Indústria, Inovação

Inovação industrial em SC supera R$ 1 bilhão e avança do petróleo ao espaço

Santa Catarina alcançou um marco de R$ 1,02 bilhão em inovação industrial, reunindo projetos que vão da automação de plataformas de petróleo ao desenvolvimento de tecnologias espaciais. O volume considera iniciativas realizadas e em execução desde 2014 e representa uma carteira de 344 projetos desenvolvidos para 417 empresas.

A atuação envolve áreas como robótica, manufatura avançada, sistemas embarcados, inteligência artificial, bioeconomia, transição energética e tecnologias para o setor aeroespacial.

Um dos exemplos está em Joinville, onde pesquisadores do SENAI-SC desenvolveram um robô para automatizar parte da preparação, inspeção e pintura do casco de plataformas e embarcações. A tecnologia reduz o tempo da operação e diminui a exposição de trabalhadores a atividades realizadas a cerca de 30 metros de altura sobre o mar.

Rede de inovação está presente em diferentes regiões de SC

A estrutura tecnológica do SENAI acompanha a diversidade da economia catarinense. O estado conta com três Institutos SENAI de Inovação e sete Institutos SENAI de Tecnologia, especializados em áreas como manufatura, sistemas embarcados, processamento a laser, alimentos e bebidas, meio ambiente, setor têxtil, cerâmica, madeira e mobiliário, mobilidade elétrica e energias renováveis.

As unidades estão distribuídas por Florianópolis, Joinville, Chapecó, Blumenau, Brusque, Criciúma, São Bento do Sul e Jaraguá do Sul.

Para Fabrízio Machado Pereira, diretor regional do SENAI/SC, a evolução da carteira demonstra a consolidação de uma estrutura criada para transformar pesquisa em soluções práticas para a indústria, com impacto em produtividade, segurança, qualidade e competitividade.

Laboratório de Chapecó amplia suporte à indústria de alimentos

No Oeste catarinense, o Instituto SENAI de Tecnologia em Alimentos e Bebidas recebeu credenciamento do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) para realizar análises físico-químicas de produtos de origem animal e exames de microbiologia de alimentos.

A unidade se tornou o único laboratório de Santa Catarina habilitado nesse escopo. A previsão é que uma nova sede, prevista para 2027, amplie a estrutura em Chapecó de aproximadamente 900 para 3,5 mil metros quadrados.

A expansão deve aumentar a capacidade de atendimento às empresas de uma região marcada pela presença de grandes agroindústrias exportadoras.

Joinville recebe R$ 385 milhões em centros tecnológicos

No Norte do estado, a implantação de três centros tecnológicos em Joinville representa um investimento de R$ 385 milhões, em parceria com a Petrobras.

A estrutura será direcionada a segmentos como óleo e gás, robótica, processamento a laser e manufatura de equipamentos de alta complexidade.

O principal projeto é o Centro Tecnológico de Manufatura e Sistemas Cibermecânicos (Cetemo), que concentra R$ 283 milhões e terá mais de 3 mil metros quadrados.

A unidade deverá desenvolver, fabricar e testar componentes considerados críticos para a indústria de petróleo e gás, incluindo equipamentos que atualmente dependem de importação.

Outros R$ 102 milhões serão destinados ao Centro Tecnológico de Robótica (CT ROB) e ao CT Laser. Apesar da origem ligada às demandas do setor offshore, as estruturas também poderão atender segmentos como automotivo, aeroespacial, naval, energia, mineração e transporte.

Robô reduz tempo e custos na manutenção offshore

Entre os projetos conduzidos em parceria com a Petrobras está o RDC-R, robô desenvolvido desde 2015 para atuar na preparação de superfícies, inspeção e pintura de plataformas e embarcações.

O equipamento pode cobrir cerca de 200 metros quadrados por hora, enquanto o processo convencional alcança aproximadamente 20 metros quadrados por dia.

A automação também reduz a equipe necessária de 20 para seis profissionais e diminui o prazo do serviço de 35 para 14 dias. Segundo os resultados apresentados, a tecnologia pode proporcionar uma redução de até 84% nos custos de manutenção.

Além do ganho operacional, o sistema contribui para a segurança do trabalho, ao reduzir a necessidade de profissionais suspensos em grandes alturas sobre o mar.

O projeto resultou em três patentes e teve a tecnologia transferida pela Petrobras para empresas prestadoras de serviços, permitindo que a solução avançasse da pesquisa para a aplicação comercial.

Tecnologia catarinense também chegou ao espaço

A inovação produzida em Santa Catarina também alcançou o setor espacial. O VCUB1 foi lançado em 15 de abril de 2023, na Califórnia, a bordo de um foguete Falcon 9, da SpaceX.

Liderado pela Visiona, o projeto contou com a participação do Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados, do INPE e do IAE.

A missão terminou em fevereiro de 2025, quando o nanossatélite reentrou na atmosfera conforme o planejado. Durante quase dois anos em órbita, o equipamento manteve seus subsistemas em funcionamento e validou tecnologias nacionais de navegação, comunicação, gestão de bordo e captura de imagens.

Ao longo da missão, foram obtidos quase 500 mil quilômetros quadrados de imagens da superfície terrestre.

Catarina-A2 avança para futuro lançamento

A experiência adquirida com o VCUB1 também contribuiu para o desenvolvimento do Catarina-A2, projeto do SENAI integrado à Constelação Catarina, programa liderado pela Agência Espacial Brasileira (AEB).

