Internacional

China multa MSC, CMA CGM e Hapag-Lloyd por irregularidades em fretes marítimos

O governo da China aplicou multas contra nove companhias internacionais de transporte marítimo de contêineres e sete operadores domésticos do tipo NVOCC (Non-Vessel Operating Common Carrier) por supostas violações relacionadas às tarifas de frete. A medida foi anunciada pelo Ministério dos Transportes chinês, que também emitiu um alerta para que as empresas reforcem seus sistemas de controle e conformidade.

Gigantes do transporte marítimo estão entre as empresas penalizadas

Entre as companhias atingidas pela ação estão líderes globais do setor, como MSC Mediterranean Shipping Company, CMA CGM Group, Hapag-Lloyd, Ocean Network Express e Evergreen Marine.

Outras transportadoras de menor porte também aparecem na lista de autuadas, incluindo Wan Hai Lines, SM Line, Emirates Shipping e TS Lines.

Fiscalizações ocorreram em importantes portos chineses

Segundo o ministério, as inspeções foram realizadas nos portos de Guangzhou, Qingdao e Ningbo entre agosto e novembro de 2025.

As autoridades concentraram a fiscalização no cumprimento das regras de registro das tarifas de frete marítimo. De acordo com o governo chinês, as empresas apresentaram irregularidades como ausência de registro obrigatório das tarifas ou divergências entre os valores declarados e os efetivamente praticados.

Além das multas administrativas, o Ministério informou ter realizado reuniões formais consideradas “sérias” com as companhias envolvidas.

Governo chinês promete reforçar controle sobre tarifas de frete

O Ministério dos Transportes afirmou que as empresas deverão aprimorar seus sistemas de declaração de fretes, ampliar os mecanismos de responsabilização interna e cumprir rigorosamente as exigências regulatórias.

As autoridades chinesas classificaram a ação como um “alerta” ao setor e indicaram que novas inspeções serão intensificadas nos próximos meses. O objetivo é ampliar o monitoramento sobre o cumprimento das normas relacionadas aos fretes marítimos, transporte internacional de contêineres e registro de tarifas portuárias.

Pressão sobre armadores já havia ocorrido em março

A nova rodada de penalidades acontece meses após o governo chinês convocar executivos da Maersk e da MSC Mediterranean Shipping Company para reuniões em março deste ano.

Na ocasião, o movimento foi interpretado como uma reação de Pequim após acordos envolvendo operações portuárias no Canal do Panamá. Segundo informações divulgadas pelo jornal Financial Times, autoridades chinesas teriam solicitado discretamente que as companhias abandonassem operações de terminais anteriormente controladas pela CK Hutchison e assumidas pelo governo panamenho.

A CK Hutchison também informou que pretende recorrer à arbitragem contra a APM Terminals, subsidiária ligada à Maersk.

FONTE: Maritime Executive
TEXTO: Redação
IMAGEM: Qingdao

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Portos

CMA CGM inclui Porto de Itajaí na rota do serviço Sirius e retira escala no Rio de Janeiro

A armadora francesa CMA CGM anunciou mudanças na operação do serviço marítimo Sirius, responsável pela conexão entre a América do Sul, a África e a Europa. A principal alteração envolve a inclusão do Porto de Itajaí na rota e a retirada da escala no Porto de Itaguaí.

Serviço Sirius terá nova escala em Santa Catarina

Com a atualização da rota, o Porto de Itajaí passa a integrar oficialmente o itinerário do serviço Sirius, fortalecendo a movimentação logística e o fluxo de transporte marítimo internacional em Santa Catarina.

De acordo com a companhia, a última operação no porto fluminense será realizada pelo navio Lisa Marie, prevista para o dia 13 de junho. Já a primeira atracação em Itajaí acontecerá em 16 de junho, com a embarcação Santa Ines.

