Logística

Confiabilidade dos itinerários marítimos globais cai ao menor nível desde 2022

A confiabilidade dos serviços marítimos globais voltou a recuar em agosto e atingiu o menor patamar desde setembro de 2022. O resultado foi influenciado principalmente pela forte congestão portuária na Ásia, segundo a 181ª edição do relatório Global Liner Performance (GLP), da consultoria Sea-Intelligence.

O índice global caiu pelo segundo mês consecutivo, com redução de 5,9 pontos percentuais em relação a julho. Com isso, a confiabilidade dos itinerários ficou em 49,9% em agosto.

O levantamento acompanha o desempenho de mais de 60 companhias marítimas em 34 rotas comerciais.

Atrasos dos navios também aumentam

Além da queda na regularidade dos serviços, o levantamento registrou aumento no tempo de atraso das embarcações.

O atraso médio dos navios que chegaram fora do horário programado avançou 0,60 dia em relação a julho, alcançando 6,81 dias. Esse foi o maior intervalo registrado desde março de 2022.

Na comparação com agosto de 2025, o atraso médio ficou 1,92 dia maior, indicando uma piora significativa na pontualidade do transporte marítimo internacional.

Maersk registra maior confiabilidade entre as grandes companhias

Entre as 13 principais companhias de navegação avaliadas pela Sea-Intelligence, a Maersk apresentou o maior índice de confiabilidade em agosto, com 67,3%.

Na sequência apareceram:

  • Hapag-Lloyd: 61,5%;
  • MSC: 55,2%;
  • CMA CGM: 50,6%.

Essas foram as quatro únicas empresas do grupo a superar a marca de 50%.

Na outra ponta, a Wan Hai apresentou o menor índice entre as 13 companhias analisadas, com 23,2%.

Todas as 13 companhias tiveram queda em agosto

Nenhuma das empresas avaliadas apresentou melhora mensal no indicador de confiabilidade em agosto.

A ONE registrou a menor queda, de 3,5 pontos percentuais. Já a PIL teve o recuo mais expressivo, de 10,1 pontos percentuais.

A comparação com agosto de 2025 também mostrou deterioração generalizada. Nenhuma das 13 companhias apresentou avanço na confiabilidade dos itinerários em relação ao mesmo período do ano anterior.

A Maersk teve a menor redução anual, de 8,9 pontos percentuais, enquanto a PIL registrou o maior recuo, de 31,1 pontos percentuais.

Ao todo, 12 das 13 empresas analisadas tiveram quedas de dois dígitos na comparação anual.

Gemini lidera entre as alianças marítimas

Entre as principais alianças de transporte marítimo, a Gemini apresentou índice de confiabilidade de 77,8% no período entre julho e agosto de 2026.

O resultado ficou acima dos registrados pela MSC, com 70,1%, e pela Ocean Alliance, com 48,3%.

A Premier Alliance apresentou o menor índice entre as alianças avaliadas, com 43,2%.

Congestionamento portuário afeta regularidade global

Os dados da Sea-Intelligence mostram que a confiabilidade dos itinerários marítimos continua sob pressão, especialmente diante dos problemas de congestionamento registrados em portos asiáticos.

A combinação entre menor cumprimento dos horários e aumento dos atrasos médios pode afetar o planejamento das cadeias de logística internacional, transporte de contêineres e comércio exterior.

O relatório Global Liner Performance analisa a pontualidade dos serviços em 34 rotas comerciais e mais de 60 companhias marítimas.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
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Transporte

Confiabilidade do transporte marítimo cai na Costa Leste da América do Sul

A confiabilidade dos serviços marítimos de contêineres na Costa Leste da América do Sul (ECSA) caiu 12 pontos percentuais em agosto, chegando a 34%. No mesmo período, o atraso médio das embarcações dobrou, alcançando 5,4 dias, segundo levantamento da consultoria Xeneta.

O desempenho foi afetado, em parte, por uma paralisação de três dias dos práticos nos portos argentinos no início de agosto. A interrupção acrescentou 1,6 dia ao tempo médio de atraso nas operações de atracação em portos como Buenos Aires.

Diante do impacto da paralisação, algumas companhias marítimas redirecionaram cargas para terminais próximos, incluindo Montevidéu, no Uruguai, e Itajaí, no Brasil.

