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No aniversário de 90 anos, Porto de Paranaguá ganha investimento de R$ 1 bilhão

O Porto de Paranaguá completa 90 anos de história com mais uma obra bilionária. O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou nesta segunda-feira (17), durante a cerimônia em comemoração ao aniversário, o investimento de R$ 1 bilhão para a construção do Píer em T, que vai ampliar a capacidade de movimentação de cargas no terminal.

Esta é a primeira vez que o Estado injeta recursos do Tesouro no Porto de Paranaguá. O valor se soma a mais R$ 1,2 bilhão que deve ser aportados pela iniciativa privada na obra, a partir dos valores arrecadados nos arrendamentos dos PARs 14, 15 e 25, que irão a leilão neste ano.

“Estamos comemorando os 90 anos do Porto de Paranaguá, que foi concebido ainda por Dom Pedro II e hoje continua sendo um grande orgulho do Paraná e do Brasil, graças ao trabalho de todos os seus colaboradores”, afirmou o governador. “É um porto que bate recordes constantemente, que foi eleito por cinco vezes consecutivas com a melhor gestão portuária do Brasil e que foi o único porto do mundo convidado por seis vezes consecutivas pela ONU para falar sobre sustentabilidade, sendo referência nesta área”.

“É o maior investimento dos últimos 50 anos no porto, com dinheiro da Secretaria de Infraestrutura e Logística, para a construção de dois berços, além de mais dois pela iniciativa privada”, explicou o secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex. “Isso vai aumentar muito a capacidade do Porto de Paranaguá, além do projeto do Moegão, que vamos inaugurar em dezembro. A produção do Paraná, tanto no agro quanto na indústria, cresce cada vez mais e precisamos ter capacidade logística para acompanhar essa expansão”.

A primeira fase do projeto contempla a construção da ponte entre o cais e os dois novos berços de atracação (sentido oeste). Na segunda fase, está prevista a construção do segundo pier, completando o “T” com mais dois berços (sentido leste).

Cada um dos berços terá capacidade para movimentar até 8 mil toneladas/hora. Hoje, a média é de 3 mil toneladas/hora. Com a capacidade de receber navios maiores, a nova estrutura do Corredor de Exportação Leste (Corex) irá movimentar 32 mil toneladas/hora.

Os projetos básicos estão prontos e, assim que finalizados os processo de arrendamentos dos PARs, seguindo os critérios contratuais, os projetos executivos serão concluídos e as obras iniciadas.

“Nosso corredor de exportação é um dos corações, implantado na década de 1970 e com algum volume de investimento no final da década de 1990. E, desde então, carecia de novos investimentos”, ressaltou o presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia. “É um projeto inovador, um píer offshore, ou seja, que sai daqui do nosso costado e vai um pouco pra frente da baía, dando mais dinamismo e capacidade de movimentação”.

“Houve todo um planejamento do Governo do Estado para avançar em todos os modais logísticos, desde as rodovias, ferrovia, portos e aeroportos, sendo que praticamente todos eles impactam na eficiência do Porto de Paranaguá”, afirmou o secretário estadual da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex. “Além da construção do novo Píer em T, teremos três novos leilões na B3 neste ano, completando todos os terminais recebendo investimentos e sendo regularizados dentro do porto”.

O gráfico abaixo exibe as principais exportações de contêineres do Porto de Paranaguá em 2024. Os dados vêm do DataLiner.

Exportações de Contêineres de Paranaguá | 2024 | TEUs

MAIS INVESTIMENTOS  Além do novo píer, o governador também anunciou o investimento de R$ 35,7 milhões da Portos do Paraná na revitalização de diversas ruas de Paranaguá. As empresas Rocha e Fertipar estão doando o projeto para a troca de revestimento em 15 ruas de Paranaguá por pavimento em concreto armado. São seis quilômetros de extensão, que totalizam 71,6 mil metros quadrados de área.

A Portos do Paraná e o Governo do Estado já estão aplicando R$ 28,4 milhões na revitalização e troca de pavimentos de diversas ruas de Paranaguá e de Antonina. “Temos uma parceria fantástica com o porto, como essas obras nas vias da cidade, em concreto, para conseguir suportar a movimentação de caminhões”, ressaltou o prefeito de Paranaguá, Adriano Ramos.

SINALIZAÇÃO NÁUTICA  Em parceria com a Portos do Paraná, a Marinha do Brasil também anunciou a construção, em Paranaguá, da sede do Serviço de Sinalização Náutica do Sul-Sudeste (SSN-8), Organização Militar (OM) subordinada ao Comando do 8° Distrito Naval (Com8°DN).

