Evento, Inovação, Negócios

5º Seminário de Negócios Internacionais traz a Curitiba presidente do Google Brasil para abordar inovação em tempos de IA

Promovido pela Fiep e WTC Curitiba, com patrocínio do Ascensus Group, evento acontece de 12 a 14 de agosto, vai reunir palestrantes internacionais e realizar rodadas de negócios

Em 2024, o Seminário reuniu cerca de 1,1 mil pessoas, a convite da Fiep e do WTC Curitiba. Foto: Rodrigo Félix Leal

O 5º Seminário de Negócios Internacionais, que será realizado de 12 a 14 de agosto, traz a Curitiba o presidente do Google Brasil, Fábio Coelho, que vai abordar os desafios e oportunidades das empresas com a inteligência artificial

Com o tema “Como potencializar as empresas brasileiras e o nosso ambiente de inovação em tempos de inteligência artificial”, Coelho vai destacar a importância da IA como motor de transformação e vantagem competitiva no cenário global.

Segundo ele, a inteligência artificial não é mais uma tendência futura, mas já está moldando o presente dos negócios em várias áreas, como saúde, educação, comércio, serviços, logística, entre outras.

Diante disso, o Brasil pode tomar a frente de negócios com IA por deter ativos importantes, como criatividade, diversidade e um ecossistema crescente de startups, que podem ser alavancados com o uso inteligente da tecnologia. 

WTCA Latin American Conference

Neste ano, o evento cresceu e terá um dia a mais no calendário. De acordo com a presidente do WTC Curitiba, Daniella Abreu, a expectativa é alta e deve superar o público do ano passado, quando participaram mais de 1,1 mil pessoas de 14 estados. “Nesse ano, teremos dois dias inteiros dedicados a palestras, com mais de 40 conferencistas, e um dia dedicado a rodadas de negócios e networking”, assinala.

Daniella informa ainda que, pela primeira vez no Brasil, será realizado o WTCA Latin American Conference, a reunião regional da América Latina do World Trade Centers Association (WTCA), a maior rede de negócios do planeta, atualmente presente em 91 países. O encontro terá a presença de mais de 30 representantes de escritórios da rede WTC da América Latina e Estados Unidos, que participarão da programação oficial do evento e realizarão reuniões B2B. “Será uma vitrine da força do Brasil e do potencial de internacionalização das nossas empresas”, destaca.

WTC Woman: líderes de destaque globais 

O seminário vai contar com uma intensa programação com líderes da indústria, representantes governamentais, embaixadores e executivos de grandes corporações globais. Marcos Troyjo, ex-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), também conhecido como Banco dos Brics, vai fazer a mediação de um debate sobre o novo cenário dos negócios internacionais.

Outro destaque será o painel “O papel dos líderes no atual cenário global”, com Gilberto Peralta, presidente do conselho da Airbus Brasil, e Wilson Barcellos, CEO da Azimut Brasil. 

Já o painel WTC Woman abordará a presença de mulheres líderes de destaque no cenário internacional, como Ana Tena, do Banco Travelex, Esther Schattan, da Ornare, e Renata Amano, CEO da Bratac Seda.

Lançamento do projeto Paraná4Business

Os debates vão girar em torno de temas como investimentos, exportação, logística e o uso prático da inteligência artificial nos negócios internacionais. No painel “Exportando com sucesso”, empresas como LAT Global e Perfect Way compartilham cases de inserção no mercado externo.

Já no painel sobre logística internacional, executivos da DAF Caminhões, Terminal de Contêineres de Paranaguá e Porto de Itapoá vão trazer dados e desafios do setor. Além disso, a inteligência artificial volta à pauta com o painel técnico liderado por Diego Ramos, da Teltec Solutions, que apresentará soluções reais aplicadas ao comércio exterior, e Leonardo Prado, diretor de Marketing e Vendas LATAM da Logcomex.

Outro ponto alto será o lançamento do projeto Paraná4Business, plataforma desenvolvida pelo Sistema Fiep para fortalecer a atuação internacional das indústrias do estado. O propósito é consolidar a posição da indústria paranaense como principal destino de investimentos estrangeiros no Brasil.

Rodadas de negócios e conexões práticas

O fomento ao networking também faz parte do seminário. Por isso, será realizado o “Café das Nações”, promovido pela Câmara de Comércio da Índia em parceria com a Associação Comercial do Paraná (ACP). Além disso, serão realizadas rodadas de negócios com empresas selecionadas com foco no setor de máquinas, equipamentos e tecnologia para o agronegócio, uma das áreas com maior potencial de internacionalização no estado.

