Portos

Facções criminosas disputam portos do Ceará para ampliar tráfico internacional de drogas

Um relatório da Polícia Civil do Ceará, divulgado em agosto deste ano, revela a intensificação da disputa entre facções criminosas pelo controle de áreas próximas aos principais portos do Ceará, com foco na ampliação do tráfico internacional de drogas.

De acordo com o documento, a facção carioca Comando Vermelho (CV) vem protagonizando confrontos nos últimos meses para assumir o domínio de bairros localizados no entorno do Porto do Mucuripe, em Fortaleza, considerado o segundo mais relevante do estado.

Conflito envolve facção local e expansão territorial

A ofensiva do CV ocorre contra integrantes da facção cearense Guardiões do Estado (GDE), que até então mantinham o controle da região portuária. A disputa é vista pelas autoridades como parte de uma estratégia de expansão territorial e fortalecimento das atividades ilícitas ligadas ao comércio de entorpecentes.

Segundo a Polícia Civil, o Comando Vermelho já exerce domínio sobre áreas próximas ao Porto do Pecém, o maior complexo portuário do Ceará, e agora tenta consolidar presença também no Mucuripe para ampliar suas rotas criminosas.

Portos do Ceará atraem interesse do crime organizado

O relatório ressalta que a localização estratégica dos portos cearenses, com conexões diretas para a Europa e os Estados Unidos, transforma o estado em um importante hub logístico para o narcotráfico internacional.

Essa posição geográfica privilegiada aumenta o interesse de organizações criminosas, que veem nos portos uma porta de saída para drogas destinadas a mercados externos, elevando os desafios das forças de segurança no combate ao crime organizado.

FONTE: Diário do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/G1

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Portos

Santos Brasil amplia terminais de granéis líquidos e pode alcançar capacidade máxima no Porto do Itaqui

A Santos Brasil avançou mais uma etapa em sua estratégia no segmento de granéis líquidos ao obter autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para operar com capacidade total seus terminais no Porto do Itaqui, no Maranhão. A liberação ocorre após a conclusão de obras de expansão que receberam investimentos superiores a R$ 850 milhões desde 2021.

Com a ampliação, a companhia passa a contar com capacidade instalada de aproximadamente 200 mil metros cúbicos (m³), o que posiciona os terminais para operar em plena capacidade e atender a uma demanda crescente por derivados de petróleo e biocombustíveis.

Novas linhas de píer aumentam eficiência operacional

Além da expansão dos tanques, a ANP autorizou a entrada em operação de três novas linhas de píer, cada uma com 14 polegadas de diâmetro. A estrutura permitirá operações de carregamento e descarregamento de navios em alta vazão, reduzindo o tempo de atracação e os custos com sobre-estadia para os clientes.

Segundo a operadora, a melhoria na eficiência logística reforça a competitividade do terminal e amplia sua atratividade para grandes embarcações.

Credenciamento aduaneiro traz ganhos financeiros aos clientes

Em julho, a Santos Brasil também foi credenciada pela Receita Federal para atuar como entreposto aduaneiro nas operações de importação e exportação de granéis líquidos no porto maranhense. A habilitação permite que os tributos não sejam pagos imediatamente sobre o volume total importado, viabilizando a nacionalização fracionada das cargas.

Outro benefício é a possibilidade de reexportação sem necessidade de nacionalização, o que amplia a flexibilidade operacional e contribui para a otimização do fluxo de caixa dos clientes.

Operação no Itaqui começou em 2022

A atuação da Santos Brasil em granéis líquidos teve início em 2022, após a companhia vencer, em 2021, o leilão de três terminais no Porto do Itaqui. Dois deles são brownfield, que passaram por ampliação, e um é greenfield, cuja construção foi concluída no mês passado.

As operações começaram com capacidade inicial de 54 mil m³, número que foi gradualmente ampliado com os investimentos realizados ao longo dos últimos anos.

Porto do Itaqui se consolida como hub regional

A empresa destaca que o Porto do Itaqui possui capacidade para receber navios de até 155 mil toneladas e atua como hub de distribuição de derivados de petróleo para as regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste. O complexo também apresenta forte potencial de crescimento associado ao agronegócio, graças à conexão com ferrovias que integram essas regiões ao interior do país.

