Negócios

Argentina ajuda Brasil a manter ritmo de produção

Em um ano, as vendas de veículos produzidos no Brasil para a Argentina aumentaram 156,5%

Os fabricantes de veículos se preparam para uma diminuição na expectativa de crescimento do mercado interno. Mas vão conseguir manter o ritmo da produção por conta do aumento da exportação para a Argentina.

Graças à demanda mais aquecida no país vizinho, a participação das vendas externas na indústria automobilística passou de 14% para 25% em um ano.

Ao perceber a recuperação do mercado argentino, principal destino externo do setor, as montadoras se preparavam, desde janeiro, para aumentar os volumes Em janeiro a Anfavea anunciou a expectativa de uma expansão de 7,8% das exportações em 2025.

Mas o resultado dos últimos meses surpreendeu, diz o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Igor Calvet. A entidade reviu os cálculos e na quinta-feira (7) anunciou uma projeção de exportação muito mais alta, de 38,4% em 2025.

Em um ano, as vendas de veículos produzidos no Brasil para a Argentina aumentaram 156,5% (183,9 mil unidades), o que elevou a fatia do país vizinho de 35% para quase 59% do total exportado pelo setor. Embora as vendas para outros mercados vizinhos, como Colômbia e Chile, também tenham crescido, é a demanda argentina o principal motivo que leva a Anfavea a tratar o resultado como “alta surpreendente”.

De janeiro a julho, o volume de veículos exportados pelo Brasil somou 312,1 mil unidades, alta de 52,7% ante 2024. A receita com as vendas externas das montadoras somou US$ 8,33 bilhões, crescimento de 43,9% na comparação com o mesmo período de 2024.

A demanda externa foi o principal motivo, segundo Calvet, que levou a indústria a contratar mais nas últimas semanas. Em apenas um mês, as montadoras abriram 400 vagas. Com 109,1 mil funcionários, o emprego nas montadoras aumentou 4,4% em 12 meses.

As perspectivas de vender mais no exterior ajudam o setor a compensar a expectativa de ritmo de crescimento mais lento no mercado interno e, assim, manter as projeções de produção anunciadas no início do ano.

A Anfavea diminuiu a previsão de expansão do mercado interno em 2025 de 6,3% para 5% (2,765 milhões de unidades). Mas manteve a expectativa de aumento da produção em 8,4% (2,749 milhões de unidades).

Nem mesmo o programa de incentivos fiscais federais Carro Sustentável ajudará a reverter a tendência. O programa isentou de IPI uma lista de carros básicos e, no primeiro mês de vigência, provocou um aumento de vendas desses modelos em 16,7%.

“Tarifas dos EUA prejudicarão venda de caminhões, que transportam os produtos afetados”

— Igor Calvet

A direção da Anfavea aponta a alta dos juros como um dos principais fatores que provocam a retração de demanda, sobretudo de caminhões. A entidade está pessimista em relação à demanda por veículos de transporte de carga, principalmente da linha pesada.

Desde o inicio do ano, a demanda por caminhões caiu 4,1% e o quadro pode piorar nos próximos meses. A entidade alterou a projeção de vendas internas de caminhões em 2025 de alta de 0,2% para queda de 8,3%. “A instabilidade nos machuca e a alta dos juros nos mata”, diz Calvet.

Mas não é só a alta da taxa básica de juros, a maior desde 2006, que pode afetar o ritmo das linhas de montagem. Segundo Calvet, o mercado de caminhões tende a sofrer o impacto do aumento das tarifas de importação dos EUA, em vigor desde quarta-feira. O dirigente lembra que praticamente todos os produtos exportados pelo Brasil para o mercado americano são transportados em caminhões até os portos.

O “tarifaço” divulgado pelo presidente Donald Trump também prejudicará a exportação de componentes fabricados pelas montadoras, como motores. Nesse caso, a tarifa subiu de 2,5% para 27,5%, o que, segundo cálculos da Anfavea, provocará impacto de US$ 268 milhões caso o ritmo de embarques seja mantido, o que Calvet duvida que ocorra.

Ao divulgar os resultados do setor, Calvet voltou a se queixar da entrada de produtos chineses. A importação de carros da China está se aproximando do volume que vem da Argentina.

De janeiro a julho foram vendidos 87,8 mil carros chineses no Brasil, 41,2% mais do que no mesmo período de 2024. Da Argentina, vieram 121,4 mil, um aumento de 11% na comparação com o acumulado em 2024.

