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Terminal Portuário Barra do Rio inaugura rota marítima inédita entre Itajaí e África

O Terminal Portuário Barra do Rio, em Itajaí (SC), deu um passo histórico ao receber a primeira escala do navio M/V UNISTAR, operado pela Roymar Shipping e coordenado pela Wasa Projects. A operação marcou a abertura de uma nova rota marítima para o continente africano, ampliando as possibilidades de integração logística entre Brasil e mercados emergentes da região.

Expansão com foco em sustentabilidade e inovação

De acordo com Ricardo R. Moraes, diretor-presidente do Terminal Portuário Barra do Rio, a chegada do M/V UNISTAR simboliza mais do que um avanço operacional.

“A primeira escala em setembro é um marco importante que nos permitirá explorar novas rotas pelo Atlântico e adaptar nossa operação às necessidades do mercado. Este novo ativo também apoia nosso compromisso com a sustentabilidade no transporte marítimo, alinhando-se às metas do Terminal Barra do Rio”, destacou Moraes.

A nova linha reforça o compromisso do terminal em atuar como um hub portuário moderno, sustentável e integrado às demandas globais de comércio exterior.

Parceria estratégica viabilizou a nova rota

O projeto contou com a parceria da Roymar Shipping e da Wasa Projects, fundamentais para garantir eficiência operacional, segurança e flexibilidade logística. Com o novo serviço, Itajaí se fortalece nas principais rotas internacionais, ampliando sua atuação como um dos principais polos portuários do Atlântico Sul.

Itajaí como hub portuário de referência

Nos últimos anos, o Terminal Barra do Rio consolidou sua imagem como um centro de excelência em logística portuária, destacando-se pela agilidade, governança e inovação tecnológica. A ampliação das rotas marítimas reafirma essa visão de futuro.

“Com mais linhas operando no Terminal, reforçamos nossa estratégia de concentrar operações de armadores de forma segura e eficiente. Estamos confiantes de que nossos clientes perceberão os benefícios desse novo serviço e se juntarão a nós neste desafio”, completou Moraes.

Brasil e África: integração além-mar

A expansão para a África acompanha um movimento global de reaproximação entre portos do Atlântico Sul, cada vez mais estratégicos para o escoamento de commodities, cargas industriais e projetos especiais. Nesse cenário, o Barra do Rio se posiciona como elo essencial entre o Brasil e novas oportunidades de negócios além-mar.

Mais do que transportar cargas, o Terminal reafirma sua missão de conectar pessoas, empresas e sustentabilidade, navegando rumo a um futuro cada vez mais integrado e competitivo.

Fonte: Terminal Portuário Barra do Rio

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: DIVULGAÇÃO

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Portos

Portos do Sudeste registram crescimento de 7% em outubro com avanço nas cargas gerais e conteinerizadas

A movimentação de cargas nos portos do Sudeste atingiu 19,7 milhões de toneladas em outubro de 2025, um aumento de 7,05% em comparação ao mesmo mês do ano anterior, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O resultado foi impulsionado pelo crescimento das cargas gerais, com alta de 22,77%, e pelo avanço das cargas conteinerizadas, que subiram 18,75%, refletindo a retomada da atividade econômica e o aumento das exportações de produtos industrializados.

Graneis sólidos e líquidos seguem em alta

O granel sólido, que representa mais da metade da movimentação regional, somou 11,6 milhões de toneladas. Já o granel líquido, composto por combustíveis e derivados, alcançou 1,8 milhão de toneladas, crescimento de 10,63% no período.
Entre as principais mercadorias movimentadas, destacam-se os contêineres, com 5,5 milhões de toneladas, seguidos por minério de ferro (4,5 milhões t), milho (2,5 milhões t), açúcar (1,8 milhão t) e petróleo e derivados, exceto óleo bruto (1,2 milhão t).

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou o papel da modernização na expansão dos resultados:

“Estamos colhendo os frutos de uma gestão voltada à eficiência e à integração logística. A modernização dos terminais e a digitalização dos processos portuários têm colocado o Brasil em um novo patamar de competitividade”, afirmou.

Portos do Sudeste fortalecem posição estratégica

Com destaque para os portos de Santos (SP), Vitória (ES) e Itaguaí (RJ), o Sudeste segue como o principal corredor logístico do país, responsável por uma fatia expressiva das exportações brasileiras de commodities, combustíveis e produtos industrializados.
A região reúne infraestrutura portuária integrada a polos industriais e agrícolas, o que favorece a eficiência logística e o escoamento da produção nacional.

