Portos

Tripulante chinês morre no Porto de Santos após acidente com guindaste

Acidente ocorreu durante manutenção de equipamento

Um tripulante chinês de 35 anos morreu na noite de segunda-feira (29) após ser atingido por um cabo que se rompeu durante a manutenção de um guindaste de bordo no Porto de Santos. O acidente aconteceu por volta das 22h45, quando o cabo se soltou e atingiu o rosto da vítima, segundo informações da Autoridade Portuária de Santos (APS).

Navio descarregava sal a granel

A vítima estava a bordo do navio Forever SW, atracado na Margem Direita do porto para o desembarque de sal a granel. Testemunhas relataram que, mesmo após o impacto e o socorro ao tripulante, parte da operação portuária seguiu em andamento.

Pouco depois, o grabi — equipamento usado para movimentar cargas a granel — também caiu, mas não atingiu nenhum trabalhador. O episódio gerou preocupação, já que a área registra intensa movimentação de veículos e pessoas.

Perícia e investigação foram iniciadas

A Capitania dos Portos enviou peritos ao local para apurar as circunstâncias do acidente e instaurar o Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN). Em nota, a Marinha lamentou o ocorrido e manifestou solidariedade aos familiares e colegas da vítima.

A APS confirmou que o caso foi registrado no 7º Distrito Policial de Santos e que a investigação será conduzida pela Marinha do Brasil. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) também foi acionada e deve fornecer novas informações em breve.

FONTE: Página 3
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Página 3

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Com grandes planos, Pecém terá aportes de R$ 2,5 bilhões

Perto de completar 25 anos, o Porto de Pecém iniciou neste ano uma nova rodada de investimentos para ampliar sua capacidade e, principalmente, se preparar para diversificar de forma significativa sua área de atuação. Ao todo, nos próximos anos, todo o complexo de Pecém – que inclui uma zona industrial e uma zona de processamento de exportação (ZPE) – terá investimentos de quase R$ 2,5 bilhões em sua infraestrutura, tanto com recursos do próprio porto como de empresas que passarão a usar seus terminais. “Esse é um momento muito importante para Pecém, estamos expandindo e, o principal, estamos cada vez mais diversificando nossas operações. Temos muito espaço para crescer”, diz Maximiliano Quintino, o presidente do Porto de Pecém.

O espaço para crescer não é uma figura de linguagem usada por Max, como gosta de ser chamado o executivo, que assumiu Pecém na virada de 2024 para 2025. O complexo dispõe de uma área de 190 quilômetros quadrados para expansão tanto das operações portuárias quanto de seu complexo industrial, algo como 26 mil campos de futebol padrão Fifa colocados lado a lado. “Esse é nosso grande trunfo, essa capacidade de expansão enorme que temos. Não sei se há algum porto brasileiro com tanta capacidade de crescer”, diz ele, aí se referindo também à ampliação de movimentação em seus terminais.

No ano passado, Pecém movimentou 19,6 milhões de toneladas, com um crescimento expressivo de quase 15%, mas ainda distante dos 22 milhões de toneladas que movimentou em 2022, seu recorde histórico. Neste primeiro semestre o porto voltou a crescer, com incremento de 10% sobre a movimentação registrada no primeiro semestre de 2024. Com isso, Pecém, um dos portos mais novos do país, já figura entre os 10 maiores terminais privados de cargas e entre os 20 maiores portos do Brasil. Hoje, Pecém é administrado pelo governo do Ceará, que detém 70% de suas ações, em parceria com o Porto de Roterdã, dono dos 30% restantes.

Entre os investimentos programados estão cerca de R$ 1,2 bilhão que o porto está usando para ampliar sua capacidade de movimentação, como a construção de uma expansão de 350 metros no terminal de uso múltiplo, por onde passam os contêineres, um dos segmentos que mais crescem no porto. Só neste primeiro semestre, a movimentação de contêineres avançou 37,5%, resultado da abertura de novas rotas para a China. “Essas obras também permitirão que ampliemos nosso calado, que já é bastante bom, e possamos receber navios ainda maiores”, diz Quintino.

