Portos

Porto de Santos investe em logística verde e se consolida como “Porto do Futuro”

O Porto de Santos, no litoral de São Paulo, passa por uma profunda transformação que une tecnologia de ponta e responsabilidade ambiental. Em linha com as diretrizes do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), a Autoridade Portuária de Santos (APS) implementa projetos que incluem redes 5G, Gêmeos Digitais (Digital Twin) e fornecimento de energia limpa para navios atracados.

O objetivo é consolidar o maior complexo portuário do hemisfério sul como um Porto Inteligente (Smart Port), seguindo padrões internacionais de eficiência logística e sustentabilidade energética.

Crescimento alinhado à sustentabilidade

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, as iniciativas em Santos mostram que desenvolvimento e preservação ambiental podem caminhar juntos.
“Estamos vendo a materialização do conceito de ‘Porto do Futuro’. Ao investir em tecnologia como 5G e energia limpa, o Porto de Santos opera com máxima eficiência logística e lidera a agenda de descarbonização”, afirma o ministro.

O secretário nacional de Portos, Alex Ávila, destaca o ganho operacional. “A implementação do VTMIS e dos Gêmeos Digitais eleva o nível de gestão do porto, trazendo segurança e previsibilidade. Transformamos nosso principal ativo logístico em um hub inteligente e sustentável, alinhado aos portos mais avançados do mundo”, explica Ávila.

Monitoramento digital e conectividade

A segurança e fluidez da navegação são pilares da modernização. A APS está em processo de contratação do VTMIS (Vessel Traffic Management Information System), sistema que funciona como uma “torre de controle do mar”, usando radares, câmeras e sensores para monitorar o tráfego de embarcações em tempo real.

A rede privativa 5G e os Gêmeos Digitais permitem simular cenários operacionais, prever manutenções e otimizar o fluxo logístico. Com isso, é possível reduzir gargalos, custos e aumentar a eficiência de toda a cadeia portuária.

Logística de baixo carbono

O Porto de Santos avança também na eletrificação do cais, por meio do sistema Onshore Power Supply, que permite aos navios desligar motores a combustão ao atracarem, conectando-se à rede elétrica do porto. A iniciativa reduz emissões de gases de efeito estufa e o ruído na região.

A energia utilizada é 100% renovável, proveniente da Usina Hidrelétrica de Itatinga, gerida pela APS. O projeto inclui estudos para a produção de hidrogênio verde (H2V), combustível do futuro que poderá abastecer máquinas e veículos do complexo.

Incentivos e políticas verdes

Para estimular a adesão a práticas sustentáveis, a APS prorrogou e ampliou descontos tarifários para navios verdes, avaliados pelo Índice Ambiental de Navios (ESI). A medida beneficia embarcações com menor impacto ambiental e reforça o compromisso do governo federal com a descarbonização da logística.

O Ministério de Portos e Aeroportos destaca que o modelo de Santos serve de referência, provando que é possível aumentar a movimentação de cargas enquanto se investe em inovação tecnológica e proteção ambiental.

FONTE: Santa Portal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

Ler Mais
Portos

Porto de Porto Alegre deve receber cinco navios de longo curso até o fim de fevereiro

Após a retomada das operações de navegação de longo curso, o porto de Porto Alegre tem previsão de receber mais cinco navios internacionais até o final de fevereiro. A informação foi confirmada pela Portos RS, após a chegada da embarcação Equinox Eagle nesta semana.

Primeiro grande navio chega após enchentes de 2024

O Equinox Eagle, com bandeira das Ilhas Cayman, foi o primeiro navio de grande porte a atracar na capital gaúcha desde as enchentes de 2024. A embarcação, com cerca de 200 metros de comprimento, veio de São Petersburgo, na Rússia, transportando 11 mil toneladas de nitrato de potássio.

O navio iniciou a operação de descarga na segunda-feira e deve deixar o porto ainda nesta quarta-feira. Segundo o diretor de Operações da Portos RS, Bruno Gonçalves Almeida, antes das inundações o terminal operava, em média, entre oito e dez navios de longo curso por mês, com foco na movimentação de fertilizantes e cevada.

Retomada reduz custos e alivia indústrias

De acordo com Almeida, o retorno dos navios de grande porte representa um impacto logístico positivo para empresas que utilizam o porto. “Havia uma expectativa grande da comunidade portuária. Muitas indústrias foram bastante afetadas e a chegada dos insumos traz um alívio importante”, afirmou.