Em março de 2026, o nanossatélite concluiu testes de vibração e termovácuo no INPE e ficou tecnicamente preparado para a próxima etapa antes do lançamento.

O projeto recebeu R$ 5 milhões em emendas da bancada catarinense e deverá produzir dados para aplicações em meteorologia, agricultura, defesa civil, logística e monitoramento ambiental.

A data da missão ainda depende da contratação e da disponibilidade de um veículo lançador.

Inovação também transforma resíduos em novos produtos

A carteira de projetos do estado vai além da indústria pesada. O Banana Têxtil, desenvolvido em parceria com empresas como Musa da Terra, Eurofios, Altenburg e Pacoa Eco, pesquisa formas de transformar fibras do pseudocaule da bananeira em tecido e barbante.

A iniciativa aproxima agricultura, indústria têxtil e economia circular, utilizando um resíduo agrícola como matéria-prima para produtos de maior valor agregado.

Outro projeto, concluído em 2026, concentrou esforços no desenvolvimento de tecnologias para proteína cultivada. A pesquisa envolveu 34 pesquisadores e R$ 6,5 milhões, com resultados que incluem novos meios de cultura, uma plataforma multiômica apoiada por inteligência artificial e biomoléculas com possíveis aplicações nos setores de alimentos, cosméticos e medicamentos.

MagBras aposta na produção de ímãs de terras raras

Na área de transição energética, o programa MagBras reúne R$ 73 milhões, 28 empresas — incluindo 12 mineradoras —, sete instituições científicas e tecnológicas e três fundações.

Iniciada em junho de 2025, a iniciativa terá 36 meses para estruturar no Brasil uma cadeia de produção de ímãs permanentes de terras raras, abrangendo etapas que vão da pesquisa mineral à fabricação e reciclagem.

Os materiais são considerados estratégicos para motores elétricos, equipamentos industriais e diferentes tecnologias associadas à economia de baixo carbono.

Projetos aproximam pesquisa e linha de produção

Um dos desafios da inovação industrial é levar tecnologias desenvolvidas em laboratório até a produção em escala. Projetos realizados com a General Motors (GM) mostram esse processo.

O Smart Die System, por exemplo, foi desenvolvido para ajustar ferramentas e monitorar operações de estamparia. Nos testes realizados, a solução elevou a produtividade de 12 para 20 peças por minuto.

Já o Spark Eyes permite monitorar em tempo real milhares de pontos de solda de um veículo e apresenta potencial para ser utilizado em outras fábricas da montadora.

Em parceria com a CNH, pesquisadores de Florianópolis desenvolveram ainda um sistema de visão computacional para automatizar funções de colhedoras de cana. A tecnologia foi testada na Flórida e posteriormente apresentada à divisão global da empresa na Bélgica.

O projeto resultou em 14 pedidos de patente no Brasil, Estados Unidos, China e Índia.

Financiamento reduz riscos para empresas

A expansão dos projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação é sustentada por uma combinação de contratos empresariais, recursos não reembolsáveis e mecanismos de compartilhamento do risco tecnológico.

Entre os instrumentos utilizados estão iniciativas da Embrapii, Finep, BNDES, Rota 2030 e Plataforma Inovação para a Indústria, além de recursos do próprio SENAI e parcerias com empresas, universidades, startups, fundações e instituições científicas.

O modelo busca reduzir a distância entre a criação de uma tecnologia e sua chegada ao mercado. Para as empresas, a divisão dos custos permite viabilizar projetos que podem exigir anos de desenvolvimento, testes e certificações antes de alcançar a produção em escala.

Para Gilberto Seleme, presidente da FIESC, o avanço dos institutos contribui para fortalecer Santa Catarina como um polo de tecnologia e inovação de relevância nacional.

O volume acumulado de R$ 1,02 bilhão em inovação mostra a diversificação da pesquisa industrial catarinense. Os projetos abrangem setores que vão do agronegócio e da indústria automotiva ao petróleo, energia e espaço, com foco crescente em transformar conhecimento tecnológico em produtividade, competitividade e soluções de mercado.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Exame

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Inovação, Logística, Transporte

Sigatrans lança novo site e oferece diagnóstico logístico gratuito para ajudar empresas a reduzir custos e ganhar eficiência

A transformação digital também chegou ao relacionamento entre operadores logísticos e seus clientes. Com foco em oferecer uma experiência mais estratégica desde o primeiro contato, a Sigatrans acaba de lançar seu novo site, uma plataforma que vai além da apresentação institucional e passa a funcionar como um canal de relacionamento, conteúdo e geração de oportunidades de negócios.

A principal novidade é o Diagnóstico Logístico Gratuito, ferramenta criada para que empresas possam identificar gargalos operacionais, reduzir desperdícios e encontrar alternativas para tornar suas operações mais eficientes, sem qualquer custo ou compromisso de contratação.

Segundo Gabriel Angonese, executivo comercial da Sigatrans, o novo portal acompanha o momento de crescimento da empresa e reforça sua proposta de atuar como parceira estratégica dos clientes. “Nosso objetivo é deixar de ser apenas um fornecedor de transporte e nos tornar um parceiro estratégico para o crescimento dos nossos clientes.”

Diagnóstico identifica oportunidades de melhoria

Disponível diretamente no site, o Diagnóstico Logístico Gratuito permite que empresas agendem uma reunião em data e horário de sua preferência. Durante o encontro, especialistas da Sigatrans analisam a operação, identificam pontos críticos, avaliam processos e apresentam recomendações personalizadas de acordo com a realidade de cada negócio.