O Porto de Santos, maior da América Latina, lidera as exportações de açúcar, soja, milho e carne, além de registrar forte expansão na movimentação de contêineres. Já o Porto de Vitória se consolida como referência em granéis sólidos e líquidos, com destaque para minério de ferro e celulose. O Porto de Itaguaí, no Rio de Janeiro, tem papel essencial nas cadeias siderúrgica e de petróleo.

Investimentos reforçam modernização e integração logística

Nos últimos meses, o Ministério de Portos e Aeroportos intensificou os investimentos no Sudeste, com foco na modernização de terminais, ampliação da infraestrutura e integração entre modais de transporte. Somente em 2025, foram autorizados R$ 1,5 bilhão em investimentos privados nos portos de São Paulo e Rio de Janeiro.

Entre os principais projetos, estão os R$ 275 milhões destinados ao terminal de combustíveis Tecma, em São João da Barra (RJ), e R$ 1,24 bilhão na modernização do Porto de Santos.
A região também lidera os investimentos na indústria naval, com R$ 1,54 bilhão aprovados pelo Fundo da Marinha Mercante (FMM) para construção e modernização de embarcações.

Grande parte dos recursos foi destinada ao Rio de Janeiro, que concentra estaleiros e operações offshore. O objetivo é aumentar a capacidade operacional dos portos, atrair novas cargas e fortalecer a logística intermodal na região Sudeste.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa

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Tarifas portuárias entre China e Estados Unidos alteram fluxos de carga e aumentam custos

Novas tarifas impostas a operações portuárias por China e Estados Unidos estão reduzindo o número de navios de carga disponíveis para o transporte de mercadorias e podem elevar os custos para consumidores de ambos os países, segundo executivos do setor.

As operadoras de navios retiraram embarcações ligadas à China das rotas comerciais com destino aos Estados Unidos para evitar as novas tarifas portuárias, em vigor desde 14 de outubro. Da mesma forma, estão removendo embarcações associadas aos EUA de rotas para o país asiático, a fim de escapar dos custos de retaliação implementados no mesmo dia.

Essas medidas estão alterando os fluxos comerciais e reduzindo o espaço disponível para carga, enquanto as companhias ainda não têm clareza sobre como a China define o controle ou propriedade norte-americana em sua avaliação tarifária.

“A lista de navios disponíveis para operar em portos chineses é definitivamente menor do que antes, em todos os mercados marítimos”, afirmou Stamatis Tsantanis, diretor-executivo da empresa de transporte de carga seca Seanergy Maritime Holdings.

“Eventualmente, todos esses custos recaem sobre o consumidor final — o que tornará tudo muito mais caro”, acrescentou.

O Índice de Frete de Contêineres de Xangai (SCFI) subiu 12,9%, alcançando seu nível mais alto em quatro semanas, impulsionado por aumentos nas rotas transpacíficas, que registraram forte alta nas tarifas após o anúncio das medidas chinesas, segundo o analista da Jefferies, Omar Nokta.

As principais companhias de transporte marítimo, como Maersk, Hapag-Lloyd e CMA CGM, já reorganizaram suas rotas comerciais para evitar os novos encargos portuários dos Estados Unidos. Recentemente, a aliança Gemini, formada por Maersk e Hapag-Lloyd, informou a seus clientes que os navios Maersk Kinloss e Potomac Express deixarão de fazer escalas em Ningbo, único porto chinês visitado por essas embarcações de bandeira americana, construídas na Coreia do Sul.

“Essa nova regulamentação causará maior deslocamento de navios e mudança nos fluxos comerciais”, afirmou Gernot Ruppelt, diretor-executivo da Ardmore Shipping, empresa especializada no transporte de produtos petrolíferos refinados, químicos e óleos vegetais.

“Os mercados ainda não começaram a precificar esse nível adicional de complexidade”, acrescentou Ruppelt, destacando que a Ardmore não tem escalas programadas em portos chineses.

Tarifas no mercado de petroleiros

As tarifas de retaliação impostas pela China a navios vinculados aos EUA elevaram os preços das viagens de petroleiros de grande porte (VLCCs) com destino ao país asiático, o maior importador de petróleo do mundo.