A retomada das operações na capital pode gerar uma economia estimada em R$ 1 milhão por navio, quando comparada ao descarregamento em outros estados, como Santa Catarina, além de reduzir custos com transporte rodoviário.

Navegação noturna avança em fase gradual

Embora tecnicamente liberada, a navegação noturna no porto de Porto Alegre ainda deve entrar em operação nos próximos meses. Quando totalmente implementada, permitirá, de forma inédita no Rio Grande do Sul, o acesso de navios com mais de 111 metros durante a noite.

Segundo o diretor da Portos RS, o processo segue em fase de ramp-up, com liberação gradual. “Esse avanço beneficia não apenas os navios de longo curso, mas também a navegação interior, já que anteriormente apenas embarcações menores podiam operar à noite”, explicou. A mudança pode representar uma redução de até dois dias de viagem, impactando diretamente no custo do frete.

Dragagem concluída em canais estratégicos

Paralelamente, foram finalizadas as obras de dragagem em canais considerados críticos, como Itapuã, Pedras Brancas, Leitão e Furadinho. O canal da Feitoria segue em obras.

Com o retorno do longo curso, a Portos RS também planeja avançar em projetos de restauração de armazéns, incluindo o POA11, que teve o telhado destruído durante as enchentes.

Investimentos aguardam formalização

O armazém POA11 deverá receber R$ 5 milhões em investimentos da Unifertil, vencedora da licitação realizada em 2023. No entanto, o contrato ainda aguarda assinatura com o Ministério de Portos e Aeroportos.

Apesar de a liberação total ainda depender da navegação noturna, Almeida avalia o momento como positivo. “A sensação é de dever cumprido. Priorizamos a segurança técnica e evitamos liberações precipitadas, especialmente no que diz respeito à dragagem”, destacou.

FONTE: Correio do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Camila Cunha

Ler Mais
Portos

Obra de R$ 12 milhões remove obstáculo submerso em porto estratégico de Santa Catarina

Uma obra avaliada em R$ 12 milhões está em andamento no Porto de São Francisco do Sul, no Litoral Norte de Santa Catarina, para eliminar um obstáculo submerso que limita a operação dos berços 101 e 102. A intervenção, iniciada em 2025, prevê a retirada de uma rocha submersa com volume equivalente a cinco contêineres, permitindo que o local atinja 14 metros de profundidade.

Atualmente, a presença da pedra obriga embarcações a realizarem manobras adicionais durante a atracação, o que eleva os custos logísticos e reduz a eficiência das operações portuárias.

Rocha está entre os principais berços do terminal

O obstáculo possui cerca de 370 metros cúbicos e está localizado a 10,5 metros de profundidade, entre dois dos berços mais utilizados do terminal. Os trabalhos são executados pela empresa Náutica Marítima Serviços, vencedora do processo licitatório.

Neste momento, a equipe concentra esforços na perfuração e fragmentação da rocha, etapa considerada uma das mais delicadas da obra. Ainda não há uma data definitiva para a conclusão dos serviços.

Derrocagem sem explosivos reduz impacto ambiental

A remoção da rocha está sendo feita por meio de derrocagem mecânica, sem o uso de explosivos. O método utiliza martelos de fundo, rompedores hidráulicos e, na etapa final, uma escavadeira hidráulica para retirar o material fragmentado.

Segundo a administração do porto, a técnica foi escolhida por minimizar impactos ambientais, além de garantir maior segurança operacional durante a execução dos trabalhos.

Obra foi dividida em duas etapas

A intervenção foi planejada em duas fases para evitar a paralisação prolongada das atividades portuárias. A primeira etapa ocorreu em janeiro de 2025 e durou aproximadamente um mês, período estrategicamente escolhido para não comprometer a operação dos navios graneleiros.

A segunda etapa teve início em dezembro de 2025, após o encerramento da safra de soja, permitindo a retomada dos trabalhos sem interferir no pico de movimentação do terminal.

Porto de São Francisco do Sul bate recordes

Considerado um porto estratégico para Santa Catarina, o Porto de São Francisco do Sul é o maior do estado em volume de cargas. Em 2025, o terminal movimentou 17,5 milhões de toneladas de mercadorias, o maior resultado em seus 70 anos de operação.

