Inovação

Inovação no setor portuário: o caminho para destravar gargalos logísticos e reposicionar o Brasil no comércio global

Inovação deixou de ser tendência e passou a ser condição para a competitividade portuária. Em um cenário de intensificação das relações comerciais entre Mercosul, União Europeia e países asiáticos, a eficiência logística se tornou estratégica para países que desejam ocupar espaço relevante no comércio internacional. No Brasil, esse debate ganha força a partir de políticas públicas que colocam a inovação no centro das decisões sobre infraestrutura, integração de modais e gestão portuária.

Nesse contexto, a Avaliação Estratégica do Plano Nacional de Logística (PNL 2050) se consolida como um dos principais instrumentos para orientar o futuro dos transportes no país. O estudo, que contou com a participação do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), vai além do diagnóstico técnico: ele propõe uma mudança de mentalidade, ao defender uma logística mais inteligente, integrada e orientada por dados — base essencial para a inovação no setor portuário.

Inovação como eixo da multimodalidade

Um dos pontos centrais do PNL 2050 é a necessidade urgente de equilibrar a matriz de transportes, reduzindo a sobrecarga histórica do modal rodoviário e ampliando o uso de hidrovias, cabotagem, ferrovias e da infraestrutura aeroportuária. Para o MPor, inovar passa, necessariamente, por valorizar modais de alta capacidade e eficiência, conectando áreas produtoras aos portos e aos mercados internacionais por meio de corredores logísticos integrados.

Segundo Tetsu Koike, diretor de Programa de Políticas Setoriais, Planejamento e Inovação do Ministério de Portos e Aeroportos, o plano é uma ferramenta estratégica para desenhar o futuro do país. “Temos em mãos uma ferramenta preciosa para orientar ações e definir qual país queremos no futuro. Os transportes movimentam a economia e seus modais precisam estar integrados para termos eficiência logística, redução de custos e superarmos desafios históricos. É uma construção permanente e interfederativa.”

Na mesma linha, George Santoro, secretário executivo de Transportes, destaca que o PNL é um guia em constante evolução. “A cada cinco anos, atualizamos e aprimoramos os planos de transporte. Isso permite integrar os modais de forma mais lógica, conectando-os por corredores logísticos. O PNL 2050 traz uma matriz que realmente retrata a realidade do país.”

Gargalos logísticos: onde a inovação se torna urgente

O diagnóstico técnico do PNL 2050 evidencia gargalos que impactam diretamente a competitividade dos portos brasileiros: dificuldades na origem das cargas, problemas no escoamento para exportação e pressão sobre a infraestrutura portuária. No transporte de passageiros, o estudo também aponta a saturação de eixos aeroportuários estratégicos.

Para Leonardo Ribeiro, secretário nacional de Transporte Ferroviário, a resposta está na integração e na inovação sistêmica. “Hoje, portos, rodovias e ferrovias estão conectados à estratégia do PNL. Trilhos e estradas funcionam como artérias que alimentam o sistema portuário exportador.”

Diante desse cenário, cresce a reflexão: é possível resolver gargalos apenas com grandes obras e investimentos de longo prazo? Ou a inovação pode oferecer soluções mais rápidas, eficientes e sustentáveis?

O que é, afinal, inovação portuária?

Para aprofundar esse debate, a equipe do ReConecta ouviu Thiago Alvarenga Camelo, coordenador-geral de Inovação Portuária e Transformação Digital da Secretaria Especial de Portos do MPor. Ele esteve na Superintendência do Porto de Itajaí, no último dia 17 de dezembro, apresentando as diretrizes do Inova Portos, programa que busca estruturar a inovação como política pública no setor portuário brasileiro.

Segundo Thiago, o Inova Portos nasce com o objetivo de sair do campo conceitual e avançar para ações práticas. “Vamos definir indicadores, metas, instrumentos e, se possível, pontos de financiamento. A ideia é que a inovação não fique apenas no nível de diretriz, mas se traduza em iniciativas concretas.”

Direcionar, não operar

O coordenador reforça que o papel do Ministério é estratégico, e não operacional. “O Ministério define prioridades e dá o direcionamento. Cabe às autoridades portuárias e aos arrendatários executar. É oferecer uma base clara sobre o que fazer e quais recursos utilizar.”

