Internacional, Mercado Internacional

Aurora inaugura representação em Xangai

Unidade aberta nesta segunda tem estrutura de escritório comercial; em 2024, a cooperativa respondeu por 21,6% das exportações nacionais de carne suína

A Aurora Coop, sediada em Chapecó, inaugura nesta segunda-feira (19/05) sua primeira unidade na China. Sediado em Xangai, o escritório comercial estará focado, inicialmente, nos negócios envolvendo carne de suínos e de aves com a China. Em segundo momento, ampliará o atendimento para Hong Kong, Vietnã e outros países do sudeste asiático.

Segundo a empresa, o primeiro objetivo é qualificar as vendas, por estar mais próximo aos clientes, dando atendimento diferenciado para, com o passar do tempo, poder incrementar os volumes.

Mesmo respondendo por 21,6% das exportações brasileiras de carne suína e por 8,4% das de carne de frango, a Aurora teve em 2024 apenas 36,4% de suas receitas vindas do mercado externo.

“Crescer no mercado mundial é prioridade de nossa planificação estratégica”, enfatiza o presidente da cooperativa, Neivor Canton. Um primeiro movimento nesta direção foi a inauguração da unidade corporativa comercial de exportação, na cidade portuária de Itajaí.

Tarifas

O mercado chinês é atendido por muitos exportadores, como Estados Unidos, Espanha, Alemanha e França. Os EUA são grandes exportadores e competidores no cenário das exportações de carnes de suínos e de aves para a China, mas a empresa ressalta que este protagonismo pode mudar em razão da nova política de tarifa imposta pelo presidente Donald Trump, gerando boas oportunidades para os exportadores brasileiros.

Fonte: FIESC

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Agricultura, Comércio Exterior, Internacional

Brasil e Senegal discutem cooperação agrícola para promoção da segurança alimentar

Comitiva senegalesa foi recebida no Mapa para ampliação da cooperação técnica entre os países

O secretário-Executivo Adjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Cleber Soares, reuniu-se nesta quinta-feira (15) com o ministro da Agricultura, Soberania Alimentar e Pecuária do Senegal, Mabouba Diagne, para tratar do fortalecimento da cooperação bilateral no setor agropecuário.

Durante o encontro, o secretário apresentou um panorama do desenvolvimento agropecuário brasileiro nas últimas cinco décadas. Destacou a criação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a tropicalização dos sistemas de produção, os avanços no melhoramento genético animal e vegetal, além da adaptação dos solos do Cerrado e da expansão dos sistemas irrigados no semiárido brasileiro como pilares da transformação do Brasil.

O ministro Mabouba Diagne reconheceu os avanços do Brasil como referência internacional e manifestou interesse em adaptar e aplicar parte dessas soluções ao contexto senegalês, com foco na transformação da agricultura local e na garantia da segurança alimentar no país.

Entre os temas discutidos, os representantes dos dois países destacaram a intenção de ampliar a cooperação técnica e estabelecer um memorando de entendimento com foco em ações conjuntas.

Apoio ao desenvolvimento do sistema de cooperativas no Senegal, acesso a material genético brasileiro, implementação de sistemas de produção integrados; além de soluções para mecanização agrícola, com acesso a máquinas e equipamentos, e melhorias na infraestrutura de armazenamento de alimentos são algumas das iniciativas em análise.

A proposta inclui ainda a possibilidade de o Brasil colaborar com o fornecimento de alimentos seguros, de qualidade e com preços competitivos ao Senegal.

“O Brasil está à disposição para cooperar com Senegal em temas estruturantes como o desenvolvimento de sistemas produtivos, políticas públicas agrícolas e o acesso a tecnologias que contribuam com a segurança alimentar e a inclusão produtiva”, afirmou o secretário Cléber Soares.

O ministro senegalês está em visita ao Brasil no contexto do II Diálogo Brasil-África sobre Segurança Alimentar, Combate à Fome e Desenvolvimento Rural, que será realizado na próxima semana e reunirá autoridades de diversos países africanos para discutir parcerias e soluções conjuntas para a segurança alimentar no continente.

