Transporte

MSC alcança 1.000 navios e consolida liderança no transporte marítimo global

A gigante do transporte marítimo Mediterranean Shipping Company (MSC) atingiu um marco histórico ao se tornar a primeira empresa do mundo a operar uma frota de 1.000 navios porta-contêineres. A informação foi divulgada pela consultoria asiática Linerlytica, especializada no setor.

Entrega de novo navio garante recorde

O feito foi possível após a entrega do navio MSC Migsan, com capacidade para 11.480 TEUs, construído pelo estaleiro Zhoushan Changhong Shipyard. A incorporação da embarcação elevou a frota da companhia ao patamar inédito de quatro dígitos na indústria de contêineres.

Expansão acelerada e liderança global

Empresa privada e maior armadora de contêineres do planeta, a MSC ultrapassou a dinamarquesa Maersk há cerca de cinco anos, consolidando sua posição no topo do ranking mundial. Atualmente, sua frota é cerca de 57% maior que a da principal concorrente.

Com capacidade total de aproximadamente 7,3 milhões de TEUs, a companhia alcança um volume equivalente à soma das frotas de outras grandes operadoras globais, como Hapag-Lloyd, Ocean Network Express, Evergreen Marine e HMM.

Crescimento impulsionado pelo mercado

Segundo especialistas, o avanço da empresa coincide com o período de maior valorização já registrado no mercado de transporte de contêineres, especialmente a partir de 2020. O diferencial da MSC está no fato de ter ampliado sua presença global majoritariamente por meio de crescimento orgânico, sem depender de grandes aquisições.

Sucessão familiar e legado

A companhia também anunciou recentemente mudanças em sua estrutura de comando. O fundador Gianluigi Aponte, de 85 anos, transferiu o controle do grupo para seus filhos, Diego Aponte e Alexa Aponte.

“Essa transição reflete não apenas o comprometimento e as conquistas deles, mas também a continuidade da tradição marítima da nossa família”, afirmou o empresário.

Natural de Nápoles, Aponte fundou a MSC em 1970 e transformou a companhia em um dos maiores conglomerados do setor, com forte atuação também no mercado de cruzeiros.

Fortuna e relevância global

A família Aponte figura entre as mais ricas do mundo, aparecendo regularmente na lista de bilionários da Forbes e sendo frequentemente apontada como a mais rica da Suíça.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Zhoushan Changhong International Shipyard

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Internacional

Maersk mantém alerta máximo no Estreito de Ormuz e reforça cautela no transporte marítimo

A Maersk segue operando com nível elevado de cautela no Estreito de Ormuz, mesmo após o anúncio de um cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã. A região é considerada estratégica para o comércio global de petróleo e mercadorias, o que amplia a preocupação com a segurança da navegação.

Trégua não garante segurança na região

Em comunicado, a gigante dinamarquesa avaliou que o acordo de duas semanas pode representar uma possível retomada gradual do tráfego marítimo. Ainda assim, a empresa ressaltou que a situação permanece incerta e não oferece garantias suficientes para uma normalização imediata das operações.

Diante disso, a Maersk informou que não pretende alterar, por ora, suas rotas ou políticas de navegação, mantendo decisões baseadas em análises constantes de risco antes de autorizar viagens pelo Golfo Pérsico.

Tensões no Golfo elevam riscos logísticos

A postura conservadora reflete o ambiente ainda instável na região. As recentes tensões geopolíticas no Oriente Médio elevaram o nível de alerta entre empresas de transporte marítimo e seguradoras.

O Estreito de Ormuz é responsável por uma fatia relevante do fluxo mundial de petróleo. Por isso, qualquer instabilidade no local tende a impactar diretamente os preços de energia e os custos do transporte global.

Impactos já afetam cadeia de suprimentos

No mês anterior, a companhia já havia adotado medidas mais restritivas, como a suspensão de reservas de carga para diversos portos no Golfo. Além disso, foram implementadas sobretaxas emergenciais de combustível em nível global.

Essas ações evidenciam o chamado efeito cascata das crises regionais sobre a logística internacional, com reflexos diretos em custos operacionais e prazos de entrega.