Ele também destaca que a inovação nem sempre gera retorno financeiro imediato, mas ainda assim é essencial. “Muitas iniciativas precisam ser testadas. Nem toda inovação traz resultado no curto prazo, mas isso não significa que não valham a pena”, reforça.

Da estruturação à institucionalização

Após um período de debates internos, o Inova Portos avança agora para a fase de institucionalização. “Estamos trabalhando em uma portaria que será submetida à consulta pública, acompanhada de uma análise de impacto regulatório. A expectativa é abrir essa consulta no início de 2026, para colher contribuições da sociedade”, explica Thiago.

A partir dessa base normativa, autoridades portuárias e operadores terão mais segurança jurídica para desenvolver projetos de inovação, pesquisas e parcerias com universidades, startups e centros de pesquisa.

Inovação como alternativa aos investimentos tradicionais

Um dos pontos mais estratégicos do Inova Portos é propor uma mudança de lógica na gestão dos gargalos. “Quando surge um problema de capacidade, o gestor costuma pensar primeiro em grandes investimentos, que são caros e demorados. A inovação e a tecnologia podem ajudar a aliviar gargalos enquanto esses investimentos não se concretizam”, avalia.

Automação, inteligência artificial, gestão por dados e digitalização de processos aparecem como caminhos para aumentar a eficiência operacional, reduzir custos e melhorar a tomada de decisão.

“Inovação é oportunidade”

Para Thiago Alvarenga, inovação no setor portuário deve ser vista como escolha estratégica. “Inovação é oportunidade. É olhar para novos produtos, processos e serviços como formas de melhorar a prestação de serviços e os resultados. A ideia não é punir, mas destacar e premiar quem se envolve e faz diferente.”

Em um ambiente global cada vez mais competitivo, inovar nos portos não é mais uma opção — é uma condição para que o Brasil avance na logística, fortaleça o comércio exterior e construa um sistema portuário mais eficiente, integrado e preparado para o futuro.

Fonte: MPOR – Ministério de Porto e Aeroportos
TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: DAIANA BROCARDO – RECONECTA NEWS

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Inovação

Lançamento comercial de foguete no Brasil marca estreia do país no mercado espacial

O lançamento comercial de foguete no Brasil está prestes a se tornar realidade. O foguete Hanbit-Nano, desenvolvido pela empresa sul-coreana Innospace, tem decolagem prevista para esta quarta-feira (17), às 15h45, a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, considerado um dos pontos mais estratégicos do mundo para operações espaciais.

Janela de lançamento e operação inédita

Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), responsável pela condução da operação, a janela de lançamento vai de 16 a 22 de dezembro. A missão representa o primeiro lançamento comercial de um veículo espacial a partir do território brasileiro, um passo decisivo para a consolidação do país no setor aeroespacial.

A ação simboliza a entrada efetiva do Brasil no mercado global de lançamentos espaciais, ampliando a visibilidade internacional da base de Alcântara e fortalecendo o Programa Espacial Brasileiro.

Missão reúne especialistas do Brasil e da Coreia do Sul

Batizada de Operação Spaceward, a missão envolve cerca de 400 profissionais, entre militares e civis brasileiros, além de técnicos sul-coreanos. O trabalho conjunto reforça a cooperação internacional e demonstra a capacidade técnica e operacional do país para receber e executar lançamentos comerciais.

Autoridades do CLA destacam que a iniciativa consolida Alcântara como um polo estratégico espacial, capaz de atrair investimentos, empresas do setor e novas oportunidades em ciência, tecnologia e inovação.

Detalhes do foguete e da carga útil

O Hanbit-Nano possui 21,8 metros de comprimento, 1,4 metro de diâmetro e cerca de 20 toneladas. O veículo foi projetado para transportar satélites à órbita baixa da Terra (LEO), a aproximadamente 300 quilômetros de altitude, com inclinação orbital de 40 graus.

Na coifa do foguete estão oito cargas úteis, sendo cinco pequenos satélites destinados à colocação em órbita e três dispositivos experimentais. O sistema de propulsão é híbrido, combinando combustível sólido e líquido, tecnologia que amplia a eficiência e a segurança da missão.