O órgão é responsável pela manutenção e fiscalização dos Auxílios à Navegação nos Estados do Paraná e São Paulo, notadamente com foco nos portos do Paraná, Santos e São Sebastião, assegurando a segurança, organização e eficácia do tráfego aquaviário.

A construção da sede permitirá o cumprimento de sua missão de forma mais efetiva, a manutenção de índice de eficácia elevado e o fomento a modernização dos auxílios à navegação, em especial na Baía de Paranaguá, aumentando a precisão e a disponibilidade da Barra e dos Portos do Paraná.

A estrutura será construída em um terreno estratégico em Paranaguá, cedido à Marinha do Brasil por meio de Termo de Entrega firmado pela Superintendência do Patrimônio da União no Paraná (SPU-PR) em junho de 2024. O local, situado de frente para o Rio Itiberê, no acesso para a Baía de Paranaguá, estava subutilizado e agora será aproveitado para fortalecer a segurança do tráfego aquaviário em toda a área de jurisdição do SSN-8.

Com recursos já direcionados pela Autoridade Portuária, a nova sede do SSN-8 viabiliza o aumento de sua tripulação e futura transformação para Centro de Hidrografia, propiciando o aprimoramento dos serviços oferecidos pelo Porto de Paranaguá, balizando o caminho para a ampliação segura do tráfego aquaviário e oferta de novos serviços à comunidade marítima.

MOEGÃO – O Porto de Paranaguá já conta com a maior obra portuária em execução no País, o novo Moegão, que deve está com cerca de 30% de execução e deve ser finalizada no final deste ano. A obra recebe investimento de mais de R$ 600 milhões e trará um aumento significativo da produtividade portuária, além da redução do número de cruzamentos ferroviários na cidade – de 16 para cinco – e de uma maior integração entre os operadores portuários e o cais.

Com a nova estrutura, a capacidade de movimentação ferroviária será ampliada em 60%, passando dos atuais 550 para 900 vagões por dia. Os grãos serão direcionados pelos transportadores até os terminais e, posteriormente, embarcados nos navios pelo Corredor de Exportação, permitindo sua entrega a diversos destinos ao redor do mundo.

HISTÓRIA – O Porto de Paranaguá é administrado pela Portos do Paraná, uma empresa pública que, em 2024, movimentou mais de 66 milhões de toneladas de cargas. É um dos mais importantes hubs logísticos da América Latina e referência em gestão portuária, sendo reconhecido por cinco vezes consecutivas como a melhor administração portuária do Brasil.

O Porto de Paranaguá foi inaugurado oficialmente em 17 de março de 1935 e recebeu o nome de Dom Pedro II, em homenagem ao Imperador do Brasil, que visitou a região em 1880 e incentivou investimentos em infraestrutura, incluindo a construção da linha férrea que atravessa a Serra do Mar até Curitiba.

A partir dos anos 1970, destacou-se como um grande corredor de exportação de grãos e, mais recentemente, consolidou-se como um porto multipropósito. O Porto de Paranaguá está preparado para a recepção e o envio de líquidos, veículos, contêineres, fertilizantes, celulose e demais cargas demandadas pelo mercado. Seu trabalho é marcado pela eficiência e pela inteligência logística.

Ainda na década de 1970, o Porto Barão de Teffé, em Antonina, foi incorporado ao complexo de Paranaguá, e a autarquia passou a se chamar Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA). Em 2014, a APPA foi transformada em empresa pública e, em 2019, passou a ser denominada Portos do Paraná.

A mudança também impactou na visão administrativa, agora focada na busca constante por eficiência e na otimização máxima dos 5.300 metros de cais e das áreas públicas utilizadas pelos operadores portuários por meio de arrendamentos de longo prazo. Ao finalizar os leilões de arrendamento, previstos para serem realizados ainda neste ano, o Porto de Paranaguá será a primeira autoridade portuária no Brasil a ter 100% das áreas públicas totalmente regularizadas.

SELO COMEMORATIVO E LIVRO  Para celebrar a data, a Portos Paraná lançou um selo comemorativo dos 90 anos, que traz a imagem do pôr do sol, capturada pela lente do fotógrafo da Gerência de Comunicação e Marketing da empresa, Cláudio Neves. A fotografia agora estará presente nas correspondências enviadas para todos os cantos do país e do mundo.

O evento também marcou o lançamento do livro “Porto de Paranaguá – 90 anos”, idealizado por Andrea Caroline Xavier e Meyer, com coordenação editorial de Fábio Brito, textos de Maria Celeste Correa e fotos de Zig Koch e Cláudio Neves, e teve uma homenagem a trabalhadores da Portos do Paraná.