Paralisação ocorreu em período estratégico

De acordo com a Xeneta, o momento da paralisação contribuiu para ampliar seus efeitos sobre a logística marítima regional.

O movimento ocorreu no último mês da principal temporada de exportação da Argentina e pouco antes do início da temporada de maior movimentação de cargas do Brasil.

Mesmo com a queda em agosto, a ECSA permaneceu próxima do desempenho registrado na Costa Oeste da América do Sul. A região Oeste apresentou índice de confiabilidade de 37%.

Com o resultado, a ECSA continuou entre as três rotas marítimas com melhor desempenho global, embora tenha registrado uma deterioração significativa nos indicadores de pontualidade.

Atrasos aumentam antes da temporada de exportações do Brasil

A Xeneta destacou que o aumento do atraso médio para 5,4 dias e a redução da pontualidade para 34% diminuem a margem de segurança do setor diante de novas interrupções.

A consultoria também avalia que as restrições de calado no Canal do Panamá representam uma ameaça relativamente menor para as operações da ECSA. Isso ocorre porque, com exceção de um serviço, as rotas provenientes da Ásia utilizam atualmente o caminho pelo Cabo da Boa Esperança.

Outro fator considerado pela análise é a temporada de tempestades no Atlântico. Apesar de setembro marcar o período de maior atividade, as condições permaneceram relativamente tranquilas até o momento analisado.

Confiabilidade global recua pelo terceiro mês seguido

No cenário internacional, o índice de confiabilidade do transporte marítimo caiu pelo terceiro mês consecutivo em agosto.

O indicador global recuou quatro pontos percentuais em relação a julho, para 29%. Esse foi o segundo pior resultado dos 12 meses anteriores e praticamente anulou a recuperação observada após o mínimo de 27% registrado em fevereiro.

O atraso médio das embarcações também aumentou. O indicador passou de 4,2 dias em julho para 5,1 dias em agosto.

Segundo a Xeneta, a combinação entre atrasos mais longos e maior frequência de chegadas fora do horário previsto torna mais difícil recuperar a regularidade das operações.

Rotas registram queda de pontualidade

Entre as regiões com maior deterioração do desempenho está a África, onde a confiabilidade caiu 15 pontos percentuais, para 21%.

A Costa Leste da América do Sul teve queda de 12 pontos, enquanto a rota entre o Extremo Oriente e a Europa recuou dez pontos percentuais.

Nesta última, apenas 6% das embarcações chegaram dentro do prazo previsto, com atraso médio de 8,2 dias.

Maersk mantém maior índice entre grandes armadores

Entre as principais companhias marítimas, dez das 12 maiores registraram queda de desempenho em agosto.

A Maersk apresentou índice de confiabilidade de 51%, seguida pela Hapag-Lloyd, com 46%. Apesar de liderarem o indicador entre as empresas citadas, ambas tiveram redução em relação ao mês anterior: seis e sete pontos percentuais, respectivamente.

A CMA CGM caiu sete pontos, para 33%, enquanto a Cosco registrou redução de seis pontos e chegou a 22%.

A Xeneta avalia que a diferença de desempenho entre as companhias, que chegou a 45 pontos percentuais, mantém a escolha do armador como um dos principais fatores sob controle dos embarcadores para buscar maior previsibilidade logística durante a temporada de contratação de serviços.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
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Logística

Maersk e Hapag-Lloyd retomam operações no Canal de Suez e Mar Vermelho e mercado reage

As gigantes do transporte marítimo Maersk e Hapag-Lloyd iniciaram o processo de retomada das operações pelo Mar Vermelho e pelo Canal de Suez, em um movimento considerado um marco para a recuperação da principal ligação marítima entre a Ásia e a Europa. A decisão ocorre após mais de dois anos de desvios pelo Cabo da Boa Esperança, adotados em razão dos riscos à segurança na região.

De acordo com a Maersk, a retomada foi autorizada após uma série de análises detalhadas sobre o cenário de segurança no Mar Vermelho. A empresa destacou que a iniciativa representa o início de um retorno gradual da sua malha de serviços utilizando novamente o Canal de Suez.

Serviço AE15 será o primeiro a utilizar a nova rota

A primeira operação beneficiada será o serviço AE15, responsável pela conexão entre a Ásia, o Mediterrâneo e diversos portos europeus. Segundo a Hapag-Lloyd, a reativação desse trajeto permitirá reduzir o tempo de viagem em cerca de quatro semanas em comparação ao percurso alternativo pelo sul da África.