Os terminais de granéis líquidos são alfandegados e contam com integração aos modais rodoviário, ferroviário, dutoviário e marítimo, o que amplia a eficiência logística e a capacidade de atendimento a diferentes cadeias produtivas.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Portos

J&F aposta no Porto de Santos e mira expansão logística com o STS 10

A J&F Investimentos, uma das maiores holdings empresariais do país, mantém o Porto de Santos como eixo central de sua estratégia de crescimento. O grupo, com atuação nos setores de proteína animal, celulose, energia, financeiro e logística, combina operações industriais altamente dependentes do porto com investimentos diretos em infraestrutura portuária, reforçando sua presença no maior complexo da América Latina.

Esse posicionamento ganha ainda mais relevância diante da perspectiva de novos projetos e arrendamentos estratégicos no porto, como o STS 10, considerado um dos ativos mais relevantes do atual ciclo de expansão santista.

Eldorado Celulose integra a estrutura da J&F

A Eldorado Brasil Celulose faz parte da estrutura societária da J&F, que retomou o controle integral da companhia após o encerramento de uma disputa societária prolongada. A empresa opera uma das fábricas de celulose mais modernas do mundo, localizada em Três Lagoas (MS), com produção majoritariamente voltada ao mercado externo.

Nesse contexto, o Porto de Santos é fundamental para o escoamento da celulose, seja por operações diretas, contratos logísticos de longo prazo ou terminais dedicados. A ampliação da capacidade produtiva e a avaliação de novos projetos industriais reforçam a necessidade de expansão da infraestrutura portuária associada ao grupo.

Logística portuária e interesse em novos arrendamentos

Além da atuação industrial, a J&F possui presença relevante no setor de logística portuária, por meio de empresas do grupo especializadas na gestão e operação de terminais. Esse posicionamento se fortalece em um momento de definição de novos modelos regulatórios e arrendamentos no Porto de Santos.

Decisões recentes de órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União (TCU), contribuíram para um ambiente mais favorável à participação de grupos com grande capacidade financeira e perfil integrado de produção e logística — características que colocam a J&F entre os principais interessados em novos ativos estratégicos no porto.

Portfólio diversificado gera sinergias logísticas

A força da J&F no setor portuário está diretamente ligada ao seu portfólio diversificado, que demanda soluções logísticas robustas e eficientes:

JBS: maior empresa de proteínas do mundo, com forte dependência de exportações via portos
Eldorado Brasil Celulose: produtora de celulose com foco no mercado internacional
Âmbar Energia: braço energético do grupo, com ativos de geração e comercialização
Banco Original: instituição financeira digital
Flora: empresa de bens de consumo, com marcas de higiene e limpeza
JBS Terminais e outros investimentos em logística e infraestrutura

Esse conjunto de ativos gera sinergias operacionais, favorece a verticalização logística, reduz custos e aumenta a previsibilidade das operações, ampliando a competitividade global das empresas do grupo.

Porto de Santos se consolida como hub estratégico

A expansão da J&F ocorre em paralelo a um novo ciclo de investimentos no Porto de Santos, voltado à modernização de terminais, aumento de capacidade e atração de grandes operadores. Para conglomerados industriais, participar diretamente da infraestrutura portuária tornou-se um diferencial competitivo relevante.

Nesse cenário, a J&F se destaca como um dos grupos com maior capacidade de investir, operar e integrar cadeias logísticas completas, reforçando a percepção de que deve ampliar sua presença no porto — seja por meio da Eldorado Celulose, da JBS ou de novos projetos ligados ao STS 10 e a outros ativos portuários.

Perspectivas para a expansão do grupo

Com a consolidação do controle da Eldorado, a retomada de projetos industriais e o fortalecimento da estratégia logística, a J&F sinaliza que o Porto de Santos seguirá como elemento central de seus planos de expansão. O movimento acompanha uma tendência global de grandes grupos exportadores buscarem maior controle sobre seus fluxos logísticos.

Para o setor portuário, a presença ampliada da J&F reforça a atratividade do Porto de Santos como hub logístico e industrial de alcance internacional.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Portos

Porto de Imbituba encerra 2025 com investimentos históricos e salto na capacidade operacional

O Porto de Imbituba conclui 2025 consolidado como um dos principais polos da logística portuária de Santa Catarina, impulsionado por um conjunto de obras estruturantes, modernização tecnológica e avanços institucionais. Entre os marcos do ano está a autorização da Marinha do Brasil, por meio da Capitania dos Portos de Santa Catarina, para a realização de 40 manobras experimentais com navios porta-contêineres de até 366 metros de comprimento (LOA).