VISITA NA FRAGATA – Após o evento, o governador visitou a Fragata Liberal (F-43), da Marinha do Brasil, que está no Porto de Paranaguá. Com 46 anos de operação, a Fragata é considerada a ponta de lança da corporação e atua como escolta, possuindo alto poder de combate. A embarcação é equipada com dois lançadores triplos de mísseis antiaéreos, lançadores de mísseis superfície-superfície, lançadores de foguetes, canhões e lança-torpedos.

PRESENÇAS – Participaram da solenidade o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi; o chefe da Casa Civil, João Carlos Ortega; os secretários estaduais do Planejamento, Guto Silva; do Desenvolvimento Sustentável, Everton Souza; do Turismo, Marcio Nunes; e da Justiça e Cidadania, Santin Roveda; o secretário nacional de Portos do Ministério de Portos e Aeroportos, Alex Ávilla; o comandante do 8 Distrito Naval, vice-almirante Marco Antonio Ismael Trovão de Oliveira; os presidentes da Ferroeste, André Gonçalves; da Fetranspar, Sérgio Malucelli; da Faep, Ágide Eduardo Meneguette; o deputado federal Tião Medeiros; e os deputados estaduais Hussein Bakri, líder do Governo, e Nelson Justus.

Confira o vídeo do Píer em T:

https://youtu.be/jTizRGk0Yhc

Fonte: Agência Estadual de Notícias do Paraná 
No aniversário de 90 anos, Porto de Paranaguá ganha investimento de R$ 1 bilhão | Agência Estadual de Notícias

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Porto de Itajaí tem novo superintendente

A nomeação do superintendente do Porto foi expedida pela Autoridade Portuária de Santos e comunicada oficialmente à prefeitura de Itajaí nesta terça-feira

O advogado João Paulo Tavares foi nomeado nesta terça-feira (18) como o novo superintendente do Porto de Itajaí. A nomeação foi expedida pela Autoridade Portuária de Santos e comunicada oficialmente à prefeitura de Itajaí.

Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Tavares afirmou que sua gestão estará voltada para o fortalecimento do Porto e a geração de renda para o município e o estado de Santa Catarina.

“Agradeço ao presidente Lula e ao ex-deputado federal Décio Lima. Vamos honrar os compromissos com os trabalhadores e com Itajaí. O Porto é uma porta para o mundo e vamos gerar desenvolvimento e renda para o município e para o estado”, declarou o novo superintendente.

Tavares ressaltou que sua nomeação é um reconhecimento pelos serviços prestados ao município e destacou o compromisso do governo federal com o crescimento do Porto de Itajaí.

Ele também recordou que Lula teve papel fundamental na recuperação da estrutura portuária em momentos críticos: em 2006, com a reforma dos molhes; em 2008, com a reconstrução após a enchente; e, recentemente, com a retomada das operações após um período de quase três anos de paralisação. Segundo ele, os resultados já mostram um crescimento de 30% em relação ao mesmo período do ano passado.

O novo superintendente também recebeu apoio de entidades representativas, incluindo a Intersindical dos Sindicatos dos Trabalhadores Avulsos e Vinculados da Orla Portuária de Itajaí, Navegantes, Florianópolis e Região do Varejista de Itajaí.

O Conselho das Entidades de Itajaí, composto por 25 organizações, também manifestou apoio à sua gestão após uma sabatina sobre a importância do Porto para o crescimento da cidade, realizada em fevereiro na sede da Intersindical.

João Paulo e Décio Lima. O presidente do Sebrae foi importante na indicação do novo superintendente do Porto – Foto: Divulgação/NDJoão Paulo e Décio Lima. O presidente do Sebrae foi importante na indicação do novo superintendente do Porto – Foto: Divulgação/ND

A nomeação de João Paulo Tavares como novo superintendente do Porto de Itajaí ocorre após um período de transição e ajustes administrativos na gestão do porto.

Superintendente interino do Porto de Itajaí

Anteriormente, em janeiro de 2025, a Autoridade Portuária de Santos (APS) havia indicado o advogado André Leme da Silva Fleury Bonini como superintendente interino do Porto de Itajaí, durante o processo de federalização e transição administrativa do terminal portuário.

A indicação de Bonini, que atuava como superintendente da chefia de gabinete da APS, foi oficializada pela prefeitura de Itajaí e teve caráter temporário, visando assegurar a continuidade das operações e evitar a paralisação de obras e serviços essenciais durante a transição.

