Informação

Brasil e México ampliam diálogo sobre o setor aeroportuário

Representantes do Brasil e do México discutiram nesta quinta-feira (20), em Brasília, novas possibilidades de cooperação no setor aeroportuário. O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, recebeu o embaixador mexicano no Brasil, Carlos García, e integrantes do Grupo Aeroportuario del Sureste (ASUR).

O encontro também contou com a presença do diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faierstein. A reunião marcou a primeira visita oficial de representantes da ASUR ao ministro.

ASUR avança na entrada no mercado brasileiro

O grupo mexicano possui operações internacionais e administra 17 aeroportos no México, na Colômbia e em Porto Rico. No Brasil, a empresa está em processo de transferência do controle da plataforma aeroportuária da Motiva, que reúne 17 aeroportos distribuídos por Paraná, Minas Gerais, Goiás, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Maranhão, Tocantins, Pernambuco e Piauí.

A conclusão da operação representa a chegada de um novo operador internacional ao mercado aeroportuário brasileiro.

Durante a reunião, Tomé Franca destacou os 15 anos do início das concessões aeroportuárias no país e ressaltou o papel dos investimentos privados na expansão da infraestrutura.

“Investir em aeroportos no país é um bom negócio, e temos trabalhado para que esse ambiente seja cada vez mais favorável, de forma a atrair novos investidores e ampliar os investimentos no setor”, afirmou o ministro.

México vê aproximação como projeto de longo prazo

O embaixador Carlos García destacou a importância estratégica da aproximação entre os dois países. Segundo ele, a iniciativa deve ser tratada como uma ação de longo prazo e não apenas como uma agenda de governo.

A declaração ocorreu em meio ao processo de expansão da participação mexicana no mercado de aviação brasileiro.

Atuação da ASUR no exterior

A ASUR administra nove aeroportos no México, incluindo o Aeroporto Internacional de Cancún. O grupo também possui operações em seis aeroportos colombianos e no Aeroporto Internacional Luis Muñoz Marín, localizado em San Juan, Porto Rico.

No Brasil, a transferência de controle depende do cumprimento das regras estabelecidas nos contratos de concessão e da análise dos órgãos responsáveis.

Em junho, a diretoria colegiada da Anac aprovou, por unanimidade, a anuência prévia para a operação. A decisão ocorreu após a avaliação dos requisitos jurídicos, técnicos e fiscais aplicáveis ao processo.

Segundo a agência reguladora, a mudança de controle para a ASUR não prejudica a continuidade, a regularidade ou a qualidade dos serviços previstos nos contratos de concessão.

Brasil e México ampliam conexões aéreas

A reunião ocorre em um cenário de fortalecimento das relações entre Brasil e México no transporte aéreo internacional. Os dois países possuem conexões regulares e registraram, ao longo do último ano, a movimentação de aproximadamente 346 mil passageiros, conforme dados da Anac.

Além do ministro Tomé Franca, do embaixador Carlos García e do presidente da Anac, participaram do encontro representantes da ASUR, entre eles o CEO Adolfo Castro Rivas, o primeiro secretário Andrés Dario Galván e o representante da empresa no Brasil, José Martinez.

Também estiveram presentes o secretário de Aviação Civil, Daniel Longo, e demais integrantes das equipes envolvidas na agenda.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Oliveira/MPor

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Negócios

Labace 2026 reúne setor da aviação de negócios e destaca investimentos em infraestrutura aeroportuária

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, participou na terça-feira (4), em São Paulo, da cerimônia de abertura da Labace 2026, considerada a maior feira de aviação de negócios da América Latina e uma das principais do segmento no cenário internacional.

Promovido pela Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), o evento reúne fabricantes de aeronaves, operadores, prestadores de serviços, investidores e representantes do poder público para apresentar inovações, discutir tendências e fortalecer o ambiente de negócios da aviação brasileira.

Infraestrutura e conectividade são prioridades do governo

Durante a solenidade de abertura, Tomé Franca ressaltou a relevância da aviação de negócios para impulsionar a integração entre regiões do país, fomentar o desenvolvimento econômico e ampliar a geração de empregos.

Segundo o ministro, o governo federal mantém o compromisso de modernizar a infraestrutura aeroportuária, ampliar a conectividade regional e consolidar um ambiente regulatório mais eficiente e previsível, com o objetivo de incentivar novos investimentos no setor.

