Portos

Portonave vence o Prêmio Expressão de Ecologia 2025 🏆

Mais de 7,2 milhões de litros de água foram reaproveitados em iniciativa sustentável na obra de adequação do cais, que rendeu o reconhecimento

Certificado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) como o mais importante reconhecimento ambiental do país no setor empresarial, o Prêmio Expressão de Ecologia atribuiu ao Terminal Portuário o título de vencedor da 31ª edição, na categoria “Conservação da Água”, pelo projeto “Economia Circular: Gestão Eficiente da Água na Obra do Cais da Portonave”.

A premiação foi entregue no Jurerê Beach Village, em Florianópolis, no último sábado (27). Pelo Terminal, o troféu foi recebido pelo diretor superintendente administrativo da Portonave, Osmar Castilho, o gerente de Segurança Patrimonial, Rodrigo Santa Rita e a especialista em Meio Ambiente, Edna Wisnieski.

O consumo de água é um dos grandes desafios na gestão ambiental da obra de adequação do cais. Por esse motivo, por iniciativa própria, a Companhia implementou alternativas sustentáveis para reduzir o uso excessivo. A medida, desenvolvida como parte do Plano de Monitoramento Ambiental da empresa, se baseia no conceito de economia circular. A ação inclui a captação da água da chuva e o reuso das águas residuárias — provenientes da lavagem de equipamentos e caminhões betoneira — para a umidificação das vias do canteiro de obras e do cais, com o objetivo de controlar a emissão de poeira.

O projeto foi executado entre agosto e dezembro de 2024. Nesse período, além de economizar cerca de R$ 50 mil em água potável, foram reaproveitados mais de 7,2 milhões de litros de água; sendo que, somente em agosto, o volume superou 1,64 milhão de litros.

Desafios ambientais 📊

Iniciada em janeiro de 2024, com investimento de aproximadamente R$ 1 bilhão, a obra do cais vai viabilizar a recepção de navios com até 400 metros de comprimento. Com a obra, a Portonave terá ganho de escalas, mais eficiência operacional e vai gerar mais oportunidades de emprego com os novos equipamentos. Além desses, a adequação do cais envolve outros números expressivos. Um deles é o volume total de concreto que será empregado no reforço do cais: 117 mil metros cúbicos. Os processos de produção e cura desse material exigem uma grande quantidade de água — entre 160 e 250 litros por metro cúbico. Em um cálculo simples, o consumo total para produzir todo o concreto da obra pode variar de 18,7 a 29,2 milhões de litros.

Toda a água utilizada nesse processo é proveniente do sistema público e de empresas privadas, que abastecem os reservatórios da obra com caminhões-pipa. Como parte das atividades de construção, o canteiro de obras dispõe de uma usina misturadora, responsável pela produção do concreto utilizado em toda a estrutura da obra, incluindo elementos pré-moldados, estacas, paredes diafragma e outros componentes. Assim, conforme a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), é necessário o uso da água potável para assegurar a qualidade do material.

Além da água utilizada nessa produção, é necessário realizar a lavagem constante dos equipamentos e caminhões betoneira a fim de evitar o acúmulo de resíduos e preservar a funcionalidade dos materiais.

O sistema bate lastro como solução sustentável ♻

Para solucionar o problema do desperdício de água, ao lado da usina misturadora, foi instalado um sistema de tratamento da água para ser utilizada na lavagem de equipamentos e veículos, conhecido como bate lastro. O sistema é composto por uma rampa e seis tanques de decantação em série, para os quais os efluentes são direcionados. Nesses tanques, ocorre a separação dos sedimentos: os sólidos em suspensão se acumulam no fundo, enquanto a água clarificada segue para as etapas seguintes de tratamento.

Depois de tratada, a água é bombeada para reservatórios com capacidade total de 60 mil litros, onde fica armazenada para reaproveitamento na limpeza das instalações do canteiro de obras e na umidificação das vias de circulação de veículos para evitar a dispersão da poeira.

Compromisso que se estende além da obra ✅

O reaproveitamento da água não se limita à obra do cais. O Terminal Portuário também aplica práticas permanentes voltadas à gestão eficiente dos recursos hídricos. Entre essas, estão os sistemas de captação de água da chuva instalados em dois pontos da Companhia: no prédio administrativo e na câmara frigorífica, Iceport. Cerca de 32% da água utilizada nas operações da Iceport são provenientes da captação de águas pluviais, principalmente destinadas às torres de resfriamento.

FONTE: Assessoria de Imprensa Portonave
IMAGENS: Assessoria de Imprensa Portonave

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Aumento do calado do píer Cattalini eleva capacidade para navios maiores

Ampliação do calado potencializa operações no Porto de Paranaguá

A Cattalini Terminais Marítimos concluiu a ampliação do calado do berço externo do seu píer privado, passando de 13,10 metros para 13,30 metros. Com o incremento de 20 centímetros, o terminal amplia sua capacidade para receber navios da classe LR1, que transportam volumes mais elevados de carga, e aumenta o potencial de movimentação em aproximadamente 1.500 toneladas de granéis líquidos por embarcação.