O crescimento foi de 39% nos últimos três anos: foram 12,6 milhões de toneladas em 2022, 16,8 milhões em 2023 e 17 milhões em 2024.

No mesmo ano, o porto também alcançou um recorde financeiro, com faturamento de R$ 189 milhões, alta de 8% em relação a 2024, quando registrou R$ 175 milhões.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Porto de São Francisco do Sul/ND Mais

Ler Mais
Portos

Porto de Itajaí recebe navio com 628 veículos de luxo e reforça liderança em cargas de alto valor

O Porto de Itajaí, em Santa Catarina, recebeu nesta segunda-feira (26) um navio transportando 628 veículos de luxo, em uma operação considerada de alto padrão logístico. A movimentação marca a chegada do primeiro navio roll-on/roll-off (Ro-Ro) de 2026 ao terminal catarinense.

Reconhecido como uma das principais portas de entrada de cargas de alto valor agregado no Brasil, o porto consolida sua posição estratégica no setor automotivo nacional.

Logística eficiente fortalece papel do porto

Segundo a administração do Porto de Itajaí, o desembarque dos veículos reforça a vocação do terminal para operações que exigem segurança, eficiência e alto nível operacional. A estrutura disponível tem sido decisiva para atrair cargas de maior valor e a confiança de grandes marcas internacionais.

De acordo com o superintendente João Paulo Tavares Bastos, o volume expressivo confirma a relevância do porto no cenário nacional. Para ele, a operação demonstra a capacidade do terminal em atender com excelência o segmento automotivo de alto padrão.

Sistema Ro-Ro garante agilidade e menor risco

A movimentação dos veículos foi realizada por meio do sistema roll-on/roll-off, no qual os automóveis entram e saem do navio por rampas próprias, sem necessidade de guindastes.

Esse modelo proporciona maior agilidade, reduz o risco de avarias e aumenta a previsibilidade logística, características essenciais para o transporte de veículos de luxo. Segundo a gestão do porto, a combinação entre infraestrutura adequada e equipe especializada tem sido fundamental para o sucesso dessas operações.

Histórico confirma consolidação no setor automotivo

Ao longo de 2025, o Porto de Itajaí movimentou cerca de 8.100 veículos, distribuídos em 12 operações com navios Ro-Ro. Os números reforçam a consolidação do terminal como referência nacional na logística automotiva e no manuseio de cargas de elevado valor comercial.

A autoridade portuária destaca que os resultados refletem a confiabilidade operacional e a capacidade do porto de atender demandas complexas do comércio exterior.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Porto de Itajaí/Reprodução/ND Mais

Ler Mais
Portos

Porto de Porto Alegre recebe primeiro navio de longo curso após enchentes de 2024

Equinox Eagle trouxe 11 mil toneladas de fertilizante e marca a retomada da navegação internacional no terminal gaúcho

O Porto de Porto Alegre voltou a receber um navio de navegação de longo curso, sinalizando a retomada das operações internacionais após as enchentes de 2024. A embarcação Equinox Eagle, graneleiro com bandeira das Ilhas Cayman, atracou por volta das 10h30 de segunda-feira (26) trazendo 11 mil toneladas de nitrato de potássio, insumo destinado ao abastecimento da indústria local. O navio partiu de São Petersburgo, na Rússia, e tem cerca de 200 metros de comprimento e 32 metros de largura.

Retomada da navegação de longo curso no RS

A volta da navegação de longo curso ocorre após a assinatura de deliberação estadual, em meados de janeiro, que autorizou tanto as operações internacionais quanto a liberação da navegação noturna. Apesar do avanço, a Portos RS informa que a circulação de navios à noite ainda não tem data definida para começar — uma demanda histórica do setor que se estende por décadas.

A retomada das operações foi conduzida de forma coordenada entre a Autoridade Portuária, a Marinha do Brasil e a praticagem da Lagoa dos Patos. Durante o ato oficial, o presidente da Portos RS, Cristiano Klinger, destacou que os resultados são fruto de planejamento e investimentos contínuos. Segundo ele, a hidrovia passou por reestruturação com serviços de dragagem, levantamentos de batimetria e a manutenção de um contrato permanente de sinalização náutica, assegurando maior confiabilidade e segurança à navegação.