A comitiva do Senegal foi composta pelo ministro Mabouba Diagne; pelo diretor da Agricultura, Moctar Ndiaye; pelo diretor da Modernização e do Equipamento Rural, Bounama Dieye; pelo diretor da Pecuária, Mamadou Diagne; pelo encarregado de negócios, Alioune Badara Ndiaye; e pelo primeiro-secretário, Robert Emmanuel Dioh.

Pelo lado brasileiro, participaram da reunião o secretário adjunto de Comércio e Relações Internacionais, Marcel Moreira; o diretor substituto de Promoção Comercial e Investimentos, André Okubo; e o assessor da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, Jean Manfredini.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Internacional

China isenta brasileiros de visto para viagens de até 30 dias

Medida passa a valer em 1º de junho e se aplica também a Argentina, Chile, Peru e Uruguai; isenção é válida por um ano, de forma experimental

A China anunciou nesta quinta-feira (15) que brasileiros estarão isentos de visto para estadias de até 30 dias no país, a partir de 1º de junho. A medida vale para viagens de turismo, negócios, visitas a parentes e amigos, intercâmbios ou trânsito. A isenção se estende também a cidadãos da Argentina, Chile, Peru e Uruguai.

Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, a decisão terá validade inicial até 31 de maio de 2026, em caráter experimental. Após esse período, o governo chinês decidirá se prorroga ou altera a política.

O anúncio formal ocorreu dois dias após o presidente Xi Jinping adiantar a novidade durante a abertura do Fórum China-Celac, em Pequim. O encontro reuniu chefes de Estado da América Latina e Caribe, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Xi não havia especificado, na ocasião, quais países seriam beneficiados pela medida.

A iniciativa ocorre em meio à intensificação das relações entre China e países latino-americanos, com avanços em acordos comerciais e investimentos. A flexibilização do visto é vista como parte desse movimento de aproximação, especialmente com economias consideradas estratégicas para Pequim.

Fonte: InfoMoney

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Comércio Exterior, Internacional, Negócios

Crusoé: Lula assume que quer importar censura chinesa

O presidente Lula afirmou na China nesta quarta, 14, que o ditador Xi Jinping enviará, a seu pedido, um representante ao Brasil para conversar sobre a regulamentação das redes sociais.

A China é o país que mais promove a censura em todo o mundo.

Além de controlar tudo o que é publicado nas redes em tempo real, o regime chinês usa as novas tecnologias para fazer vigilância em massa e promover os seus cidadãos que seguem comportamentos considerados desejáveis pelo Partido Comunista.

Conteúdo nocivo
Em uma coletiva de imprensa, Lula foi questionado sobre uma notícia dizendo que a primeira-dama Janja teria reclamado do “conteúdo nocivo” de extrema-direita publicado na rede Tik Tok.

O petista se mostrou irritado com o vazamento do conteúdo da reunião pela imprensa e disse que, a seu pedido, o ditador Xi Jinping enviará ao Brasil uma pessoa de sua confiança para “conversar conosco sobre o que que a gente pode fazer, sabe, nesse mundo digital“.

A primeira coisa que eu acho estranho é que como é que essa pergunta chegou à imprensa porque estavam só meus ministros, o Alcolumbre e o Elmar [Nascimento]. Então alguém teve a pachorra de ligar para alguém e contar uma conversa que teve num jantar em que era uma coisa muito confidencial e uma coisa muito pessoal. E, depois, [fui] eu que fiz a pergunta, não foi a Janja. Eu que fiz a pergunta“, disse Lula

Fonte: O Antagonista

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Internacional, Negócios

Saiba mais sobre o valor e os termos do contrato histórico entre Catar e Boeing, firmado com apoio de Trump

A companhia aérea estatal Qatar Airways assinou um acordo, nesta quarta-feira, 13, para a compra de aviões da fabricante americana Boeing durante a visita do presidente Donald Trump ao país do Golfo. Segundo ele, o negócio é avaliado em US$ 200 bilhões (cerca de R$ 1,12 trilhões na cotação atual) e inclui 160 jatos.

