Transporte

Estreito de Hormuz: cessar-fogo entra em colapso e novos ataques atingem navios petroleiros

O frágil cessar-fogo no Estreito de Hormuz chegou ao fim após uma nova onda de confrontos entre Estados Unidos e Irã nas últimas 24 horas. O agravamento da crise coincidiu com ataques a navios petroleiros próximos à costa de Omã, deixando marítimos desaparecidos e ampliando as preocupações com a segurança da navegação internacional.

Entre os incidentes registrados está o do navio-tanque Settebello, que sofreu um incêndio a cerca de 20 milhas náuticas do porto de Sohar, em Omã. Segundo informações da empresa especializada em segurança marítima Vanguard Tech, a embarcação enviou um pedido de socorro informando ter sido atingida por um míssil. O episódio resultou no desaparecimento de três tripulantes e deixou outro gravemente ferido.

Estados Unidos confirmam ataque ao petroleiro

Em comunicado, as forças militares norte-americanas confirmaram ter realizado uma ação contra o Settebello. De acordo com a versão oficial, aeronaves dos EUA utilizaram munições de precisão para atingir a casa de máquinas do navio após a embarcação supostamente desrespeitar orientações emitidas por militares responsáveis pela aplicação de um bloqueio relacionado ao Irã.

Dados do Comando Central dos Estados Unidos indicam que este foi o oitavo navio desativado por operações norte-americanas desde meados de abril.

Outros incidentes elevam preocupação com a segurança marítima

O novo episódio ocorre poucos dias após um caso semelhante envolvendo o petroleiro Marivex, atingido em 8 de junho. Na ocasião, um incêndio foi registrado após disparos contra a área de máquinas da embarcação. Os 24 tripulantes indianos foram posteriormente resgatados pela Marinha de Omã.

Nesta quinta-feira, surgiram ainda relatos de emergência envolvendo outro navio-tanque, o Jalveer, que emitiu sinal de socorro após um incêndio ser detectado enquanto permanecia ancorado em uma área de espera offshore próxima a Shinas, também em Omã.

Segundo a Vanguard, as chamas teriam atingido a sala de máquinas e a estrutura da chaminé da embarcação. O navio transportava 20 tripulantes, e operações de evacuação foram iniciadas com apoio das autoridades omanenses. Até o momento, a causa do incêndio não foi oficialmente confirmada.

IMO condena ataques contra embarcações comerciais

A Organização Marítima Internacional (IMO) manifestou preocupação com a escalada da violência e condenou o ataque registrado contra o Settebello.

O secretário-geral da entidade, Arsenio Dominguez, afirmou que qualquer ação que coloque em risco a vida dos marítimos e a segurança do transporte marítimo internacional é inaceitável.

De acordo com a IMO, desde 28 de fevereiro foram confirmados 43 ataques contra embarcações comerciais na região do Estreito de Hormuz, resultando em pelo menos 11 mortes de tripulantes.

Analistas apontam colapso total da trégua

O analista marítimo dinamarquês Lars Jensen, que acompanha diariamente a crise na região, avaliou que o cessar-fogo entrou em colapso completo. Segundo ele, forças norte-americanas realizaram ataques contra cerca de uma dúzia de alvos em território iraniano, incluindo áreas próximas a Teerã.

Em resposta, o Irã teria lançado ofensivas contra instalações localizadas no Kuwait, Jordânia e Bahrein. O governo iraniano também alegou ter atingido dois petroleiros que tentavam atravessar o Estreito de Hormuz, embora essas informações ainda não tenham sido verificadas de forma independente.

Crise ameaça transporte marítimo global

A deterioração da situação no Estreito de Hormuz, passagem estratégica para o comércio mundial de petróleo e derivados, aumenta os riscos para o transporte marítimo internacional, gera preocupação entre armadores e pode impactar fluxos logísticos e energéticos em diversas regiões do mundo.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Splash 247

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Agronegócio

Fertilizantes entram na pauta prioritária do Brasil após crise no Estreito de Hormuz

A escalada das tensões no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Hormuz colocaram o abastecimento de fertilizantes entre as principais preocupações do governo brasileiro. O tema ganhou destaque na agenda do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, durante sua visita oficial à China nesta semana, diante dos impactos que o conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel vem provocando nos mercados internacionais.

