Portos

Porto Itapoá amplia conexão internacional com nova rota direta para o Norte da Europa

O Porto Itapoá passou a integrar uma nova ligação marítima regular entre a costa leste da América do Sul e o Norte da Europa, ampliando sua participação nas principais rotas do comércio internacional. Operado pela Maersk, o serviço NEOSAMBA conecta o terminal de Santa Catarina a importantes portos europeus, como Rotterdam, Hamburgo, Antuérpia e Southampton, além de incluir escalas em Tânger, Santos, Paranaguá, Buenos Aires e Montevidéu.

A nova operação reforça a competitividade do porto e amplia as opções logísticas para importadores e exportadores que atuam entre os mercados sul-americano e europeu.

Cabotagem para Manaus amplia integração logística

Além da nova rota internacional, o terminal também contará com um serviço de cabotagem voltado para Manaus, fortalecendo a conexão com a Região Norte do país. A iniciativa amplia a integração da malha logística nacional e oferece novas alternativas para o transporte de cargas dentro do Brasil.

O avanço das operações ocorre enquanto seguem as obras de dragagem do canal de acesso à Baía da Babitonga, que já ultrapassaram 70% de execução.

Dragagem permitirá receber navios de maior porte

A expectativa é que a intervenção seja concluída ainda neste ano. Com isso, o complexo portuário estará preparado para operar embarcações de até 366 metros de comprimento e capacidade próxima de 16 mil TEUs, elevando sua eficiência operacional e sua competitividade nas rotas marítimas internacionais.

A ampliação da infraestrutura deve consolidar o Porto Itapoá entre os principais terminais brasileiros para movimentação de contêineres.

União Europeia tem participação relevante na movimentação de cargas

Dados do Porto Itapoá mostram que a União Europeia representou cerca de 19% das importações movimentadas pelo terminal em 2025, totalizando aproximadamente 285 mil TEUs. Nas exportações, o bloco respondeu por 12% do volume transportado, equivalente a cerca de 180 mil TEUs.

Entre as principais mercadorias embarcadas estão produtos florestais, eletrodomésticos, eletrônicos, máquinas e aço, refletindo a diversidade da pauta exportadora atendida pelo porto.

Expansão pode impulsionar investimentos em logística

O aumento da capacidade operacional e das conexões marítimas deve ampliar a procura por áreas de armazenagem e centros de distribuição na região próxima ao terminal.

Segundo Douglas Curi, CEO da Sort Investimentos, a combinação entre novas rotas internacionais, capacidade para receber grandes porta-contêineres e a integração com a cabotagem tende a atrair novos investimentos em condomínios logísticos ao longo do corredor formado por Itapoá, Garuva, Araquari, Joinville e São Francisco do Sul, especialmente nas áreas com acesso à BR-101.

Na avaliação do executivo, a valorização imobiliária costuma ocorrer antes mesmo da infraestrutura atingir sua capacidade máxima de operação. Por isso, empreendimentos localizados próximos ao porto e com acesso eficiente às principais rodovias tendem a concentrar a demanda por novos galpões logísticos.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística

Maersk e Hapag-Lloyd retomam operações no Canal de Suez e Mar Vermelho e mercado reage

As gigantes do transporte marítimo Maersk e Hapag-Lloyd iniciaram o processo de retomada das operações pelo Mar Vermelho e pelo Canal de Suez, em um movimento considerado um marco para a recuperação da principal ligação marítima entre a Ásia e a Europa. A decisão ocorre após mais de dois anos de desvios pelo Cabo da Boa Esperança, adotados em razão dos riscos à segurança na região.

De acordo com a Maersk, a retomada foi autorizada após uma série de análises detalhadas sobre o cenário de segurança no Mar Vermelho. A empresa destacou que a iniciativa representa o início de um retorno gradual da sua malha de serviços utilizando novamente o Canal de Suez.

Serviço AE15 será o primeiro a utilizar a nova rota

A primeira operação beneficiada será o serviço AE15, responsável pela conexão entre a Ásia, o Mediterrâneo e diversos portos europeus. Segundo a Hapag-Lloyd, a reativação desse trajeto permitirá reduzir o tempo de viagem em cerca de quatro semanas em comparação ao percurso alternativo pelo sul da África.