Trump e o emir do Catar, o xeque Tamim bin Hamad Al-Thani, participaram da cerimônia de assinatura em Doha, parte do giro de quatro dias do líder dos Estados Unidos pelo Oriente Médio – passou pela Arábia Saudita, onde fechou um acordo de US$ 600 bilhões (cerca de R$ 3,36 trilhões) em armas e energia, e na quinta-feira, 15, segue para os Emirados Árabes Unidos. Ele afirmou que o tratado com o governo catari é a “maior encomenda de jatos” da história da empresa americana.

“São mais de US$ 200 bilhões, mas US$ 160 bilhões em termos de jatos, o que é fantástico. Então é um recorde, e parabéns à Boeing. Mandem esses aviões para lá, mandem para lá”, declarou ao lado da CEO da companhia, Kelly Ortberg.

Trump declarou que os Estados Unidos têm uma “relação muito especial” com o Catar e, num comentário peculiar, comparou Al Thani ao príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, dizendo que ambos são “caras altos e bonitos, mas muito inteligentes”. Também agradeceu ao emir pela amizade: “Nós simplesmente gostamos um do outro.”

De acordo com um informativo da Casa Branca, os acordos com o Catar, no consolidado, “gerarão um intercâmbio econômico de pelo menos US$ 1,2 trilhão”. Os documentos incluem um pacto no valor de US$ 96 bilhões com a Qatar Airways para a compra de até 210 aeronaves Boeing 787 Dreamliner e 777X, bem como uma declaração de intenções que pode levar a US$ 38 bilhões em investimentos na Base Aérea de Al Udeid, no Catar, e em outras capacidades de defesa aérea e segurança marítima.

“Os acordos históricos celebrados hoje impulsionarão a inovação e a prosperidade por gerações, fortalecerão a liderança manufatureira e tecnológica americana e colocarão os Estados Unidos no caminho para uma nova Era de Ouro”, afirmou o comunicado.

Entre os diversos acordos assinados pelos líderes na área de defesa está uma declaração de intenções sobre cooperação militar entre os Estados Unidos e o Catar.

Fonte: Veja

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Internacional, Negócios

Qatar Airways assina histórico acordo com Boeing para 160 aeronaves durante visita de Trump

A Qatar Airways, sob a liderança do CEO Badr Mohammed Al Meer, assinou um acordo histórico para a aquisição de até 160 aeronaves widebody da Boeing durante uma visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marcando o maior pedido da história da empresa americana. Este acordo destaca os planos de expansão significativos da Qatar Airways e sua frota existente, composta por 64 Boeing 777s, 53 Boeing 787s e 9 Boeing 737s, evidenciando o compromisso da companhia em modernizar e expandir suas operações.

O acordo ocorre em um momento em que a Boeing enfrenta desafios, incluindo mudanças na liderança com Robert Kelly Ortberg assumindo como CEO em agosto de 2024, e esforços contínuos para estabilizar a empresa após problemas anteriores. Este pedido massivo não apenas impulsiona o livro de encomendas da Boeing, mas também fortalece as relações entre os EUA e o Qatar, especialmente no contexto da administração de Trump, que se concentra em fortalecer a manufatura americana e parcerias comerciais internacionais. O acordo reflete um alinhamento estratégico entre as ambições da aviação do Qatar e a estratégia de recuperação e crescimento da Boeing.

Fonte: Diário do Brasil

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Internacional, Negócios

Cúpula Brasil-EUA destaca o futuro das relações bilaterais

Evento em Nova York reúne autoridades e líderes empresariais para discutir comércio, investimentos e geopolítica durante o segundo mandato de Trump.

‘O Valor Econômico realiza a segunda edição do Summit Brasil-EUA nesta quarta-feira (14) em Nova York’. O evento de alto nível reúne autoridades, especialistas, líderes empresariais e CEOs dos dois países para uma agenda ampla que aborda temas-chave que moldam as relações bilaterais — comércio, investimentos, ação climática, geopolítica, tecnologia e commodities — no contexto do segundo mandato de Donald Trump na Casa Branca. O evento será transmitido ao vivo a partir das 8h (horário de Nova York).