Dentro desse pacote de investimentos, Pecém, em parceria com a distribuidora Dislub Equador, está investindo mais de R$ 400 milhões na construção de um terminal de armazenamento e distribuição de combustíveis. O projeto prevê que o porto possa armazenar 130 milhões de litros de combustíveis em seu complexo. Ao mesmo tempo, a Supergasbras está investindo R$ 1,2 bilhão em um novo terminal de gás liquefeito de petróleo (GLP) e área de armazenagem com capacidade de 62 mil toneladas.

“A partir de 2028 nós daremos um salto na nossa movimentação de cargas com a chegada da Transnordestina, que nos informou que no primeiro ano espera movimentar algo como 6 milhões de toneladas”, diz Max. “Imaginamos que em poucos anos estaremos movimentando 20 milhões de toneladas por Pecém”, afirma Tufi Daher, presidente da Transnordestina Logística, a subsidiária da CSN que constrói a ferrovia e tem direito de operá-la até 2057.

Mas todos esses números parecem pequenos perto das promessas de investimentos das companhias que estão chegando para instalar gigantescos data centers em Pecém para atender as empresas de tecnologia que atuam com inteligência artificial. Só a Casa dos Ventos tem projetos da ordem de R$ 150 bilhões para a construção de um complexo de data centers em Pecém. “Isso promete transformar o Ceará, o investimento em data centers vai colocar o Estado na liderança desse segmento e com capacidade de atender o mercado americano por conta de sua proximidade”, diz o presidente da Federação das Indústrias do Ceará e vice-presidente da CNI, Ricardo Cavalcante. “A infraestrutura do século XXI não será mais estradas e ferrovias, serão as linhas de transmissão de energia”, acrescenta.

A Casa dos Ventos pretende investir essa fortuna em Pecém por conta da proximidade do complexo portuário com os cabos submarinos que ligam os Estados Unidos ao Brasil e entram em território nacional exatamente a poucos quilômetros dali, na praia do Futuro, em Fortaleza. No mundo virtual, a distância importa. Quanto mais distante o ponto de emissão de uma informação de seu receptor, maior o tempo para ela viajar. A Casa dos Ventos tem planejada a construção desse complexo de data centers com uma capacidade de processamento de dados que consumiria 876 MW de energia elétrica, uma capacidade próxima do necessário para abastecer uma cidade como São Paulo e seus 12 milhões de habitantes. É muito mais energia do que consome todo o Estado do Ceará. Mesmo com o Estado sendo superavitário – só em energia eólica e solar produz mais de 2,5 GW -, o Ceará não dispõe de redes de transmissão suficientes para atender o projeto da Casa dos Ventos de forma segura, sem o risco de apagões.

Por isso, o Operador Nacional do Sistema permitiu a liberação de “apenas” 300 MW, quantidade suficiente de energia para abastecer uma cidade como Fortaleza. Os planos da Casa dos Ventos são iniciar os investimentos em uma primeira fase, com a aplicação de R$ 50 bilhões, e, após a liberação de mais energia, concluir a segunda fase com investimentos de outros R$ 100 bilhões. Boa parte da capacidade de processamento desses data centers terá apenas um cliente: o aplicativo chinês TikTok.

Pecém também planejava ser um grande hub internacional para a produção de hidrogênio verde para ser exportado, prioritariamente, para a Europa. Mas as contingências no fornecimento de energia podem comprometer os projetos orçados em mais de US$ 60 bilhões que estavam previstos para o complexo portuário. Quintino diz que pretende esperar as negociações entre o Operador Nacional do Sistema e as empresas. “Talvez tenha havido um excesso de confiança, mas acreditamos que os projetos são viáveis e, em Pecém, estamos prontos para recebê-los”, diz ele.