A alta nos preços dos insumos agrícolas já acende um alerta para produtores rurais brasileiros, especialmente com a aproximação do plantio da próxima safra de verão.

Governo busca ampliar fornecedores de fertilizantes

A preocupação com o fornecimento de fertilizantes faz parte de uma estratégia mais ampla adotada pelo governo federal para reduzir a dependência de poucos mercados internacionais.

Antes da viagem à China, Mauro Vieira esteve no Uzbequistão e no Cazaquistão, em maio, onde também discutiu oportunidades de cooperação e fornecimento de insumos para a agricultura brasileira.

Em Pequim, o objetivo foi reforçar a segurança do abastecimento e minimizar possíveis impactos de novas oscilações de preços. O tema esteve entre os principais assuntos debatidos nas reuniões com o vice-presidente chinês, Han Zheng, e com o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi.

China é peça-chave para o agronegócio brasileiro

A visita do chanceler ocorreu durante a quinta edição do Diálogo Estratégico Global Brasil-China, mecanismo de cooperação política e diplomática entre os dois países criado em 2014.

Além de ser um dos principais parceiros comerciais do Brasil, a China ocupa posição estratégica no fornecimento de fertilizantes. Em 2025, o país asiático respondeu por 26% das importações brasileiras desses produtos, liderando o ranking de fornecedores. A Rússia apareceu em segundo lugar, com participação de 25%.

Conflito internacional pressiona preços dos insumos

O mercado global de fertilizantes vem registrando forte valorização desde o agravamento das tensões geopolíticas na região do Golfo Pérsico.

Dados do Banco Mundial apontam que os preços dos fertilizantes avançaram 12% no primeiro trimestre de 2026 e atingiram, em abril, o maior patamar desde 2022. A projeção da instituição indica uma elevação acumulada de até 30% ao longo deste ano.

O cenário preocupa o agronegócio brasileiro, já que o país depende fortemente das importações para atender sua demanda interna. Segundo dados compilados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), cerca de 93% dos fertilizantes utilizados na agricultura nacional em 2025 vieram do exterior.

Ureia está entre os produtos mais afetados

Entre os fertilizantes mais impactados pela crise está a ureia, um dos principais produtos utilizados nas lavouras brasileiras.

Por ser produzida a partir do gás natural, cujo preço também foi pressionado pelo conflito, a ureia registrou aumentos significativos no mercado internacional. O insumo é amplamente empregado no cultivo de milho, cana-de-açúcar e pastagens, afetando não apenas a agricultura, mas também a cadeia da pecuária.

Dependência da China gera preocupação adicional

Embora a China seja uma fornecedora estratégica, especialistas e representantes do setor observam com cautela a dependência brasileira do mercado chinês.

O país possui histórico de adoção de medidas para restringir exportações de fertilizantes em momentos de instabilidade ou de necessidade de garantir o abastecimento interno.

Em 2021, por exemplo, autoridades chinesas orientaram fabricantes a priorizar o mercado doméstico diante da alta dos preços. Naquele período, novas exigências de certificação e inspeção passaram a ser aplicadas às exportações, dificultando o envio de produtos ao exterior.

Mais recentemente, relatos de fontes do setor divulgados por agências internacionais indicaram que a China teria intensificado controles alfandegários e limitado a exportação de determinados fertilizantes após o agravamento da crise envolvendo o Irã.

CNA defende antecipação de riscos

Diante do cenário de incertezas, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil avalia que os custos gerados por conflitos internacionais já estão sendo repassados aos produtores rurais.

A entidade defende medidas para ampliar a segurança do abastecimento, incluindo a diversificação de fornecedores, o fortalecimento da produção nacional de insumos e o incentivo a soluções tecnológicas que reduzam a dependência externa.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Yang Wenbin/Xinhua

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Internacional

Petróleo dispara 5% com tensão entre EUA e Irã e risco no Estreito de Hormuz

Os preços do petróleo registraram forte alta nesta segunda-feira, impulsionados por temores de que o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã esteja por um fio. A apreensão de um navio iraniano pelos norte-americanos e a paralisação do tráfego no Estreito de Hormuz elevaram a incerteza no mercado global de energia.