Dragagem foi decisiva para a navegabilidade

Após as enchentes, a dragagem tornou-se um dos principais gargalos da navegação interior no Rio Grande do Sul. Empresários do setor relataram sucessivos encalhes de grandes embarcações no fim de 2024, especialmente nos canais do Furadinho, Pedras Brancas e da Feitoria, o que comprometeu negócios e impactou a economia da Região Metropolitana.

Entidades como a Federação das Indústrias do RS (Fiergs) e a Hidrovias RS chegaram a solicitar celeridade nas obras para evitar prejuízos à circulação de cargas e ao abastecimento industrial.

Investimentos para recuperar a hidrovia

O acúmulo de sedimentos trazidos pelas cheias de rios como Taquari, Sinos e Gravataí reduziu a profundidade dos principais canais, afetando o calado operacional de 5,18 metros e dificultando o tráfego de navios de grande porte. Considerando que a hidrovia movimenta, em média, seis milhões de toneladas de cargas por ano, a Portos RS investiu R$ 258 milhões para restabelecer a navegabilidade, com recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs).

FONTE: CORREIO DO POVO

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO CORREIO DO POVO / CAMILA CUNHA

Ler Mais
Portos

Porto de Chancay completa primeiro ano e redefine a logística do Pacífico sul-americano

O Porto de Chancay, no Peru, encerrou seu primeiro ano de operação efetiva consolidando a transição de um grande projeto de infraestrutura para um hub logístico em funcionamento, com movimentação real de cargas e conexão direta com a Ásia. Idealizado como um porto de águas profundas, altamente automatizado e orientado a rotas diretas com a China, o terminal passou a operar dentro dos padrões dos grandes complexos portuários globais.

Inaugurado institucionalmente em 2024, o porto iniciou suas operações comerciais em junho de 2025, após a liberação das licenças pelas autoridades peruanas. A operação é conduzida pela COSCO Shipping Ports Chancay Perú S.A., controlada majoritariamente pelo grupo chinês COSCO Shipping Ports, em parceria com o grupo peruano Volcan.

Infraestrutura moderna e foco em grandes navios
Desde o planejamento, o Porto de Chancay foi estruturado para receber navios porta-contêineres de grande porte, com calado profundo, sistemas digitais integrados e um túnel logístico exclusivo que conecta o terminal à Rodovia Pan-Americana. A solução reduz interferências urbanas e amplia a eficiência operacional.

No primeiro ciclo operacional, o porto concentrou-se em cargas alinhadas à sua hinterlândia, priorizando fluxos com ganhos logísticos evidentes e compatíveis com a geografia andina.

Exportações agrícolas lideram o início das operações
As primeiras exportações via Chancay foram dominadas por produtos agrícolas perecíveis, especialmente mirtilos, uvas e abacates, embarcados pelo Peru e por outros países andinos com destino ao mercado asiático. Esses embarques se destacaram pelo uso do porto para cargas sensíveis ao tempo, aproveitando uma redução de até 15 dias no trânsito marítimo até a China em comparação a outros portos da América Latina.

Além do Peru, Equador, Chile e Colômbia passaram a utilizar o terminal para exportações regionais, principalmente de frutas e produtos frescos voltados ao mercado asiático.

Importações chinesas e cargas especiais
No fluxo inverso, o porto recebeu importações originadas majoritariamente da China, incluindo máquinas, equipamentos industriais, veículos, bens de consumo duráveis e cargas especiais de grande porte, como equipamentos elétricos e industriais. Os dados são respaldados por registros da Autoridade Portuária Nacional do Peru (APN).

Redução do tempo de viagem é principal diferencial
Um dos pontos mais relevantes observados no primeiro ano foi a redução do tempo de transporte marítimo entre o Pacífico sul-americano e a China. As rotas diretas a partir de Chancay operaram entre 23 e 25 dias, enquanto trajetos tradicionais, dependentes do Canal do Panamá ou de múltiplas escalas, seguem entre 35 e 40 dias.

O ganho logístico beneficia especialmente cargas perecíveis e de maior valor agregado, reduzindo custos financeiros, riscos de deterioração e incertezas operacionais.

Hub emergente do Pacífico e impacto econômico
Ao longo de 2025, o Porto de Chancay passou a ser citado como um hub emergente do Pacífico sul-americano, atraindo cargas de países andinos e reforçando a integração comercial com a Ásia, ainda que em escala inicial. Autoridades peruanas indicam potencial de contribuição relevante ao PIB do Peru, além da geração de empregos diretos e indiretos e estímulo a investimentos logísticos no entorno do terminal.

