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PIB: Desaceleração de indústria e serviços no fim do ano surpreende Fazenda

Crescimento do PIB divulgado pelo IBGE ficO crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, de 3,4%, ficou marginalmente abaixo daquele projetado pelo Ministério da Fazenda (3,5%).

Segundo a pasta, este movimento se deve à surpresa com a desaceleração dos setores de serviços e indústria no quarto trimestre do ano. Nota divulgada pela Secretaria de Política Econômica (SPE) da Fazenda destaca que no último trimestre do ano o PIB cresceu 0,2%, ficando abaixo da mediana de suas estimativas (0,4%), mas também inferior à expectativa do mercado (0,4%). “Em relação à projeção da SPE, surpreendeu a desaceleração da indústria e serviços .

O PIB agropecuário, por sua vez, veio em linha com as projeções da SPE”, escreve a secretaria. Na indústria, a surpresa negativa repercute menor crescimento da indústria extrativa e de transformação, em relação ao projetado, além da retração em eletricidade e gás, água e esgoto. Em serviços, a expansão inferior ao esperado é atribuída a quedas em serviços de informação e comunicação e atividades financeiras. Na leitura geral do crescimento em 2024, o Ministério indica que o avanço forte se deve a “impulsos positivos vindos do mercado de trabalho e crédito, além de políticas de estímulo ao desenvolvimento produtivo e sustentável”. Perspectivas Para o primeiro trimestre de 2025, a SPE prevê avanço no ritmo de crescimento.

O destaque positivo deve ser a agropecuária, repercutindo principalmente a colheita recorde de soja. Serviços também devem acelerar, com o reajuste do salário mínimo e avanço de atividades relacionadas à agropecuária, como os transportes e o comércio. A partir do segundo trimestre de 2025, a contribuição do setor agropecuário para o crescimento deverá se tornar negativa. Para a segunda metade do ano, a perspectiva é de que o ritmo de crescimento se mantenha próximo à estabilidade, refletindo menores impulsos vindos dos mercados de crédito e de trabalho em função do patamar contracionista da política monetária. Para o PIB de 2025, a SPE projeta atualmente expansão de 2,3%.

FONTE: CNN BRASIL
PIB: Desaceleração de indústria e serviços no fim do ano surpreende Fazenda | CNN Brasil

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Greve: caravanas às unidades aduaneiras recomeçam na próxima terça-feira (11)

Para marcar os 100 dias da greve dos Auditores-Fiscais, completados nesta quinta-feira (6), o Sindifisco Nacional inicia, na próxima semana, uma nova agenda de caravanas às principais unidades aduaneiras.

Essa é uma das ações de acirramento da mobilização definidas durante reunião realizada no dia 28 entre Direção Nacional, Comando Nacional de Mobilização (CNM) e Mesa do Conselho de Delegados Sindicais (CDS). Nesta sexta-feira (7), às 10h, haverá uma reunião ampliada do CNM, aberta a todos os Auditores-Fiscais, para avaliar o movimento e discutir as ações propostas para os próximos dias.

Além das visitas às aduanas, o objetivo das caravanas é promover a interlocução política nas diversas localidades. A agenda começa na próxima terça-feira (11) com a seguinte programação: Uruguaiana/São Borja (dias 11, 12 e 13), Paranaguá/Itajaí (dias 13 e 14), Santos (dias 11 e 12), Ponta Porã (dias 12 e 13), Mundo Novo e Guaíra (dias 12 e 13), Pacaraima/Boa Vista (dias 11 e 12), Rio Branco/Epitaciolândia (dias 11 e 12) e Macapá (data a confirmar).

As reuniões com setores estratégicos da Receita Federal, como Coordenação-Geral de Tributação (Cosit), Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros (Cetad), Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Fiscalização e Delegacias de Julgamento (DRJ), também serão retomadas. Outra estratégia é fortalecer o trabalho parlamentar, já realizado pela Direção Nacional, com a presença de integrantes dos comandos de mobilização. O objetivo é garantir apoio dos congressistas à greve da categoria e intensificar a pressão sobre governo pelo reajuste do vencimento básico.