Os novos encargos reduziram a disponibilidade de navios-tanque que podem ser contratados sem incorrer em tarifas portuárias elevadas. As taxas de referência para VLCCs atingiram o maior patamar em duas semanas no dia 14 de outubro, após a entrada em vigor das medidas, e se estabilizaram levemente no fim da semana.

A consultoria Energy Aspects revisou para cima sua projeção de tarifas para VLCCs no quarto trimestre de 2025, alertando para o risco de novos aumentos caso as interrupções logísticas se intensifiquem.

“A isenção concedida a embarcações construídas na China mitigou parcialmente o impacto potencial, embora ainda observemos um número significativo de navios de propriedade ou operação norte-americana afetados”, informou a Gibson Shipbrokers.

No segmento de carga seca — que transporta carvão, minério de ferro e produtos básicos como grãos e sal — entre 60 e 70 navios foram impactados pelas novas tarifas, representando cerca de 3% da frota capesize, segundo Tsantanis, da Seanergy.

“Dado o volume desproporcional de descargas realizadas na China dentro do segmento capesize, é provável que o impacto seja considerável em nosso mercado”, afirmou o executivo, acrescentando que já havia escassez de oferta de embarcações antes mesmo das novas medidas.

FONTE: Portal Portuário
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Movimentação de cargas no Porto de São Francisco do Sul cresce em setembro e no acumulado de 2025

O Porto de São Francisco do Sul, em Santa Catarina, encerrou setembro de 2025 com alta na movimentação de cargas tanto no mês quanto no acumulado do ano, em comparação ao mesmo período de 2024. Foram movimentadas 1,53 milhão de toneladas, um crescimento de 3,3% em relação às 1,48 milhão de toneladas registradas em setembro do ano anterior.

De janeiro a setembro de 2025, o porto alcançou 13,5 milhões de toneladas movimentadas, volume 5% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2024, quando o total somou 12,9 milhões de toneladas.

Soja e milho lideram exportações

As exportações responderam por 824,7 mil toneladas em setembro. Entre os principais produtos embarcados, a soja representou 543 mil toneladas, seguida pelo milho, com 271 mil toneladas, consolidando o porto como ponto estratégico para o agronegócio brasileiro.

Nas importações, o total chegou a 708 mil toneladas. Os fertilizantes representaram 318 mil toneladas, enquanto as bobinas de aço somaram 369 mil toneladas, reforçando o papel do terminal também no abastecimento da indústria nacional.

Infraestrutura e eficiência impulsionam resultados

De acordo com o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias (Spaf), Beto Martins, o desempenho é resultado da estrutura moderna e da capacidade operacional do porto.

“O Porto de São Francisco está preparado para atender às exigências do mercado. Esses números confirmam sua importância para o comércio internacional catarinense e brasileiro”, destacou Martins.

O presidente do Porto, Cleverton Vieira, também ressaltou o trabalho integrado que vem sendo desenvolvido ao longo do ano.

“Chegar a 13,5 milhões de toneladas até setembro demonstra a força do Porto de São Francisco do Sul como eixo estratégico para exportações e importações, especialmente nos setores do agronegócio e da indústria”, afirmou.

Porto consolida posição estratégica no Sul do Brasil

Com resultados positivos mês a mês, o Porto de São Francisco do Sul se consolida como um dos principais terminais logísticos do Sul do país, ampliando sua relevância nas rotas de exportação e importação. O desempenho reforça o papel do porto como motor econômico regional, contribuindo para o crescimento da cadeia produtiva catarinense e para a integração do Brasil ao comércio global.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gustavo Rotta

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Porto de Santos inicia obras de R$ 27,4 milhões na perimetral da margem direita para melhorar logística e tráfego

A Autoridade Portuária de Santos (APS), vinculada ao Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), deu início nesta segunda-feira (20) às obras de requalificação da Avenida Perimetral da margem direita do Porto de Santos, na região da Alemoa. Com um investimento de R$ 27,4 milhões, o projeto busca modernizar a infraestrutura viária, aumentar a eficiência logística e melhorar o tráfego de caminhões que circulam pelo maior porto da América Latina.

Intervenção abrange vias estratégicas para o escoamento de cargas

A primeira etapa das obras ocorre entre o fim do Viaduto Paulo Benevides e a Avenida Engenheiro Augusto Barata, passando pela Rua Augusto Scarabotto — trecho considerado essencial para o acesso de cargas ao porto. O projeto prevê substituição do pavimento por concreto, adequação das faixas de rolamento, modernização da iluminação com tecnologia LED e implantação de nova sinalização viária, medidas que visam garantir mais segurança e fluidez ao tráfego e reduzir gargalos logísticos na região.

