Transporte

Armadores anunciam reajuste de US$ 1.000 em fretes da Ásia para a América do Sul

As companhias marítimas Hapag-Lloyd e CMA CGM anunciaram um reajuste de US$ 1.000 por contêiner para embarques originados na Ásia com destino à América Latina. A nova cobrança está prevista para entrar em vigor em 15 de outubro e inclui rotas para a costa leste da América do Sul, onde estão os principais portos brasileiros.

O anúncio ocorre em um momento de avanço das importações brasileiras em contêineres. Dados do DataLiner, da Datamar, apontam que o volume importado pelo Brasil cresceu 9,2% entre janeiro e julho, em relação ao mesmo período de 2025.

A China, principal origem das cargas conteinerizadas destinadas ao país, registrou alta de 21,6% nos embarques para o Brasil. Apenas em julho, as importações brasileiras transportadas em contêineres aumentaram 13,3%.

Os reajustes foram divulgados originalmente pela agência Mundo Marítimo. Como se tratam de aumentos pretendidos pelas empresas de navegação, a aplicação efetiva ainda dependerá das condições do mercado e das negociações individuais com os clientes.

Reajuste de US$ 1.000 não representa o frete total

A CMA CGM confirmou, em comunicado publicado em 24 de setembro, o acréscimo de US$ 1.000 por contêiner para cargas embarcadas a partir de 15 de outubro.

A medida vale para embarques provenientes de portos asiáticos, incluindo Japão, Sudeste Asiático e Bangladesh, com destino às costas da América do Sul, além de América Central, México e Caribe.

O reajuste abrange diferentes tipos de carga, como:

  • Contêineres de carga seca;
  • Equipamentos refrigerados;
  • Cargas fora das dimensões convencionais;
  • Contêineres vazios sujeitos à cobrança de frete.

A companhia ressalta que despesas relacionadas a combustível, movimentação portuária, segurança e outros serviços podem ser cobradas separadamente. Portanto, os US$ 1.000 anunciados correspondem ao aumento previsto e não ao preço final do transporte marítimo.

Hapag-Lloyd também prevê aumento nas tarifas

A Hapag-Lloyd anunciou uma elevação de US$ 1.000 para contêineres de carga seca de 20 e 40 pés e para equipamentos refrigerados de 40 pés utilizados com o sistema de refrigeração desligado, conhecidos como NOR.

As novas tarifas devem atingir rotas com destino às duas costas da América do Sul, além da costa oeste do México, América Central e Caribe.

Há, porém, uma exceção: para equipamentos NOR destinados ao Caribe, a tarifa permanecerá sem alteração.

Importações de veículos e autopeças avançam

O crescimento das importações conteinerizadas brasileiras é puxado por segmentos ligados à indústria e ao abastecimento do mercado nacional.

Entre janeiro e julho, veículos e autopeças registraram a maior expansão entre as categorias analisadas pela Datamar, com alta de 41,4% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Na sequência aparecem os plásticos, com crescimento de 8,3%, e os produtos classificados como reatores, caldeiras e máquinas, que avançaram 3,3%.

Apesar de demonstrarem a força da demanda brasileira por transporte marítimo em contêineres, esses números não explicam, sozinhos, o reajuste anunciado para outubro. O levantamento mede o volume de cargas movimentadas, mas não acompanha diretamente os valores cobrados pelos fretes.

Fretes internacionais apresentam comportamentos diferentes

O mercado global de frete marítimo apresenta movimentos distintos conforme a rota analisada. O índice global da Drewry recuou 1% na semana encerrada em 1º de outubro, chegando a US$ 4.434 por contêiner de 40 pés.

As rotas entre Xangai e os portos de Gênova e Roterdã, por exemplo, acumulavam 12 semanas consecutivas de queda.

Esse movimento, entretanto, não significa necessariamente que os custos de transporte para o Brasil também estejam diminuindo. Nas rotas entre a Ásia e a América Latina, as companhias marítimas estão tentando elevar as tarifas.

Por isso, será necessário acompanhar as cotações após 15 de outubro para verificar quanto dos aumentos anunciados efetivamente será incorporado aos fretes marítimos contratados.