Lucas Guzen, diretor operacional e comercial da Cattalini, destaca que os investimentos realizados reforçam o compromisso da empresa em oferecer operações portuárias mais eficientes e competitivas.

“Nossos projetos de melhoria consolidam a Cattalini como parceira estratégica de nossos clientes e fortalecem o papel do Porto de Paranaguá como referência global. É um passo importante que combina inovação, segurança e competitividade, garantindo operações ágeis e confiáveis para todos os nossos parceiros”, afirma Guzen.

Homologação e segurança das operações

O aumento do calado foi formalizado pela Portaria nº 188/2025/APPA, que homologou o novo calado operacional do Canal de Navegação, Bacia de Evolução, berços de atracação comerciais e do berço externo do píer da Cattalini. A medida recebeu aprovação das Autoridades Marítima e Portuária, assim como da Praticagem de Paranaguá, assegurando condições de manobras seguras.

O calado refere-se à distância entre a linha d’água e a quilha do navio, ou seja, a parte mais baixa submersa da embarcação. O berço externo do píer comporta navios de até 229 metros e 70 mil DWT, enquanto o berço interno possui calado de 12,5 metros, preparado para navios de até 190 metros e 50 mil DWT.

Tecnologia e inovação no píer Cattalini

O terminal se destaca por um sistema de monitoramento de atracação a laser, inédito no Porto de Paranaguá, que registra dados durante a aproximação dos navios. O painel numérico informa em tempo real velocidade e distância do navio em relação ao berço, auxiliando práticos e rebocadores nas manobras com segurança e precisão. Semáforos com luzes verde, amarela e vermelha completam o sistema, orientando visualmente os limites de velocidade para a atracação.

Além disso, a estrutura possui dolfins, defensas, cabeços de amarração e cabrestantes, aumentando a capacidade de receber embarcações com maior carga.

No aspecto ambiental e meteorológico, o píer conta com Plataforma Sismo – Hidromares, que monitora correntes marítimas e ventos em tempo real, e com marégrafo homologado pelo Centro de Hidrografia da Marinha (CHM), integrado ao sistema Webpilots, que acompanha o nível das marés. A Plataforma Medusa – Argonáutica fornece previsões meteorológicas detalhadas com até sete dias de antecedência, auxiliando na programação de manobras e operações marítimas.

FONTE: Cattalini Terminais
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Cattalini Terminais

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Porto de Paranaguá realiza simulado contra tráfico de drogas com apoio da Guarda Portuária

Ação integrada reforça segurança no Terminal de Contêineres

A Unidade de Segurança da Portos do Paraná (UASP) e a TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, promoveram um simulado de combate ao tráfico de drogas. A operação realizada no último dia 24, contou com quatro cães farejadores e envolveu inspeções em bolsas, objetos diversos e cabines de caminhões.

De acordo com Vinicius Gomes dos Santos, coordenador de segurança e patrulha da UASP, a iniciativa tem como objetivo fortalecer a integração entre os terminais e as equipes de segurança. “A ideia é garantir resposta rápida e eficaz diante de qualquer ato ilícito na área alfandegada”, destacou. A simulação contou ainda com outro coordenador e cinco guardas portuários.

Operação no Gate reforça combate a ilícitos

A atividade foi realizada na área da TCP, próxima ao portão de acesso de veículos leves e ao Gate de caminhões. Para o gerente de Saúde, Segurança e Meio Ambiente da empresa, Kayo Zaiats, a ação reforça o alinhamento entre as equipes. “O treinamento fortalece a atuação conjunta, garantindo agilidade e eficiência na proteção da área portuária”, afirmou.  

Embora o exercício fosse simulado, algumas abordagens ocorreram de forma real. Motoristas que acessavam o terminal foram orientados a desembarcar enquanto os cães vistoriavam cabines e partes externas dos veículos. O terminal recebe mais de mil caminhões por dia para operações de carga e descarga.

Investimentos ampliam proteção no Porto

Nos últimos anos, a Portos do Paraná vem ampliando os investimentos em segurança. Desde 2022, foram inauguradas novas estruturas para a Guarda Portuária, incluindo central de monitoramento, guaritas no pátio de automóveis e no píer público. Também foram substituídos scanners de bagagem, adquiridas viaturas, armas semiautomáticas e instalado um novo sistema de radiocomunicação.

Duas lanchas – uma para fiscalização e outra para a Guarda Portuária – estão em fase final de fabricação após aquisição realizada em 2025.

Treinamentos e tecnologia reforçam atuação

Os profissionais de segurança recebem capacitações contínuas. Em novembro de 2024, três turmas concluíram o curso de renovação do porte de armas, com atividades teóricas e práticas. Após o treinamento, os agentes passaram a contar com equipamentos mais modernos, utilizados em situações específicas.