Projeto completo será concluído até 2026

Essa intervenção é a primeira de quatro fases de um plano maior de requalificação da via perimetral, cuja conclusão total está prevista para dezembro de 2026. De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o investimento traz benefícios que ultrapassam a logística portuária:

“Investir no acesso ao Porto de Santos é garantir mais eficiência ao comércio exterior brasileiro e mais qualidade de vida à população da Baixada Santista”, afirmou o ministro.

Retomada de investimentos e benefícios à população

O presidente da APS, Anderson Pomini, destacou que a iniciativa representa a retomada dos investimentos federais nos portos brasileiros.

“Esta obra faz parte dos R$ 12,5 bilhões destinados aos portos nos últimos cinco anos. É um dos ‘nós desatados’ desta gestão — um projeto que estava parado há três anos e agora vai devolver fluidez ao tráfego na região”, declarou Pomini.

Entre os benefícios diretos à comunidade local, a APS destaca a construção de um novo canal de drenagem, com maior capacidade de vazão, que ajudará a reduzir alagamentos e melhorar o escoamento da rede municipal, atendendo a uma antiga demanda dos moradores da Alemoa.

Parte de um plano de mobilidade para a Baixada Santista

As obras integram um conjunto de soluções viárias estruturantes para a Baixada Santista, que inclui a construção de dois novos viadutos de acesso à entrada do porto, em parceria com a concessionária das rodovias estaduais, além da futura implantação do Túnel Santos-Guarujá — projeto considerado fundamental para a integração logística regional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/APS

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Portos

Porto de Itajaí terá mais autonomia e entra em nova fase de expansão e investimentos

O Porto de Itajaí inicia uma nova fase de expansão, autonomia e fortalecimento institucional. Em visita oficial à cidade nesta sexta-feira (17), o Secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, anunciou a transição administrativa da Autoridade Portuária de Santos (APS) para a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), que ficará responsável pela administração temporária até a criação da nova empresa pública federal Docas de Santa Catarina.

Na ocasião, o secretário reafirmou o superintendente João Paulo Tavares Bastos no comando do Porto de Itajaí, destacando a continuidade da gestão e o compromisso do Governo Federal com o desenvolvimento regional.

“O João Paulo Tavares é o superintendente do Porto. A empresa pública é prioridade, e estamos avançando nas etapas. O Porto de Itajaí é dos catarinenses, é de Itajaí e tende a crescer ainda mais”, disse o secretário Alex Ávila.

DOCAS DE SANTA CATARINA 

Segundo Alex Ávila, a criação da nova empresa pública faz parte de um processo mais amplo que visa garantir a independência e a autonomia do Porto de Itajaí, fortalecendo sua capacidade de gestão e ampliando investimentos estratégicos.

“Esse tema faz parte de um processo vinculado à criação da empresa pública, justamente para garantir a independência do Porto de Itajaí. A decisão de termos um porto independente é do Governo Federal. Quando vinculamos o Porto ao Governo, foi com o propósito de assegurar uma gestão autônoma, ampliar investimentos e fortalecer sua atuação — e é exatamente isso que estamos fazendo”, explicou.

Ele ainda explicou que a criação da Docas é prioridade para o Ministério: “é prioridade total para o Ministério dos Portos. Temos o desejo e a orientação de todo o nosso governo para chegar o mais rápido possível nessa conclusão. São etapas detalhistas e técnicas, mas posso dizer que vamos buscar cumprir no menor prazo possível”, afirmou o secretário.

MEDIDAS ANUNCIADAS

Entre as medidas anunciadas, está o avanço na concessão do canal de acesso do Porto de Itajaí, projeto que já se encontra sob análise do Tribunal de Contas da União (TCU). A iniciativa integra a política pública federal de conceder canais de acesso à iniciativa privada, com o objetivo de aumentar o nível de serviço, garantir dragagens contínuas e elevar a eficiência operacional.