“A importação da Argentina é benéfica porque nós também exportamos para lá, mas não vendemos nada para a China”, destaca.

Ao mesmo tempo, Calvet elogia a recente decisão da Câmara de Comércio Exterior (Camex), que limitou a seis meses o período de isenção do Imposto de Importação de veículos semidesmontados. A BYD, que se prepara para produzir no país, havia pedido um período maior, de um ano. A Camex também limitou o volume de entrada desses veículos a cotas que poderão ser usadas por todas as marcas, incluindo sócios da Anfavea.

Fonte: Valor Econômico

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Negócios

SC e PR assinam acordo de R$ 340 milhões sobre royalties do petróleo

Acerto encerra disputa judicial de 34 anos; valor devido pelo estado vizinho será aplicado em obras na rodovia SC-417

 Santa Catarina e Paraná assinaram nesta quarta-feira, 6, o acordo para a compensação dos royalties do petróleo devidos pelo estado paranaense aos catarinenses. Os governadores Jorginho Mello e Ratinho Jr. fecharam o entendimento de que o valor de R$ 340 milhões a ser ressarcido vai ser pago em obras estruturantes na rodovia SC-417, da divisa entre os dois estados até o contorno de Garuva.

A negociação encerra a Ação Cível Originária (ACO) nº 444, na qual o Paraná foi condenado a ressarcir Santa Catarina por valores de royalties recebidos indevidamente em razão de um erro de demarcação dos campos de exploração de petróleo cometido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nos anos 80.

O acordo prevê a restauração e duplicação na rodovia de 19,188 km, divididos em três trechos. O segmento 1 começa na divisa entre Santa Catarina e Paraná e vai até o entroncamento com a SC-416 para Itapoá. Ele vai receber pavimento flexível. Já o segmento 2 vai do entroncamento até o final da rodovia, encontrando o contorno de Garuva e vai contar com pavimento rígido (de concreto) Somadas as duas partes chegam a 10,610 km.

Já o terceiro segmento liga o contorno de Garuva à BR 101, com 8,52 km em pavimento rígido. Dentro desse trajeto, há três interseções importantes que exigem a construção de viadutos, também contemplados no pacote: viaduto na entrada de Itapoá (Interseção SC-416 com a SC-417); viaduto de acesso a Garuva (no início do Contorno de Garuva); e um viaduto sobre a BR-101, duplicando o viaduto existente.

Segundo o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, os recursos vão permitir uma melhor condição de mobilidade, resolvendo o problema de trânsito na região de Garuva, no Norte do estado.

Em outra frente, o Governo do Estado vai trabalhar na SC-416, do entroncamento da SC-417 até a estrada José Alves, na entrada de Itapoá. Serão 26 km com duplicação em pavimento rígido. Esta obra terá recursos estaduais do Programa Estrada Boa.


“A relação Paraná e Santa Catarina é uma relação de humanidade, de amigos, de vizinhos, de parceiros, são estados que foram colonizados de forma muito parecida. Então, a ideia é justamente para melhorar uma questão logística das divisas dos estados”, explicou o governador do Paraná, Ratinho Jr.

Em 2009, a Federação das Indústrias de SC (FIESC) elaborou e entregou ao então presidente da Assembleia Legislativa de SC (Alesc), Jorginho Mello, um estudo que dimensionava as perdas para o estado com o recebimento de menos royalties que o devido. O imbróglio, no entanto, é anterior.  

Ação se estende por mais de três décadas

A Ação Cível Originária (ACO) nº 444 começou em 1987, quando o Estado tentou administrativamente que o IBGE alterasse os critérios para fixar a divisa marítima entre Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Esses traços definem qual dos Estados tem direito ao recebimento dos royalties, que são recursos pagos aos entes para compensar os investimentos em infraestrutura e também eventuais impactos ambientais decorrentes da exploração de petróleo no litoral.

Santa Catarina sempre entendeu que os critérios utilizados pelo IBGE eram ilegais. A projeção marítima catarinense que resultou dessa definição do instituto nacional fazia com que o Estado do Paraná recebesse os royalties decorrentes da exploração de petróleo e gás dos campos Tubarão, Estrela do Mar, Coral, Caravela e Caravela do Sul, localizados a cerca de 150 quilômetros do litoral catarinense, entre os municípios de Itajaí e São Francisco do Sul. O Estado de Santa Catarina nunca recebeu royalties pela exploração desses campos.