Ele destacou que a melhoria dos aeroportos tem impacto direto sobre a aviação geral, que depende de estruturas adequadas distribuídas em diferentes regiões do Brasil para ampliar suas operações e atender à demanda crescente.

Agenda ConectAR reforça estratégia para o setor

A presença do Ministério de Portos e Aeroportos na Labace 2026 também integra as ações da Agenda ConectAR, política pública estruturada em três pilares: ampliação da concorrência, redução do chamado custo Brasil e fortalecimento da estabilidade regulatória e da segurança jurídica.

De acordo com Tomé Franca, a iniciativa foi construída em conjunto com representantes da indústria, do comércio, do turismo, órgãos ligados à aviação e diversos ministérios, formando uma estratégia voltada ao desenvolvimento sustentável do setor aéreo brasileiro.

Evento reúne líderes da indústria aeronáutica

Em sua 21ª edição, a Labace reúne centenas de expositores nacionais e internacionais, apresentando lançamentos e soluções voltadas à indústria aeronáutica.

A programação inclui debates sobre inovação, sustentabilidade, novas tecnologias e os principais desafios para o futuro da aviação de negócios, consolidando o evento como um dos mais importantes pontos de encontro do segmento na América Latina.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Aeroportos

Região Norte registra recorde de passageiros em voos internacionais no primeiro semestre de 2026

A Região Norte alcançou um resultado histórico na aviação internacional durante o primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, os aeroportos da região embarcaram 103.868 passageiros em voos internacionais, número 30,7% superior ao registrado no mesmo período de 2025. É a primeira vez que a marca de 100 mil embarques internacionais é superada em um semestre, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Movimentação aérea atinge melhor desempenho em dez anos

Ao considerar os voos domésticos e internacionais, os aeroportos da Região Norte movimentaram 2.773.145 passageiros no primeiro semestre deste ano. O volume representa crescimento de 0,3% em relação ao mesmo período do ano passado e configura o melhor desempenho da última década para a região.

Ligações internacionais impulsionam crescimento

O avanço da demanda por voos internacionais foi puxado principalmente pelas conexões com Colômbia, Panamá, Portugal, Estados Unidos e Suriname, destinos que concentraram a maior parte dos embarques internacionais.

O cenário reforça a importância estratégica da Região Norte como porta de entrada e saída do Brasil para países da América do Sul e da América Central, fortalecendo a integração regional e o fluxo de passageiros.

Mercado doméstico mantém estabilidade

Nos voos domésticos, foram registrados 2.669.277 passageiros entre janeiro e junho, mantendo um volume praticamente estável em comparação ao primeiro semestre de 2025.

Já no mês de junho, a movimentação total dos aeroportos da região, somando voos nacionais e internacionais, chegou a 476.026 passageiros, resultado 5,6% inferior ao observado no mesmo mês do ano anterior.

Belém lidera ranking dos aeroportos mais movimentados

O aeroporto de Belém foi o mais movimentado da Região Norte no primeiro semestre, com 960.854 passageiros embarcados. Na sequência aparecem Manaus, com 756.146 passageiros, e Palmas, com 179 mil.

Também figuram entre os principais terminais da região os aeroportos de Macapá (155.359 passageiros), Porto Velho (139.285), Santarém (116.657), Boa Vista (96.730), Rio Branco (89.979) e Marabá (86.183).

Os números evidenciam a relevância da malha aérea da Amazônia, que desempenha papel fundamental na conexão entre capitais e municípios do interior, além de ampliar a integração da região com mercados nacionais e internacionais.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos

TEXTO: Redação

IMAGEM: Reprodução/MPor

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Aeroportos

Debêntures de infraestrutura: como funciona o incentivo que financia projetos em portos e aeroportos

Grandes obras em portos, aeroportos, hidrovias e outras áreas estratégicas da logística exigem investimentos elevados. Para ampliar o acesso ao financiamento desses empreendimentos, empresas responsáveis por projetos considerados prioritários podem recorrer às debêntures de infraestrutura, mecanismo criado para facilitar a captação de recursos no mercado financeiro.