Avanço estratégico para o setor espacial brasileiro

O lançamento comercial a partir de Alcântara é visto como um marco histórico para o Brasil, evidenciando maturidade operacional e posicionando o país como um novo player no competitivo mercado de lançamentos espaciais. A expectativa é que novas missões comerciais sejam realizadas nos próximos anos, ampliando o protagonismo brasileiro no setor.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Valter Campanato/Agência Brasil

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Inovação

Gestão da cadeia de custódia pode elevar segurança no transporte de cargas

A evolução das operações logísticas tem reforçado a importância de uma gestão mais profissionalizada da cadeia de custódia, especialmente em setores que movem produtos sensíveis, de alto valor e sujeitos a regulamentações específicas. Com diversas etapas de circulação e inúmeras interfaces operacionais, manter a integridade da carga depende cada vez mais do uso de tecnologias capazes de fornecer visibilidade contínua e dados confiáveis.

A Fractal, focada em segurança tecnológica para cadeias logísticas, destaca que integrar sensores, sistemas de rastreabilidade e análises de eventos oferece um controle mais inteligente do percurso, apoiando empresas na prevenção de perdas, na garantia de conformidade e no atendimento aos padrões exigidos pelo mercado.

Para José Roberto Mesquita, diretor executivo da empresa, a digitalização se tornou uma aliada estratégica da governança logística. “A inspeção visual já não é suficiente para sustentar operações complexas. Quando dispositivos e plataformas se comunicam, é possível validar cada etapa da custódia e responder rapidamente a inconsistências operacionais”, afirma.

Segundo o executivo, a gestão orientada a dados fortalece auditorias, reduz incertezas e melhora a tomada de decisão. “Informações estruturadas permitem identificar e corrigir desvios antes que se transformem em prejuízos. A prevenção passa a ser resultado de monitoramento inteligente, não apenas de intervenção reativa”, explica Mesquita.

A Fractal ressalta que interoperabilidade e histórico auditável ampliam a confiabilidade das operações, modernizando rotinas e contribuindo para uma logística mais segura, eficiente e alinhada a padrões nacionais e internacionais.

A empresa reforça que profissionalizar a cadeia de custódia é um movimento essencial para quem deseja garantir previsibilidade, proteger ativos e manter a continuidade operacional em um ambiente de negócios cada vez mais exigente.

TEXTO E IMAGEM: DIVULGAÇÃO FRACTAL

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Inovação

Programa Rotas para a Inovação encerra 2025 com avanços positivos e novas ações previstas para o próximo ano

O Programa Rotas para a Inovação – iniciativa de inovação aberta do Complexo Portuário – concluiu a etapa prevista para 2025 e apresentou, nesta sexta-feira (5), os resultados e avaliações do ciclo. A edição contemplou quatro workshops voltados à identificação de desafios, à conexão entre demandas das empresas e soluções de instituições de ensino e startups, além de um encontro dedicado à apresentação de projetos inovadores. Ao todo, o programa recebeu 24 propostas, elaboradas por 21 empresas solucionadoras, e segue ativo com novas ações previstas para o próximo ano.

A iniciativa teve como foco acelerar a inovação e o desenvolvimento de pequenos negócios ligados ao setor portuário, incentivando a melhoria de processos internos e a adoção de tecnologias que ampliem a eficiência e a competitividade. Durante a cerimônia de encerramento, a gerente da Regional Foz do Sebrae/SC, Juliana Bernardi Dall’Antonia, destacou o papel fundamental do Sebrae Startups no apoio ao empreendedor inovador, na criação de pontes e na geração de oportunidades.

“Para nós, inovação não é apenas tecnologia. É desenvolvimento econômico, competitividade, sustentabilidade, e em especial, o fortalecimento dos pequenos negócios. Este programa foi pensado para aproximar desafios reais de soluções inovadoras. E o que vimos foi justamente isso: conexões acontecendo, ideias ganhando maturidade e parcerias sendo construídas de forma muito colaborativa”, enfatizou.

A avaliação da Superintendência do Porto de Itajaí reforça o impacto positivo do ciclo entregue.

