Aeroportos, ANVISA, Comércio Exterior, Exportação, Importação, Informação, Logística, Portos

Anvisa promove oficina sobre plano de contingência para portos e aeroportos

Iniciativa irá aprimorar o documento que orienta a atuação nos casos de emergências de saúde pública

Na última quarta-feira (29/01), a Anvisa promoveu uma oficina sobre plano de contingência de saúde pública para portos e aeroportos. O objetivo foi avaliar, junto a representantes do setor regulado, autoridades aeroportuárias e do setor saúde, as possíveis melhorias no Guia de Estabelecimento e Manutenção de Plano de Contingência para Portos e Aeroportos (Guia 75 – Versão 1, de 21/11/2024).

Representando a Gerência-Geral de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados (GGPAF), Gabriela Vieira destacou que a construção de planos de contingência é uma das iniciativas de grande importância promovidas pela gestão. Assumindo o lugar de Bruno Rios na GGPAF, ela ressaltou ainda que dará continuidade ao trabalho já em andamento, seguindo o mesmo caminho.

Também da GGPAF, Cristiano Gregis lembrou que a pandemia de Covid-19, infelizmente, deixou um grande legado para várias instituições. Nesse contexto, a perspectiva de se antecipar e responder de forma eficaz às crises sanitárias e emergências de saúde pública passou a ser parte essencial dos processos de trabalho. “A ideia básica é que em uma emergência de saúde pública, cada aeroporto tenha um plano para coordenar a resposta”, disse, ressaltando que isso significa uma atuação baseada na cooperação.

Com o aumento da migração em todo o mundo, em parte devido às alterações climáticas, o número de pessoas em circulação cresce, elevando também os riscos sanitários. Nesse sentido, a soma de esforços se torna um desafio global. O plano de contingência surge, então, como uma ferramenta fundamental para integrar essas ações. O estabelecimento e a manutenção desses planos pelos administradores dos aeroportos são exigências da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 932, de 10 de outubro de 2024, além de estarem previstos no Anexo 9 – Facilitação da Convenção da Aviação Civil Internacional.

Nesse cenário, a oficina teve o intuito não apenas de sensibilizar os profissionais envolvidos, mas de identificar, com os participantes, as necessidades de aprimorar o guia a partir de metodologias ativas e o compartilhamento de expertises, visto que pessoas de diferentes áreas de atuação estiveram presentes.

O encontro foi realizado em parceria com o Departamento de Emergências em Saúde Pública da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (DEMSP/SVSA/MS) e a Gerência Técnica de Segurança Cibernética e Facilitação da Superintendência de Infraestrutura Aeroportuária da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), no Centro de Treinamento da Anac, em Brasília (DF). O evento foi fechado para os participantes das organizações envolvidas e ocorreu mediante inscrição prévia.

 FONTE: Anvisa.gov
Anvisa promove oficina sobre plano de contingência para portos e aeroportos — Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa

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Agricultura, Agronegócio, Comércio Exterior, Exportação, Informação, Internacional, Mercado Internacional

Brasil busca expandir exportações de frutas além de US$ 1,2 bilhão, apesar dos desafios comerciais

A Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) busca reduzir a diferença entre a posição do Brasil como terceiro maior produtor de frutas do mundo e seu atual 23º lugar no ranking de exportações. O fundador da Abrafrutas, Waldir Promicia, destaca: “Poucos acordos bilaterais são firmados para a exportação de frutas.” Em 2024, o Brasil exportou aproximadamente 1 milhão de toneladas de frutas, gerando uma receita de US$ 1,2 bilhão. Isso representa um aumento de 3% na receita, apesar de uma queda de 0,85% no volume exportado em comparação com 2023.

Promicia enfatiza a capacidade do Brasil de ampliar seus mercados de exportação, especialmente para mangas, limões, melões e uvas. Ele afirma: “O potencial do Brasil assusta qualquer concorrente. Só precisamos colocar o país no mapa internacional.” Essa expansão depende do avanço das negociações com outras nações para abrir mercados e reduzir entraves burocráticos. Promicia ressalta: “Precisamos abrir mercados e simplificar regulações e burocracias.”