Instituído pela Lei nº 14.801/2024, o instrumento oferece incentivos tributários às empresas emissoras, tornando o financiamento mais acessível e favorecendo a execução de obras voltadas à expansão e modernização da infraestrutura nacional.

Como funcionam as debêntures de infraestrutura

As debêntures de infraestrutura são títulos de dívida emitidos por empresas para levantar recursos junto a investidores. O principal diferencial está nos benefícios fiscais previstos na legislação, que reduzem os custos da operação para os emissores.

Podem solicitar o enquadramento no programa sociedades de propósito específico, concessionárias, permissionárias, autorizatárias e arrendatárias responsáveis pela implantação de projetos prioritários ligados aos setores de portos, hidrovias, aeroportos e instalações de apoio.

Benefícios para empresas e investidores

A legislação permite que as empresas deduzam integralmente as despesas com juros na apuração do lucro líquido. Além disso, é possível excluir 30% desses valores da base de cálculo do Lucro Real e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), reduzindo a carga tributária da operação.

Os incentivos também alcançam quem investe nesses títulos. Pessoas físicas têm acesso a alíquotas reduzidas de Imposto de Renda, que variam entre 22,5% e 15%, conforme o prazo da aplicação. Já investidores institucionais, como fundos de pensão, contam com isenção do tributo sobre os rendimentos, o que amplia o interesse pelo instrumento e fortalece a captação de recursos.

Enquadramento é obrigatório para obter os incentivos

Antes da emissão das debêntures com benefícios fiscais, os projetos precisam ser analisados pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor). O órgão verifica se o empreendimento atende aos critérios estabelecidos na Lei nº 14.801 e se os investimentos previstos fazem parte dos contratos de concessão ou arrendamento.

Segundo a diretora de Assuntos Econômicos da Secretaria-Executiva do MPor, Helena Venceslau, essa etapa assegura que os incentivos sejam concedidos apenas aos projetos que cumprem todos os requisitos legais e estejam devidamente previstos no planejamento de investimentos.

Como solicitar o benefício

Empresas interessadas em utilizar as debêntures de infraestrutura devem consultar os critérios definidos pelo Ministério de Portos e Aeroportos. No portal oficial do órgão estão disponíveis as orientações, a documentação exigida e o passo a passo para solicitar o enquadramento do projeto.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Aeroportos

Receita Federal automatiza declaração de bens e promete agilizar desembarque em aeroportos

A Receita Federal passou a adotar um novo procedimento para a Declaração Eletrônica de Bens de Viajante (e-DBV), com o objetivo de tornar mais ágil o desembarque de passageiros que chegam ao Brasil em voos internacionais. A medida permite que, em determinadas situações, o registro e a liberação da declaração ocorram de forma automática, reduzindo a necessidade de atendimento presencial.

A mudança foi oficializada pela Portaria Coana nº 203, de 24 de julho de 2026, que regulamenta o sistema de Registro e Liberação Automáticas da e-DBV para viajantes que desembarcam por via aérea.

Como funciona a liberação automática da e-DBV

Com a nova sistemática, o passageiro que precisar apresentar a declaração de bens deverá preencher e enviar a e-DBV antes de acessar a área de fiscalização de bagagens do aeroporto.

Após o envio, as informações serão avaliadas automaticamente pelo sistema da Receita Federal. Se não forem identificadas inconsistências, o viajante poderá concluir o procedimento sem precisar passar pelo canal “Bens a Declarar”, agilizando sua saída do aeroporto.

A expectativa é de que a automatização contribua para reduzir filas e melhorar o fluxo de passageiros nos terminais internacionais.

Fiscalização aduaneira permanece ativa

Apesar da novidade, a fiscalização aduaneira continua sendo realizada normalmente. A Receita Federal esclarece que a liberação automática não representa uma aprovação definitiva da declaração.

Mesmo após a conclusão do processo, o órgão poderá revisar as informações fornecidas, realizar conferências documentais e inspecionar a bagagem sempre que considerar necessário.

Caso sejam encontradas diferenças entre os bens declarados e os itens transportados, ou entre o imposto informado e o valor efetivamente devido, o viajante poderá ser obrigado a recolher a diferença tributária, além de ficar sujeito às penalidades previstas na legislação.