Com mais de 20 painéis, palestras e eventos de relacionamento, o 5º Seminário de Negócios Internacionais consolida-se como um espaço estratégico para fomentar o comércio exterior, a inovação e a integração empresarial entre o Brasil e o mundo.

As inscrições para o 5º Seminário de Negócios Internacionais já estão abertas, são gratuitas e limitadas. A programação está disponível pelo site https://www.wtccuritiba.com.br/seminario.

O 5º Seminário de Negócios Internacionais conta com o patrocínio do Ascensus Group, plataforma especializada em comércio exterior, logística, distribuição e operações portuárias. O apoio reforça o compromisso do grupo com a inovação, a internacionalização e a construção de conexões estratégicas entre o mercado global e o Brasil.

SERVIÇO:
5º Seminário de Negócios Internacionais
Data: 12 a 14 de agosto
Local: Fiep (Av. Comendador Franco, 1.341)
Realização: Fiep e WTC
Inscrições gratuitas no site https://www.wtccuritiba.com.br/seminario

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Inovação, Portos

PORTO DE ITAJAÍ E SEBRAE ESTUDAM PROJETO PARA FOMENTAR A INOVAÇÃO

O Porto de Itajaí e o Sebrae pretendem formalizar uma parceria inédita para impulsionar a inovação no setor portuário e conectar empresas catarinenses às novas demandas tecnológicas. A iniciativa prevê a capacitação de empreendedores, o estímulo à adoção de soluções inovadoras e o fortalecimento da cadeia logística e produtiva por meio do conceito de portos inteligentes.
A proposta foi tema de uma reunião entre o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, a gerente regional do Sebrae no Vale do Itajaí, Juliana Bernardi Dall’antonia, e técnicos das duas instituições.

Segundo o superintendente João Paulo Tavares Bastos, o objetivo é modernizar o Porto com apoio técnico especializado. “Estamos muito felizes com esta união. O Sebrae é sinônimo de profissionalismo e inovação, e trará um salto de qualidade para o processo de transformação digital do Porto de Itajaí”, destacou.

A parceria faz parte do planejamento estratégico da Superintendência para os próximos anos, com foco na adoção do modelo Smart Ports — que envolve a digitalização de processos, o uso de inteligência artificial, automação e a integração de dados em toda a cadeia portuária.

A gerente regional do Sebrae, Juliana Bernardi Dall’antonia, reforçou a importância da iniciativa para a economia regional. “O Porto de Itajaí é um agente fundamental no ecossistema da inovação. Vamos promover ações para conectá-lo a startups, universidades, centros de pesquisa e pequenas empresas, criando um ambiente fértil para o desenvolvimento de soluções tecnológicas”, afirmou.
A parceria prevê a realização de oficinas, mentorias, capacitações e projetos colaborativos voltados à inovação aberta, com foco em aumentar a competitividade, a eficiência e a sustentabilidade das operações portuárias.

Fonte: Porto de Itajaí

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Inovação

Empresa Lança Café “Mastigável” para Consumidores em Movimento

Conheça o Dry Brew, o café feito sem água para ser consumido em uma mordida, como um pedaço de barra de chocolate

Na feira Fancy Food Show, um dos maiores eventos de alimentos e bebidas gourmet e especiais dos Estados Unidos, realizada em Nova York no final de junho, um cartaz no estande da Dry Brew dizia “Café sem água”. John Schade, presidente e cofundador da empresa, afirma que a Dry Brew possui uma patente da “única versão mastigável de uma xícara de café no mundo”. Como uma barra, o conjunto da obra pode ser todo consumido, mastigado, como se fosse um pedaço de chocolate, sem precisar de nenhum preparo. Por exemplo, em um parque, no carro ou no transporte público.

Pablito De La Rosa foi o fundador da Dry Brew, um café mastigável em tamanho reduzido, e era um homem sempre com pressa, explica Schade. Por ser engenheiro mecânico e inventor, desenvolveu o produto sozinho, em sua garagem. O objetivo de De La Rosa ao criar a Dry Brew em 2018 era “tomar seu café e ter o efeito da cafeína enquanto dirigia, sem precisar parar e enfrentar fila em uma cafeteria”, diz Schade. Nada de esperar na fila do Starbucks ou Dunkin’. De La Rosa queria café instantaneamente. Mas a ideia é que tivesse o sabor clássico do café, diferente de balas e afins que já existem no mercado.