FONTE: Sindifisco Nacional
Greve: caravanas às unidades aduaneiras recomeçam na próxima terça-feira (11)  – Sindifisco Nacional

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Greve completa 100 dias e Direção Nacional cobra atuação do ministro da Fazenda para resolução dos pleitos da categoria

Nesta quinta-feira (6), data em que a greve dos Auditores-Fiscais da Receita Federal completa 100 dias.

A Direção Nacional encaminhou ofício ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cobrando uma atuação efetiva junto ao governo federal para a construção de uma solução rápida que atenda às reivindicações da categoria (veja o documento aqui).

Em vídeo gravado na tarde desta quinta (6), o presidente do Sindifisco Nacional, Auditor-Fiscal Dão Real, afirma que a greve tem forte adesão da categoria, gerando impactos significativos. Ele ressalta que, ao contrário do que afirma o Ministério da Gestão e da Inovação (MGI), é de conhecimento público que não houve negociação salarial no âmbito do acordo que regulamentou o bônus de eficiência.

“Não vamos e não podemos recuar. Nós estamos lutando uma luta justa. É urgente o envolvimento da Receita Federal e do Ministério da Fazenda para uma solução rápida para o pleito dos Auditores-Fiscais junto ao governo e ao MGI”, afirma Dão Real. O presidente do Sindifisco Nacional reforça que o reajuste do vencimento básico é uma pauta que interessa a toda categoria, ativos e aposentados. “Todas as nossas conquistas decorreram de luta. Nós somos uma carreira e uma categoria que sabe lutar e sabe pressionar o governo quando é necessário. E é isso que precisamos fazer agora”.

O sindicato também enviou ofício aos governadores solicitando que intercedam junto ao governo federal pelo imediato cumprimento dos acordos estabelecidos com os Auditores-Fiscais, para que sejam normalizadas as operações da Receita Federal, garantindo a sustentabilidade da arrecadação estadual e municipal.

Nesta sexta-feira (7), haverá uma agenda com o deputado Gilberto Nascimento (PSD-SP), na capital paulista, para tratar das demandas da categoria. E a partir da próxima semana, a Direção Nacional começará a se reunir com lideranças no Congresso para tratar exclusivamente da greve da categoria.

Fonte: Sindifisco Nacional
Greve completa 100 dias e Direção Nacional cobra atuação do ministro da Fazenda para resolução dos pleitos da categoria – Sindifisco Nacional

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O ESPECIALISTA: Patrícia Soares

É com grande prazer que inauguro este espaço do ReConectaNews, dedicado a compartilhar informações sobre o segmento Reefer. De forma breve, me apresento: sou profissional da área desde 2006, com mais de 19 anos de experiência.

Comecei minha trajetória no maior produtor de proteína do mundo, o Grupo JBS, e hoje represento a EmergentCold LatAm, a maior empresa de soluções logísticas com temperatura controlada para alimentos da América Latina. Com essa bagagem, acredito poder contribuir com insights sobre o setor, embora reconheça que, em um ambiente tão dinâmico como o nosso, sempre há algo novo para aprender. Então, vamos ao setor de logística brasileiro, com suas dimensões continentais e complexidade, que tem ganhado destaque pela crescente demanda por soluções especializadas em transporte e armazenamento de cargas refrigeradas – as chamadas cargas “reefer”. Isso inclui alimentos perecíveis, medicamentos e outros produtos sensíveis à temperatura, que precisam de cuidados logísticos para garantir sua qualidade e integridade ao longo de toda a cadeia. 

Nos últimos anos, o Brasil tem visto um aumento significativo na demanda por cargas reefer. Somos um dos maiores produtores agrícolas do mundo e exportamos grandes quantidades de alimentos para mercados internacionais. Carne bovina, frango, frutas, legumes e derivados lácteos estão entre os itens que exigem armazenagem e transporte com controle rigoroso de temperatura nesse processo de exportação. 

Nesse cenário, o Brasil se destaca por sua infraestrutura portuária, com o Complexo Portuário de Itajaí, por exemplo, liderando as operações com cargas reefer e ocupando a segunda posição em movimentação de contêineres no país. Esse protagonismo coloca o Brasil em uma posição competitiva no comércio global, mas também traz desafios. 

A infraestrutura retroportuária, rodoviária e de armazenagem necessita de mais investimentos para atender às necessidades do setor. Da mesma forma, a falta de tecnologias de monitoramento, como sistemas de rastreamento em tempo real de temperatura e umidade, pode comprometer a qualidade das mercadorias e, consequentemente, a competitividade do Brasil no mercado internacional. 