Mercado e negociações definirão impacto para importadores

O anúncio das companhias não significa que o reajuste de US$ 1.000 será necessariamente aplicado em sua totalidade. O valor final dependerá de fatores como a demanda por embarques, a disponibilidade de espaço nos navios e as negociações entre armadores e clientes.

Para os importadores brasileiros, o principal ponto de atenção será o impacto efetivo do aumento sobre as próximas contratações de transporte.

Em um cenário de crescimento das importações em contêineres, a evolução das tarifas nas rotas entre a Ásia e a América do Sul será um fator importante para empresas que dependem do transporte marítimo internacional.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Portos

Porto de Paracas fortalece parceria com armadores antes da campanha agroexportadora

O Porto de Paracas, no Peru, reforçou a articulação com as companhias marítimas CMA CGM e Ocean Network Express (ONE) em preparação para o início de uma nova campanha agroexportadora peruana.

Encontro prepara operações para a temporada de exportações

Representantes das duas companhias de navegação estiveram no terminal portuário para uma reunião voltada ao alinhamento entre os diferentes agentes envolvidos na operação.

A iniciativa teve como objetivo ampliar a coordenação entre os participantes da cadeia logística e antecipar possíveis desafios relacionados ao período de maior movimentação de cargas agroexportadoras no Peru.

O encontro ocorre às vésperas do início da nova temporada de exportações agrícolas, considerada um período importante para a logística portuária e o transporte marítimo de produtos peruanos destinados ao mercado internacional.

Porto de Paracas busca operações mais eficientes

De acordo com o Porto de Paracas, a reunião permitiu compartilhar perspectivas e aprimorar a coordenação com as empresas de transporte marítimo.

“Este encontro, antes do início das próximas campanhas agroexportadoras, permitiu compartilhar perspectivas, fortalecer a coordenação e continuar trabalhando de forma conjunta para enfrentar os desafios da temporada”, informou o terminal.

A expectativa é que a maior integração entre porto e armadores contribua para operações mais eficientes, confiáveis e ágeis durante a campanha.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Transporte

CMA CGM anuncia aumento de tarifas para cargas da Ásia à América Latina

A CMA CGM anunciou um reajuste nas tarifas de transporte marítimo para cargas embarcadas em portos asiáticos com destino à América Latina. A nova cobrança será aplicada a partir de 15 de outubro de 2026, considerando a data de carregamento.

Reajuste alcança diferentes regiões da Ásia e da América Latina

O aumento abrangerá embarques realizados a partir de todos os portos da Ásia, incluindo instalações marítimas localizadas no Japão, no Sudeste Asiático e em Bangladesh.

No destino, a medida alcançará diferentes mercados da região, contemplando portos da costa oeste e da costa leste da América do Sul, além de América Central, Caribe e México.

Adicional será de US$ 1 mil por contêiner

Segundo a companhia francesa, o novo valor representará um acréscimo de US$ 1.000 por unidade conteinerizada.

O reajuste será aplicado a diferentes tipos de carga, incluindo cargas secas, refrigeradas, sobredimensionadas e contêineres vazios com frete pago.

A mudança afetará, portanto, uma ampla variedade de operações de transporte marítimo entre Ásia e América Latina, com impacto sobre os custos dos embarques realizados a partir da data estabelecida pela empresa.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Portos

Porto de Charleston amplia conexão com a América do Sul em serviço da CMA CGM

O Porto de Charleston, na Carolina do Sul, passou a integrar a rota do serviço CMA CGM AmerXL, ampliando as opções de transporte marítimo entre o sudeste dos Estados Unidos e importantes mercados da América do Sul.

Com a mudança, o porto passa a contar com seis serviços semanais de conexão com Cartagena, na Colômbia; Guayaquil, no Equador; Callao, no Peru; e San Antonio, no Chile. A nova configuração aumenta a capacidade logística para o transporte de cargas refrigeradas, beneficiando especialmente segmentos como pescados, frutas, hortaliças e flores.

Mais capacidade para cargas refrigeradas

A inclusão de Charleston na rotação do AmerXL oferece aos importadores norte-americanos maior acesso a produtos perecíveis provenientes de regiões com forte produção de alimentos frescos e produtos refrigerados.

Para os embarcadores do sudeste dos Estados Unidos, a operação também representa uma alternativa adicional para alcançar mercados sul-americanos de maneira regular e com conexões em dias fixos da semana.