O primeiro navio a realizar a mudança será o Majestic Maersk, que atualmente navega nas proximidades de Omã, conforme informações de monitoramento marítimo.

Apesar da retomada, a Maersk informou que, neste momento, os demais serviços da aliança Gemini Cooperation continuarão seguindo as rotas atuais. A ampliação das operações pelo Canal de Suez dependerá da manutenção da estabilidade na região e da ausência de novos episódios de escalada do conflito no Oriente Médio.

Crise de segurança alterou o transporte marítimo global

As principais companhias de navegação deixaram de utilizar o Mar Vermelho no fim de 2023, após sucessivos ataques de rebeldes houthis do Iêmen contra embarcações comerciais.

Embora algumas empresas tenham avaliado um retorno ao longo deste ano, o agravamento das tensões entre Irã e Israel voltou a aumentar os riscos para a navegação, adiando a normalização da rota.

Antes da crise, o Canal de Suez concentrava aproximadamente 10% do comércio marítimo mundial, sendo considerado o caminho mais rápido entre os mercados asiático e europeu.

Mercado prevê impacto nas tarifas de frete

O prolongado desvio das embarcações pelo Cabo da Boa Esperança elevou significativamente o tempo de viagem, o consumo de combustível e os custos operacionais das companhias. Além disso, parte da frota mundial permaneceu ocupada por períodos mais longos, reduzindo a oferta de capacidade.

Esse cenário, aliado ao aumento da demanda antes da alta temporada do comércio internacional, contribuiu para uma forte valorização das tarifas de frete marítimo nas últimas semanas.

Com a retomada gradual do Canal de Suez, a expectativa do mercado é de maior eficiência na utilização da frota, o que pode ampliar a oferta de transporte e pressionar os preços dos fretes nos próximos meses.

Ações de Maersk e Hapag-Lloyd recuam após anúncio

A perspectiva de normalização da rota também repercutiu no mercado financeiro. As ações da Maersk registraram queda de até 9%, enquanto os papéis da Hapag-Lloyd chegaram a recuar 4,6% após a divulgação da estratégia.

Para o analista Haider Anjum, do Jyske Bank, a decisão representa o primeiro passo para uma retomada mais ampla das operações no Mar Vermelho até o fim deste ano.

Segundo o especialista, caso a hidrovia seja totalmente normalizada e a entrada de novos navios prevista para 2027 e 2028 seja confirmada, a tendência é de aumento da capacidade global de transporte, fator que poderá reduzir as taxas de frete e pressionar a rentabilidade das companhias de navegação.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
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Logística

Terminal de contêineres em Aracruz terá capacidade de 1,2 milhão de TEUs e reforçará logística no Espírito Santo

A Hapag-Lloyd, por meio da sua divisão de terminais portuários, a Hanseatic Global Terminals (HGT), concluiu a aquisição de 50% de participação no projeto de construção de um novo terminal de contêineres em Aracruz, no Espírito Santo. O empreendimento será desenvolvido em parceria com o Grupo Imetame por meio da joint venture Hanseatic Global Terminals Aracruz S.A.

O novo complexo portuário integra a estratégia de expansão da infraestrutura logística brasileira e deverá ampliar a capacidade de movimentação de cargas no país.

Novo terminal deve iniciar operações em 2028

Com previsão de entrada em operação para meados de 2028, o terminal foi projetado para movimentar até 1,2 milhão de TEUs por ano, tornando-se um dos principais projetos portuários em desenvolvimento no Brasil.

A estrutura contará com um cais de 750 metros de extensão, profundidade operacional de 17 metros e equipamentos modernos para movimentação de contêineres. O terminal também estará preparado para receber navios de grande porte utilizados nas principais rotas marítimas internacionais.

Segundo a HGT, a nova instalação permitirá ampliar a conectividade logística da região e fortalecer os fluxos de comércio entre o Brasil e mercados globais.

Investimento amplia capacidade portuária brasileira

A chegada de um novo terminal de grande porte ocorre em um momento de crescimento da movimentação de contêineres nos portos brasileiros. Nos últimos anos, operadores do setor têm alertado para limitações de capacidade em importantes corredores logísticos do Sudeste.