Risco geopolítico segue no radar

Para analistas, a decisão da empresa reforça que o risco geopolítico continua sendo um fator determinante para o comércio global, mesmo diante de avanços diplomáticos pontuais.

Na prática, o cenário indica a manutenção de rotas alternativas, custos mais elevados e possíveis atrasos nas entregas nas próximas semanas, pressionando toda a cadeia de suprimentos.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Notícias

Hapag-Lloyd tem navios encalhados no Golfo Pérsico e prejuízo cresce com conflito

A companhia de navegação Hapag-Lloyd enfrenta um cenário crítico no transporte marítimo internacional após a escalada do conflito no Oriente Médio. Seis navios da empresa permanecem encalhados no Golfo Pérsico, gerando custos adicionais estimados entre US$ 40 milhões e US$ 50 milhões por semana.

O impacto financeiro foi classificado pelo CEO, Rolf Habben Jansen, como “insustentável a longo prazo”.

Navios parados e tripulações à espera de solução

De acordo com o executivo, cerca de 150 tripulantes estão a bordo das embarcações impedidas de operar. As equipes seguem recebendo suprimentos básicos, como água e alimentos, enquanto a empresa busca alternativas para liberar os navios.

A situação é considerada um dos principais desafios atuais da companhia, que depende da normalização das rotas para retomar suas operações regulares.

Fechamento do Estreito de Ormuz agrava crise logística

A paralisação das embarcações está diretamente ligada às restrições no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o comércio global de energia e mercadorias.

O corredor marítimo permanece com limitações desde o fim de fevereiro, após o aumento das tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O bloqueio parcial tem provocado efeitos em cadeia no transporte marítimo global, elevando custos e ampliando a incerteza logística.

Empresa adota medidas para conter prejuízos

Diante do cenário adverso, a Hapag-Lloyd intensificou estratégias de redução de custos e passou a explorar sinergias operacionais com a Maersk, parceira em operações logísticas.

A iniciativa busca mitigar os impactos financeiros enquanto a empresa aguarda uma solução para o impasse geopolítico.

Projeções mantidas, mas riscos permanecem

Apesar das dificuldades, a companhia manteve suas projeções para o ano fiscal de 2026. A expectativa é compensar os custos adicionais ao longo dos próximos meses.

Ainda assim, o CEO alertou que os efeitos do conflito podem se prolongar, especialmente se houver retração na demanda por transporte marítimo, o que pode pressionar ainda mais os resultados da empresa no longo prazo.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Modais em Foco

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Informação

Linhas de Navegação Aplicam Taxa Extra com Alta nos Preços do Combustível Marítimo

Exportadores enfrentam custos maiores para transportar cargas por navios contenedores, após grandes empresas de transporte marítimo anunciarem cobranças emergenciais devido à disparada nos preços do combustível bunker. O aumento se deve principalmente à instabilidade no Oriente Médio, que afetou o tráfego pelo Estreito de Hormuz.

Aumento no Preço do Combustível Bunker

O valor do bunker fuel, óleo utilizado para mover navios, subiu 35% na última semana, ultrapassando US$ 1.000 por tonelada métrica em hubs estratégicos como Singapura, Hong Kong, Fujairah e Long Beach. As novas tarifas de combustível variam entre US$ 100 e US$ 200 por TEU (unidade equivalente a vinte pés), dependendo da rota comercial, elevando os custos do frete.

Medidas de Empresas Marítimas

A Maersk, gigante dinamarquesa do setor, alertou que a situação de segurança no Oriente Médio continua a gerar desafios logísticos globais. Cerca de 20% do transporte mundial de combustíveis passa pelo Estreito de Hormuz, impactando a disponibilidade de combustível marítimo.

Para proteger a integridade da carga e a estabilidade da operação, a Maersk implementou uma taxa emergencial de bunker (EBS). O valor será de US$ 200 por TEU em rotas de longa distância e US$ 100 por TEU em serviços intra-regionais. A medida cobre custos e riscos não contemplados pela taxa padrão de combustível fóssil da empresa.