A estrutura ganha importância diante do crescimento populacional e econômico registrado no sudeste dos EUA, região que vem apresentando desempenho superior ao observado em outras partes do país. Na Carolina do Sul, o avanço também supera a média nacional.

Estrutura de cadeia fria em Charleston

O aumento da oferta de transporte refrigerado ocorre em um momento de maior demanda por infraestrutura de cadeia fria no sudeste norte-americano.

Segundo Micah Mallace, vice-presidente executivo da South Carolina Ports, o Porto de Charleston dispõe de uma estrutura voltada à movimentação de contêineres refrigerados, com mais de 2 mil tomadas para contêineres reefer e instalações de armazenamento refrigerado nas proximidades do complexo portuário.

A estrutura permite atender importadores que dependem de condições controladas de temperatura para preservar a qualidade das mercadorias durante a operação logística.

Exportadores ganham acesso a mercados de proteínas

A nova rota também cria oportunidades para empresas norte-americanas que exportam proteínas e produtos alimentícios para a América do Sul.

Greg Tyler, presidente e CEO do U.S. Poultry & Egg Export Council (USAPEEC), destacou que a ampliação da capacidade pelo Porto de Charleston abre uma nova alternativa para produtores agrícolas e da indústria de alimentos dos Estados Unidos alcançarem consumidores sul-americanos.

Na avaliação da entidade, a conexão contribui para manter os produtos norte-americanos competitivos no mercado internacional de alimentos.

Serviço oferece trânsito de até 17 dias

Os exportadores que utilizarem o serviço AmerXL terão acesso a importantes mercados consumidores de proteínas nos Estados Unidos, com tempo de trânsito de cinco a 17 dias no sentido sul.

A rotação do serviço passa por Port Everglades, na Flórida, Philadelphia e New York antes de chegar a Charleston. Depois, os navios seguem para terminais comerciais de Cartagena, Callao, Guayaquil e San Antonio.

A operação semanal em dias fixos amplia a previsibilidade para embarcadores e fortalece a ligação logística entre os Estados Unidos e a América do Sul, especialmente para mercadorias que exigem rapidez e controle de temperatura.

FONTE: Data Portuaria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Data Portuaria

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Portos

Especialistas questionam risco de concentração no Porto de Santos com novo terminal de contêineres

Especialistas em setor portuário e defesa da concorrência contestam a avaliação de que a vitória de uma empresa já instalada no Porto de Santos no leilão do Tecon Santos 10 necessariamente provocaria concentração excessiva de mercado.

Para os especialistas, a análise precisa considerar a área de influência do porto, conhecida como hinterlândia, e a concorrência exercida por outros complexos portuários que também recebem cargas destinadas às mesmas regiões.

Hinterlândia amplia visão sobre concorrência

O engenheiro Luis Claudio Montenegro, sócio-diretor da Neowise Consultoria, afirma que existe um erro nas avaliações que tratam o Porto de Santos como um mercado isolado.

No setor portuário, hinterlândia é a área geográfica de origem ou destino das cargas movimentadas por determinado porto. No caso de Santos, essa região inclui São Paulo, Minas Gerais, o Centro-Oeste e parte das regiões Sul, Norte e Nordeste.

Segundo Montenegro, os três atuais terminais de contêineres de Santos respondem por 61,7% das cargas provenientes ou destinadas a essa área de influência.

Isso significa que aproximadamente 40% das cargas da hinterlândia são atendidas por portos concorrentes, principalmente nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina.

Na avaliação do consultor, desconsiderar esses concorrentes superdimensiona a participação dos terminais santistas no mercado.

“Ao tratar Santos como mercado fechado, a análise [sobre concentração] atribui aos terminais santistas cerca de 40 pontos percentuais de participação de mercado que eles não detêm”, afirma Montenegro.

Participação de mercado seria menor

A inclusão dos portos concorrentes também altera os cálculos de participação das empresas.

De acordo com Montenegro, um terminal que movimenta 45% das cargas dentro do Porto de Santos teria uma participação efetiva de aproximadamente 28% quando são consideradas as cargas de toda a hinterlândia e os demais portos que disputam esse mercado.

