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Linhas de Navegação Aplicam Taxa Extra com Alta nos Preços do Combustível Marítimo

Exportadores enfrentam custos maiores para transportar cargas por navios contenedores, após grandes empresas de transporte marítimo anunciarem cobranças emergenciais devido à disparada nos preços do combustível bunker. O aumento se deve principalmente à instabilidade no Oriente Médio, que afetou o tráfego pelo Estreito de Hormuz.

Aumento no Preço do Combustível Bunker

O valor do bunker fuel, óleo utilizado para mover navios, subiu 35% na última semana, ultrapassando US$ 1.000 por tonelada métrica em hubs estratégicos como Singapura, Hong Kong, Fujairah e Long Beach. As novas tarifas de combustível variam entre US$ 100 e US$ 200 por TEU (unidade equivalente a vinte pés), dependendo da rota comercial, elevando os custos do frete.

Medidas de Empresas Marítimas

A Maersk, gigante dinamarquesa do setor, alertou que a situação de segurança no Oriente Médio continua a gerar desafios logísticos globais. Cerca de 20% do transporte mundial de combustíveis passa pelo Estreito de Hormuz, impactando a disponibilidade de combustível marítimo.

Para proteger a integridade da carga e a estabilidade da operação, a Maersk implementou uma taxa emergencial de bunker (EBS). O valor será de US$ 200 por TEU em rotas de longa distância e US$ 100 por TEU em serviços intra-regionais. A medida cobre custos e riscos não contemplados pela taxa padrão de combustível fóssil da empresa.

A Hapag-Lloyd, da Alemanha, também anunciou taxa similar para diversas rotas comerciais. Para rotas longas, como Índia-Europa ou EUA, a cobrança será de US$ 160 por TEU para contêineres secos e US$ 225 por TEU para contêineres refrigerados. Rotas intra-regionais terão tarifas de US$ 70 por TEU e US$ 100 por TEU, respectivamente. A cobrança entrará em vigor em 23 de março de 2026, exceto para remessas reguladas pela US Federal Maritime Commission (FMC), que começarão em 8 de abril de 2026.

Por sua vez, a francesa CMA CGM informou que sua taxa de combustível emergencial (EFS) ficará entre US$ 75 e US$ 130 por contêiner seco, com vigência a partir de 16 de março. O custo adicional será repassado ao pagador do frete marítimo, pressionando ainda mais os exportadores em meio às atuais disrupções nas rotas globais de comércio.

FONTE: The Hindu Business Line
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/BENOIT TESSIER

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