Mercado reage à escalada de tensões

Os contratos futuros do Brent avançaram US$ 4,37 (alta de 4,8%), sendo negociados a US$ 94,75 por barril por volta das 11h48 GMT. Já o WTI (West Texas Intermediate) subiu US$ 4,76, equivalente a 5,7%, alcançando US$ 88,61.

A valorização ocorre após uma forte queda registrada na sexta-feira, quando ambos os índices despencaram cerca de 9%. Na ocasião, o Irã havia sinalizado a reabertura do Estreito de Hormuz para embarcações comerciais durante o período de trégua.

Risco no Estreito de Hormuz pressiona preços

Apesar das declarações oficiais, o cenário mudou rapidamente. Relatos indicam ataques a petroleiros logo após o anúncio de normalização do tráfego. O Estreito de Hormuz, responsável por cerca de um quinto do fornecimento global de petróleo, voltou a operar de forma extremamente limitada.

Dados recentes mostram que apenas três embarcações cruzaram a rota nas últimas 12 horas, reforçando o impacto sobre o fluxo de commodities energéticas.

Produção afetada e oferta restrita

Especialistas apontam deterioração nos fundamentos do mercado. Estima-se que entre 10 e 11 milhões de barris por dia estejam fora de circulação, agravando o desequilíbrio entre oferta e demanda.

Além disso, o transporte marítimo segue comprometido, com rotas mais longas, aumento nos custos de frete e seguros elevados — fatores que pressionam ainda mais os preços do petróleo.

Escalada política aumenta incertezas

A apreensão de um navio iraniano pelos Estados Unidos no domingo elevou o risco de retomada do conflito. Em resposta, o Irã afirmou que poderá retaliar e descartou participação em uma nova rodada de negociações prevista antes do fim do cessar-fogo, que expira nesta semana.

Enquanto isso, o mercado financeiro reage com otimismo moderado às tentativas diplomáticas, mas o mercado físico segue pressionado por restrições logísticas e operacionais.

Fluxo marítimo irregular e impacto global

Apesar da atual paralisação, no sábado mais de 20 embarcações cruzaram o Estreito de Hormuz, transportando petróleo, gás liquefeito, metais e fertilizantes — o maior volume desde o início de março.

Paralelamente, a China tem reduzido — mas não interrompido — suas exportações de combustíveis refinados. Países como Malásia e Austrália continuam recebendo cargas, mesmo após a extensão das restrições comerciais ao longo de abril.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Benoit Tessier

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Internacional

Trump prorroga isenção de sanções ao petróleo russo em meio à alta dos combustíveis

A decisão do governo dos Estados Unidos de estender temporariamente a isenção de sanções sobre parte do petróleo russo reacendeu o debate sobre os impactos da crise energética global. A medida ocorre em um cenário de preços elevados dos combustíveis e instabilidade no mercado internacional.

Isenção é renovada por mais um mês

Apesar de declarações recentes indicarem o contrário, o Departamento do Tesouro norte-americano anunciou na sexta-feira a prorrogação da licença que permite a comercialização de determinados volumes de petróleo da Rússia. A nova autorização será válida até 16 de maio, substituindo a isenção anterior, que expirou em 11 de abril.

Dois dias antes, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, havia afirmado que a isenção de sanções ao petróleo russo não seria renovada, especialmente para cargas que permaneciam no mar.

Estratégia para conter preços do petróleo

Desde o início das tensões no Oriente Médio, em março, a administração Trump flexibilizou restrições à exportação de petróleo russo. A iniciativa busca conter a alta dos preços ao permitir que países importem milhões de barris que anteriormente estavam bloqueados por sanções dos EUA.

Durante coletiva na Casa Branca, Bessent explicou que o petróleo liberado se referia a cargas já embarcadas antes de 11 de março, quando as sanções começaram a ser suspensas. Segundo ele, esses volumes já teriam sido integralmente utilizados.

Estreito de Hormuz e impacto no mercado global

A renovação da medida ocorreu no mesmo dia em que o Irã anunciou a reabertura do Estreito de Hormuz, rota estratégica responsável por uma parcela significativa do transporte global de petróleo. A liberação da via marítima gerou reação imediata no mercado, com queda nos preços do petróleo.