FONTE: Portal BE News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal BE News

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Informação

Linhas de Navegação Aplicam Taxa Extra com Alta nos Preços do Combustível Marítimo

Exportadores enfrentam custos maiores para transportar cargas por navios contenedores, após grandes empresas de transporte marítimo anunciarem cobranças emergenciais devido à disparada nos preços do combustível bunker. O aumento se deve principalmente à instabilidade no Oriente Médio, que afetou o tráfego pelo Estreito de Hormuz.

Aumento no Preço do Combustível Bunker

O valor do bunker fuel, óleo utilizado para mover navios, subiu 35% na última semana, ultrapassando US$ 1.000 por tonelada métrica em hubs estratégicos como Singapura, Hong Kong, Fujairah e Long Beach. As novas tarifas de combustível variam entre US$ 100 e US$ 200 por TEU (unidade equivalente a vinte pés), dependendo da rota comercial, elevando os custos do frete.

Medidas de Empresas Marítimas

A Maersk, gigante dinamarquesa do setor, alertou que a situação de segurança no Oriente Médio continua a gerar desafios logísticos globais. Cerca de 20% do transporte mundial de combustíveis passa pelo Estreito de Hormuz, impactando a disponibilidade de combustível marítimo.

Para proteger a integridade da carga e a estabilidade da operação, a Maersk implementou uma taxa emergencial de bunker (EBS). O valor será de US$ 200 por TEU em rotas de longa distância e US$ 100 por TEU em serviços intra-regionais. A medida cobre custos e riscos não contemplados pela taxa padrão de combustível fóssil da empresa.

A Hapag-Lloyd, da Alemanha, também anunciou taxa similar para diversas rotas comerciais. Para rotas longas, como Índia-Europa ou EUA, a cobrança será de US$ 160 por TEU para contêineres secos e US$ 225 por TEU para contêineres refrigerados. Rotas intra-regionais terão tarifas de US$ 70 por TEU e US$ 100 por TEU, respectivamente. A cobrança entrará em vigor em 23 de março de 2026, exceto para remessas reguladas pela US Federal Maritime Commission (FMC), que começarão em 8 de abril de 2026.

Por sua vez, a francesa CMA CGM informou que sua taxa de combustível emergencial (EFS) ficará entre US$ 75 e US$ 130 por contêiner seco, com vigência a partir de 16 de março. O custo adicional será repassado ao pagador do frete marítimo, pressionando ainda mais os exportadores em meio às atuais disrupções nas rotas globais de comércio.

FONTE: The Hindu Business Line
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/BENOIT TESSIER

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Portos

Tecon Santos entra no radar da United Ports LLC e pode ganhar novo impulso em investimentos

O Tecon Santos, maior terminal de contêineres da América Latina, passa a integrar o portfólio estratégico da recém-criada United Ports LLC, joint venture formada pela armadora francesa CMA CGM e pela gestora global de infraestrutura Stonepeak.

Operado pela Santos Brasil no Porto de Santos, o terminal é considerado um dos principais ativos da nova aliança empresarial, anunciada ao mercado há pouco mais de uma semana.

Aporte bilionário e presença global

Pelo acordo, a Stonepeak investirá cerca de R$ 12 bilhões para adquirir 25% de participação na United Ports LLC. A joint venture reúne dez terminais operados pela CMA CGM em seis países: Brasil, Estados Unidos, Espanha, Índia, Taiwan e Vietnã.

O CEO do Grupo CMA CGM, Rodolphe Saadé, afirmou que a parceria com um investidor especializado em infraestrutura amplia a capacidade de aportes nos terminais portuários sob gestão da companhia.

Já o diretor-executivo da Stonepeak, James Wyper, destacou que terminais de contêineres são ativos estratégicos e de difícil substituição no comércio global, o que torna o investimento diferenciado e alinhado a um portfólio de infraestrutura de transporte de alta qualidade.

