Internacional, Mercado Internacional

Europa endurece o jogo tarifário contra os EUA — e mira o coração político de Trump

A UE ameaça tarifas adicionais de € 95 bi sobre carros, aviões e bourbon, produtos-chave em redutos eleitorais do presidente americano

A Comissão Europeia ameaçou, nesta quinta-feira, 8, impor tarifas adicionais de até € 95 bilhões (cerca de US$ 108 bilhões ou R$ 612 bilhões) sobre exportações americanas. Na mira de Bruxelas estão automóveis fabricados nos Estados Unidos, aeronaves da Boeing e até o famoso uísque bourbon — símbolo líquido da camaradagem transatlântica que agora amarga sob o novo clima protecionista.

A represália não surgiu do nada. Ela é uma resposta ao arsenal tarifário de Donald Trump, cujas medidas atingem mais de 180 países e oscilam entre suspensão e retaliação, criando um clima de incerteza crônica. A nova rodada de tarifas proposta pela União Europeia — ainda em fase de consulta com os Estados-membros — ampliaria os €21 bilhões já em vigor sobre exportações americanas. Para isso, a Comissão Europeia lançou uma consulta pública com os 27 países do bloco e representantes dos principais setores econômicos, em busca de identificar vulnerabilidades e reunir respaldo político à ofensiva tarifária. Carros fabricados nos EUA e aeronaves da Boeing encabeçam a lista preliminar.

Se implementadas, as medidas europeias afetarão não apenas grandes conglomerados americanos, como a Boeing e montadoras com produção nos EUA, mas também símbolos culturais da América, como o uísque bourbon. Bruxelas lança mão de uma velha tática: pressionar distritos eleitorais decisivos para Trump, onde a indústria automobilística e a produção de uísque têm peso político considerável.

O pano de fundo é uma negociação estagnada. Bruxelas e Washington têm mantido conversas comerciais, mas com pouco avanço. A União Europeia adiou por 90 dias a implementação de suas contramedidas depois que os EUA reduziram parcialmente suas tarifas sobre produtos europeus — de 20% para 10% em muitos casos —, num gesto interpretado como tentativa de pacificação. Como em outras ocasiões, a tática de Trump mistura confronto com promessas de acordo — ele acaba de anunciar um pacto com o Reino Unido — em uma dança diplomática que confunde adversários e parceiros. Mas a paciência europeia está chegando ao fim.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tenta manter um tom diplomático, afirmando que o bloco “continua comprometido com uma solução negociada”. Mas a abertura de uma queixa formal à Organização Mundial do Comércio (OMC) indica que Bruxelas não vê nas negociações atuais um terreno fértil. “Acreditamos que há bons acordos a serem feitos para o benefício dos consumidores e das empresas de ambos os lados do Atlântico”, declarou Ursula von der Leyen, presidente da Comissão. A questão é se há interlocutores dispostos ao compromisso — e se haverá tempo suficiente antes que as medidas entrem em vigor.

Fonte: Veja Negócios

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Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional

China injeta estímulo monetário antes de reunião com os EUA sobre comércio

O Banco central da China cortará suas taxas de juros e fará uma grande injeção de liquidez, conforme intensifica os esforços para amenizar os danos econômicos causados pela guerra comercial

Autoridades chinesas anunciaram nesta quarta-feira (7) uma série de medidas de estímulo, incluindo cortes nas taxas de juros e uma grande injeção de liquidez, conforme Pequim intensifica os esforços para amenizar os danos econômicos causados pela guerra comercial com os Estados Unidos.

Os anúncios foram feitos logo depois que autoridades norte-americanas e chinesas disseram que o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o negociador-chefe de comércio, Jamieson Greer, irão se reunir neste fim de semana com a principal autoridade econômica da China, He Lifeng, na Suíça, para conversações.