João Paulo Tavares Bastos Gama tem 48 anos de idade e é natural de São Paulo. Em Itajaí desde 1994, João é advogado com MBA em Direito Tributário pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ele é ex-presidente da OAB de Itajaí e conselheiro Federal da OAB. Já atuou como secretário de Administração, procurador-geral do Município e diretor-presidente do Instituto de Previdência de Itajaí.

FONTE: Nd+
Porto de Itajaí tem novo superintendente

 

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Brazil economizaria ao modernizar sua logística

Segundo projeção do Observatório do Custo Brasil, o Brasil poderia reduzir os custos de produção em até 224,76 bilhões de realidades anuais com a modernização de sua matriz logística.

Esta estimativa baseia-se na necessidade de expansão da utilização das ferrovias e da cabotagem; ou que aliviaria os gargalos não transporte de cargas.

Atualmente, 71% do transporte de cargas no Brasil é devido às rodovias. O estudo sugere a redistribuição do sistema de transportes, atingindo 54,93% do transporte rodoviário, 33,59% do transporte ferroviário e 11,47% da cabotagem; redução de 12,9% por tonelada transportada. Essa reconfiguração melhoraria a competitividade do setor produtivo, além de gerar benefícios ambientais pela redução das emissões de gases de efeito estufa, já que o transporte ferroviário e costeiro são mais sustentáveis que o rodoviário.

O relatório destaca que a diversificação da matriz logística é a estratégia com maior potencial para a redução de custos operacionais no Brasil. Pelo contrário, dois países membros da OCDE, que equilibraram melhor seus sistemas de transporte; Ou o Brasil continua altamente dependente de estradas, ou limita sua competitividade no não-mercado global.

Para implementar essas mudanças, é necessária uma aceleração das reformas. Na última década, o investimento em infraestrutura logística no Brasil foi inferior a 2% do PIB; enquanto em países com economias com economias ultrapassa 3,5%. O sucesso dessa transformação dependerá de políticas públicas fundamentais, como a consolidação do Marco Legal das Ferrovias e da Cabotagem; e a racionalização das taxas portuárias.

FONTE: Todo dia Logistica News
Brasil pode economizar modernizando sua matriz logística – TodoLOGISTICA NEWS

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Elas na Logística: Vanessa Reiter Pilz, diretora de ESG da Reiter Log

Na 3ª entrevista da série, a executiva contou como venceu desafios no setor e revelou os caminhos que a levaram ao protagonismo em sustentabilidade na logística

Em um setor tradicionalmente dominado por homens, Vanessa Reiter Pilz encontrou seu espaço desbravando caminhos pouco convencionais. Diretora de ESG da Reiter Log, uma das empresas pioneiras em frota sustentável no Brasil, Vanessa começou a trajetória profissional bem longe do ambiente corporativo, atuando ainda adolescente no restaurante da família.

Esse primeiro passo não só formou sua base para compreender o funcionamento de negócios, como também despertou sua curiosidade para transformar desafios em oportunidades. Aos 22 anos, deu uma guinada em sua trajetória ao ingressar na Reiter Log e, ao longo do tempo, passou por diferentes setores, incluindo Qualidade, Atendimento ao Cliente e Comercial, até assumir posições de liderança e se tornar uma referência feminina no setor logístico.

Na Reiter Log desde 2007, Vanessa acumulou experiência suficiente para liderar iniciativas inovadoras, especialmente na área de ESG, implantada em 2021 sob sua gestão direta.

Nesta terceira entrevista da série “Elas na Logística”, a executiva compartilhou como o olhar feminino tem ampliado horizontes no mercado. “Muitas mulheres ainda têm dificuldades em enxergar seu valor. Nós temos qualidades muito importantes, como a empatia, que é extremamente necessária hoje em qualquer ambiente corporativo.”

Leia na íntegra!

MUNDOLOGÍSTICA: Hoje, você está numa posição de destaque em uma empresa muito disruptiva em relação à frota verde. Como foi o início da sua carreira, ou seja, os seus primeiros passos no mundo corporativo?