Hoje, os três filhos de De La Rosa são sócios da Dry Brew ao lado de Schade e dos parceiros Dan e Maddy Wyner, que estão trabalhando para escalar o negócio. A empresa também levantou recursos de forma privada, conta com um investidor-anjo, e os sócios detêm a maior parte do negócio, ainda que Schade prefira não entrar em detalhes sobre os percentuais.

Embora De La Rosa tenha recebido a patente de utilidade em 2018, ele começou a produzir o protótipo, mas o processo foi interrompido e demorou seis anos até ser concluído. O produto só chegou ao mercado há cerca de um ano.

Café mastigável para quem está com pressa

Schade descreve a Dry Brew como “feita com café de verdade. Pense nela como um Tootsie Roll, mas com a mesma cafeína e ingredientes de uma xícara de café”. A Tootsie Roll é uma marca clássica de bala mastigável com textura semelhante ao caramelo dos EUA.

A ideia não é substituir o hábito da maioria das pessoas de preparar seu próprio café fresco, diz Schade; porque mesmo ele aprecia preparar seu próprio café.

“Este produto é para os momentos em que as pessoas estão em movimento, como durante os preparativos para uma maratona. É uma forma nova de consumir energia do café”, afirma Schade.

Por enquanto, apenas um blend

A fórmula atual combina uma mistura de café com um creme não lácteo e um adoçante sem açúcar. Atualmente, oferece uma torra média, mas está em desenvolvimento uma linha com origens e torras únicas, todas em formato mastigável. Até o fim do ano, a empresa espera lançar novos sabores, como baunilha, caramelo salgado e mocha.

Atualmente, um pacotinho mono dose da Dry Brew custa US$ 2,50 (R$ 13,90 na cotação atual), e o site da empresa oferece pacotes com 15 unidades por US$ 37 (R$ 205,72). O produto tem validade de 14 meses. Cada porção contém 35 calorias. A produção é feita em Cumberland, no estado de Rhode Island, próximo a Providence, e a sede da empresa está localizada em Scituate, também em Rhode Island.

Clientes relatam a Schade que o sabor lembra seus cold brews preferidos, porque “não é amargo nem agressivo”. Ele reconhece: “Não estamos tentando substituir seu café coado perfeito”. O objetivo é oferecer “um pouco de sabor e energia enquanto você está em movimento”, diz. O produto facilita a vida do consumidor porque envolve “sem preparo, sem sujeira, sem espera. Basta colocar um na boca e seguir em frente, seja se você está atrasado ou no meio de uma escalada”, acrescenta.

A Dry Brew é vendida de várias maneiras: pela internet, em lojas selecionadas, lojas de equipamentos para atividades ao ar livre, academias, aeroportos e cafés. A maior parte da receita vem do atacado, mas Schade destaca que a empresa está ampliando as vendas diretas ao consumidor. A produção está sendo expandida para atender à demanda, caso consiga entrar em grandes redes de supermercados.

Até agora, a divulgação tem ocorrido principalmente por meio do boca a boca. No entanto, ele acrescenta que a empresa está se tornando mais ativa no TikTok e Instagram, além de participar de diversos eventos presenciais. A feira Fancy Food Show, por exemplo, permitiu que a Dry Brew entrasse em contato com várias redes nacionais de supermercados com mais de 1.000 lojas, embora nenhum contrato tenha sido fechado até o momento, além de distribuidores que podem gerar novos negócios.

Público-alvo: quem está sempre em movimento

Segundo Schade, o produto atrai principalmente “pessoas que precisam de energia enquanto estão em movimento, como atletas, estudantes, pais, militares, aventureiros e quem vive na correria”.

Daqui a um ano, ele espera que a Dry Brew seja uma marca conhecida nacionalmente, vendida em grandes redes de supermercados e com forte presença nas redes sociais.

Questionado sobre os três fatores-chave para o sucesso futuro da empresa, Schade aponta: a originalidade do produto; um produto com bom sabor e textura cremosa; e a melhoria do processo de distribuição e formação da equipe certa para alcançar grandes redes varejistas.

Fonte: Forbes

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Comércio Exterior, Exportação, Inovação

Planejamento, inovação e visão global: os caminhos para o sucesso na exportação, segundo Mariana Pires Tomelin

Em um cenário internacional cada vez mais dinâmico e competitivo, o sucesso nas exportações depende de muito mais do que ter um bom produto. É o que afirma Mariana Pires Tomelin, especialista em Comércio Exterior com mais de 15 anos de experiência no setor. À frente da ExonTrade Business Intelligence, Mariana lidera projetos de internacionalização que unem tecnologia, estratégia e inteligência de mercado para transformar empresas brasileiras em protagonistas globais.