Com essa metodologia, o consultor considera “irrelevante” o nível de concentração que resultaria de uma eventual vitória da MSC ou da Maersk no leilão do Tecon Santos 10, desde que ocorra o desinvestimento na BTP.

MSC e Maersk são sócias, em partes iguais, da Brasil Terminal Portuário (BTP), um dos terminais existentes no Porto de Santos. As duas companhias demonstram interesse na disputa pelo novo superterminal.

As empresas assumiram perante o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) o compromisso de vender sua participação na BTP uma à outra caso uma delas seja vencedora do leilão. O processo ainda está sob análise do órgão antitruste.

Desinvestimento pode reduzir riscos concorrenciais

O advogado Luiz Hoffmann, diretor jurídico do Ciesp e ex-conselheiro do Cade, também considera equivocada a interpretação de que a entrada de um operador já estabelecido necessariamente provocaria um problema concorrencial.

Para ele, existem alternativas para preservar a concorrência no mercado portuário sem impedir previamente a participação de empresas que já atuam em Santos.

Hoffmann cita o desinvestimento de ativos como uma medida capaz de reduzir eventuais riscos. Segundo o advogado, essa solução já foi considerada suficiente por diferentes áreas técnicas que analisaram o tema.

O especialista também argumenta que a integração entre armadores e terminais portuários não deve ser tratada automaticamente como uma ameaça à competição.

Integração entre armadores e terminais é comum

De acordo com Hoffmann, o modelo de empresas de navegação que também possuem ou controlam terminais é adotado em grandes portos internacionais. Além disso, operações desse tipo já foram avaliadas pelas autoridades brasileiras de defesa da concorrência.

Como exemplo, ele cita a aquisição da Santos Brasil, responsável por um dos três terminais de contêineres em operação no Porto de Santos, pela companhia marítima francesa CMA CGM, em 2024.

A CMA CGM é atualmente uma das maiores empresas de transporte marítimo de contêineres do mundo. Para Hoffmann, a análise dessa operação reforça o argumento de que a integração entre navegação e infraestrutura portuária não deve ser considerada, por si só, motivo para impedir a participação de armadores no novo terminal.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Transporte

CMA CGM amplia lucro no segundo trimestre com alta dos fretes e força do transporte marítimo

A CMA CGM, uma das maiores empresas globais de transporte marítimo e logística, encerrou o segundo trimestre com forte avanço nos resultados financeiros. O aumento dos fretes marítimos e a manutenção da demanda internacional ajudaram a compensar os impactos operacionais causados pelo agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

No período, a companhia registrou receita de US$ 15,7 bilhões, crescimento de 19,2% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. O Ebitda avançou 31%, alcançando US$ 3 bilhões, enquanto o lucro líquido atribuído ao grupo passou de US$ 520 milhões para US$ 770 milhões.

Transporte marítimo lidera crescimento da companhia

O principal destaque do balanço foi a divisão de transporte de contêineres, que segue como o maior gerador de resultados da CMA CGM.

A empresa movimentou 6,33 milhões de TEUs no trimestre, volume 6% superior ao registrado no mesmo período de 2025. A receita do segmento chegou a US$ 10 bilhões, alta de 22%, enquanto o Ebitda da área cresceu mais de 42%, somando US$ 2,26 bilhões.

Segundo a companhia, o desempenho foi impulsionado pela elevação dos preços dos fretes internacionais e pela continuidade de volumes expressivos de carga nas principais rotas comerciais.

Demanda global sustenta mercado de contêineres

A CMA CGM informou que fatores como consumo aquecido, reposição de estoques e antecipação de embarques diante de possíveis alterações tarifárias contribuíram para manter a procura por transporte marítimo internacional.

Esse cenário ajudou a reduzir os efeitos negativos provocados pela instabilidade no Oriente Médio, que aumentou custos operacionais, elevou despesas com seguros e causou atrasos em algumas rotas.

O presidente do conselho e CEO da CMA CGM, Rodolphe Saadé, afirmou que a companhia apresentou resultados sólidos mesmo diante de um ambiente global mais incerto.

Segundo ele, a diversificação das operações — incluindo logística, terminais portuários e transporte aéreo de cargas — ampliou a capacidade da empresa de responder rapidamente às mudanças do mercado.