Como o IBGE não aceitou rever os critérios, a Procuradoria-Geral do Estado de Santa Catarina ajuizou uma ação no STF em 1991 para ver reconhecido o direito dos catarinenses. Foram três décadas de intenso trabalho que resultou na decisão dos ministros do Supremo de que o Estado sempre esteve certo ao questionar os critérios usados pelo instituto.

Em junho de 2020 os ministros do STF foram favoráveis a Santa Catarina. O relator, ministro Luís Roberto Barroso, fundamentou a decisão para determinar que o IBGE refizesse o traçado das linhas projetantes dos limites territoriais dos Estados de Santa Catarina, Paraná e São Paulo sobre o mar, para fins de percepção dos recursos financeiros, utilizando o método das linhas de base reta e tomando como pontos apropriados aqueles já fixados pela fundação, mas sem garantir a projeção dos limites do Paraná a 200 milhas. Além disso, condenou os Estados do Paraná e de São Paulo a ressarcir Santa Catarina pelos royalties recebidos por cada um pela exploração ocorrida desde o ajuizamento da ação.

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Negócios

Webinar destaca oportunidades de negócios entre SC e União Europeia

Transmissão será nesta quinta-feira, dia 7, às 10h, pelo YouTube

Nesta quinta-feira, dia 7, às 10 horas, será realizado o webinar “o contexto internacional e as oportunidades de exportação e importação na União Europeia”. No encontro, serão discutidas as mudanças no comércio global e como as novas tarifas sobre produtos brasileiros exigem a busca por novos mercados. Nesse cenário, a União Europeia representa uma alternativa, com potencial para vários segmentos da economia catarinense.

A iniciativa é da Câmara Italiana de Santa Catarina e contará com a participação da presidente da Câmara de Desenvolvimento da Indústria de Alimentos e Bebidas da FIESC, Micheli Poli; do embaixador do Brasil em Roma, Renato Mosca; do deputado italiano Fabio Porta, além do secretário de Aquicultura e Pesca de Santa Catarina, Tiago Frigo.

Fonte: FIESC

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Negócios

BRF e Marfrig pedem para o Cade manter tramitação mais rápida em fusão

Em ofício, as duas empresas defenderam o uso do chamado rito sumário, apesar da manifestação da MInerva Foods, de riscos à concorrência

A Marfrig e a BRF enviaram ofício nesta segunda-feira (4/8) solicitando para o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) manter o procedimento ordinário e adotar rito sumário no processo de fusão. Nesse formato, a tramitação é mais rápida. As duas empresas pedem, no documento, que o presidente do órgão, Gustavo Augusto, reconsidere sua posição.

Em despacho, o presidente do Cade leva em conta a manifestação da Minerva apontando risco concorrencial diante da fusão de BRF e Marfrig e pede esclarecimentos adicionais referentes à participação dos fundos SALIC International Investment Company (“SIIC”) e em particular a Saudi Agricultural and Livestock Investment Company (“SALIC”).

A SALIC já detém 24,5% do capital da própria Minerva e, com a incorporação, passará a ter participação também na Marfrig, o que, segundo a empresa, pode levar a um alinhamento indevido de interesses entre concorrentes. A Minerva teme, ainda, que conselheiros indicados pela Salic nas duas companhias favoreçam a troca de informações estratégicas, prejudicando a rivalidade no setor.

Eu seu ofício, assinado pelo escritório Mudrovitsch Advogados, a Marfrig e a BRF argumentam, entre outras coisas, que há regras estatutárias que impedem a SALIC de interferir na independência das empresas e de influenciar a condução de seus negócios.

Fonte: Globo Rural

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Economia, Finanças, Informação, Negócios

Ouro fecha em alta, seguindo payroll enfraquecido e mudanças em cargos nos EUA

O contrato mais líquido do ouro fechou em alta nesta segunda-feira

O contrato mais líquido do ouro fechou em alta nesta segunda, 4, em uma sessão na qual as perspectivas para cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) foram reforçadas, o que tende a apoiar os preços. O movimento segue a divulgação de dados de emprego abaixo do esperado no Estados Unidos, além das possíveis indicações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para certos cargos, como a substituição da diretora do Fed, Adriana Kugler. No radar seguem ainda os desdobramentos das tensões geopolíticas.

O ouro com vencimento em outubro encerrou em alta de 0,78%, a US$ 3.399,50 por onça-troy, na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex).