Santos Brasil não integra operação diretamente

Em comunicado, a Santos Brasil informou que não participa diretamente da transação. Segundo a companhia, não haverá mudança no controle da Santos Brasil Participações S.A., nem impactos imediatos nas operações, na governança ou nos contratos vigentes.

A empresa acrescentou que eventuais desdobramentos da constituição da joint venture e da aquisição de participação nos ativos portuários dependerão de aprovações regulatórias aplicáveis. O mercado será informado sobre fatos relevantes relacionados ao tema.

Impactos potenciais para o Tecon Santos

Para o consultor portuário Ivam Jardim, a movimentação tende a ser positiva para o Tecon Santos sob o ponto de vista financeiro. Ele avalia que a entrada de um investidor global com foco em infraestrutura pode garantir capital de longo prazo à CMA CGM, que recentemente ampliou sua presença no Brasil e em outros mercados.

Na prática, isso pode acelerar investimentos já previstos e até viabilizar novos projetos de expansão de capacidade. Com mais recursos disponíveis, o terminal teria condições de ganhar escala operacional e aumentar sua competitividade no comércio exterior brasileiro.

O consultor Luis Claudio Montenegro vê a joint venture como parte de um movimento estrutural no setor portuário mundial. Segundo ele, grandes armadores têm avançado na integração vertical, combinando operação portuária e capital financeiro de longo prazo para buscar mais eficiência, escala e previsibilidade logística.

Relevância estratégica para o Brasil

No contexto nacional, a operação ganha peso por envolver o Porto de Santos, principal porta de entrada e saída do comércio exterior do País. Para Montenegro, em condições regulatórias adequadas, o modelo pode estimular investimentos em infraestrutura portuária, tecnologia e produtividade, com reflexos positivos sobre custos logísticos e competitividade.

Ele pondera que o maior risco não está na integração entre operadores e investidores, mas na eventual criação de barreiras regulatórias que dificultem aportes e reduzam a competição. Em um cenário de disputa global por eficiência logística, o Brasil precisaria, segundo ele, de mais escala e maior inserção nas cadeias internacionais.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alexsander Ferraz/AT

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Logística

CMA CGM define novas tarifas FAK do subcontinente indiano para a América Latina

A CMA CGM anunciou a adoção de novas tarifas FAK (Freight All Kinds) para embarques com origem no subcontinente indiano e destino à América Latina. Os novos valores passam a valer a partir de 15 de fevereiro de 2026, conforme comunicado da companhia marítima.

As tarifas contemplam o frete marítimo básico e os adicionais relacionados ao combustível, mas não incluem cobranças extras, como taxas de manuseio em terminal (THC), sobretaxa de alta temporada e encargos de segurança, que poderão ser aplicados conforme o caso.

Tarifas variam conforme destino e tipo de contêiner

Entre os principais portos atendidos, a CMA CGM estabeleceu tarifas de US$ 2.900 para contêineres de 20 e 40 pés com destino a Caucedo. Já para Buenaventura, San Antonio, Callao e Guayaquil, os valores variam entre US$ 2.200 e US$ 2.400, de acordo com o tamanho do equipamento.

No caso de Kingston, as tarifas FAK foram fixadas em US$ 3.000 para contêineres de 20 pés e US$ 3.300 para os de 40 pés.

Portos do Caribe e Panamá têm ampla variação de preços

Para destinos como Manzanillo (Panamá), Cartagena, La Guaira e Puerto Cabello, os valores anunciados pela companhia variam entre US$ 2.400 e US$ 4.500, dependendo do tipo e da dimensão do contêiner utilizado no transporte.