A Hapag-Lloyd, da Alemanha, também anunciou taxa similar para diversas rotas comerciais. Para rotas longas, como Índia-Europa ou EUA, a cobrança será de US$ 160 por TEU para contêineres secos e US$ 225 por TEU para contêineres refrigerados. Rotas intra-regionais terão tarifas de US$ 70 por TEU e US$ 100 por TEU, respectivamente. A cobrança entrará em vigor em 23 de março de 2026, exceto para remessas reguladas pela US Federal Maritime Commission (FMC), que começarão em 8 de abril de 2026.

Por sua vez, a francesa CMA CGM informou que sua taxa de combustível emergencial (EFS) ficará entre US$ 75 e US$ 130 por contêiner seco, com vigência a partir de 16 de março. O custo adicional será repassado ao pagador do frete marítimo, pressionando ainda mais os exportadores em meio às atuais disrupções nas rotas globais de comércio.

FONTE: The Hindu Business Line
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/BENOIT TESSIER

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Transporte

Maersk anuncia recargo de combustível no transporte rodoviário a partir de março de 2026

A Maersk informou que aplicará um recargo tarifário em seus serviços de transporte rodoviário devido à recente volatilidade nos preços do diesel. A medida entra em vigor hoje e será implementada por meio de um mecanismo de ajuste de combustível (Fuel Surcharge).

Segundo a companhia, a decisão está diretamente relacionada ao aumento nos custos energéticos impulsionados pelo atual cenário geopolítico global, que tem pressionado os valores do combustível no mercado internacional.

Referência de preço do diesel

A empresa estabeleceu como referência o valor de US$ 1,72 por litro de diesel, correspondente ao preço de mercado registrado em 2 de dezembro de 2025. Esse valor foi definido no momento de conclusão da licitação de transporte atualmente em vigor e da definição das tarifas-base.

A partir desse ponto de referência, será aplicado um fator de ajuste de combustível, que permitirá adaptar os valores cobrados conforme as oscilações do mercado.

Ajuste será avaliado semanalmente

De acordo com a empresa, o Fuel Adjustment Factor será revisado semanalmente. A atualização considerará a variação do preço do diesel em relação ao valor-base estabelecido pela companhia.

Com base na evolução recente do mercado, a empresa informou que será aplicado inicialmente um aumento de 5% nas tarifas de transporte rodoviário já acordadas com clientes. O recargo será identificado pelos códigos IFE/IFI, conforme a matriz de cálculo definida pela empresa.

Como funciona a matriz de ajuste de combustível

A companhia também detalhou a escala utilizada para calcular os ajustes nas tarifas de transporte terrestre, que variam conforme a oscilação do preço do diesel:

  • Variação entre 0% e quase 5%: sem alteração nas tarifas
  • Entre 5% e quase 10%: ajuste de 3%
  • Entre 10% e quase 15%: ajuste de 5%
  • Entre 15% e quase 20%: ajuste de 7,5%
  • Entre 20% e quase 25%: ajuste de 10%
  • Entre 25% e quase 30%: ajuste de 12,5%
  • Entre 30% e quase 35%: ajuste de 15%

A estrutura foi criada para garantir maior previsibilidade nas tarifas logísticas, ao mesmo tempo em que permite reagir rapidamente às variações nos custos de combustível.

Impacto para operações logísticas

A introdução desse recargo de combustível no transporte rodoviário reforça uma tendência já observada no setor de logística internacional, em que transportadoras e armadores adotam mecanismos automáticos para compensar oscilações no preço de insumos críticos.

Para empresas que dependem de importação, exportação e transporte terrestre, a medida pode representar ajustes frequentes nas tarifas logísticas, exigindo maior planejamento financeiro e operacional.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Logística

LEGO lança novo porta-contêiner Maersk com tecnologia dual-fuel após 12 anos

A LEGO anunciou um novo modelo inspirado na navegação comercial em parceria com a Maersk. O set 40955 Maersk Dual-Fuel Container Vessel chega ao mercado internacional em 1º de março de 2026, marcando o retorno da armadora à linha oficial da fabricante de brinquedos após um hiato de 12 anos sem lançamentos conjuntos.

O produto recria um moderno porta-contêiner da Maersk e promete atrair tanto fãs de montagem quanto entusiastas do transporte marítimo global.