A iniciativa atende uma demanda cada vez mais presente no mercado: empresas que cresceram ao longo dos anos, mas que nem sempre revisaram seus processos logísticos de forma estratégica. Isso pode resultar em custos elevados, baixa previsibilidade nas entregas, falhas na gestão de transportadores e pouca integração entre etapas da cadeia logística.

Mesmo sem a contratação dos serviços da empresa, o diagnóstico entrega informações que podem contribuir para decisões mais assertivas e maior competitividade das operações.

Da cotação à consultoria

Ao apostar em uma abordagem consultiva, a Sigatrans busca romper com o modelo tradicional de propostas comerciais baseadas apenas em preço. Antes de apresentar uma solução, a empresa procura compreender a realidade operacional do cliente para desenvolver um projeto alinhado às suas necessidades.

A estratégia reforça o posicionamento da transportadora em um mercado que exige cada vez mais eficiência, previsibilidade e personalização dos serviços logísticos. “Primeiro entendemos a operação, ouvimos o cliente, analisamos seus desafios e somente depois construímos uma solução logística sob medida,” destaca Gabriel.

Canal de relacionamento e novos negócios

Além da nova ferramenta, o site também reúne informações sobre os serviços, estrutura operacional e diferenciais da Sigatrans, facilitando o contato com empresas que buscam parceiros para operações dedicadas, transporte de contêineres, cargas industriais e outras soluções logísticas.

Com a nova plataforma, a expectativa da empresa é fortalecer o relacionamento com clientes desde a identificação dos desafios logísticos, criando conexões mais próximas e oportunidades para parcerias de longo prazo.

A iniciativa acompanha a evolução do setor, no qual tecnologia, inteligência operacional e atendimento consultivo tornam-se fatores decisivos para empresas que buscam mais eficiência, redução de custos e maior competitividade em suas cadeias de suprimentos.

Quem somos

Com mais de uma década de atuação no mercado, a Sigatrans se consolidou como uma referência em soluções logísticas integradas, oferecendo serviços de transporte de contêineres, cargas dedicadas, armazenagem e operações de cross-docking para empresas de diversos segmentos.

A empresa conta com uma frota própria de mais de 30 caminhões novos, mais de 35 mil metros quadrados de área de armazenagem e uma estrutura operacional estrategicamente distribuída em Itajaí (SC), Garuva (SC), São José dos Pinhais (PR), Campinas (SP) e Porto Alegre (RS), garantindo agilidade e eficiência no atendimento em importantes corredores logísticos do país.

Com investimentos contínuos em tecnologia, infraestrutura e qualificação da equipe, a Sigatrans reforça seu compromisso de atuar não apenas como transportadora, mas como parceira estratégica na otimização das operações de seus clientes.

Texto e imagens: ReConecta News

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Inovação

Onze indústrias de Santa Catarina estão entre as mais inovadoras do Brasil

Onze indústrias de Santa Catarina foram reconhecidas entre as mais inovadoras do país no Prêmio Valor Inovação Brasil 2026. O levantamento, realizado pela Strategy&, consultoria estratégica da PwC, em parceria com o Valor Econômico, destaca empresas catarinenses em diferentes segmentos da indústria nacional.

O resultado inclui duas lideranças nacionais, duas posições de vice-liderança e seis empresas entre as cinco primeiras colocadas nas categorias de Bens de Capital, Materiais de Construção, Eletroeletrônica e Telecomunicações.

Entre as catarinenses reconhecidas estão WEG, Tupy, Schulz, Ciser, Tigre, Irani Papel e Embalagem, Nidec Global Appliance, Whirlpool, Dexco, ArcelorMittal e Unifique.

Empresas catarinenses se destacam em diferentes setores

A WEG foi o principal destaque de Santa Catarina na premiação. A empresa conquistou a primeira colocação nacional na categoria Eletroeletrônica. No mesmo segmento, a Whirlpool alcançou o quinto lugar.

Em Bens de Capital, o desempenho catarinense também ganhou evidência. A Nidec Global Appliance ficou na terceira posição, seguida por Tupy, em quarto, e Schulz, em quinto.

Já na categoria Materiais de Construção, três empresas do estado apareceram entre as cinco primeiras. A Dexco ficou com a segunda colocação, enquanto Ciser e Tigre ocuparam, respectivamente, o terceiro e o quinto lugares.

Outros setores também tiveram empresas de Santa Catarina em posições de destaque. A Irani Papel e Embalagem conquistou a vice-liderança em Papel e Celulose, enquanto a ArcelorMittal ficou em primeiro lugar na categoria Siderurgia e Mineração.

Na área de Telecomunicações, a Unifique terminou na quinta colocação entre as empresas mais inovadoras do país.

Inovação amplia competitividade da indústria

As 11 empresas catarinenses reconhecidas mantêm projetos com os Institutos SENAI de Inovação e Tecnologia de Santa Catarina, que atuam no desenvolvimento de soluções para ampliar a inovação industrial e a competitividade.

A parceria envolve iniciativas de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), além da criação e do aperfeiçoamento de produtos, processos e materiais. Também fazem parte da atuação projetos de transformação digital, manufatura avançada, ensaios laboratoriais, certificações e consultorias tecnológicas.

Segundo o diretor regional do SENAI/SC, Fabrízio Pereira, o reconhecimento reforça a importância da cooperação entre empresas e instituições de ciência e tecnologia para transformar desafios industriais em soluções.

Para ele, a presença das companhias catarinenses entre as líderes nacionais demonstra a relevância dos investimentos em tecnologia, inovação e desenvolvimento industrial no estado.