E é justamente por isso que há uma grande tendência global na qual pequenos e grandes players desse segmento buscam armazenar e transportar com empresas especializadas, proporcionando, assim, que eles foquem apenas em seu principal negócio com uma visão estratégica, terceirizando toda a cadeia logística como uma solução inteligente, econômica e eficiente. 

Outro ponto desafiador é a capacitação de profissionais qualificados, tanto para o manuseio das cargas quanto para a gestão logística. Motoristas, operadores de armazéns e o time de gestão logística precisam de conhecimentos específicos para garantir que as cargas sejam armazenadas e transportadas com a máxima eficiência e sem prejuízo à sua integridade. Mais uma vez, isso reforça a necessidade de investimentos das empresas especializadas para atender à exigente demanda, tanto em volumes quanto em nível de qualidade de serviço. 

Apesar desses desafios, o futuro do segmento é promissor. Novas tecnologias têm trazido melhorias no monitoramento e controle das condições de temperatura, e soluções baseadas em inteligência artificial e Big Data estão sendo cada vez mais utilizadas. A crescente demanda por alimentos frescos e saudáveis, tanto no Brasil quanto no exterior, impulsiona a evolução dessas soluções de armazenagem e transporte refrigerado, criando oportunidades de mercado para as empresas brasileiras. 

Nesse sentido, caro leitor do ReConectaNews, apesar de o segmento de cargas reefer no Brasil ter muitos desafios, ele também possui um enorme potencial, pois é um fornecedor estratégico no mercado global. O desenvolvimento contínuo da infraestrutura, a capacitação dos profissionais e o avanço tecnológico são fundamentais para que o Brasil se mantenha competitivo nesse setor essencial. As empresas que se adaptarem a essas necessidades estarão melhor posicionadas para aproveitar as oportunidades e atender com eficiência os importadores no exterior, parceiros comerciais ao redor do mundo, assim como os consumidores extremamente exigentes no mercado interno. 

 

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Após tarifas dos EUA, México busca compradores na Ásia e Europa para petróleo bruto

No ano passado, a Pemex exportou 806.000 barris por dia (bpd) de petróleo bruto, dos quais 57% foram para os Estados Unidos

A petroleira estatal mexicana Pemex está em negociações com possíveis compradores na Ásia, incluindo a China, e na Europa, conforme busca mercados alternativos para seu petróleo bruto depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, impôs tarifas sobre importações, disse uma autoridade sênior do governo mexicano.

Trump implementou nesta semana tarifas de 25% sobre produtos do México e do Canadá. Enquanto o petróleo canadense ganhou exceção de uma taxa de 10%, o petróleo mexicano deve ser taxado em 25%.

Tarifas de Trump trazem volatilidade no curto prazo, mas podem abrir portas ao Brasil

O presidente americano confirmou uma tarifa de 25% sobre importações de Canadá e México, e dobrou a tarifa sobre produtos chineses; agronegócio nacional pode se favorecer com a guerra comercial

No ano passado, a Pemex exportou 806.000 barris por dia (bpd) de petróleo bruto, dos quais 57% foram para os Estados Unidos. Em janeiro, as exportações caíram 44% em relação ao ano anterior, para 532.404 bpd, o nível mais baixo em décadas.

Embora o México já envie cargas de petróleo bruto para a Europa e a Ásia — em especial para Índia e Coreia do Sul, de acordo com dados da Kpler –, seu vizinho do norte recebe a maior parte das exportações do carro-chefe, o heavy sour Maya.

O funcionário do governo disse que a Pemex estava conversando com possíveis novos compradores em mercados fora dos EUA, falando sob condição de anonimato porque as conversas são comercialmente sensíveis.

“O bom é que há apetite pelo petróleo bruto mexicano na Europa, Índia e Ásia”, disse ele. “Há demanda por petróleo bruto pesado e bruto Pemex.”

O funcionário disse que os possíveis compradores chineses estavam “muito interessados” nas conversas iniciais, acrescentando que “a demanda decidirá como esses fluxos serão redirecionados”.