A União Europeia, incluindo Alemanha, Inglaterra e Holanda, além dos Emirados Árabes Unidos e dos Estados Unidos, estão entre os principais importadores de frutas brasileiras. No entanto, Promicia destaca desafios no mercado americano, especialmente para a exportação de limão Tahiti, que atualmente é enviado para o Canadá, mas enfrenta barreiras nos EUA. Ele vê uma oportunidade durante a entressafra do México para a importação de limões, afirmando: “Estamos tentando entrar lá há 20 anos.”

O gráfico abaixo mostra as principais frutas exportadas pelo Brasil por via marítima em 2024.

Principais Frutas Exportadas | 2024 | TEUs

Fonte: Abrafrutas

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Agronegócio, Comércio Exterior, Economia, Informação, Internacional, Investimento

Agronegócio brasileiro não está imune às novas tarifas dos EUA

Autoridades do governo brasileiro que acompanham as políticas comerciais do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acreditam que, até certo ponto, as tarifas de 25% impostas ao México — temporariamente suspensas após um acordo com a presidente Claudia Sheinbaum — podem criar oportunidades para as exportações brasileiras, especialmente de suco de laranja e café, para os Estados Unidos.

O setor de frutas também pode se beneficiar, já que os EUA importam uma parte significativa de suas frutas do México. “Com a tarifa de 25% sobre os produtos mexicanos, a fruta brasileira se tornará mais competitiva”, disse Welber Barral, ex-secretário de comércio exterior e consultor da área.

No entanto, Barral alertou que a volatilidade atual dificulta o planejamento das exportações no médio prazo. “Essas medidas podem ser revogadas a qualquer momento, então há um risco em realizar exportações em larga escala”, afirmou.

O gráfico abaixo mostra o padrão de exportação de contêineres do Brasil para os EUA entre janeiro de 2021 e dezembro de 2024.

Exportações de contêineres para os EUA | Jan 2021 – Dez 2024 | TEUs

Além do México, os EUA também impuseram tarifas de 25% ao Canadá — suspensas por um mês após um acordo fechado na segunda-feira — e de 10% sobre produtos chineses. Barral destacou que, caso a China e outros países retaliem as exportações americanas de soja, milho e carne — setores nos quais os produtores dos EUA competem diretamente com o Brasil — o agronegócio brasileiro pode ganhar participação no mercado.

Embora Barral e autoridades do governo brasileiro reconheçam o risco de tarifas dos EUA contra o Brasil, eles acreditam que os sinais recentes vindos de Washington reduziram um pouco as preocupações em Brasília.

“Donald Trump mencionou Brasil e Índia como países que aplicam tarifas altas, mas ele ainda não anunciou novas medidas contra eles. Um ponto interessante é que o Brasil é um dos poucos países que tem déficit comercial com os EUA. Diferente das nações que foram alvo das novas tarifas, os EUA na verdade têm um pequeno superávit comercial com o Brasil”, explicou Barral.

“Ele reclamou especificamente de algumas tarifas, como as aplicadas ao etanol. Mas, no geral, a política tarifária do Brasil não tem sido uma grande fonte de atrito”, acrescentou. A tarifa de importação sobre o etanol dos EUA, que em alguns momentos chegou a ser zero, atualmente está em 18%.

Um ex-diplomata brasileiro destacou que, embora esses ganhos de exportação no curto prazo sejam uma rara notícia positiva vinda dos EUA, os ataques de Trump às organizações multilaterais de comércio representam um risco maior para o agronegócio brasileiro.

“A mensagem que ele está enviando ao mundo é que as regras do comércio podem ser descartadas conforme a vontade política de quem estiver no poder”, alertou a fonte.

Procurado para comentar o assunto, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) preferiu não se manifestar, afirmando que “não há razões concretas para comentar a questão”.

Após uma reunião no Ministério da Agricultura na segunda-feira, o deputado Pedro Lupion, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), disse a jornalistas que o Brasil — especialmente o setor do agronegócio — não deve esperar ficar imune às novas tarifas de Trump.

Segundo Lupion, a postura mais protecionista dos EUA exigirá que o governo e os diplomatas brasileiros atuem estrategicamente para lidar com potenciais desafios comerciais.