Realizado no Plaza Hotel, o summit acontece durante a semana do prêmio “Person of the Year”, amplamente reconhecida como a “Semana do Brasil” na capital financeira dos Estados Unidos. O encontro é exclusivo para convidados e será transmitido ao vivo pelas plataformas digitais do Valor. O objetivo é destacar oportunidades de investimento no Brasil, ampliar o entendimento estratégico e promover a colaboração entre as duas economias.

O atual clima geopolítico dá ao evento uma relevância ainda maior, especialmente para avaliar como as mudanças na dinâmica do comércio global podem impactar as trocas comerciais entre Brasil e EUA. Independentemente dos rumos das negociações entre Washington e Pequim para evitar uma escalada nas tensões comerciais, o resultado terá efeitos indiretos na economia brasileira.

Os Estados Unidos continuam sendo o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China. O comércio bilateral alcançou US$ 20 bilhões no primeiro trimestre de 2025, segundo a última edição do Brazil-U.S. Trade Monitor, publicado trimestralmente pela Amcham Brasil. O valor representa um aumento de 6,6% em relação ao mesmo período de 2024, estabelecendo um recorde histórico para o trimestre.

Mauricio Claver-Carone, atual enviado especial do Departamento de Estado dos EUA para a América Latina, oferecerá uma perspectiva estratégica sobre a política econômica dos EUA, relações internacionais e fluxos de investimento na região.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, falará sobre as garantias jurídicas fundamentais para a construção da confiança do investidor no Brasil, em uma sessão intitulada “Fireside Chat – Segurança jurídica para investimentos no Brasil”.

A direção da política brasileira no comércio internacional será discutida em um painel com a participação de Dario Durigan, secretário-executivo do Ministério da Fazenda; Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados; e Renan Filho, ministro dos Transportes.

O presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ilan Goldfajn, abordará o papel do capital privado no financiamento de infraestrutura e na transição energética, prioridade da agenda global.

Um painel intitulado “Investir no Brasil” apresentará oportunidades em estados estratégicos, com participação dos governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas; do Rio de Janeiro, Cláudio Castro; de Santa Catarina, Jorginho Melo; de Goiás, Ronaldo Caiado; e do Espírito Santo, Renato Casagrande. Também participarão Mateus Simões, vice-governador de Minas Gerais; Ernani Polo, secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Sul; Rodrigo Goulart, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho de São Paulo; e Osmar Carneiro Guimarães de Lima, seu equivalente no Rio de Janeiro.

Fabrício Bloisi, CEO da Prosus e o “Person of the Year” de 2025, fará um pronunciamento especial sobre sua liderança no iFood, sua experiência à frente de uma empresa global de tecnologia que atende 2 bilhões de pessoas e as oportunidades de negócios que se desenham.

Em uma sessão intitulada “Panorama do novo governo após os primeiros 100 dias de Trump 2”, Christopher Garman, diretor-gerente para as Américas da consultoria geopolítica Eurasia Group, e Ricardo Zúñiga, ex-subsecretário adjunto principal do Departamento de Estado dos EUA para o Hemisfério Ocidental, avaliarão os impactos de políticas protecionistas renovadas e da incerteza no comércio global.

Outro painel, “O Mercado Financeiro e as Perspectivas para o Brasil”, contará com Martín Escobari, copresidente e chefe de crescimento global da General Atlantic; Jorge Amato, chefe de estratégia de investimentos para a América Latina do Citi; e Alexandre Bettamio, codiretor global de banco de investimento do Bank of America.

A agenda de sustentabilidade global será discutida por Joe Ryan, diretor executivo da Crux Alliance; Luciana Costa, diretora de infraestrutura, transição energética e mudança climática no BNDES; e Christine Egan, CEO da CLASP.

Uma sessão final intitulada “Relações comerciais entre Brasil e EUA sob a perspectiva das empresas” contará com a participação do CEO da Gerdau, Gustavo Werneck; do CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni; do CEO da Amcham Brasil, Abrão Neto; do vice-presidente da AWS, Shannon Kellog; e do CEO da Cosan, Marcelo Martins.