Institutos SENAI SC têm atuação em todo o país

O trabalho dos Institutos SENAI de Inovação e Tecnologia de Santa Catarina não se limita às empresas do estado. As instituições também desenvolvem projetos para companhias de outras regiões que foram reconhecidas no Prêmio Valor Inovação Brasil 2026.

Entre as empresas atendidas estão Nestlé Brasil, Ambev, Lojas Renner, C&A, Votorantim Cimentos, BRK Ambiental, Gerdau, CNH Industrial, Stellantis, Embraer, Natura Cosméticos, Grupo Boticário, Reckitt Industrial, Axia Energia, Aché Laboratórios, Vale, Petrobras e Shell Brasil.

A presença dessas companhias entre as empresas reconhecidas na premiação evidencia o alcance nacional dos Institutos SENAI SC e a capacidade técnica das instituições para desenvolver projetos voltados à produtividade, competitividade e inovação em diferentes segmentos da economia.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Inovação

Sigraweb se destaca na Intermodal 2026 com inovação em IA e conexões estratégicas no estande do ReConecta

A Sigraweb esteve na Intermodal South America 2026 com um posicionamento claro: apresentar ao mercado as evoluções de sua plataforma com inteligência artificial aplicada ao comércio exterior — e o resultado foi uma experiência marcada por alto engajamento e conexões qualificadas no estande G100, do ReConecta News.

Entre as principais novidades, a empresa destacou o avanço das funcionalidades de automação inteligente nos processos de DI, DUIMP e DUE. As soluções, que realizam leitura, interpretação e preenchimento automático de documentos, foram demonstradas ao vivo durante a feira, evidenciando ganhos práticos em produtividade, redução de erros operacionais e mais agilidade nas rotinas de importação e exportação.

Outro diferencial apresentado foi a ampliação da integração com sistemas estratégicos, como o Portal Único, fortalecendo a rastreabilidade, o controle e a gestão de riscos em toda a cadeia logística — um ponto que chamou a atenção de despachantes aduaneiros e empresas presentes no evento.

Experiência no estande G100: conexões que geram resultados

A vivência no estande do ReConecta foi um dos grandes destaques para a Sigraweb. O ambiente proporcionou encontros qualificados e trocas relevantes com profissionais do setor, criando um cenário propício para negócios e parcerias. “Foi uma experiência extremamente positiva. O público era muito qualificado e isso elevou o nível das conversas. Já conseguimos fechar algumas parcerias durante a feira e temos uma expectativa muito grande para os desdobramentos no pós-evento”, afirma Lucas Ferreira da Costa, CEO da Sigraweb.

Networking estratégico e parcerias fortalecidas

Além da apresentação das soluções, a participação ao lado do ReConecta potencializou o networking da empresa. Para a Sigraweb, o estande G100 funcionou como um verdadeiro ponto de conexão entre inovação e mercado. “A experiência com o ReConecta fez toda a diferença. Conseguimos criar conexões valiosas, não só com clientes, mas também com parceiros estratégicos. Existe uma curadoria e uma energia no ambiente que favorecem esse tipo de resultado”, destaca o CEO.

Com resultados concretos já durante a Intermodal e uma perspectiva promissora para os próximos meses, a Sigraweb reforça seu papel como protagonista na transformação digital do comércio exterior — e consolida sua presença em um dos eventos mais relevantes do setor na América Latina.

Sobre a SigraWeb

A Sigraweb é uma empresa brasileira de tecnologia fundada em 2010, especializada em soluções para a gestão do comércio exterior. A plataforma automatiza e integra processos de importação e exportação, oferecendo mais agilidade, precisão e controle operacional. Voltada para despachantes aduaneiros e importadores, utiliza tecnologia e inteligência artificial para reduzir retrabalho, minimizar riscos e aumentar a produtividade nas operações internacionais

SAIBA MAIS: https://sigraweb.com/ 

Sobre a Intermodal

A Intermodal South America é o principal evento de logística, transporte de cargas, tecnologia e comércio exterior da América Latina. Em 2026, a feira ocorreu entre os dias 14 e 16 de abril, no Distrito Anhembi, em São Paulo, marcando sua 30ª edição. 

O evento reuniu mais de 700 marcas nacionais e internacionais de toda a cadeia logística. Ao todo, 50.655 visitantes participaram da edição de 2026, superando os números do ano anterior. O público foi considerado mais qualificado, com foco em decisões e parcerias comerciais. A feira consolidou seu papel como vitrine de tendências e networking do setor.

Para 2027, a expectativa é de crescimento, com destaque para intralogística e equipamentos. A próxima edição da Intermodal South America está prevista para acontecer nos dias 13 a 15 abril de 2027, novamente em São Paulo. 

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Inovação

Inovação industrial: projetos de Santa Catarina ganham destaque em congresso nacional

Projetos liderados por Santa Catarina estarão entre os protagonistas do 11º Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria, que acontece nos dias 25 e 26 de março, em São Paulo. As iniciativas reforçam o papel do estado como referência em inovação industrial, com soluções voltadas à transição energética, digitalização e sustentabilidade.

As propostas contemplam diferentes setores estratégicos, como energia, agroindústria, defesa, óleo e gás e meio ambiente, evidenciando a diversidade e o alcance das tecnologias desenvolvidas.

Tecnologias com dados satelitais e monitoramento climático

Entre os destaques, estão projetos que utilizam dados geoespaciais, sensoriamento remoto e inteligência artificial para otimizar processos e ampliar a capacidade de análise em tempo real.