“A ameaça de tarifas secundárias e as tensões renovadas com a Rússia destacam a importância de se proteger contra a incerteza geopolítica”, aponta o UBS. “Observamos também que mudanças institucionais, como a recente da comissária do Escritório de Estatísticas do Trabalho dos EUA (BLS, na sigla em inglês), e as mudanças na liderança do Fed, podem aumentar a sensibilidade do mercado em relação aos sinais de política monetária e à independência institucional”, aponta o banco.

“Acreditamos que uma alocação em ouro continua sendo uma proteção eficaz contra a incerteza geopolítica e política residual. Mantemos nossa meta de US$ 3.500 a onça-troy e não descartamos a possibilidade de os preços ultrapassarem esse nível se os riscos aumentarem”, conclui.

Na avaliação do Swissquote Bank, a “boa notícia” do payroll de julho é que reacendeu os temores de recessão, que turbinaram as expectativas de corte de juros, mas a “má notícia” é que a economia fraca não fazia parte da promessa de Trump. “Cortar juros no momento errado não salvará os mercados magicamente, e usar o BLS como bode expiatório para o resultado das políticas caóticas de seu governo corre o risco de prejudicar a credibilidade dos dados econômicos dos EUA”, avalia.

Fonte: Estadão

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Evento, Inovação, Negócios

5º Seminário de Negócios Internacionais traz a Curitiba presidente do Google Brasil para abordar inovação em tempos de IA

Promovido pela Fiep e WTC Curitiba, com patrocínio do Ascensus Group, evento acontece de 12 a 14 de agosto, vai reunir palestrantes internacionais e realizar rodadas de negócios

Em 2024, o Seminário reuniu cerca de 1,1 mil pessoas, a convite da Fiep e do WTC Curitiba. Foto: Rodrigo Félix Leal

O 5º Seminário de Negócios Internacionais, que será realizado de 12 a 14 de agosto, traz a Curitiba o presidente do Google Brasil, Fábio Coelho, que vai abordar os desafios e oportunidades das empresas com a inteligência artificial

Com o tema “Como potencializar as empresas brasileiras e o nosso ambiente de inovação em tempos de inteligência artificial”, Coelho vai destacar a importância da IA como motor de transformação e vantagem competitiva no cenário global.

Segundo ele, a inteligência artificial não é mais uma tendência futura, mas já está moldando o presente dos negócios em várias áreas, como saúde, educação, comércio, serviços, logística, entre outras.

Diante disso, o Brasil pode tomar a frente de negócios com IA por deter ativos importantes, como criatividade, diversidade e um ecossistema crescente de startups, que podem ser alavancados com o uso inteligente da tecnologia. 

WTCA Latin American Conference

Neste ano, o evento cresceu e terá um dia a mais no calendário. De acordo com a presidente do WTC Curitiba, Daniella Abreu, a expectativa é alta e deve superar o público do ano passado, quando participaram mais de 1,1 mil pessoas de 14 estados. “Nesse ano, teremos dois dias inteiros dedicados a palestras, com mais de 40 conferencistas, e um dia dedicado a rodadas de negócios e networking”, assinala.

Daniella informa ainda que, pela primeira vez no Brasil, será realizado o WTCA Latin American Conference, a reunião regional da América Latina do World Trade Centers Association (WTCA), a maior rede de negócios do planeta, atualmente presente em 91 países. O encontro terá a presença de mais de 30 representantes de escritórios da rede WTC da América Latina e Estados Unidos, que participarão da programação oficial do evento e realizarão reuniões B2B. “Será uma vitrine da força do Brasil e do potencial de internacionalização das nossas empresas”, destaca.

WTC Woman: líderes de destaque globais 

O seminário vai contar com uma intensa programação com líderes da indústria, representantes governamentais, embaixadores e executivos de grandes corporações globais. Marcos Troyjo, ex-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), também conhecido como Banco dos Brics, vai fazer a mediação de um debate sobre o novo cenário dos negócios internacionais.

Outro destaque será o painel “O papel dos líderes no atual cenário global”, com Gilberto Peralta, presidente do conselho da Airbus Brasil, e Wilson Barcellos, CEO da Azimut Brasil. 

Já o painel WTC Woman abordará a presença de mulheres líderes de destaque no cenário internacional, como Ana Tena, do Banco Travelex, Esther Schattan, da Ornare, e Renata Amano, CEO da Bratac Seda.