VANESSA REITER PILZ: Na verdade, comecei de uma forma bem diferente. Comecei a trabalhar com 16 anos em um restaurante da família. Saía da escola e ia para lá. Durante a faculdade, permaneci nesse restaurante e fiquei por sete anos. Na hora de fazer o TCC, pensei: “Vou fazer sobre o negócio da Reiter Log”. Sempre tive curiosidade, mas, ao mesmo tempo, havia aquele preconceito de ser um mundo muito masculino, uma questão que ainda é “normal” quando se pensa nesse setor. Então, acabei vindo para a Reiter Log aos 22 anos e passei por diversas áreas. Comecei na área de Qualidade, passando por todos os setores para entender bem o negócio. Depois, fui para o Atendimento ao Cliente, entendendo as entregas e as exigências de cada um deles. Como tenho um perfil comercial e gosto desse relacionamento com o cliente, acabei migrando para o Comercial, onde me desenvolvi até assumir a diretoria. Em paralelo, começamos a investir em sustentabilidade e percebemos a necessidade de ter uma diretoria específica para ESG, o que ocorreu em 2021.

Você mencionou a questão de o setor ser majoritariamente masculino, algo que ainda é uma realidade na logística. E você tem essa característica interessante de trabalhar em um negócio familiar, o que pode parecer benéfico, mas também traz desafios. Como foi construir sua carreira considerando esses elementos?

Acho que tem seus ônus e bônus, como todo negócio. Ser da família ou ser uma executiva, independentemente do tipo de negócio, traz vantagens e desafios. Precisamos conciliar a vida familiar com a gestão, separando bem as áreas para que cada um tenha suas responsabilidades. Hoje temos executivos de mercado, como nosso CFO, para dar maior governança. Assumo a área Comercial, enquanto o Vinícius, nosso CEO, foca nas operações. Nossa liderança é diversa, com muitas mulheres na equipe, estimulando a diversidade de pensamentos e formas de gestão. Inclusive, tivemos uma situação em que um cliente, por questões culturais, não queria receber uma mulher da equipe comercial. Independentemente de ser homem ou mulher, aqui buscamos promover oportunidades. Recentemente, criamos uma escola para motoristas mulheres, formando 12 profissionais que foram admitidas pela empresa ou seguiram outros caminhos. Então, sim, a questão familiar tem seus ônus e bônus, mas é importante saber como lidar com isso diariamente e separar bem as responsabilidades.

Como mencionado, a área de ESG foi criada em 2021. Você acredita que ser mulher em uma área relativamente nova dá espaço para mais ousadia em relação à diversidade, como no projeto de formação de mulheres caminhoneiras?

Sim, especialmente por ocupar um cargo de liderança. Ainda existem mais homens nessas posições e ser mulher em um cargo de liderança acaba inspirando muitas outras mulheres que estão iniciando ou buscando uma oportunidade. Hoje, a logística é uma área com muitas oportunidades, seja nas transportadoras ou nos próprios embarcadores. Então, é necessário termos mulheres nesses cargos, inclusive como motoristas. A mulher é uma nova fonte de contratação para o setor. Dependendo do segmento, já encontramos muitas mulheres na área, mas ainda existem conversas que ocorrem predominantemente com homens. Por isso, estar nessa posição ajuda muito.

Trabalhando na área comercial, você tem contato com diferentes empresas e pessoas, ampliando sua visão do mercado. Como seu olhar sobre a logística mudou ao longo dos anos?

Acredito que nos últimos anos, especialmente após eventos como a pandemia, as pessoas começaram a perceber a importância do transporte. Absolutamente tudo que consumimos passa por um caminhão. Então, as empresas começaram a enxergar a logística como essencial e como parte do seu negócio. Ainda temos um longo caminho para construir parcerias sustentáveis, mas vejo um reconhecimento cada vez maior do setor logístico como estratégico para o país.

Falando de transporte e ESG, é impossível não mencionar tecnologia. Você acha que a tecnologia também impulsiona a entrada de mais mulheres na logística?

Sim. Hoje, o acesso à informação é muito fácil e dinâmico, o que permite aprender muito mais rapidamente. A tecnologia ajuda a diminuir barreiras, especialmente a do conhecimento, que é fundamental para qualquer área.

O público feminino da MundoLogística cresceu muito nos últimos anos. Qual conselho você daria às mulheres que estão iniciando ou construindo suas carreiras agora?

Acho que o principal é acreditar em si mesma. Muitas mulheres ainda têm dificuldades em enxergar seu valor. Nós temos qualidades muito importantes, como a empatia, que é extremamente necessária hoje em qualquer ambiente corporativo. Quanto mais mulheres houver no ambiente de trabalho, mais podemos fortalecer umas às outras. Meu principal conselho é esse: acreditar realmente em si mesma e no seu valor.

FONTE: Mundo Logistica
Elas na Logística: Vanessa Reiter Pilz, da Reiter Log

 

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Descubra se sua empresa está pagando salários competitivos e atraindo os melhores talentos do mercado

A Pesquisa Salarial Logística 2025 é uma oportunidade para gestores e empresários do setor obterem dados estratégicos sobre remuneração, benefícios e tendências salariais de mais de 50 cargos dos mercados de logística e transporte. 