“ O Rotas da Inovação mostrou que quando Porto, empresas, universidades e o ecossistema se unem, a inovação deixa de ser conceito e se torna resultado concreto. As seis empresas que abriram desafios e as 21 soluções apresentadas comprovam que temos, aqui na região, capacidade técnica, criatividade e visão estratégica para transformar a logística, fortalecer a Economia Azul e gerar novas oportunidades de desenvolvimento”, avaliou.

Ele ainda destacou que o programa inaugura um novo momento para o Porto de Itajaí: “mais moderno, mais inteligente e mais conectado com a sustentabilidade e com as melhores práticas internacionais. A inovação aberta passa a fazer parte da nossa cultura, do nosso planejamento e do futuro que estamos construindo para a cidade e para o setor portuário. Hoje reconhecemos este esforço coletivo e reafirmamos nosso compromisso de seguir avançando”, disse.

O Elume – Centro Regional de Inovação – também avaliou os resultados de forma positiva.
“O Elume atuou como catalisar no processo de inovação na região. Ficamos muito satisfeitos porque, em vários casos, essa dinâmica funcionou exatamente como planejado. Hoje estamos celebrando a assinatura de dois contratos — da Trust e da Barra do Rio — com seus respectivos solucionadores, todos negócios da própria região. Esse resultado reforça o potencial inovador local e a importância de promover conexões estratégicas para o desenvolvimento regional”, destaca Manoela Hermes, gerente de projetos do Elume.

Realizado pelo Sebrae/SC, por meio do Sebrae Startups, em parceria com o Porto de Itajaí e o Elume – Centro Regional de Inovação, o programa teve como objetivo aproximar startups e negócios inovadores da Foz do Rio Itajaí de potenciais clientes e parceiros.

A iniciativa contou ainda com o apoio de instituições de ensino e centros de pesquisa para facilitar a comercialização de produtos e serviços, estimular o ecossistema de inovação e impulsionar o desenvolvimento econômico da região.

**Participação das empresas **

Entre os demandadores desta edição estiveram Porto de Itajaí, JBS Terminais, Barra do Rio Terminal Portuário, Univali, Trust Group e SC Portos. Já os solucionadores foram: Gruppe Serviços de Tecnologia LTDA, 4Mti Soluções LTDA, Green Energy Soluções Sustentáveis LTDA, Tidewise Engenharia e Serviços Navais LTDA, Spen Inovação Simples, Instituto Federal de Santa Catarina – Campus Itajaí, Venda Forte LTDA, Digiaccess Soluções Seguras LTDA, Bykonz Tecnologia LTDA, GB Atendimento e Tecnologia LTDA, AJ Research Development S.A, Regenera 3D, Cargon, Kamtech Soluções em TI e Depot In Serviços Logísticos LTDA.

Resultados do ciclo de 2025

A programação contou com a assinatura dos contratos entre a Trust Group e o Barra do Rio Terminal Portuário (empresas demandadoras) e a Depot In Serviços Logísticos (solucionadora), demonstrando a efetividade do Programa. Além disso, foram entregues 21 certificados às empresas participantes do ciclo.

Parceiros

O Programa Rotas para Inovação é uma realização do Sebrae/SC, por meio do Sebrae Startups, da Autoridade Portuária do Porto de Itajaí e do Elume – Centro Regional de Inovação. Conta ainda com a parceria do Instituto Federal de Santa Catarina (Campus Itajaí), Udesc (Balneário Camboriú), UFSC (Joinville), Diretoria de Empreendedorismo e Inovação da Univali, Marinatech Rede Midhub, Núcleo de Tecnologia e Inovação da ACII, Invest Itajaí, Prefeitura de Itajaí, Polo Regional ACATE Foz do Itajaí e SC Mais Inovação.

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Inovação, Portos

Caravanas da Inovação Portuária chegam a Santos em dezembro de 2025

Inovação portuária em destaque
Santos sediará, em 9 de dezembro de 2025, a 6ª edição das Caravanas da Inovação Portuária, iniciativa que reúne especialistas, lideranças públicas e privadas, startups e profissionais do setor. O encontro será realizado no Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Santos e tem como foco inovação, sustentabilidade e transformação digital no ambiente portuário.