Nesse contexto, o empreendimento em Aracruz surge como alternativa para absorver parte da demanda crescente de exportações, importações e operações de transbordo.

A expectativa é que a nova estrutura ofereça mais opções para embarcadores e contribua para reduzir a concentração de cargas nos portos de Santos e do Rio de Janeiro.

Espírito Santo fortalece posição estratégica na logística nacional

Localizado no litoral norte capixaba, o terminal foi concebido para atuar tanto no atendimento ao comércio exterior quanto como hub de transbordo para serviços marítimos ao longo da costa brasileira.

O projeto reforça o protagonismo do Espírito Santo na atração de investimentos em infraestrutura portuária, armazenagem e operações logísticas integradas.

A localização estratégica do estado, conectada a importantes corredores rodoviários e ferroviários que ligam o Sudeste, Centro-Oeste e Minas Gerais, tem impulsionado o interesse de investidores e operadores logísticos.

Especialistas avaliam que a necessidade de diversificação de rotas e a expansão das trocas comerciais internacionais devem aumentar a importância dos portos capixabas nos próximos anos.

Armadores ampliam presença na infraestrutura logística

A participação da Hapag-Lloyd no terminal de Aracruz acompanha uma tendência global observada entre grandes companhias marítimas. Cada vez mais, armadores buscam ampliar o controle sobre etapas estratégicas da cadeia logística por meio de investimentos em terminais portuários e centros de distribuição.

Empresas como MSC, Maersk e CMA CGM também vêm adotando modelos de integração vertical, fortalecendo sua atuação além do transporte marítimo tradicional.

A estratégia tem como objetivo aumentar a eficiência operacional, reduzir dependências de terceiros e garantir maior previsibilidade nas operações logísticas.

Novo terminal pode gerar benefícios para exportadores e operadores

Para exportadores, importadores, agentes de carga e operadores logísticos, a entrada em operação do terminal deverá ampliar a oferta de capacidade e atrair novos serviços marítimos para a região.

Além disso, o aumento da concorrência entre operadores portuários tende a contribuir para ganhos de eficiência e melhores condições operacionais.

O projeto também acompanha o crescimento da demanda impulsionada pelo agronegócio, pela indústria e pelo avanço do comércio eletrônico, setores que exigem cada vez mais agilidade e capacidade logística.

Quando estiver concluído, o terminal de Aracruz deverá integrar o grupo dos maiores empreendimentos voltados à movimentação de contêineres no país, consolidando o Espírito Santo como um dos principais polos logísticos do Brasil.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Internacional

China multa MSC, CMA CGM e Hapag-Lloyd por irregularidades em fretes marítimos

O governo da China aplicou multas contra nove companhias internacionais de transporte marítimo de contêineres e sete operadores domésticos do tipo NVOCC (Non-Vessel Operating Common Carrier) por supostas violações relacionadas às tarifas de frete. A medida foi anunciada pelo Ministério dos Transportes chinês, que também emitiu um alerta para que as empresas reforcem seus sistemas de controle e conformidade.

Gigantes do transporte marítimo estão entre as empresas penalizadas

Entre as companhias atingidas pela ação estão líderes globais do setor, como MSC Mediterranean Shipping Company, CMA CGM Group, Hapag-Lloyd, Ocean Network Express e Evergreen Marine.

Outras transportadoras de menor porte também aparecem na lista de autuadas, incluindo Wan Hai Lines, SM Line, Emirates Shipping e TS Lines.

Fiscalizações ocorreram em importantes portos chineses

Segundo o ministério, as inspeções foram realizadas nos portos de Guangzhou, Qingdao e Ningbo entre agosto e novembro de 2025.

As autoridades concentraram a fiscalização no cumprimento das regras de registro das tarifas de frete marítimo. De acordo com o governo chinês, as empresas apresentaram irregularidades como ausência de registro obrigatório das tarifas ou divergências entre os valores declarados e os efetivamente praticados.

Além das multas administrativas, o Ministério informou ter realizado reuniões formais consideradas “sérias” com as companhias envolvidas.

Governo chinês promete reforçar controle sobre tarifas de frete

O Ministério dos Transportes afirmou que as empresas deverão aprimorar seus sistemas de declaração de fretes, ampliar os mecanismos de responsabilização interna e cumprir rigorosamente as exigências regulatórias.