Um dos exemplos é o Catarina A2, nanossatélite de pequeno porte que opera a cerca de 500 quilômetros da Terra. O equipamento já passou por avaliação técnica que valida sua prontidão para lançamento, reforçando o avanço da tecnologia espacial brasileira.

Outras soluções incluem plataformas que integram imagens de satélite para monitoramento de ativos elétricos e ferramentas voltadas ao agro, capazes de identificar culturas, prever safras e apoiar a gestão agrícola inteligente.

Transição energética e foco em sustentabilidade

A pauta da energia limpa também ganha espaço entre os projetos apresentados. Iniciativas voltadas ao hidrogênio verde, eficiência energética e controle ambiental demonstram o compromisso da indústria com práticas mais sustentáveis.

Entre elas, está um sistema inteligente que otimiza a produção e o armazenamento de energia, além de plataformas digitais que permitem a rastreabilidade ambiental e o monitoramento de desmatamento em cadeias produtivas.

Outro destaque é a aplicação de soldagem a laser, que contribui para a redução de emissões e melhora da eficiência nos processos industriais, alinhando inovação com metas de descarbonização.

Robótica e manufatura digital ampliam produtividade

A indústria 4.0 também marca presença com projetos que integram robótica avançada, manufatura digital e soluções voltadas à segurança operacional.

Entre as inovações, estão robôs desenvolvidos para atuar em ambientes complexos, como a desobstrução de dutos no pré-sal, além de tecnologias que substituem estoques físicos por bibliotecas digitais de peças, otimizando custos e logística.

Outros sistemas permitem a virtualização de processos industriais, reduzindo riscos aos trabalhadores, e aplicações específicas como robôs com laser para manutenção de estruturas navais e soluções voltadas à segurança aeronáutica, incluindo prevenção de congelamento em superfícies.

Prêmio Nacional de Inovação reconhece projetos

Durante o evento, também serão anunciados os vencedores do 9º Prêmio Nacional de Inovação (PNI), que conta com representantes catarinenses entre os finalistas.

A premiação, promovida pela Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) e coordenada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com o Sebrae e outras instituições, reconhece iniciativas que impulsionam a competitividade industrial, a produtividade e o avanço tecnológico no país.

Desde sua criação, o prêmio já contabiliza mais de 16 mil inscrições e mais de 100 vencedores em todo o Brasil, consolidando-se como uma das principais iniciativas de valorização da inovação no setor industrial.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Nathalia Barros

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Inovação

Mercoagro 2026 destaca inovação e automação na indústria da carne

A Mercoagro 2026 consolidou mais uma vez sua relevância como vitrine de inovação para a indústria da carne. O evento reuniu grandes empresas da cadeia produtiva e apresentou soluções voltadas à automação industrial, processamento de alimentos e aumento da eficiência produtiva.

Considerada estratégica para o agronegócio brasileiro, a feira reforçou seu papel na geração de negócios, networking e apresentação de tecnologias que impactam diretamente a competitividade do setor.

Integração de soluções marca presença de empresas nacionais

Entre os destaques, o Grupo Fluxo, de Chapecó, apresentou um portfólio integrado com sete unidades de negócios voltadas ao agro. A proposta da empresa é oferecer soluções completas que atendem todas as etapas da produção, desde o monitoramento em granjas até processos industriais como automação, insensibilização e eficiência energética.

Um dos principais lançamentos foi um sistema automatizado de apanha de aves, ainda inédito no Brasil. A tecnologia promete substituir processos manuais na avicultura, aumentando a produtividade e reduzindo custos operacionais.

Segundo a empresa, a participação na feira também fortalece a marca diante de grandes players do setor, graças ao público altamente qualificado presente no evento.

Tecnologia de precisão ganha espaço no processamento de alimentos

A multinacional alemã Handtmann também apresentou soluções inovadoras voltadas à indústria alimentícia. Com atuação em mais de 100 países, a empresa levou equipamentos que atuam em diferentes etapas do processamento, incluindo embutimento, moagem, mistura e cozimento.

As tecnologias combinam automação e soluções digitais, garantindo padronização, eficiência e melhor custo-benefício na produção. A avaliação da empresa é de que a edição 2026 superou expectativas, tanto em organização quanto em geração de novos negócios.

Inovação inédita chama atenção no setor

Outro destaque da feira foi o lançamento de um equipamento exclusivo no mercado global. A empresa J da Luz apresentou uma nova termorresistência desenvolvida ao longo de dois anos, voltada à automação industrial no agronegócio.

O diferencial da solução está na rapidez da manutenção: o tempo de substituição de peças, que antes podia levar até duas horas, foi reduzido para menos de um minuto. A inovação contribui diretamente para diminuir o tempo de máquinas paradas, aumentando a produtividade industrial.

A receptividade foi imediata, com empresas do setor demonstrando interesse logo nas primeiras horas do evento.

Expansão e resultados acima das expectativas

A Ishida do Brasil também marcou presença com foco na expansão no mercado de proteínas. A empresa apresentou tecnologias avançadas de pesagem industrial, incluindo o modelo CCW-AS, voltado para linhas de produção de alta velocidade.

Reconhecida globalmente pelas balanças multicabeçote, a companhia aposta na proximidade com clientes como estratégia para crescimento no país, especialmente no segmento de carnes.

Durante a feira, os resultados superaram as expectativas comerciais. A empresa atingiu, ainda no segundo dia, as metas de vendas previstas para todo o mês — reflexo de negociações que vinham sendo desenvolvidas anteriormente e foram consolidadas durante o evento.