Reconhecida por sua atuação à frente de operações internacionais eficientes e sustentáveis, Mariana defende que o planejamento estratégico, a capacitação e a inovação são pilares fundamentais para a inserção bem-sucedida em mercados externos. Ela acredita que o Brasil tem um enorme potencial de crescimento no comércio internacional — desde que esteja preparado para os desafios e oportunidades que ele apresenta.

Nesta entrevista, a especialista compartilha insights práticos sobre os primeiros passos na exportação, os cuidados com a adaptação de produtos e a importância da inovação e da visão estratégica no setor.

Que papel o planejamento estratégico desempenha no sucesso da exportação?
Mariana – O planejamento permite antecipar riscos, organizar processos, preparar equipes e construir metas realistas. Sem planejamento, a exportação pode virar um esforço isolado e insustentável.

Como as micro e pequenas empresas podem começar a exportar com segurança?
Mariana – Elas devem buscar capacitação, participar de programas de incentivo à exportação, estudar o mercado-alvo e começar com operações-piloto. Hoje, há muitas plataformas e órgãos de apoio à disposição.

A atuação internacional exige adaptação dos produtos ou serviços?
Mariana – Em muitos casos, sim. Pode ser necessária a adaptação de embalagem, rótulos, certificações técnicas e até mesmo do posicionamento da marca. Essa adaptação demonstra respeito ao mercado local e aumenta a aceitação do produto.

Como lidar com as exigências documentais do comércio exterior?
Mariana – É essencial montar um checklist robusto e manter uma comunicação fluida entre os departamentos envolvidos. Ter apoio de um despachante aduaneiro e sistemas integrados de gestão documental é um grande diferencial.

O que mudou no comércio exterior nos últimos 5 anos?
Mariana – Houve avanços expressivos na digitalização dos processos, maior exigência de sustentabilidade, aumento da volatilidade geopolítica e uma crescente demanda por rastreabilidade e transparência.

Quais habilidades você considera essenciais para um profissional da área?
Mariana – Visão estratégica, capacidade de negociação, conhecimento técnico em legislação e logística, domínio de idiomas, familiaridade com tecnologia e sensibilidade cultural são indispensáveis.

Como você enxerga o papel do Brasil no comércio exterior nos próximos anos?
Mariana – O Brasil tem potencial para ser protagonista, especialmente com alimentos, minérios, energia limpa e biotecnologia. Para isso, é preciso investir em infraestrutura, acordos comerciais e redução da burocracia.

Que conselhos você daria para quem deseja construir carreira em comércio exterior?
Mariana – Busque conhecimento prático, aprenda com erros, esteja sempre atualizado e desenvolva uma mentalidade global. O profissional dessa área precisa ser curioso, resiliente e conectado com as mudanças do mundo.

Há espaço para inovação no comércio exterior?
Mariana – Muito. Desde soluções logísticas inteligentes até plataformas de matchmaking internacional, passando por fintechs de câmbio e crédito. O setor ainda tem muito a evoluir com apoio de tecnologia.

Qual mensagem você deixa para as empresas brasileiras que ainda não exportam?
Mariana – A internacionalização pode parecer desafiadora, mas é perfeitamente viável com planejamento, orientação e coragem. O Brasil tem produtos e talentos de altíssimo nível, com a preparação adequada é possível diversificar mercados e trazer inúmeros benefícios para a empresa e sociedade.

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Comércio Exterior, Evento, Inovação, Logística

COMÉRCIO EXTERIOR – Logistique 2025 aposta em expansão e estratégia

Evento em Balneário Camboriú busca reunir 150 marcas de peso, 15 mil visitantes e discute o papel do Brasil no novo tabuleiro global

Falta menos de um mês para a edição 2025 da feira Logistique e do Logistique Summit, eventos que se consolidaram como os mais relevantes do Brasil nas áreas de logística, transporte multimodal, intralogística e comércio exterior. A feira e o congresso técnico serão realizados entre os dias 12 e 14 de agosto, no Centro de Eventos Júlio Tedesco, em Balneário Camboriú (SC), com uma estrutura ainda mais robusta e uma programação voltada aos principais desafios e oportunidades que o setor enfrenta diante do novo contexto econômico global.