A medida posiciona o terminal em um novo nível de competitividade, permitindo a operação de embarcações de grande porte e ampliando sua integração aos corredores logísticos internacionais.

Gestão e investimentos sustentam desempenho do complexo

Para o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina, Beto Martins, os resultados refletem uma operação organizada, equipes qualificadas e investimentos focados na modernização do complexo portuário, com ganhos diretos em eficiência e sustentabilidade.

Na avaliação do diretor-presidente da SCPAR Porto de Imbituba, Christiano Lopes, o desempenho confirma a efetividade do planejamento estratégico adotado no estado. Segundo ele, o porto se consolida como ativo essencial para a indústria catarinense, o agronegócio e a ampliação da presença do estado no comércio exterior, reforçando a infraestrutura logística como referência nacional.

Cais 3 passa pela maior intervenção desde 1979

O ano de 2025 também marca o início do maior ciclo de obras da história do porto. O Cais 3 recebe investimentos públicos superiores a R$ 115 milhões, sendo R$ 91 milhões destinados às obras em execução. A intervenção inclui recuperação estrutural, reforço, ampliação, instalação de colunas de contenção e construção de dolfins de atracação e amarração.

Com as melhorias, o comprimento operacional do cais será ampliado de 200 para 335 metros. Além disso, está prevista para 2026 a contratação das obras de dragagem e derrocagem, com aprofundamento programado para ocorrer entre dezembro de 2026 e março de 2027, durante a paralisação das operações do Cais 3.

Intervenções ampliam eficiência dos berços de atracação

Paralelamente, o Cais 2 avança na implantação de um novo dolfim de amarração. Somadas às obras de derrocagem no Cais 1, os investimentos públicos chegam a cerca de R$ 15 milhões. As melhorias permitirão que os dois berços operem até quatro navios simultaneamente.

No Cais 1, seguem as obras de ampliação da área de acostagem, com previsão de elevação da profundidade para 15 metros, o que deve resultar em ganhos relevantes de eficiência operacional em todo o complexo portuário.

Mais de R$ 300 milhões em investimentos públicos previstos

Além das obras em cais, o Porto de Imbituba projeta mais de R$ 300 milhões em investimentos públicos, contemplando ações como dragagem, drenagem, recuperação do molhe de abrigo, melhorias em acessos, portarias e outros projetos estruturantes, além da expansão das conexões marítimas.

Outro avanço institucional foi a assinatura do novo Convênio de Delegação entre União, Estado e SCPAR Porto de Imbituba, que unifica a administração dos portos de Imbituba e Laguna pelos próximos 25 anos, fortalecendo a governança portuária catarinense e criando sinergias operacionais.

Novas rotas marítimas ampliam integração logística

No campo logístico, o porto incorporou a linha marítima semanal Puma, que se soma às rotas Brazex e ALCT-2. A ampliação das rotas fortalece a ligação entre Uruguai, Nordeste brasileiro e mercados da Ásia, com impacto direto no fluxo de cargas de maior valor agregado.

Modernização tecnológica avança com novo datacenter

A modernização tecnológica também foi destaque em 2025, com a inauguração de um novo datacenter, fruto de investimento de R$ 8,5 milhões. A estrutura amplia a capacidade de armazenamento e processamento de dados em tempo real, além de reforçar a conectividade entre empresas e operadores que atuam no complexo portuário.

Movimentação de cargas supera expectativas em 2025

Do ponto de vista operacional, o desempenho foi superior ao esperado. Entre janeiro e outubro, o Porto de Imbituba movimentou 6,17 milhões de toneladas e contabilizou 268 atracações. Outubro foi o mês mais intenso, com 714,7 mil toneladas e 27 navios atendidos.

As exportações somaram 2,53 milhões de toneladas, impulsionadas por coque calcinado, coque não calcinado e farelo de milho. Já as importações atingiram 2,86 milhões de toneladas, alta de 2,5% em relação a 2024, com destaque para hulha betuminosa, sal e insumos industriais.

A cabotagem também apresentou crescimento, com 547,3 mil toneladas embarcadas e 136,8 mil desembarcadas, enquanto o transbordo avançou 113,1% na comparação anual.