Lançamento do projeto Paraná4Business

Os debates vão girar em torno de temas como investimentos, exportação, logística e o uso prático da inteligência artificial nos negócios internacionais. No painel “Exportando com sucesso”, empresas como LAT Global e Perfect Way compartilham cases de inserção no mercado externo.

Já no painel sobre logística internacional, executivos da DAF Caminhões, Terminal de Contêineres de Paranaguá e Porto de Itapoá vão trazer dados e desafios do setor. Além disso, a inteligência artificial volta à pauta com o painel técnico liderado por Diego Ramos, da Teltec Solutions, que apresentará soluções reais aplicadas ao comércio exterior, e Leonardo Prado, diretor de Marketing e Vendas LATAM da Logcomex.

Outro ponto alto será o lançamento do projeto Paraná4Business, plataforma desenvolvida pelo Sistema Fiep para fortalecer a atuação internacional das indústrias do estado. O propósito é consolidar a posição da indústria paranaense como principal destino de investimentos estrangeiros no Brasil.

Rodadas de negócios e conexões práticas

O fomento ao networking também faz parte do seminário. Por isso, será realizado o “Café das Nações”, promovido pela Câmara de Comércio da Índia em parceria com a Associação Comercial do Paraná (ACP). Além disso, serão realizadas rodadas de negócios com empresas selecionadas com foco no setor de máquinas, equipamentos e tecnologia para o agronegócio, uma das áreas com maior potencial de internacionalização no estado.

Com mais de 20 painéis, palestras e eventos de relacionamento, o 5º Seminário de Negócios Internacionais consolida-se como um espaço estratégico para fomentar o comércio exterior, a inovação e a integração empresarial entre o Brasil e o mundo.

As inscrições para o 5º Seminário de Negócios Internacionais já estão abertas, são gratuitas e limitadas. A programação está disponível pelo site https://www.wtccuritiba.com.br/seminario.

O 5º Seminário de Negócios Internacionais conta com o patrocínio do Ascensus Group, plataforma especializada em comércio exterior, logística, distribuição e operações portuárias. O apoio reforça o compromisso do grupo com a inovação, a internacionalização e a construção de conexões estratégicas entre o mercado global e o Brasil.

SERVIÇO:
5º Seminário de Negócios Internacionais
Data: 12 a 14 de agosto
Local: Fiep (Av. Comendador Franco, 1.341)
Realização: Fiep e WTC
Inscrições gratuitas no site https://www.wtccuritiba.com.br/seminario

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Negócios

Valor de mercado da Microsoft supera US$ 4 trilhões após resultados

Às 10h45 (horário de Brasília), as ações da Microsoft subiam 7,1%, cotadas a US$ 548,19

Microsoft ultrapassou US$ 4 trilhões em valor de mercado nesta quinta-feira (31), tornando-se a segunda empresa de capital aberto, depois da Nvidia, a superar essa marca. A valorização ocorre depois que a companhia publicou na noite da véspera resultado trimestral com receita acima do esperado.

Às 10h45 (horário de Brasília), as ações da Microsoft subiam 7,1%, cotadas a US$ 548,19.

A empresa previu um recorde de US$ 30 bilhões em investimentos para o primeiro trimestre do atual ano fiscal para atender à crescente demanda por produtos e serviços vinculados à tecnologia de inteligência artificial e publicou crescimento de vendas na divisão de computação em nuvem Azure.

“Ela está no processo de se tornar mais um negócio de infraestrutura em nuvem e líder em IA empresarial, fazendo isso de forma muito lucrativa e com geração de caixa, apesar dos pesados investimentos em IA”, disse Gerrit Smit, gerente de portfólio líder do Stonehage Fleming Global Best Ideas Equity Fund.

A Microsoft ultrapassou pela primeira vez a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado em abril de 2019.

O avanço para a marca dos US$ 3 trilhões foi mais comedido do que o de Nvidia e Apple, sendo que a Nvidia, líder em IA, triplicou seu valor de mercado em cerca de apenas um ano, atingindo o marco de US$ 4 trilhões antes de qualquer outra empresa em 9 de julho.

A aposta multibilionária da Microsoft na OpenAI está provando ser um divisor de águas, reforçando as ofertas do Office Suite e do Azure com IA e impulsionando as ações da empresa a mais do que dobrar seu valor desde a estreia do ChatGPT no final de 2022.

O aumento da confiança de Wall Street na Microsoft vem na esteira dos recordes consecutivos de receita da gigante da tecnologia desde setembro de 2022.