“A dragagem é um tema vital para o Porto de Itajaí. Com o modelo de concessão, garantiremos a execução dentro dos prazos e padrões adequados. Também estamos trabalhando no arrendamento definitivo do Terminal de Contêineres, cujos estudos técnicos estão em fase final de conclusão”, destacou o secretário.
O conjunto de ações reforça o papel estratégico de Itajaí no sistema portuário nacional e o compromisso do Governo Federal com o desenvolvimento econômico de Santa Catarina.

“Com a criação da nova empresa pública, o Porto de Itajaí terá mais autonomia, mais investimentos e mais condições de continuar gerando emprego, renda e competitividade para Santa Catarina e para o Brasil”, concluiu Alex Ávila.

O superintendente João Paulo Tavares Bastos destacou que a nova fase representa um marco para o fortalecimento da gestão local e para o futuro do Porto:
“Itajaí vive um momento histórico. Com o apoio do ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, do secretário Alex Ávila e do presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, estamos consolidando uma nova era de autonomia e desenvolvimento. O Porto é de Itajaí, continua sendo comandado por quem vive e trabalha na cidade, e seguirá contribuindo para o crescimento de toda a região”, afirmou João Paulo.

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Portos

Portos brasileiros batem recorde de movimentação mesmo após tarifaço dos EUA

Mesmo após o tarifaço imposto pelos Estados Unidos, a movimentação portuária no Brasil registrou crescimento expressivo em agosto. Segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o volume de cargas movimentadas foi 7,8% superior ao do mesmo mês do ano anterior.
No acumulado entre janeiro e agosto de 2025, o país atingiu 914,8 milhões de toneladas, avanço de 2,8% em relação a 2024, consolidando um novo recorde histórico no setor.

Brasil redireciona exportações e supera restrições americanas

O relatório da Antaq aponta que o redirecionamento das rotas comerciais foi essencial para manter o ritmo das exportações após as sanções impostas pelos EUA. Em agosto, o volume exportado cresceu 3,2% em relação ao mesmo período do ano passado.
Destaque para o aumento das exportações destinadas à Índia (348%), México (97%), Argentina (50%) e China (12%), principal parceiro comercial do Brasil. Já as remessas para os Estados Unidos tiveram queda de 17%.

Confira a seguir um histórico das exportações brasileiras via contêineres nos oito primeiros meses do ano nos últimos quatro anos. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações de contêineres do Brasil | Jan-Ago 2022 a 2025 | TEU

“O recorde na movimentação de carga reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional. Estamos trabalhando para expandir o modal aquaviário, que gera mais empregos e renda para o povo brasileiro”, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

Portos privados lideram crescimento; Itajaí se destaca

De acordo com a Antaq, o avanço mais expressivo em agosto ocorreu nos terminais privados, com alta de 11%. Entre os portos públicos, o destaque foi Itajaí (SC), que apresentou impressionante crescimento de 412%, resultado da retomada das operações pelo Governo Federal.
No acumulado do ano, o porto catarinense dobrou o volume de 2024, alcançando 2,5 milhões de toneladas movimentadas.

Transporte de longo curso e cabotagem também batem recordes

O setor aquaviário registrou números inéditos em todas as modalidades: transporte de longo curso (exportação e importação) atingiu 95,4 milhões de toneladas; a cabotagem (entre portos brasileiros) somou 28,2 milhões de toneladas; e o transporte interior (portos fluviais) chegou a 8,1 milhões de toneladas. Esses resultados consolidam o crescimento sustentável do transporte marítimo no Brasil, mesmo diante de desafios externos.

Abaixo, um histórico das importações brasileiras via contêineres nos oito primeiros meses do ano nos últimos quatro anos. o gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Importações de contêineres do Brasil | Jan-Ago 2022 a 2025 | TEU

Granel líquido e petróleo impulsionam resultados

O granel líquido foi o tipo de carga com maior crescimento em agosto, registrando alta de 25%, o que representa 32,5 milhões de toneladas, o maior volume mensal já registrado.
Somente em petróleo e derivados, foram movimentadas 22,5 milhões de toneladas, avanço de 33,4% em comparação com o mesmo mês de 2024.
As exportações de minério de ferro cresceram 11,3% (42,2 milhões de toneladas), enquanto o milho teve alta de 3,4% (10,7 milhões de toneladas).