Você sabia que uma estrutura salarial bem definida pode ser o diferencial para atrair e reter talentos na sua empresa? No dinâmico setor da logística e transporte, onde a competitividade cresce a cada dia, conhecer as médias salariais do mercado é essencial para garantir que sua empresa esteja sempre à frente. 

Por isso a Pesquisa Salarial 2025 – Logística e Transporte chega como uma oportunidade exclusiva para gestores e empresários do setor obterem dados estratégicos sobre remuneração, benefícios e tendências salariais, na região de Itajaí (SC). A pesquisa permite que as empresas tenhas acesso a informações valiosas para ajustar suas estratégias de gestão de pessoas e fortalecer sua competitividade. Segundo a organizadora Jaque Brenner, essa é a primeira pesquisa regional desse mercado de logística e transporte, com empresas de Itajaí. “Todas as pesquisas de salário hoje são com dados nacionais e a nossa pesquisa irá trazer uma visão regional. Serão analisados 50 cargos dentro das áreas de logística e transporte”, explica.  

Por que participar? 

  • Informação estratégica: Descubra como sua empresa se posiciona no mercado em relação aos salários praticados. 
  • Competitividade: Ajuste sua política de remuneração e retenha talentos qualificados. 
  • Tendências do setor: Tenha acesso a dados atualizados sobre benefícios, bonificações e práticas salariais. 
  • Confidencialidade garantida: Todas as informações fornecidas são tratadas de forma sigilosa e os resultados serão divulgados de forma agregada. 

 

Ao participar, a empresa contribui para um panorama mais transparente do setor logístico, permitindo que o mercado evolua de forma mais justa e equilibrada. A coleta de dados será feita por meio de um formulário preenchido pelos próprios funcionários até o dia 25 de março. Os dados serão entregues às empresas participantes até 08 de abril. A pesquisa salarial e o desenvolvimento de carreira também serão temas de palestra na próxima edição do Divas do Comex, organizado pelo ReConecta News, em julho.  

A Pesquisa Salarial 2025 – Logística e Transporte é realizada pela Jaque Brenner Solução em Gestão de Pessoas, que está há 17 anos no mercado.  

As inscrições são até o dia 20 de março. Para mais informações e para garantir sua participação, entre em contato pelo e-mail jaqueline@jaquebrenner.com 

Se a sua empresa ficou interessada em participar, use cupom RECONECTA10 para ter 10% de desconto.  

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A inteligência artificial vai roubar meu emprego?

Confira dicas de como se manter relevante no mercado de trabalho com o uso crescente desta ferramenta, independentemente da sua área de atuação

O uso crescente de inteligência artificial tem preocupado profissionais de diferentes áreas. Afinal, ela vai acabar com o meu emprego?

Analistas de mercado dizem que, em vez de temer a IA, o melhor a fazer é entender seu impacto e se preparar para um futuro em que humanos e máquinas trabalhem juntos.

Os especialistas também observam que, se por um lado a tecnologia substitui ou ameaça algumas funções, por outro cria novas oportunidades de trabalho.

A Indústria News pesquisou o que tem sido comentado sobre o tema no LinkedIn e sites especializados, e lista abaixo dicas para o trabalhador se manter relevante na era da IA.

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Interação: entender o impacto da IA e se preparar para um mercado com ela é um caminho a seguir

1. Adapte-se a mudanças – a tecnologia sempre transformou o mercado de trabalho. Foi assim, por exemplo, com a internet e o celular. No caso da IA, em vez de rejeitá-la, o melhor é tentar entender como ela impacta sua área e encontrar meios de se adaptar a ela.

2. Desenvolva habilidades humanas – a IA não pode substituir muitas habilidades humanas; então, atente sempre a pontos como criatividade, empatia, inteligência emocional e pensamento crítico.

3. Aprenda a trabalhar com IA – em vez de enxergar a IA como concorrente, tente vê-la como aliada; dominar ferramentas de inteligência artificial pode aumentar sua produtividade e eficiência.

4. Aprenda continuamente – o profissional que se mantém atualizado em termos de tecnologia tem mais chances de se destacar no mercado. Leia sobre tendências, faça cursos, teste ferramentas e busque sempre se aprimorar.

5. Amplie seu repertório de habilidades – ter conhecimentos diversificados pode abrir novas oportunidades; profissionais com múltiplas competências são mais versáteis e resilientes diante das mudanças.