Os granéis sólidos lideraram a movimentação, representando 77,8% do total, seguidos pela carga conteinerizada, com 17,3% e mais de 1,06 milhão de toneladas. No comércio exterior, o porto movimentou mais de US$ 1,44 bilhão, reforçando sua relevância para a balança comercial de Santa Catarina.

Relação com a comunidade e perspectivas para 2026

Além dos resultados operacionais, o Porto de Imbituba ampliou sua atuação social. Mais de R$ 170 mil foram destinados a entidades locais por meio do projeto Arraiá do Porto, e o programa Porto de Portas Abertas já recebeu mais de 8 mil visitantes. Somados, investimentos em cultura, esporte e projetos sociais alcançaram cerca de R$ 700 mil ao longo do ano.

Com a expectativa de ultrapassar 7 milhões de toneladas movimentadas em 2025 e com projetos estruturantes em andamento, o Porto de Imbituba encerra o ano preparado para um novo ciclo de crescimento, inovação e integração logística no Sul do Brasil.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Portos

Portos públicos da Bahia movimentam 10,8 milhões de toneladas em 2025

Os portos públicos da Bahia movimentaram mais de 10,8 milhões de toneladas de cargas entre janeiro e outubro de 2025. O resultado consta em balanço divulgado pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) e reflete o desempenho operacional dos terminais sob gestão federal no estado.

O volume acumulado nos portos de Salvador, Aratu-Candeias e Ilhéus reforça a relevância da Bahia no comércio exterior e na logística portuária brasileira, mantendo o estado em posição estratégica no cenário nacional.

Julho e agosto concentram maiores volumes do ano

Os melhores resultados mensais foram registrados em julho e agosto, quando a movimentação ultrapassou 1,2 milhão de toneladas em cada mês. Segundo a Codeba, esses períodos concentraram os maiores volumes operados em 2025 até agora, com impacto direto no desempenho acumulado do ano.

Porto de Salvador lidera movimentação de cargas

Entre os terminais administrados pela Companhia, o Porto de Salvador apresentou o maior volume no período analisado, com 5,7 milhões de toneladas movimentadas. Em seguida aparece o Porto de Aratu-Candeias, que registrou 5,0 milhões de toneladas. Já o Porto de Ilhéus somou 165.367 toneladas entre janeiro e outubro.

De acordo com a Codeba, os números estão associados ao fortalecimento das operações portuárias e à melhoria da organização logística dos terminais baianos, que exercem papel fundamental na movimentação de cargas do estado e do país.

Investimentos impulsionam competitividade dos portos

O presidente da Codeba, Antonio Gobbo, destacou que os resultados são reflexo dos investimentos em infraestrutura portuária, alinhados a uma política de governo voltada ao desenvolvimento econômico e social.

Segundo ele, a ampliação da infraestrutura, a integração com outros modais de transporte, além de avanços em tecnologia e segurança, têm garantido maior fluidez operacional e aumentado a competitividade dos portos da Bahia.

Gobbo ressaltou ainda que esse cenário contribui para a geração de empregos, aumento da renda e criação de novas oportunidades de desenvolvimento social em âmbito regional e nacional.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Porto de Itajaí avança na transição com reuniões técnicas entre Superintendência e CODEBA

A Superintendência do Porto de Itajaí recebeu, nesta quinta-feira, representantes da Companhia das Docas do Estado da Bahia (CODEBA) para uma série de reuniões técnicas voltadas ao alinhamento institucional. Participaram da agenda o chefe de gabinete da CODEBA, Carlos Luciano, e o diretor Administrativo e Financeiro, Leandro Gaudenzi.

Organização administrativa e autonomia da gestão

As reuniões tiveram como principal objetivo a organização e o ajuste dos processos administrativos, assegurando a autonomia da gestão do Porto de Itajaí. A partir de 3 de janeiro, o porto passará a operar sob gestão temporária da CODEBA, conforme convênio firmado com o Governo Federal.

Porto apresenta situação financeira superavitária

Durante os encontros, o diretor Administrativo do Porto de Itajaí, Celso Zuchi, ressaltou que o porto apresenta resultado superavitário, condição que garante autonomia financeira para o custeio das despesas operacionais diárias. Segundo ele, esse cenário contribui para a continuidade das operações portuárias e para a manutenção da eficiência dos serviços.

Participação da equipe técnica e executiva

Também estiveram presentes na agenda o diretor de Operações do Porto de Itajaí, Rafael Canela, a secretária de Imprensa, Dayane Nunes, e o assessor executivo, Marcelo Peres, reforçando o caráter técnico e estratégico das discussões.