FONTE: Valor Econômico
IMAGEM: Reprodução/Valor Econômico

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Amazonas receberá R$ 1,7 bi do Fundo da Marinha Mercante para construção de 188 embarcações

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, anunciou nesta segunda-feira, 29, a destinação de R$ 1,7 bilhão do Fundo da Marinha Mercante (FMM) para a construção de 188 embarcações no Amazonas. Os projetos, que serão executados pelas empresas LHG Mining e Hermasa, devem gerar dez mil empregos na região.

Do total, R$ 1,36 bilhão será aplicado pela LHG Mining na construção de 128 barcaças no Estado. A companhia projeta um investimento nacional de R$ 4,3 bilhões em 400 barcaças e 15 empurradores distribuídos entre Amazonas, Bahia, Pará e São Paulo.

A Hermasa, por sua vez, ficará responsável pela produção de 60 balsas graneleiras e dois empurradores, com aporte de R$ 384,3 milhões.

Além do anúncio, o ministro inaugurou o porto fluvial de Envira e confirmou obras de modernização na instalação portuária de Eirunepé.

Para Costa Filho, a iniciativa reforça a política federal de retomada da indústria naval e soma-se aos R$ 70 bilhões já priorizados desde 2023 para diferentes empreendimentos apoiados pelo FMM, um saldo três vezes maior que o volume aprovado entre 2019 e 2022.

Os equipamentos terão capacidade de até duas mil toneladas, em modelos projetados para reduzir custos logísticos e emissões. Conforme destaque do Ministério de Portos e Aeroportos, cada comboio fluvial formado por 16 barcaças equivale ao transporte de mais de 1,2 mil caminhões carregados.

“Nós estamos trabalhando muito para que a gente possa transformar o Amazonas cada vez mais numa região estratégica para o Brasil como hub de desenvolvimento. Não só através desse plano logístico, mas também através das nossas barcaças, que são fundamentais para o escoamento da produção e para redução dos custos logísticos”, afirmou Costa Filho durante cerimônia.

FONTE: Istoé Dinheiro Online
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

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O Porto de Long Beach conclui a recuperação de 95 contêineres que caíram ao mar do navio “Mississippi”

Os 95 contêineres que caíram do navio porta-contêineres “Mississippi” no Porto de Long Beach no início de setembro foram recuperados, encerrando mais de duas semanas de operações de salvamento, informa a World Cargo News.

O incidente ocorreu em 9 de setembro, quando duas baias do navio colapsaram durante a descarga no terminal Pier G da International Transportation Service (ITS). Inicialmente, foram reportados 75 contêineres caídos, número que aumentou após a localização de unidades esmagadas e submersas na doca adjacente. Vários contêineres também atingiram uma barcaça de ar limpo operada pela Stax Engineering, provocando o rompimento de um tanque e o derramamento de cerca de 7.570 litros de diesel renovável, vazamento que foi contido no mesmo dia.

O Unified Command — integrado por agências federais, estaduais e locais junto com representantes dos navios envolvidos — informou que o último contêiner foi içado do porto às 15h28 do dia 26 de setembro, marcando o encerramento das tarefas de recuperação.

O “Mississippi”, navio de 5.504 TEUs fretado pela Zim para seu serviço transpacífico ‘ZEX’, foi estabilizado e atualmente é alvo de investigação pela Guarda Costeira dos EUA e pelo Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB).

“Cada decisão durante o incidente no Pier G esteve centrada na segurança, seja com os mergulhadores recuperando contêineres ao redor do casco, avaliando o tráfego de navios na área de segurança ou com as equipes trabalhando dia e noite nas operações”, afirmou a capitã da Guarda Costeira Stacey Crecy, comandante da operação de resgate.

Os contêineres submersos foram localizados por meio de sonar de varredura lateral, veículos operados remotamente e equipes de mergulho, que também inspecionaram o fundo do “Mississippi” e retiraram unidades presas em torno do casco. O navio foi reposicionado com o apoio de um rebocador, embarcações-piloto e amarradores para acessar contêineres localizados sob sua estrutura.

