Portos

ICTSI defende restrições no leilão do megaterminal de Santos para garantir concorrência

Empresa questiona recomendação do TCU

A ICTSI (International Container Terminal Services Inc.), interessada no megaterminal de contêineres STS-10 no Porto de Santos, protocolou um pedido junto ao Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) em defesa das restrições impostas pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) no leilão.

Segundo a companhia filipina, limitar a participação de operadores já presentes no porto durante a primeira fase do certame é legal, eficiente e a única maneira de assegurar concorrência efetiva em um dos maiores portos do Brasil.

A ICTSI criticou a recomendação do TCU de realizar o leilão em fase única, qualificando-a como “contra legem [contra a lei]” e potencialmente ineficiente. A empresa alerta que permitir a participação de todas as operadoras favoreceria grupos dominantes, como Maersk e MSC, afastando novos investidores e criando uma “falsa isonomia”.

“MSC e Maersk são praticamente imbatíveis, pois, devido ao seu domínio no terminal, no transporte de longo curso e na cabotagem, podem superar qualquer lance de concorrentes”, declarou a empresa.

Comparação com o leilão do 5G

A manifestação inclui parecer jurídico do professor Carlos Ari Sundfeld (FGV), que reforça a legalidade e proporcionalidade do modelo adotado pela Antaq. Sundfeld destaca que a agência tem competência para estruturar leilões com salvaguardas, evitando a concentração de mercado e incentivando novos entrantes.

O especialista cita como precedente o leilão do 5G em 2021, quando a Anatel impediu a participação de operadoras já detentoras de frequências na fase inicial, estimulando a competição futura. Segundo Sundfeld, o modelo bifásico da Antaq é “juridicamente sólido, pondera consequências práticas e busca o maior grau de competição futura possível”.

Riscos de concentração de mercado

A ICTSI também baseia sua argumentação em pareceres do Cade e do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), que identificam riscos concorrenciais caso empresas já instaladas em Santos vençam o leilão.

O Cade alertou para a sobreposição horizontal e integração vertical, que podem resultar em fechamento de mercado e controle de informações estratégicas. Já o MPor reforçou que o foco do arrendamento público deve ser eficiência e competitividade, e não apenas arrecadação. Para o órgão, a entrada de um operador independente é a forma mais eficaz de evitar concentração.

Análise técnica do TCU e próximos passos

A manifestação da ICTSI surge após técnicos do TCU recomendarem que o edital permita a participação de incumbentes, como MSC, Maersk, CMA CGM e DP World, alegando que a restrição inicial violaria princípios de isonomia e eficiência.

O caso está sob relatoria do ministro Antonio Anastasia e deve ser levado ao plenário do TCU. O governo federal pressiona para que o leilão ocorra ainda em 2025, com investimentos estimados em até R$ 6 bilhões, capazes de aumentar em 50% a capacidade de movimentação de contêineres no Porto de Santos.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Portos

Quatro empresas dominam 80% do transporte de contêineres no Porto de Santos

O transporte de contêineres no Porto de Santos (SP), o maior do Brasil, está cada vez mais concentrado em quatro grandes armadores europeus, três dos quais operam terminais dentro do complexo portuário.

Big Four do transporte marítimo

No período de setembro de 2024 a agosto de 2025, a participação das chamadas “big four” – MSC (Suíça), Maersk (Dinamarca), CMA CGM (França) e Hapag-Lloyd (Alemanha) – subiu de 72% para 80% do transporte de contêineres. Em contrapartida, a fatia dos demais armadores caiu de 28% para 20%, segundo dados da Datamar, plataforma especializada em informações portuárias e de comércio exterior.

O grupo restante inclui empresas asiáticas importantes, como a Cosco (China), ONE (Japão) e Evergreen (Taiwan). Fontes do setor relatam que a presença dessas companhias tem sido dificultada pela dominância das europeias.