Empresa mantém alternativas logísticas diante das tensões internacionais

Apesar dos impactos causados pelos conflitos no Oriente Médio, a companhia afirmou que a valorização dos fretes e a flexibilidade de sua rede internacional compensaram parte dos custos adicionais.

A empresa também manteve o uso de soluções de transporte multimodal para garantir o fluxo de mercadorias destinadas aos mercados do Golfo, combinando diferentes modais para reduzir impactos nas operações.

CEVA Logistics cresce, mas enfrenta pressão nas margens

Fora do segmento marítimo, a CEVA Logistics, braço de logística do grupo, registrou receita trimestral de US$ 5 bilhões, avanço de 8,5% na comparação anual.

Apesar do crescimento da receita, o Ebitda da unidade recuou devido à redução das margens no setor de agenciamento de cargas e ao desempenho mais fraco da indústria automotiva.

Já as áreas de terminais portuários, carga aérea e demais negócios apresentaram crescimento expressivo. A receita desses segmentos aumentou quase 48%, chegando a US$ 1,48 bilhão, beneficiada por aquisições recentes e pelo desempenho positivo das operações portuárias.

CMA CGM e Stonepeak criam empresa para administrar terminais

A divulgação dos resultados ocorreu junto à conclusão de uma importante operação de infraestrutura logística. A CMA CGM e a gestora de investimentos Stonepeak finalizaram a criação da United Ports LLC, empresa responsável pela administração de nove grandes terminais de contêineres em cinco países.

Como parte do acordo, a Stonepeak realizou um investimento de US$ 2,4 bilhões para adquirir 25% de participação no negócio. A CMA CGM permaneceu com o controle operacional da companhia.

As empresas também planejam novos investimentos em expansão da capacidade dos terminais, projetos de eletrificação portuária e desenvolvimento de estruturas logísticas.

Incertezas globais continuam no radar do setor

Mesmo com o desempenho positivo, a CMA CGM destacou que o cenário internacional permanece marcado por incertezas, especialmente devido às tensões geopolíticas, mudanças nas políticas comerciais e novas tarifas que podem alterar as cadeias globais de suprimentos.

A companhia afirmou que sua diversificação de negócios, estrutura financeira e capacidade de adaptação da rede global são fatores importantes para enfrentar a volatilidade do mercado e manter o atendimento aos clientes nas principais rotas do comércio mundial.

FONTE: Global Trade Mag
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Transporte

CMA CGM anuncia sobretaxa para cargas da Índia com destino à América do Sul

A CMA CGM informou que passará a cobrar uma sobretaxa de alta temporada (PSS – Peak Season Surcharge) para embarques realizados a partir da costa oeste da Índia com destino à costa leste da América do Sul. A nova tarifa será de US$ 1.000 por contêiner seco.

A medida começa a valer em 25 de julho de 2026 e permanecerá em vigor por prazo indeterminado, conforme comunicado da companhia.

Nova tarifa será obrigatória para contratos de curto prazo

O adicional será aplicado aos contratos de curto prazo e abrangerá diferentes tipos de cargas, incluindo carga seca, além de contêineres padrão e equipamentos especiais utilizados no transporte marítimo.

Segundo a empresa, a cobrança faz parte das ações adotadas para preservar a eficiência operacional e garantir a continuidade dos serviços oferecidos aos clientes durante o período de maior demanda.

Costa leste da América do Sul será a principal região afetada

A sobretaxa incidirá sobre embarques destinados à maior parte da costa leste da América do Sul. A única exceção prevista pela companhia é a região Norte do Brasil, que ficará fora da aplicação do novo recargo.

O valor será cobrado de forma adicional às tarifas regulares de frete marítimo, elevando o custo final das operações nas rotas contempladas.

Outros custos operacionais poderão ser cobrados

Além do novo Peak Season Surcharge (PSS), a CMA CGM informou que os embarques poderão continuar sujeitos a outras cobranças normalmente praticadas no setor de transporte marítimo internacional.

Entre elas estão os adicionais relacionados ao combustível, as taxas de movimentação em terminais (THC) nos portos de origem e destino, encargos de segurança, tarifas de contingência e demais custos locais específicos de cada porto.