A expectativa para esta edição é ambiciosa: as estimativas de visitantes e expositores representa um crescimento de 60% em relação ao ano anterior. A projeção de 150 marcas expositoras e 15 mil visitantes, acompanham o momento favorável da cadeia logística brasileira, impulsionada por investimentos em infraestrutura, digitalização e acordos comerciais estratégicos.

A programação do Logistique Summit – parte técnica do evento – vai reunir autoridades, executivos e especialistas para debater temas de alta relevância, como macroeconomia, geopolítica, integração regional, transição energética, sustentabilidade e inovação nos processos logísticos.

Logistique Summit: debate sobre protagonismo do setor

De acordo com Leonardo Rinaldi, CEO da Logistique 2025, a proposta deste ano é mais do que reunir empresas e apresentar soluções: é provocar o setor a refletir sobre o protagonismo do Brasil em uma nova configuração geoeconômica. “Enquanto o mundo navega por águas turbulentas, o Brasil pode se posicionar como um player estratégico em um tabuleiro econômico em constante transformação. O Logistique Summit surge como um fomentador de diálogos que apontem caminhos sólidos e sustentáveis para o mercado brasileiro”, afirma.

A lista de palestrantes já confirmados reforça o peso e a diversidade temática do evento. Estarão presentes o estrategista e pesquisador do Center for Strategic and International Studies (CSIS), de Washington, Thiago de Aragão; o comentarista político e econômico da CNN Brasil, Caio Coppolla; o economista-chefe da Warren Investimentos, Felipe Salto; o fundador da StartSe e Junior Borneli, entre outros nomes de destaque da economia, da tecnologia e da política nacional. Serão três palestras, painéis e apresentações que pretendem conectar experiências práticas com análises de tendências, políticas públicas e projeções globais.

Balneário Camboriú é oficializada como sede da feira

A escolha de Balneário Camboriú como sede, oficializada no ano passado após a mudança de Joinville, também contribui para o posicionamento estratégico da feira. Situada no coração da Região Sul, a cidade oferece fácil acesso a rodovias federais, aos principais aeroportos do estado e ao Porto de Itajaí, além de estar próxima de um dos maiores entroncamentos logísticos do país. A infraestrutura da cidade e sua capacidade hoteleira complementam as vantagens para quem participa da feira.

Além disso, a região sul do Brasil tem se destacado nos indicadores econômicos, que reforçam o ambiente propício à realização de um evento de grande porte voltado à logística e ao comércio exterior.

Para Leonardo Rinaldi, o momento é oportuno para que o Brasil consolide sua presença em mercados estratégicos e lidere iniciativas de integração comercial mais ambiciosas. “Com um crescimento expressivo previsto para 2025 e uma nova sede já consolidada junto ao setor, a Logistique promete ser um evento imperdível para empresários, investidores e profissionais que buscam competitividade em um cenário em rápida transformação”, conclui.

Mais do que uma feira de negócios, a Logistique 2025 se firma como uma plataforma de conteúdo, conexão e posicionamento internacional. Ao reunir os principais atores da cadeia logística e fomentar discussões de alto nível, o evento contribui diretamente para elevar o padrão de gestão, planejamento e inovação das empresas brasileiras em um mundo cada vez mais interdependente — e desafiador.

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Inovação, Tecnologia

Bolha de IA pode ser maior do que a de empresas de internet na década de 1990

Economista-chefe da Apollo, Torsten Slok, afirma que as 10 principais ações do S&P 500 estão mais supervalorizadas hoje do que no boom da década de 1990. UBS e Citi também advertem para formação de bolha acionária

Os alertas mais recentes de analistas e investidores do mercado financeiro sobre uma possível bolha de supervalorização de ações no S&P 500 têm chamado atenção, com paralelos cada vez mais evidentes à crise das empresas pontocom de duas décadas atrás.

As discussões sobre a formação de uma bolha não são novidade em Wall Street. Começaram a ganhar fôlego desde que a estreia do ChatGPT, no fim de 2022, desencadeou uma corrida pelo desenvolvimento de ferramentas de inteligência artificial (IA), com repercussão no mercado de ações.

Torsten Slok, economista-chefe da Apollo Global Management – empresa global de gestão de ativos -, advertiu esta semana em nota a clientes que os 10 principais nomes do índice de referência, a maioria empresas de tecnologia, estão sendo negociados a uma relação preço/lucro futura de 12 meses, em contraposição a 25 meses da média do S&P 500.