Evento reforça protagonismo do setor agroindustrial

Além dos números expressivos, a Mercoagro reafirma sua importância como ponto de encontro entre empresas, fornecedores e clientes. A feira permite não apenas fechar negócios, mas também apresentar soluções, validar tecnologias e acompanhar as principais tendências da agroindústria.

Com pavilhões cheios e alta movimentação, o evento reforça o protagonismo da região Sul como um dos principais polos da indústria de processamento de carne no Brasil.

FONTE: Noticenter
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Noticenter

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Inovação

Uber Air: táxi voador da Uber começa a operar em Dubai e promete revolucionar mobilidade urbana

Os táxis voadores — antes vistos apenas em filmes de ficção científica — estão prestes a entrar na rotina de transporte urbano. A Uber, em parceria com a Joby Aviation, anunciou o lançamento do serviço Uber Air em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, com previsão de início das operações comerciais em 2026.

A iniciativa faz parte da estratégia de mobilidade aérea urbana, que busca oferecer uma alternativa rápida e sustentável aos deslocamentos nas grandes cidades. O projeto pretende integrar viagens aéreas curtas ao ecossistema de transporte já operado pela plataforma da Uber.

Projeto de mobilidade aérea começou há quase uma década

A aposta da Uber na mobilidade aérea não é recente. Entre 2015 e 2016, a empresa criou o projeto Uber Elevate, divisão interna dedicada ao desenvolvimento de soluções de transporte aéreo para áreas urbanas.

O objetivo era expandir o modelo de transporte sob demanda — já consolidado nas ruas — para o espaço aéreo das cidades.

Um passo importante ocorreu em 2021, quando a Uber transferiu a divisão Uber Elevate para a Joby Aviation, empresa especializada em aeronaves elétricas. Ao mesmo tempo, reforçou a parceria ao investir cerca de US$ 75 milhões na companhia.

Com isso, a tecnologia, a equipe e os projetos da Uber passaram a ser desenvolvidos diretamente sob a gestão da Joby. Eric Allison, atualmente executivo da empresa, liderava a operação do programa dentro da Uber.

Parceria une tecnologia aeronáutica e plataforma da Uber

A colaboração entre as empresas combina dois pilares principais: a experiência da Uber em gestão de mobilidade sob demanda e a tecnologia avançada da Joby no desenvolvimento de aeronaves.

Segundo Sachin Kansal, diretor de produtos da Uber, os táxis aéreos elétricos podem ajudar a enfrentar desafios urbanos relacionados à mobilidade e à sustentabilidade.

Durante uma visita à imprensa em Dubai, que reuniu dezenas de jornalistas, Kansal destacou o potencial do projeto.

Ele afirmou que a expansão da plataforma para o transporte aéreo permitirá aplicar a escala tecnológica da Uber a um novo tipo de mobilidade, ampliando as opções de deslocamento nas grandes cidades.

Tempo perdido no trânsito motiva nova solução de transporte

Um dos principais objetivos do Uber Air é reduzir o tempo gasto em deslocamentos urbanos.

De acordo com estimativas apresentadas pela empresa, motoristas e passageiros podem perder até 93 horas por ano presos em congestionamentos em trajetos cotidianos, como ida e volta do trabalho ou da escola.

Para a companhia, ampliar estradas ou construir novas vias não resolve completamente o problema. A alternativa seria diversificar os meios de transporte disponíveis nas cidades, incluindo rotas aéreas para trajetos curtos.

Aeronave elétrica eVTOL será usada no serviço

O funcionamento do Uber Air depende da integração entre software e hardware. De um lado está a tecnologia da plataforma da Uber; do outro, as aeronaves eVTOL (Electric Vertical Take-Off and Landing) desenvolvidas pela Joby.

Esse tipo de veículo elétrico consegue decolar e pousar verticalmente, sem a necessidade de pistas longas, característica que facilita o uso em áreas urbanas.

A Joby Aviation, sediada na Califórnia, é considerada uma das empresas líderes em Mobilidade Aérea Avançada (AAM). A companhia desenvolve internamente praticamente todos os componentes das aeronaves, desde o design até o software de controle.

Tecnologia automotiva ajudou na produção das aeronaves

A empresa também contou com a colaboração de especialistas da Toyota, que participaram do desenvolvimento dos processos industriais da Joby.

A experiência da montadora japonesa em produção em larga escala ajudou a estruturar métodos de fabricação capazes de viabilizar a produção comercial das aeronaves.

O resultado dessa integração tecnológica é o Joby S1, veículo aéreo que será utilizado no serviço Uber Air.

Desempenho e autonomia do táxi voador

O Joby S1 é equipado com seis hélices inclináveis e motor totalmente elétrico. A aeronave pode atingir velocidade máxima de cerca de 320 km/h e possui autonomia de até 160 quilômetros com uma única carga.

Outro diferencial é o baixo nível de ruído. Segundo os desenvolvedores, o som gerado pelo veículo pode ser até 100 vezes menor que o de helicópteros tradicionais, característica essencial para operações em áreas urbanas.

Durante voos de demonstração, o ruído é mais perceptível apenas na decolagem e no pouso. Em altitude de cruzeiro, o som tende a ser significativamente reduzido.

Sistema digital garante controle e segurança

A aeronave conta com tecnologias avançadas, incluindo o sistema fly-by-wire digital, que transforma os movimentos feitos pelo piloto nos controles em sinais elétricos interpretados por computadores de bordo.