As negociações serão a primeira oportunidade para os dois lados diminuírem as tensões comerciais, que agitaram os mercados globais e abalaram as cadeias de suprimentos.

A economia chinesa já está sentindo os efeitos das tarifas de três dígitos, com dados da semana passada mostrando que a atividade industrial contraiu em abril no ritmo mais rápido em 16 meses.

As preocupações têm aumentado em relação ao impacto que as tarifas terão sobre o mercado de trabalho e sobre as já fortes pressões deflacionárias na China, uma vez que os exportadores perdem seu maior cliente.

“A economia doméstica deve estar forte o suficiente antes que (a China) inicie qualquer negociação comercial prolongada”, disse Xing Zhaopeng, estrategista sênior da China no ANZ, sobre as medidas de estímulo desta quarta-feira.

O banco central da China reduzirá o custo de empréstimo de seus acordos de recompra reversa de sete dias, sua taxa de juros de referência, em 10 pontos-base, para 1,40%, a partir de 8 de maio. Outras taxas de juros cairão de acordo com a taxa básica.

O montante de dinheiro que os bancos devem manter como reservas, conhecido como taxa de compulsório, também será reduzido em 50 pontos-base a partir de 15 de maio, levando o nível médio para 6,2%.

O presidente do Banco do Povo da China, Pan Gongsheng, disse em uma coletiva de imprensa que o primeiro corte do compulsório desde setembro do ano passado liberará 1 trilhão de iuanes (US$ 138 bilhões) em liquidez.

No mesmo evento, o presidente da Comissão Reguladora de Títulos e Valores Mobiliários da China, Wu Qing, disse que as autoridades ajudarão empresas listadas afetadas pelas tarifas a enfrentar as dificuldades.

Li Yunze, chefe da Administração Nacional de Regulamentação Financeira, disse que Pequim expandirá um esquema piloto que permite que as companhias de seguros invistam nos mercados de ações mais 60 bilhões de iuanes (US$ 8,31 bilhões).

Além disso, Pan disse que o banco central criará mecanismos de empréstimo de baixo custo para a compra de títulos relacionados a tecnologia e para investimentos em cuidados com idosos e consumo de serviços. Ferramentas similares existentes para apoiar a agricultura e as pequenas empresas serão aprimoradas, disse Pan.

O banco central também vai reduzir os custos de hipoteca para alguns compradores.

As autoridades vinham sinalizando movimentos de afrouxamento da política monetária desde o final de 2024, mas evitaram adotá-las enquanto o iuan estava sob pressão, temendo saídas de capital, disseram analistas.

Um iuan ligeiramente mais forte nos últimos dias pode ter dado uma abertura ao banco central.

“Um dólar mais fraco certamente dá à China mais espaço para fazer ajustes monetários”, disse Xu Tianchen, economista sênior da Economist Intelligence Unit.

“Não tenho expectativas muito altas em relação ao impacto dessas medidas sobre o crédito”, disse Xu, mas acrescentou que elas “injetam confiança renovada, o que dará suporte ao mercado de ações”.

Fonte: CNN Brasil

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Internacional, Mercado Internacional, Tributação

UE propõe fortes tarifas sobre produtos dos EUA

A União Europeia (UE) ameaçou, nesta quinta-feira (8), impor tarifas sobre produtos americanos no valor de 95 bilhões de euros (618 bilhões de reais) e anunciou uma queixa à OMC pelas tarifas adotadas pelos Estados Unidos.

Os anúncios do bloco europeu coincidem com as declarações do presidente americano, Donald Trump, sobre um acordo “abrangente e completo” com o Reino Unido. 

A UE insistiu, no entanto, que prefere chegar a um acordo negociado com Washington para evitar uma escalada de tensões tarifárias com consequências imprevisíveis em ambos os lados do Atlântico.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou em um comunicado nesta quinta-feira que o bloco continua “totalmente comprometido” em encontrar “resultados negociados com os Estados Unidos”.