“A diferença entre a bolha de TI da década de 1990 e a bolha de IA de hoje é que as 10 maiores empresas do S&P 500 hoje estão mais supervalorizadas do que na década de 1990”, escreveu Slok.

Mesas de pesquisa de grandes bancos, como Goldman Sachs e Bank of America, têm dado sinais mais sutis de que a IA pode impulsionar a produtividade e os lucros, com impacto no mercado de ações nos próximos anos.

Os lucros das empresas do S&P 500 devem crescer 8% este ano, um desempenho considerado mediano para um ano longe da média. O que chama a atenção é o quanto desse crescimento depende do setor de tecnologia. Espera-se que as empresas do Vale do Silício aumentem seus lucros em 21% — o maior crescimento de todos os setores. Em contrapartida, os lucros do varejo devem avançar apenas 2,5%.

No setor de tecnologia, a expectativa é que as empresas de semicondutores — um dos setores com maior exposição global no mercado de ações — impulsionem os lucros este ano, com uma alta projetada de 49%.

Esse entusiasmo é um sinal de que Wall Street está apostando que a demanda por casos de uso de IA superará a turbulência tarifária ou as oscilações do mercado de trabalho.

O desempenho das ações das Big Techs em 2025 reforça essa percepção. As Sete Magníficas — Apple, Amazon, Alphabet, Meta, Microsoft, Tesla e Nvidia — valem juntas cerca de US$ 14 trilhões em valor atualizado de mercado.

Esse grupo representa aproximadamente 31% do valor de mercado total do S&P 500. Em comparação, no auge da bolha pontocom, em 2000, as maiores empresas representavam cerca de 22% do índice.

Risco sistêmico

Essa concentração levanta preocupações sobre risco sistêmico e vulnerabilidade do índice a quedas abruptas. Em abril, em meio ao impacto causado pelo tarifaço do presidente americano Donald Trump, essas sete empresas perderam US$ 800 bilhões em valor de mercado num único dia.

Na semana passada, estrategistas do UBS advertiram clientes que o mercado tem todos os ingredientes para uma bolha acionária. O risco seria menor, no entanto, se o Federal Reserve (Fed) – o banco central dos EUA – mantiver uma estratégia mais conservadora de política monetária, mantendo juros mais elevados por mais tempo.

De acordo com o banco, assim que o Fed retomar os cortes de juros, as condições para uma bolha devem estar presentes. “Aumentamos a probabilidade de um cenário de bolha para 25% no fim de 2026 e reconhecemos o risco de que isso seja muito baixo”, escreveram os estrategistas.

No início do mês, o Citi disse acreditar que as ações continuariam a ter um desempenho superior, graças à formação de uma bolha de IA nas ações.

“Nosso palpite é que uma possível bolha em ações relacionadas à IA pode atingir o pico apenas cerca de meio ano antes do pico do investimento em dólares americanos”, escreveram analistas, referindo-se aos gastos de capital relacionados à IA.

Gigantes de tecnologia como Amazon, Google, Microsoft e Meta estão aumentando de forma robusta os investimentos em IA. Os gastos combinados das Big Techs devem ultrapassar US$ 320 bilhões em 2025.

Alguns investidores estão preocupados com o prazo para que essas apostas proporcionem retorno sobre o investimento – uma possível demora pode acelerar o risco sistêmico e a vulnerabilidade do S&P 500.

Fonte: NeoFeed

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Inovação, Negócios, Tecnologia

Uber investe US$ 300 milhões para criar frota de robotáxis e terá carros autônomos em 2026

Empresa planeja lançar táxis autônomos nos EUA já em 2026 e comprará 20 mil veículos elétricos do modelo Lucid Gravity

O aplicativo de transporte Uber anunciou que investirá cerca de US$ 300 milhões (R$ 1,67 bilhão, na cotação atual) na compra de ações da fabricante americana de carros elétricos Lucid Motors, com o objetivo de criar sua própria frota de robotáxis.

O setor de táxis autônomos tem despertado o interesse de vários investidores, como a Waymo — empresa controlada pelo Google — que, até o momento, lidera esse mercado nos Estados Unidos.

No final de junho, a Tesla estreou seu primeiro serviço de táxis autônomos em Austin, no Texas, operando em uma área restrita e com uma frota ainda pequena.

A Uber, por outro lado, firmou uma parceria com a Waymo e já disponibiliza um serviço de veículos autônomos em Atlanta, na Geórgia, e também em Austin.