Transição focada em governança e eficiência

A agenda entre a CODEBA e o Porto de Itajaí fortalece o alinhamento técnico e institucional entre as duas entidades, com foco em uma transição organizada, segura e transparente. A iniciativa prioriza a boa governança, a eficiência administrativa e o fortalecimento do porto público.

FONTE: Porto de Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Portos

Concessão do canal do Porto de Santos tem análise adiada pela Antaq e fica para 2026

A concessão do canal do Porto de Santos teve sua tramitação suspensa temporariamente na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). A deliberação que trataria da abertura de consulta pública e audiência pública sobre o projeto, prevista para esta quarta-feira (17), foi retirada da pauta pela diretora Flávia Takafashi, relatora do processo. A decisão adia a análise do tema para 2026.

Segundo a agência, a relatora optou por aprofundar a avaliação das recomendações apresentadas pela área técnica responsável pelas licitações antes de levar o assunto à deliberação do colegiado.

Consulta pública é etapa-chave da concessão

A abertura da consulta pública é considerada um passo essencial no processo regulatório da concessão do canal de acesso do Porto de Santos. É nesse momento que o modelo proposto é submetido ao debate com o mercado, usuários do porto e a sociedade em geral.

As contribuições recebidas servem de base para eventuais ajustes no projeto, antes do envio da proposta ao Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e ao Tribunal de Contas da União (TCU). Essas etapas são obrigatórias para a posterior publicação do edital. A expectativa do governo federal era avançar com esse cronograma ainda em 2025.

Confira abaixo um histórico das exportações e importações de contêineres via Porto de Santos a partir de janeiro de 2022.O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Diferenças em relação ao modelo de Paranaguá

O modelo desenhado para Santos não segue exatamente o mesmo formato adotado no Porto de Paranaguá (PR). No terminal paranaense, a concessão do canal foi realizada em outubro e homologada no início de dezembro pelo MPor, tornando-se o primeiro canal de acesso concedido à iniciativa privada no país. A assinatura do contrato está prevista para janeiro.

Investimento bilionário e contrato de longo prazo

A concessão do canal de acesso do Porto de Santos prevê que uma empresa ou consórcio assuma, por um período estimado de 25 anos ou mais, a responsabilidade pela dragagem de aprofundamento do canal, que hoje possui 15 metros de profundidade. O projeto prevê a ampliação gradual para 17 metros, além da manutenção permanente da profundidade.

O volume de investimentos estimado para a concessão ultrapassa R$ 6 bilhões, refletindo a importância estratégica do Porto de Santos para a logística, o comércio exterior e a economia brasileira.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Portos da Região Norte registram alta de 31% e movimentam 12,6 milhões de toneladas em outubro

Os portos da Região Norte movimentaram 12,6 milhões de toneladas de cargas em outubro de 2025, resultado que representa um crescimento de 31,46% em relação ao mesmo mês de 2024. No ano anterior, o volume havia sido de 10,2 milhões de toneladas. Os dados são da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e confirmam a expansão contínua da atividade portuária na região.

Navegação interior impulsiona resultados

De acordo com levantamento do Ministério de Portos e Aeroportos, o principal motor do crescimento foi a navegação interior, responsável por 7,4 milhões de toneladas movimentadas no período. O volume representa uma alta de 25,28% na comparação anual e reforça a importância dessa modalidade para a integração logística regional, especialmente no escoamento da produção agrícola e mineral.

Cabotagem avança e contêineres ganham destaque

A navegação de cabotagem também apresentou desempenho expressivo, com crescimento de 26,71% em relação a outubro do ano passado, alcançando 872 mil toneladas. O maior destaque ficou para o transporte de contêineres, que registrou aumento de 128%, evidenciando o fortalecimento da cabotagem como alternativa logística, sustentável e competitiva.

Investimentos reforçam papel estratégico da região

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o desempenho da Região Norte reflete a importância dos investimentos estruturantes para a logística nacional. Segundo ele, os resultados mostram que os portos têm papel central no desenvolvimento econômico, na integração regional e no aumento da competitividade das exportações brasileiras.

Longo curso mantém relevância nas exportações

A navegação de longo curso movimentou 4,4 milhões de toneladas em outubro, crescimento de 19,22% frente ao mesmo período de 2024. A modalidade segue como eixo fundamental no fluxo de exportações da Região Norte.