As autoridades chinesas classificaram a ação como um “alerta” ao setor e indicaram que novas inspeções serão intensificadas nos próximos meses. O objetivo é ampliar o monitoramento sobre o cumprimento das normas relacionadas aos fretes marítimos, transporte internacional de contêineres e registro de tarifas portuárias.

Pressão sobre armadores já havia ocorrido em março

A nova rodada de penalidades acontece meses após o governo chinês convocar executivos da Maersk e da MSC Mediterranean Shipping Company para reuniões em março deste ano.

Na ocasião, o movimento foi interpretado como uma reação de Pequim após acordos envolvendo operações portuárias no Canal do Panamá. Segundo informações divulgadas pelo jornal Financial Times, autoridades chinesas teriam solicitado discretamente que as companhias abandonassem operações de terminais anteriormente controladas pela CK Hutchison e assumidas pelo governo panamenho.

A CK Hutchison também informou que pretende recorrer à arbitragem contra a APM Terminals, subsidiária ligada à Maersk.

FONTE: Maritime Executive
TEXTO: Redação
IMAGEM: Qingdao

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Logística

Hapag-Lloyd firma acordo com TCP de Paranaguá para ampliar operações no Brasil

A Hapag-Lloyd reforçou sua presença no país ao firmar um acordo de longo prazo com o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP). A parceria tem como foco ampliar a confiabilidade dos serviços portuários, fortalecer a operação logística e sustentar o crescimento da companhia no mercado brasileiro.

Parceria estratégica fortalece logística portuária

O novo contrato estabelece uma base estável para que a armadora continue utilizando a infraestrutura do TCP, um dos principais hubs logísticos do Brasil. A iniciativa permite maior previsibilidade nas operações e contribui para o planejamento de longo prazo, com foco em eficiência operacional e expansão das atividades marítimas.

Além disso, o acordo consolida o papel do terminal como um gateway estratégico para o comércio internacional, ampliando sua relevância no cenário da navegação global.

Investimentos e expansão do Porto de Paranaguá

O TCP segue em trajetória de crescimento, com sucessivos recordes de movimentação de cargas. A expectativa é de novos avanços com investimentos em infraestrutura portuária e aquisição de equipamentos.

Entre os destaques está o aumento do calado operacional do Porto de Paranaguá, que deve alcançar 15,5 metros nos próximos anos. A mudança permitirá a operação de navios maiores, elevando a capacidade logística e a competitividade do terminal.

Hapag-Lloyd aposta em serviços mais confiáveis

Para a Hapag-Lloyd, o acordo representa um passo importante na melhoria da qualidade dos serviços oferecidos no Brasil. A integração mais próxima com o TCP deve garantir soluções logísticas mais resilientes, eficientes e alinhadas às demandas dos clientes.

A empresa busca, com isso, fortalecer sua atuação no país e ampliar a confiabilidade de sua cadeia de transporte marítimo.

Estratégia global mira liderança em qualidade

A iniciativa está alinhada à Estratégia 2030 da companhia, que visa posicionar a Hapag-Lloyd como referência em qualidade no setor. O plano inclui a ampliação do portfólio de terminais e o fortalecimento de parcerias com portos considerados estratégicos.

Com o aprofundamento da colaboração com o TCP, a empresa avança na oferta de soluções logísticas integradas, além de reforçar sua presença no comércio exterior brasileiro.

FONTE: Guia Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Guia Marítimo

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Notícias

Hapag-Lloyd tem navios encalhados no Golfo Pérsico e prejuízo cresce com conflito

A companhia de navegação Hapag-Lloyd enfrenta um cenário crítico no transporte marítimo internacional após a escalada do conflito no Oriente Médio. Seis navios da empresa permanecem encalhados no Golfo Pérsico, gerando custos adicionais estimados entre US$ 40 milhões e US$ 50 milhões por semana.

O impacto financeiro foi classificado pelo CEO, Rolf Habben Jansen, como “insustentável a longo prazo”.

Navios parados e tripulações à espera de solução

De acordo com o executivo, cerca de 150 tripulantes estão a bordo das embarcações impedidas de operar. As equipes seguem recebendo suprimentos básicos, como água e alimentos, enquanto a empresa busca alternativas para liberar os navios.

A situação é considerada um dos principais desafios atuais da companhia, que depende da normalização das rotas para retomar suas operações regulares.