Modelo é inspirado em navio real com tecnologia sustentável

O novo set LEGO Maersk foi desenvolvido com base no navio real Ane Mærsk, embarcação equipada com sistema dual-fuel, tecnologia que permite o uso de combustíveis alternativos e mais limpos.

A proposta reflete o movimento da companhia marítima em direção à descarbonização do transporte marítimo, uma tendência crescente na indústria global de logística e navegação.

Set conta com mais de 1.500 peças e alto nível de detalhes

Classificado para maiores de 12 anos, o LEGO Maersk Dual-Fuel Container Vessel reúne 1.516 peças e aposta em uma montagem rica em detalhes. Entre os principais elementos do modelo estão:

  • ponte de comando com estrutura que se abre
  • área interna da tripulação
  • janelas transparentes na casa de máquinas
  • passarelas deslizantes
  • contêineres construíveis que compõem o navio

O preço oficial divulgado é de US$ 149,99. No Brasil, a estimativa é de cerca de R$ 1.299,99, embora ainda não exista confirmação da data de lançamento no mercado nacional.

Parceria entre LEGO e Maersk tem histórico entre colecionadores

A colaboração entre as duas empresas já é conhecida no universo dos colecionáveis. Cerca de uma década atrás, a LEGO lançou um modelo inspirado nos gigantescos navios da classe Triple E, que na época representavam os maiores porta-contêineres do mundo.

A edição se tornou marcante entre fãs e colecionadores, tanto pelo tamanho do navio reproduzido quanto pela grande quantidade de adesivos utilizados nos contêineres, característica que gerou discussões e desafios durante a montagem.

Comunidade aguarda detalhes da experiência de montagem

Com o anúncio do novo modelo, fóruns e comunidades de fãs já discutem como será a experiência de construção do set 40955.

Uma das principais curiosidades é se o novo porta-contêiner LEGO trará um design com menos adesivos ou se seguirá o padrão do modelo anterior, conhecido pelo trabalho minucioso de alinhamento dos stickers.

Mesmo antes do lançamento oficial, o set já chama a atenção de entusiastas de engenharia naval, logística internacional e transporte marítimo, mostrando como o universo dos megacontêineres também conquista espaço na cultura pop e no mercado de colecionáveis.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Comércio Internacional

Maersk fecha 2025 com receita de US$ 54 bilhões e reforça estratégia de eficiência operacional

A Maersk, uma das maiores companhias globais de transporte marítimo e logística integrada, encerrou 2025 com receita de US$ 54 bilhões, segundo balanço divulgado no último dia 05. O resultado operacional medido pelo EBITDA atingiu US$ 9,5 bilhões, enquanto o EBIT totalizou US$ 3,5 bilhões.

O desempenho foi impulsionado pelo aumento dos volumes transportados, ajustes operacionais e um rigoroso controle de custos, mesmo diante de um cenário internacional marcado por volatilidade econômica e excesso de oferta no transporte marítimo.

Corte de custos e reestruturação corporativa

Dentro da política de disciplina financeira, a companhia anunciou a redução de US$ 180 milhões em despesas corporativas. A medida inclui o encerramento de aproximadamente 1.000 posições administrativas, o que representa cerca de 15% do quadro corporativo global.

A iniciativa faz parte de um plano mais amplo voltado à otimização da estrutura organizacional e à preservação da competitividade em um mercado pressionado por margens mais estreitas.

Segmento de Terminais registra melhor resultado da história

O braço de Terminais apresentou o melhor desempenho desde o início da série histórica da empresa, com crescimento de 20% na receita. O avanço foi impulsionado pelo aumento no volume de cargas, reajustes tarifários e expansão das receitas com armazenagem.

Somente no quarto trimestre, os volumes operados cresceram 8,4%, com destaque para os mercados das Américas e da Europa, que lideraram a expansão.

Divisão Ocean cresce em volume, mas enfrenta pressão nas tarifas

A divisão Ocean, responsável pelo transporte marítimo de contêineres, registrou alta de 4,9% nos volumes em 2025, acompanhando a média do mercado global de contêineres.

Apesar do crescimento operacional, a rentabilidade do segmento foi impactada pela queda nas tarifas de frete, reflexo do excesso de capacidade da frota mundial. Ainda assim, a Maersk destacou ganhos de produtividade com a implementação da nova rede Leste-Oeste, que alcançou mais de 90% de pontualidade, contribuindo para maior confiabilidade e redução de custos operacionais.