Entre as principais cargas transportadas, o milho liderou com 3,8 milhões de toneladas, seguido pela bauxita, com 1,9 milhão de toneladas. Os contêineres também tiveram participação relevante, somando cerca de 1 milhão de toneladas.

Portos com maior movimentação

No recorte por terminal, o Porto de Vila do Conde (PA) apresentou o maior volume no mês, com 1,8 milhão de toneladas movimentadas. Em seguida, o Porto de Santarém (PA) registrou 1 milhão de toneladas no mesmo período.

Desempenho acompanha crescimento nacional

O avanço observado na Região Norte está alinhado ao bom momento do setor portuário brasileiro. Segundo a Antaq, setembro e outubro alcançaram movimentações de 120,4 milhões e 121,5 milhões de toneladas, respectivamente, os maiores volumes já registrados na série histórica.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ascom/MPor

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Portos

Infraestrutura portuária em SC demanda R$ 57 bilhões até 2029 para sustentar expansão logística

Santa Catarina vive uma corrida bilionária para ampliar e modernizar sua infraestrutura portuária e logística. O oitavo porto do estado deve entrar em operação em 2030: o TUP Coamo (Terminal de Uso Privado), com investimento estimado em R$ 3 bilhões. O projeto se soma a outras iniciativas estratégicas, como o alargamento do canal da Baía da Babitonga e a expansão dos portos de Itapoá e São Francisco do Sul, especialmente no Norte catarinense.

A ampliação da capacidade portuária promete fortalecer o escoamento da produção, mas também expõe a necessidade urgente de melhorias na malha de transportes, principalmente nas rodovias de acesso aos terminais.

Rodovias concentram maior parte dos recursos necessários
De acordo com levantamento da Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina), o estado precisará de R$ 57 bilhões em investimentos até 2029 para adequar e expandir sua infraestrutura de transporte. Desse total, R$ 40,2 bilhões devem ser destinados ao transporte rodoviário, apontado como o principal gargalo logístico.

A federação estima ainda que a iniciativa privada será responsável por R$ 42,6 bilhões do volume total previsto, especialmente em projetos ligados à ampliação de portos e a parcerias público-privadas (PPPs).

Dragagem da Baía da Babitonga avança com PPP
Um dos principais projetos em andamento é a dragagem da Baía da Babitonga, que recebe investimento de R$ 333 milhões em uma PPP envolvendo os portos de São Francisco do Sul e Itapoá. A obra vai aprofundar o canal de acesso de 14 para 16 metros, permitindo a atracação de navios de maior porte.

Com a intervenção, o complexo portuário será o primeiro do Brasil apto a receber embarcações de até 366 metros, operando com carga máxima. Parte do material retirado está sendo utilizada no engordamento das praias de Itapoá, em uma ação que cobre oito quilômetros do litoral e movimenta cerca de seis milhões de metros cúbicos de sedimentos. A dragagem já alcançou 43,7% de execução, enquanto a ampliação da faixa de areia supera metade do cronograma previsto.

Oitavo porto de SC deve aliviar escoamento agrícola
Instalado próximo ao Porto de Itapoá, o TUP Coamo tem como objetivo reduzir gargalos no escoamento da produção agrícola do Sul do Brasil. O terminal será dedicado à movimentação de granéis sólidos e líquidos, como soja, milho, fertilizantes e derivados de petróleo, incluindo GLP. A capacidade estimada é de 11 milhões de toneladas por ano.

No pico de operação, após cerca de dez anos de funcionamento, a expectativa é de circulação diária de 835 veículos pesados, com acesso principal pela via José Alves. Segundo estudos técnicos, as rodovias SC-416 e SC-417 têm capacidade física para absorver o fluxo adicional, embora ajustes operacionais sejam necessários.

Para garantir a fluidez do tráfego, está prevista a construção de uma rotatória, implantação de sinalização viária e ações de conscientização junto a caminhoneiros e trabalhadores do setor.

Porto de São Francisco do Sul amplia estrutura aos 70 anos
Em 2025, o Porto de São Francisco do Sul completou 70 anos com anúncio de mais de R$ 40 milhões em investimentos. O pacote inclui a construção da terceira faixa da BR-280 (R$ 12,5 milhões), a recuperação do Berço 201 (R$ 18 milhões) e a implantação de um sistema de despoeiramento no corredor de exportação, orçado em R$ 11 milhões.