O presidente Donald Trump comemorou a situação, afirmando que a crise no estreito havia sido resolvida. No entanto, autoridades iranianas não confirmaram um acordo permanente. O chanceler Seyed Abbas Araghchi declarou apenas que a passagem permanecerá aberta durante o período de cessar-fogo.

Tensões persistem entre EUA e Irã

Apesar do alívio momentâneo, o cenário segue incerto. O cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã deve terminar na próxima semana, com novas negociações previstas. Ao mesmo tempo, divergências continuam em relação ao bloqueio militar americano a portos iranianos.

Araghchi alertou que o Irã poderá voltar a fechar o estreito caso as restrições não sejam suspensas, o que aumenta o risco de novas turbulências no mercado de energia.

Alta da gasolina pressiona economia

Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, os preços dos combustíveis nos Estados Unidos dispararam. O valor da gasolina subiu cerca de 25% entre fevereiro e março, registrando o maior aumento mensal já observado.

Mesmo com a liberação de grandes volumes de petróleo das reservas estratégicas globais, o preço do barril tipo Brent segue elevado, refletindo a persistente instabilidade no mercado de energia.

FONTE: NY Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eric Lee for The New York Times

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Internacional

Preço do petróleo sobe com tensão no Oriente Médio e ameaças do Irã ao Mar Vermelho

O preço do petróleo registrou alta nesta quarta-feira (15), em meio às incertezas geopolíticas no Oriente Médio e às ameaças do Irã de restringir rotas marítimas estratégicas, incluindo o Mar Vermelho.

Oscilação do petróleo reflete cenário de instabilidade

Após dias de forte volatilidade, o barril do tipo Brent, referência global, chegou a avançar mais de 2% pela manhã, sendo cotado próximo a US$ 97. Ao longo do dia, no entanto, perdeu força e passou a operar com alta mais moderada.

Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, também registrou valorização leve, mantendo-se acima dos US$ 91.

A recente oscilação ocorre após o mercado reagir à falta de acordo entre Estados Unidos e Irã, o que elevou momentaneamente os preços para acima de US$ 100 no início da semana.

Ameaças do Irã elevam tensão no mercado global

As declarações do governo iraniano voltaram a pressionar o mercado. Autoridades militares afirmaram que podem bloquear o fluxo de exportações e importações no golfo Pérsico, no mar de Omã e no Mar Vermelho.

Apesar do tom mais agressivo, o impacto direto nos preços ainda é limitado, indicando que investidores aguardam desdobramentos concretos antes de reagir de forma mais intensa.

Negociações diplomáticas podem conter alta

No campo político, há sinais de possível retomada do diálogo. O presidente dos EUA, Donald Trump, indicou que o conflito pode estar próximo do fim e mencionou novas tentativas de negociação com o Irã.

Países mediadores e organismos internacionais também têm pressionado por uma solução diplomática. O secretário-geral da ONU, António Guterres, reforçou o apelo por negociações internacionais, destacando que não há saída militar para a crise.

Conflitos paralelos ampliam incerteza

Outros focos de tensão na região também influenciam o mercado. Israel e Líbano iniciaram conversas diretas após articulações diplomáticas, embora o grupo Hezbollah tenha rejeitado as negociações e intensificado ataques.

Além disso, o bloqueio imposto pelos EUA à passagem de navios com destino ao Irã pelo estreito de Hormuz — rota estratégica por onde passa cerca de 20% da produção global de petróleo e gás — continua sendo um fator crítico para o equilíbrio do mercado.

Impactos no transporte marítimo e energia global

O estreito de Hormuz, que antes da crise registrava intenso tráfego diário de navios, teve forte redução no fluxo desde o início do conflito. A restrição à circulação de petroleiros aumenta o risco de desabastecimento e pressiona os preços internacionais.

Analistas avaliam que a estratégia dos EUA também busca afetar economicamente o Irã e influenciar parceiros comerciais, como a China, a exercer pressão diplomática.

Mercados financeiros reagem de forma mista

Enquanto o setor de energia acompanha a volatilidade do petróleo, os mercados financeiros globais tiveram desempenho desigual.

Nos Estados Unidos, índices como Nasdaq e S&P 500 registraram alta, enquanto o Dow Jones apresentou leve queda. Já na Europa, predominou o movimento de baixa nas principais bolsas.