Terminais de contêineres em Santos

O Porto de Santos conta com três terminais principais. A MSC e a Maersk são sócias no BTP, enquanto a CMA CGM adquiriu o controle da Santos Brasil em setembro de 2024. O terceiro terminal pertence à DPW (Dubai Ports World), que tem um acordo com a Maersk para operações de contêineres.

Além disso, a Maersk firmou uma parceria em 2024 para compartilhamento de rotas marítimas intercontinentais, válida desde o início de 2025, mas que não inclui a América Latina.

Novo superterminal em Santos

O governo federal planeja leiloar ainda em dezembro de 2025 o Tecon Santos 10, novo superterminal de contêineres que deve receber mais de R$ 6 bilhões em investimentos e aumentar em 50% a capacidade atual de movimentação de cargas.

O Tribunal de Contas da União (TCU) avalia o modelo de leilão, que enfrenta forte disputa entre órgãos do governo e empresas. A Antaq e o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) defendem um leilão em duas etapas, impedindo a participação dos atuais operadores na primeira fase e permitindo uma segunda rodada caso não haja propostas. Nesse modelo, os vencedores incumbentes precisariam se desfazer de seus ativos em Santos.

Já o Ministério da Fazenda, por meio da Seae, e a unidade técnica do TCU preferem um leilão aberto em fase única, com cláusula de desinvestimento apenas se um dos atuais operadores vencer.

Argumentos a favor das restrições

Defensores de restrições citam a concentração dos armadores europeus para justificar a necessidade de um novo operador. Segundo eles, se uma das empresas que já controlam terminais vencer o leilão do Tecon 10, outros armadores poderiam ter menos oportunidades de atracagem no maior porto brasileiro.

O grupo filipino ICTSI, interessado no Tecon Santos 10, afirmou em manifestação ao Ministério Público de Contas que a “concentração de mercado em Santos é alarmante” e que os incumbentes controlam significativamente também a cabotagem, essencial para o funcionamento do porto como hub regional.

Segundo a ICTSI, “leilões em duas fases, com restrições a incumbentes, são práticas adotadas globalmente para fomentar a concorrência e não prejudicam a eficiência do certame”, destacando que tais formatos seguem recomendações da OCDE.

Cade arquiva inquérito sobre condutas anticoncorrenciais

Recentemente, a Superintendência-Geral do Cade arquivou um inquérito que investigava MSC e Maersk por possíveis práticas de self-preferencing no Porto de Santos. A denúncia havia sido apresentada pela ABTP e Abtra, alegando favorecimento de terminais próprios, diferenciação de preços e redução de escalas em terminais de terceiros.

O Cade concluiu que não havia indícios suficientes de infração à ordem econômica, encerrando as investigações em maio de 2025.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NeoFeed

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Determinação das taxas USTR 301 para embarcações – ônus sobre os operadores de navios

Faltando menos de duas semanas para a implementação de taxas portuárias adicionais para embarcações de propriedade, operadas ou construídas na China, a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP), agência responsável pela cobrança, detalhou os principais requisitos por meio de seu Cargo Systems Messaging Service.

No caso das taxas que também se aplicam a todos os navios transportadores de veículos construídos fora dos EUA, a CBP declarou:

“O ônus de determinar se uma embarcação deve a taxa é do operador, NÃO da CBP.”

As tarifas, que entram em vigor para embarcações que atracarem em portos dos EUA a partir de 14 de outubro, foram confirmadas nos seguintes valores:

  • US$ 50 por tonelada líquida para embarcações de chegada de propriedade ou operadas por uma entidade chinesa;
  • Para porta-contêineres construídos na China: o valor mais alto entre US$ 18 por tonelada líquida ou US$ 120 por cada contêiner descarregado;
  • US$ 14 por tonelada líquida para embarcações classificadas como transportadoras de veículos ou do tipo roll-on/roll-off.

Os pagamentos devem ser feitos diretamente ao Departamento do Tesouro dos EUA através do portal seguro pay.gov, e não no momento da entrada no porto.

Os operadores de navios são “fortemente encorajados” a quitar as taxas com pelo menos três dias de antecedência da chegada. Aqueles sem comprovante de pagamento ficarão impedidos de realizar operações de carga e descarga ao atracar em portos norte-americanos.