O Unified Command confirmou que a zona de segurança de 500 jardas estabelecida após o acidente foi totalmente levantada, permitindo o tráfego normal de navios nas proximidades do Pier G sem necessidade de autorização especial. As equipes de Resposta a Poluição, Salvamento e Recuperação do Sistema de Transporte Marítimo já foram desmobilizadas. As operações do terminal Pier G estão totalmente restabelecidas e o tráfego portuário segue sem restrições.

“Este foi um evento extremamente incomum que exigiu uma operação de salvamento complexa e única”, destacou Michael Goldschmidt, do operativo de emergência do Porto de Long Beach. “Agradecemos à Guarda Costeira, aos administradores do navio, às equipes de salvamento e aos trabalhadores especializados da ILWU por acelerar um retorno seguro e rápido às operações normais”.

FONTE: Mundo Marítimo
IMAGEM: Reprodução/Mundo Marítimo

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Receita Federal apreende 38,5 kg de cocaína em carga de frango no Porto de Paranaguá

Apreensão ocorreu durante inspeção no terminal de contêineres e teve apoio de cão farejador

A Receita Federal apreendeu 38,5 kg de cocaína na tarde desta segunda-feira (29), durante uma operação de fiscalização no Terminal de Contêineres do Porto de Paranaguá, no litoral do Paraná. A droga estava dividida em 35 tabletes e escondida na máquina evaporadora de um contêiner refrigerado que transportava frango congelado para exportação.

Carga com destino à Irlanda foi inspecionada com apoio de cão farejador

O destino final da carga seria a Irlanda, com transbordo previsto no Porto de Rotterdam, na Holanda. A fiscalização foi realizada com base em critérios de gerenciamento de risco, estratégia utilizada para identificar cargas suspeitas. Durante a inspeção, os agentes contaram com o apoio da cadela farejadora Daphine, que auxiliou na localização da droga escondida.

Receita Federal já reteve mais de 1 tonelada de cocaína em 2025

Com essa nova apreensão, a Receita Federal soma 1.178 kg de cocaína apreendidos nos portos dos estados do Paraná e de Santa Catarina somente em 2025. O material apreendido foi encaminhado à polícia judiciária, que dará sequência às investigações para identificar os responsáveis pelo tráfico internacional de drogas.

FONTE: Com informações da Receita Federal.
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Porto do Açu terá terminal de tancagem para combustíveis a partir de dezembro de 2026

O Porto do Açu, no Noroeste Fluminense, receberá em dezembro de 2026 seu primeiro terminal de tancagem para granéis líquidos. A estrutura, em construção desde junho pela Vast, subsidiária da Prumo, terá capacidade inicial de 40 mil m³, podendo chegar a 300 mil m³ conforme a expansão prevista no projeto. O investimento estimado é de R$ 250 milhões.

De acordo com o presidente da Vast, Victor Bomfim, a empresa deve definir até o fim de 2025 o modelo de financiamento para bancar os custos da nova unidade. “Não existe porto no Brasil sem terminal de granéis líquidos. Esse projeto é essencial para consolidar a infraestrutura do Açu”, afirmou.

Contratos garantem primeira fase

A espinha dorsal do projeto está em dois contratos de longo prazo já firmados. Um deles com a Efen (joint venture entre Prumo e BP voltada ao fornecimento de combustível marítimo), e outro com a Vibra, que utilizará o espaço para armazenar óleo base para lubrificantes. A Efen, por sua vez, terá capacidade para estocar diesel marítimo.

Segundo Bomfim, esses contratos estruturantes permitiram o início da primeira fase da obra e abrem caminho para que o terminal passe a receber outros tipos de líquidos no futuro.