Na Ásia, o cenário foi misto, com altas em mercados como Japão e Coreia do Sul, e quedas moderadas em índices chineses.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Dado Ruvic/Reuters

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Logística

Frete marítimo dispara no Brasil com guerra no Oriente Médio e pressiona exportações

As tarifas de frete marítimo no Brasil registraram forte alta em abril, impulsionadas pelas incertezas em torno do conflito envolvendo o Irã. Dados da consultoria Solve Shipping apontam que os embarques em contêineres com destino ao Mediterrâneo — rota estratégica para o Oriente Médio — ficaram 67% mais caros em relação a março.

Outras rotas relevantes também apresentaram aumentos expressivos. O custo de envio para a costa leste dos Estados Unidos e o norte da Europa subiu 80%, enquanto o frete para o Golfo do México avançou 89% no mesmo período.

Exportações de carne sentem impacto mais intenso

O setor de proteína animal está entre os mais afetados. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o valor do transporte de contêineres refrigerados pela rota do Estreito de Hormuz mais que dobrou desde o início da guerra, passando de US$ 3 mil para cerca de US$ 7 mil.

O Oriente Médio responde por aproximadamente 15% das exportações do segmento, o que amplia a preocupação com os custos logísticos. Ainda assim, os preços atuais seguem cerca de 17% abaixo dos níveis registrados em abril de 2025, quando tensões comerciais globais provocaram uma corrida antecipada por embarques.

Custos sobem com combustível caro e rotas alternativas

Apesar de ainda não terem atingido o pico histórico, os valores do frete internacional já preocupam o setor logístico. Especialistas apontam que o aumento é resultado de uma combinação de fatores, com destaque para a disparada do petróleo, que elevou significativamente o custo do combustível.

Além disso, cerca de 10% da frota global de contêineres tem sido impactada pelas restrições nas rotas do Oriente Médio. Com isso, cargas precisam ser redirecionadas para portos intermediários, reduzindo a capacidade disponível e encarecendo as operações.

Portos alternativos em países como Paquistão, Omã, Singapura e Arábia Saudita também enfrentam congestionamentos, agravando ainda mais a situação.

Rotas mais longas encarecem e atrasam entregas

Uma das alternativas adotadas tem sido o envio de mercadorias até o porto de Jeddah, na Arábia Saudita, seguido de transporte terrestre até o Golfo Pérsico. Embora viável, essa opção é mais lenta e gera custos adicionais para os exportadores.

Além das tarifas tradicionais, empresas de navegação passaram a cobrar taxas extras relacionadas ao risco de guerra, que podem chegar a US$ 3 mil por contêiner padrão e até US$ 4 mil para cargas refrigeradas.

Exportadores de commodities enfrentam maiores desafios

Produtores de commodities agrícolas e carnes estão entre os mais prejudicados, já que lidam com produtos perecíveis que exigem transporte rápido e refrigerado. Exportadores de itens com menor valor agregado, como madeira, também enfrentam dificuldades adicionais diante da escalada dos custos.

Por outro lado, grandes empresas conseguem absorver melhor os impactos devido à maior capacidade logística e margens mais robustas.

Mercado ainda reflete volatilidade pós-pandemia

A diferença em relação aos preços de 2025 evidencia a volatilidade do transporte marítimo global desde a pandemia. No ano passado, o setor enfrentou um cenário mais crítico, com tarifas elevadas devido a tensões comerciais e interrupções em rotas estratégicas, como no Mar Vermelho.

Desde então, houve ampliação da frota de navios, o que ajudou a aumentar a oferta e conter parte da pressão sobre os preços.

Riscos de escassez e novos aumentos

Além da alta nos custos, cresce a preocupação com possíveis gargalos logísticos. Há risco de falta de combustível para navios e escassez de contêineres, especialmente se as restrições no Estreito de Hormuz se prolongarem.

No caso das importações brasileiras, o impacto ainda é moderado. Na rota com a Ásia — principal origem de produtos importados —, o frete subiu 4,65% em abril frente a março.