Encerramento do ciclo nacional 2025
Marcando o fim do calendário anual do projeto, a etapa de Santos fecha um ano dedicado ao diálogo e à colaboração entre os principais agentes da infraestrutura portuária brasileira. A escolha da cidade se deve ao papel estratégico do Porto de Santos como polo de modernização, eficiência operacional e integração tecnológica no país.
Em 2025, as Caravanas passaram por capitais como Recife, Salvador, São Luís, Fortaleza e Rio de Janeiro, consolidando um movimento de alcance nacional em prol da inovação no setor.

Temas estratégicos em debate
Voltadas ao fortalecimento da cultura de inovação em portos públicos e privados, as Caravanas promovem um ambiente de troca de experiências, apresentação de boas práticas e discussão de soluções tecnológicas que ampliam a competitividade, a sustentabilidade e a governança portuária.

Nesta edição, os participantes poderão acompanhar debates sobre assuntos-chave, como:

  • Políticas nacionais de incentivo à pesquisa e desenvolvimento (P&D&I)
  • Modelos de governança em ecossistemas abertos de inovação
  • Caminhos para a transformação digital e para a gestão portuária inteligente
  • Tendências para o futuro da navegação marítima
  • Compras públicas de soluções tecnológicas inovadoras

Espaço para startups e novas soluções
A programação contará ainda com uma rodada de pitches em que startups apresentarão propostas de tecnologia portuária, logística inteligente e ferramentas voltadas à eficiência operacional, aproximando empresas inovadoras das demandas reais do setor.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

📍 Local: Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Santos
📅 Data: Terça-feira, 09 de dezembro de 2025
🕒 Horário: 08h30 às 18h30

08:00 – 09:00 | Credenciamento e café de boas-vindas
09:00 – 09:20 | Abertura oficial
09:25 – 09:50 | Apresentação Institucional 1 – “Iniciativas e ações em inovação do Porto de Santos”
09:55 – 10:45 | Painel 1 – “Políticas nacionais de fomento a P&D&I: que modelos e práticas podem inspirar o setor portuário?”
10:50 – 11:15 | Apresentação Institucional 2 – “Plano de Inovação e Transformação Digital – Secretaria Nacional de Portos”
11:20 – 12:10 | Painel 2 – “A governança em ecossistemas abertos de inovação”
12:15 – 14:00 | Intervalo para almoço
14:05 – 14:30 | Apresentação Institucional 3 – “Governança da Inovação Portuária e Transformação Digital no TIPLAM”
14:35 – 15:25 | Painel 3 – “Futuro da Navegação Marítima”
15:30 – 15:55 | Apresentação Institucional 4 – “Ganhadores do ABTRA Porto Hack 2025”
16:00 – 16:25 | Pitches de Startups
16:30 – 16:55 | Apresentação Institucional 5 – “Autoridade Portuária de Santos”
17:00 – 17:50 | Painel 4 – “Compras públicas de soluções tecnológicas inovadoras: oportunidades e possibilidades para o setor portuário”
18:00 – 19:00 | Encerramento oficial

Inscrições e informações

O evento é gratuito, com vagas limitadas.

🎟️ Inscreva-se:
👉 https://www.sympla.com.br/evento/caravanas-da-inovacao-portuaria-6-edicao-santos/3192005

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

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Inovação

Robô humanoide chinês quebra recorde mundial ao caminhar 106 km sem desligar

Um robô humanoide chinês desenvolvido pela empresa Agibot, sediada em Xangai, estabeleceu um novo recorde no Guinness World Records ao completar 106,286 quilômetros sem qualquer interrupção. A jornada começou em Suzhou, na noite de 10 de novembro, e terminou no famoso Bund de Xangai, nas primeiras horas de 13 de novembro.

Bateria de troca rápida garantiu funcionamento contínuo

Graças ao sistema de bateria hot-swap da Agibot, o robô A2 permaneceu ativo durante todo o percurso, mantendo desempenho estável. Para a empresa, o feito comprova a maturidade do hardware, dos algoritmos de equilíbrio cerebelar e da resistência do equipamento.

“Caminhar de Suzhou até Xangai é difícil até para muitos humanos, mas o robô conseguiu”, afirmou Wang Chuang, vice-presidente sênior da companhia. Segundo ele, o avanço abre caminho para a expansão comercial de robôs humanoides em larga escala.