As obras visam melhorar o acesso terrestre, ampliar a capacidade de atracação e reduzir impactos ambientais na movimentação de grãos. Localizado na Baía da Babitonga, o porto responde por 80% da soja exportada por Santa Catarina e por 50% do aço importado pelo Brasil, figurando entre os dez maiores portos do país em carga geral.

Obras prioritárias para a logística catarinense
O estudo da Fiesc também aponta intervenções consideradas estratégicas para o desenvolvimento estadual. Entre as prioridades estão a conclusão da duplicação das BR-280 e BR-470, além da manutenção das rodovias federais e a adequação de capacidade das BR-282 e BR-163. A finalização das obras da BR-285 também integra a lista.

No setor portuário, ganham destaque a segunda etapa da bacia de evolução e do canal de acesso ao Porto de Itajaí, a recuperação e ampliação dos molhes do Porto de Imbituba e a continuidade do aprofundamento do canal da Baía da Babitonga, via PPP.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Porto de São Francisco do Sul/ND

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Portos

Leilões portuários: Governo Federal agenda primeiro bloco de 2026 para fevereiro

O Governo Federal confirmou que o primeiro bloco de leilões portuários de 2026 será realizado no dia 26 de fevereiro, na B3, em São Paulo. O certame foi anunciado nesta quarta-feira (17) pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), em parceria com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

O pacote reúne quatro terminais portuários, localizados em Macapá (AP), Natal (RN), Porto Alegre (RS) e Recife (PE), com previsão de R$ 229 milhões em investimentos. As áreas contemplam a movimentação de cereais, granéis sólidos, minerais e passageiros, atendendo diferentes perfis logísticos.

Programa de concessões amplia eficiência e desenvolvimento regional

Ao anunciar o leilão, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que o governo mantém o ritmo de expansão da infraestrutura portuária. Segundo ele, a estratégia busca fortalecer o setor, ampliar a capacidade operacional e incentivar o desenvolvimento fora dos grandes centros.

Desde 2023, o governo federal já realizou 26 leilões no setor portuário, totalizando cerca de R$ 15,5 bilhões em investimentos. A proposta, de acordo com o ministério, é garantir maior eficiência logística e integração regional.

Regulação e visão de longo prazo

Para o diretor-geral da Antaq, Frederico Dias, o primeiro bloco de leilões de 2026 reflete uma visão estratégica para a infraestrutura aquaviária brasileira. Ele ressaltou que a agência atua para assegurar um ambiente regulatório estável, capaz de atrair investimentos e impulsionar a competitividade dos portos nacionais.

Segundo a Antaq, os projetos previstos no certame contribuem diretamente para o fortalecimento da logística e para a transformação da infraestrutura em vetor de desenvolvimento econômico.

Diversidade de cargas e próximos leilões

O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, chamou atenção para a diversidade de cargas envolvidas nos terminais do bloco, que incluem grãos, minerais, granéis e passageiros. Ele adiantou que o ministério já prepara os próximos certames.

Entre eles está o Tecon Santos 10, terminal de contêineres do Porto de Santos, que já recebeu aval do Tribunal de Contas da União (TCU) e deve ser leiloado em março. Um roadshow está previsto para janeiro, com o objetivo de apresentar os projetos a potenciais investidores.

Detalhes dos terminais incluídos no leilão

TMP Recife (PE)
O terminal de passageiros do Recife terá investimentos estimados em R$ 2,3 milhões e prazo de 25 anos de concessão. A expectativa é fortalecer o circuito de cruzeiros turísticos no Nordeste, em integração com portos como Fortaleza, Maceió e Salvador.

MCP01 – Porto de Santana (AP)
Localizado no Amapá, o terminal é estratégico para o escoamento de grãos e cavaco de madeira na região Norte. O projeto prevê R$ 150,20 milhões em investimentos, com 25 anos de concessão.

POA26 – Porto de Porto Alegre (RS)
O terminal POA26 receberá R$ 21,13 milhões e terá prazo de 10 anos de concessão. A área será destinada à movimentação e armazenagem de granel sólido, contribuindo para a modernização dos portos no Sul do país.

NAT01 – Porto de Natal (RN)
Voltado ao transporte de granéis minerais, especialmente minério de ferro, o terminal de Natal contará com R$ 55,17 milhões em investimentos e prazo de 15 anos de concessão, reforçando a logística portuária do Nordeste.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Rodrigo Felix Leal/SEIL

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