Especialistas avaliam que a contenção se deve, em parte, à desaceleração da economia interna e à redução de pedidos, diante do receio de paralisações e dos efeitos da guerra. No entanto, com a redução dos estoques e a continuidade do conflito, a expectativa é de novas altas nas tarifas ainda na segunda metade de abril.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/Arquivo

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Portos

Portonave conquista liderança nacional em indicadores de satisfação e experiência do cliente 🥇

Reconhecida pelo IBRC, a Companhia está em primeiro lugar nos índices de Satisfação Espontânea (SSI) e Jornada do Cliente (CJI) entre os terminais no país 🚢

Comprometida com serviços portuários de excelência, a Portonave, primeiro terminal portuário privado de contêineres do país, é líder nacional em dois indicadores na Pesquisa de Satisfação de Clientes de Terminais Portuários 2025, realizada pelo Instituto Ibero Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC): o índice de Satisfação Espontânea (SSI) e o indicador de Jornada do Cliente (CJI). O estudo avaliou 13 terminais de contêineres do país, com ano-base 2025. A percepção dos clientes – como exportadores, importadores, armadores, transportadoras e despachantes – foi analisada a partir da experiência nos principais pontos de contato com a empresa.

No indicador de Satisfação Espontânea (SSI), a Companhia alcançou 94 pontos – resultado que representa a percepção espontânea do cliente, ou seja, como a empresa é vista sem indução. No benchmarking entre os terminais, a média foi de 85 no SSI. Na Jornada do Cliente (CJI), obteve 90 pontos – índice que reflete a qualidade da entrega ao longo de todas as etapas da experiência do cliente. No benchmarking entre os terminais, a média foi de 87 no CJI. Esses resultados reforçam o compromisso da Companhia em oferecer excelência no atendimento e consolidam sua posição de destaque no setor.

O Terminal Portuário investe de modo contínuo em iniciativas com foco do cliente, como novas tecnologias, ferramentas digitais, treinamentos da equipe de atendimento e a participação em feiras e eventos do setor. Essas ações contribuem para processos mais eficientes e para o fortalecimento da relação e comunicação com os clientes.

Para aprimorar os serviços prestados e aumentar a capacidade operacional, a Portonave executa um plano de modernização de R$ 2 bilhões, que inclui a obra de adequação do cais para receber operações com até 17 metros de profundidade e navios de até 400 metros, assim como a aquisição de novos equipamentos operacionais e de maior porte – dois guindastes Ship-to-Shore (STS) Cranes e 14 Rubber Tyred Gantry (RTGs), previstos para chegarem no segundo semestre de 2026. No total, passará a contar com oito STS e 32 RTGs. Os investimentos elevarão a capacidade anual de 1,5 milhão de TEUs para 2 milhões de TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés).

A eficiência operacional está entre os principais diferenciais competitivos da Portonave. O Terminal Portuário possui a maior produtividade de navio do país, com média de 110 Movimentos por Hora (MPH) de contêineres na operação dos navios, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), de janeiro de 2026.

Nos processos de recebimento e retirada de contêineres, a Portonave mantém padrões elevados de eficiência. O tempo médio de permanência dos motoristas no Terminal é de apenas 25 minutos, com cerca de 2 mil atendimentos realizados diariamente. A operação conta com quatro Scanners de inspeção de cargas, cada um com capacidade de examinar aproximadamente 120 caminhões por hora, com tempo médio de análise de 30 segundos por veículo. Dois desses equipamentos entraram em operação em outubro de 2025, reforçando ainda mais a segurança e a agilidade das operações.

Ao investir continuamente em inovação e assegurar padrões de atendimento com excelência e eficiência, a Companhia fortalece a percepção positiva e a satisfação de seus clientes.

Sobre o IBRC
O Instituto Ibero Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC) é uma instituição especializada em estudos, pesquisas e análises sobre a experiência e o relacionamento entre empresas e seus clientes. Avalia indicadores de satisfação, jornada do cliente e qualidade do atendimento em diferentes setores, com base na percepção de clientes que utilizam os serviços analisados. As pesquisas conduzidas pelo IBRC têm como objetivo apoiar a tomada de decisão e o aprimoramento das práticas de relacionamento com o mercado.

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. A Companhia é a 4ª colocada na movimentação de contêineres cheios de longo curso no país, com 10% de participação, de acordo com o Datamar, em janeiro de 2026. Atualmente, gera 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos.