Ainda assim, ele argumentou que os EUA “precisam” do Brasil e descartou a possibilidade de medidas extremas. Lupion destacou a importância de acompanhar de perto a abordagem de Trump em relação à China, principal parceiro comercial do Brasil, e eventuais medidas retaliatórias.

“Precisamos ter cuidado para não desgastar as relações com os chineses e correr o risco de perder a liderança do agronegócio brasileiro nesse mercado”, disse.

“Eles também precisam de nós. Trata-se de ajustar os mercados e encontrar o equilíbrio certo”, acrescentou Lupion. Ele reconheceu que o Brasil pode enfrentar tarifas, mas lembrou que disputas comerciais passadas entre os dois países — como as envolvendo algodão, suco de laranja e camarão — foram resolvidas ao longo do tempo.

Por Rafael Walendorff, Globo Rural

Fonte: Valor Internacional
https://valorinternational.globo.com/agribusiness/news/2025/02/04/brazils-agribusiness-not-immune-to-new-us-tariffs.ghtml

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BC diz que políticas dos EUA podem afetar preços no Brasil

O Banco Central (BC) disse que a implementação de “determinadas” políticas nos Estados Unidos pode pressionar os preços dos produtos no Brasil. A informação consta na ata do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada nesta terça-feira (4).

“A consecução de determinadas políticas nos Estados Unidos pode pressionar os preços de ativos domésticos. Avaliou-se, então, que seguia válida a visão anterior da possibilidade de uma elevação de inflação a partir de uma taxa de câmbio mais depreciada. Desse modo, ainda que parte dos riscos tenha se materializado, o Comitê julgou que eles seguem presentes prospectivamente”, diz a ata.

De acordo com o Banco Central, o ambiente externo permanece desafiador, sobretudo, pela conjuntura política e econômica dos Estados Unidos.

“O ambiente externo permanece desafiador, em função, principalmente, da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, o que suscita mais dúvidas sobre os ritmos da desaceleração, da desinflação e, consequentemente, sobre a postura do Fed”, diz a ata.

Na avaliação do Copom, o cenário norte-americano traz risco para a inflação no Brasil.

“Além disso, a política comercial e as condições financeiras prevalentes nos Estados Unidos, com impactos incertos na condução da política monetária norte-americana e no crescimento global, também introduzem riscos à inflação doméstica, seja para cima, como relatado anteriormente, ou para baixo, à medida que o cenário-base ora incorporado em preços possa não se materializar”, afirma.

O dólar caiu nas negociações da última segunda-feira (3) após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizer que vai suspender as tarifas planejadas contra o México. A Casa Branca anunciou no sábado (1°) novas tarifas de 25% para México, Canadá e de 10% China.

Com isso, o dólar fechou o dia com queda de 0,34% ante o real, negociado a R$ 5,8159 na venda. Mais cedo, a divisa operava em alta, superando a cotação de R$ 5,90 na máxima.

A moeda norte-americana está em trajetória de queda após alcançar níveis recordes no final do ano passado, quando superou R$ 6.

Após o anúncio das medidas tarifárias, México e Canadá firmaram um acordo com os Estados Unidos. Já a China vai impor tarifas sobre algumas importações americanas, incluindo petróleo bruto, máquinas agrícolas e gás natural liquefeito, em retaliação.

O presidente dos EUA Donald Trump também já sinalizou que pode taxar as importações oriundas da União Europeia.

Fonte: CNN Brasil
BC diz que políticas dos EUA podem afetar preços no Brasil

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Greve dos auditores fiscais

As forças produtivas, empresários e trabalhadores, a sociedade e a economia do País não podem continuar sendo vítimas dessa falta de diálogo e compreensão entre as partes envolvidas.

03/02/2025 – Dezenas de milhares de encomendas estão paradas, desde novembro do ano passado (2024), abarrotando em especial os terminais de cargas dos aeroportos de Guarulhos e Viracopos em São Paulo, bem como os demais do Brasil.

Estimativas apontam possíveis prejuízos de bilhões de reais ao comércio exterior do País, como em episódios semelhantes no passado.

O motivo é a greve dos auditores fiscais da Receita Federal que entrava as operações de desembaraço aduaneiro.