Fechamento do Estreito de Ormuz agrava crise logística

A paralisação das embarcações está diretamente ligada às restrições no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o comércio global de energia e mercadorias.

O corredor marítimo permanece com limitações desde o fim de fevereiro, após o aumento das tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O bloqueio parcial tem provocado efeitos em cadeia no transporte marítimo global, elevando custos e ampliando a incerteza logística.

Empresa adota medidas para conter prejuízos

Diante do cenário adverso, a Hapag-Lloyd intensificou estratégias de redução de custos e passou a explorar sinergias operacionais com a Maersk, parceira em operações logísticas.

A iniciativa busca mitigar os impactos financeiros enquanto a empresa aguarda uma solução para o impasse geopolítico.

Projeções mantidas, mas riscos permanecem

Apesar das dificuldades, a companhia manteve suas projeções para o ano fiscal de 2026. A expectativa é compensar os custos adicionais ao longo dos próximos meses.

Ainda assim, o CEO alertou que os efeitos do conflito podem se prolongar, especialmente se houver retração na demanda por transporte marítimo, o que pode pressionar ainda mais os resultados da empresa no longo prazo.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Modais em Foco

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Transporte

Hapag-Lloyd registra custos extras de até US$ 50 milhões por semana devido à crise no Irã

A armadora alemã Hapag-Lloyd vem enfrentando um impacto financeiro significativo em razão da crise no Irã. Segundo o diretor-executivo da companhia, os custos adicionais variam entre US$ 40 milhões e US$ 50 milhões por semana, impulsionados principalmente pelo aumento nos gastos com combustível, seguros e armazenamento de contêineres.

Em entrevista à emissora NTV, o CEO Rolf Habben Jansen afirmou que a empresa não pode simplesmente absorver esses custos sem اتخاذ medidas.

Custos devem ser repassados aos clientes

De acordo com o executivo, a tendência é que os custos logísticos extras sejam repassados aos clientes, refletindo diretamente no valor do transporte marítimo global.

A situação reforça o impacto da instabilidade geopolítica nas cadeias de suprimentos e no comércio internacional, especialmente em rotas estratégicas.

Suspensão de rotas no Estreito de Ormuz

No dia 3 de março de 2026, a Hapag-Lloyd decidiu suspender o trânsito de seus navios pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo, por questões de segurança.

Na ocasião, a empresa destacou que a decisão não foi opcional, mas sim uma resposta necessária às condições atuais e às restrições regulatórias impostas na região.

Impactos nas operações no Golfo Arábico

Como consequência da medida, serviços com destino a portos do Golfo Arábico passaram a sofrer atrasos, desvios de rota e alterações nos itinerários, afetando a previsibilidade das entregas e elevando os desafios logísticos para clientes e operadores.

A crise evidencia como conflitos regionais podem gerar efeitos imediatos no transporte marítimo, pressionando custos e exigindo ajustes rápidos das empresas do setor.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Informação

Linhas de Navegação Aplicam Taxa Extra com Alta nos Preços do Combustível Marítimo

Exportadores enfrentam custos maiores para transportar cargas por navios contenedores, após grandes empresas de transporte marítimo anunciarem cobranças emergenciais devido à disparada nos preços do combustível bunker. O aumento se deve principalmente à instabilidade no Oriente Médio, que afetou o tráfego pelo Estreito de Hormuz.

Aumento no Preço do Combustível Bunker

O valor do bunker fuel, óleo utilizado para mover navios, subiu 35% na última semana, ultrapassando US$ 1.000 por tonelada métrica em hubs estratégicos como Singapura, Hong Kong, Fujairah e Long Beach. As novas tarifas de combustível variam entre US$ 100 e US$ 200 por TEU (unidade equivalente a vinte pés), dependendo da rota comercial, elevando os custos do frete.

Medidas de Empresas Marítimas

A Maersk, gigante dinamarquesa do setor, alertou que a situação de segurança no Oriente Médio continua a gerar desafios logísticos globais. Cerca de 20% do transporte mundial de combustíveis passa pelo Estreito de Hormuz, impactando a disponibilidade de combustível marítimo.