Integração com o Brasil ainda não saiu do papel
Apesar das expectativas criadas em torno de corredores bioceânicos e da integração logística Brasil–Pacífico, o primeiro ano de operação não registrou qualquer carga brasileira utilizando o Porto de Chancay. Não há manifestos marítimos, dados aduaneiros, anúncios de operadores ou registros de operações piloto envolvendo exportadores do Brasil.

Estados frequentemente citados nesse debate, como Acre, Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, também não apresentaram movimentações logísticas efetivas via o porto peruano.

Limites da integração regional
A ausência brasileira está ligada a fatores estruturais conhecidos, como a inexistência de corredores terrestres plenamente operacionais, os altos custos da travessia andina, a falta de escala logística e a competitividade ainda superior das rotas atlânticas.

Segundo a APN e a COSCO Shipping Ports, o balanço do primeiro ano mostra que Chancay opera de forma consistente dentro de sua realidade geográfica, conectando o Pacífico sul-americano à Ásia de maneira mais direta. Ao mesmo tempo, evidencia que o porto ainda não é uma alternativa logística viável para o Brasil, nem um substituto imediato às rotas pelo Atlântico.

Perfil asiático-andino e desafios futuros
Neste estágio, o Porto de Chancay se consolida como um terminal de perfil asiático-andino, com protagonismo peruano e chinês. Sua expansão continental dependerá diretamente da evolução da infraestrutura terrestre sul-americana.

Ao fim do primeiro ciclo operacional, o porto comprova que infraestrutura portuária moderna gera ganhos concretos quando acompanhada por rotas marítimas eficientes, mas também revela os limites da integração regional diante da ausência de corredores logísticos terrestres funcionais. Para os investidores chineses, o ativo já opera com cargas reais e benefícios mensuráveis; para a América do Sul, o desafio permanece fora do porto.

FONTE: China 2 Brazil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Li Muzi/ Xinhua

Ler Mais
Portos

Porto de Buenos Aires concentra 80% dos contêineres do Paraguai em 2025

O porto de Buenos Aires respondeu por cerca de 80% da movimentação de contêineres do Paraguai em 2025, segundo dados do Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC). Ao longo do ano, aproximadamente 250 mil TEUs foram movimentados, reforçando a região metropolitana da capital argentina como principal ponto de transbordo do comércio exterior paraguaio.

O complexo portuário, que inclui terminais entre Zárate e La Plata, manteve regularidade operacional e avançou na agilização de processos documentais, fatores que contribuíram para a concentração do fluxo de cargas paraguaias.

Desempenho contrasta com dificuldades em Montevidéu
Enquanto Buenos Aires ampliou sua participação logística, o porto de Montevidéu enfrentou um cenário adverso em 2025. O terminal uruguaio registrou queda próxima de 30% na movimentação em comparação com 2024, especialmente nas operações de trânsito e transbordo, tradicionalmente estratégicas para o porto.

A retração ocorreu em um contexto de dificuldades operacionais, que afetaram a competitividade do terminal frente a outros hubs da região.

Saída de armadores e impactos na operação uruguaia
Nos últimos meses, Montevidéu foi impactado pela saída de grandes armadores, como MSC e Hapag-Lloyd, reduzindo de forma significativa os volumes movimentados. Além disso, questões sindicais e administrativas continuaram a influenciar negativamente a rotina operacional do porto.

Integração logística garante fluxo paraguaio
De acordo com o MOPC, a integração entre os modais fluvial e terrestre em Buenos Aires assegurou a continuidade do comércio exterior do Paraguai. A maior parte dos contêineres esteve ligada às exportações de soja, carne bovina e produtos industriais, além do ingresso de importações voltadas ao consumo interno e às cadeias produtivas.

Comércio exterior paraguaio em 2025
No acumulado do ano, o comércio exterior do Paraguai registrou US$ 16,7 bilhões em exportações e US$ 18,3 bilhões em importações, com operações distribuídas por mais de 140 destinos comerciais, evidenciando a importância da logística portuária regional para o país.

FONTE: dataPortuaria Argentina
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Portos

Reunião em Itajaí debate impactos do PL 733/2025 para os trabalhadores portuários

O superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, participou de uma reunião com trabalhadores portuários e lideranças sindicais para debater os impactos do Projeto de Lei nº 733/2025, que trata de mudanças no marco regulatório do setor portuário e está em tramitação na Câmara dos Deputados, em Itajaí. 