O summit será moderado por jornalistas seniores da Editora Globo, incluindo Maria Fernanda Delmas, editora-chefe do Valor; Flávia Barbosa, editora executiva de O Globo e Extra; os colunistas Lauro Jardim e Vera Magalhães; e Maria Luíza Filgueiras, editora do Pipeline, o vertical de negócios do Valor.

A cobertura completa estará disponível no site do Valor e será atualizada em tempo real. Os principais momentos também serão destacados na rádio CBN e no canal Globonews.

A segunda edição do Summit Valor Econômico Brasil-EUA conta com o patrocínio master da JBS; patrocínio de Cedae, Gerdau, JHSF, Falconi, Cosan, Embratur, Alelo, XP, prefeitura do Rio de Janeiro e governo do Estado do Rio Grande do Sul; e parcerias com Aegea, Eletromidia, governo de Goiás e prefeitura de São Paulo. A companhia aérea oficial é a Latam. O evento é organizado pelo Valor em parceria estratégica com a Amcham.

Fonte: Valor International




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Internacional, Investimento, Negócios

Com R$ 70 milhões em investimentos, Chromoplast inicia internacionalização

Com crescimento de 230% no faturamento em cinco anos, Chromoplast projeta expansão para o mercado externo

Em apenas cinco anos, a catarinense Chromoplast Embalagens Plásticas, de Içara, aumentou seu faturamento em cerca de 230% e viu a produtividade crescer 130%. Parte desse desempenho expressivo se deve aos investimentos de R$ 45 milhões realizados entre 2019 e 2024, voltados principalmente à modernização de processos, ampliação da capacidade produtiva e melhoria da qualidade.

Agora, de olho no mercado internacional, a empresa se prepara para um novo ciclo de expansão. Até 2027, a Chromoplast deve aportar entre R$ 20 milhões e R$ 25 milhões em novas tecnologias, certificações e processos voltados à exportação. O movimento marca o início da internacionalização da marca.

“Nos consolidamos na área de pet food e queremos avançar em mercados que, hoje, a empresa não atua tanto, como laticínios e frigoríficos. Para isso, vamos nos especializar e investir em tecnologia, temos um mercado grande pela frente”, avalia o CEO da Chromoplast, Cledson Francisconi.

O investimento inicial de R$ 45 milhões foi distribuído em diferentes frentes: aquisição de máquinas de alta tecnologia, como um equipamento de impressão importado da Alemanha; ampliação da planta industrial, que passou a contar com 12 mil metros quadrados; e aumento da frota própria de caminhões, o que deu à empresa mais agilidade e autonomia logística.

A Chromoplast hoje produz cerca de 8 mil toneladas de embalagens plásticas por ano para segmentos como leite em pó, pet care, pães de forma e whey protein. “Além da pluralidade de segmentos que a empresa atua, atendendo diferentes nichos, a qualidade é algo que sempre esteve no nosso DNA. Por isso, conquistamos certificações importantes dentro do nosso setor e priorizamos a qualidade na impressão e nos serviços de forma geral”, reforça Francisconi.

A nova etapa de expansão também prevê a construção de mais dois mil metros quadrados no parque fabril e a aquisição de novos equipamentos, em linha com o objetivo de tornar a operação ainda mais automatizada e preparada para competir globalmente.

Fonte: FIESC

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Internacional, Negócios

A importância de mostrar SC para o exterior

Idealizado para apresentar as potencialidades de SC para investidores internacionais, o SC Day cumpriu mais uma etapa nesta segunda-feira (12), com evento realizado em Nova York, nos Estados Unidos. Diante de um grupo de 50 empresários, entre norte-americanos e brasileiros, o governador Jorginho Mello apresentou ativos disponíveis para parcerias, como o Mirante da Serra do Rio do Rastro, a Zona Portuária de Imbituba e a Rodovia ViaMar, que ligará Joinville ao contorno da Grande Florianópolis. O evento, organizado pela InvestSC e Secretaria de Articulação Internacional (SAI-SC), está programado para ser realizado ainda em Bogotá, na Colômbia, no dia 7 de julho; além de Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. A proposta é mostrar a pujança catarinense e atrair investidores com aporte de recursos do exterior – uma ideia que merece aplauso do setor produtivo local.