Navegação avançada em ambientes complexos

O A2 utilizou GPS duplo, sensores LiDAR e sensores infravermelhos de profundidade para cruzar ruas com semáforos, passagens estreitas e calçadas movimentadas, mantendo percepção estável tanto de dia quanto à noite.

O robô também caminhou por asfalto, calçamento, pontes, pisos táteis e rampas — sempre respeitando as regras de trânsito.

“Uma experiência inesquecível”

Ao chegar ao destino, o robô brincou com jornalistas da Xinhua, chamando o trajeto de uma “experiência inesquecível em sua vida de máquina” e dizendo que “talvez precise de sapatos novos”.

Histórico de outras marcas na robótica chinesa

Em abril, o Tien Kung Ultra, criado pelo Centro de Inovação de Robôs Humanoides de Pequim, completou uma meia maratona de 21 km em 2h40min, destacando o avanço rápido da robótica humanoide na China.

FONTE: Xinhua Net

TEXTO: Redação

IMAGEM: Sun Qing/Xinhua

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Inovação

Turbina 100% a etanol inaugura nova fase da geração térmica no Brasil

A instalação da primeira turbina 100% movida a etanol no Brasil, localizada no Distrito Industrial de Suape (PE), marca um avanço que pode redefinir a participação do etanol na matriz elétrica nacional e reduzir a dependência de combustíveis fósseis na geração térmica. Segundo o Jornal do Comércio de Pernambuco, a iniciativa nasceu há pouco mais de um ano a partir de uma proposta da Suape Energia e da Wärtsilä à matriz finlandesa da companhia, que inicialmente recebeu o pedido com surpresa, mas decidiu apostar na ideia.

Projeto ganha forma em Suape com apoio da Petrobras

A turbina foi instalada na planta da Suape Energia, empresa controlada pelo empresário Carlos Alberto Mansur com participação de 20% da Petrobras. O equipamento, testado previamente na Finlândia, deve ser finalizado pelos engenheiros da fabricante até o fim de dezembro. A previsão é de que a unidade acrescente 4 MW de energia firme, tornando-se o 18º módulo da usina, que hoje entrega 380 MW ao Operador Nacional do Sistema (ONS).

Tecnologia entra em operação em fase de testes

Como ainda não há homologação do Ministério de Minas e Energia, da Aneel e do ONS, a turbina precisará operar por um ano em regime de testes antes de ser integrada ao Sistema Interligado Nacional. Apesar dessa etapa inicial — que inclui a compra do etanol utilizado como combustível —, o projeto já chama a atenção de agentes do setor elétrico, da EPE, da Petrobras, do mercado livre e de produtores de biocombustíveis.

Demanda crescente movimenta o mercado de etanol

O potencial econômico é significativo. Somente nas regiões Norte e Nordeste, 37 usinas podem se tornar fornecedoras de etanol para esse tipo de tecnologia. Para a Wärtsilä, a solução também abre portas em setores como datacenters, combinando energia solar, eólica, turbinas a etanol e sistemas de baterias para garantir potência firme em operações digitais de alta demanda.

Thiago Prado, presidente da EPE, avaliou a turbina em visita a Suape e considera que a tecnologia poderá ter espaço nos próximos leilões de potência da Aneel.

Setor marítimo também mira o etanol como combustível

Além do setor elétrico, o mercado marítimo observa avanço no uso de etanol por grandes empresas, como Maersk e MSC, interessadas em soluções mais sustentáveis para uma frota que soma cerca de 1,5 mil navios. A Organização Marítima Internacional estabelecerá, a partir de 2026, a exigência de que 10% do combustível utilizado seja renovável — o que pode criar um mercado projetado em 50 bilhões de litros de etanol, número superior à atual produção brasileira de 37 bilhões de litros por safra.

Datacenters veem oportunidade com geração off-grid

Para o professor Reive Barros, da Conferência Ibero-Brasileira de Energia (Coniben), a tecnologia reforça a necessidade de estruturas off-grid, com usinas térmicas acopladas a parques solares e eólicos. Segundo ele, essa combinação reduz a dependência de linhas de transmissão e coloca o Nordeste em posição de vantagem diante da crescente demanda global por infraestrutura de dados.