O primeiro navio a realizar a mudança será o Majestic Maersk, que atualmente navega nas proximidades de Omã, conforme informações de monitoramento marítimo.

Apesar da retomada, a Maersk informou que, neste momento, os demais serviços da aliança Gemini Cooperation continuarão seguindo as rotas atuais. A ampliação das operações pelo Canal de Suez dependerá da manutenção da estabilidade na região e da ausência de novos episódios de escalada do conflito no Oriente Médio.

Crise de segurança alterou o transporte marítimo global

As principais companhias de navegação deixaram de utilizar o Mar Vermelho no fim de 2023, após sucessivos ataques de rebeldes houthis do Iêmen contra embarcações comerciais.

Embora algumas empresas tenham avaliado um retorno ao longo deste ano, o agravamento das tensões entre Irã e Israel voltou a aumentar os riscos para a navegação, adiando a normalização da rota.

Antes da crise, o Canal de Suez concentrava aproximadamente 10% do comércio marítimo mundial, sendo considerado o caminho mais rápido entre os mercados asiático e europeu.

Mercado prevê impacto nas tarifas de frete

O prolongado desvio das embarcações pelo Cabo da Boa Esperança elevou significativamente o tempo de viagem, o consumo de combustível e os custos operacionais das companhias. Além disso, parte da frota mundial permaneceu ocupada por períodos mais longos, reduzindo a oferta de capacidade.

Esse cenário, aliado ao aumento da demanda antes da alta temporada do comércio internacional, contribuiu para uma forte valorização das tarifas de frete marítimo nas últimas semanas.

Com a retomada gradual do Canal de Suez, a expectativa do mercado é de maior eficiência na utilização da frota, o que pode ampliar a oferta de transporte e pressionar os preços dos fretes nos próximos meses.

Ações de Maersk e Hapag-Lloyd recuam após anúncio

A perspectiva de normalização da rota também repercutiu no mercado financeiro. As ações da Maersk registraram queda de até 9%, enquanto os papéis da Hapag-Lloyd chegaram a recuar 4,6% após a divulgação da estratégia.

Para o analista Haider Anjum, do Jyske Bank, a decisão representa o primeiro passo para uma retomada mais ampla das operações no Mar Vermelho até o fim deste ano.

Segundo o especialista, caso a hidrovia seja totalmente normalizada e a entrada de novos navios prevista para 2027 e 2028 seja confirmada, a tendência é de aumento da capacidade global de transporte, fator que poderá reduzir as taxas de frete e pressionar a rentabilidade das companhias de navegação.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Comércio Internacional

Fretes marítimos de contêineres atingem maior patamar em quatro anos e pressionam comércio global

As tarifas spot de frete marítimo de contêineres voltaram a subir de forma expressiva e alcançaram os níveis mais elevados dos últimos quatro anos. O avanço é impulsionado pela corrida de importadores para antecipar embarques antes de novas tarifas comerciais, além das incertezas provocadas pelas tensões no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio internacional.

Os principais indicadores globais mostram que os preços se aproximam dos patamares registrados durante o auge da pandemia, quando a logística internacional enfrentou severas restrições de capacidade.

Índices globais registram forte alta nas principais rotas

O World Container Index, da Drewry, avançou 9% em uma semana e atingiu US$ 4.530 por contêiner de 40 pés (FEU).

Nas rotas entre a Ásia e os Estados Unidos, os aumentos foram ainda mais expressivos. O frete entre Xangai e Nova York subiu 11%, chegando a US$ 7.902 por FEU, enquanto o trajeto entre Xangai e Los Angeles avançou 10%, alcançando US$ 6.349.

Já nos serviços entre a Ásia e a Europa, os embarques para Roterdã registraram alta de 7%, para US$ 4.682 por FEU, e os destinados a Gênova aumentaram 10%, atingindo US$ 6.360.

Outro fator que contribui para a pressão sobre os preços é a redução da oferta de navios. Na próxima semana, a Drewry identificou oito blank sailings (cancelamentos de viagens) nas rotas transpacíficas, diminuindo a capacidade disponível para o transporte de cargas.

Freightos confirma aceleração dos fretes

Os dados da Freightos seguem a mesma tendência.

Na última semana, os fretes entre a Ásia e as costas Oeste e Leste dos Estados Unidos avançaram 8%, alcançando aproximadamente US$ 6.200 e US$ 8.000 por FEU, respectivamente.