Logística & Serviços avança em eficiência

O segmento de Logística & Serviços apresentou melhora consistente nas margens e na eficiência, especialmente nas operações de armazenagem e e-fulfillment.

Em 2025, a área passou por uma reorganização estrutural e foi dividida em três frentes:

  • Landside, com gestão local;
  • Forwarding, sob coordenação global;
  • Solutions, também com gestão global.

Apesar da evolução, a companhia reconhece que ainda há espaço para ampliar o potencial do negócio.

Projeções para 2026 e revisão contábil da frota

Para 2026, a Maersk projeta que o mercado global de contêineres cresça entre 2% e 4%, e pretende acompanhar o ritmo do setor.

A empresa também anunciou a ampliação da vida útil contábil de seus navios, passando de 20 para 25 anos. A medida deve gerar uma redução de aproximadamente US$ 700 milhões em custos, fortalecendo a estratégia de eficiência financeira no médio e longo prazo.

Fonte: Balanço corporativo da Maersk.

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: Divulgação / Maersk

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Negócios

Maersk reestrutura rede marítima, corta custos e sustenta crescimento mesmo com queda nas tarifas

A Maersk, uma das maiores empresas globais de transporte marítimo e logística integrada, fechou 2025 com receita de US$ 54 bilhões, mantendo trajetória de crescimento apesar da pressão sobre as tarifas de frete. O EBITDA somou US$ 9,5 bilhões, enquanto o EBIT alcançou US$ 3,5 bilhões, segundo balanço divulgado na quinta-feira (5).

De acordo com a companhia, o resultado foi impulsionado pelo aumento dos volumes transportados, ajustes na rede marítima e uma política rigorosa de controle de custos, em um cenário internacional marcado por volatilidade e excesso de capacidade no setor.

Corte de custos e ajuste da estrutura corporativa

Como parte da estratégia de disciplina financeira, a Maersk anunciou a redução de US$ 180 milhões em custos corporativos. A medida inclui o encerramento de cerca de 1.000 cargos administrativos, o equivalente a aproximadamente 15% das posições corporativas globais.

A empresa afirma que a iniciativa visa tornar a operação mais enxuta e preparada para ciclos de mercado mais desafiadores.

Terminais registram melhor desempenho histórico

O segmento de Terminais apresentou o melhor resultado de sua série histórica, com crescimento de 20% na receita. O desempenho foi impulsionado pelo aumento dos volumes operados, reajustes tarifários e maior receita com armazenagem.

No quarto trimestre, os volumes avançaram 8,4%, com destaque para as operações nas Américas e na Europa, reforçando a relevância desses mercados para o grupo.

Divisão Ocean cresce em volume, mas sofre com tarifas

Na divisão Ocean, responsável pelo transporte marítimo de contêineres, os volumes cresceram 4,9% em 2025, acompanhando o ritmo do mercado global. A rentabilidade, porém, foi impactada pela queda das tarifas de frete, consequência direta da elevada oferta de navios no mercado internacional.

Mesmo diante desse cenário, a Maersk destacou ganhos operacionais com a nova rede Leste-Oeste, que atingiu mais de 90% de pontualidade, contribuindo para maior confiabilidade do serviço e redução de custos.

Logística avança em eficiência e passa por reorganização

O segmento de Logística & Serviços apresentou evolução gradual nas margens e na eficiência operacional, especialmente nas áreas de armazenagem e e-fulfillment. A companhia reconhece, no entanto, que o negócio ainda não atingiu todo o seu potencial.

Em 2025, a divisão passou por uma reorganização e foi estruturada em três frentes: Landside, com gestão local; Forwarding, sob gestão global; e Solutions, também com comando global.

Perspectivas para 2026 e foco no longo prazo

Para 2026, a Maersk projeta crescimento do mercado global de contêineres entre 2% e 4%, com a expectativa de acompanhar o desempenho do setor. A empresa também anunciou a revisão da vida útil contábil de seus navios, ampliando o período de 20 para 25 anos.