Quem deve apresentar a declaração de bens

As regras sobre a obrigatoriedade da e-DBV permanecem as mesmas. Devem preencher a declaração os viajantes que transportarem bens sujeitos à tributação ou que se enquadrem nas situações previstas pela legislação aduaneira.

O envio continua sendo feito exclusivamente por meio do sistema eletrônico disponibilizado pela Receita Federal.

Medida amplia digitalização dos serviços

A implantação do registro automático representa mais um avanço na digitalização dos serviços oferecidos pela Receita Federal aos passageiros de voos internacionais. Embora a obrigação de declarar bens não tenha sido alterada, a nova funcionalidade deve tornar o desembarque mais rápido para quem apresentar informações corretas e sem inconsistências.

FONTE: Passageiro de Primeira
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Passageiro de Primeira

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Investimento

REIDI impulsiona investimentos em infraestrutura nos setores portuário, aeroportuário e hidroviário

Grandes obras de infraestrutura, como a construção de portos, a ampliação de aeroportos e a implantação de hidrovias, exigem altos investimentos antes mesmo de entrarem em operação. Para reduzir esse custo inicial e incentivar novos empreendimentos, o governo federal mantém o Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (REIDI), um mecanismo de incentivo tributário voltado à execução de projetos estratégicos.

O regime permite a suspensão da cobrança de PIS e Cofins sobre bens e serviços utilizados durante a implantação de empreendimentos aprovados, tornando os investimentos mais atrativos para a iniciativa privada.

O que é o REIDI?

Instituído pela Lei nº 11.488, de 2007, o REIDI não representa um repasse financeiro do governo às empresas. O benefício funciona por meio da suspensão de tributos incidentes sobre a aquisição de máquinas, equipamentos, materiais de construção, contratação de serviços e locação de bens destinados às obras enquadradas no programa.

Na prática, a medida reduz o custo de implantação dos empreendimentos, melhora a viabilidade econômica dos projetos e estimula novos investimentos em infraestrutura.

Quais setores podem utilizar o benefício?

O regime contempla projetos em diferentes áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento do país. Entre elas estão os setores de portos, aeroportos, hidrovias, transportes, energia, saneamento básico e irrigação, desde que as propostas atendam às exigências legais e recebam aprovação do poder público.

A importância do programa foi reforçada com a reforma tributária, que preservou o REIDI como um dos principais instrumentos de incentivo à infraestrutura, mantendo seu papel na atração de investimentos privados para um segmento que ainda demanda significativa expansão.

Ministério amplia acesso ao REIDI

Com o objetivo de aumentar o alcance do programa nos setores de sua competência, o Ministério de Portos e Aeroportos atualizou, em junho de 2026, as regras para o enquadramento de projetos.

A Portaria GM/MPor nº 36 ampliou o acesso ao benefício para empreendimentos localizados em aeroportos públicos. Antes da mudança, apenas concessionárias aeroportuárias podiam solicitar o enquadramento no regime.

Com a nova regulamentação, projetos desenvolvidos em aeroportos administrados pela Infraero, estados e municípios também passaram a ser elegíveis, desde que cumpram os critérios estabelecidos. Nos setores portuário e hidroviário, permanecem aptos os projetos realizados em portos organizados, instalações portuárias de uso privado e hidrovias.

Empresas parceiras também poderão solicitar o incentivo

Outra novidade da regulamentação é a possibilidade de empresas parceiras dos responsáveis pelos empreendimentos requererem o enquadramento no REIDI, desde que atendam às condições previstas na norma.

De acordo com a diretora de Assuntos Econômicos da Secretaria-Executiva do Ministério de Portos e Aeroportos, Helena Venceslau, a atualização busca adequar o programa às políticas públicas voltadas ao fortalecimento da infraestrutura nacional. Segundo ela, a revisão eliminou uma limitação existente na regulamentação anterior, permitindo que projetos de infraestrutura executados dentro de sítios aeroportuários também tenham acesso ao benefício fiscal.

Mais segurança para investidores

A expectativa do governo é que as novas regras ampliem a segurança jurídica para investidores e favoreçam a implantação de novos projetos de infraestrutura logística, fortalecendo os setores portuário, aeroportuário e hidroviário em diferentes regiões do Brasil.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Aeroportos, Tecnologia

Tecnologia em aeroportos brasileiros acelera embarque e reforça a segurança dos passageiros

A digitalização dos aeroportos brasileiros avança em ritmo acelerado e vem mudando a experiência de quem viaja pelo país. Recursos como reconhecimento facial, totens de autoatendimento, despacho automatizado de bagagens e sistemas inteligentes reduzem o tempo de espera, aumentam a segurança e contribuem para operações mais eficientes nos terminais.