“Acreditamos que existam bons acordos que beneficiem consumidores e empresas em ambos os lados do Atlântico”, acrescentou, embora tenha alertado que “continuamos nos preparando para todas as possibilidades”. 

Formalmente, a Comissão — o braço Executivo da UE — abriu um processo de consulta pública sobre uma lista de produtos americanos que podem estar sujeitos a tarifas se as negociações fracassarem. 

Segundo uma lista provisória publicada pela UE, esses bens estarão “sujeitos a contramedidas” do bloco se as negociações entre Bruxelas e Washington não resultarem em “um resultado mutuamente benéfico”. 

A lista possui 128 páginas e inclui produtos como aviões, automóveis, plásticos e produtos químicos, além de outros itens, como cabelo humano e nozes. 

Essa lista também inclui o bourbon, bebida que havia sido excluída das potenciais contramedidas da UE devido ao risco de desencadear retaliações dos EUA contra o vinho europeu.

Trump alertou que se a UE impusesse tarifas sobre o bourbon, ele retaliaria em 200% sobre as bebidas destiladas do bloco, e a indústria do vinho pediu à UE que restringisse suas ações.

– Opções sobre a mesa –

O comissário europeu do Comércio, Maros Sefcovic, disse ao Parlamento Europeu esta semana que 70% das exportações totais do bloco enfrentam tarifas entre 10% e 25%.

De acordo com a Comissão Europeia, as tarifas dos EUA “aumentam os custos das empresas, sufocam o crescimento, alimentam a inflação e aumentam a incerteza econômica”. 

A UE também anunciou que permanece vigilante para evitar que, devido à imposição de tarifas dos Estados Unidos, vários produtos sejam destinados ao mercado europeu pois isso pode levar a desequilíbrios de mercado. 

Em 10 de fevereiro, Trump anunciou tarifas de 25% sobre as importações de aço e alumínio da UE. 

Posteriormente, em 2 de abril, o presidente americano anunciou a adoção de “tarifas recíprocas” com seus parceiros comerciais, que no caso da UE foram fixadas em 20%.

Poucos dias depois, Trump anunciou uma “pausa” na aplicação das tarifas de 20% à UE, mas manteve um nível geral de 10%. 

A UE também decidiu impor uma “pausa” em suas tarifas sobre o aço e o alumínio americanos para permitir que as negociações prossigam. 

Enquanto isso, o bloco europeu já sugeriu que poderia usar como ferramenta de retaliação os impostos sobre gigantes da tecnologia dos EUA que operam no espaço europeu, como Apple, Google, Meta e Microsoft. 

Uma autoridade europeia, que falou sob condição de anonimato, afirmou nesta quinta-feira que “todas as opções estão sobre a mesa”.

Fonte: MSN

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Agronegócio, Importação, Internacional

China retoma importação de soja de cinco empresas brasileiras; saiba quais

Empresas de soja estavam proibidas de exportar há três meses por conta de adversidades sanitárias

Após três meses de embargo, a China retomou as importações de soja de cinco unidades de empresas brasileiras, que haviam sido suspensas em janeiro deste ano devido a questões sanitárias. O embargo foi imposto após a detecção de resíduos de pesticidas em grãos de soja, algo comum em sementes, mas inaceitável no produto destinado ao consumo humano e animal. A suspeita foi de que, por erro, cargas de soja e sementes tenham sido misturadas. O aval de liberação vale desde o fim de abril.

O governo chinês também identificou a presença de pragas quarentenárias nas cargas de soja. Embora isso tenha gerado uma suspensão temporária, o Brasil tratou o incidente como um procedimento técnico e rotineiro, sem qualquer conotação política ou comercial entre os dois países. Apesar de o impacto econômico da suspensão ser relativamente controlado devido à diversidade de exportadores brasileiro, as empresas afetadas, que são a ADM do Brasil, Cargill S.A., Terra Roxa Comércio de Cereais, Olam Brasil e C.Vale Cooperativa Agroindustrial, ficaram impossibilitadas de exportar durante os três meses de embargo, afetando sua capacidade de atender ao mercado chinês, um dos maiores importadores globais de soja.