A atuação da Guarda Portuária também se estende além da área alfandegada. Durante a temporada de cruzeiros 2024/2025, foram instaladas 20 câmeras de vigilância no Complexo Mega Rocio, monitoradas 24 horas. Em casos suspeitos, a corporação aciona rapidamente a Receita Federal, Polícia Federal ou outros órgãos competentes. As bagagens dos passageiros também passam por scanner e inspeção com cães farejadores antes do embarque.

Infraestrutura da TCP ganha modernização

A TCP vem investindo em tecnologia para aprimorar o controle de acesso e a fiscalização. Em 2024, a empresa finalizou a modernização do Gate com investimento superior a R$ 30 milhões. Foram implantados sistemas de automação, reconhecimento ótico de caracteres (OCR) e totens biométricos para motoristas, agilizando a entrada e saída de veículos.

Atualmente, o terminal opera com mais de 400 câmeras de monitoramento, 13 postos de vigilância armada 24 horas, sistema de alarme contra invasões e dois scanners que fiscalizam todas as cargas movimentadas.

Simulados são prática constante no porto

A Portos do Paraná realiza simulações regularmente para aprimorar os protocolos de emergência. Em maio, uma ação em Paranaguá simulou um acidente envolvendo trem, ônibus e automóvel. O exercício foi coordenado pelo 8º Grupamento de Bombeiros Militares, com participação da Portos do Paraná, SAMU Litoral, Guarda Civil Municipal, Polícia Militar, Defesa Civil e Rumo Logística.

Nesse tipo de ocorrência, a autoridade portuária é responsável por acionar as empresas que integram o Plano de Ajuda Mútua (PAM) para apoiar o atendimento e reduzir impactos.

FONTE: Portos do Paraná 
TEXTO: REDAÇÃO
IMAGENS: DIVULGAÇÃO/TCP

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Governo federal prorroga contrato da JBS Terminais no Porto de Itajaí

Medida estende arrendamento transitório até o futuro leilão do porto

O contrato de arrendamento transitório da JBS Terminais no Porto de Itajaí foi prorrogado pelo Ministério dos Portos neste mês. Ao DIARINHO, o órgão informou que o prazo de prorrogação é de até dois anos ou até o futuro leilão do porto, previsto para 2026, valendo o que acontecer primeiro.

O aditivo contratual foi assinado no dia 11 de setembro pelo secretário nacional de Portos, Alex Sandro de Ávila; o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Frederico Carvalho Dias; o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini; e os diretores da JBS Terminais, Aristides Russi Júnior e Roberto Carlos Morgan Castagnaro.

“O motivo [da prorrogação] é garantir a operação e alinhar a operação do arrendamento transitório ao que está sendo modelado para a licitação de longo prazo. O projeto do leilão está qualificado no PPI [Programa de Parcerias de Investimentos] e prevê a operação integrada das áreas do Porto de Itajaí por um único arrendamento”, informou o Ministério dos Portos.

A decisão leva em conta a liberação de novas áreas do Porto de Itajaí para a movimentação de contêineres, com previsão de novos investimentos pela JBS.

“O contrato prevê o valor a ser pago por metro quadrado e o valor a ser pago por contêiner movimentado. Logo, conforme deliberado pela Antaq, os ganhos operacionais decorrentes dos aditivos refletirão em maior remuneração à autoridade portuária”, ressaltou o ministério.

O contrato transitório vem desde dezembro de 2023, com dois anos de duração. A prorrogação era prevista diante das mudanças no projeto de leilão do porto, que foi separado da concessão do canal portuário, em modelo inédito do Brasil. Pelo cronograma, o edital do canal portuário será lançado primeiro, com chance de sair ainda neste ano. Já o leilão do terminal é previsto no primeiro semestre de 2026.

A ampliação do contrato também era solicitada pela empresa devido à mudança de titularidade do arrendamento, inicialmente com a Mada Araújo e depois sob o comando da Seara, do grupo JBS.

Um ano em operação

A empresa passou a operar como JBS Terminais em setembro de 2024. Já a movimentação de contêineres com linhas regulares começou, na prática, em outubro, marcando a volta das operações no terminal após quase dois anos de crise.

Desde então, a empresa vem alavancando a movimentação, sendo destaque nacional na recuperação do porto. A JBS Terminais já passou a marca de 200 mil TEUs (unidade padrão de contêiner) operados em Itajaí. Neste ano, até julho, segundo dados da Superintendência do Porto, foram 168 mil TEUs. Julho foi o melhor mês do período, com 34.256 TEUs. A empresa projeta alcançar e bater a meta mensal de 44 mil TEUs.

Para isso, desde julho a JBS detém o controle de todas as áreas operacionais do porto, conforme autorização da Antaq e oficialização do Ministério dos Portos. A gestão única serve como “modelo-piloto” do projeto de arrendamento definitivo do terminal, que prevê uma empresa tocando o porto todo, e traz mais de R$ 130 milhões de investimentos pro terminal, segundo a empresa.