Para proteger a integridade da carga e a estabilidade da operação, a Maersk implementou uma taxa emergencial de bunker (EBS). O valor será de US$ 200 por TEU em rotas de longa distância e US$ 100 por TEU em serviços intra-regionais. A medida cobre custos e riscos não contemplados pela taxa padrão de combustível fóssil da empresa.

A Hapag-Lloyd, da Alemanha, também anunciou taxa similar para diversas rotas comerciais. Para rotas longas, como Índia-Europa ou EUA, a cobrança será de US$ 160 por TEU para contêineres secos e US$ 225 por TEU para contêineres refrigerados. Rotas intra-regionais terão tarifas de US$ 70 por TEU e US$ 100 por TEU, respectivamente. A cobrança entrará em vigor em 23 de março de 2026, exceto para remessas reguladas pela US Federal Maritime Commission (FMC), que começarão em 8 de abril de 2026.

Por sua vez, a francesa CMA CGM informou que sua taxa de combustível emergencial (EFS) ficará entre US$ 75 e US$ 130 por contêiner seco, com vigência a partir de 16 de março. O custo adicional será repassado ao pagador do frete marítimo, pressionando ainda mais os exportadores em meio às atuais disrupções nas rotas globais de comércio.

FONTE: The Hindu Business Line
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/BENOIT TESSIER

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Negócios

Hapag-Lloyd anuncia compra da ZIM por US$ 4,2 bilhões e paga prêmio de 58% por ação

A gigante alemã do transporte marítimo Hapag-Lloyd confirmou a aquisição da companhia israelense ZIM Integrated Shipping Services Ltd. em uma transação avaliada em aproximadamente US$ 4,2 bilhões. O acordo prevê o pagamento de US$ 35 por ação em dinheiro, consolidando um dos maiores movimentos recentes no setor de transporte marítimo de contêineres.

Atualmente listada na Bolsa de Nova York sob o código ZIM, a empresa vinha sendo negociada a US$ 22,20 por papel, com um índice P/L de 2,64, considerado baixo frente ao preço ofertado.

Prêmio expressivo aos acionistas

O valor acordado representa um prêmio de 58% sobre o fechamento das ações em 13 de fevereiro de 2026. Em relação ao preço de US$ 15,50 registrado em 8 de agosto de 2025 — antes das especulações de mercado — o prêmio chega a 126%.

Dados do InvestingPro indicam que a companhia apresentava sinais de subavaliação, com base em estimativas de Valor Justo. Nos últimos seis meses, os papéis acumularam alta de 38,82%, demonstrando forte desempenho no mercado.

Criação da “Nova ZIM” e operação estratégica

Como parte do acordo, o fundo israelense FIMI estruturará uma nova operadora chamada “Nova ZIM”. A empresa será responsável por operar 16 navios ligando Israel aos principais portos da União Europeia, Estados Unidos, Mar Mediterrâneo e Mar Negro.

A nova estrutura assumirá as responsabilidades relacionadas à chamada “Ação Especial do Estado”, garantindo a continuidade de serviços marítimos estratégicos para Israel, com suporte comercial da Hapag-Lloyd.

Após a conclusão da fusão, a companhia combinada deverá operar mais de 400 navios, com capacidade superior a 3 milhões de TEU e movimentação anual projetada acima de 18 milhões de TEU até 2027.

Dividendos e saúde financeira da ZIM

O presidente e CEO da ZIM, Eli Glickman, destacou a transformação estratégica promovida nos últimos anos, ressaltando que, desde o IPO realizado em janeiro de 2021, a empresa distribuiu US$ 5,7 bilhões em dividendos aos acionistas.

Atualmente, a ZIM mantém um dividend yield de 5,59%. Apesar da expectativa de retração nas vendas no ano corrente, a companhia possui classificação geral de saúde financeira considerada “ótima”, com pontuação 3,39, segundo o InvestingPro.

Aprovação e próximos passos

A operação foi aprovada por unanimidade pelo Conselho de Administração da ZIM e ainda depende de aval dos acionistas e de autorizações regulatórias, incluindo aprovação do Estado de Israel relacionada à Ação Especial.

Até a conclusão do processo, prevista para o fim de 2026, as empresas continuarão atuando de forma independente.

Os bancos Evercore e Barclays assessoram financeiramente a ZIM, enquanto Meitar Law Offices e Skadden, Arps, Slate, Meagher & Flom LLP prestam consultoria jurídica.

FONTE: Investing
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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