As inovações acompanham uma tendência global de tornar os aeroportos mais conectados, automatizados e preparados para atender ao crescimento da demanda por transporte aéreo.

Biometria facial e autoatendimento ganham espaço

Entre as principais tecnologias adotadas está a biometria facial, que permite validar a identidade dos passageiros em poucos segundos, dispensando a apresentação repetitiva de documentos e cartões de embarque durante o processo de viagem.

Além disso, os aeroportos ampliaram o uso de totens de autoatendimento, portões eletrônicos e sistemas automatizados para despacho de bagagens. Essas soluções oferecem mais autonomia aos viajantes e tornam o fluxo operacional mais ágil.

Ao mesmo tempo, plataformas digitais monitoram a movimentação de pessoas em tempo real, permitindo uma distribuição mais eficiente dos passageiros e reduzindo filas nos pontos de inspeção.

Sistemas inteligentes fortalecem a segurança aeroportuária

A evolução tecnológica também alcançou os equipamentos de inspeção de segurança. Novos sistemas conseguem realizar análises mais detalhadas das bagagens, oferecendo maior precisão na identificação de materiais que possam representar riscos e auxiliando o trabalho das equipes responsáveis pela fiscalização.

Nos bastidores, a integração de dados entre aeroportos, companhias aéreas e operadores possibilita o compartilhamento instantâneo de informações sobre voos, bagagens e ocupação dos terminais. Esse fluxo de informações contribui para decisões mais rápidas, melhora a gestão operacional e ajuda a minimizar atrasos.

Inteligência artificial deve ampliar a eficiência dos aeroportos

A próxima etapa dessa transformação passa pelo uso cada vez mais intenso da inteligência artificial. Segundo um estudo desenvolvido pela Amadeus, em parceria com a Microsoft, a IA tende a assumir funções mais estratégicas na administração aeroportuária.

A expectativa é que, nos próximos anos, sistemas inteligentes deixem de atuar apenas como apoio à tomada de decisões e passem a coordenar automaticamente diversas etapas da operação, antecipando possíveis problemas e sugerindo soluções em tempo real para manter a eficiência dos aeroportos.

Com informações do Ministério de Portos e Aeroportos.

Texto: Redação

Imagem: Agência Brasil

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Logística

Infraestrutura da China avança com investimentos em transporte e logística durante plano de desenvolvimento

A China encerra o 14º Plano Quinquenal (2021-2025) consolidando uma das maiores expansões de infraestrutura já registradas no mundo. Enquanto diversos países direcionam parte significativa de seus recursos para despesas militares, o governo chinês manteve o foco em obras de transporte, logística e integração nacional, estratégia que busca impulsionar o crescimento econômico e melhorar a mobilidade da população.

Os números foram apresentados nesta terça-feira pelo vice-ministro dos Transportes da China, Xu Chengguang, durante uma coletiva de imprensa em Pequim.

Rede de rodovias chega a quase 200 mil quilômetros

Entre os principais resultados está a ampliação da malha de rodovias expressas, que alcançou 199 mil quilômetros ao fim do plano quinquenal.

Considerada a maior rede de autoestradas do planeta, ela conecta praticamente todas as grandes cidades chinesas e reduz os custos logísticos para o transporte de cargas e passageiros. A expansão também tem como objetivo integrar regiões do interior ao desenvolvimento econômico das áreas mais industrializadas do país.

China mantém liderança em trens de alta velocidade

Outro destaque é a expansão da ferrovia de alta velocidade, setor no qual a China segue como líder mundial.

O país já opera mais de 50 mil quilômetros de linhas ferroviárias de alta velocidade, conectando centenas de cidades e reduzindo significativamente o tempo de viagem entre importantes centros econômicos.

Além de facilitar a mobilidade de milhões de passageiros, o sistema contribui para diminuir emissões de carbono ao oferecer uma alternativa ao transporte aéreo e rodoviário em diversas rotas.