Fonte: Diarinho

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Porto de Paranaguá amplia linhas marítimas de veículos com chegada do Neptune Hellas

Esta é a quinta linha marítima de veículos em Paranaguá, que amplia atratividade do Porto para o setor automotivo

O Porto de Paranaguá foi o primeiro do Brasil a receber o navio Neptune Hellas, do armador grego Neptune Lines. A embarcação Ro-Ro (Roll on- Roll off), especializada no transporte de veículos e cargas rolantes, fez sua primeira viagem fora da Europa. O navio passou pela Argentina e chegou a Paranaguá na última quarta-feira (24). A rota inclui ainda paradas em Santos e no Rio de Janeiro.

“É um novo serviço que coloca Paranaguá, mais uma vez, na rota de diferentes segmentos. É mais uma linha de navios de veículos atracando por aqui”, enfatizou o diretor de Operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira.

Esta é a quinta linha fixa de veículos do Porto de Paranaguá, ampliando o leque de opções entre Brasil e outros países. “Há anos tínhamos o interesse de integrar o mercado da América do Sul, especialmente no Mercosul. Começamos esta linha com uma embarcação, mas vamos trazer outras. Estamos aqui para ficar, não apenas de passagem”, destacou o consultor da Neptune Lines, Eric Berthelot.

A posição estratégica do Porto, próximo a diversas montadoras de veículos, foi uma das principais vantagens. “O Porto de Paranaguá é muito atrativo em termos de organização e oferece muitos incentivos aos próprios armadores, com facilidade de acondicionamento das cargas, se comparado a outros portos. Paranaguá sabe muito bem como atrair empresas de navegação”, complementou Berthelot.

O navio Neptune Hellas trouxe 355 carros para desembarque e recebeu outros 201 veículos para exportação. A movimentação foi realizada pela empresa Ascensus Gestão e Participações, responsável por uma das áreas reguladas do Porto Organizado (PAR), com 74,1 mil m² e capacidade estática para 4 mil veículos.

“O Paraná consegue oferecer benefícios, inclusive fiscais, para as indústrias, incentivando as exportações. Outra vantagem é ter um porto com um berço dedicado exclusivamente aos navios Ro-Ro”, destacou o representante comercial da Ascensus Paranaguá, Wagner Giorgino.

A área utilizada pela Ascensus é um dos oito espaços de arrendamento, denominados PARs, já regularizados pela Portos do Paraná. As regularizações de áreas, realizadas por meio de leilões na Bolsa de Valores do Brasil (B3), começaram em 2019, ano em que a Autoridade Portuária obteve autonomia administrativa para conduzir os certames, que somam mais de R$ 3,7 bilhões em investimentos. Com os leilões, todas as áreas da Portos do Paraná foram regularizadas, tornando a empresa a primeira autoridade portuária do Brasil a alcançar esse feito.

Neste início, as viagens do Neptune Hellas serão mensais, mas a expectativa da empresa é aumentar a frequência. “Estamos trabalhando para duplicar essa presença. Em alguns meses teremos, pelo menos, duas atracações mensais em Paranaguá”, adiantou Berthelot.

Sobre a Neptune Lines

A Neptune Lines é líder no transporte de veículos na Europa, dedicada ao short sea shipping (transporte marítimo de curta distância). A empresa atua em 3 mil portos, movimentando cerca de 2 milhões de veículos por ano.

Um dos navios da frota é o Neptune Hellas, que possui 168,06 metros de comprimento, 28,03 de largura e capacidade para transportar de 2.800 a 3.200 veículos em seus porões. É uma embarcação moderna e sustentável: a pintura especial dos cascos, por exemplo, reduz o atrito com a água e, consequentemente, o consumo de combustível.

Outra curiosidade é a aparência do navio, que traz elementos da tradição mediterrânea, como talismãs e amuletos de proteção. Em cada face do casco há um olho grego, símbolo que, segundo a crença, protege contra energias negativas e atrai sorte para os negócios.

Assim que atracou, o capitão do navio, Denyo Atanasov, recebeu uma panóplia (placa) com o brasão da Portos do Paraná, em homenagem à primeira atracação no Porto e no país. Na partida rumo a Santos, o capitão retribuiu a recepção com uma salva de apitos, conforme a tradição marítima, agradecendo as boas-vindas.

Fonte: Portos do Paraná

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Portos

Cade se manifesta sobre riscos de concentração em novo terminal do Porto de Santos

Conselho emitiu um parecer técnico sobre a licitação do Tecon Santos 10 afirmando que haveria riscos concorrenciais em eventual concessão do novo terminal a agentes que já atuam no Porto de Santos

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) emitiu um parecer nesta quarta (24) em favor das decisões da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) sobre o processo licitatório do novo terminal de contêineres Tecon Santos 10, no Porto de Santos.

A Antaq restringiu a participação de operadores que já atuam no porto no edital do novo terminal, que deverá ser o maior do país e terá contrato de arrendamento de até 70 anos. 