A retomada das exportações ocorre em um momento estratégico, coincidindo com a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China, onde ele será acompanhado por uma comitiva de empresários do agronegócio brasileiro, com o objetivo de fortalecer ainda mais os laços comerciais entre os dois países. Além da soja, o Brasil também busca expandir as exportações de outros produtos agropecuários para o vasto mercado chinês, incluindo carne bovina, suína e café.

Em paralelo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) destaca a importância de atrair investimentos chineses para a infraestrutura logística do país, com foco na ampliação de estruturas de armazenagem, nos investimentos em transporte multimodal e na modernização de portos, todos essenciais para otimizar o escoamento da produção agrícola e fortalecer o setor como um todo.

Fonte: Canal Rural

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Internacional, Notícias

Líderes mundiais se manifestam após eleição do papa Leão XIV

Lula (PT), Donald Trump e Javier Milei escreveram mensagens ao papa nas redes sociais

Os principais líderes mundiais se manifestaram nesta quinta-feira (8) após o cardeal Robert Francis Prevost ser escolhido como o novo papa. Leão XIV é o primeiro pontífice americano da história da Igreja Católica. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi o primeiro a se manifestar publicamente.

No X (antigo Twitter), Trump escreveu que era uma honra perceber que Leão XIV é o primeiro papa americano e que isso era “animador e uma Grande Honra” para os Estados Unidos. “Parabéns ao cardeal Robert Francis Prevost, que foi nomeado papa. Não vejo a hora de conhecer o papa Leão 14. Será um momento significativo”, escreveu o presidente.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também se manifestou em suas redes sociais, através de um post em colaboração com o Governo Federal, no Instagram.

Na publicação, Lula pede que o novo papa seja capaz de promover a paz, guiar a justiça social, reduzir a pobreza e fazer do mundo um lugar mais humano.

“Habemus um novo Papa! Que ele seja guia de justiça social, promotor da paz, da redução da pobreza, do combate à fome e de um mundo mais humano. Por aqui seguimos trabalhando todos os dias para que esses objetivos também se realizem no Brasil. Habemus esperança, Habemus compromisso!”, escreveu.

Também no X, Javier Milei, presidente da Argentina, publicou uma imagem gerada por IA, com um leão em um corpo humano. Ele escreveu: “As forças do céu deram o seu veredito de forma clara. Não há mais palavras Senhor Juiz. Fim.”

O presidente da França, Emmanuel Macron, escreveu: “Um momento histórico para a Igreja Católica e milhões de fiéis. Para o papa Leão XIV, e para todos os católicos na França e ao redor do mundo, eu dedico uma mensagem de fraternidade: que nesse 8 de maio, este novo pontificado seja de paz e esperança.”

Veja fotos do papa Leão XIV

Fonte: NSC

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Economia, Finanças, Internacional

Ministro Fernando Haddad cumpre agenda com a presidenta do México

Os compromissos internacionais do Ministério da Fazenda começaram no último domingo e se encerram nesta quarta-feira, 7/5

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cumpre agenda oficial nesta quarta-feira (7/5) na Cidade do México e será recebido pela presidenta do país, Claudia Sheinbaum, para tratar das relações econômicas entre os dois países. A agenda acontece no Palácio Nacional, onde o ministro terá ainda uma reunião com o secretário da Fazenda e do Crédito Público do México, Edgar Amador.

Nos compromissos da agenda estão previstos também café da manhã com o embaixador do Brasil no México, Nedilson Jorge, e encontro com empresários brasileiros, entre eles, os representantes das empresas Nu México, WEG, Marcopolo, Tramontina, Odontoprev, CocaCola, Eurofarma, BrasdesCard e Banco de Pagos Internacionales (BIS).