Infraestrutura aeroportuária também cresce

O setor aéreo também registrou avanços durante o período.

Segundo o Ministério dos Transportes, a China possui atualmente 270 aeroportos de transporte em operação, ampliando a conectividade entre grandes metrópoles e cidades do interior.

A expansão da malha aeroportuária faz parte da estratégia de fortalecer o turismo, estimular os negócios e facilitar o transporte de cargas de maior valor agregado.

Sistema postal impulsiona comércio eletrônico

Outro ponto destacado pelo governo é o fortalecimento do sistema postal chinês, apontado como o maior do mundo em cobertura e capacidade operacional.

A estrutura logística desempenha papel fundamental no crescimento do comércio eletrônico, permitindo entregas rápidas em praticamente todo o território nacional e dando suporte ao avanço das plataformas digitais do país.

A integração entre rodovias, ferrovias, aeroportos e logística postal é considerada um dos principais fatores que sustentam a competitividade da economia chinesa.

Modelo prioriza obras de longo prazo

Segundo o governo chinês, a política de investimentos em infraestrutura busca fortalecer a produtividade, ampliar a integração territorial e criar condições para o desenvolvimento econômico de longo prazo.

Ao apresentar os resultados do plano quinquenal, as autoridades destacaram que a ampliação das redes de transporte e logística tem contribuído para melhorar a circulação de pessoas e mercadorias, além de apoiar o crescimento econômico de um país com mais de 1,4 bilhão de habitantes.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Brasil 247 / Dall-E

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Aeroportos

Centro-Oeste supera 5,1 milhões de passageiros e alcança maior movimentação aérea desde 2018

A aviação no Centro-Oeste manteve o ritmo de crescimento em 2026 e registrou o melhor desempenho dos últimos oito anos. Entre janeiro e maio, os aeroportos da região movimentaram 5,1 milhões de passageiros, resultado 5,3% superior ao verificado no mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 4,84 milhões de embarques e desembarques.

O volume representa o maior fluxo de viajantes desde 2018 e reforça a recuperação do setor aéreo após os impactos provocados pela pandemia.

Mercado doméstico impulsiona crescimento da aviação

Levantamento do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), elaborado com base no painel de demanda e oferta da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), aponta que o avanço foi puxado principalmente pelos voos nacionais.

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o mercado doméstico respondeu por 4,92 milhões de passageiros, crescimento de 5,6% na comparação anual. Já os voos internacionais transportaram 178,1 mil passageiros, mantendo um desempenho elevado e mais de 70% acima do registrado em 2022, período em que o setor ainda enfrentava os reflexos da crise sanitária.

Alta dos custos não freia demanda por viagens

O resultado ganha destaque em um cenário de aumento das despesas operacionais das companhias aéreas. Mesmo com a elevação do preço do querosene de aviação (QAV) e outros custos do setor, a procura pelo transporte aéreo segue em expansão.

Na avaliação do Ministério de Portos e Aeroportos, o desempenho demonstra a relevância da aviação para a mobilidade da população, o fortalecimento do turismo e o desenvolvimento dos negócios na região.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, os investimentos em infraestrutura aeroportuária, ampliação da conectividade e fortalecimento da aviação regional têm contribuído para ampliar o acesso ao transporte aéreo e estimular a economia do Centro-Oeste.

Brasília lidera movimentação entre os aeroportos

Principal centro de conexões do país, o Aeroporto Internacional de Brasília concentrou a maior parte da movimentação regional, com 6,83 milhões de passageiros no acumulado do ano. O terminal segue como peça-chave na integração entre todas as regiões brasileiras, além de fortalecer as ligações internacionais.

Na sequência aparece o Aeroporto de Goiânia, que recebeu 1,48 milhão de passageiros, impulsionado pelo crescimento econômico de Goiás, especialmente nas atividades ligadas ao agronegócio e ao turismo corporativo.

Já o Aeroporto de Campo Grande ultrapassou a marca de 1 milhão de usuários, consolidando sua importância como porta de entrada para o Pantanal e para uma das principais regiões produtoras do país.

Recuperação confirma fortalecimento da aviação regional

Os números mostram uma recuperação consistente da aviação no Centro-Oeste. Em 2021, durante o período mais crítico da pandemia, os aeroportos da região registraram apenas 2,39 milhões de passageiros entre janeiro e maio.