Carga seca e perigosa estão incluídas

As novas tarifas FAK da CMA CGM se aplicam tanto a cargas secas quanto a cargas perigosas, com destino à América Central e à costa oeste da América do Sul. A empresa reforçou que outros encargos locais podem ser adicionados e que a relação completa de sobretaxas está disponível em seu portal oficial de tarifas.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Portos

Tempestades e nevascas paralisam portos no sul e oeste da Europa

Fortes tempestades, acompanhadas de nevascas intensas, provocaram uma ampla interrupção nas operações portuárias no sul e no oeste da Europa, comprometendo de forma significativa o fluxo de cargas marítimas, segundo comunicado da Maersk.

A companhia informou que o clima severo tem impactado tanto as remessas de entrada quanto de saída das regiões do norte do continente, resultando em atrasos logísticos, suspensão de atividades e fechamento temporário de diversos terminais portuários.

Portugal, Espanha e Itália entre os mais afetados

Portugal e Espanha estão entre os países mais atingidos, após a emissão de alertas meteorológicos severos na quarta-feira, 28 de janeiro. Já a Itália decretou estado de emergência na segunda-feira, dia 26, em áreas do sul do país, após uma tempestade intensa provocar alagamentos, avanço do mar sobre áreas costeiras e danos à infraestrutura portuária e urbana.

Operações portuárias seguem suspensas

De acordo com a Maersk, diversas terminais do Mediterrâneo Ocidental interromperam completamente suas atividades, sem previsão definida para retomada. Em comunicado aos clientes, a empresa afirmou que as condições extremas estão causando “interrupções relevantes em toda a indústria, com navios buscando abrigo e terminais operando com produtividade reduzida ou totalmente paralisados”.

A companhia não detalhou quais portos específicos foram impactados e não respondeu, até o momento, a solicitações adicionais de esclarecimento. Ainda assim, reforçou que o cenário afeta o setor marítimo europeu como um todo e que, diante da instabilidade climática, novas demoras e suspensões operacionais não estão descartadas.

Incidente com navio reforça riscos à segurança da carga

Em paralelo, a CMA CGM informou que um de seus navios perdeu 58 contêineres no mar após enfrentar condições extremas nas proximidades de Malta. O episódio evidencia os riscos associados às tempestades marítimas, tanto para a segurança da carga quanto para a continuidade das operações nos portos da região.

Setor avalia impactos na cadeia logística

Operadores marítimos seguem monitorando os efeitos do mau tempo e promovendo ajustes em rotas de navegação e cronogramas de entrega, buscando reduzir os impactos sobre a cadeia logística internacional. Autoridades locais, em coordenação com armadores e terminais, acompanham os níveis de água e a integridade das estruturas portuárias, com o objetivo de restabelecer as operações o mais rápido possível.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Comércio Exterior

Navio da CMA CGM perde 58 contêineres próximo a Malta

CMA CGM registrou a perda de 58 contêineres em alto-mar nas proximidades de Malta, devido a condições climáticas adversas durante a viagem do navio CMA CGM Tiga em direção ao Levante.

Incidente ocorreu em janeiro de 2026

O episódio aconteceu em 20 de janeiro de 2026, conforme comunicado recente da empresa francesa de transporte marítimo. O navio envolvido, CMA CGM Tiga, possui capacidade para 5.500 TEU e é considerado de última geração.

Segundo a companhia, “durante a travessia do sul da Europa ao Levante, o navio enfrentou condições meteorológicas inesperadas e perdeu 58 contêineres no mar. Além disso, alguns contêineres na cobertura sofreram danos”.

Tripulação e carga sem riscos graves

A CMA CGM afirmou que não houve ferimentos entre a tripulação e que o navio permanece apto para navegação. Informações iniciais indicam que nenhum dos contêineres perdidos continha cargas perigosas, minimizando riscos ambientais e de segurança.

Avaliação e assistência aos clientes

A empresa notificou as autoridades competentes e anunciou que o CMA CGM Tiga seguirá para Malta para uma inspeção completa, garantindo a segurança e a continuidade da viagem. A naviera também se comprometeu a contatar diretamente os clientes afetados, oferecendo suporte personalizado.