FONTE: RPA News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Cenário Energia

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Inovação

Rendanheyi: o modelo de gestão chinês que transforma empresas e funcionários

O empresário Zhang Ruimin, um dos líderes corporativos mais influentes da China, conduziu a antiga fábrica de refrigeradores de Qingdao, na província de Shandong, a uma posição de destaque mundial. Em apenas uma geração, transformou a Haier na líder global em vendas de eletrodomésticos por marca, posição que ocupa há 16 anos consecutivos.

A filosofia Rendanheyi e a transformação da Haier

Zhang associa esse crescimento ao conceito Rendanheyi, seu modelo de gestão que busca alinhar o valor entregue ao cliente com o valor recebido pelos colaboradores. O sistema incentiva que cada funcionário atue como um empreendedor interno, capaz de tomar decisões e gerar impacto direto no usuário final.

Na prática, a companhia se organiza como um ecossistema de microempresas autogeridas, onde equipes têm autonomia para inovar, agir rapidamente e se manter próximas às necessidades do mercado.

Reconhecimento internacional e expansão acadêmica

Nos últimos anos, o modelo voltou a ganhar projeção global. Em 2023, Zhang recebeu o Lifetime Achievement Award do ranking Thinkers50, que reúne os principais nomes do pensamento em gestão. O Rendanheyi também passou a ser estudado pela Harvard Business School, consolidando o interesse acadêmico pelo método.

Além do prestígio no meio empresarial, Zhang foi homenageado com a Ordem de São Agata, uma das maiores condecorações da República de San Marino. O modelo inspirado por ele já conta com centros de pesquisa em 15 países, incluindo Japão, ampliando sua influência no cenário internacional.

Um modelo pensado para a era da Internet das Coisas

Durante a inauguração do centro japonês, em Tóquio, Zhang destacou que o Rendanheyi é o modelo “mais adequado para a era da IoT”. A declaração foi feita diante de cerca de 100 executivos e especialistas em gestão que acompanharam seu discurso de 45 minutos sobre o futuro das organizações.

O conceito promove o chamado “Pessoal Integrado”, que defende distância zero dos usuários, zero aprovações e zero estoque — princípios que buscam acelerar decisões e manter a empresa totalmente conectada ao consumidor.

Da crise à liderança: a trajetória de Zhang

A história de Zhang dentro da empresa começou em 1984, quando assumiu a gestão da antiga fábrica de Qingdao, então à beira da falência. Ele introduziu tecnologias alemãs e métodos de produção japoneses, reposicionando a companhia e impulsionando sua expansão.

No início dos anos 2000, apesar de já ser uma potência chinesa, a Haier enfrentava o desafio típico das grandes corporações: a crescente distância entre a empresa e seus clientes. Para Zhang, o excesso de cargos e estruturas hierárquicas dificultava a expressão plena das capacidades dos funcionários.

Sua própria trajetória — iniciada como operário até se tornar gerente aos 35 anos — reforçou sua convicção de que todo colaborador possui talentos capazes de ser desenvolvidos.

“Há algo mais importante para os funcionários do que dinheiro. É ter seus talentos reconhecidos e valorizados. Não é o chefe que revela os talentos dos funcionários; são os clientes.” — Zhang Ruimin

Com informações de Forbes Brasil.

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Inovação

Amazon amplia rede logística no Brasil e alcança 250 centros de distribuição em 2025

Expansão histórica reforça presença da Amazon no e-commerce brasileiro

A Amazon atingiu a marca de 250 centros logísticos espalhados por todos os estados do Brasil, consolidando um dos maiores crescimentos da sua operação no país. A expansão, que adicionou mais de 100 novas unidades apenas em 2025 — o equivalente a dois novos centros por semana —, faz parte da estratégia de acelerar prazos de entrega, ampliar a capacidade de armazenamento e fortalecer a presença da empresa no comércio eletrônico nacional.


Investimentos bilionários e foco em inovação

Somente em 2024, a companhia investiu R$ 13,6 bilhões em inovação, automação e no apoio a vendedores locais. Hoje, a operação brasileira da Amazon emprega mais de 36 mil profissionais, entre funcionários diretos e indiretos.

“Nosso DNA nos permitiu ser uma empresa de alto crescimento, atenta às nuances locais e preparada para continuar em ritmo acelerado”, afirmou Juliana Sztrajman, presidente da Amazon Brasil.