O impasse da área da antiga OSX

Enquanto a nova estrutura avança, uma questão ainda indefinida no Porto do Açu é o futuro da área que seria destinada à OSX, empresa do grupo X, de Eike Batista, voltada originalmente à construção de navios. O projeto naufragou após a crise da OGX e a revelação de escândalos ligados à Petrobras na operação Lava Jato.

A OSX entrou em recuperação judicial em 2013, com dívidas de R$ 4,5 bilhões, e alterou seu objeto social, passando a arrendar espaços no Açu como terminal portuário. Mesmo assim, a dívida se agravou e, em janeiro de 2024, a empresa pediu uma segunda recuperação judicial, desta vez por R$ 7,9 bilhões. O maior credor é o Fundo Vessel (R$ 2,36 bi), seguido pela Caixa Econômica Federal (R$ 1,7 bi) e pelo próprio Porto do Açu (R$ 1,6 bi).

Disputa por aluguéis e arbitragem

O presidente da Prumo Logística, Rogério Zampronha, afirma que a OSX ocupa uma área do porto, mas nunca repassou o valor devido. “Eles recebem aluguel de terceiros, mas não pagam nada para nós há mais de dez anos”, disse.

O caso está em arbitragem desde que o Porto do Açu entrou com ação de execução pelo não pagamento dos aluguéis. Segundo fontes ligadas ao processo, a resolução depende do andamento da recuperação judicial.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Porto de Santos: MPor apoia leilão restrito do Tecon Santos 10 para ampliar concorrência

Governo defende restrição no leilão do terminal.

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) declarou apoio à medida que restringe a participação de empresas já atuantes no Porto de Santos no leilão do Terminal de Contêineres Tecon Santos 10. A proposta, inserida no edital pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), busca impedir a concentração de mercado e assegurar mais competitividade.

Segundo a pasta, limitar a disputa a operadores que não possuam vínculos com o porto é a melhor forma de garantir tarifas mais baixas, maior eficiência e qualidade nos serviços portuários a longo prazo.

Parecer enviado ao TCU

O posicionamento do MPor foi encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU) na noite da última sexta-feira (26), dentro do prazo estabelecido pela Corte. O documento sustenta que o interesse público exige um operador neutro e independente, reduzindo riscos de concentração no maior porto da América do Sul.

“Mais competitivo é o ingresso de um novo player no complexo portuário de Santos, especialmente um operador sem ativos já existentes no local”, aponta o parecer.

Alinhamento com Antaq e Cade

A posição reforça decisão da diretoria da Antaq e segue alerta do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que em nota técnica apontou riscos à concorrência caso empresas já presentes no cais santista participem do certame.
O entendimento, no entanto, contraria a área técnica do próprio TCU, que havia sugerido um leilão sem restrições.

Competitividade acima da arrecadação imediata

Para o Ministério, a prioridade de um porto público não deve ser a arrecadação no curto prazo, mas a criação de um ambiente competitivo. Embora a abertura irrestrita pudesse elevar a disputa no leilão e aumentar a outorga inicial, o MPor avalia que isso reduziria a neutralidade do terminal e traria prejuízos aos usuários e armadores.

A pasta destaca ainda que soluções apenas comportamentais, como regras de monitoramento, tendem a ser caras, difíceis de fiscalizar e pouco eficazes em mercados concentrados.

Estruturação do leilão em duas fases

O parecer sugere que o TCU considere o modelo de leilão em duas etapas, como proposto pela Antaq. Na primeira fase, seriam aplicadas exigências mais rígidas e um valor mínimo de outorga adequado à importância do ativo. Caso não haja interessados, abrir-se-ia uma segunda rodada mais flexível.