FONTE: Antaq
TEXTO: Redação
IMAGENS: Reprodução/Datamar News

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Summit Antaq reúne especialistas em Brasília para debater futuro da infraestrutura portuária brasileira

O Summit Antaq, realizado nesta quinta-feira (16) em Brasília, reuniu autoridades, especialistas e representantes do setor portuário para discutir os desafios e oportunidades da logística portuária nacional. O evento foi promovido pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) em parceria com o Grupo Tribuna, e abordou temas estratégicos para o desenvolvimento da infraestrutura portuária brasileira.

Governo reforça compromisso com investimentos e estabilidade regulatória

Na abertura do evento, o secretário-executivo do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), Tomé Franca, destacou o papel da pasta na criação de um ambiente mais favorável para atração de investimentos.

“O MPor tem atuado para aprimorar o marco regulatório e ampliar as parcerias institucionais, garantindo previsibilidade, segurança jurídica e estabilidade normativa, pilares essenciais para a expansão sustentável da infraestrutura portuária nacional”, afirmou Franca.

Projetos e leilões ampliam infraestrutura portuária

O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, participou do painel “O arranjo estrutural do Setor Portuário e Marítimo no Brasil” e reforçou a importância da articulação entre o governo, a Antaq e demais entidades para fortalecer a logística nacional.

Segundo Ávila, o Ministério de Portos e Aeroportos tem atualmente 60 projetos na carteira de concessões. Com os leilões previstos para 22 de outubro, mais da metade das metas do governo devem ser alcançadas.

“A prioridade é ampliar a infraestrutura logística, atrair novos investimentos e fortalecer a capacidade dos portos brasileiros de sustentar o crescimento econômico e o aumento das exportações”, destacou o secretário.

Diálogo entre governo e setor privado

Para Ávila, o Summit Antaq é um espaço essencial de integração entre governo, reguladores, operadores e investidores. O evento contribui para o alinhamento de estratégias, a discussão de desafios e o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao setor.

“Eventos como este trazem mais previsibilidade e transparência, além de estimular a inovação, a sustentabilidade e novos investimentos, que aumentam a competitividade dos portos brasileiros”, afirmou.

Discussões ampliam visão sobre o setor portuário

Além do painel sobre o setor portuário, o Summit Antaq contou com debates sobre regulamentação portuária, transportes aquaviários, hidrovias e modelos de concessão. As discussões reforçaram o papel do evento como um importante fórum para pensar o futuro da infraestrutura logística do Brasil.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jonilton Lima

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Leilão do canal portuário do Paraná é confirmado para o dia 22 pela B3

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) confirmou para o dia 22 de outubro o leilão do canal de acesso aos portos do Paraná, que será realizado na Bolsa de Valores (B3), em São Paulo. O certame, que já atraiu ao menos sete empresas interessadas, marca a primeira concessão de um canal portuário no Brasil e deve servir de referência para futuros projetos, incluindo o do Porto de Santos (SP), previsto para o primeiro semestre de 2026.

Investimento de R$ 1,2 bilhão e contrato de até 70 anos

O projeto prevê investimentos de R$ 1,2 bilhão ao longo de 25 anos de contrato, com possibilidade de prorrogação por até 70 anos. Entre as principais melhorias, está o aprofundamento do canal de Paranaguá, que passará de 13,3 metros para 15,5 metros até o quinto ano de concessão.

O contrato também inclui obras de alargamento da bacia de evolução, ampliação da área de fundeio, dragagem de manutenção, derrocagem, sinalização náutica, batimetria e monitoramentos ambientais.

Para comparação, o canal do Porto de Santos, o maior complexo portuário do Hemisfério Sul, exigirá cerca de R$ 6,45 bilhões em investimentos no mesmo período contratual e deverá atingir profundidade de até 17 metros.

DTA Engenharia contesta edital e cita riscos à soberania nacional

A DTA Engenharia, responsável por obras de dragagem no Porto de Paranaguá, apresentou uma impugnação formal ao edital no prazo final estipulado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Segundo o gerente jurídico da empresa, Renan Beloto, o documento não considera o cenário do mercado nacional de dragagem e ignora riscos à soberania e à segurança do país. Ele ressalta que o setor é dominado globalmente por cinco grandes grupos, em sua maioria subsidiados por governos estrangeiros — como China, Bélgica, Holanda e Luxemburgo.

A empresa também alertou para potenciais conflitos de interesse caso operadores portuários e empresas de dragagem façam parte do mesmo grupo econômico, o que poderia gerar restrição de acesso à infraestrutura e distorções concorrenciais entre terminais.