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É preciso estudar: profissional que se mantém atualizado tem mais chances de se manter no mercado

6. Foco na resolução de problemas – as máquinas processam dados, mas a tomada de decisão estratégica e a capacidade de solucionar problemas complexos continuam sendo qualidades essenciais dos humanos.

7. Construa uma rede de contatos – ter conexões profissionais pode abrir portas para novas oportunidades e garantir maior segurança no mercado de trabalho atual, marcado por mudanças muito rápidas.

8. Desenvolva habilidades digitais – mesmo que seu trabalho não esteja ligado à tecnologia, entender o básico sobre IA, análise de dados e automação pode ser um grande diferencial.

9. Inove em sua área – profissionais que pensam fora da caixa se tornam menos substituíveis; para este exercício, o trabalhador pode, inclusive, usar inteligência artificial.

10. Mantenha-se otimista e proativo – a insegurança com o futuro do trabalho é compreensível, mas encarar a IA como uma oportunidade e não como uma ameaça pode fazer toda a diferença neste momento.

FONTE: FIESC
A inteligência artificial vai roubar meu emprego? | FIESC

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Três empresas são atingidas por incêndio de grandes proporções na BR-101, em Itajaí

Após um incêndio de grandes proporções atingir três galpões na noite desse sábado (15), na BR-101, em Itajaí (SC), uma das empresas atingidas se pronunciou sobre o ocorrido.

O combate ao incêndio durou cerca de 14 horas e contou com equipes de bombeiros de sete cidades: Itajaí, Balneário Camboriú, Navegantes, Luiz Alves, Brusque, Gaspar e Penha. No total, foram utilizados quatro caminhões de combate a incêndio, seis auto-tanques, quatro viaturas e uma ambulância.

Segundo o Corpo de Bombeiros Militar, aproximadamente 7.280 m² foram atingidos pelo fogo. Veículos e peças de automóveis estavam entre os materiais destruídos pelo fogo.

Três galpões de duas empresas foram atingidos pelo incêndio: uma especializada no comércio de peças veiculares usadas e o centro logístico Exilog (Exilogística Transportes e Armazéns Gerais LTDA).

A empresa de peças veiculares teve um galpão de 600 m² tomado pelo fogo. Já no centro logístico, dois galpões foram atingidos, totalizando 6.680 m².

Até o momento, apenas a Exilog se pronunciou sobre o ocorrido em comunicado nas redes sociais. Segundo Rodrigo Araujo, gerente comercial da empresa, apesar das perdas materiais, não houve feridos.

De acordo com o comunicado, a empresa de seguros já foi acionada, assim como órgãos competentes, para apurar as perdas e possíveis causas do incêndio. “Estamos tomando todas as previdências para minimizar os impactos e restabelecer nossas atividades no menor prazo possível […] Seguiremos firmes em nossa missão de atender nossos clientes com excelência”, destacou a empresa.

Empresa se pronuncia sobre incêndio em galpão em Itajaí

FONTE:
Três empresas são atingidas por incêndio de grandes proporções na BR-101, em Itajaí

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ANTAQ inicia Pesquisa de Satisfação de Usuários dos Portos e da Navegação de Cabotagem

As informações, que vão subsidiar a pesquisa, serão coletadas durante o mês de março

 A ANTAQ vai começar a elaboração da Pesquisa de Satisfação dos Usuários dos Portos e da Pesquisa de Satisfação dos Usuários da Navegação de Cabotagem voltado para quem movimenta ou transporta contêineres.

A coleta de dados, que vai subsidiar os dois estudos, será realizada remotamente, por telefone ou formulário eletrônico ao longo do mês de março. A Agência vai encaminhar, por e-mail, o token que deverá ser informado durante o preenchimento do questionário eletrônico ou durante a entrevista por telefone.

No entanto, como a ANTAQ contratou o Instituto Matriz Ltda. para executar a pesquisa, algumas das comunicações podem ser enviadas pela empresa.

Adequação de serviço

O objetivo principal das pesquisas é criar indicadores para avaliar a satisfação e a adequação dos serviços prestados nas instalações portuárias especializadas na movimentação de contêineres, bem como dos usuários dos serviços de transportes aquaviários de navegação de cabotagem de contêineres. 

O foco nas cargas conteinerizadas acontece devido ao crescimento expressivo de 20% na movimentação desse tipo de carga no último ano, atingindo um recorde; e porque quase todos os tipos de cargas são transportados por contêineres, especialmente aquelas de maior valor agregado.