A companhia recomenda que clientes e operadores consultem previamente as condições comerciais aplicáveis a cada embarque para evitar impactos no planejamento logístico.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Transporte

CMA CGM anuncia aumento de fretes marítimos entre o Subcontinente Indiano e América Latina, Europa e Norte da África

A companhia marítima CMA CGM anunciou uma nova tabela de fretes marítimos FAK (Freight All Kinds) para cargas embarcadas no Subcontinente Indiano com destino à América Latina, Europa e Norte da África. A medida reflete a pressão contínua sobre os custos do transporte internacional e impactará diferentes rotas estratégicas do comércio global.

As novas tarifas para destinos na América Central, Caribe e costa oeste da América do Sul passam a valer em 10 de junho de 2026, considerando a data de entrada da carga nos portos de origem.

América Latina registra algumas das tarifas mais elevadas

Os reajustes serão aplicados a cargas secas e cargas classificadas como perigosas transportadas a partir do Subcontinente Indiano.

Entre os destinos latino-americanos, os portos de La Guaira e Puerto Cabello apresentarão os maiores valores. As tarifas foram fixadas em US$ 5.150 para contêineres de 20 pés e US$ 5.500 para unidades de 40 pés.

Já o porto de Kingston terá fretes de US$ 4.150 para contêineres de 20 pés e US$ 4.200 para equipamentos de 40 pés.

Em Caucedo, os valores serão de US$ 4.050 para contêineres de 20 pés e US$ 3.800 para os de 40 pés.

Para Manzanillo, as novas tarifas foram estabelecidas em US$ 3.750 e US$ 3.650, respectivamente.

No porto de Cartagena, os fretes passarão para US$ 3.500 por contêiner de 20 pés e US$ 3.350 por unidade de 40 pés.

Já os portos de Buenaventura, San Antonio, Callao e Guayaquil terão tarifas padronizadas de US$ 3.300 para contêineres de 20 pés e US$ 3.250 para equipamentos de 40 pés.

O que está incluído nas novas tarifas

Segundo a transportadora, os valores divulgados contemplam o frete marítimo básico e os custos relacionados ao combustível marítimo.

No entanto, permanecem fora da composição das tarifas despesas como movimentação terminal, sobretaxas de alta temporada, encargos de segurança e demais taxas locais aplicadas nos portos.

Europa e Norte da África também terão reajustes

Além das rotas voltadas à América Latina, a CMA CGM confirmou novos valores para embarques com destino ao Norte da Europa, Mediterrâneo e Norte da África.

As tarifas entrarão em vigor em 15 de junho de 2026 e permanecerão válidas até nova atualização da companhia.

Para o Norte da Europa, o frete foi fixado em US$ 4.500 tanto para contêineres de 20 pés quanto para os de 40 pés.

Os embarques destinados ao Mediterrâneo também terão valor de US$ 4.500 para ambos os tamanhos de contêineres.

O maior valor entre essas regiões foi registrado para o Norte da África, onde as tarifas alcançarão US$ 5.500 por unidade, independentemente do tamanho do contêiner.

Novas regras abrangem cargas originadas em quatro mercados

As tarifas para Europa e Norte da África serão aplicadas a cargas secas embarcadas a partir do noroeste e sudeste da Índia, além de origens localizadas no Sri Lanka e no Paquistão.

A armadora informou que os preços incluem os custos de transporte marítimo e encargos relacionados ao bunker, mas não contemplam despesas de terminal nem cobranças ligadas à segurança portuária.

FONTE: Container News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Container News

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Logística

CMA CGM alcança receita de US$ 13,2 bilhões no primeiro trimestre de 2026

O grupo francês CMA CGM apresentou seu balanço financeiro referente ao primeiro trimestre de 2026. A gigante do setor de transportes registrou um faturamento global de US$ 13,2 bilhões, o que representa uma leve oscilação negativa de 0,2% em comparação com o mesmo intervalo do ano anterior.

O indicador Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) fechou o período em US$ 2,1 bilhões, apontando um recuo de 31,6% na análise anual. Com isso, a margem Ebitda da corporação fixou-se em 16%, retraindo 7,3 pontos percentuais frente ao primeiro trimestre de 2025.