Leilão previsto para 2025

O MPor reforça o compromisso de realizar o leilão ainda em 2025, seguindo as orientações do TCU e em alinhamento com a Antaq. O objetivo, segundo a pasta, é garantir que o maior terminal de contêineres da América do Sul seja administrado por um operador independente, fortalecendo a competitividade da logística nacional e ampliando as oportunidades de novas rotas comerciais.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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DNIT inaugura terminal portuário em Envira e fortalece transporte fluvial no Amazonas

Novo porto recebeu R$ 37,7 milhões em investimentos.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) entregou, nesta segunda-feira (29), a nova Instalação Portuária Pública de Pequeno Porte (IP4) no município de Envira, no Amazonas. A obra recebeu R$ 37,7 milhões do Governo Federal e promete transformar a mobilidade e a logística regional, beneficiando diretamente uma cidade que depende quase integralmente do transporte fluvial.

A cerimônia de inauguração contou com a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho; do diretor de Infraestrutura Aquaviária do DNIT, Edme Tavares; do diretor-geral da ANTT, Frederico Dias; do superintendente do DNIT no Amazonas, Orlando Fanaia; do diretor do Departamento de Gestão Hidroviária do MPor, Eliezé Bulhões de Carvalho, além de representantes do governo federal, estadual e municipal.

Estrutura moderna para passageiros e cargas

O novo terminal foi construído às margens do Rio Tarauacá e oferece uma série de estruturas para ampliar a eficiência logística da região. Entre os destaques estão:

  • Área para embarque e desembarque de passageiros;
  • Guarita de controle para veículos leves e pesados;
  • Armazém de cargas;
  • Fábrica de gelo com câmara frigorífica, voltada para atender a produção pesqueira;
  • Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) e reservatório elevado.

A obra também inclui uma rampa em concreto armado de 12,50 metros de largura por 116 metros de comprimento, que garante acesso seguro às embarcações em diferentes níveis do rio. Uma ponte móvel metálica, com 6,43 metros de largura por 20 metros de comprimento, conecta a rampa ao cais flutuante de 50,40 metros, permitindo operação contínua mesmo em períodos de cheia ou vazante.

Impacto social e econômico em Envira

De acordo com Edme Tavares, diretor de Infraestrutura Aquaviária do DNIT, o novo porto é um marco para o município:

“O Porto de Envira é um instrumento de transformação social e econômica. Ele garante mobilidade com segurança, facilita o escoamento da produção local, fortalece o comércio e aproxima comunidades”, destacou.

Com a entrega da IP4, Envira passa a contar com uma estrutura que organiza o abastecimento, melhora o transporte fluvial e amplia o acesso a serviços essenciais. O terminal fortalece a economia local e atende diretamente às necessidades da população.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: DNIT – Divulgação

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Porto de Santos reforça segurança cibernética com novos investimentos da APS

APS investe R$ 33 milhões em proteção digital em 2025.

A Autoridade Portuária de Santos (APS) anunciou um robusto reforço em sua estrutura de segurança cibernética, garantindo maior proteção ao Porto de Santos, o maior complexo portuário da América Latina. Apenas em 2025, já foram destinados R$ 33 milhões em tecnologia da informação, medida considerada essencial para blindar as operações e reduzir riscos de invasões virtuais.

Renovação de licenças e modernização tecnológica

Entre as principais ações, está a renovação completa do licenciamento de equipamentos críticos, assegurando suporte contínuo e alinhamento com as demandas atuais de cibersegurança.

A atualização trouxe ganhos importantes, como:

  • Mais rastreabilidade e agilidade na resposta a incidentes, por meio da ampliação da capacidade de registro e análise de eventos.
  • Inteligência contra ameaças em tempo real, com sistemas que monitoram ataques ativos em escala global e emitem alertas imediatos.
  • Detecção proativa de vulnerabilidades, utilizando inteligência artificial e análise comportamental para identificar comportamentos suspeitos, malwares ocultos e novas formas de ataque.

Elevação do nível de maturidade em cibersegurança

Segundo a APS, essas medidas não apenas asseguram a continuidade das operações do porto, mas também elevam o nível de maturidade da instituição em segurança digital, preparando o ambiente para lidar com os desafios crescentes do ecossistema tecnológico global.