As taxas serão calculadas pelo sistema pay.gov com base nas declarações apresentadas pelos operadores por meio do formulário Section 301 Payment Form. Após o pagamento, a confirmação será repassada ao sistema Vessel Entrance and Clearance System (VECS).

Ainda há incertezas quanto à definição de embarcação de propriedade chinesa, especialmente em casos de navios financiados por meio de arrendamentos chineses, modalidade que ganhou popularidade nos últimos anos.

Segundo a consultoria Alphaliner, apenas as 10 maiores companhias de transporte de contêineres deverão arcar com US$ 3,2 bilhões em taxas USTR 301 até 2026, considerando a frota atual. As mais afetadas seriam a chinesa Cosco Shipping Container Lines e sua subsidiária listada em Hong Kong, Orient Overseas Container Line (OOCL), que juntas pagariam US$ 1,53 bilhão em tarifas.

FONTE: Seatrade Maritime News
IMAGEM: Reprodução/Porto de Los Angeles

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Operação de dragagem na Baía da Babitonga começa nos próximos dias

A draga Galileo Galilei, uma das mais modernas do mundo, já está na Baía da Babitonga aguardando para iniciar os trabalhos de aprofundamento e alargamento do canal de acesso ao Complexo Portuário da Babitonga, no Norte do Estado.

As obras devem começar nos próximos dias, com previsão de conclusão para o segundo semestre de 2026.

O projeto de R$ 333 milhões prevê o aumento do calado de 14 para 16 metros, possibilitando a atracação de embarcações com até 366 metros de comprimento. Assim, a Babitonga se torna o primeiro complexo portuário do Brasil com capacidade para receber navios desse porte, com carga máxima. 

Engordamento da praia

Uma característica inovadora da obra é a destinação dos sedimentos retirados do mar, já que 6,5 milhões de metros cúbicos de areia serão usados para o engordamento da orla de Itapoá (mais da metade do material dragado, que é de 12,5 milhões de metros cúbicos).

O objetivo é o alargamento de 8 quilômetros da faixa de areia da cidade, no que é considerada a maior obra de engordamento de praia da história do país, em extensão.
Também será a primeira vez no Brasil que os sedimentos de uma dragagem portuária terão esse destino. 

Parceria Público Privada

A obra foi viabilizada por meio de uma parceria inédita entre os portos de São Francisco do Sul e Itapoá. Pela primeira vez no Brasil, um porto público firma contrato com um porto privado para a realização de uma obra desta natureza, que será executada por meio de uma Parceria Público Privada (PPP): o porto público de São Francisco aportará R$ 33 milhões e o terminal privado Itapoá, R$ 300 milhões. 

O investimento privado será devolvido de modo parcelado até 2037, aproximadamente 11 anos após o fim da obra. O ressarcimento para Itapoá será em cima do adicional de tarifas portuárias geradas pelo acréscimo no número de navios que atracarem no porto e pelo aumento no volume de carga movimentada, a partir da conclusão da obra de aprofundamento.

Fiscalização

As empresas Geplan e Prosul foram selecionadas, por meio de licitação pública, para fiscalizar a obra, no valor de R$ 9 milhões. Além de acompanhar todas as etapas da obra, terão a responsabilidade de realizar uma análise detalhada de cada fase, incluindo a compatibilidade dos sedimentos depositados na praia, bem como a fiscalização da modelagem topográfica da área a ser alargada. 

As empresas ainda irão monitorar a parte aquática da obra, assegurando que as cotas de aprofundamento e alargamento do canal de acesso sejam realizadas de acordo com as especificações técnicas previstas.