O encontro contou com a presença da deputada federal Ana Paula Lima e reuniu representantes sindicais de todas as categorias que atuam nos portos de Itajaí, São Francisco do Sul e Imbituba reforçando a importância da união dos trabalhadores neste momento decisivo da tramitação do projeto.

Principais pontos do PL 733/2025 debatidos na reunião
    •    Possíveis mudanças nas regras de contratação no setor portuário.
    •    Impactos sobre o trabalho portuário avulso e o modelo atual de escalação.
    •    Alterações no papel do OGMO, com reflexos na organização do trabalho.
    •    Riscos à segurança jurídica, à renda e aos direitos históricos da categoria.
    •    Necessidade de garantir que a modernização dos portos não resulte em precarização do trabalho.

​A reunião reforçou a importância da articulação entre trabalhadores, sindicatos, gestão portuária e representação parlamentar para assegurar que o avanço do PL 733/2025 ocorra com diálogo, responsabilidade social e respeito à história e ao papel dos trabalhadores portuários de Itajaí.

O superintendente João Paulo Tavares Bastos reafirmou o posicionamento institucional do Porto de Itajaí: “o Porto de Itajaí tem compromisso com os trabalhadores portuários. A modernização dos portos é importante, mas o porto é feito pelas mãos dos trabalhadores. São eles que garantem a operação, a segurança e o desenvolvimento da cidade.”

O presidente do Sindicato dos Estivadores de Itajaí, Sandro Vargas dos Santos, ressaltou a importância da mobilização da categoria: “este é um projeto que impacta diretamente a vida dos trabalhadores. Precisamos acompanhar de perto a tramitação e atuar de forma unificada para defender nossos direitos e a nossa renda.”

Já o presidente da Intersindical dos Trabalhadores Portuários de Itajaí, Correio Júnior, destacou o papel da unidade sindical: ” o momento é de unir esforços. A reunião foi importante para somar forças em defesa dos trabalhadores portuários, garantindo direitos, renda e segurança para todas as categorias.”

A deputada federal Ana Paula Lima destacou que o diálogo com os trabalhadores é fundamental para a atuação no Parlamento:
“Estamos saindo desta reunião com as principais medidas que vamos defender na volta do Congresso Nacional, quando o PL será votado no plenário. Nosso compromisso é garantir que os trabalhadores portuários possam continuar trabalhando, com seus direitos assegurados.”

Participaram da reunião representantes dos Conferentes de Itajaí, São Francisco e Imbituba, Sindicato dos Conferentes de Itajaí, Imbituba e São Francisco, Sindicato dos Arrumadores de Itajaí, Imbituba e São Francisco, Sindicato dos Estivadores de Itajaí, Imbituba e São Francisco, Sindicato dos Consertadores de Itajaí, Sindicato dos vigias do Porto de Itajaí e Intersindical de Itajaí.

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

Ler Mais
Portos

Porto de Itajaí, Associação Comercial de Itajaí e Sebrae alinham projetos para impulsionar a economia azul na região

O Porto de Itajaí, a Associação Comercial de Itajaí (ACI) e o Sebrae alinharam, na última sexta-feira (23), uma agenda conjunta de projetos que serão desenvolvidos ao longo de 2026 com o objetivo de impulsionar a economia azul e fortalecer o ambiente de negócios na região da AMFRI.

A parceria prevê a realização de eventos, ações de aproximação com a comunidade, projetos de encadeamento produtivo e iniciativas voltadas ao turismo, com foco especial no fomento às micro e pequenas empresas e aos microempreendedores da região. A proposta é integrar o Porto de Itajaí de forma estratégica ao desenvolvimento econômico local, ampliando oportunidades, renda e inovação.

Segundo o diretor de Administração do Porto de Itajaí, Celso Zuchi, o alinhamento marca um novo momento de execução. “Temos muitas ações já convergidas e, agora, vamos partir para a execução. Em breve, teremos boas iniciativas para fortalecer ainda mais a relação entre o Porto e a cidade”, destacou. O diretor também agradeceu a visita das equipes da ACI e do Sebrae à Superintendência do Porto de Itajaí.