Além disso, diversos componentes essenciais — como motores, baterias, atuadores e sistemas eletrônicos — são produzidos internamente pela empresa, o que permite maior controle de qualidade e segurança operacional.

Aplicativo da Uber conectará transporte aéreo e terrestre

A experiência do usuário continuará integrada ao aplicativo da Uber, que será responsável por conectar as rotas aéreas com os trajetos terrestres.

Segundo Eric Allison, diretor de produtos da Joby, o sistema utiliza uma plataforma própria chamada Elevate OS, responsável por gerenciar reservas de voos, disponibilidade de pilotos e integração com a infraestrutura urbana.

Com isso, o usuário poderá solicitar um voo da mesma forma que pede um carro no aplicativo.

Viagens de 30 km podem levar apenas 11 minutos

Simulações feitas pela Uber indicam que trajetos que hoje levam dezenas de minutos podem ser drasticamente reduzidos.

Um exemplo é o percurso entre Dubai Marina e o Aeroporto Internacional de Dubai, com cerca de 30 quilômetros de distância. Pelo ar, o deslocamento poderia ser realizado em aproximadamente 11 minutos.

A redução no tempo de viagem pode beneficiar principalmente executivos, empresários e viajantes que precisam se deslocar rapidamente dentro da cidade.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Forbes

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Inovação

Meetup Startup SC reúne 80 participantes em Itajaí e reforça crescimento do Ecossistema de Inovação na região

Nesta quinta-feira (26), Itajaí foi palco da edição local do Meetup Startup SC, iniciativa do Sebrae/SC voltada ao fortalecimento do ecossistema de inovação. Realizado em parceria com atores locais, o evento reuniu cerca de 80 participantes, entre empreendedores, lideranças e profissionais da área para debater temas relacionados à tecnologia e jornada empreendedora, compartilhar experiências e ampliar conexões estratégicas. O evento aconteceu no Elume Centro Regional de Inovação e teve como objetivo também apresentar o Programa Startup SC – executado por meio da rede MIDIHUB.

“Este evento nasce como um canal estratégico para divulgar as inscrições do MIDIHUB, apresentar as novidades e evoluções do Startup SC e fortalecer, por meio do Meetup Startup SC, cada ecossistema local do nosso estado.
Mais do que um encontro, este é um movimento de conexão, colaboração e desenvolvimento, que amplia as oportunidades não apenas para startups, mas para todo o ambiente de inovação catarinense”, ressaltou a gestora de Projetos Luiza Pedroso, representando o Sebrae/SC.

Atualmente, a região conta com aproximadamente 100 startups mapeadas, em diferentes níveis de maturidade – uma em fase de escala, 18 em crescimento, 40 em tração e 41 em validação. A maior concentração está em Tecnologia da Informação (24), seguida por Construção e Imóveis (10), Saúde e Bem-estar (8) e Gestão e Consultoria (8), além de segmentos como Educação, Alimentos e Bebidas, Finanças, Logística e Serviços Profissionais.

Para o gerente da Regional Foz do Sebrae/SC, Aloisio Salomon, os dados reforçam o potencial de inovação local e a importância da iniciativa para impulsionar o desenvolvimento sustentável dos negócios. “Nosso objetivo é fomentar o empreendedorismo inovador e apoiar o desenvolvimento de startups em todas as suas fases. Conectamos empreendedores a mentores, investidores e grandes empresas, oferecendo capacitação, acesso ao mercado e oportunidades de networking”, afirmou.

A programação da edição local do Meetup Startup SC contou com duas palestras inspiradoras. A especialista e sócia do Grupo dtcode, Karol Oliveira, abordou o tema IA como Motor de Crescimento no Estágio Inicial. Já o fundador da Verso Company, o empresário e especialista em diferenciação de marcas, Kelvin Almeira, apresentou a palestra Crescimento Sem Estratégia é Só Correria: como construir um posicionamento relevante.

Rede MIDIHUB abre inscrições para startups de base tecnológica em Santa Catarina
Criada a partir da metodologia do MIDITEC — iniciativa da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE) em parceria com o Sebrae/SC, a Rede MIDIHUB é considerada a maior rede de incubadoras do Brasil e está com inscrições abertas para startups de base tecnológica interessadas em ingressar em seu programa de incubação.
O período de candidatura segue até 8 de março e oferece vagas em 12 incubadoras espalhadas por Santa Catarina. Em Itajaí, a incubadora participante é o MIDITEC Marina Tech – projeto desenvolvido pela Universidade do Vale do Itajaí – Univali. As inscrições podem ser feitas pelo link https://www.midihub.com.br/

FONTE E IMAGENS: SEBRAE

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Inovação

Do cockpit à inovação: como ambientes regulados moldam soluções tecnológicas

Em um cenário global marcado por volatilidade, sistemas interdependentes e decisões de alto impacto, a capacidade de operar com clareza sob pressão tornou-se um diferencial relevante em diferentes setores. A atuação em ambientes técnicos e regulados, como a aviação, oferece paralelos diretos com os desafios enfrentados por líderes que constroem soluções tecnológicas e operam em contextos complexos.

Nesse contexto, a trajetória de Mariana Tomelin ilustra como experiências em ambientes de alta exigência técnica podem contribuir para uma leitura mais estruturada de risco, tomada de decisão e construção de soluções aplicáveis ao mundo real. Ao transitar entre setores que demandam rigor operacional, visão sistêmica e uso consistente de dados, sua atuação reflete uma abordagem que vai além de setores específicos, oferecendo aprendizados relevantes sobre como lidar com complexidade, incerteza e execução responsável em cenários contemporâneos.