Repercussão

De acordo com o presidente do Porto de São Francisco, Cleverton Vieira, esta obra de dragagem será a maior em andamento no país. “O modelo adotado é resultado de um debate coordenado pelo Ibama, construído com base na relação de confiança entre as instituições envolvidas”, afirma.
“O Porto de São Francisco do Sul está conduzindo um dos mais significativos projetos de infraestrutura portuária e gestão ambiental do Brasil”.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGENS: Oswaldo Rodalski

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Portos

Complexo Portuário de Itajaí registra alta de 9% e movimenta 9,7 milhões de toneladas em 2025

Crescimento na movimentação de cargas

Entre janeiro e agosto de 2025, o Complexo Portuário de Itajaí movimentou 9,7 milhões de toneladas de cargas, volume 9% superior ao registrado no mesmo período de 2024, quando foram contabilizadas 8,9 milhões de toneladas. Nesse intervalo, 815 embarcações passaram pela bacia de evolução.

As exportações somaram 641.345 toneladas, enquanto as importações atingiram 673.623 toneladas. O complexo é composto pelo Porto de Itajaí e seis terminais privados: Teporti, Poly Terminais, Trocadeiro Portos e Logística, Barra do Rio Terminal Portuário, Terminal Braskarne e Portonave (Terminais Portuários de Navegantes).

Porto de Itajaí: crescimento no cais público e na área arrendada

O Porto de Itajaí (cais público e área arrendada) recebeu 288 navios nos primeiros oito meses de 2025, número muito acima das 85 embarcações registradas em igual período de 2024.

A área arrendada, administrada pela JBS Terminais, movimentou 2,4 milhões de toneladas de cargas, sendo 1,35 milhão de toneladas em exportações e 1,05 milhão em importações.

Já o cais público registrou 392.806 toneladas no período, contra 240.250 toneladas no ano anterior – um crescimento de 63,5%. Desse total, 242.771 toneladas foram importadas e 150.035 exportadas.

Relevância estratégica para o comércio

A soma das operações do cais público e da área arrendada chegou a 2,79 milhões de toneladas, divididas entre 1,5 milhão de toneladas exportadas e 1,29 milhão importadas.

Os resultados reforçam a importância estratégica do Complexo Portuário de Itajaí no comércio exterior, consolidando-o como um dos principais hubs logísticos do Brasil, com destaque para o avanço simultâneo em cargas e em número de embarcações.

FONTE: Porto de Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Portos

Porto de Itajaí receberá R$ 844 milhões em investimentos e terá novo terminal de cruzeiros

O Porto de Itajaí, em Santa Catarina, será modernizado nos próximos cinco anos com R$ 844 milhões em investimentos. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (6) pelo presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, durante coletiva de imprensa.

Obras e modernização tecnológica

Entre os projetos previstos estão o aprofundamento do canal de acesso, a retirada de embarcações naufragadas – incluindo o navio Palas, submerso há mais de um século –, além do estudo para implantação de um terminal de cruzeiros em Itajaí.

O plano também contempla investimentos em tecnologia portuária, como sistemas de monitoramento de caminhões e a instalação do VTMIS, ferramenta que auxilia no controle do tráfego marítimo e na segurança das operações.

Porto preparado para o futuro

De acordo com Pomini, a meta é transformar Itajaí em referência nacional e internacional.

“Realizamos estudos e ouvimos a comunidade local para definir quais obras devem preparar o porto para os próximos 20 anos. O aprofundamento do canal, a retirada do Palas e a modernização tecnológica estão no centro desse projeto”, afirmou.

O executivo destacou ainda que o porto voltou a operar regularmente e já apresenta resultados positivos após o período de paralisação.

“Desde janeiro, com a gestão do Porto de Santos, retomamos o caixa, garantimos boa arrecadação e conseguimos pagar passivos em aberto”, acrescentou.

Novo terminal de cruzeiros em estudo

Durante o evento, também foi assinada uma cooperação técnica entre os portos de Santos e Itajaí e uma empresa privada, que ficará responsável pelo projeto do futuro terminal de cruzeiros. A definição do local dependerá de estudos técnicos e diálogo com operadores do setor.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Comércio, Portos

Terminal Barra do Rio reforça sua versatilidade no atendimento a diferentes tipos de carga em Itajaí

O Terminal Barra do Rio, em Itajaí (SC), vem se consolidando como um espaço estratégico para o comércio exterior da região, tendo como grande diferencial a flexibilidade para movimentar diferentes tipos de carga. De projetos especiais à siderurgia, passando por granéis sólidos, madeira e contêineres, o terminal aposta em tecnologia, equipes qualificadas e soluções personalizadas para atender cada cliente de forma ágil e eficiente.