Duas fontes da PMI Comercio Internacional, braço comercial da Pemex, confirmaram à Reuters que China, Índia, Coreia do Sul e até mesmo Japão seriam mercados adequados para o que a Pemex produz diante das tarifas, apesar dos custos mais altos de transporte.

Um desses traders disse que “somente a Ásia” poderia receber o volume que não foi enviado aos EUA, dado o tipo de refinarias que operam lá, já que elas devem ser capazes de processar o tipo específico de petróleo bruto. Nem a Pemex nem seu braço comercial responderam imediatamente a um pedido de comentário.

Sem descontos

Durante semanas, traders especularam se a empresa de energia mais endividada do mundo daria um desconto a seus clientes norte-americanos, enquanto tenta mantê-los diante das tarifas.

No entanto, o funcionário do governo descartou categoricamente essa concessão e disse que, quando os contratos atuais com os clientes dos EUA expirarem neste mês, os navios provavelmente irão para Ásia e Europa. Os compradores nos EUA não discutiram a rescisão dos contratos, acrescentou a fonte. As duas fontes do braço comercial também confirmaram que não havia planos de aplicar descontos para tornar suas exportações mais competitivas.

FONTE: InfoMoney
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Brasil pode ocupar espaço dos EUA no comércio com a China

Exportações de grãos, soja e milho, e de proteínas devem ser beneficiadas com a guerra comercial entre os países

Relatório do Itaú BBA confirma que o Brasil poderá ser beneficiado na guerra comercial entre Estados Unidos e China, agravada desde a posse do presidente americano Donald Trump, no dia 20 de janeiro. De acordo com relatório dos analistas Gustavo Troyano e Bruno Tomazetto, o enfrentamento tributário entre as duas nações deverá provocar pressão descendente sobre as exportações agrícolas dos EUA, ajustes de preços no mercado global de grãos e proteínas e redirecionamento da oferta.

Ao mesmo tempo em que o cenário favorece a ampliação de presença do agro nacional no mercado chinês, há possibilidade de elevação de preços dos grãos no Brasil. Por fim, o estudo indica eventual aumento da volatilidade do mercado de commodities em meio à escalada de tarifas.

Proteínas e grãos

Proteínas, principalmente carne bovina, grãos, com destaque para soja e milho, são os setores com potencial para ocupar o espaço aberto pela perda de competitividade dos exportadores americanos.

Em resposta à medidas comerciais determinadas por Trump, Pequim anunciou aumento nas tarifas de importação sobre produtos agrícolas americanos. As novas tarifas incluem um aumento de 15% em aves, trigo, milho e algodão, e um aumento de 10% para carne bovina, suína, soja, sorgo, laticínios, frutos do mar, entre outros. As medidas entrarão em vigor a partir da próxima segunda-feira, dia 10.

“A mudança na demanda deve reforçar a posição do Brasil como um fornecedor-chave de grãos e carne para a China, mas também pode aumentar a volatilidade dos preços nos mercados agrícolas globais, particularmente à medida que os exportadores dos EUA buscam destinos alternativos”, diz o relatório.

Assim, em contrapartida ao ganho adicional no mercado de proteínas, haveria aumento de custos de ração, repetindo fenômeno ocorrido em 2018, durante o primeiro mandato de Trump, quando o presidente americano deu início ao confronto comercial. “O prêmio dos grãos brasileiros pode aumentar devido ao aumento da demanda da China, tornando os custos da ração mais caros para os produtores locais de proteína”, explica o texto.

Percentuais de participação

Atualmente, a China é o destino de 50% das exportações de soja dos Estados Unidos. A China importa 90% do consumo doméstico da oleaginosa, com o país da América Norte sendo responsável por 23% desse abastecimento. Outro produto negociado entre os dois países é algodão, com a nação asiática absorvendo 37% do total embarcado pelos EUA.

Conforme o relatório, em escala global, 17%, 10% e 2% do fluxo comercial de soja, algodão e carne bovina está concentrado entre as exportações dos EUA enviadas para a China, sugerindo potenciais ventos favoráveis para grandes exportadores secundários.

Nesses produtos, o Brasil representa quase 60%, 30% e 25% da produção global total e 40%, 15% e 20% das exportações globais totais. Atualmente, as exportações brasileiras para a China nessas categorias respondem por 70%, 35% e 50% das exportações totais e 70%, 40% e 45% das importações chinesas em 2024.