Ainda na pauta do dia, o ministro Fernando Haddad terá reunião com o chefe de gabinete da Presidência do México, Lázaro Cárdenas.

Os compromissos na Cidade do México encerram o ciclo de agendas internacionais do Ministério da Fazenda nessa semana. Ainda no cumprimento desta mesma agenda internacional, ministro passou antes pelas cidades de Los Angeles e Palo Alto, nos Estados Unidos, onde tratou de temas relacionados ao setor de tecnologia, data centers e inteligência artificial no Brasil, com foco no Plano Nacional de Data Centers.

Fonte: Ministério da Fazenda

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Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional, Tributação

China e EUA se encontrarão para discutir tarifas pela 1ª vez

Reunião entre autoridades dos 2 países está marcada para este fim de semana na Suíça

A China e os Estados Unidos vão realizar neste fim de semana o 1º encontro para discutir as tarifas impostas por ambos os lados. A reunião pode abrir as portas para o fim da guerra comercial instalada desde que o presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), aumentou as taxas aplicadas ao país asiático.

O encontro está marcado para sábado (10.mai.2025) e domingo (11.mai), em Genebra, na Suíça. A informação veio da Casa Branca e foi confirmada pelo Ministério do Comércio chinês.

Do lado norte-americano, participarão o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer. Do outro lado da mesa estará o vice-premier chinês He Lifeng, a maior autoridade econômica do país.

Desde a escalada das tarifas comerciais iniciada pelo governo Trump em abril, as duas grandes potências globais não realizaram conversas sobre o tema. 

Os chineses retaliaram impondo suas próprias tarifas aos norte-americanos, e o que se sucedeu foi uma troca de farpas e medidas protecionistas.

Algumas semanas depois de aumentar as tarifas sobre produtos chineses, Trump afirmou que foi procurado pelo governo de Pequim para negociar e que as partes conversavam diariamente. Essa versão foi negada pelo governo chinês e o próprio Greer confirmou que não havia conversas em andamento.

Somente na semana passada a China informou que avaliava negociar com os EUA as tarifas. A condição dos chineses para iniciar as tratativas é que a Casa Branca encerre imediatamente as medidas unilaterais e trate o país “com respeito e sinceridade”.

Fonte: Poder 360

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Aeroportos, Internacional

Índia fecha espaço aéreo para companhias aéreas do Paquistão

Tensões entre as nações com armas nucleares aumentaram após ataque mortal na Caxemira

A Índia fechou nesta quarta-feira (30) seu espaço aéreo para as companhias aéreas paquistanesas, informou o governo, dias depois que seu vizinho proibiu as companhias aéreas indianas de sobrevoar seu território após a morte de 26 pessoas em um ataque a turistas na Caxemira.

A proibição durará de 30 de abril a 23 de maio, informou o governo indiano em um comunicado.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, disse ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em uma ligação telefônica na noite desta quarta-feira que ele “rejeitou categoricamente as tentativas indianas de vincular o Paquistão ao caso”, segundo um comunicado do gabinete de Sharif.

Ele pediu uma investigação transparente, confiável e neutra e pediu que os EUA pressionassem a Índia a “diminuir a retórica e agir com responsabilidade”, acrescentou.

O Ministério das Relações Exteriores da Índia não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

É provável que o impacto da proibição sobre o setor aéreo do Paquistão seja menor do que sobre o da Índia, já que apenas a Pakistan International Airlines opera rotas para Kuala Lumpur usando o espaço aéreo indiano.

Na semana passada, o Paquistão fechou seu espaço aéreo para companhias aéreas de propriedade ou operadas pela Índia, suspendendo todo o comércio, inclusive por meio de outros países, e interrompendo a emissão de vistos especiais do sul da Ásia para cidadãos indianos.