FONTE E IMAGENS: ASSESSORIA DE IMPRENSA PORTONAVE

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Internacional

Preço do petróleo cai abaixo de US$ 100 após anúncio de cessar-fogo de Trump com o Irã

O preço do petróleo despencou abaixo de US$ 100 por barril na quarta-feira (08/04/2026) depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um cessar-fogo de duas semanas com o Irã, condicionado à reabertura imediata e segura do Estreito de Hormuz, importante rota marítima para o comércio de petróleo.

Os contratos futuros do Brent recuaram US$ 14,83 (13,57%), sendo negociados a US$ 94,44 por barril, enquanto o WTI caiu US$ 17,92 (15,87%), chegando a US$ 95,03. Analistas apontam que investidores estão vendendo petróleo em reação à desescalada geopolítica, buscando ajustar posições frente à nova realidade.

Contexto do cessar-fogo e impacto no Estreito de Hormuz

O anúncio de Trump ocorreu pouco antes do prazo final dado ao Irã para reabrir o Estreito de Hormuz, sob risco de ataques generalizados à infraestrutura civil iraniana. Aproximadamente 20% da oferta diária global de petróleo passa pela estreita passagem marítima.

Fontes do setor naval informaram que a Marinha iraniana havia ameaçado destruir embarcações que tentassem atravessar o estreito sem permissão de Teerã. Apesar disso, o Irã sinalizou que permitiria trânsito seguro por duas semanas, em coordenação com suas forças armadas, conforme declaração do ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi.

Autoridades iranianas indicaram que a passagem controlada poderia ocorrer na quinta ou sexta-feira, antes de uma reunião entre representantes dos EUA e do Irã no Paquistão. Para especialistas, o acesso seguro ao Estreito de Hormuz será crucial para normalizar o mercado de petróleo.

Tensão persiste no Golfo e ataques continuam

Mesmo após o cessar-fogo, o Irã atacou o Oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita, único corredor de exportação de petróleo da região, segundo fonte do setor. Além disso, vários países do Golfo relataram lançamentos de mísseis, ataques com drones e emitiram alertas de segurança à população.

Trump declarou que os Estados Unidos receberam uma proposta de 10 pontos do Irã, que considera uma base viável para negociações, e afirmou que as conversas sobre alívio de tarifas e sanções serão mantidas com Teerã.

Estoques de petróleo nos EUA aumentam

Após a divulgação da notícia do cessar-fogo, os futuros do petróleo reduziram parte das perdas depois que o governo norte-americano registrou aumento inesperado nos estoques de petróleo bruto.

Segundo a Energy Information Administration (EIA), os estoques de petróleo nos EUA subiram 3,1 milhões de barris, alcançando 464,7 milhões de barris na semana encerrada em 3 de abril, bem acima da expectativa do mercado, que previa apenas 701 mil barris.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Eli Hartman

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Internacional

Estreito de Hormuz: Irã começa a cobrar taxas de navios e eleva tensão no comércio global

O governo do Irã passou a exigir taxas de navios no Estreito de Hormuz, medida que reforça o controle estratégico do país sobre uma das principais rotas marítimas de energia do mundo. A cobrança, ainda sem regras claras, já impacta o transporte marítimo internacional e levanta preocupações no setor.

Cobrança pode chegar a US$ 2 milhões por viagem

De acordo com informações de mercado, alguns navios comerciais estão sendo solicitados a pagar valores que podem chegar a US$ 2 milhões por travessia. A prática ocorre de forma irregular, sem padrão definido, funcionando como uma espécie de “pedágio informal”.

Relatos indicam que parte das embarcações já realizou pagamentos, embora os critérios e mecanismos de cobrança ainda não estejam totalmente transparentes.

Conflito geopolítico influencia restrições

A medida ocorre em meio ao aumento das tensões envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. Desde o início do conflito, Teerã vem impondo restrições à circulação de embarcações ligadas direta ou indiretamente a seus adversários.

O Estreito de Hormuz é responsável pela passagem de cerca de 25% do petróleo mundial, além de grandes volumes de produtos petroquímicos essenciais para a economia global.

Questionamentos sobre legalidade internacional

A iniciativa iraniana tem gerado reações de outros países. A Índia, por exemplo, reforçou que a liberdade de navegação no estreito é garantida por normas internacionais e que não cabe a nenhum país cobrar pelo uso da rota.