“Lamentamos os transtornos e possíveis atrasos causados pelo incidente. Manteremos todos informados sobre novas datas de descarga assim que disponíveis”, afirmou a CMA CGM.

Sobre o CMA CGM Tiga

O CMA CGM Tiga foi entregue em abril de 2025 e construído pela Beihai Shipbuilding e China Shipbuilding Trading Co., Ltd. (CSTC). Trata-se de um portacontêiner moderno e equipado com tecnologias de ponta para navegação e segurança.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Leo van Weele/MarineTraffic

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Transporte

Ocean Alliance lança novo produto e redefine serviços marítimos globais a partir de 2026

A Ocean Alliance, formada por CMA CGM, Cosco Shipping, Evergreen e OOCL, anunciou o lançamento do “Ocean Alliance Day 10 Product”, nova configuração de serviços que entrará em vigor em 2026. A iniciativa consolida a estrutura operacional da aliança e foi apresentada durante a Convenção Portuária e de Transporte Marítimo da Ocean Alliance, realizada nos dias 20 e 21 de janeiro.

Rede contará com 41 serviços e quase 400 navios

Com o novo produto, a Ocean Alliance passará a operar 41 serviços nas principais rotas Leste-Oeste, utilizando um total de 394 navios porta-contêineres. Desse total, 130 embarcações pertencem à frota da CMA CGM. A capacidade combinada da aliança alcança 5,3 milhões de TEUs, reforçando sua posição entre as maiores redes marítimas do mundo.

Forte presença nas rotas Ásia–Europa

No comércio entre Ásia e Norte da Europa, a aliança oferecerá sete serviços, garantindo ampla cobertura portuária tanto na origem quanto no destino. Essa rota contará com 102 navios, sendo 30 da CMA CGM. Já entre a Ásia e o Mediterrâneo, serão quatro serviços, operados por 54 embarcações, incluindo 26 navios da CMA CGM.

Transpacífico concentra maior número de serviços

A rota transpacífica será atendida por 22 serviços, refletindo a relevância estratégica desse corredor. Oito deles conectarão a Ásia à costa leste dos Estados Unidos, com 100 navios em operação, enquanto 14 ligarão a Ásia à costa oeste dos EUA e do Canadá, com 99 embarcações. A CMA CGM participará com 41 navios na costa leste e 25 na costa oeste.

Oriente Médio e Atlântico Norte também fazem parte da malha

A malha operacional inclui ainda três serviços entre a Ásia e o Golfo Pérsico, com 21 navios, além de três serviços transatlânticos ligando o norte da Europa à costa leste dos Estados Unidos, operados por 18 embarcações.

Os serviços diretos entre a Ásia e o Mar Vermelho seguem suspensos por tempo indeterminado. Nessa rota, a movimentação de cargas continua sendo realizada pela CMA CGM por meio de um serviço independente, fora da estrutura da aliança.

Acordo da aliança segue válido até 2032

A apresentação do Ocean Alliance Day 10 Product integra o acordo em vigor entre CMA CGM, Cosco Shipping, Evergreen e OOCL, com validade mínima até 2032. Desde sua criação, em 2017, a aliança vem expandindo uma rede global que conecta a Ásia à Europa, ao Oriente Médio e às costas leste e oeste da América do Norte, com escalas diretas e tempos de trânsito otimizados.

Compromisso com descarbonização permanece

Paralelamente à nova oferta operacional, a CMA CGM reafirmou sua meta de atingir a neutralidade de carbono até 2050. A companhia informou que está se preparando para operar cerca de 200 navios porta-contêineres movidos a energias de baixa emissão até 2031, parte dos quais já integra a rede da Ocean Alliance.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Comércio Internacional

CMA CGM lança serviço KEA e fortalece rota direta entre a Costa Leste dos EUA e a Oceania

A CMA CGM anunciou o lançamento do serviço KEA, nova rota marítima que amplia a conexão direta entre a Costa Leste dos Estados Unidos e a Oceania. A iniciativa reforça a presença da armadora em um dos corredores mais relevantes do comércio internacional e complementa o serviço RTW PAD, consolidando a companhia como a única a oferecer duas saídas semanais nesse eixo logístico.