Transporte marítimo: alta no volume e pressão no valor do frete

Apesar da redução nos indicadores financeiros, a divisão de transporte marítimo demonstrou fôlego operacional. O volume de carga movimentada subiu 1,5%, totalizando 5,9 milhões de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) transportados nos primeiros três meses do ano.

Contudo, o ganho com as operações marítimas recuou 8,5%, somando US$ 8 bilhões. De acordo com o grupo, o resultado foi pressionado diretamente pela queda de 9,8% na receita média por contêiner, que ficou estabelecida em US$ 1.351 por TEU.

Essa dinâmica reduziu o Ebitda do segmento para US$ 1,5 bilhão — contra os US$ 2,5 bilhões computados em igual período de 2025. A margem recuou para 18,6%, um reflexo direto da baixa generalizada nos fretes internacionais, embora o mercado tenha esboçado uma reação nas taxas spot na reta final do trimestre.

Desempenho logístico e avanço em novos negócios

Em contrapartida, a divisão de logística integrada manteve a tendência de expansão e faturou US$ 4,6 bilhões, um avanço de 6,6% em relação ao ano passado. Apesar do crescimento em receitas, o Ebitda dessa vertical caiu 17,2%, situando-se em US$ 330 milhões.

O destaque de maior crescimento percentual veio da categoria de “outras atividades”. Impulsionada pela estratégia de diversificação de operações, a receita do setor disparou 59,1%, atingindo US$ 1,3 bilhão, enquanto seu Ebitda deu um salto de 90%, chegando a US$ 294 milhões.

Tensões geopolíticas e perspectivas para o mercado global

A CMA CGM alertou que o cenário do comércio marítimo global segue fortemente impactado pelas turbulências geopolíticas no Oriente Médio. Os desdobramentos dos conflitos envolvendo potências como Estados Unidos, Israel e Irã têm encarecido os custos de operação, gerando forte volatilidade no preço do petróleo e instabilidade nas rotas comerciais.

Para mitigar os riscos dessa conjuntura desafiadora, a companhia aposta em sua solidez de caixa, flexibilidade logística e no fortalecimento de sua rede de atendimento global para assegurar a continuidade dos serviços e a estabilidade dos negócios ao longo de 2026.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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Portos

CMA CGM assume operação de portos secos na Síria em novo acordo logístico

A gigante francesa de transporte marítimo e logística CMA CGM firmou um novo acordo para operar dois portos secos na Síria, ampliando sua presença estratégica no país do Oriente Médio. O contrato foi assinado com a Autoridade Geral de Fronteiras e Alfândegas síria e envolve as zonas francas de Adra e Aleppo.

A informação foi divulgada pela agência estatal síria SANA nesta terça-feira.

Acordo fortalece logística e comércio na Síria

O entendimento prevê a administração e operação dos terminais secos com foco no fortalecimento da logística internacional e na retomada das atividades comerciais do país após anos de conflito.

A assinatura ocorreu simultaneamente ao lançamento de um trem de carga experimental ligando o porto de Latakia à região de Adra. A rota ferroviária volta a operar depois de 14 anos interrompida em razão da guerra civil síria.

O porto de Latakia é considerado o principal acesso marítimo da Síria e peça central para a recuperação do setor de transporte e comércio exterior do país.

CMA CGM amplia investimentos no porto de Latakia

O novo contrato complementa um acordo anterior firmado em maio de 2025, quando a CMA CGM garantiu uma concessão de 30 anos para modernizar e administrar o porto de Latakia.

O presidente-executivo da companhia, Rodolphe Saadé, possui origem franco-libanesa e raízes familiares na Síria, fator visto como relevante para a aproximação da empresa com o país.

União Europeia retoma cooperação com a Síria

O avanço dos acordos comerciais acontece em meio à retomada gradual das relações internacionais com a Síria. Em 11 de maio, a União Europeia restabeleceu integralmente o acordo de cooperação firmado com o país em 1977.

A parceria estava parcialmente suspensa desde 2011, após denúncias de violações de direitos humanos durante o governo de Bashar al-Assad.

A decisão europeia ocorreu após a queda de Assad, em dezembro de 2024, e da suspensão da maior parte das sanções econômicas impostas pela União Europeia ao país em 2025.

FONTE: Investing
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Investing

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