Segundo Carlos Weidlich, Controller do Terminal, a versatilidade faz parte do DNA da empresa. “Temos uma equipe bastante diversa, com formações que se complementam. Apesar de seguirmos um organograma bem definido, todos se unem com um único objetivo: resolver as demandas dos nossos clientes da melhor forma possível. Por sermos um terminal alfandegado novo na região, investimos forte em tecnologia da informação, equipamentos modernos e capacitação dos colaboradores. Isso nos permite criar soluções sob medida e com a agilidade que o mercado exige”, afirma.

Cargas de projeto: planejamento e agilidade

As cargas de projeto, que exigem operações mais complexas e cuidadosas, recebem atenção especial no Barra do Rio. Desde o início da negociação, diferentes áreas — operacional, comercial, financeiro e institucional — participam da análise para garantir uma visão completa. “Após o fechamento do negócio, realizamos uma reunião de alinhamento e planejamento com todas as equipes. Por termos uma estrutura mais enxuta, conseguimos ser mais ágeis e flexíveis, algo muito valorizado por clientes exigentes nesse segmento”, destaca Carlos.

Siderurgia: foco em produtos de maior valor agregado

No setor siderúrgico, o terminal aposta no atendimento próximo e no uso de equipamentos próprios para movimentar chapas grossas, trilhos, perfis, tubos, laminados a frio e aço inox. Embora ainda não trabalhe com bobinas a quente e vergalhões, já há um projeto de expansão de 30 mil m² para ampliar a capacidade e receber cargas mais pesadas e volumosas.

Granéis sólidos e madeira: segurança no manuseio

O manuseio de granéis sólidos em Big Bags e de cargas de madeira ocorre em um armazém coberto localizado ao lado do cais, o que garante proteção contra intempéries e facilita operações de maior porte. “Procuramos manter essas cargas agrupadas, o que otimiza a conferência e o controle. Todo o espaço conta com sistema de monitoramento e está preparado para fiscalizações”, explica Carlos.

Contêineres: modernização e eficiência

Os contêineres, base do comércio exterior, são tratados como prioridade pelo Barra do Rio. Recentemente, o terminal investiu em uma série de melhorias: reforma do piso para aumentar a capacidade de recebimento, instalação de gates bidirecionais para agilizar o fluxo de veículos, aquisição de duas novas reach stackers e modernização do sistema WMS. “Também estamos ampliando a verticalização do armazém para otimizar o espaço das cargas desovadas. Tudo isso garante mais eficiência e confiabilidade para nossos clientes”, ressalta o Controller.

Um convite ao mercado

Com essa gama de soluções, o Terminal Barra do Rio se consolida como um TUP versátil e preparado para atender às demandas do comércio exterior. Carlos reforça o convite para que clientes e parceiros conheçam de perto a estrutura. “Nosso compromisso é oferecer um atendimento humano, próximo e eficiente, com soluções flexíveis para quem precisa de armazenagem alfandegada na região. Estamos sempre buscando melhorar, com foco total nas necessidades dos nossos clientes”, conclui.

TEXTO: REDAÇÃO
IMAGENS: DIVULGAÇÃO

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Portos

JBS Terminais destaca resultados expressivos em seu primeiro ano de operação em Itajaí

A JBS Terminais, negócio da JBS S.A., celebra conquistas significativas em seu primeiro ano de operação no Porto de Itajaí, em Santa Catarina. Em apenas doze meses, a empresa consolidou resultados expressivos, retomou a movimentação de contêineres após quase dois anos de paralisação e alcançou marcos importantes para o setor portuário brasileiro.