Em Porto Alegre

Itaú BBA cita as empresas SLC, com sede em Porto Alegre, e BrasilAgro como os principais players brasileiros beneficiados no contexto. A guerra comercial afasta ainda, conforme o estudo, a possibilidade de a China suspender embarques de soja brasileira em razão de restrições sanitárias.

“O cenário macro não parece ideal para uma proibição generalizada de importações chinesas do Brasil, como algumas notícias apontaram há um mês, e qualquer medida deve ser abordada com cautela em meio a incertezas relacionadas ao risco de sanções no relacionamento comercial entre os EUA e a China”, escrevem os analistas.

Lançadas em janeiro, as investigações chinesas sobre a produção de soja brasileira devem durar oito meses.

FONTE: .Correio do Povo
Brasil pode ocupar espaço dos EUA no comércio com a China

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Tarifas impostas por Donald Trump podem afetar mercado automotivo Brasileiro

Em 2025, as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre importações do Canadá e do México continuam a gerar preocupações no setor automotivo brasileiro.

As medidas, que visam incentivar a produção interna norte-americana, têm potencial para afetar significativamente a economia brasileira, especialmente no que diz respeito aos custos de produção e preços finais dos veículos.

As tarifas de 25% aplicadas pelos EUA foram temporariamente suspensas para veículos do Acordo Estados Unidos-México-Canadá, mas devem ser retomadas em breve. Essa situação coloca o Brasil em uma posição delicada, uma vez que o país pode enfrentar um aumento nos custos de importação de peças e componentes automotivos, impactando a competitividade das montadoras locais.

Como as tarifas afetam o Brasil?

O Brasil, que já enfrenta desafios econômicos internos, pode ver suas exportações reduzidas caso os Estados Unidos decidam aplicar tarifas recíprocas. Isso afetaria não apenas o setor automotivo, mas também outras indústrias que dependem de exportações para os EUA. O aumento nos custos de importação de materiais como aço e componentes eletrônicos poderia elevar os preços dos veículos no mercado interno.

Além disso, o setor de siderurgia brasileiro, que não é autossuficiente, pode sofrer com a redução das exportações para os Estados Unidos. A Gerdau USA, por exemplo, importa semiacabados para finalizar a laminação nos EUA, e qualquer mudança nas tarifas pode impactar diretamente essa operação.

Quais são as consequências para o consumidor brasileiro?

Para o consumidor brasileiro, o impacto mais imediato seria o aumento dos preços dos veículos. Com a elevação dos custos de produção, as montadoras podem repassar esses custos aos consumidores finais. Além disso, a presença de carros chineses no mercado brasileiro, que têm estratégias agressivas de precificação, pode ser afetada, resultando em um aumento geral nos preços dos veículos.

O mercado automotivo brasileiro já enfrenta uma concorrência acirrada, com 44 marcas disputando um espaço limitado. A entrada de novas montadoras chinesas em 2025, com modelos eletrificados, pode alterar ainda mais a dinâmica do mercado, exigindo que as empresas ajustem suas estratégias para se manterem competitivas.

Tarifas impostas por Donald Trump podem afetar mercado automotivo Brasileiro
Imagem de carros – Créditos: depositphotos.com / welcomia

Como as montadoras brasileiras podem reagir?

As montadoras brasileiras precisam adotar estratégias eficazes para lidar com os desafios impostos pelas tarifas dos EUA. Isso inclui a busca por fornecedores alternativos, a otimização de processos de produção e a adaptação às novas condições de mercado. Além disso, é essencial que as empresas mantenham um diálogo aberto com o governo para buscar soluções que minimizem os impactos econômicos.

Os especialistas sugerem que, para enfrentar as incertezas do mercado, as montadoras devem focar em inovação e eficiência. A introdução de veículos eletrificados e a adaptação às novas demandas dos consumidores podem ser caminhos viáveis para manter a competitividade no cenário global.

O futuro do setor automotivo brasileiro

O futuro do setor automotivo brasileiro dependerá de como o país e suas indústrias se adaptam às mudanças no cenário internacional. As tarifas dos EUA representam um desafio significativo, mas também uma oportunidade para o Brasil fortalecer sua indústria automotiva e buscar novas parcerias comerciais.