A PIA, a companhia aérea nacional, disse na terça-feira (29) que havia decidido evitar o espaço aéreo indiano devido às crescentes tensões bilaterais.

O Paquistão disse nesta quarta-feira que tem “informações confiáveis” de que a Índia pretende lançar uma ação militar em breve, à medida que as tensões entre os vizinhos aumentam após o ataque mortal aos turistas.

A Índia identificou os três agressores, incluindo dois cidadãos paquistaneses, como “terroristas” que estão promovendo uma revolta violenta na Caxemira, de maioria muçulmana.

Islamabad negou qualquer participação e pediu uma investigação neutra.

Desde o ataque, os dois países, que possuem armas nucleares, adotaram uma série de medidas, incluindo a suspensão do Tratado da Água do Indo.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior, Importação, Internacional, Mercado Internacional, Tributação

Déficit comercial dos EUA atinge recorde com corrida por importações antes de tarifas

O déficit do mês (US$ 140,5 bilhões) ficou acima da estimativa dos economistas consultados pela Bloomberg, que projetavam US$ 137,2 bilhões

O déficit comercial dos EUA aumentou para um recorde em março, já que as empresas correram para importar produtos, incluindo produtos farmacêuticos, enquanto o governo Trump preparava tarifas abrangentes.

O déficit comercial de bens e serviços cresceu 14% em relação ao mês anterior, para US$ 140,5 bilhões, segundo dados do Departamento de Comércio divulgados na terça-feira.

A estimativa mediana em uma pesquisa da Bloomberg com economistas era de um déficit de US$ 137,2 bilhões.

As importações de bens de consumo tiveram o maior aumento já registrado, principalmente devido à maior entrada de preparações farmacêuticas de todos os tempos.

As importações de equipamentos de capital e veículos automotores também aumentaram.

O relatório ilustra o que provavelmente foi o último esforço das empresas americanas para garantir mercadorias antes que o presidente Donald Trump anunciasse tarifas expansivas em 2 de abril.

Embora as importações de medicamentos tenham sido excluídas, o presidente disse que uma decisão sobre as tarifas farmacêuticas será tomada nas próximas semanas.

O aumento dramático do déficit comercial no primeiro trimestre foi o principal motivo pelo qual a economia se contraiu pela primeira vez desde 2022.

O produto interno bruto caiu 0,3% anualizado no período de janeiro a março, com as exportações líquidas subtraindo quase 5 pontos percentuais – a maior queda já registrada.

O valor de todas as importações para os EUA aumentou 4,4%, atingindo um recorde, enquanto as exportações subiram apenas 0,2%.

No entanto, a Bloomberg Economics considera que o aumento das importações é resultado da redução das tarifas, com base em uma queda no transporte de contêineres da China para os EUA desde 16 de abril.

À medida que o déficit comercial diminui, ele provavelmente apoiará uma recuperação de curto prazo no crescimento econômico.

Os dados da pesquisa do Institute for Supply Management, que mostram o declínio das importações de fabricantes e prestadores de serviços, também sugerem que a estratégia de apressar as importações antes das tarifas está chegando ao fim.

Trump está buscando a equidade no comércio bilateral, com o objetivo de incentivar o investimento estrangeiro nos EUA, reforçar a produção doméstica e fortalecer a segurança industrial nacional. Ele também vê as tarifas como um meio de aumentar a receita do governo.

O relatório de março mostrou que o déficit do comércio de mercadorias com a Irlanda aumentou para US$ 29,3 bilhões em uma base ajustada sazonalmente. As empresas farmacêuticas norte-americanas, incluindo a Eli Lilly e a Pfizer, operam quase duas dúzias de fábricas na Irlanda que enviam produtos para os EUA, de acordo com uma análise da TD Cowen.

As importações de preparações farmacêuticas dos EUA aumentaram 71% em março, atingindo um recorde de US$ 50,4 bilhões.