Desde o início das operações, a JBS movimentou mais de 300 mil TEUs, sendo 262 mil apenas em 2025, atendendo cerca de 2.400 clientes, entre eles grandes nomes como JBS/Seara, Berneck, Aurora, Mow Brazil, Pallets Castillo, Britânia, Comexport, Mexichem, Capital Trade e Benteler. Entre as operações de grande porte, destaca-se a importação de mais de 7.200 veículos da BYD.

O resultado financeiro também evidencia a força da operação: já foram investidos mais de R$ 130 milhões no terminal, e o lucro líquido acumulado neste ano atingiu R$ 60 milhões, superando em 12% o orçamento previsto.

O crescimento da empresa está apoiado em medidas estruturantes. A unificação das áreas operacionais, autorizada pelo Ministério de Portos e Aeroportos e pela Antaq, ampliou a eficiência logística e trouxe mais estabilidade às operações. Além disso, a duplicação da capacidade de atracação, agora com quatro berços disponíveis, permite ao terminal receber até três navios de grande porte simultaneamente, consolidando Itajaí como referência na movimentação de cargas.

O contrato transitório de arrendamento foi prorrogado em 29 de setembro pelo Ministério de Portos e Aeroportos, garantindo a continuidade das operações e reforçando o papel estratégico da JBS no Porto de Itajaí.

De acordo com Aristides Russi Junior, CEO da JBS Terminais:
“Conseguimos restabelecer a confiança no terminal e mostrar que Itajaí pode voltar a ocupar um lugar de destaque no cenário portuário brasileiro. A unificação das áreas trouxe mais previsibilidade e eficiência para nossos clientes, ao mesmo tempo em que reforça nosso compromisso de gerar desenvolvimento econômico para a cidade, para Santa Catarina e para o país. Esse avanço também se reflete na geração de empregos: hoje somos mais de 300 colaboradores diretos e mais de 1.000 postos de trabalho indiretos ligados às atividades do terminal. Quero destacar o excelente trabalho da nossa equipe, que tem sido essencial para atingirmos esses resultados e superarmos desafios desde o início das operações.”

O primeiro ano de operação demonstra a consolidação de uma gestão eficiente e orientada para resultados, reforçando a posição da JBS Terminais como um parceiro estratégico para clientes e para o desenvolvimento do Porto de Itajaí.

Sobre a JBS:

Com 70 anos de história, a JBS S.A. é uma multinacional brasileira, reconhecida como uma das líderes globais da indústria de alimentos. Com sede em São Paulo, a Companhia está presente em mais de 20 países, empregando mais de 280 mil colaboradores que seguem rigorosas diretrizes de sustentabilidade, inovação, qualidade e segurança alimentar.

O portfólio diversificado da JBS inclui carnes in natura, congelados, pratos prontos e marcas reconhecidas nacional e internacionalmente, como Friboi, Seara, Doriana, Massa Leve, Pilgrim’s Pride, Swift Prepared Foods, entre outras. A Companhia também atua em negócios correlacionados, como couro, biodiesel, colágeno, embalagens metálicas, transportes e soluções em gestão de resíduos, promovendo a sustentabilidade em toda a cadeia de valor.

FONTE: ASSESSORIA DE IMPRENSA
IMAGEM: ASSESSORIA DE IMPRENSA

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Portos

Porto de Rio Grande recebe R$ 432 milhões em obras de dragagem

Investimento histórico para ampliar competitividade

O Porto do Rio Grande vai receber o maior investimento em dragagem já realizado no Rio Grande do Sul. O governador Eduardo Leite assinou nesta semana o contrato e a ordem de início das obras, que terão aporte de R$ 432,2 milhões do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). A assinatura ocorreu durante visita ao Estaleiro Rio Grande.

As intervenções serão executadas pela empresa Van Oord, com prazo estimado de 15 meses, e abrangem o canal externo, o canal interno e os berços do Porto Novo. O projeto também prevê monitoramento ambiental durante toda a execução.