Desde meados de maio, essas rotas acumulam altas de 120% e 85%.

No mercado europeu, os embarques para o Norte da Europa chegaram a US$ 4.900 por FEU, crescimento de 70% no período. Já os fretes para o Mediterrâneo atingiram US$ 6.500, avanço de 85%, superando inclusive os picos sazonais registrados em 2025.

Companhias marítimas elevam tarifas e sobretaxas

Diante da forte demanda, as grandes armadoras também reajustaram seus preços.

A HMM anunciou uma nova sobretaxa de alta temporada (Peak Season Surcharge – PSS) de US$ 3 mil por contêiner de 40 pés, válida a partir de 15 de julho.

Já a CMA CGM elevou sua tarifa Freight All Kinds (FAK) para a rota entre Ásia e Norte da Europa para US$ 6.300 por FEU, além de aplicar uma sobretaxa adicional de US$ 1 mil por TEU.

Nas operações destinadas ao Mediterrâneo, especialmente para cargas com destino à Argélia, os valores chegaram a US$ 10.200 por contêiner de 40 pés.

Antecipação de embarques impulsiona a demanda

O principal fator por trás da disparada dos preços é a antecipação das exportações.

Importadores vêm acelerando o envio de mercadorias diante da possibilidade de os Estados Unidos adotarem novas tarifas entre 10% e 12,5% sobre produtos de dezenas de países, em meio às discussões envolvendo trabalho forçado e política comercial.

Segundo o analista Lars Jensen, especialista no mercado de contêineres, o comportamento dos fretes reflete um desequilíbrio entre oferta e demanda.

Para ele, os navios operam praticamente com capacidade máxima, permitindo que as tarifas acompanhem a forte procura por espaço nas embarcações.

Oferta não acompanha crescimento da demanda

Levantamento da consultoria Linerlytica mostra que a demanda global por transporte de contêineres, medida em TEU-milha, cresce atualmente 7,3%, enquanto a oferta da frota mundial avança 5,4%.

Esse descompasso representa o maior desequilíbrio entre oferta e demanda desde o fim de 2024.

Ao mesmo tempo, o congestionamento portuário voltou a aumentar. Atualmente, quase 11% da frota mundial de navios porta-contêineres permanece fundeada aguardando atracação, o maior índice desde 2022.

Maersk revisa projeções após recuperação do mercado

O cenário favorável também levou a Maersk a revisar suas perspectivas financeiras para 2026.

Depois de alertar anteriormente para a possibilidade de prejuízo operacional de até US$ 1,5 bilhão, a companhia agora projeta um lucro operacional entre US$ 2 bilhões e US$ 4 bilhões.

A estimativa de EBITDA também foi elevada, passando para uma faixa entre US$ 8 bilhões e US$ 10 bilhões.

Além disso, a armadora revisou sua expectativa para o crescimento da demanda global por transporte marítimo de contêineres, elevando a projeção de cerca de 2% a 4% para aproximadamente 4% em 2026.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Logística

Maersk moderniza contêineres refrigerados com tecnologia IoT e conectividade de última geração

A Maersk iniciou a modernização de sua frota de contêineres refrigerados (reefers) com a instalação de uma nova geração de dispositivos de Internet das Coisas (IoT). O objetivo da empresa é equipar todos os equipamentos refrigerados com a nova tecnologia ao longo dos próximos anos, ampliando a visibilidade das cargas e a eficiência das operações logísticas.

A iniciativa faz parte da estratégia de transformação digital da companhia para oferecer monitoramento mais preciso e maior disponibilidade de dados durante todo o transporte de cargas refrigeradas.

Monitoramento em tempo real ganha mais eficiência

Segundo Bruce Marshall, responsável pela área de cargas refrigeradas da Maersk, a atualização permitirá um fluxo de informações mais confiável durante toda a jornada dos contêineres.

A expectativa é que a nova infraestrutura ofereça acesso em tempo real aos dados da carga, atendendo à crescente demanda dos clientes da cadeia do frio por informações precisas sobre localização e condições do transporte.

Nova plataforma digital já está presente em 450 navios

Paralelamente à atualização dos contêineres, a Maersk conclui a implantação de uma plataforma de conectividade digital em cerca de 450 embarcações da frota.