Os resultados encontrados vão servir de base para o desenvolvimento de projetos, estudos, planos e políticas, além de estabelecer estratégias de ações fiscalizatórias e normativas que promovam o aprimoramento do ambiente de negócios e a melhoria dos serviços prestados pelos portos nacionais e pela navegação de cabotagem regulados pela Agência.

Para o êxito das pesquisas, é de suma importância que as respostas fornecidas pelo usuário estejam rigorosamente relacionadas às operações da empresa no que tange ao uso dos serviços de transportes aquaviários em questão.

Em caso de dúvidas, entre em contato com a Gerência Especial de Estudos (GEE) da ANTAQ pelo telefone (61) 2029-6764 ou pelo e-mail .

FONTE: ANTAQ.gov
ANTAQ inicia Pesquisa de Satisfação de Usuários dos Portos e da Navegação de Cabotagem — Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ)

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Recusa do governo em negociar com a categoria causa prejuízos ao país

A greve dos Auditores-Fiscais completa 108 dias nesta sexta-feira (14) com impactos em todas as áreas da Receita Federal.

Em vídeo gravado nesta tarde, o presidente do Sindifisco Nacional, Auditor-Fiscal Dão Real, fala sobre a atuação da Direção Nacional em todas as instâncias do Executivo e do Legislativo e afirma que é inaceitável que o Ministério da Fazenda não esteja decisivamente à frente deste processo, defendendo o pleito dos Auditores-Fiscais junto ao governo federal. Igualmente, é inconcebível que o Ministério da Gestão e da Inovação (MGI) se mantenha intransigente e inadimplente com a categoria, que está desde 2016 sem recomposição inflacionária do vencimento básico.

O presidente do sindicato afirma que os Auditores-Fiscais são uma categoria imprescindível à estrutura do Estado, à implementação das políticas públicas e ao atingimento das metas fiscais e que a recusa do governo em atender às reivindicações da categoria está causando prejuízos ao país. Por isso, os efeitos da greve dos Auditores são evidentes e não é possível minimizá-los. “Todo mundo sabe, o governo, a imprensa, a sociedade. A Receita não está funcionando.”

FONTE: Sindifisco Nacional
Recusa do governo em negociar com a categoria causa prejuízos ao país – Sindifisco Nacional

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Greve dos auditores fiscais ganha escala com estratégia de ‘Desembaraço Zero

A paralisação suspende um procedimento essencial para a liberação de produtos que entram e saem do país

A greve dos auditores-fiscais da Receita Federal, que já se estende por mais de 100 dias, atingiu uma nova escalada com a implementação da operação “Desembaraço Zero”, anunciada pelo Comando Nacional de Mobilização (CNM). A paralisação suspendeu temporariamente o desembaraço aduaneiro de mercadorias, um procedimento essencial para a liberação de produtos que entram e saem do país. Essa medida, que afeta diretamente a economia nacional, está prevista para durar 15 dias, com exceções apenas para cargas prioritárias, como medicamentos, alimentos perecíveis e animais vivos.

A medida é uma intensificação da operação-padrão, que está em vigor desde o início da paralisação.

“A operação Desembaraço Zero tornará ainda mais insustentável e oneroso o processo de importação, prejudicando os consumidores brasileiros, que enfrentarão ainda mais atrasos e dificuldades no acesso a produtos essenciais, prejudicando diretamente sua qualidade de vida e bem-estar”, destacaram o Instituto Livre Mercado (ILM) e a Frente Parlamentar pelo Livre Mercado (FPLM), em carta enviada ao ministro  da Fazenda, Fernando Haddad.

O tempo de desembaraço de cargas também aumentou significativamente: exportações passaram de quatro para oito dias e importações de sete para 14 dias. O processo completo pode levar até 21 dias, incluindo recebimento, inspeção, pagamento de tributos e liberação final.

A FPLM estima que mais de 75 mil encomendas e documentos já foram diretamente afetados pelas restrições operacionais impostas pelo órgão de controle aduaneiro nesta greve que já ultrapassa os 70 dias. Enquanto isso, os prejuízos da paralisação seguem crescendo e somam R$ 3,5 bilhões.

Os auditores, representados pelo Sindifisco Nacional, reivindicam um reajuste salarial que cubra as perdas inflacionárias acumuladas, argumentando que o atraso na reposição salarial compromete a capacidade dos auditores de executar suas funções de maneira adequada. O sindicato destaca, no entanto, que os auditores reconhecem a importância de suas atividades para o funcionamento do Estado e estão dispostos a encerrar a greve assim que o governo federal apresente uma proposta concreta.

FONTE: Veja Negócios
Greve dos auditores fiscais ganha escala com estra… | VEJA

 

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