Essa decisão foi questionada na Justiça por uma operadora do Porto de Santos, a Maersk Brasil. Nesta semana, a Justiça negou um mandado de segurança impetrado pela empresa. A Maersk afirmava que inclusão das restrições no edital deveria ter sido submetida à nova audiência e consulta públicas, mas a Justiça entendeu que o tema foi contemplado nas audiências anteriores. 

Chamado a se pronunciar sobre as questões concorrenciais no âmbito da licitação, o Cade afirmou que as definições da Antaq são cabíveis dentro da legislação e regulação vigentes e que os riscos concorrenciais vão depender diretamente do player que vencer o processo competitivo.

Segundo o conselho, a “eventual concessão do Tecon Santos 10 a agentes econômicos que já atuam no mesmo mercado relevante ou a ainda agentes econômicos que atuam em outros elos da cadeia” possuem “riscos de natureza concorrencial”.

Um dos riscos caso o vencedor da concessão já detenha participação significativa em outros terminais de contêineres no Porto de Santos, diz o Cade, é a possibilidade de  concentração de capacidade de movimentação de carga e armazenagem alfandegada. Isso poderia resultar, segundo o órgão, “menor pressão por redução de preços ou melhoria na qualidade dos serviços”. 

Outro ponto relevante, segundo o parecer técnico, diz respeito às barreiras de entrada. 

“A concessão para exploração de um terminal exige investimentos elevados, cumprimento de exigências regulatórias e infraestrutura complexa, fatores que poderiam dificultar o ingresso de novos competidores no curto prazo”, afirma o Cade. “Todos esses fatores podem repercutir diretamente nos preços e na qualidade do serviço oferecido ao usuário final, de modo que importadores, exportadores e demais clientes dos serviços portuários podem enfrentar tarifas mais elevadas, menor variedade de serviços e queda no nível de qualidade.”

O Conselho afirma, no entanto, que seu parecer técnico é apenas uma análise em linhas gerais e que não pode confirmar, neste momento, “efeitos líquidos negativos à concorrência da participação dos atuais incumbentes do Porto de Santos.” Segundo o Cade, uma “avaliação definitiva sobre os impactos concorrenciais” só seria possível com um exame detalhado em um contexto de uma análise de concentração econômica — e o caso em questão não constitui um ato de concentração econômica de notificação obrigatória. A licitação do terminal é um ato de concessão outorgado pelo Poder Público, não uma das hipóteses que obrigatoriamente provocam a atuação do Cade, como fusões entre empresas anteriormente independentes, incorporações, aquisição de controle ou de partes de empresa etc. 

No entanto, o Cade concluiu que cabem à “Antaq e ao poder concedente a definição do modelo de concessão que melhor atenda aos interesses públicos setoriais” e que a decisão tomada pela agência regulatória de restringir a participação de atuais incumbentes no processo licitatório é totalmente cabível “dentro do framework legal e regulatório vigente”. 

O novo terminal

O leilão do novo terminal, o Tecon Santos 10, tem gerado expectativa em todo o setor portuário. Terá um investimento estimado de R$ 6,45 bilhões, o maior investimento portuário da história do Brasil, e um contrato com prazo inicial de 25 anos, podendo ser aumentado para 70 anos.

A necessidade de um novo terminal para evitar a saturação do porto, que é o maior da América Latina, é considerada urgente pelo governo. Sem a obra, o Porto de Santos deve esgotar sua capacidade de receber cargas até 2028.

A realização de uma nova audiência arrastaria o processo licitatório do novo terminal — que tem a previsão de aumentar em até 50% a capacidade de movimentação de contêineres do porto. E a possibilidade de concentração de mercado na mão de grandes conglomerados é uma preocupação das autoridades portuárias e de observadores do setor.

Fonte: Jota

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Porto de Imbituba movimenta mais de 5 milhões de toneladas até agosto de 2025

O Porto de Imbituba registrou movimentação de 5,12 milhões de toneladas de cargas entre janeiro e agosto de 2025, com 216 navios atracados no período. Os dados mantêm o terminal entre os principais complexos logísticos de Santa Catarina.

As exportações somaram 1,97 milhão de toneladas, com destaque para coque calcinado, coque não calcinado e farelo de milho. As importações chegaram a 2,14 milhões de toneladas, puxadas por hulha betuminosa, sal e insumos industriais.

Na cabotagem, foram embarcadas 451,2 mil toneladas e desembarcadas 120 mil toneladas. Já o transbordo alcançou 47,2 mil toneladas embarcadas e 39 mil desembarcadas. Os granéis sólidos representaram 76% do total movimentado. Os contêineres apresentaram crescimento, com mais de 890 mil toneladas movimentadas até agosto.

Segundo a SCPAR Porto de Imbituba, investimentos em infraestrutura, dragagem, ampliação de cais e digitalização devem ampliar a atratividade do terminal. A previsão é que o porto ultrapasse 7 milhões de toneladas até o final de 2025.