De acordo com a companhia, essa infraestrutura servirá como base para futuras soluções inteligentes voltadas ao rastreamento, gerenciamento e otimização das cargas transportadas.

Bruce Marshall explica que a substituição dos diferentes modelos de dispositivos utilizados nos últimos anos permitirá padronizar a frota e oferecer uma experiência mais uniforme aos clientes.

Tecnologia deve ampliar serviços oferecidos aos clientes

Desde 2019, a empresa disponibiliza aos embarcadores a plataforma Captain Peter, ferramenta que acompanha a carga desde o lacre do contêiner até a entrega no destino final.

Com a nova geração de dispositivos IoT, a expectativa é ampliar as funcionalidades da solução, que deverá evoluir de um sistema de monitoramento para uma plataforma capaz de interpretar os dados coletados e fornecer recomendações inteligentes para apoiar a tomada de decisão dos clientes.

Segundo a Maersk, a melhoria na qualidade e na disponibilidade das informações será um dos principais diferenciais da atualização tecnológica.

30% da frota já recebeu os novos dispositivos

Até o momento, aproximadamente 30% dos contêineres refrigerados da empresa já foram equipados com a nova tecnologia.

Os novos dispositivos oferecem capacidade de processamento superior às versões anteriores e são compatíveis com redes 4G e 5G, mantendo também funcionamento em conexões 2G e 3G.

Além disso, contam com recursos aprimorados de segurança, atendem às normas da Organização Marítima Internacional (IMO) e utilizam painéis solares para geração de energia, garantindo operação contínua durante o transporte.

Digitalização fortalece a logística da cadeia do frio

Com a atualização tecnológica, a Maersk reforça sua estratégia de digitalização da logística refrigerada, oferecendo maior controle sobre as operações, mais confiabilidade no monitoramento das cargas e ferramentas que devem contribuir para aumentar a eficiência da cadeia de suprimentos global.

FONTE: Maersk
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Transporte

Maersk reajusta recargos de combustível para transporte terrestre na Itália a partir de julho

A Maersk anunciou a atualização dos recargos de combustível aplicados ao transporte terrestre de cargas na Itália. A revisão das tarifas entra em vigor em 1º de julho de 2026 e foi motivada pelas constantes variações nos preços internacionais da energia.

Segundo a companhia, o reajuste faz parte da política de acompanhamento permanente do mercado energético para manter a sustentabilidade das operações logísticas.

Reajuste atinge transporte rodoviário e operações intermodais

As novas tarifas serão aplicadas tanto ao transporte rodoviário quanto às operações intermodais (RCO), que combinam diferentes modais de transporte.

No segmento rodoviário, o aumento será de 11% para cargas de importação e exportação, representando o maior reajuste anunciado pela empresa.

Já nas operações ferroviárias e intermodais, o acréscimo será mais moderado, com 5% de aumento para embarques de entrada e saída do país.

Novos valores substituem tarifas anteriores

De acordo com a Maersk, os percentuais divulgados passam a substituir todos os recargos anteriormente praticados.

Nas faturas emitidas aos clientes, as cobranças continuarão identificadas pelas siglas EFS (Export Fuel Surcharge), para exportações, e IFS (Import Fuel Surcharge), utilizadas nas operações de importação.

Recargos serão revisados a cada 15 dias

A companhia informou que os novos índices não são definitivos. Em razão da elevada volatilidade do mercado de combustíveis, os recargos de combustível passarão por revisões quinzenais, permitindo ajustes conforme a evolução dos custos de energia.

A empresa também destacou que novos reajustes poderão ser implementados caso ocorram mudanças significativas no mercado internacional do petróleo.

Empresa reforça compromisso com a operação logística

Em comunicado aos clientes, a Maersk reconheceu que as alterações podem gerar impactos nos custos das operações de transporte, mas afirmou que as medidas são necessárias para garantir a continuidade dos serviços.

A empresa ressaltou ainda o compromisso de manter a confiabilidade da sua rede logística, assegurando capacidade operacional, integridade das cargas e regularidade nas entregas.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Portos

Porto Itapoá amplia operações com novos serviços marítimos para Europa e Manaus

O Porto Itapoá anunciou a ampliação de seu portfólio logístico com a inclusão de dois novos serviços marítimos, fortalecendo sua atuação tanto no mercado internacional quanto na cabotagem brasileira. As novas operações contemplam uma ligação direta com o Norte da Europa e uma rota expressa entre Santa Catarina e Manaus.