Cinco anos depois, o movimento mais que dobrou, refletindo a retomada da confiança dos viajantes, o crescimento da demanda por voos e o fortalecimento da infraestrutura aeroportuária.

O desempenho de 2026 reforça o papel estratégico do Centro-Oeste na aviação brasileira, impulsionado pela força do agronegócio, pelo turismo de lazer e negócios e pela posição de Brasília como principal hub de conexões aéreas do país.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Aeroporto de Brasília

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Segurança

MPor lança acordo para reforçar proteção de crianças, adolescentes e mulheres em portos, aeroportos e hidrovias

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) formalizou, na terça-feira (16), um acordo de cooperação voltado ao fortalecimento da proteção de crianças, adolescentes e mulheres em áreas ligadas ao transporte aquaviário e aéreo no Brasil.

A iniciativa, denominada “Manas que Protegem”, foi firmada em Brasília em parceria com o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e o Ministério Público Militar, com o objetivo de ampliar ações de prevenção, acolhimento e enfrentamento de situações de violência e vulnerabilidade em portos, aeroportos e hidrovias.

Cooperação prevê ações de prevenção e capacitação

O acordo estabelece uma atuação conjunta entre as instituições para promover iniciativas de proteção social e garantia de direitos nos setores portuário, hidroviário e aeroviário.

Entre as medidas previstas estão programas de capacitação, fortalecimento das redes de atendimento, campanhas de conscientização e mecanismos para identificação e combate a violações de direitos.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, a proposta amplia o papel desses espaços além da função econômica.

“Portos, aeroportos e hidrovias são fundamentais para o desenvolvimento do país, mas também devem atuar como ambientes de cidadania e proteção. A preparação de trabalhadores e operadores para identificar situações de risco é essencial para ampliar a prevenção e o acolhimento”, destacou.

Presença nacional amplia alcance das ações

Durante a cerimônia, a diretora de Assuntos Econômicos do MPor, Helena Venceslau, ressaltou que a estrutura do ministério em diferentes regiões brasileiras favorece a implementação das medidas previstas no acordo.

De acordo com ela, a integração entre órgãos públicos e iniciativa privada é um dos pilares para ampliar o alcance das ações preventivas e garantir a continuidade dos projetos de proteção social.

Guia orientará profissionais sobre proteção à infância

O evento também marcou o lançamento do Guia de Proteção à Infância e Juventude, elaborado pela Ouvidoria do MPor.

O material reúne orientações práticas para profissionais que atuam no ambiente aquaviário, auxiliando na identificação de situações de risco e na adoção de medidas voltadas à prevenção e ao enfrentamento de violações de direitos.

A publicação foi desenvolvida em parceria com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), com apoio do IBI Social e da Childhood Brasil, além de revisão técnica do CNMP.

Segundo a ouvidora do ministério, Maíra Cervi, o guia fortalece a articulação entre instituições e contribui para consolidar uma rede de proteção mais eficiente.

Setor portuário reforça compromisso com ambientes seguros

Representando a Antaq, a diretora substituta Cristina Castro destacou a importância de colocar a proteção de crianças, adolescentes e mulheres entre as prioridades das instituições ligadas à infraestrutura e à logística.

Para ela, os portos exercem papel que vai além da movimentação de cargas, influenciando diretamente a realidade social das comunidades onde estão inseridos.

Evento debate combate à violência e exploração infantil

A programação contou ainda com debates sobre prevenção à violência, exploração infantil e fortalecimento das redes de proteção.

Durante o encontro também foi apresentada a iniciativa Barco Infância Protegida, desenvolvida pela Childhood Brasil para ampliar a conscientização e o combate às violações de direitos.

A ação recebeu apoio do IBI Social e da Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias (Abeph).

Diversos órgãos participaram da iniciativa

O lançamento reuniu representantes de diferentes instituições federais, entre elas o Ministério das Mulheres, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, o Ministério do Turismo, a Antaq e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), além de especialistas e organizações dedicadas à proteção da infância, juventude e mulheres.

A expectativa é que o acordo contribua para ampliar a segurança e fortalecer a rede de acolhimento em áreas estratégicas da infraestrutura nacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Ministério Publico Militar

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