Em um mundo cada vez mais globalizado, a capacidade de adaptação e inovação será crucial para o sucesso das montadoras brasileiras. Com uma abordagem estratégica e colaborativa, o Brasil pode superar os desafios impostos pelas tarifas e continuar a crescer no mercado automotivo global.

FONTE: Terra Brasil Notícias
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Porto seco entre SC e Argentina tem movimento recorde de caminhões

Movimento de caminhões cresceu 47,4% em 2024, com certo equilíbrio entre importações e exportações

Um dos fatos novos positivos da logística em Santa Catarina é o movimento recorde de caminhões no porto seco de Dionísio Cerqueira, na divisa entre Santa Catarina e a Argentina. Em 2024, passaram pelo terminal 23.014 de caminhões, 47,4% mais do que no ano anterior. A alfândega sob concessão da Multilog recebeu 12.744 veículos no regime de importação e 10.270 veículos no regime de exportação.

O que mais impactou essa expansão foi a exigência, do governo do Estado, de que 20% das cargas com incentivo fiscal catarinense que entram por terra têm que passar por Dionísio Cerqueira, divisa de SC com a Argentina.

Para o empresário do setor de comércio exterior, Marcelo Pibernat, dá uma média de mais de 60 caminhões por dia, o que é um bom começo para a nova alfândega de Dionísio Cerqueira.

Os 23 mil caminhões representam cerca de 6% do fluxo terrestre do Brasil e Argentina, observou o empresário em webinar da Federação das Indústrias de SC (Fiesc) há poucos dias. A expectativa é de que esse movimento cresça com as medidas mais liberais de negócios adotadas pelo novo governo da Argentina.

A qualidade dos serviços alfandegários da concessionária privada que assumiu em 7 de dezembro de 2023 o porto seco de Dionísio Cerqueira também influíram. No começo das operações foi necessária uma adaptação, mas agora o comércio flui melhor.

Pela divisa de SC com a Argentina pelo porto de Dionísio Cerqueira também passa uma parte dos turistas que visitam Santa Catarina por terra, com automóvel próprio.

A Multilog, que é um dos principais grupos de logística para portos secos Brasil, também registrou movimento crescente nos portos das divisas do Rio Grande do Sul com a Argentina em Uruguaiana, Jaguarão e Santana do Livramento; e com o Paraná em Foz do Iguaçu.

Em Jaguarão, foram 33.653 veículos, 1,2% mais do que no ano anterior. Em Foz do Iguaçu, foram 196.599 caminhões, 11,6% mais do que no ano anterior. Em Uruguaiana, o movimento de 2024 alcançou 134.511 caminhões, 2,6% mais; e Santana do Livramento chegaram 12.823 veículos, 13,2% mais do que no ano anterior.

FONTE: Portal tri
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Trump adia tarifas de importação sobre produtos do Canadá para abril

A decisão de Donald Trump ocorre após pressão de setores econômicos; tarifas de 25% foram adiadas até abril

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu nesta quinta-feira (6/3) adiar a imposição de tarifas sobre produtos importados do Canadá. A medida, que previa sobretaxas de 25%, poderia ter um impacto significativo nas relações comerciais entre os dois países. A decisão ocorre em um momento de crescente tensão econômica e comercial. Trump vinha justificando as tarifas como parte de uma estratégia protecionista para combater práticas que considera desleais no comércio exterior. No entanto, diante da forte reação do setor produtivo e da possibilidade de retaliações por parte do Canadá, a Casa Branca optou por postergar a implementação da medida até abril.


As tarifas prometidas por Trump

  • Na terça-feira (4/3), Trump anunciou que as tarifas seriam aplicadas aos produtos canadenses e mexicanos, além das importações da China, que também estavam na mira do governo republicano.
  • O presidente dos EUA tem usado tarifas como ferramenta de pressão contra seus parceiros comerciais, argumentando que Canadá e México não fazem o suficiente para conter a imigração ilegal e o tráfico de drogas para os EUA.
  • As tarifas sobre produtos canadenses e mexicanos foram fixadas em 25%, enquanto as da China dobraram para 20%. Em resposta, o governo chinês anunciou a aplicação de tarifas sobre determinados produtos norte-americanos.