A mudança deve gerar uma redução de custos estimada em US$ 700 milhões, reforçando a estratégia de eficiência financeira e sustentabilidade dos resultados no médio e longo prazo.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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Transporte

Maersk registra atrasos em navios devido a condições climáticas no Mediterrâneo e no norte da Europa

A Maersk, uma das maiores empresas de transporte marítimo do mundo, informou a ocorrência de atrasos na programação de seus navios em função de condições meteorológicas adversas. Os impactos são mais significativos nas rotas do Mediterrâneo Ocidental e do norte da Europa, afetando o cumprimento dos cronogramas operacionais.

Clima severo afeta rotas estratégicas

Em comunicado divulgado em seu site oficial, a companhia dinamarquesa destacou que suas equipes estão monitorando de perto a situação. Segundo a Maersk, os eventos climáticos severos devem se estender por um período maior do que o inicialmente previsto, exigindo ajustes constantes na operação.

A empresa afirmou manter contato permanente com autoridades portuárias, terminais afetados e operadores dos navios, com foco na gestão de contingências, incluindo a reorganização de berços de atracação e a revisão dos horários das embarcações.

Orientação aos clientes e atualizações operacionais

Diante do cenário, a Maersk recomendou que seus clientes se cadastrem para receber notificações de ETA (horário estimado de chegada). O objetivo é garantir que os embarcadores sejam informados em tempo real sobre alterações de cronograma, à medida que as atualizações operacionais forem inseridas no sistema da companhia.

Golfo de Biscaia concentra os maiores impactos

As principais dificuldades climáticas foram registradas no Golfo de Biscaia, região marítima que abrange importantes portos da França e da Espanha. A área é conhecida por sua instabilidade meteorológica, fator que tem contribuído para os atrasos nas escalas e na navegação.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Transporte

Maersk e Hapag-Lloyd retomam rotas escoltadas pelo Mar Vermelho

Mudança estratégica envolve Canal de Suez
As companhias de navegação Maersk e Hapag-Lloyd anunciaram a alteração de um serviço compartilhado da Cooperação Gemini, que passará a operar com rotas escoltadas pelo Mar Vermelho e pelo Canal de Suez. A decisão prevê o uso de escolta naval como parte de um conjunto ampliado de medidas de segurança.

Em comunicado conjunto, as empresas destacaram que a prioridade permanece sendo a proteção da tripulação, das embarcações e da carga dos clientes, diante do cenário de instabilidade na região.

Serviço IMX’ será o primeiro a operar com escolta
O serviço afetado é o IMX’, que conecta a Índia e o Oriente Médio ao Mediterrâneo. A partir de meados de fevereiro, as mudanças passam a valer para as rotas no sentido oeste, operadas pelo navio Albert Maersk, e para as rotas no sentido leste, realizadas pelo Astrid Maersk.

As empresas também informaram que os serviços SE1 e SE3 deverão, em um estágio posterior, transitar pelo Mar Vermelho e pelo Canal de Suez dentro do mesmo modelo operacional.

Implementação será gradual
Segundo Maersk e Hapag-Lloyd, a adoção das novas rotas ocorrerá de forma gradual, com o objetivo de reduzir impactos operacionais e minimizar eventuais transtornos aos clientes. As companhias afirmam que novas atualizações serão divulgadas conforme o avanço do processo e que, neste momento, não há previsão de outras mudanças na malha da Cooperação Gemini relacionadas ao Mar Vermelho.

Monitoramento contínuo da segurança no Oriente Médio
As duas armadoras reforçaram que seguem monitorando atentamente a situação de segurança no Oriente Médio. Qualquer ajuste adicional nos serviços dependerá da estabilidade contínua na região do Mar Vermelho, especialmente diante do risco de novos ataques de milicianos houthis — fator que levou diversas empresas marítimas a suspender operações na área ao longo de 2023.

Cooperação Gemini reúne dezenas de serviços globais
A Cooperação Gemini foi oficialmente lançada em 1º de fevereiro de 2025 e reúne uma ampla rede de 29 serviços principais compartilhados e outros 29 serviços alimentadores, voltados às rotas leste-oeste, ampliando a integração operacional entre Maersk e Hapag-Lloyd.

FONTE: Portos e Navios
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos e Navios

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