O déficit com o Canadá diminuiu, enquanto o déficit com o México permaneceu próximo ao recorde alcançado em fevereiro. O déficit no comércio de mercadorias com a China diminuiu.

Em uma base ajustada pela inflação, o déficit total do comércio de mercadorias dos EUA aumentou para um recorde de US$ 150,9 bilhões em março.

Fonte: Bloomberg Línea

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Internacional, Mercado Internacional, Tecnologia

Amcham e Fazenda realizam encontro empresarial sobre oportunidades em tecnologia e IA entre Brasil e EUA

Agenda reuniu CEOs e altos executivos de empresas de Data Centers para discutir oportunidades entre os dois países

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participou nesta terça-feira (6/5) de café da manhã com empresas e fundos globais de tecnologia, em Palo Alto, Califórnia. A mesa redonda “Breakfast Roundtable with Brazil’s Minister of Finance”, promovida pela Amcham Brasil, em parceria com o Ministério da Fazenda, reuniu mais de 40 representantes de empresas líderes em infraestrutura digital para discutir perspectivas e caminhos de cooperação no setor de tecnologia, data centers e inteligência artificial no Brasil.

O encontro foi realizado no contexto do lançamento da nova Política Nacional de Data Centers, apresentada pelo ministro Fernando Haddad durante missão oficial aos Estados Unidos. A iniciativa integra o plano de crescimento sustentável do governo brasileiro — o Novo Brasil — e busca consolidar um ambiente moderno, seguro e eficiente para o desenvolvimento da infraestrutura digital, com foco em inovação, sustentabilidade e competitividade.

O ministro destacou a importância da reforma tributária brasileira que vai levar o Brasil para os 10 melhores sistemas tributários do mundo e totalmente digitalizado. Nesse contexto, Haddad falou sobre o Plano de Transformação Ecológica, guarda-chuva da Nova Política Nacional de Data Centers do Governo Federal.

“Estamos construindo uma política pública robusta, com base em diálogo com o setor privado, para garantir previsibilidade, eficiência energética e segurança jurídica aos investidores. O Brasil reúne atributos únicos, como matriz energética limpa, capacidade técnica instalada e vocação para o crescimento digital”, afirmou o ministro. Segundo ele, a nova política para data centers está alinhada com os compromissos do país com a transição verde e a digitalização da economia.

O diretor de Políticas Públicas e Relações Governamentais da Amcham Brasil, Fabrizio Panzini, reforçou: “Tecnologia e infraestrutura digital representam uma agenda ganha-ganha para Brasil e EUA, com geração de empregos e produção de alto valor agregado. O Brasil já é destino relevante de investimentos no setor e possui vantagens competitivas como matriz energética limpa, marcos legais recentes e perspectivas robustas de crescimento. Nosso papel é contribuir para que o ambiente regulatório acompanhe essa ambição”, reforçou.

Participaram do evento representantes de empresas provedoras de serviços de dados em nuvem e de fundos de investimentos em tecnologia, entre elas, ABDC, Ascenty, AWS Brasil, Brasscom, CloudHQ, Data Center Platform, Digital Bridge, Elea Data Center, Equinix, Global Compute Infrastructure, Google, Meta, Miscrosoft, Nvidia, Scala Data Center, Schneider Electric, Takoda Data Centers, Tecto e Vertiv.

A agenda contou ainda com a presença do assessor especial do Ministério da Fazenda Igor Marchesini, responsável técnico do ministério pela formulação da Política Nacional para Data Centers.

A Amcham Brasil é a maior Câmara Americana de Comércio entre as 117 existentes fora dos Estados Unidos, reunindo aproximadamente 3.500 empresas associadas, que juntas representam cerca de um terço do PIB brasileiro. A entidade atua como ponte entre o setor público e o privado, promovendo diálogo qualificado sobre competitividade, comércio e desenvolvimento econômico.

Fonte: Ministério da Fazenda


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