O posicionamento veio após embarcações indianas conseguirem deixar o Golfo Pérsico transportando gás liquefeito de petróleo (GLP).

Proposta pode virar regra oficial

No cenário político interno, o tema também avança. Um parlamentar iraniano afirmou recentemente que há uma proposta em andamento para formalizar a cobrança pelo uso do estreito como rota segura de navegação.

Caso seja aprovada, a medida pode institucionalizar a cobrança e ampliar seus impactos no comércio internacional.

Países do Golfo veem risco estratégico

Produtores de energia do Golfo Pérsico demonstram preocupação com a possibilidade de cobrança, mesmo que informal. Segundo fontes do setor, a prática levanta questões sobre soberania e pode abrir precedentes perigosos.

Além disso, há temor de que o corredor energético global seja utilizado como instrumento político, aumentando a instabilidade nos mercados de petróleo e gás.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Envato

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Internacional

EUA pressionam China para reabrir Estreito de Hormuz bloqueado pelo Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que pode cancelar a viagem prevista à China, onde se encontraria com Xi Jinping, caso Pequim não contribua para a reabertura do Estreito de Hormuz. A rota estratégica está bloqueada pelo Irã desde o início do mês, em meio ao conflito no Oriente Médio.

“Creio que a China também deveria ajudar na reabertura, já que importa 90% de seu petróleo pelo Estreito de Hormuz”, afirmou Trump ao Financial Times. Ele ainda pediu uma resposta concreta de Pequim antes da viagem, prevista para o final deste mês.

Apoio internacional e envolvimento de aliados

Após a declaração, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que Trump tem buscado apoio de aliados na Europa e no Golfo Pérsico para intervir na reabertura da rota. Ela ressaltou que os países da OTAN precisam se engajar mais para enfrentar o Irã, evitando que o país obtenha armas nucleares.

“Todos se beneficiam quando os EUA garantem que o Irã não consiga desenvolver uma arma nuclear. O presidente Trump está certo em cobrar ação de outros países”, completou Leavitt.

Bloqueio do Estreito de Hormuz e impactos globais

O Estreito de Hormuz, por onde circula cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito comercializado mundialmente, está sob controle do Irã após ataques de EUA e Israel, que resultaram na morte do aiatolá Ali Khamenei.

O bloqueio, restrito a navios pertencentes aos “inimigos” do Irã, aumentou a volatilidade nos mercados globais de energia. O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior norte-americano, reconheceu que a região é “taticamente complexa” e que ações militares em grande escala exigem planejamento detalhado.

Além da China, Trump solicitou que outros países enviem navios de guerra para garantir a passagem pelo estreito. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que a restrição vale apenas para navios de Estados Unidos, Israel e seus aliados.

Alta nos preços do petróleo e impacto na economia

O bloqueio provocou aumento expressivo nos preços do petróleo e derivados. Nos EUA, a gasolina subiu 17% e o diesel 24% desde os primeiros ataques. Segundo o The New York Times, o valor médio da gasolina chegou a US$ 3,48 por galão, o mais alto desde 2024.

O setor de alimentos e fertilizantes também sofre, já que derivados de petróleo são insumos essenciais. Zippy Duvall, presidente da Federação Americana de Farm Bureau, alertou que a escassez de fertilizantes pode comprometer a produção agrícola e gerar pressões inflacionárias globais.

Continuidade do conflito e ações militares

Trump afirmou que os EUA ainda não estão prontos para encerrar o conflito. Embora o Irã tenha demonstrado interesse em negociar, o presidente americano condiciona qualquer acordo a termos “muito sólidos”.

Enquanto isso, forças americanas bombardearam a Ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irã. Ataques atingiram depósitos de mísseis e instalações de minas iranianas. Em resposta, autoridades iranianas ameaçaram retaliar contra bases de empresas petrolíferas ligadas aos EUA.

A Ilha de Kharg, situada a menos de 25 km da costa iraniana e cerca de 480 km ao norte do Estreito de Hormuz, possui oito quilômetros de extensão e concentra a maior parte da exportação de petróleo do país.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Kevin Lamarque/Reuters

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