Participaram da reunião o vice-presidente de Marketing da Associação Comercial de Itajaí, Wagner Souza Rodrigues, a executiva Liria A. Santos, o gerente regional do Sebrae Foz do Itajaí, Aloísio Salomon, além das executivas do Sebrae Juliana Bernardi e Valdirene Ramos. Pelo Porto de Itajaí, estiveram presentes o chefe de gabinete Artur Pereira e a secretária de Comunicação, Dayane Nunes.

A agenda conjunta reforça o compromisso das instituições com o desenvolvimento sustentável, a geração de emprego e renda e a consolidação da economia azul como vetor estratégico para o crescimento da região.

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

Ler Mais
Portos

JBS Terminais avança para concessão definitiva do porto de Itajaí

Enquanto o mercado especula uma possível participação da JBS Terminais no leilão do Tecon 10, em Santos, a empresa mantém o foco voltado para Santa Catarina. O CEO da companhia, Aristides Russi Jr., afirma que qualquer decisão sobre Santos depende dos termos do edital, ainda não divulgado. No momento, a atenção está concentrada na operação do porto de Itajaí, onde a empresa atua há 14 meses sob concessão provisória.

Localizado às margens do rio Itajaí-Açu, o porto divide protagonismo regional com a Portonave, em Navegantes, terminal controlado pela TiL, braço da armadora suíça MSC.

Desempenho operacional e retomada rápida
Segundo Russi Jr., a JBS Terminais conseguiu recuperar a atividade do terminal em ritmo acelerado. Atualmente, o porto opera com dez linhas de navegação e atinge cerca de 93% do volume contratado.

O compromisso firmado prevê a movimentação de 44 mil TEUs por mês — unidade equivalente a um contêiner de 20 pés. De acordo com a empresa, a média atual gira em torno de 41 mil TEUs mensais, patamar próximo ao recorde histórico do terminal.

Ex-diretor da APM Terminals, antiga concessionária do porto, Russi Jr. destaca que parte da infraestrutura, como os portêineres, foi herdada da operação anterior, contribuindo para a retomada mais eficiente.

Histórico turbulento da concessão
O porto de Itajaí ficou cerca de um ano e meio sem operar após o fim do contrato com a APM. O processo licitatório enfrentou impasses, com desclassificação dos dois primeiros colocados. A empresa Mada Araújo, que obteve vitória judicial, assumiu a concessão, mas não chegou a movimentar cargas.

Posteriormente, com aval da Antaq, os direitos operacionais foram repassados à JBS Terminais, que iniciou a reativação do terminal. Para recuperar a confiança do mercado, a companhia investiu aproximadamente R$ 150 milhões.

Impacto econômico local
A operação emprega cerca de 600 trabalhadores, entre funcionários diretos e avulsos, com uma folha anual de aproximadamente R$ 50 milhões. A empresa também lidera a arrecadação de ISS no município, com cerca de R$ 7 milhões por ano.

Mesmo esperando concorrência no novo leilão, a JBS Terminais é vista como favorita à concessão definitiva. Dados do setor indicam que mais da metade dos leilões portuários realizados desde 2016 contou com apenas um proponente.

Questionamentos no TCU e posicionamento da empresa
O TCU analisou uma denúncia anônima relacionada à concessão, envolvendo metas de movimentação apresentadas pela Mada Araújo e suposto não pagamento de multas contratuais. A JBS Terminais afirma que atua em conformidade com todas as obrigações legais, que o tema já foi analisado pelo tribunal e que não há inadimplência.

Segundo a companhia, os volumes atuais já superam em 11% o melhor desempenho registrado antes da paralisação do porto, em 2022.

Desafios de infraestrutura e acesso
Apesar da recuperação operacional, o terminal enfrenta entraves estruturais. O calado médio do canal é de 13 metros, insuficiente para receber navios de grande porte, que exigem mais de 16 metros. A concessão do canal, dentro do programa de privatizações federais, é apontada como uma possível solução.

Limitações de espaço, dragagem deficiente e restrições operacionais obrigam manobras complexas das embarcações. Além disso, o acesso rodoviário preocupa o setor, com as BR-101 e BR-470 operando próximas ao limite de capacidade.

Para a empresa, a falta de infraestrutura viária adequada impacta diretamente a performance logística do porto e exige articulação com os governos estadual e federal.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Wolffenbuttel/JBS Terminais

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook