Comércio Exterior, Evento, Informação, Inovação, Logística, Negócios, Networking, Tecnologia

RêBot conquista a Intermodal e conecta o Brasil ao futuro! 

O primeiro dia da Intermodal South America 2025 foi marcado por conexões estratégicas, alta circulação de visitantes e um elemento inesperado que parou a feira: RêBot, o humanoide do futuro, desembarcou direto no estande do RêConecta News para encantar, provocar reflexões e mostrar que o amanhã já começou. 

Com 1,40m de altura, mais de 60kg de tecnologia de ponta e muito carisma, RêBot não apenas interagiu com os visitantes – ele representou um elo simbólico entre o Brasil e o que está acontecendo de mais avançado no mundo da tecnologia, especialmente na Canton Fair, na China, onde os humanoides são os grandes destaques de 2025. 

O Brasil conectado às maiores tendências globais 

Enquanto a Canton Fair apresenta ao mundo o que há de mais disruptivo em Inteligência Artificial, Realidade Aumentada, Realidade Virtual, cibersegurança, IoT, automação e robótica, o RêConecta News dá um passo à frente e traz esse futuro para o presente no maior evento de logística, transporte e comércio exterior das Américas. 

Renata Palmeira, CEO do RêConectaNews, foi quem apresentou RêBot ao público da Intermodal. Para ela, essa ação vai além da inovação visual. “Trazer o RêBot para a Intermodal é uma validação do que fazemos no RêConecta: manter nossos parceiros, clientes e seguidores alinhados com o que está bombando no mercado global. Não se trata só de chamar atenção, mas de mostrar que estamos prontos para o futuro – e o futuro está agora”, destaca Renata. 

O RêBot estará no estande G100, durante os três dias da Intermodal.   

Networking e negócios em alta no estande do RêConecta News – G100 

O estande G100 foi palco de muito mais do que selfies com RêBot,  o espaço reúne mais de 10 empresas de diferentes segmentos do comércio exterior e logística, promovendo conexões estratégicas, apresentações de produtos e serviços, e um ambiente de muita troca e colaboração. Um verdadeiro hub de inteligência coletiva.  

Reconhecida como a maior feira das Américas nos setores de logística, transporte de cargas, intralogística e comércio exterior, a Intermodal atrai players do mundo inteiro. São três dias de evento, entre os dias 22 a 24 de abril, onde empresas, especialistas e entusiastas exploram tendências, fecham negócios e se preparam para os próximos passos do setor.  

Vem ser um conectado 

O RêConecta News é um portal digital dedicado a informar, conectar e fortalecer o ecossistema do Comércio Exterior e da Logística no Brasil. Mais do que um canal de notícias, é uma plataforma de conexões reais, que promove visibilidade, networking e desenvolvimento para profissionais, empresas e instituições do setor. 

Com conteúdos que abrangem importação, exportação, tributos, operações logísticas e tendências globais, o RêConecta impulsiona o setor por meio de eventos exclusivos, parcerias estratégicas e ações de valorização profissional. Entre suas iniciativas de destaque está o projeto Divas do Comex & Log, que promove o protagonismo feminino no setor, e a marcante participação na Intermodal South America, ao lado de parceiros estratégicos, fortalecendo a presença do Brasil no cenário internacional. 

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Comércio Exterior, Inovação, Logística, Notícias, Tecnologia

Robôs humanoides: o futuro tem rosto humano? 

Muito além da ficção, os robôs humanoides são projetados para imitar a forma, os gestos e até as emoções humanas. Seu objetivo é facilitar a interação com pessoas em diversos contextos, e foram os grandes destaques da Canton Fair, na China. E o RêConectaNews, que sempre apresenta tendências de mercado, trouxe para a Intermodal South America na sua versão mais atualizada simultaneamente.

Antes que robôs humanoides começassem a ganhar espaço no mundo real, eles marcaram o imaginário de gerações inteiras — especialmente através da cultura pop. Um dos exemplos mais marcantes foi Small Wonder, conhecido no Brasil como Super Vicki. O seriado exibido originalmente entre 1985 e 1989 pelo canal ABC, apresentava Vicky, uma androide com aparência de uma menina de 10 anos, criada por um engenheiro de robótica para viver com sua família como se fosse uma filha. Com 96 episódios a série encantou, com humor e afeto, a curiosa convivência entre humanos e máquinas.  

Muito além da ficção, a ideia de robôs com traços humanos hoje deixa de ser apenas entretenimento para se tornar uma realidade cada vez mais próxima — e surpreendentemente possível. Chamados de robôs humanoides, essas máquinas são projetadas para se assemelhar ao corpo humano em forma e comportamento. Eles podem ter braços, pernas, tronco, cabeça e até expressões faciais. Seu objetivo é facilitar a interação com pessoas, imitando gestos, falas e até emoções. 

Os humanoides foram as grandes novidades e são o que há de mais moderno em tecnologia. Eles foram destaque na Canton Fair também conhecida como Feira de Importação e Exportação da China, considerada a maior feira multissetorial do mundo, realizada duas vezes por ano na cidade de Guangzhou. É um evento de grande importância para empresas e investidores que buscam expandir seus negócios e se conectar com o mercado global. 

Como surgiram os robôs humanoides? 

O conceito de máquinas com forma humana é antigo e surgiu no século XVIII. No entanto, os robôs humanoides modernos começaram a ganhar forma no século XX, com o avanço da robótica e da inteligência artificial. 

O primeiro robô humanoide funcional, chamado WABOT-1, foi desenvolvido no Japão em 1973. Ele podia andar, conversar em japonês básico e até pegar objetos com as mãos. Desde então, a evolução tecnológica permitiu o surgimento de humanoides cada vez mais sofisticados — como a famosa Sophia, que ganhou cidadania na Arábia Saudita em 2017. 

Por que estão sendo cada vez mais usados? 

Recentemente, a China deu mais um passo significativo nessa direção. Segundo matéria publicada pela Exame, a China está investindo fortemente em pesquisas e aplicações de humanoides em setores como: 

  • Fabricação inteligente: robôs operando lado a lado com humanos em linhas de produção; 
  • Serviços: humanoides atuando como recepcionistas, garçons ou assistentes em hotéis e restaurantes; 
  • Educação e saúde: robôs que auxiliam no cuidado de idosos ou ajudam no ensino de crianças; 
  • Entretenimento e varejo: presença em lojas, feiras tecnológicas e eventos interativos. 

IMAGEM: Reprodução Internet 

Como prova desse avanço tecnológico, a China recentemente celebrou o Ano Novo Chinês com uma apresentação impressionante que viralizou nas redes e na mídia tradicional. Na noite do dia 28 de janeiro, cerca de 16 robôs humanoides da Unitree subiram ao palco para dançar em um espetáculo transmitido pela rede estatal CCTV. 

A performance teve direção artística de Zhang Yimou, cineasta aclamado pelo premiado “Lanternas Vermelhas”, e contou com a participação de engenheiras da fábrica de Hangzhou, referência em tecnologia robótica no país. 

Cada robô — modelo H1, apelidado de Fu Xi (em homenagem a um imperador lendário da China) — utilizou inteligência artificial para seguir o ritmo da música com precisão. Para garantir a interação segura com as dançarinas humanas, os robôs estavam equipados com tecnologia LiDAR, permitindo um mapeamento de 360 graus do espaço ao redor. 

Durante a apresentação, os humanoides surpreenderam ao manipular com exatidão lenços coloridos, fazendo movimentos complexos e sincronizados. As dançarinas humanas também imitaram os gestos das máquinas, criando um espetáculo que simbolizou a harmonia entre tecnologia e humanidade. 

Tendência mundial 

Mas não é apenas a China que se destaca nesse “novidade”. A Mercedes-Benz, por exemplo, já anunciou que nos próximos cinco anos o robô Apollo entrará oficialmente em ação nas fábricas da montadora. Durante uma demonstração em Berlim, o Apollo cumprimentou jornalistas, realizou tarefas simples e mostrou como é treinado remotamente por humanos até que sua inteligência artificial aprenda a executá-las de forma autônoma. Segundo Jörg Burzer, chefe de produção da Mercedes, até 2030 veremos pelo menos alguns desses robôs em operação nas linhas de montagem, executando tarefas pesadas e perigosas.  

IMAGEM: Reprodução Internet 

Segundo reportagem publicada no site Motor1.com, para a diretora de informações da Mercedes, Katrin Lehmann, a IA permitirá que os humanos se concentrem em atividades mais criativas e de maior valor. E a Mercedes não está sozinha nessa corrida tecnológica: Tesla, BMW, Magna, Chery, BYD, Geely, Nio, Volvo e Xpeng Motors também estão investindo pesado em robôs humanoides como Optimus, Figure 01, Phoenix, Mornine, Argos, Walker S1 e Iron.  

Um futuro cada vez mais robótico? 

Embora o uso de robôs humanoides ainda enfrente desafios — como altos custos, limitações técnicas e questões éticas — seu crescimento é inevitável. Com os avanços em inteligência artificial, visão computacional e redes 6G, é provável que os humanoides estejam cada vez mais presentes no nosso cotidiano. 

De acordo com a Goldman Sachs Research, o mercado de robôs humanoides está projetado para atingir cerca de US$ 38 bilhões até 2035, um crescimento expressivo em comparação à estimativa anterior de US$ 6 bilhões. Esse avanço de seis vezes reflete tanto os rápidos progressos tecnológicos quanto a crescente aceitação do uso desses robôs em diversos setores. A estimativa é que 1,4 milhão de unidades sejam entregues até 2035. Essa expansão é impulsionada, em parte, pela significativa redução nos custos de produção, que caíram de uma faixa entre US$ 50 mil e US$ 250 mil por unidade em 2023 para valores entre US$ 30 mil e US$ 150 mil, em 2024.  

Se antes eles habitavam apenas o imaginário da ficção, agora caminham — literalmente — ao nosso lado, prontos para transformar a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. 

RêBot visitando a Intermodal South America

Batizado de RêBot, o humanoide de 1,40m de altura e com mais de 60Kg, chama atenção de comunidade de comércio exterior e logística, na maior feira das américas. A intenção é de CONECTAR o Brasil com as tendências de mercado que estão acontecendo lá na China durante a Canton Fair, simultaneamente. As principais tendências tecnológicas para o futuro incluem a Inteligência Artificial (IA), Realidade Aumentada (RA), Realidade Virtual (RV), cibersegurança, Internet das Coisa (IoT) automação e Robótica.

Por Daiana Brocardo.

FONTES de Pesquisa:
https://exame.com/tecnologia/china-impulsiona-uso-de-robos-humanoides-em-diversos-setores/ 

https://www.tudocelular.com/seguranca/noticias/n231238/china-ano-novo-chines-evento-robos-dancantes.html

https://www.universal-robots.com/br/blog/rob%C3%B4s-humanoides-na-ind%C3%BAstria-uma-realidade-imposs%C3%ADvel-ou-pr%C3%B3xima

https://pt.wikipedia.org/wiki/Small_Wonderhttps://motor1.uol.com.br/news/754408/robos-humanoides-fabrica-mercedes

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Inovação, Logística, Tecnologia

Arquitetando soluções: como a tecnologia redefine a logística e impulsiona o e-commerce no Brasil

A transformação digital no setor logístico vem se consolidando como um dos principais fatores para o crescimento e a eficiência do e-commerce e do varejo no Brasil e no mundo. A necessidade de entregas mais rápidas, integração omnichannel e personalização da experiência do consumidor tem levado empresas a investirem fortemente em automação, inteligência artificial e análise de dados para otimizar suas operações.

Apostar em soluções inovadoras para impulsionar essa evolução é essencial. Iniciativas que aprimoram processos e criam um ecossistema digital integrado contribuem para melhorar a previsibilidade da demanda, reduzir custos operacionais e garantir maior agilidade nas entregas.

A automação e o uso de inteligência artificial (IA) têm permitido avanços significativos no gerenciamento de estoques, previsão de demanda e eficiência das operações de fulfillment. Sistemas automatizados de gestão de armazéns (WMS) possibilitam uma organização mais eficaz dos estoques, reduzindo o tempo de separação e expedição dos pedidos.

Além disso, ferramentas baseadas em IA analisam padrões de consumo e comportamento dos clientes para prever picos de demanda e evitar rupturas no estoque. Assim, é possível integrar diferentes bases de informação para antecipar tendências e otimizar a cadeia de suprimentos. Essa análise preditiva é essencial para a logística moderna.

Já a digitalização das operações logísticas passa pela implementação de soluções omnichannel, como a vitrine infinita, que conecta estoques físicos e digitais, permitindo que clientes comprem um produto online e escolham entre retirar na loja ou receber em casa. Esse modelo tem se mostrado essencial para marcas de luxo e grandes varejistas que buscam oferecer conveniência sem perder a exclusividade do atendimento presencial.

Outro avanço é a aplicação do rastreamento inteligente de pedidos, que garante maior transparência para os consumidores. A tecnologia permite o monitoramento em tempo real da entrega, reduzindo incertezas e aumentando a satisfação do cliente.

Apesar dos avanços tecnológicos, o setor ainda enfrenta desafios importantes, como a necessidade de maior infraestrutura digital, segurança da informação e sustentabilidade logística. Empresas que lidam com um alto volume de pedidos precisam equilibrar eficiência operacional com responsabilidade ambiental, otimizando rotas de entrega e reduzindo desperdícios.

Com investimentos contínuos e a adoção de novas tecnologias, o setor logístico no Brasil segue em ritmo acelerado de inovação. Empresas que souberem integrar inteligência de dados, automação e personalização da experiência do cliente estarão mais preparadas para os desafios do e-commerce nos próximos anos.

Fonte: Mercado & Consumo

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Inovação, Logística, Negócios, Tecnologia

Robôs de serviço atraem atenção de industriais de SC em missão na China

Participantes da comitiva da FIESC visitaram a Canton Fair e também fizeram visita técnica ao Lesso Group, de construção

Robôs que limpam painéis solares, servem mesas em restaurantes, fazem café, patrulham e inspecionam zonas de combate. Essas são apenas algumas das novas tecnologias que os industriais de SC observaram na visita à área totalmente dedicada à exposição de robôs de serviço na Canton Fair, durante a missão da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) à China.

A zona chamou bastante atenção dos compradores por apresentar robôs com movimentos altamente precisos e flexíveis, demonstrando seu funcionamento em situações reais e destacando o valor prático dessas tecnologias.

Além de dois dias de visita à maior feira multissetorial do mundo, a missão da FIESC incluiu ainda um encontro com o embaixador Alan Coelho de Séllos, cônsul-geral do Brasil em Cantão, que fez uma apresentação abrangente sobre a China. Ele abordou aspectos históricos, dados econômicos e estatísticos, além de destacar as particularidades das principais províncias do país.

Os participantes também realizaram uma visita técnica ao Lesso Group, uma das maiores empresas de material de construção da China. Os industriais puderam visitar o showroom de produtos e fazer um tour pelo chão de fábrica, onde conheceram processos altamente automatizados e uso intensivo de robótica na produção.

A missão conta com 13 empresários, representando os estados do Paraná, Santa Catarina, Alagoas e Ceará. A 137ª edição da feira contou com mais de 74 mil estandes e cerca de 31 mil empresas participantes, distribuídas em uma área total de 1,55 milhão de metros quadrados.

Fonte: FIESC

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Comércio, Comércio Exterior, Logística, Negócios

BRF investe US$ 160 milhões para triplicar a produção de frango na Arábia Saudita

Empresa está construindo uma nova planta planta localizada em Jeddah com capacidade para produzir 40.000 toneladas de alimentos processados por ano

A BRF, uma das maiores exportadoras brasileiras de carne de frango, está construindo uma terceira unidade na Arábia Saudita que deve permitir à companhia triplicar sua produção de frango local, num momento em que o reino aumenta esforços para garantir o fornecimento de alimentos.

A BRF Arabia, joint venture com a Halal Products Development Company (HPDC), subsidiária do Saudi Public Investment Fund, está investindo US$ 160 milhões na planta localizada em Jeddah. Programada para começar a operar no primeiro semestre do próximo ano, ela terá capacidade para produzir 40.000 toneladas de alimentos processados anualmente, somando-se às cerca de 15.000 toneladas da já existente planta da empresa em Dammam.

O investimento da BRF é o mais recente na corrida das fornecedoras brasileiras de carne para expandir sua presença no Oriente Médio. A Arábia Saudita é o quinto maior importador de frango do mundo e o principal consumidor no Oriente Médio. A BRF é líder no mercado halal — de alimentos que seguem a lei islâmica — no Oriente Médio, enquanto a rival JBS também tem investido na região.

A nova planta ressalta a confiança da Arábia Saudita na indústria brasileira de alimentos para ajudar a atingir sua meta de ter 80% da carne de frango produzida localmente até 2030, contra cerca de 70% atualmente. O reino vem se esforçando para garantir suprimento de alimentos após a pandemia de Covid-19 e a guerra na Ucrânia terem interrompido cadeias de suprimentos e elevado os preços a níveis recordes.

“Esse investimento faz sentido para o governo saudita, pois dentro do plano 2030 há três grandes vetores que coincidem com a nossa indústria: segurança alimentar, transferência de tecnologia para dentro do reino e criação de empregos, exportações”, disse Igor Marti, vice-presidente para o Mercado Halal da BRF, em uma entrevista.

A BRF anunciou sua joint venture com o fundo saudita em 2022. No final do ano passado, a empresa adquiriu uma participação de 26% na Addoha Poultry, uma das dez maiores fornecedoras de frango do país.

Fonte: Bloomberg Línea

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Comércio Exterior, Logística, Negócios, Portos, Tecnologia

O ESPECIALISTA: Douglas Winter 

Problemas logísticos: transtornos aos operadores do comércio exterior

A falta de infraestrutura e os gargalos existentes nos terminais de devolução das unidades vazias de contêineres, em algumas cidades como Itajaí, Paranaguá e Santos, geram recorrentes problemas operacionais, discussões e outros prejuízos imensuráveis para o comércio exterior.  


A indisponibilidade de janelas para a devolução das unidades vazias em alguns terminais indicados pelos armadores aumenta os custos de armazenagens com realocações, fretes, entre outros, que acabam por dar azo à incidência das sobrestadias de contêineres, mais conhecidas como “demurrages”. Esse custo “adicional” acaba passando para os consumidores finais, aumentando o valor dos produtos adquiridos, ou seja, não bastassem os fatores relacionados à má gestão na esfera política, que, consequentemente, está gerando um incremento nos valores dos produtos da cesta básica por conta da inflação, ainda há estes, que, infelizmente, acabam colaborando com o aumento dos custos. 

 
Todavia, tanto a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) como as varas especializadas no Direito Marítimo, a exemplo da do Tribunal de Justiça de São Paulo, não obstante a do Tribunal de Justiça de Santa Catarina e do Paraná, assim como as de outros estados, já estão criando mecanismos efetivos que colaboram com os importadores para a redução destes custos, tanto na edição das resoluções pela ANTAQ como nas suas respectivas aplicações pelos Tribunais de Justiça, em decisões judiciais que garantem os direitos dos usuários. 

Por este motivo, é de extrema importância que os usuários registrem suas operações e tenham conhecimento dos seus direitos para evitar os seus possíveis prejuízos. 

FONTES: ANTAQ/TJSP/TJSC/TJPR. 

Douglas Winter é sócio-fundador do escritório Macedo & Winter Advogados Associados. Atua como advogado nas áreas de Direito Marítimo e Portuário, Direito Aduaneiro, Regulatório e Cível Empresarial. É graduado em Direito e em Comércio Exterior pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali/SC) e pós-graduado em Gestão dos Negócios Internacionais e do Comércio Exterior pela mesma instituição. Foi professor da disciplina de Sistemática Prática do Comércio Exterior no curso de Comércio Exterior da Universidade do Contestado (UNC/SC). Possui MBA em Gestão Estratégica de Negócios pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC/PR), é pós-graduado em Direito Aquaviário e Atividade Portuária pela Univali, e em Direito Processual Civil pela Faculdade Damásio. Concluiu os módulos de Legislação e Constituição: Desafios, Conflitos e Interpretação, Governança de TI e Compliance e Fundamentos do Direito Digital, todos integrantes do curso de pós-graduação lato sensu em Direito Digital da Faculdade Damásio. Atualmente, é mestrando em Direito pela Universidade Católica de Brasília (UCB) e membro da Comissão de Direito Aduaneiro, Marítimo e Portuário da Subseção de Itajaí (SC). 

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Comércio, Comércio Exterior, Logística, Negócios

Área em Santos que terá maior terminal da América do Sul recebe visita de comitiva

Diretores da Agência Nacional de Transportes Aquaviários conheceram de perto o espaço no cais do Saboó

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) liderou uma comitiva
que participou de uma série de atividades técnicas no Porto de Santos na segunda e na terça-feira.
O foco foi o projeto do Terminal de Contêine-res (Tecon) Santos 10, que deve ir à leilão ainda este
ano.

O megaterminal, no cais do Saboó, será o maior da América do Sul. A previsão de movimentação é
de 3,5 milhões de TEU (unidade de medida padrão de um contêiner) por ano, com quatro berços
de atração de navios. O investimento estimado é no terminal é de R$ 5,6 bilhões para um contrato
de 25 anos, que pode ser prorrogado.

A visita foi uma complementação à audiência pública nº 02/2025, promovida em 18 de março, que
recebeu 24 contribuições voltadas ao aprimoramento dos documentos técnicos e jurídicos do
processo licitatório para o arrendamento do novo terminal.

Durante a agenda em Santos, foi realizada uma visita técnica embarcada ao longo do Porto de
Santos, que permitiu a vistoria da infraestrutura portuária da região do Saboó (STS10), na Margem
Direita, onde está prevista a implantação do Tecon Santos 10.

Além de reunião com o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, a
comitiva reuniu-se, nos dois dias, com representantes de empresas portuárias que movimentam
contêineres.

A diretoria da Antaq considerou essencial ouvir presencialmente os usuários do setor e
compreender melhor as demandas e expectativas. “Optamos por iniciar esse diálogo com os
usuários do Porto, que são atores relevantes na dinâmica local e serão diretamente impactados
pelo projeto de arrendamento. Isso é fundamental para garantir que as decisões regulatórias
estejam alinhadas com a realidade da operação portuária”, destacou Caio Farias, diretor-geral
substituto da Antaq.

Também integraram a comitiva os diretores da Antaq Flavia Takafashi e Alber Vasconcelos; o
superintendente de Regulação, José Renato Fialho; o secretário especial substituto de Licitações e
Concessões, João Paulo Barbieri; o gerente regional de Santos, Guilherme Silva; e o assessor da
diretoria, Luiz Scarduelli. Pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), compôs o grupo o
secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, e o diretor do Departamento de Novas Outorgas e
Políticas Regulatórias Portuárias, Bruno Neri.

Fonte: A Tribuna










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China importou mais soja dos EUA do que do Brasil em março

Dados referem-se à quantidade do grão que atracou nos portos chineses no mês

A China importou mais soja dos Estados Unidos do que do Brasil em março, apesar de ter sido o mês em que a guerra tarifária entre as duas maiores economias do mundo começou a escalar. O volume importado refere-se ao que efetivamente entrou nos portos do país, e não ao volume contratado para chegar aos portos nos próximos meses.

O país comandado por Xi Jinping importou 2,44 milhões de toneladas de soja americana, um aumento de 12% na comparação anual, de acordo com dados levantados junto à autoridade alfandegária chinesa e pela agência Reuters. O volume representou um terço de toda a importação de soja do mês pela China.

Importações do Brasil

Em março, o volume importado de soja brasileira pela China ficou em cerca de 950 mil toneladas, uma queda de 69%, o que representou 27% de todas as importações chinesas do grão.

No total, a China importou 40% menos soja em março deste ano do que no mesmo mês do ano passado.

Apesar do volume de soja que chegou aos portos cineses ter diminuído em março, principalmente de origem brasileira, a China aumentou as contratações e de soja do Brasil para chegar aos seus portos nos próximos meses.

Analistas consultados pela Reuters indicaram que a China deve importar 31,3 milhões de toneladas de soja entre abril e junho, com a recente colheita do Brasil.

Cronologia das tarifas

Os produtos agrícolas americanos começaram a ser taxados pela China em 10 de fevereiro em 10%, após as primeiras tarifas anunciadas pelo presidente americano, Donald Trump.

Em 4 de março, Pequim anunciou mais taxa de 15% sobre os produtos agrícolas americanos, em resposta à rodada anterior de novas tarifas do republicano. Já as “tarifas recíprocas” anunciadas por Trump contra diversos países, incluindo a China, ocorreu em abril.

Fonte: Globo Rural









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Países do Sudeste Asiático enfrentam desafio para ‘recalibrar’ relação com a China

Xi Jinping voltou de viagem com 45 acordos com o Vietnã, 31 com a Malásia e 37 com o Camboja

O presidente da China, Xi Jinping, retornou a Pequim nesta sexta-feira (18), após sua turnê de maior destaque pelo Sudeste Asiático: uma visita de cinco dias a três países, carregada tanto de simbolismo quanto de cálculo estratégico.

O momento não poderia ter sido mais oportuno para Xi. Embora autoridades chinesas tenham afirmado que a viagem ao Vietnã, Malásia e Camboja tenha sido planejada há meses, ela coincidiu com a escalada do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas políticas protecionistas do “America First” e com o afastamento de Washington da região.

“Para transmitir a mensagem de querer construir uma infraestrutura política asiática para os asiáticos ou pelos asiáticos, vai ressoar muito neste momento”, disse Benjamin Barton, da Universidade de Nottingham na Malásia. “A visita de Xi faz parte de um lembrete contínuo do que a Ásia precisa buscar. Para a China, isso significa tirar os EUA da Ásia, efetivamente.”

Para onde esse movimento os levará, ainda é incerto. “Os países do Sudeste Asiático querem ter o melhor dos dois mundos”, acrescentou Bland. “No entanto, à medida que a guerra comercial e tecnológica se intensifica, eles enfrentarão escolhas cada vez mais difíceis. Por enquanto, eles estão certos em tentar manter os pés em ambos os campos, mas precisam começar a se planejar para um mundo no qual decisões geopolíticas dolorosas terão que ser tomadas.”

Dilemas como esses são particularmente pertinentes no Vietnã, que adotou uma política externa multilateral desde o colapso da União Soviética. Khang Vu, pesquisador visitante no Boston College, que estuda segurança no Leste Asiático, acredita que Hanói buscará perpetuar tal abordagem pelo maior tempo possível.

“Para o Vietnã, ter que escolher um lado em detrimento do outro é o pior cenário, já que isso pode enviar a mensagem errada tanto para os EUA quanto para a China”, afirmou. “Como uma potência média, o Vietnã não pode decidir seu próprio destino. O país carece de autonomia em relação tanto à China quanto aos Estados Unidos, então qualquer decisão que tome reflete a vontade de uma das potências, e não a sua própria.”

Ele acrescentou que as tarifas dos EUA sugerem ao Vietnã que, apesar de toda a conversa sobre confiança e progresso nas relações EUA-Vietnã, eles “na verdade, não valorizam o Vietnã como um parceiro importante no Indo-Pacífico”. No entanto, mesmo que a relação bilateral com Washington sofra devido às tarifas de Trump, ele acredita que o país não abandonará sua política externa multilateral — em parte por preocupações com a “intimidação” chinesa no Mar do Sul da China.

Para o primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, os cálculos geopolíticos são menos desafiadores, mas isso porque ele posicionou seu país muito mais na órbita da China, segundo Welsh. Os EUA agora veem a Malásia como “muito periférica”, disse ela.

Yin Shao Loong, vice-diretor de pesquisa do Khazanah Research Institute na Malásia, disse que a visita de Xi destacou a importância da Malásia — e do Sudeste Asiático de forma mais ampla — para as cadeias globais de suprimento e como um refúgio de neutralidade entre forças polarizadoras.

“A Malásia e a Asean têm uma oportunidade histórica de negociar uma relação mais forte tanto com a China quanto com os EUA para fortalecer o Sudeste Asiático como um portal de manufatura para o mundo”, disse. “Os países também buscarão garantias da China de que a diversificação do comércio não levará a um aumento disruptivo nas importações ou a atritos com outros parceiros comerciais.”

Enquanto isso, o Camboja é considerado um dos parceiros regionais mais próximos da China. E com Phnom Penh enfrentando uma das tarifas “recíprocas” mais severas dos EUA, de 49%, a “amizade inquebrável” que Xi mencionou repetidamente provavelmente perdurará.

Apesar disso, Brian Eyler, diretor do Programa do Sudeste Asiático do Stimson Center, disse que dois pontos problemáticos na relação bilateral permanecem: a ampliação da Base Naval de Ream, financiada por Pequim, e o altamente politizado Canal Funan Techo, de US$ 1,7 bilhão, que teve pouca atividade desde o início das obras no ano passado, segundo ele.

Não houve menção à base naval durante a visita. Mas o ministério das Relações Exteriores do Camboja disse na sexta-feira (18) que “o lado chinês também expressou forte apoio aos esforços do Camboja para avançar com o Projeto do Canal Funan”, sem fornecer detalhes além de dizer que alguns acordos com o setor privado relacionados à iniciativa, foram assinados.

Mas enquanto o envolvimento chinês na base naval “sinalizou ao Vietnã seu potencial engrandecimento militar”, Xi mudou o foco nesta semana ao tomar “medidas importantes para reiterar a irmandade socialista com o Vietnã antes de assumir novos compromissos com o Camboja”, explicou Trissia Wijaya, pesquisadora do Instituto Asiático da Universidade de Melbourne.

“Ele reverteu a escalada ao destacar o sistema multilateral de comércio, que é um interesse compartilhado entre as nações da Asean”, disse ela.

Eyler acredita que “tanto a China quanto o Camboja querem expressar ambiguidade sobre o que realmente está acontecendo em Ream”. O fato de a base “não ser mencionada enquanto Xi está no país é algo típico nas relações Camboja-China”, acrescentou.

Elvin Ong, da Universidade Nacional de Cingapura, disse que a turnê mostrou que Xi foi capaz de mostrar interesse em aprofundar laços com aliados regionais importantes, enquanto os EUA se mostram muito mais voltados para dentro.

“A visita de Xi simboliza como a China está disposta a investir e nutrir relacionamentos em prol da prosperidade mútua, enquanto os EUA parecem estar preocupados apenas com seus próprios interesses”, disse Ong. “A diferença é gritante.”

Fonte: Valor Econômico












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Produtores de soja dos EUA temem ser substituídos por brasileiros e argentinos compras pela China

Produto é maior item de exportação dos americanos para país asiático, mas tarifas ameaçam mercado

A leguminosa com cerca de um centímetro de tamanho é consumida diretamente da vagem como edamame ou processada em tofu, leite de soja e outros produtos. Mas não é por isso que é uma das commodities mais lucrativas do mundo. Rica em gordura e proteína, a soja é o que grande parte do gado mundial come.

Agora, a humilde cultura está no centro da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China.

Os Estados Unidos vendem mais soja para a China, em valor, do que qualquer outro produto individual. No ano passado, isso representou mais de 27 milhões de toneladas métricas, no valor de US$ 12,8 bilhões (R$ 2,19 trilhões), ou cerca de 9 centavos de cada dólar de mercadorias que os Estados Unidos venderam para a China.

Mas com as enormes tarifas impostas entre os dois países nas últimas duas semanas, essas vendas provavelmente sofrerão em breve. Isso é uma má notícia para os agricultores americanos que cultivam soja e para os criadores chineses de frangos e suínos que a compram —e potencialmente uma ótima notícia para a nação pronta para ocupar o vácuo: o Brasil.

Os produtores de soja americanos estão em duvida se seu maior cliente continuará comprando. Mais da metade das exportações de soja dos EUA foi para a China no ano passado, mas o preço acabou de subir 135% sob as tarifas que a China instalou em resposta ao imposto de 145% do presidente Trump sobre as importações chinesas.

“Os agricultores lidam com mau tempo. Lidamos com pragas, lidamos com tratores quebrando”, disse Heather Feuerstein, proprietária de uma fazenda perto de Grand Rapids, Michigan. “Essa é a nossa vida.”

Mas tarifas? “Isso é uma ameaça ao nosso modo de vida contínuo”, disse ela.

Enquanto Trump diz que sua barreira de tarifas criará um renascimento nos produtos fabricados nos Estados Unidos, milhares de produtores de soja como Feuerstein temem que ele devastará a agricultura americana no processo.

Ao mesmo tempo, ele poderia, inadvertidamente, estar ajudando os produtores de soja no Brasil e na Argentina.

Os dois países sul-americanos produzem 52% da soja mundial, incluindo 40% apenas do Brasil, em comparação com 28% dos Estados Unidos. Nenhum outro país está próximo.

“Uma vez que não conseguem comprar dos EUA, eles precisarão pegar mais do Brasil”, disse Neusa Lopes, uma alta executiva da Girassol Agrícola, uma grande produtora de soja no maior estado produtor de soja do Brasil, Mato Grosso. “E para pegar mais do Brasil, eles terão que pagar mais por isso.”

O mercado de soja envolve uma complexa rede de comerciantes de commodities, empresas de transporte e contratos futuros, então os preços são frequentemente um alvo em movimento, mas os preços à vista na semana passada mostraram que a soja sul-americana se tornou mais valiosa após as tarifas.

Lopes, cuja empresa planta soja e milho em mais de 68 mil hectares, uma área quase do tamanho dos cinco distritos da cidade de Nova York, disse que agora poderia vender uma saca de 60 quilos de soja por cerca de US$ 21 (R$ 122), um aumento de 10% em relação ao mês passado. A maior parte de sua safra vai para a China, que já é de longe o maior comprador de soja do Brasil. Mas agora Lopes espera ganhar mais pela mesma safra.

Os preços estão subindo mais tarde do que os agricultores brasileiros e argentinos teriam desejado. A temporada de colheita está terminando na América do Sul, e eles já venderam quase três quartos de seus estoques, disse André Nassar, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), que representa os maiores produtores de soja do país. Mas aqueles que ainda não venderam estão agora capitalizando —ou segurando e apostando que a guerra comercial vai durar, provavelmente significando preços ainda mais altos no futuro.

Em outras palavras, os sul-americanos estão em uma situação confortável.

A cerca de 6.400 quilômetros ao norte, Feuerstein está em apuros. A mudança anual das estações significa que ela deve começar a plantar seus mais de 80 hectares em breve. Se ela trabalhar duro, o clima cooperar e as pragas forem controladas, no final do outono ela colherá 4.500 ou mais sacas, mais de 270 mil quilos de soja.

Alguns podem ser vendidos para laticínios locais ou uma instalação de esmagamento próxima, onde a soja é processada em óleo e farelo. Outros serão vendidos imediatamente após a colheita para um elevador de grãos local, ou armazenados na fazenda para vender mais tarde.

“Eu adoraria ter uma bola de cristal agora”, disse Feuerstein. “Não acho que qualquer coisa que tradicionalmente fizemos seja necessariamente o que deveríamos estar fazendo agora. Acho que tudo está mudando de minuto a minuto.”

Os produtores de soja americanos dizem que não há muito o que possam fazer além de plantar e esperar pelo melhor. Muitos alternam seus campos entre milho e soja, para preservar a qualidade do solo e para diversificação. Porém, eles já compraram suas sementes, fertilizantes e outros equipamentos e não podem mudar de rumo em pouco tempo.

Em vez disso, suas esperanças residem em alternativas de longo prazo, aquelas que não podem substituir a China hoje, mas talvez possam em uma ou duas décadas. Organizações como o Conselho de Exportação de Soja dos EUA e a Associação Americana de Soja estão tentando desenvolver mercados maiores em países como Índia, Egito e México. Novas usinas de esmagamento de soja estão entrando em operação nos Estados Unidos, e pesquisadores estão estudando a soja como biocombustível e outros usos não alimentares.

Os Estados Unidos já percorreram esse caminho antes. Trump, durante o primeiro mandato, iniciou uma guerra comercial contra a China, e os produtores de soja brasileiros foram os beneficiários. De 2017, pouco antes daquela guerra comercial, até o ano passado, a China aumentou suas importações anuais de soja brasileira em 35%, para 72,5 milhões de toneladas métricas, enquanto cortou as importações de soja dos EUA em 14%, para 27 milhões de toneladas métricas, de acordo com dados dos dois países.

“Isso não se reverteu. Permaneceu”, disse Nassar. “Se a China mantiver tarifas altas sobre as commodities americanas, o mesmo acontecerá. Haverá outra substituição das exportações americanas pelas brasileiras.”

O que é diferente desta vez —além de tarifas muito mais altas— é que a China investiu dinheiro em armazéns, ferrovias, portos e outras infraestruturas no Brasil na última década para colocar mais soja do país em navios chineses.

Isso inclui a abertura este ano de um terminal gigante no maior porto da América Latina em Santos, Brasil. A Cofco, uma gigante estatal chinesa de alimentos, está por trás do projeto de quase US$ 500 milhões (R$ 2,9 bi), que se tornará seu maior porto fora da China.

A China parece ansiosa para reafirmar esses laços. Nesta semana, o vice-ministro da agricultura da China se reuniu com os principais funcionários da agricultura do Brasil, e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou na semana passada que viajaria a Pequim para se encontrar com seu homólogo chinês, Xi Jinping, no próximo mês. Lula ainda não falou com Trump desde que cada um foi eleito.

A única coisa que impediu a ruína dos agricultores americanos durante a última guerra comercial foi um programa de resgate governamental de US$ 23 bilhões (R$ 135 bilhões). O governo Trump está novamente contemplando um resgate agrícola —um reconhecimento tácito de que as tarifas retaliatórias prejudicarão os agricultores— mas não há garantia de que compensará todas as perdas.

“Ficamos muito gratos pela assistência de emergência que recebemos”, disse Feuerstein, “mas isso não tornou nossas fazendas inteiras e matou nosso maior mercado de exportação.”

Fonte: Folha de São Paulo











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