Objetivo

“Sabemos que o novo momento da economia mundial pedirá alternativas de parceiras. Enquanto uns choram, outros vendem lenços. Queremos atrair novos investimentos privados para gerar empregos. A segurança, a qualidade da educação e a mão de obra catarinense são diferenciais que encantam quem conhece o Estado”, disse Jorginho Mello, no SC Day.

Agenda

A comitiva de SC – que inclui o presidente da Fiesc, Mario Cezar Aguiar, e o presidente da Acate, Diego Brittes Ramos; além de prefeitos e secretários– participou nesta segunda-feira do Brazilian Regional Markets da ApexBrasil. Na terça-feira (13), do Lide Brazil Investment Forum, e na quarta (14) do seminário Valor Econômico: Oportunidades no Brasil (14/05). Depois, segue para Washington.

PT

Os filiados do PT em SC irão às urnas no dia 6 de julho para escolherem o novo presidente estadual da sigla, que substituirá Décio Lima, presidente nacional do Sebrae e pré-candidato ao governo do estado. Os deputados estaduais Padre Pedro Baldissera, Fabiano da Luz e Luciane Carminatti, além dos vereadores de Florianópolis Carla Ayres e Bruno Ziliotto estão na disputa.

Fibromialgia

A Alesc promoveu nesta segunda-feira (12) o Seminário Estadual de Fibromialgia, iniciativa da Comissão de Saúde, em parceria com a Escola do Legislativo Deputado Lício Mauro da Silveira. Santa Catarina tem cerca de 100 mil pessoas que sofrem com a doença crônica, que de acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia afeta 2,5% da população mundial.

Fonte: Diarinho

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Comércio Exterior, Internacional

Brasil tem espaço limitado para ganhos na guerra comercial entre EUA e China

Dos 1.832 produtos que tanto o Brasil quanto os Estados Unidos exportam para a China, apenas 17 — ou 0,9% — apresentam sobreposição significativa e concorrência direta entre os dois países. Em um portfólio comercial dominado por commodities, oito desses 17 itens estão relacionados a alimentos.

Entre os 20 países que mais exportaram para a China em 2024, o Japão lidera em número de produtos que competem diretamente com os EUA, com 391 itens. A Alemanha vem em seguida, com 373, e a Coreia do Sul com 222. O Brasil ocupa a 15ª posição, atrás de países como França, Malásia, Tailândia, Suíça, Rússia e Canadá. Entre os países sul-americanos, apenas o Brasil e o Chile (17ª posição) aparecem na lista.

Segundo economistas, os dados indicam que, devido à atual composição da pauta exportadora brasileira, o potencial de ganho de mercado na China em meio ao acirramento das tensões entre as duas maiores economias do mundo é limitado, especialmente em comparação a outros países.

A análise do Valor começou identificando todos os produtos que os 20 maiores exportadores para a China têm em comum com os Estados Unidos. Desse universo, o estudo filtrou os produtos cujas importações chinesas superaram US$ 100 milhões em 2024, abrangendo 96,5% do total importado pela China no ano passado. Dentro desse grupo filtrado, considerou-se que havia “concorrência com os EUA” quando ambos os países detinham pelo menos 5% do mercado de importações da China para aquele item.

Para o Brasil, houve sobreposição de 1.832 produtos exportados para a China em 2024. Destes, 730 tiveram importações chinesas superiores a US$ 100 milhões, mas apenas 17 produtos contavam com participação de mercado superior a 5% tanto para o Brasil quanto para os EUA.

A classificação utilizada foi no nível de oito dígitos, o que proporciona alta especificidade. Para referência, a Secretaria de Comércio Exterior (SECEX/MDIC) permite buscas por códigos de dois, quatro, seis ou oito dígitos — quanto mais dígitos, mais detalhada a classificação.