Além do impacto econômico, o crescimento das operações tem gerado empregos diretos e indiretos e impulsionado os setores de logística e serviços na região. Entre janeiro e agosto, as exportações e importações movimentaram mais de US$ 1,13 bilhão, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Fonte: SC em Pauta

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Portonave é reconhecida internacionalmente por redução nas emissões de gases poluentes

11ª Edição do Prêmio Marítimo das Américas premiou os avanços da empresa em gestão ambiental portuária, sendo o único terminal portuário do Brasil a receber o prêmio

No ano em que celebra 18 anos de operações, a Portonave, primeiro terminal portuário privado de contêineres do país, foi destaque na cerimônia do Prêmio Marítimo das Américas 2025, realizado pela Comissão Interamericana de Portos (CIP) da Organização dos Estados Americanos (OEA), no Peru. Vencedora na categoria Operações Portuárias Verdes e Gestão Sustentável, com o projeto “Transição Energética na Atividade Portuária e seu Impacto na Redução de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE)”, a Companhia foi reconhecida pelas boas práticas no segmento portuário nas Américas.

O transporte marítimo representa aproximadamente 3% das emissões globais, segundo a Organização Marítima Internacional (IMO). Com o objetivo de contribuir para um setor mais limpo, a Companhia está alinhada à visão de desenvolvimento sustentável de sua acionista, a Terminal Investment Limited (TiL), e adota ações estratégicas para isso. A Portonave é certificada no Sistema de Gestão Ambiental (ISO 14001) e, desde 2010, faz o monitoramento das emissões de GEE, com base no Greenhouse Gas (GHG) Protocol, referência mundial na verificação e qualificação de organizações.

Entre 2015 e 2024, houve uma redução de 63% nas emissões de gases poluentes nas operações do terminal – o equivalente a aproximadamente 79 mil toneladas de carbono. Um passo importante foi, em 2016, a eletrificação dos 18 guindastes para movimentação de contêineres, os Rubber Tyred Gantries (RTGs), que passaram a operar com energia elétrica – uma redução de 96,5% nas emissões de GEE. Outros investimentos em equipamentos ecológicos – como empilhadeiras – e em fontes de energia renovável – placas solares – também são permanentes.

Recentemente, a Companhia anunciou a compra de equipamentos 100% elétricos, que totalizam R$ 439 milhões: dois novos guindastes para movimentação de cargas nos navios, os Ship-to-Shore (STS) Cranes, mais 14 guindastes eletrificados para as operações no pátio de contêineres, os Rubber Tyred Gantry (RTGs), uma empilhadeira elétrica e dois novos Scanners para inspeção de cargas.

Por serem elétricos, os novos equipamentos contribuem para a redução do uso de combustíveis fósseis e das emissões de GEE. A empilhadeira e os Scanners já iniciaram as operações, enquanto os demais equipamentos têm previsão de chegada para o próximo ano.

Atualmente, a Portonave realiza a Obra de Adequação do Cais para receber navios maiores, de até 400 metros de comprimento, ter mais eficiência operacional e preparar a estrutura para a instalação do sistema shore power. Esse sistema possibilitará que os navios atracados recebam energia elétrica, o que contribuirá consideravelmente para operações mais limpas – uma tecnologia inédita entre os portos brasileiros. Com isso, o Terminal Portuário unirá operações eficientes e de excelência ao crescimento sustentável do setor.

Zero emissões indiretas até 2027 🚫

Outra prática, alinhada à pauta climática, é a aquisição de energia renovável. De 2022 a 2024, foram adquiridos certificados de energia renovável (I-REC), que, somados, correspondem a 199.744 MWh (unidade de energia). Para os próximos anos, a Companhia já fechou contratos de compra de energia renovável certificada, garantido zero emissões no Escopo 2 até 2027.

Parcerias pelo futuro sustentável 🌏

Como membro da Aliança Brasileira para Descarbonização de Portos, iniciativa que surgiu de uma parceria entre o Porto de Itaqui e o Valencia Ports, a Portonave busca soluções integradas por meio da colaboração de diversos atores nacionais e internacionais, como outros portos e empresas. Também, realiza um levantamento sobre os riscos das mudanças climáticas na infraestrutura portuária, que inclui a elaboração de um plano de ação, em parceria com a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) – com publicação prevista para este segundo semestre.

Desempenho por TEU movimentado 🚢

O Terminal Portuário possui um indicador próprio para avaliar seu desempenho em relação às emissões, o Indicador de Pegada de Carbono, que considera as toneladas de carbono equivalente (tCO₂e) por TEU (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) movimentado. No ano passado, alcançou seu menor índice (0,003 tCO₂e/TEU), uma redução de 80% em relação a 2015 (0,016 tCO₂e/TEU).

Sobre o prêmio 🏆

Criado em 2014, o Prêmio Marítimo das Américas, organizado pela Comissão Interamericana de Portos (CIP) da Organização dos Estados Americanos (OEA), reconhece iniciativas de destaque no segmento portuário em sustentabilidade e inovação. Neste ano, o reconhecimento das melhores práticas foi destinado a três categorias: Gestão de Riscos de Desastres, Operações Portuárias Verdes e Gestão Sustentável e Relação Porto-cidade.