Nova rota amplia integração logística

No sentido sul, o serviço KEA parte da Costa Leste norte-americana com escalas nos portos de Nova York, Filadélfia, Savannah e Charleston. A configuração fortalece a integração entre importantes centros econômicos dos Estados Unidos e os mercados da Oceania, além de incluir uma escala de importação em Tauranga, um dos principais hubs portuários da Nova Zelândia.

Escalas estratégicas no retorno

No trajeto de retorno ao norte, o serviço contempla escalas em Port Chalmers, também na Nova Zelândia, e em Charleston, ampliando as alternativas logísticas para exportadores e importadores. O itinerário ainda passa por portos estratégicos como Balboa, no Panamá, Cartagena, na Colômbia, Manzanillo, no México, além de Sydney e Melbourne, na Austrália.

Mais previsibilidade e cobertura global

Com a entrada em operação do KEA, a CMA CGM amplia sua cobertura global e oferece maior previsibilidade operacional aos clientes. O serviço atende à crescente demanda por rotas diretas, menor transit time e maior confiabilidade nas cadeias logísticas internacionais. A combinação entre KEA e RTW PAD posiciona a armadora em um patamar diferenciado no comércio entre as Américas e a Oceania.

Estratégia de longo curso

A nova rota está alinhada à estratégia da CMA CGM de investir em soluções logísticas integradas, fortalecendo sua atuação em rotas de longo curso e consolidando sua posição entre os principais armadores globais.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CMA CGM

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Comércio Exterior

CMA CGM e Maersk reestruturam serviço entre Ásia e Costa Leste da América do Sul

As gigantes do transporte marítimo CMA CGM e Maersk anunciaram uma reestruturação no serviço conjunto que conecta a Ásia à Costa Leste da América do Sul, com início previsto para o final de dezembro de 2025. A mudança inclui novas escalas estratégicas e ajustes operacionais voltados à eficiência logística e à adequação à demanda do mercado.

Nova rota inclui Hong Kong e Itajaí

Com a atualização, o serviço passará a escalar Xangai, Hong Kong, Shekou, Singapura, Santos, Itajaí, Singapura e novamente Xangai. A operação será realizada com uma frota de 11 navios, com capacidade entre 6.000 e 10.000 TEUs, segundo informações da consultoria Alphaliner.

A primeira viagem da nova rotação está programada para começar em 30 de dezembro, com a escala do navio Prestige, de 6.350 TEUs, operado pela Maersk, no porto de Xangai.

Ajustes buscam reforçar conexão entre Ásia e Brasil

A CMA CGM informou que a mudança faz parte de uma atualização em seu serviço SEAS 3, com foco em melhorar a conectividade entre a Ásia e o Brasil. A companhia destaca que a revisão da rota responde às dinâmicas atuais do mercado e reforça o compromisso com eficiência logística e suporte ao crescimento dos clientes.

Maersk anuncia cancelamentos programados

Já a Maersk comunicou a implementação de blank sailings em seu serviço ASAS2. A decisão está relacionada à necessidade de ajustar a oferta à demanda vigente, preservando a confiabilidade dos cronogramas e o equilíbrio da rede global de transporte.

Acordo amplia presença no Pacífico

Além das mudanças na rota Ásia–América do Sul, a Maersk também firmou recentemente um acordo de slot charter que permite à CMA CGM operar espaços em seu serviço Oceania, que conecta a Costa Leste dos Estados Unidos à Austrália, Nova Zelândia e ao Pacífico Sul.

A iniciativa reforça a cooperação entre as duas companhias e amplia as opções logísticas para os mercados atendidos.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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