Segundo o CEO do terminal, Ricardo Arten, a expansão representa um avanço estratégico para aumentar a competitividade do porto e ampliar o acesso a importantes mercados globais.

Rota para o Norte da Europa amplia presença internacional

O principal destaque é a entrada do Porto Itapoá na rotação do serviço NEOSAMBA, operado pela Maersk, criando uma conexão direta entre o Sul do Brasil e os principais centros logísticos do Norte da Europa.

A nova linha marítima inclui escalas em portos estratégicos como Southampton, no Reino Unido; Rotterdam, na Holanda; Hamburgo e Bremerhaven, na Alemanha; além de Antuérpia, na Bélgica. O itinerário também contempla paradas em países da América do Sul e em Tânger, no Marrocos.

Com a novidade, o terminal amplia sua participação nas rotas europeias. Atualmente, o porto já integra os serviços Bossa Nova/Sirius 1, operado por Maersk e CMA CGM, e WMED/MSE, conduzido por MSC e Hapag-Lloyd, ambos com conexão entre o Brasil e a Europa via Mediterrâneo.

União Europeia tem papel relevante na movimentação de cargas

A União Europeia segue como um dos principais parceiros comerciais do Porto Itapoá. Em 2025, aproximadamente 19% das importações movimentadas pelo terminal tiveram origem no bloco europeu, somando cerca de 285 mil TEUs.

Entre os produtos importados com maior participação estão alimentos e bebidas, produtos químicos e máquinas industriais. Nas exportações, a Europa respondeu por cerca de 12% da movimentação total, equivalente a aproximadamente 180 mil TEUs, com destaque para produtos florestais, eletrodomésticos, eletrônicos, máquinas e aço.

Novo serviço de cabotagem ligará Itapoá a Manaus

No mercado doméstico, o terminal passará a operar o serviço ALCT1, administrado pela Aliança Navegação e Logística, com início previsto para junho.

A nova rota expressa conectará Itapoá a Manaus em aproximadamente 13 dias de trânsito marítimo e contará com duas escalas semanais no porto catarinense. A operação será voltada ao transporte de cargas industriais, eletrônicos, bens de consumo e produtos refrigerados entre as regiões Sul e Norte do país.

Cabotagem cresce e fortalece posição do terminal

O Porto Itapoá já participa do serviço BRACO, operado pela Mercosul Line em parceria com a CMA CGM, que também realiza a ligação entre Manaus e diversos portos brasileiros.

Em 2025, o terminal registrou movimentação de aproximadamente 298 mil TEUs em cabotagem, resultado que representou crescimento de 32% na comparação com o ano anterior. O desempenho consolidou o porto como líder desse segmento entre os terminais da região Sul do Brasil.

Transporte marítimo ganha espaço na logística nacional

De acordo com a Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (ABAC), o transporte marítimo de cargas pode gerar economia de até 30% nos custos de frete em rotas estratégicas, graças aos ganhos de escala proporcionados pelas embarcações.

Uma única viagem pode transportar volume equivalente ao de 200 a 300 caminhões, reduzindo despesas operacionais relacionadas a combustível, manutenção e tripulação.

Com mais de 8 mil quilômetros de litoral e grande concentração industrial próxima à costa, o Brasil possui condições favoráveis para ampliar significativamente a participação da cabotagem na matriz logística nacional. Estudos da Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontam que o país tem potencial para multiplicar o transporte de contêineres por cabotagem nos próximos anos, impulsionado por investimentos em infraestrutura portuária, logística integrada e eficiência operacional.

FONTE: Porto Itapoá
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Sustentabilidade

Maersk conclui teste inédito com navio movido 100% a etanol

A Maersk, considerada a maior armadora do mundo, anunciou a realização bem-sucedida da primeira navegação de um navio abastecido integralmente com etanol. A operação ocorreu no primeiro trimestre de 2026 e foi divulgada pela companhia no relatório financeiro do período.

O teste representa mais um passo da empresa na busca por soluções de combustíveis renováveis para reduzir as emissões de carbono no setor marítimo.