Leia a entrevista na íntegra:


Você atua no setor de aviação. Como essa experiência se conecta com sua atuação profissional em tecnologia e operações internacionais?

MARIANA: A atuação no setor de aviação ampliou significativamente minha forma de enxergar sistemas, risco e responsabilidade. Trata-se de um ambiente em que decisões precisam ser tomadas com base em dados, procedimentos claros e avaliação contínua de cenários. Essa lógica se conecta diretamente com tecnologia e operações internacionais, onde múltiplas variáveis interagem simultaneamente e erros têm impacto real. A experiência na aviação reforçou uma abordagem mais disciplinada, analítica e orientada à tomada de decisão consciente em contextos complexos.


Que paralelos você identifica entre aviação e tecnologia?

MARIANA: Aviação e tecnologia compartilham a lógica de sistemas complexos, nos quais diferentes componentes operam de forma interdependente. Em ambos os casos, é fundamental compreender o sistema como um todo, antecipar falhas e responder de forma estruturada a cenários imprevistos. Procedimentos bem definidos, redundância e uso consistente de dados são elementos essenciais para garantir confiabilidade, segurança e desempenho, seja em um ambiente operacional altamente técnico ou no desenvolvimento de sistemas tecnológicos.


Essa experiência influencia o desenvolvimento de soluções tecnológicas?

MARIANA: Sim, de forma direta. Ao participar da construção de soluções tecnológicas voltadas a operações críticas, priorizo clareza funcional, confiabilidade e simplicidade operacional. Sistemas precisam ser compreensíveis, testáveis e resilientes, especialmente quando utilizados em ambientes regulados. Essa abordagem reduz falhas, facilita a adoção e aumenta a eficiência, criando soluções que funcionam de forma consistente na prática, e não apenas em teoria.


Como essa vivência em ambientes técnicos e regulados influencia sua liderança e processo decisório?

MARIANA: A vivência em ambientes técnicos e regulados contribui para uma liderança mais objetiva e responsável. Decisões precisam ser tomadas com critérios claros, avaliação de risco e consciência das consequências. Isso influencia diretamente a forma como conduzo projetos e equipes, criando estruturas que favorecem execução consistente, aprendizado contínuo e responsabilidade compartilhada. Em contextos complexos, liderar significa reduzir ambiguidade, sustentar decisões com método e manter clareza mesmo sob pressão.


Esse tipo de perfil é valorizado por ecossistemas globais de inovação?

MARIANA: Sim. Ecossistemas globais de inovação tendem a valorizar perfis capazes de operar sob pressão, lidar com incerteza e manter clareza decisória em cenários complexos. A capacidade de aprender continuamente, adaptar-se rapidamente e tomar decisões responsáveis é vista como um diferencial relevante em ambientes de alta performance, especialmente em setores que lidam com tecnologia, dados e sistemas interdependentes.

A experiência em ambientes técnicos e regulados, como a aviação, aliada à atuação em tecnologia e operações internacionais, contribuiu para o desenvolvimento de uma abordagem orientada à disciplina, ao pensamento sistêmico e à tomada de decisão baseada em dados. Em um contexto global marcado por complexidade crescente, essa combinação reflete competências que se aplicam diretamente aos desafios contemporâneos de liderança, inovação responsável e execução consistente.

Foi a partir dessa trajetória — marcada pela necessidade de lidar com grandes volumes de informação, múltiplos mercados e decisões de alto impacto — que se consolidou o desenvolvimento da Trax. A plataforma foi concebida como uma extensão prática dessas experiências, com foco na organização e análise de dados aplicados a operações de comércio internacional, conectando tecnologia à realidade operacional de ambientes globais e regulados.

TEXTO E IMAGEM: DIVULGAÇÃO EXONTRADE

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Inovação

SENAI realiza desafio global de inovação com apoio de agências espaciais europeias

Começa nesta sexta-feira (30), em Florianópolis, a etapa brasileira do ActInSpace 2026, um hackathon internacional de inovação promovido com apoio da Agência Espacial Francesa (CNES) e da Agência Espacial Europeia (ESA). No Brasil, o evento acontece no Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados, com coordenação do SENAI de Santa Catarina.

Hackathon conecta talentos a tecnologias espaciais

Durante 24 horas consecutivas, o desafio reunirá estudantes, jovens profissionais, pesquisadores e equipes multidisciplinares para o desenvolvimento de soluções inovadoras baseadas em tecnologias e dados do setor espacial. A proposta é estimular a aplicação prática de conhecimentos científicos e tecnológicos em desafios reais do mercado.

O ActInSpace é realizado simultaneamente em mais de 45 países, conectando participantes a desafios lançados por organizações globais como ESA, CNES, Airbus e parceiros internacionais do ecossistema aeroespacial.

Inovação com foco em novos negócios e startups

O principal objetivo do hackathon é transformar tecnologias espaciais — como satélites, bases de dados e patentes — em soluções com potencial comercial, capazes de originar novos negócios e startups de base tecnológica.

Ao longo da maratona, os participantes recebem mentorias técnicas e de negócios, suporte à prototipação e orientação para a preparação do pitch final. As equipes com melhor desempenho avançam para a fase internacional do desafio.

Conexão com o ecossistema europeu de inovação

Os projetos de destaque passam a integrar o ecossistema europeu de inovação, com acesso a redes internacionais e a incubadoras especializadas, como os ESA Business Incubation Centres (ESA BICs). A iniciativa amplia as oportunidades de internacionalização e aceleração de soluções inovadoras desenvolvidas no Brasil.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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