Sobre a Portonave ✅

A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, são 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. No ranking nacional, a Portonave, em 2024, esteve entre os três portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso, sendo o primeiro em Santa Catarina, de acordo com o Datamar. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e investe permanentemente em projetos que visam desenvolver a comunidade.

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Em congresso da OAB, Ministério de Portos e Aeroportos destaca ações de segurança nos portos brasileiros

Durante o II Simpósio de Direito e Segurança Pública nos Portos, em Brasília, a pasta apresentou políticas e iniciativas voltadas à segurança e à eficiência das operações portuárias

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) apresentou, nessa terça-feira (23) em Brasília, as ações tocadas pela pasta para contribuir com a segurança nos portos brasileiros durante o II Simpósio de Direito e Segurança Pública nos Portos. O evento foi promovido pela Comissão de Direito Portuário da OAB/DF e a Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Conportos). Representando o Ministério, participaram do evento o Secretário Nacional de Hidrovias e Navegação, Dino Antunes, o diretor de Políticas Setoriais, Planejamento e Inovação, Tetsu Koike, e a coordenadora-geral de Navegação Marítima, Bruna Roncel.

Durante o painel “A primeira concessão hidroviária do Brasil e os possíveis gargalos relacionados à segurança pública”, o secretário Dino Antunes enfatizou o papel estratégico das hidrovias. “Nosso objetivo é estruturar políticas públicas que integrem desenvolvimento logístico e segurança, garantindo operações eficientes, protegendo vidas, bens e o meio ambiente, e destacando a importância de garantir maior presença do Estado nas hidrovias. Essas políticas consolidam um modelo de gestão hidroviária moderno, sustentável e seguro”, afirmou.

O painel foi mediado por Bruna Roncel, que destacou os avanços recentes das políticas públicas e da estruturação do Estado para desenvolver o setor aquaviário brasileiro, como a criação da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e a regulamentação do Programa BR do Mar. “O desafio das concessões é garantir que esse avanço venha acompanhado de segurança pública e segurança jurídica, unindo investimentos privados, eficiência operacional e proteção de pessoas, bens e do meio ambiente”, disse.

No painel “O uso da tecnologia e inovação como instrumentos de proteção e monitoramento dos portos”, Tetsu Koike apresentou iniciativas do MPor desde 2013 e ressaltou a importância da cooperação entre órgãos como a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Marinha, Receita Federal, Autoridades Portuárias, Polícia Federal e Guarda Portuária. “A participação das empresas privadas é crucial para um ambiente compartilhado de informações que apoie o combate a atividades criminosas”, analisou.

A ação coordenada entre os órgãos intervenientes foi apontada, durante o simpósio, como fundamental para o combate ao tráfico de drogas, contrabando, aos crimes transnacionais e ameaças cibernéticas. “É crucial a participação neste debate das empresas privadas que operam nos portos para que tenhamos um ambiente compartilhado de informações que ajude os órgãos de segurança pública no combate às atividades criminosas”, declarou o diretor.

Entre as medidas em vigor no MPor, Koike destaca programas como Porto sem Papel e as Caravanas da Inovação. “São programas que contribuem com a integração de sistemas e desenvolvem a cultura da inovação nos portos, tocando o problema da segurança pública”, acrescentou. O diretor também destacou a necessidade de acompanhar a discussão do PL 733/2025, em tramitação no Congresso Nacional. “O Mpor participa das discussões do projeto, que introduz novos dispositivos legais que favorecem a segurança portuária a partir da modernização do marco regulatório”.

Além de Ministério de Portos e Aeroportos, autoridades portuárias e representantes de associações e entidades participaram do simpósio. Compuseram o painel a superintendente de ESG e inovação da Antaq, Cristina Castro; o representante da Receita Federal na Conportos, Cleiton Alves dos Santos; o presidente executivo da Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados, Angelino Caputo; e a diretora de Inovação e Transformação Digital do Porto de Suape (PE), Adriana Martin. A mediação foi da secretária-geral adjunta da Comissão de Direito Portuário e Marítimo da OAB/DF, Nathália Fritz.

Fontes:
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

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Investimento, Portos

Com investimentos de R$ 436 mi, portos de Santa Catarina terão operações ampliadas

Estado possui seis portos públicos e privados; objetivo é fortalecer a infraestrutura portuária local

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, esteve nesta terça-feira (23) no Porto de São Francisco do Sul para participar da cerimônia de assinatura da ordem de serviço da dragagem da Baía da Babitonga e da celebração dos investimentos nos portos de Santa Catarina (SC). O pacote de obras e autorizações somam R$ 436,6 milhões em investimentos destinados ao fortalecimento da infraestrutura portuária no Estado.

Atualmente Santa Catarina possui seis portos, sendo Itajaí, São Francisco do Sul e Imbituba, públicos; e Itapoá, Portonave e Teporti, privados estratégicos, voltados à atividade pesqueira e a cargas específicas.