Testes começaram com mistura entre etanol e metanol

Os experimentos da armadora com etanol tiveram início em 2025, utilizando combinações graduais do biocombustível com metanol em navios bicombustíveis. Essas embarcações conseguem operar tanto com bunker — combustível fóssil derivado do petróleo — quanto com alternativas renováveis.

Os primeiros testes utilizaram uma mistura com 10% de etanol e 90% de metanol. Posteriormente, a proporção evoluiu para 50% de cada combustível, até chegar ao uso integral do etanol.

Segundo a companhia, os resultados comprovaram que o biocombustível pode ser incorporado de forma segura e eficiente às operações marítimas.

Etanol surge como alternativa de baixa emissão

Para a Maersk, o uso do etanol amplia as possibilidades de descarbonização da frota marítima global.

A empresa avalia que o combustível pode se tornar uma alternativa escalável e de baixa emissão para navios bicombustíveis atualmente preparados para operar com metanol.

O avanço ocorre em um momento de forte pressão internacional para redução das emissões no setor naval. Regras da Organização Marítima Internacional determinam que o transporte marítimo elimine completamente as emissões de gases de efeito estufa até 2050. Até 2030, a meta mínima de redução é de 20%.

Atualmente, o setor responde por cerca de 2% a 3% das emissões globais de gases-estufa.

Maersk quer neutralidade de carbono até 2040

Além das metas internacionais, a armadora estabeleceu um compromisso próprio de alcançar a neutralidade de carbono até 2040, antecipando em dez anos o prazo estipulado pela IMO.

Para cumprir o objetivo, a companhia vem investindo em alternativas como bioetanol, e-metanol, biodiesel e outros combustíveis sustentáveis.

A empresa já encomendou 45 navios bicombustíveis, sendo que 14 embarcações já estão em operação.

Setor marítimo amplia busca por combustíveis renováveis

Outras companhias de navegação também aceleram investimentos em tecnologias voltadas à transição energética. Entre as alternativas mais estudadas estão o gás natural liquefeito (GNL), a amônia verde e os biocombustíveis.

Especialistas do setor estimam que, caso apenas 10% da frota mundial passe a utilizar etanol, a demanda global pelo combustível poderá atingir 50 bilhões de litros por ano — volume superior à produção atual do Brasil, mesmo considerando o crescimento do etanol de milho.

Brasil pode ganhar espaço no mercado marítimo de biocombustíveis

Os principais fornecedores globais de etanol para o transporte marítimo são os Estados Unidos e o Brasil, responsáveis juntos por aproximadamente 80% da produção mundial do biocombustível.

Apesar do potencial brasileiro, a falta de infraestrutura portuária para abastecimento de navios ainda é um desafio para ampliar a participação do país nesse mercado.

Nos testes realizados pela Maersk, cargas de etanol produzidas no Brasil foram transportadas até o Porto de Amsterdã, onde abasteceram o navio Laura Mærsk.

Origem sustentável do combustível preocupa setor naval

Além da logística, a indústria marítima acompanha com atenção a origem dos combustíveis alternativos utilizados nas embarcações.

No caso do etanol brasileiro, existe preocupação sobre possíveis impactos ambientais provocados pela expansão da produção agrícola para atender uma futura demanda bilionária do setor naval, incluindo riscos relacionados ao avanço do desmatamento.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Logística

Maersk registra crescimento em todas as áreas de negócios no 1º trimestre de 2026

A Maersk encerrou o primeiro trimestre de 2026 com crescimento operacional em todas as suas unidades de negócio. A companhia reportou EBIT de US$ 340 milhões, resultado impulsionado pelo avanço nos volumes transportados, ganhos de eficiência operacional e controle rigoroso de custos.

Segundo a empresa, o desempenho foi sustentado pela expansão da demanda em diferentes regiões do mundo, mesmo diante da volatilidade do mercado global de transporte marítimo e das incertezas geopolíticas.

Crescimento da demanda impulsiona resultados da Maersk

De acordo com Vincent Clerc, a companhia manteve crescimento consistente nos segmentos de Transporte Marítimo, Logística e Serviços e Terminais ao longo do trimestre.

O executivo destacou que, apesar da pressão causada pelo excesso de capacidade no setor de navegação, a empresa conseguiu reduzir em 7% o custo unitário da operação marítima graças à flexibilidade da rede logística global.