O Japão teve 4.943 produtos em comum com os EUA, dos quais 1.131 superaram o limiar de US$ 100 milhões em importações. Desses, 391 produtos apresentaram participação de mercado de pelo menos 5% tanto para o Japão quanto para os EUA, indicando que 34,6% dos produtos japoneses qualificados competiam com os americanos. As taxas foram de 33% para a Alemanha, 20,6% para a Coreia do Sul e apenas 2,3% para o Brasil.

“Esses números mostram que, embora o Brasil tenha algumas oportunidades, elas são muito mais limitadas em comparação a outros fornecedores que competem diretamente com os EUA”, afirmou Livio Ribeiro, sócio da BRCG e pesquisador do FGV Ibre. “O que os dados revelam é que se trata majoritariamente de comércio intraindústria — peças, bens intermediários e de capital circulando entre países com cadeias de produção complexas”, acrescentou.

O comércio do Brasil com os EUA também apresenta elementos de comércio intraindústria, especialmente em setores como o de aço. “Mas, com a China, estamos posicionados de maneira diferente na cadeia de valor, atuando majoritariamente como fornecedores de produtos básicos. Portanto, qualquer argumento de que o Brasil poderia ganhar mercado em um cenário de desacoplamento entre EUA e China é mais aplicável às commodities do que a produtos manufaturados ou processados. Nesses setores, a concorrência é mais acirrada e muitos players já estão muito à frente do Brasil”, explicou Ribeiro.

Luis Otávio Leal, economista-chefe da G5 Partners, destacou que a relação comercial entre Alemanha e China está fortemente atrelada ao setor automotivo, com empresas como BMW, Mercedes-Benz e Audi operando fábricas em território chinês. “Isso confere às exportações alemãs um valor agregado maior, diferente do Brasil, cuja competição com os EUA é mais voltada ao agronegócio”, disse.

Segundo Ribeiro, Japão e Alemanha possuem bases exportadoras muito mais diversificadas. “Isso lhes dá mais opções de atuação, facilitando a busca por nichos de mercado, embora isso não garanta sucesso.” Ele alertou, no entanto, que nos segmentos de manufatura de alto valor agregado, predominam cadeias de fornecimento longas e complexas.

“Se você olha apenas para as exportações finais, perde de vista todos os componentes envolvidos na fabricação do produto. Pegue o iPhone como exemplo: o microprocessador vem de um país, a tela de outro, o invólucro, o giroscópio e o acelerômetro de outros diferentes. Esse tipo de montagem global conecta países como Alemanha, Itália, Japão, Coreia do Sul, China e EUA de uma forma que os números brutos do comércio não captam”, explicou Ribeiro.

Leal acrescentou que o Sudeste Asiático está fortemente integrado à economia chinesa. Malásia, Tailândia e Singapura ocupam, respectivamente, a sexta, sétima e oitava posições no índice de competição. Vietnã e Indonésia aparecem mais abaixo, na 12ª e 14ª posições. “Isso é natural, dado a proximidade geográfica e cultural, e também reflete a migração da produção da China para países com custos mais baixos”, explicou.

O Vietnã, destacou ele, chama atenção. “Foi um dos países mais afetados pelas tarifas de Trump, devido ao seu terceiro maior superávit comercial com os EUA, atrás apenas de China e México.” O Vietnã tornou-se um polo de exportação para os EUA de produtos cuja cadeia de suprimentos começa na China. Donald Trump impôs uma tarifa de 46% sobre as importações vietnamitas.

De acordo com Ribeiro, uma intensificação da guerra comercial entre EUA e China provavelmente levaria Pequim a aprofundar seus laços não apenas no Pacífico, mas também via a chamada Iniciativa Cinturão e Rota, estendendo-se à Ásia Central e gerando efeitos indiretos na Europa e na África. “Os EUA estão tentando isolar a China”, disse. “Mas em alguns mercados, especialmente no Sudeste Asiático, isso dificilmente terá sucesso. O mesmo se aplica à África e, em certa medida, à Ásia Central. É improvável que os EUA consigam substituir a presença chinesa, que já é dominante nessas regiões.”