A alta das ações também recebeu um impulso extra quando a Microsoft reduziu força de trabalho e dobrou investimentos em IA – determinada a consolidar liderança à medida que as empresas correm para aproveitarem a tecnologia.

Fonte: CNN Brasil

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Negócios

CSN vende parte da Usiminas a empresa dos irmãos Batista

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) se desfez de parte de sua participação na Usiminas. A Globe Investimentos, empresa ligada à família Batista, controladora da JBS e da Eldorado Celulose, comprou 4,99% do capital da concorrente. O valor estimado da transação gira em torno de R$ 263,3 milhões.

O anúncio oficial foi feito nesta quinta-feira, 31, por meio de um fato relevante divulgado aos investidores. A operação envolveu mais de 62 milhões de ações, somando papéis ordinários e preferenciais da Usiminas. O negócio ocorre depois de pressão judicial sobre o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que exige o desinvestimento da CSN na rival desde 2014.

Fonte: Revista Oeste

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Negócios

WEG vai aportar R$ 160 mi na verticalização e expansão da produção de motores no ES

Projeto contempla também a aquisição de equipamentos de última geração para a fabricação de fios, etapa essencial no processo produtivo de motores elétricos

A WEG (WEGE3) informou nesta sexta-feira que vai investir cerca de R$ 160 milhões na verticalização e expansão da produção de motores elétricos em sua unidade de Linhares, no Espírito Santo, o que inclui a construção de um novo prédio industrial.

O projeto contempla também a aquisição de equipamentos de última geração para a fabricação de fios, etapa essencial no processo produtivo de motores elétricos.

“A nova estrutura tem início de operação previsto para 2027, com um plano de crescimento gradual da capacidade de produção de fios, alinhado à expansão projetada para a fabricação de motores elétricos nos próximos anos”, afirmou a Weg no comunicado.

Fonte: InfoMoney

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Industria, Negócios

Da cana-de-açúcar ao império Portobello: Cesar Gomes, o vitorioso líder industrial catarinense

Da cana-de-açúcar ao império Portobello: Cesar Gomes, o vitorioso líder industrial catarinense

Zeloso seguidor dos princípios e valores proclamados pelo pai, o patriarca Valério Gomes, o empresário Cesar Bastos Gomes tem merecido nas duas últimas semanas cumprimentos e manifestações de aplausos por sua singular trajetória como vitorioso líder industrial catarinense.

Está celebrando 97 anos, com um robusto e exemplar legado de concretas realizações.

Entre as principais, destaca-se o vigoroso Grupo Portobello, constituído pela Portobello Indústria Cerâmica (Tijucas), Portobello Shop (Florianópolis), Pointer (Alagoas) e Portobello America (USA).

E iniciativas pioneiras com filhos e netos, criando a Multilog Logística (Itajaí), uma das maiores do gênero no Brasil; a Cidade Criativa Pedra Branca-Hurbana (Palhoça), o Passeio Cultural Primavera e a Fiori Empreendimentos (Rancho Queimado).

Neste ano, o inovador empresário tem direito a festejar outra data absolutamente excepcional e significativa: 80 anos de relacionamento com sua atual esposa, a professora Maria Helena Ramos Gomes, dos quais 74 anos de harmoniosa convivência matrimonial, numa invejável, convergente e compartilhada parceria familiar.


Pioneirismo de Cesar Gomes

Cesar Gomes nasceu em Tijucas, filho do comerciante Valério Gomes, que de forma pioneira decidiu abrir a primeira usina de cana-de-açúcar em São João Batista. Com a fusão com a Usina Adelaide (Ilhota), outra em Gaspar, nascia a Usati (Usina de Açúcar Adelaide Tijucas).

O grupo expandiu atividades até a década de 1990, com a instalação de uma refinaria. Quando as usinas foram desativadas pela impossibilidade de competição com as grandes indústrias paulistas, veio a decisão de investir em outros negócios.

Como a região possuía matéria-prima de qualidade, a nova opção industrial foi a indústria cerâmica, que florescia dinâmica na região Sul, projetando marcas tradicionais catarinenses no mercado mundial. Estudos técnicos indicavam uma indústria em Itajaí, Tijucas e até Minas Gerais, pela proximidade com o maior mercado consumidor.

Cesar Gomes decidira pela instalação em Tijucas, também por amor à sua terra natal. E repetia que seu pai “tinha grande preocupação com a melhoria das condições de vida das famílias nas margens do rio Tijucas. E isso ele passou para mim”.