Dentre os problemas que a paralização dessa categoria dos funcionários públicos federais está causando, além dos efetivos prejuízos à indústria, estão a deterioração de produtos e o risco de quebra e desemprego nas empresas. As mais afetadas são as pequenas e médias que, por seu porte, dependem de fluxo de caixa dentro da pontualidade de entrega e recebimento das mercadorias.

O embate entre os auditores e o governo, que se prolonga sem perspectivas de solução imediata, está afetando sensivelmente a economia brasileira. Esperamos que os dois lados busquem entendimento o quanto antes. As forças produtivas, empresários e trabalhadores, a sociedade e a economia do País, não podem continuar sendo vítimas dessa falta de diálogo e compreensão entre as partes envolvidas.

Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp)


FONTE: CIESP
Greve dos auditores fiscais

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OS EUA QUEREM MANTER O DOMÍNIO MILITAR, ECONÔMICO, TECNOLÓGICO E ENERGÉTICO… E TRABALHAM MUITO PARA ISTO.

Os EUA são o maior produtor mundial de petróleo e gás natural, impulsionados pela revolução do xisto e pelos avanços tecnológicos. Décadas passadas não era isto que víamos.

Desde 2018, os EUA são o maior produtor de petróleo do mundo , ultrapassando a Arábia Saudita e a Rússia. Em 2023, a produção de petróleo bruto mais condensado dos EUA atingiu uma média de 12,9 milhões de barris por dia (BPD).

Os EUA são o maior produtor de gás natural do mundo desde 2009, graças às formações de xisto como Marcellus, Utica e Haynesville. E a petroquímica cresce junto.

Os EUA também lideram o mundo na produção de biocombustíveis, consolidando ainda mais sua posição em energia renovável. São o segundo maior produtor de energia eólica. Os EUA são líderes globais em energia nuclear há décadas.

Domínio, esta é a palavra chave nos EUA. O México, o Canadá, o Panamá e a Colômbia já viram isto em duas semanas de governo Trump. Gostem ou não, esta é a realidade atual. Vamos mudar?? Só com muito trabalho e escolhas certas.

FONTE: Diário de Notícia
Hamish McRae: “Não consigo imaginar o fim da liderança americana”

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Abertura de mercado no Quênia

Com esses anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 321 novas oportunidades de negócio desde o início de 2023

O governo brasileiro informa, com satisfação, que a autoridade sanitária do Quênia aprovou o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para exportação de carne bovina, produtos cárneos e miúdos de bovinos do Brasil.

Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 41 milhões em bens agrícolas para o Quênia. Essa abertura de mercado deverá aumentar o fluxo de comércio entre os dois países. Para o Brasil, trata-se de oportunidade de diversificar parcerias comerciais e fortalecer o setor produtivo nacional. Por sua vez, o Quênia, cuja população é de 55 milhões de habitantes, passará a ter acesso a carnes com qualidade reconhecida internacionalmente, atendendo à crescente demanda naquele país por proteína animal.

De modo a dar início ao comércio de carne bovina e seus derivados, os importadores locais deverão obter licenças de importação e será necessário realizar avaliação de risco para cada estabelecimento brasileiro interessado em exportar.

Com esses anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 321 novas oportunidades de negócio desde o início de 2023.

Tais resultados são fruto do trabalho conjunto entre Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

FONTE: MAPA
Abertura de mercado no Quênia — Ministério da Agricultura e Pecuária

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Agronegócio, Economia, Exportação, Informação

Passaporte Agro: Nova ferramenta do Mapa facilita exportações para mercados recém-abertos

Iniciativa foi criada para oferecer suporte direto a exportadores brasileiros que desejam acessar mercados internacionais recém-abertos

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, lançou o Passaporte Agro, uma iniciativa criada para oferecer suporte direto a exportadores brasileiros que desejam acessar mercados internacionais recém-abertos.

A nova ferramenta vem em adição ao AgroInsights, ampliando o portfólio de produtos e serviços oferecidos pelo Mapa, com o objetivo de gerar oportunidades para os exportadores brasileiros por meio de informações qualificadas. A iniciativa está alinhada às diretrizes do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, que tem intensificado os esforços para expandir e consolidar a presença do Brasil nos mais de 300 mercados abertos nos últimos dois anos.