Dragagem garante navegação de grandes embarcações

Segundo o governo estadual, a obra vai assegurar condições seguras de navegação para navios de grande porte, ampliando a capacidade logística e o escoamento da produção gaúcha. O projeto deve melhorar a eficiência operacional, reduzir custos e aumentar a competitividade do porto.

“O investimento garante que navios não precisem esperar para acessar o porto, evitando perdas de competitividade e aumentando a segurança para quem investe no Estado. Melhorar as condições de navegação é fundamental para atrair negócios, gerar empregos e impulsionar o desenvolvimento”, destacou Leite.

Funrigs e reconstrução da infraestrutura

A dragagem faz parte da estratégia de retomada da infraestrutura portuária do Rio Grande do Sul. Os recursos vêm do Funrigs, criado pela Lei estadual nº 16.134/2024 para financiar ações de reconstrução, adaptação e resiliência climática.

A Portos RS captou R$ 731 milhões para o projeto de reconstrução da infraestrutura, centralizando investimentos estratégicos para o futuro do Estado.

Confira a seguir um histórico da movimentação de contêineres no longo curso no Porto do Rio Grande no período de janeiro de 2022 a agosto de 2025. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner e exclui movimentações internas, transbordo e cabotagem:

Movimentação de Contêineres no longo curso no Porto do Rio Grande | Jan 2022 a Ag 2025 | TEU

Proteção contra cheias em Rio Grande

No mesmo ato, o governador também anunciou o repasse de R$ 1,2 milhão para medidas de proteção contra cheias no município de Rio Grande. Os recursos, provenientes do programa Fundo a Fundo da Reconstrução, serão aplicados em serviços de hidrojateamento de 62,7 km de redes coletoras, limpeza de 2,7 mil poços de visita e 5,6 mil bocas de lobo.

O programa faz parte do Plano Rio Grande, voltado à proteção da população, reconstrução do Estado e fortalecimento da resiliência diante de eventos climáticos extremos.

Autoridades presentes

Além do governador, participaram da cerimônia os secretários estaduais Ernani Polo (Desenvolvimento Econômico), Paula Mascarenhas (Relações Institucionais), Angela de Oliveira (Secretaria de Reconstrução Gaúcha, adjunta), Mário Ikeda (Segurança Pública, adjunto), além da prefeita de Rio Grande, Darlene Pereira.

FONTE: Rádio Guaíba
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Porto de Itajaí fortalece parceria com Infra S.A. para projetos estratégicos

Reunião reforça integração entre Docas de Santa Catarina e Governo Federal

O superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, recebeu nesta terça-feira (30) representantes da Infra S.A. na sede da Superintendência. O encontro teve como principal pauta a atuação da nova empresa pública federal Docas de Santa Catarina e o desenvolvimento de projetos estratégicos para o setor portuário.

Infra S.A. e seu papel no transporte e logística

A Infra S.A. é uma empresa pública de direito privado, vinculada ao Ministério dos Transportes e organizada como sociedade anônima. A companhia atua no planejamento, engenharia, inovação e estruturação de projetos logísticos, oferecendo suporte técnico e estratégico para o setor portuário e de transportes em todo o país.

Agilidade e eficiência para o Porto de Itajaí

De acordo com a Superintendência, a aproximação com a Infra S.A. representa uma oportunidade para acelerar a execução de projetos e ampliar a eficiência do Porto de Itajaí. A integração com a Docas de Santa Catarina deve garantir mais agilidade nos processos e maior alinhamento entre gestão local e órgãos federais.

Porto busca retomar protagonismo nacional e internacional

Para João Paulo Tavares Bastos, a visita marca um passo importante na retomada da relevância do terminal catarinense.

“A visita da Infra S.A. fortalece o alinhamento institucional em torno da Docas de Santa Catarina. Estamos construindo, com o apoio do Governo Federal, uma agenda estratégica que garantirá maior eficiência, inovação e integração aos processos portuários de Itajaí. Essa união de esforços representa um passo importante para que o nosso porto volte a ser referência nacional e internacional”, afirmou o superintendente.

FONTE: Porto de Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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