A Maersk também afirmou que os impactos do conflito no Oriente Médio tiveram efeito limitado sobre a demanda e os resultados financeiros da companhia no período.

EBITDA supera US$ 1,8 bilhão

Os resultados financeiros apontam EBITDA de US$ 1,8 bilhão no primeiro trimestre de 2026. Embora abaixo dos US$ 2,7 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior, a empresa observou melhora na margem operacional em relação ao trimestre anterior.

A margem EBIT atingiu 2,6%, avanço de 1,7 ponto percentual frente ao quarto trimestre de 2025.

Segundo a companhia, o crescimento das exportações da China ajudou a impulsionar a demanda global por transporte de contêineres nos primeiros meses do ano.

Transporte Marítimo amplia volumes embarcados

O segmento de Transporte Marítimo apresentou crescimento de 9,3% nos volumes embarcados, com taxa de utilização de ativos de 96%.

Mesmo com pressão contínua nas tarifas de frete devido ao excesso de capacidade da indústria, a estabilidade dos custos operacionais e a redução nos gastos com bunker ajudaram a compensar parte dos impactos negativos.

O EBIT da divisão ficou em US$ -192 milhões no trimestre.

Logística e Serviços mantém expansão de receita

Na área de Logística e Serviços, a Maersk registrou crescimento de receita de 8,7%, além da oitava expansão consecutiva da margem EBIT na comparação anual.

A companhia atribui o desempenho à evolução dos produtos Air e Middle Mile, somados aos ganhos estruturais de eficiência e à disciplina no controle de despesas operacionais.

O EBIT do segmento alcançou US$ 173 milhões.

Segmento de Terminais segue em alta

O setor de Terminais também apresentou resultados positivos no período, com aumento de 4,3% na movimentação de volumes.

A receita cresceu 6,7%, enquanto a receita por movimento avançou 3,4%, favorecida pela melhora tarifária, impactos cambiais positivos e melhor composição operacional dos terminais.

O EBIT da unidade atingiu US$ 436 milhões no primeiro trimestre.

Maersk encomenda novos navios de grande porte

Como parte da estratégia de renovação da frota, a Maersk anunciou a encomenda de oito novos navios com capacidade para 18.600 TEUs.

As embarcações, previstas para entrega entre 2029 e 2030, contarão com motores de combustível duplo, permitindo operação tanto com combustível convencional quanto com gás liquefeito.

Segundo a empresa, a medida amplia a flexibilidade operacional da rede global e fortalece a estratégia de eficiência e sustentabilidade no transporte marítimo.

FONTE: Maersk
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Leilão do Tecon Santos 10 terá outorga bilionária e regras mais flexíveis para armadores

A Casa Civil encaminhou novas diretrizes para o leilão do Tecon Santos 10, futuro superterminal de contêineres do Porto de Santos (SP), considerado um dos maiores projetos de infraestrutura portuária do país.

Em nota técnica elaborada pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), o governo orienta o Ministério de Portos e Aeroportos a flexibilizar as regras de participação no certame e elevar o valor mínimo de outorga de R$ 500 milhões para R$ 1,044 bilhão.

O documento também libera a participação de armadores internacionais no processo de concessão, tema que vinha gerando forte debate entre empresas do setor e órgãos reguladores.

Armadores poderão disputar o terminal

A nova modelagem abre espaço para grupos de navegação marítima, como MSC, Maersk e Cosco, participarem da disputa pelo superterminal de Santos.

A medida altera o entendimento anterior que buscava restringir a presença de armadores para evitar a chamada verticalização das operações — situação em que uma mesma empresa controla tanto o transporte marítimo quanto a operação portuária.

Segundo a nota técnica do PPI, não foram identificados impedimentos concorrenciais ou regulatórios suficientes para barrar a entrada dessas companhias no leilão.

O texto afirma ainda que limitar a participação dos armadores poderia gerar ineficiências produtivas, econômicas e sociais para o setor portuário.

Operadoras atuais também poderão entrar na disputa

Outra mudança relevante envolve as empresas que já atuam no Porto de Santos. Pela nova orientação, operadoras atuais poderão participar diretamente do leilão do Tecon Santos 10.

No entanto, caso vençam a disputa, precisarão formalizar a venda definitiva de suas participações em outros terminais de contêineres localizados no porto antes da assinatura do novo contrato.