Contudo, o acordo anunciado nesta quinta-feira representa um avanço importante: a Uber adquiriu cerca de 3% do capital da Lucid Motors, com base na cotação atual das ações.

O anúncio provocou uma alta de quase 30% nas ações da Lucid em Wall Street, por volta das 11h40, no horário de Brasília.

Como parte do acordo, a Uber se comprometeu a adquirir pelo menos 20 mil carros autônomos, baseados no SUV Lucid Gravity, ao longo dos seis anos seguintes ao início da produção, previsto para o segundo semestre de 2026.

Os veículos serão projetados especialmente para a Uber, em colaboração com a Nuro, startup especializada em softwares de direção autônoma.

De acordo com comunicado divulgado nesta quinta-feira, a Uber também fará um investimento na Nuro e pretende lançar seus novos veículos autônomos em uma “grande cidade dos Estados Unidos” até o final do próximo ano.

A Lucid e a Nuro já estão testando o protótipo do robotáxi em um circuito fechado na cidade de Las Vegas.

Fonte: G1

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Comércio Exterior, Inovação, Logística, Tecnologia

RFID passivo amplia acesso à tecnologia de segurança logística 

A Fractal tem expandido sua oferta de lacres RFID passivos com o objetivo de democratizar o acesso à tecnologia de rastreamento e integridade no transporte. 

Os dispositivos de uso único vêm sendo apontados como soluções viáveis para empresas de diferentes portes. Segundo Elio Santos, gerente comercial da Fractal, esses dispositivos de uso único dispensam logística reversa, têm custo reduzido e podem ser implementados sem a necessidade de infraestrutura complexa — características que os tornam uma solução viável para empresas de pequeno, médio e grande porte. 

A Fractal tem expandido sua oferta de lacres RFID passivos com o objetivo de democratizar o acesso à tecnologia de rastreamento e integridade no transporte de cargas. Esses dispositivos de uso único dispensam logística reversa, têm custo reduzido e podem ser implementados sem a necessidade de infraestrutura complexa — características que os tornam uma solução viável para empresas de pequeno, médio e grande porte. 

“A solução foi desenvolvida justamente para ampliar o acesso a tecnologias de segurança que antes estavam restritas a grandes operações”, afirma Elio Santos, gerente comercial da Fractal. O foco está em operadores logísticos que buscam maior controle sobre violações, rastreabilidade contínua e integração com sistemas regulatórios. 

Os lacres são compatíveis com plataformas de monitoramento e estão em conformidade com a Resolução nº 5.232/2016 da ANTT, que estabelece os critérios para a interoperabilidade de sistemas de monitoramento eletrônico de veículos e cargas. Essa norma busca padronizar a comunicação entre dispositivos e promover maior visibilidade nas operações de transporte terrestre, com foco na prevenção de sinistros e na segurança da carga. 

No contexto da rastreabilidade e segurança, os lacres RFID têm aplicação ampliada em setores regulados. De acordo com Elio Santos, gerente comercial da Fractal, “além do setor logístico tradicional, os lacres RFID da Fractal são indicados para segmentos regulados, como farmacêutico, alimentos, bebidas, eletrônicos e automotivo. A adoção da tecnologia contribui para auditorias mais ágeis, cumprimento de exigências contratuais e atendimento a normas de segurança e compliance”. 

TEXTO E IMAGEM: DIVULGAÇÃO 

SAIBA MAIS EM https://www.linkedin.com/company/fractal-intelligent-security/  

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Comércio Exterior, Importação, Informação, Inovação

Setor de saúde precisa se adaptar à nova fase do Novo Processo de Importação 

Com impacto direto sobre o setor regulado, a medida exige que empresas da área da saúde adotem novos procedimentos para internalização de produtos no Brasil.

A Receita Federal e o Ministério da Fazenda vêm promovendo transformações significativas nas operações de comércio exterior por meio do Novo Processo de Importação (NPI), parte do Programa Portal Único de Comércio Exterior. 

Com impacto direto sobre o setor regulado, a medida exige que empresas da área da saúde – incluindo fabricantes e importadores de medicamentos, dispositivos médicos e insumos hospitalares – adotem novos procedimentos para internalização de produtos no Brasil. 

Entre os principais pontos do NPI estão a adoção obrigatória da Declaração Única de Importação (DUIMP), o uso do Catálogo de Produtos e a digitalização de autorizações por meio do módulo LPCO (Licenças, Permissões, Certificados e Outros Documentos). A integração com órgãos anuentes, como a Anvisa, exige maior rigor técnico e atualização constante das equipes responsáveis pelas operações aduaneiras. 