Com apenas 18 anos, atuou como oficial de gabinete do deputado Leoberto Leal, e aos 21 assumiu a administração da usina de açúcar em São João Batista, com fortes vínculos comunitários.

Cesar Gomes, empresário de fino trato

Para os líderes que atuam na Fiesc, “um gentleman, um empresário de fino trato”. Sua luminosa trajetória e a forma diplomática com que se relacionou com todos produziram muitas homenagens.

A mais importante, a Comenda da Ordem do Mérito Industrial da CNI, em 2001. Fato inédito em Santa Catarina e no Brasil: o filho, Cesar Junior, recebeu a mesma condecoração da CNI em 2022.

Portobello é a maior fabricante de revestimentos cerâmicos do Brasil

Fundado há 46 anos, o Grupo Portobello desponta hoje como o maior fabricante de revestimentos cerâmicos do Brasil e dos mais inovadores do continente, exporta para mais de 60 países.

Seu fundador, Cesar Gomes, estudou no Colégio Catarinense, morou durante anos com a esposa em São João Batista, junto à usina, foi salvo com a família por um helicóptero do Ministério da Agricultura nas pavorosas enchentes de 1961, que destruíram sua residência e a fábrica. A Portobello teve escritórios no centro histórico na rua Deodoro, na rua Dib Mussi e, atualmente, na SC-401.

Para filhos, netos, bisnetos, Cesar Gomes é “um agregador”, “um exímio conciliador”, uma pessoa que aprecia conversar com todo mundo, que nas empresas conhece os mais antigos pelo nome, que sempre se preocupou com as condições de trabalho e o progresso social deles.

“Jornada Cesalena”

Uma obra, de circulação restrita, fartamente ilustrada e caprichosamente elaborada, intitulada “Cesalena”, fusão de Cesar e Helena, traçou um minucioso histórico sobre a admirável jornada percorrida pelo casal durante décadas, sempre com encontros periódicos de toda a família.

Dessa convivência, permanecem os traços do singular perfil, proclamado de forma unânime. É definido também, entre familiares e amigos, como um homem “cerimonioso, de absoluta retidão em tudo, que tem na união da família o seu maior patrimônio”.

Uma máxima que transmitiu aos descendentes, verdadeira aula de administração empresarial e pública: “Ter sempre pessoas melhores do que a gente nos acompanhando”.

Aficionado em mecânica, cogitou de cursar engenharia, mas acabou colando grau em direito. Procura sempre se atualizar em leituras, reuniões, conversas sobre as empresas, sobre a comunidade e sobre o Brasil.

Viajou por vários países e continentes, sempre ligado. Nos programas de lazer, sempre com a esposa e algumas vezes com familiares, observa tudo para extrair lições dos bons exemplos. As agendas são organizadas pela esposa Maria Helena, que cuida de todos os detalhes e costuma escrever o diário de bordo já no embarque.

Católica, dona Maria Helena dedicou-se a vários projetos sociais, entre os quais, dedicando 28 anos de permanente atividade como voluntária do Educandário Santa Catarina, em São José, instituição que garante hoje educação e assistência a 540 crianças carentes.

Case internacional e dobradinha imbatível

Cesar Gomes, durante décadas não se descuidou dos avanços tecnológicos no exterior, participando de eventos nacionais e internacionais ligados ao setor cerâmico. Nos roteiros de trabalho e lazer, adotava a máxima “ler para aprender, viajar para estudar”.

O crescimento sólido e constante da Portobello, no Brasil e no mundo, teve outros componentes, como sua presença física constante na indústria, ouvindo os técnicos e simples colaboradores.

Até recentemente, ia a Tijucas, entrava na magnífica fábrica, cumprimentava funcionários mais antigos que conhecia e pedia para acompanhá-lo, indagando, observando e procurando inteirar-se dos problemas e dos progressos.

A Cerâmica Portobello é um case internacional de sucesso, também pelo comando de Cesar Gomes Júnior, o segundo filho do casal.

Formado em Administração pela Esag e “Business Administration and Management”, pela Harvard University, e MBA na Suíça, Cesinha, como é conhecido, atua na indústria há mais de 50 anos, sendo 33 anos como presidente executivo, e mais de cinco anos como presidente do conselho.

Os dois Cesares formaram uma dobradinha imbatível: o pai, na fábrica cuidando, inovando e aprimorando os produtos cerâmicos: o filho, identificando com ações inovadoras de vendas as reais necessidades do mercado. A rigor, a Portobello produzia aquilo que mais os consumidores desejavam. E, também, criava produtos que enriqueciam os ambientes.