Apoio a empreendedores e redução de custos

A expansão logística veio acompanhada de medidas voltadas aos mais de 100 mil vendedores parceiros da plataforma. A Amazon anunciou a gratuidade do programa Fulfillment by Amazon (FBA) até dezembro e reduziu taxas de outros serviços, como o Delivery By Amazon (DBA) e o FBA Onsite.

Segundo a empresa, o objetivo é facilitar o acesso dos empreendedores à infraestrutura logística da Amazon, ampliando o alcance de seus produtos para consumidores em todo o país e no exterior.


Inteligência artificial impulsiona operações

A implementação de inteligência artificial e automação foi essencial para acelerar a transformação logística no Brasil. Em apenas seis anos, a Amazon passou de um único centro de distribuição para 250, reduzindo em 77% o tempo médio de implantação de novas unidades.

Além da expansão física, o catálogo de produtos também cresceu de 1 milhão para 180 milhões de itens, sendo 30 milhões adicionados somente em 2025.


Cobertura nacional e experiência aprimorada

Com uma rede logística totalmente distribuída, a Amazon afirma alcançar 100% dos municípios brasileiros. Outro destaque é que 78% das vendas do marketplace ocorrem fora do estado de origem dos vendedores, demonstrando a abrangência e eficiência do modelo.

“Com nossa rede logística e tecnologia em todo o país, estamos acelerando entregas e aprimorando a experiência dos clientes”, reforça Sztrajman.

Fonte: Com informações da Amazon Brasil.
Texto: Redação

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Inovação

eComex lança ferramenta que estrutura dados e impulsiona o uso de IA no comércio exterior

Com foco em modernizar o comércio exterior e a logística internacional, a D2P, startup integrante da eComex, apresentou o Comex Statistics — uma nova solução tecnológica voltada à organização de dados e à integração com inteligência artificial (IA). O sistema tem como objetivo transformar informações dispersas em insights estratégicos e facilitar o uso da IA em empresas do setor.

Tecnologia que centraliza e automatiza informações

O Comex Statistics é uma ferramenta plug and play, integrada aos principais ERPs do mercado e ao sistema de comércio exterior do governo brasileiro. Atuando como um BI (Business Intelligence) automatizado, o software captura, padroniza e analisa dados de diversas etapas da operação de comércio exterior, sem necessidade de digitação manual.

Os resultados são apresentados em dashboards interativos, que oferecem uma visão completa das operações, incluindo indicadores de tempo médio de desembaraço, custos logísticos, prazos, modais de transporte e distribuição geográfica.

Inteligência Artificial e dados estruturados

De acordo com André Barros, CEO da eComex e da D2P, a nova tecnologia surge em um cenário no qual a organização de dados é essencial para o uso eficiente da Inteligência Artificial. Ele destaca que o Comex Statistics prepara as informações de diferentes origens para alimentar sistemas de IA de forma estruturada e segura.

Barros cita dados da Câmara de Comércio Internacional, que aponta a circulação diária de cerca de 4 bilhões de documentos no comércio global. Esse volume, aliado à falta de padronização e ao uso de planilhas manuais, como o Excel, representa um desafio para a eficiência e o crescimento das empresas do setor.

“Sem dados, não há IA. E a IA só gera resultados quando os dados estão organizados, conectados e governados”, ressalta o executivo.

Mercado mais competitivo e digital

O Comex Statistics também permite a análise detalhada de cada item comercializado e a comparação entre diferentes importações de um mesmo produto. Segundo Barros, essa capacidade analítica é crucial em um contexto marcado por tensões geopolíticas, disputas tarifárias, pandemias e o avanço das agendas ESG e de descarbonização.

O executivo reforça que tecnologias como a IA são indispensáveis para garantir competitividade e gestão estratégica em um mercado global cada vez mais dinâmico.

Aquisição que impulsionou a inovação

A eComex consolidou sua posição de liderança em 2023 ao adquirir a D2P, avaliada em R$ 20 milhões. A fusão das duas empresas fortaleceu o portfólio de soluções e acelerou o processo de transformação digital no comércio exterior brasileiro.

FONTE: Infor Channel
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Infor Channel

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