O Passaporte Agro será disponibilizado de forma contínua à medida que novos mercados sejam abertos, reunindo informações detalhadas e atualizadas para fornecer subsídios que auxiliem os exportadores na efetivação de suas vendas. Com isso, a ferramenta visa reduzir barreiras operacionais e facilitar o acesso dos produtos brasileiros aos mercados internacionais recém-abertos.

Entre os conteúdos oferecidos, estão orientações sobre o registro de produtos, listas de potenciais compradores, diretrizes para procedimentos alfandegários e informações mercadológicas específicas. O objetivo é reduzir barreiras operacionais e incentivar as empresas – especialmente aquelas com menor experiência no comércio exterior – a iniciarem suas exportações de forma estruturada e segura.

Segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, o Passaporte Agro reforça a estratégia do governo de não apenas abrir mercados, mas também garantir que os produtores brasileiros tenham o suporte necessário para transformar essas oportunidades em negócios concretos.

“O Passaporte Agro e o AgroInsights são respostas diretas às demandas do setor produtivo e exportador brasileiro, desenvolvidas após um período de escuta ativa com os principais atores do agronegócio. Com essas ferramentas, não apenas abrimos mercados, mas garantimos que exportadores e produtores tenham acesso a informações estratégicas para aproveitá-los de forma eficiente e competitiva, conhecendo a real dimensão das novas oportunidades comerciais”, destacou o ministro Carlos Fávaro.

“A rede de Adidos Agrícolas nos permite ter acesso a informações qualificadas, que de fato serão úteis aos exportadores que desejam iniciar negócios com um mercado recém-aberto, especialmente para aqueles com menor maturidade no comércio internacional. É o Governo sendo ativo, em uma relação de parceria com o setor privado, para que os produtos brasileiros ampliem sua participação no mundo, trazendo renda e emprego para nosso país”, complementa o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua.

Em princípio, o Passaporte Agro será disponibilizado para as associações que representam os setores produtivos envolvidos nas aberturas comerciais. Essa iniciativa também se soma a outras oferecidas pela ApexBrasil, pelo MDIC e pelo MRE.

FONTE: MAPA
Passaporte Agro: Nova ferramenta do Mapa facilita exportações para mercados recém-abertos — Ministério da Agricultura e Pecuária

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Na Finlândia é descoberta mina que pode fornecer energia por 20 milhões de anos

Uma descoberta geológica na Finlândia pode transformar o setor de energia mundial.

Pesquisadores anunciaram no início do mês a localização de uma enorme reserva de tório, um elemento químico considerado uma alternativa mais segura e eficiente ao urânio na geração de energia nuclear.

A quantidade do mineral encontrada é tão significativa que poderia abastecer o mundo por cerca de 20 milhões de anos, segundo o Eco News, a versão em inglês do site espanhol ECOticias, também conhecido como El Periódico Verde, especializado em meio ambiente.

O que é o tório e por que ele é importante?

O tório é um elemento químico radioativo que pode ser utilizado como combustível em reatores nucleares. Diferentemente do urânio, ele é mais abundante na natureza e oferece menos risco de acidentes nucleares. Reatores de tório produzem menos resíduos radioativos e não geram plutônio, reduzindo os riscos de proliferação nuclear.

Os cientistas vêm estudando o potencial do tório há décadas, mas o alto custo e a infraestrutura necessária para sua utilização ainda são desafios. No entanto, a descoberta na Finlândia pode impulsionar investimentos e acelerar a transição para essa nova tecnologia, segundo especialistas.

Onde a mina foi encontrada?

A jazida foi identificada na região de Peräpohja, no norte da Finlândia, por uma equipe de geólogos que realizava estudos na área. A quantidade exata de tório presente na mina ainda está sendo avaliada, mas as primeiras estimativas apontam para uma reserva sem precedentes na história da mineração desse elemento.

A localização estratégica da mina também favorece sua exploração. A Finlândia tem infraestrutura avançada para mineração e tecnologias de ponta que podem facilitar a extração e o processamento do material.