Diversificação de mercado

O caçula da família, Eduardo Gomes, dedicou-se ao ramo de imóveis, fundando a Fiori Empreendimentos Imobiliários, que lançou projetos em Florianópolis e tem como maior realização um maravilhoso complexo residencial e de lazer em Rancho Queimado: o Jardim da Serra e o Terramilia.

A nova relação de criativos empreendedores dos Gomes é o neto engenheiro Marcelo, que batalhou desde o início na Pedra Branca e hoje preside a Hurbana, a empresa com megaprojetos inovadores, de lazer, serviços, gastronomia, comércio e habitação. Um fenômeno!

Pais, filhos e netos, em múltiplas atividades empresariais, seguem adotando um dos princípios do patriarca Valério Gomes, como “o valor da solidariedade humana” ou “a importância de dar vida à economia das comunidades e das cidades”. E um mandamento sagrado: “Sempre queremos fazer bem feito”.

Experiência internacional e a iniciativa de criar showrooms

A nova sistemática adotada pela Portobello Shop, idealizada por Cesar Junior, a partir dos estudos na Suíça, criou uma inovadora dinâmica comercial no Brasil, fortalecendo fina sintonia entre o mercado e a fábrica.

Contou com parcerias importantes das indústrias de azulejos, eis que a empresa tijuquense produzia pisos e revestimentos cerâmicos.

O formato Portobello Shop, concebido pelo jovem presidente, teve a criativa liderança da irmã Eleonora, filha única de Cesar Gomes.

Ela estabeleceu uma excepcional rede de relacionamentos com arquitetos, decoradores e os principais técnicos e profissionais envolvidos com construção, design e decoração.

O revolucionário sistema começou com a instalação de showrooms em todos os Estados e a criação em seguida de lojas de revenda dos produtos catarinenses. Ela montou e comandou pessoalmente uma megaloja em São Paulo, que vendia por 10 unidades.

Cesar Junior também já presidiu a Anfacer (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos de Cerâmica para Revestimentos) e hoje integra o conselho. Ganhou projeção no Brasil e no exterior como um dos idealizadores da Expo Revestir, a principal feira de produtos cerâmicos.

Tijucas teve antes e depois da fundação da Portobello

A família Sgrott tem especial gratidão pelo grupo Portobello e carinho singular pelo fundador Cesar Gomes. Uilson Sgrott, o pai, com 74 anos, começou a trabalhar com o empresário na usina de açúcar em janeiro de 1975, como técnico agrícola.

Atuou em várias empresas do grupo e, sobretudo, a partir de 1991 na Portobello, com a terceirização dos serviços de transporte da fábrica. Tinha apenas um caminhão e hoje sua empresa conta com 74 veículos, além de máquinas e carros menores.

Prefeito de Tijucas entre 2001 e 2005, não se cansa de elogiar o nível de relacionamento com a empresa e profunda admiração pelo fundador.

Destaca que o município teve duas fases: antes e depois da Portobello. A indústria oxigenou várias atividades econômicas, gerou empregos diretos para a população, impulsionou o comércio e o setor de serviços.

“Cesar Gomes é um homem fantástico. Todos aqui o tem como um grande amigo de Tijucas”, afirma o vitorioso empresário Uilson Sgrott.

O filho e atual prefeito, Maickon Sgrott, revela que a Portobello é responsável por 21,23% da receita total do município. No ano passado, contribuiu com R$ 750.345.399,05, além de inúmeras empresas que ali se instalaram no ciclo econômico.

“O Cesar Gomes é um catarinense muito além de seu tempo. Uma pessoa extraordinária, muito admirado aqui em Tijucas e em Santa Catarina. Seu legado representa um rico patrimônio para as futuras gerações”, completa o chefe do Executivo.

Perfil do grupo

O Portobello Grupo é composto por quatro unidades: Portobello, com duas fábricas no Brasil, em Tijucas e Marechal Deodoro (AL); a Portobello Shop, maior rede do país com 163 lojas de design e vendas; e a Portobello America, inaugurada em 2023, em Baxter, no Tennessee.

Conta com 4.500 colaboradores e produz 45 milhões de metros quadrados por ano de produtos cerâmicos. Sua receita líquida em 2024 foi de R$ 2,4 bilhões.

Fonte: ND+

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