Antaq vai analisar impugnações e publicar decisão oficial

Em nota, a Antaq informou que sua área técnica avaliará todas as impugnações apresentadas e divulgará as decisões em seu site oficial, conforme o cronograma previsto no edital.

A Portos do Paraná, por sua vez, afirmou que não foi oficialmente comunicada sobre o pedido da DTA, já que o leilão está sob responsabilidade da Antaq.

Outros leilões no mesmo certame

O mesmo evento incluirá também o leilão do terminal RDJ07, no Porto do Rio de Janeiro, destinado à movimentação de cargas de apoio offshore, com investimentos estimados em R$ 99,4 milhões.

Outro destaque será o Terminal Marítimo de Passageiros (TMP), no Porto de Maceió (AL), que receberá R$ 3,7 milhões em aportes para construção de estação de passageiros e estacionamento, com contrato de 25 anos prorrogável.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Governo federal dobra valores de projetos de infraestrutura com incentivo fiscal no setor portuário

Os projetos incentivados com REIDI no governo Lula somaram R$ 28 bilhões, o dobro do total de projetos do período de 2019 a 2022. Em debêntures foram R$23 bilhões

O governo federal dobrou os valores de projetos de infraestrutura com incentivo fiscal, no setor portuário, beneficiados pelo Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (REIDI) e pelas debêntures incentivadas e de infraestrutura. O valor total de projetos do setor portuário incentivados por REIDI de 2023 a agosto de 2025 foi de R$ 28 bilhões, acima do valor total dos projetos do período de 2019 a 2023, que somou R$ 14 bilhões. No caso das debêntures, o valor desde 2023 chegou a R$23 bilhões, contra R$ 17 bilhões.

“Em menos de dois anos e meio do governo Lula, já ultrapassamos R$ 28 bilhões, mais que o dobro do período anterior”, disse o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ao fazer um balanço dos incentivos em evento realizado nesta quarta-feira (15), no Ministério. “Queremos acelerar cada vez mais os projetos aqui do ministério, porque isso dialoga com o fôlego fiscal das empresas e com a política pública de incentivo a novos investimentos”, complementou.

Na ocasião, o ministro entregou a empresários do setor certificados de participação nesses programas, que são ferramentas estratégicas do governo para atrair capital privado e acelerar a modernização e expansão dos portos em todo o Brasil. “Nosso objetivo é que essa política de crédito se torne uma política de Estado, garantindo previsibilidade ao setor produtivo”, reforçou Costa Filho.

O REIDI, criado pela Lei 11.488, de 2007, é um pilar na estratégia de fomento do governo. O programa concede incentivos fiscais com a suspensão da cobrança de PIS/Pasep e Cofins na aquisição de bens e serviços para obras de infraestrutura.

Já as Debêntures Incentivadas, regulamentadas pela Lei 12.431, de 2011, são títulos de dívida emitidos por empresas para financiar projetos de longo prazo. O mecanismo oferece incentivos fiscais aos investidores, tornando os projetos mais atrativos.

Presente no evento, Tomé Franca, secretário-executivo da pasta, destacou a importância dos projetos desenvolvidos pela pasta. “Estamos reforçando políticas que estimulam novos investimentos privados, tanto nos arrendamentos quanto nos terminais portuários. Essas iniciativas geram emprego, renda e fortalecem quem acredita no país e no setor portuário brasileiro”.

O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, falou sobre a melhoria da infraestrutura brasileira a partir de incentivos fiscais. “Esses avanços estão associados a políticas públicas consistentes e sólidas, que oferecem ao mercado segurança e instrumentos para investir, como o fortalecimento do Fundo da Marinha Mercante e os mecanismos de incentivos fiscais, como REIDI e debêntures. Nosso foco é permitir que o setor privado invista com confiança e solidez, ampliando a infraestrutura e o nível de serviço dos portos brasileiros”.

Investimento

Em 2024, o governo federal aprimorou o instrumento com a sanção da Lei 14.801, que criou as novas debêntures de infraestrutura, ampliando o potencial de atração de investimentos. Apenas no último ano (agosto de 2024 a outubro de 2025), R$ 3,7 bilhões em projetos portuários foram viabilizados por meio do programa.

A política de incentivos do Governo Federal reforça o papel do Estado como indutor do desenvolvimento, criando um ambiente de negócios seguro e atrativo para que a iniciativa privada invista na modernização da infraestrutura logística do país.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jonilton Lima/MPor

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