Treinamento especializado em defesa digital

Além dos investimentos em tecnologia, representantes da APS participaram, em setembro, do Exercício Guardião Cibernético, em Brasília (DF). O treinamento, promovido pelo Ministério da Defesa e coordenado pelo Comando de Defesa Cibernética do Exército Brasileiro, reuniu 169 organizações e cerca de 750 participantes de 20 países, reforçando a preparação contra ataques digitais de grande escala.

FONTE: Porto de Santos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Santos

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TESC relata crescimento de três dígitos em 5 anos e uma das melhores taxas de densidade operacional entre terminais portuários

Dados foram divulgados no Relatório de Sustentabilidade 2024, que também mostra compromisso e ações para descarbonização e impacto a mais de 400 pessoas em projetos comunitários e de educação ambiental

O Terminal Portuário Santa Catarina divulgou seu 3º Relatório de Sustentabilidade, referente ao ano de 2024, destacando os principais avanços e resultados nas áreas ambiental, social e de governança (ESG). O documento demonstra como as práticas do TESC têm contribuído para reduzir impactos, fortalecer parcerias e gerar valor para colaboradores, clientes, comunidades e para toda a Baía Babitonga.

O relatório, elaborado de acordo com as diretrizes da Global Reporting Initiative
(GRI Standards 2021), está alinhado à Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

“Esta edição de nosso Relatório de Sustentabilidade mostra a consolidação do TESC como uma das operações portuárias mais eficientes do Brasil. Somos competitivos e atuamos como um agente propulsor do desenvolvimento sustentável na região e no setor portuário brasileiro”, destaca Fabio Mota, CEO.

Com vocação multipropósito, a operação do terminal portuário mantém alto desempenho, mesmo em área física restrita, com 68 mil m². O TESC tem eficiência operacional de 84 toneladas/m² e nos últimos 5 anos, cresceu 138%. Em 2024, movimentou 5,8 milhões de toneladas de carga. Isso representou 48% dos navios atracados no Porto de São Francisco do Sul.

O TESC oferece soluções integradas para exportadores, importadores e usuários de cabotagem, abrangendo uma variedade de serviços que incluem operações portuárias, armazenagem, nacionalização e distribuição dos mais diversos tipos de cargas: grãos vegetais, fertilizantes, granéis minerais e produtos siderúrgicos, com infraestrutura especializada para garantir eficiência, segurança e qualidade.

Aspecto Social
Confirmando sua relevância para o município onde está sediado, o TESC posicionou-se como o segundo maior contribuinte de tributos para São Francisco do Sul. Além da geração de renda e de 261 empregos diretos e 600 indiretos, o Terminal Portuário Santa Catarina também investiu em atividades voltadas para a comunidade local. As doações e patrocínios somaram mais de R$ 200 mil em 2024, destinados a instituições filantrópicas, programas de educação e saúde que beneficiaram mais de 400 pessoas.

Aspecto Ambiental
O compromisso com a política de Aterro Zero evitou que mais de 900 toneladas de resíduos fossem destinadas a aterros sanitários em 2024. Uma iniciativa que conectou gestão de resíduos a um resultado social positivo e direto foi o programa Uniformes do Bem. As peças têxteis fora de uso foram transformadas em cobertores e doadas à comunidade indígena Mbya Guarani, na Aldeia da Reta em São Francisco do Sul.

Também no período deste relatório, o TESC obteve duas importantes chancelas ambientais: o Selo Prata do GHG Protocol (Protocolo de Emissões de Gases de Efeito Estufa) – padrão internacional para medir e gerenciar as emissões de gases de efeito estufa (GEE); e o Selo Bronze Pró-clima, da Aliança Brasileira de Descarbonização de Portos, que reconhece e incentiva portos que adotam boas práticas ambientais, servindo de modelo para o setor.

Texto e foto: DIVULGAÇÃO / ASSESSORIA DE IMPRENSA

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