Com forte vocação para a movimentação de contêineres, cargas gerais e granel, o sistema portuário catarinense desempenha papel central no comércio exterior brasileiro, conectando a produção regional e nacional a importantes mercados internacionais.

Entre investimentos públicos e privados, o estado de Santa Catarina conta hoje com mais de R$ 5,3 bilhões, conforme enfatizou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. “O estado de Santa Catarina é dos que mais cresce no Brasil. É um novo hub de desenvolvimento para o setor portuário nacional. Hoje nós temos seis portos estratégicos e chegaremos a oito portos nos próximos anos. Isso será fundamental para que a gente possa ampliar as nossas operações do setor portuário aqui no Estado”, afirmou o ministro.

Costa Filho ainda reforçou que o setor portuário catarinense vive um amplo crescimento. “Tivemos um crescimento em mais de 10% no setor. Um crescimento exponencial na operação de contêineres, mais de 20% das operações de contêineres no Brasi passam aqui pelos portos de Santa Catarina”, completou.

Dados apurados pelo Ministério de Portos e Aeroportos apontam que, entre janeiro e julho de 2025, os seis terminais movimentaram 16,8 milhões de toneladas: 10,5 milhões em São Francisco do Sul, 4,2 milhões em Imbituba e 2,1 milhões em Itajaí.

Baía da Babitonga

Durante visita ao estado catarinense, Silvio Costa Filho fez um sobrevoo a Baía da Babitonga para observar as instalações do Porto de São Francisco e Porto de Itapoá.

“Chegamos na cidade de São Francisco do Sul para o anúncio de um conjunto de investimentos para melhorar a infraestrutura do setor portuário em Santa Catarina. É um estado que cresce muito, gerando emprego, gerando renda, movimentando a economia. Hoje, Santa Catarina tem mais de R$ 20 bilhões de investimentos do PAC, do Governo Federal e só no setor portuário são mais de R$ 10 bilhões em investimentos públicos e privados”, destacou o ministro.

Ao lado do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, o ministro assinou a Ordem de Serviço de Dragagem da Baía da Babitonga, que receberá mais de R$ 300 milhões dentro do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para garantir segurança à navegação, eficiência logística e ampliar a capacidade operacional do porto. O prazo previsto para execução é de dez meses.

O governador Jorginho Mello reforçou que a dragagem da Baía da Babitonga vai transformar o ecossistema do Estado. “Não tenho dúvida que a iniciativa privada está dando um pontapé decisivo no crescimento e desenvolvimento”, disse sobre os investimentos no setor.

A obra permitirá o atendimento a embarcações de maior porte, aumentando a competitividade e assegurando o fluxo com mais eficiência e segurança.

O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, comentou sobre a importância do conjunto e união entre as esferas governamentais para a ampliação da competitividade e benefício logístico para o Estado.

“Acredito que o mais simbólico de tudo é realmente o elemento da unidade. A união de esforços do Governo Federal, Governo Estadual, agência reguladora para poder chegar num objetivo comum que é trazer o benefício logístico e elevar a qualidade e o nível de serviço dos nossos portos de Santa Catarina”, pontuou.

O presidente da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Frederico Dias, explicou que o sucesso movimentação portuária no estado de Santa Catarina é fundamental para a iniciativa privada continuar investindo no setor.

“O empresário espera ambiente de negócio sadio, segurança jurídica e as agências reguladoras são importantes para poder preservar e esse ambiente. Estamos aqui vendo o melhoramento de acesso aquaviário, o melhoramento dos acessos terrestres e o que a gente precisa é da união do setor privado, com o Governo do Estado, com o Governo Federal para melhorar a vida da população, baratear os produtos, reduzir o custo do Brasil”, disse.

Porto de Imbituba

Outro destaque é a manutenção e o reforço do molhe de Imbituba, que contará com R$ 87 milhões em recursos do Governo Federal. As obras têm prazo estimado de 18 meses e visam aumentar a proteção e eficiência da infraestrutura local.

Também em Imbituba, os aportes incluem R$ 17 milhões para o acesso rodoviário sul e R$ 14 milhões para o acesso rodoviário norte.
Além disso, serão liberados investimentos para melhorar os acessos rodoviários aos portos catarinenses. No Porto de São Francisco do Sul, R$ 12,6 milhões serão destinados à melhoria da infraestrutura viária.

O pacote também contempla outros investimentos estratégicos. Serão destinados R$ 4,3 milhões para a contratação do Plano Estadual de Logística e Transportes (PELT), em parceria com a INFRA S.A. O estudo terá papel fundamental no planejamento integrado da infraestrutura, com foco no escoamento de cargas e no desenvolvimento logístico do estado.

Além da construção de um novo posto avançado da Marinha do Brasil em Imbituba, que contará com R$ 2,2 milhões em recursos. A unidade reforçará a presença da autoridade marítima na região, ampliando a segurança das operações e o monitoramento do tráfego aquaviário.

Fontes:
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

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