milho do Brasil devem crescer em novembro, projeta Anec

As exportações brasileiras de soja, farelo de soja e milho devem registrar crescimento em novembro, impulsionadas por safras recordes e pela forte demanda da China. A projeção foi divulgada nesta quinta-feira pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

Segundo a primeira estimativa da entidade para o mês, o embarque de soja deve alcançar 3,77 milhões de toneladas, volume significativamente superior às 2,34 milhões exportadas no mesmo período de 2024. A Anec destacou que o lineup — programação de navios nos portos — ainda está sendo consolidado e pode sofrer revisões positivas nas próximas semanas, podendo chegar a 3,8 milhões de toneladas.

Milho também deve ter alta nas exportações

O desempenho do milho também deve ser expressivo. A expectativa é de que as exportações alcancem 5,57 milhões de toneladas, acima das 4,92 milhões registradas em novembro do ano passado. O resultado reforça o papel do Brasil como líder global nas exportações de grãos, consolidando a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Rodolfo Buhrer

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Agronegócio

Deputados do agronegócio pressionam governo contra importação de leite do Mercosul

Bancada ruralista reage ao avanço do leite estrangeiro

Deputados ligados ao agronegócio intensificaram a ofensiva contra o aumento das importações de leite no Brasil, especialmente dos países do Mercosul, como Argentina e Uruguai. O movimento ganha força às vésperas da assinatura do acordo comercial entre o bloco sul-americano e a União Europeia, que pode ampliar ainda mais a concorrência para os produtores nacionais.


Preços abaixo do custo geram alerta no setor

O setor leiteiro atravessa uma crise de rentabilidade. Com o litro pago ao produtor valendo menos de R$ 2, bem abaixo do custo médio de R$ 2,40, a bancada ruralista considera o cenário uma emergência econômica. As importações recordes têm pressionado os preços internos, agravando as dificuldades enfrentadas pelos pequenos e médios produtores.


Governo tenta conter a insatisfação

Em meio à tensão, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, sugeriu, em coletiva realizada na terça-feira (4), que o governo federal compre leite produzido no país como forma de aliviar o impacto sobre o setor. A proposta, no entanto, não acalmou os parlamentares ligados à Frente Parlamentar em Apoio ao Produtor de Leite, que seguem cobrando medidas mais efetivas.


Produtores pedem medidas antidumping

A principal reivindicação da Frente é a aplicação de medidas antidumping, usadas internacionalmente para conter produtos importados vendidos a preços artificialmente baixos. Segundo o grupo, ao recusar o pedido, o governo “lançou uma sentença de morte aos produtores de leite”, permitindo que as importações aumentassem 28% em setembro, o terceiro maior volume da série histórica.

Fonte: Com informações de agências e órgãos oficiais.
Texto: Redação

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