“As empresas do setor de saúde precisam alinhar sua rotina ao novo processo para evitar atrasos e penalidades. O conhecimento técnico da operação, aliado à integração com os sistemas públicos, é fundamental para garantir eficiência e conformidade”, afirma Alex Sandro Santos, coordenador de importação da Unia. 

A Unia atua com foco no setor farmacêutico, prestando assessoria logística e aduaneira para empresas que precisam se adequar às novas exigências do comércio exterior. O suporte inclui análise de conformidade, classificação fiscal e estruturação de processos alinhados às normas atuais. 

TEXTO E FOTOS: DIVULGAÇÃO UNIA 

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Comércio Exterior, Inovação, Logística, Terminais de Cargas

AMA Terminais é lançada oficialmente em Itajaí com foco em cargas LCL e soluções logísticas personalizadas 

Itajaí (SC) – O setor logístico brasileiro ganhou um reforço de peso na noite de quinta-feira (03), com o lançamento oficial da AMA Terminais, uma empresa especializada no atendimento e manuseio de cargas LCL (Less than Container Load), que chega ao mercado com uma proposta inovadora: aliar alta tecnologia, atendimento personalizado e visão de futuro. 

O evento de inauguração, realizado no Giardino Del Porto, reuniu empresários, parceiros estratégicos e clientes no coração de um dos maiores polos logísticos do país. A AMA Terminais está localizada dentro do Terminal Barra do Rio, um terminal portuário alfandegado, o que potencializa ainda mais sua operação e reforça a escolha estratégica do local. “É uma nova empresa que chega ao mercado já grande, com muita tecnologia, com um atendimento dedicado e personalizado, entendendo cada necessidade do cliente, entendendo como o mercado funciona e respeitando a regionalidade. Estamos trazendo algo diferenciado ao mercado, com tecnologia e know-how, olhando para o futuro”, destacou Lucas Balioli, diretor da AMA Terminais. 

Focada no segmento LCL, a AMA Terminais nasce com um diferencial que a posiciona como referência desde o primeiro dia de operação. A empresa oferece soluções logísticas sob medida, adaptadas às demandas de clientes que buscam agilidade, eficiência e integração no transporte de cargas fracionadas. “Estamos oferecendo aos clientes um nível de visibilidade tecnológica que, posso afirmar com segurança, ainda não existe no mercado catarinense. Em muito pouco tempo, conseguimos colocar essa estrutura em operação. Só temos a agradecer aos parceiros — atuais e futuros — que caminham conosco nesse processo de crescimento de ponta a ponta”, complementou Balioli. “Reunimos nossa expertise em operação com um atendimento comercial próximo, em espaços modernos e bem preparados, para atender cada cliente de forma proativa e altamente personalizada.” 

Parceria estratégica 

A parceria com o Terminal Barra do Rio, que atua há 9 anos no mercado como terminal alfandegado multipropósito, foi essencial para consolidar o projeto da AMA. Com experiência em exportação e importação, o terminal oferece infraestrutura robusta e equipe qualificada para garantir um fluxo operacional ágil e seguro. “A operação LCL vem agregar as atividades do Terminal, com a qualificação e evolução do processo. Nossa expertise está na armazenagem, desova eficiente, guarda e distribuição da carga. Todo esse trabalho se soma ao processo da AMA”, explicou Eriosmar Batista, gerente institucional e regulatório do Terminal Barra do Rio. 

A sinergia entre as duas empresas promete impulsionar o desenvolvimento logístico da região de Itajaí, com ganhos concretos para o mercado. A AMA traz inovação, enquanto o Terminal investe fortemente em infraestrutura e processos aduaneiros mais modernos, como aquisição de scanner, expansão de gates e automação de sistemas. “Quando você faz uma parceria com um parceiro estratégico que complementa o que você já faz, as chances de dar certo são muito maiores. O grupo todo fica mais forte”, avaliou Carlos Weidlich, gerente de finanças e controladoria do Terminal Barra do Rio. “Estamos focados naquilo que é nossa vocação, prestando serviços com excelência. A AMA entra para trazer esse braço especializado na comunicação e operação de cargas LCL.” 

Com estrutura moderna, foco em logística inteligente e soluções orientadas por dados e tecnologia, a AMA Terminais inicia sua trajetória com ambição e clareza de propósito: ser referência nacional em cargas fracionadas e oferecer uma nova experiência logística para empresas de todos os portes. 

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