Inicialmente, Trump havia sinalizado adiamento das tarifas somente ao México. A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, chegou a agradecer o republicano por um telefonema “excelente e respeitoso”, e destacou que seu governo investirá na segurança e na imigração, após Washington reduzir as tarifas comerciais impostas ao país.

No caso do Canadá, no entanto, Trump demonstrou maior resistência. Na quarta-feira (5/3), o presidente norte-americano declarou não estar “convencido” de que o governo canadense, liderado pelo primeiro-ministro Justin Trudeau, tomou medidas eficazes para conter o fluxo de imigrantes ilegais e o tráfico de fentanil para os EUA. Apesar das críticas, Trump acabou recuando e anunciou o adiamento das tarifas.

FONTE: Metrópoles
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Para baratear alimentos, governo anuncia ações em parceria com setor privado

Iniciativas zeram impostos de importação de itens como café, azeite, óleo, milho, biscoitos, macarrão e carne

Após diversas reuniões com empresários, produtores, agricultores e integrantes do setor produtivo, o Governo Federal anunciou nesta quinta-feira, 6 de março, medidas para baratear os preços dos alimentos ao consumidor final. As ações zeram impostos de importação de itens considerados essenciais, como café, azeite, açúcar, milho, óleo de girassol, sardinha, biscoitos, macarrão e carnes.

O anúncio foi feito pelo vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin, após reunião comandada pelo presidente Lula com os ministros Carlos Fávaro (Agricultura), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), Rui Costa (Casa Civil), Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social) e Dario Durigan, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, além do próprio Alckmin (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços).

“São medidas para reduzir preços, para favorecer o cidadão e a cidadã, para que ele possa manter o seu poder de compra, possa ter a sua cesta básica com preço melhor. Isso também acaba estimulando o setor produtivo e o comércio. Todas elas são medidas, desde regulatórias até medidas tributárias, em que o governo está deixando de arrecadar, abrindo mão de imposto para favorecer a redução de preço”, ressaltou Alckmin.

AMPLIAÇÃO –Uma ação no plano regulatório envolve a extensão do Serviço de Inspeção Municipal (SIM). O intuito é possibilitar, pelo período de um ano, a comercialização em todo o território nacional dos produtos que já foram devidamente certificados no âmbito municipal. A medida alcança itens como leite fluido, mel e ovos.

“Vamos, por um ano, dar os efeitos do SIM para todo o território brasileiro. Então, aqueles produtos que já não correm nenhum risco de precarização sanitária – sem nenhum risco à qualidade dos alimentos – a gente vai dar esse efeito”, detalhou o ministro Carlos Fávaro, pontuando que o objetivo da medida é dar competitividade e oportunidade para os produtos da agricultura familiar brasileira.

FORMAÇÃO DE ESTOQUES –No Plano Safra, haverá estímulo à produção de itens da cesta básica e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai investir na formação de estoques reguladores. “Teremos um conjunto de produtos que serão subsidiados para oferecer para a sociedade brasileira, centrando na cesta básica. Além da cesta básica, vimos que tem alguns produtos da agricultura que podem ser insumos para a indústria e são importados. Eles também serão subsidiados”, afirmou Paulo Teixeira.

Medidas para baratear alimentos

Medidas regulatórias

  • Expansão do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI) dos atuais 1.500 municípios para 3.000, abrangendo a certificação de leite fluido, mel, ovos e outros produtos.
  • Previsão, no Plano Safra, de medidas de estímulo para produtos da cesta básica, bem como os óleos de canola e de girassol, que são culturas de inverno.
  • Formação de estoques reguladores pela Conab, após a queda dos preços.
  • Sensibilização dos governos estaduais para que, os que ainda não o fizeram, zerem o ICMS cobrado sobre os produtos da cesta básica.

Medidas de política comercial

1. Tarifas de importação zerada

  • Azeite: (hoje, 9%)
  • Milho: (hoje, 7,2%)
  • Óleo de girassol: (hoje, até 9%)
  • Sardinha: (hoje, 32%)
  • Biscoitos: (hoje, 16,2%)
  • Massas alimentícias (macarrão):(hoje, 14,4%)
  • Café: (hoje, 9%)
  • Carnes: (hoje, até 10,8%)
  • Açúcar: (hoje, até 14%)

2. Elevação da cota de importação do óleo de palma (de 60 para 150 mil toneladas).

Agricultura e Pecuária
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