A proposta busca reduzir riscos concorrenciais e evitar concentração excessiva no mercado portuário.

Segundo o documento, caso a venda dos ativos não seja concluída, o governo poderá convocar o segundo colocado do leilão sem prejuízos ao processo.

Projeto prevê mais de R$ 6 bilhões em investimentos

O Tecon Santos 10 é tratado como estratégico para ampliar a capacidade logística do maior porto da América Latina.

O terminal deve receber investimentos superiores a R$ 6 bilhões e tem potencial para aumentar em cerca de 50% a movimentação de contêineres no Porto de Santos, que atualmente opera próximo do limite de capacidade.

A expectativa do governo é que o novo terminal ajude a reduzir custos logísticos e aumente a eficiência das operações portuárias brasileiras.

Cronograma do leilão sofreu atrasos

Inicialmente previsto para ocorrer no fim de 2025, o leilão acabou sendo adiado em meio às divergências entre empresas interessadas e discussões sobre o modelo regulatório.

Agora, o cenário mais otimista aponta para a realização do certame no segundo semestre de 2026, embora ainda exista a possibilidade de o processo ficar para 2027.

Empresas como ICTSI e JBS defendiam um modelo mais restritivo, com etapas separadas para entrada de novos operadores e atuais participantes do mercado.

Governo defende maior concorrência no certame

Na nota técnica, o PPI afirma que o governo federal não pretende favorecer novos participantes em detrimento das empresas já estabelecidas no setor.

O entendimento da Casa Civil é de que uma concorrência mais ampla pode aumentar as chances de selecionar operadores mais eficientes e competitivos para administrar o terminal.

O documento destaca ainda que o aumento da disputa tende a beneficiar a cadeia logística nacional, reduzindo custos e ampliando a capacidade operacional do comércio exterior brasileiro.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jorge Silva/Reuters

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Transporte

MSC alcança 1.000 navios e consolida liderança no transporte marítimo global

A gigante do transporte marítimo Mediterranean Shipping Company (MSC) atingiu um marco histórico ao se tornar a primeira empresa do mundo a operar uma frota de 1.000 navios porta-contêineres. A informação foi divulgada pela consultoria asiática Linerlytica, especializada no setor.

Entrega de novo navio garante recorde

O feito foi possível após a entrega do navio MSC Migsan, com capacidade para 11.480 TEUs, construído pelo estaleiro Zhoushan Changhong Shipyard. A incorporação da embarcação elevou a frota da companhia ao patamar inédito de quatro dígitos na indústria de contêineres.

Expansão acelerada e liderança global

Empresa privada e maior armadora de contêineres do planeta, a MSC ultrapassou a dinamarquesa Maersk há cerca de cinco anos, consolidando sua posição no topo do ranking mundial. Atualmente, sua frota é cerca de 57% maior que a da principal concorrente.

Com capacidade total de aproximadamente 7,3 milhões de TEUs, a companhia alcança um volume equivalente à soma das frotas de outras grandes operadoras globais, como Hapag-Lloyd, Ocean Network Express, Evergreen Marine e HMM.

Crescimento impulsionado pelo mercado

Segundo especialistas, o avanço da empresa coincide com o período de maior valorização já registrado no mercado de transporte de contêineres, especialmente a partir de 2020. O diferencial da MSC está no fato de ter ampliado sua presença global majoritariamente por meio de crescimento orgânico, sem depender de grandes aquisições.

Sucessão familiar e legado

A companhia também anunciou recentemente mudanças em sua estrutura de comando. O fundador Gianluigi Aponte, de 85 anos, transferiu o controle do grupo para seus filhos, Diego Aponte e Alexa Aponte.

“Essa transição reflete não apenas o comprometimento e as conquistas deles, mas também a continuidade da tradição marítima da nossa família”, afirmou o empresário.

Natural de Nápoles, Aponte fundou a MSC em 1970 e transformou a companhia em um dos maiores conglomerados do setor, com forte atuação também no mercado de cruzeiros.

Fortuna e relevância global

A família Aponte figura entre as mais ricas do mundo, aparecendo regularmente na lista de bilionários da Forbes e sendo frequentemente apontada como a mais rica da Suíça.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Zhoushan Changhong International Shipyard

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