Impacto na transição energética

A descoberta pode ter um impacto profundo na transição global para fontes de energia mais limpas. Com a crescente pressão para reduzir a emissão de gases de efeito estufa e a dependência de combustíveis fósseis, o tório surge como uma alternativa promissora.

Se a exploração da reserva for viabilizada, pode haver uma mudança significativa no setor de energia nuclear, impulsionando pesquisas para reatores de físseis baseados nesse elemento. Isso também pode reduzir a dependência de países ocidentais em relação ao urânio, cuja cadeia de suprimentos é controlada por poucos produtores no mundo.

Alto investimento

Apesar do grande potencial da descoberta, ainda existem desafios significativos para que o tório se torne uma realidade comercial. Atualmente, a maioria dos reatores nucleares do mundo é projetada para usar urânio, o que significa que seria necessário um alto investimento na adaptação da infraestrutura.

Além disso, ainda há regulações rigorosas para o uso do tório como combustível nuclear, o que pode retardar sua adoção em larga escala. Mas o avanço da pesquisa finlandesa e a busca por alternativas energéticas sustentáveis pode significar um passo crucial para a revolução do setor nuclear nos próximos anos.

Fonte: R7
Finlândia descobre mina que pode fornecer energia por 20 milhões de anos – Noticias R7

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Autoridade Portuária de Santos registra superávit histórico em 2024

Receita bruta cresce 8,4% e lucro líquido atinge R$ 844,6 milhões, alta de 29,8%

A Autoridade Portuária de Santos (APS), estatal federal responsável pelo Porto de Santos, encerrou 2024 com resultados financeiros recordes, consolidando-se como uma das mais eficientes administrações portuárias do Brasil. Contudo, a empresa alcançou um lucro líquido de R$ 844,6 milhões, um crescimento de 29,8% em comparação a 2023, refletindo uma gestão sólida e o aumento na movimentação de cargas.

Contudo, a receita bruta da APS foi de R$ 1,86 bilhão, um crescimento de 5,2% em relação ao ano anterior, enquanto a receita líquida operacional somou R$ 1,64 bilhão, avançando 5,5%. O lucro operacional antes do resultado financeiro subiu 29%, atingindo R$ 1,01 bilhão. O EBITDA também teve um aumento expressivo de 27,3%, totalizando R$ 1,06 bilhão, com uma margem de 64,2%, evidenciando a eficiência operacional.

Portanto, esses resultados refletem o desempenho recorde do Porto de Santos, que movimentou 179,8 milhões de toneladas em 2024—um aumento de 3,8% em relação a 2023. Esse volume reafirma a importância do complexo portuário santista para o comércio exterior brasileiro e sua capacidade de atender à crescente demanda por infraestrutura logística de excelência.

Sendo assim, o presidente da APS, Anderson Pomini, comemorou os números e destacou as estratégias adotadas. “Os resultados de 2024 comprovam a solidez da Autoridade Portuária de Santos e a eficiência de nossas operações. Além do expressivo crescimento do lucro líquido e da receita, registramos o maior volume de cargas da história do Porto de Santos, reafirmando sua relevância para o desenvolvimento econômico do Brasil. Ademais, estamos comprometidos com a modernização e expansão do porto, garantindo competitividade e eficiência para os próximos anos”, afirmou Pomini.

Com um cenário positivo e perspectivas promissoras, a APS permanece focada em novas melhorias operacionais, investimentos em infraestrutura e inovação, consolidando o Porto de Santos como o principal hub logístico da América do Sul.

Sobre a Autoridade Portuária de Santos

A Autoridade Portuária de Santos é uma empresa pública vinculada ao Ministério dos Portos e Aeroportos, responsável pelo planejamento logístico e administração do Porto Organizado de Santos, o maior da América Latina. Aproximadamente 30% das trocas comerciais brasileiras passam pelo complexo, localizado a 70 quilômetros da Grande São Paulo, com 53 terminais, sendo 39 arrendados, 8 retroportuários e 6 de uso privado (TUPs), distribuídos entre Santos e Guarujá.

FONTE: BoqNews
Autoridade Portuária de Santos registra superávit histórico em 2024 | Boqnews

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