Ribeiro lembrou ainda que, no final do ano passado, a China anunciou tarifas zero para produtos de países que reconhece como “Menos Desenvolvidos” (LDCs, na sigla em inglês) e com os quais mantém relações diplomáticas. Seguindo a definição da ONU, são países com renda nacional bruta per capita de US$ 1.088 ou menos. Dos 44 LDCs, 32 estão na África.

“A realocação dos mercados exportadores americanos para a China ocorreria majoritariamente no Pacífico, entre economias avançadas como Japão, Coreia do Sul, Taiwan e Singapura”, explicou Ribeiro. “Em menor escala, pode envolver também Canadá, México, partes da Europa e da América Latina.”

Entre os 17 produtos em que Brasil e EUA concorrem diretamente na China, a soja lidera a lista. Atualmente, a soja é o principal produto exportado pelo Brasil para a China. Outros itens relevantes incluem carne bovina congelada sem osso e algodão. Segundo dados da alfândega chinesa, o Brasil respondeu por 70% das importações de soja da China em 2024, contra 23% dos EUA. Para Leal, o Brasil ainda pode ganhar um pouco mais de participação, “mas a maior parte do que poderíamos conquistar já ocorreu no primeiro mandato de Trump”.

Confira a seguir um histórico das exportações de carne bovina à China nos últimos quatro anos. Os dados são do DataLiner:

Exportações Brasileiras de Carne Bovina à China| Jan 2022 – Mar 2025 | TEUs

Em 2016, antes da primeira administração de Trump, o Brasil já era o principal fornecedor de soja para a China, com 45,8% de participação, enquanto os EUA detinham 40,5%. As mudanças no mercado desde 2019 impulsionaram fortemente a produção brasileira. Segundo dados da SECEX/MDIC, o Brasil exportou US$ 14,4 bilhões em soja para a China em 2016. No ano passado, esse número saltou para US$ 31,5 bilhões.

Esse boom da soja também aumentou a dependência do Brasil em relação à China. Em 2016, a China representava 19,6% das exportações brasileiras. Em 2019, esse percentual chegou a 28,7%, atingiu o pico de 30,7% em 2023 e recuou levemente para 28% em 2024.

O Brasil também tem forte participação na carne bovina congelada sem osso, detendo 53% do mercado chinês. Já os EUA possuem apenas 8%. No algodão, o Brasil detém 42% enquanto os EUA têm 35%, indicando espaço para ganhos adicionais. O milho é o quarto item da lista, e o Brasil também tem ampliado sua presença nessa categoria, com 51% das importações chinesas contra 15% dos EUA.

Ribeiro observou que os ganhos brasileiros nas exportações de milho também estão ligados às políticas comerciais de Trump. “A maior parte dos ganhos agrícolas já ocorreu. A próxima oportunidade pode vir de novas culturas”, afirmou, citando o sorgo como uma possível nova aposta que ainda não integra a lista de 17 itens compartilhados.

Barral acredita que o Brasil poderia encontrar mais oportunidades em produtos onde os EUA ainda são dominantes. Um exemplo é o caulim, no qual o Brasil detém 9% do mercado chinês e os EUA 62%. Contudo, as importações de caulim pela China somaram apenas US$ 150,5 milhões em 2024, muito menos que os US$ 52,2 bilhões da soja.

Leal ressaltou que eventuais ganhos com a substituição das exportações americanas também dependem da demanda interna chinesa. “No final das contas, o que mais importa é se o consumo na China cresce. Caso contrário, corremos o risco de aumentar nossa fatia em um mercado em retração, sem avançar de fato.”

No ano passado, Leal destacou que 30% do crescimento econômico da China veio das exportações. A guerra comercial entre EUA e China deve acelerar os planos de Pequim de estimular o consumo interno. “A China não pode continuar dependendo tanto das exportações ou do mercado americano. Todo mundo está atento a isso”, acrescentou.

Fonte: Valor International

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