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Corrente de comércio atinge US$ 94,57 bi no primeiro bimestre de 2025, crescimento de 6,5% em relação a 2024

As exportações brasileiras em janeiro e fevereiro somaram US$ 48,25 bilhões e as importações, US$ 46,32 bilhões, resultando em um saldo comercial positivo de US$ 1,93 bilhão.

A corrente de comércio totalizou US$ 94,57 bilhões, um aumento de 6,5% em relação ao mesmo período de 2024. Os dados fazem parte da Balança Comercial de Fevereiro, apresentada nesta sexta-feira (7/3) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) em entrevista coletiva.

No mês de fevereiro de 2025, as exportações somaram US$ 22,93 bilhões e as importações, US$ 23,25 bilhões, resultando em um saldo comercial negativo de US$ 0,32 bilhão. A corrente de comércio totalizou US$ 46,18 bilhões, representando um crescimento de 11,1% na comparação com fevereiro de 2024.

O valor exportado de US$ 22,93 bilhões representa uma queda de 1,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior (US$ 23,35 bilhões). Enquanto isso, as importações cresceram 27,6% em relação a fevereiro de 2024 (US$ 18,22 bilhões). Na importação, o resultado foi impulsionado pela compra de uma plataforma de petróleo no valor de US$ 2,7 bilhões. A plataforma de exploração de petróleo teve a China como país de origem.

A indústria de transformação se destacou nas exportações, com crescimento de 8,1% no mês. Entre os principais produtos industriais exportados, celulose e carnes apresentaram aumento. No acumulado do ano, a indústria de transformação teve crescimento de 3,7%.

Exportações e importações por Setor e Produtos

No mês de fevereiro/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores na exportação foi o seguinte: crescimentos de US$ 1,02 bilhão (8,1%) em produtos da Indústria de Transformação; e de US$ 0,06 bilhão (1,3%) em produtos da Agropecuária; e queda de US$ 1,53 bilhão (-26,4%) na Indústria Extrativa.

Nas importações, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimentos de US$ 5,12 bilhões (31,0%) em produtos da Indústria de Transformação; e de US$ 0,12 bilhão (30,4%) na Agropecuária; e queda de US$ 0,22 bilhão (-18,9%) na Indústria Extrativa.

Já no acumulado de janeiro e fevereiro de 2025, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 0,99 bilhão (3,7%) em produtos da Indústria de Transformação; e quedas de US$ 0,37 bilhão (-4,1%) em produtos da Agropecuária; e de US$ 2,45 bilhões (-17,6%) na Indústria Extrativa;

Nas importações, o desempenho dos setores no acumulado do ano foi o seguinte: crescimentos de US$ 7,65 bilhões (21,8%) em produtos da Indústria de Transformação; e de US$ 0,23 bilhão (24,8%) na Agropecuária; e queda de US$ 0,33 bilhão (-13,7%) na Indústria Extrativa.

Balança Comercial Mensal – Dados Consolidados

As exportações para os Estados Unidos cresceram 22,9%, para a Argentina 54,0% e para o Canadá 44,2%. Em contrapartida, houve quedas nas exportações para a China (-21,6%), Emirados Árabes Unidos (-49,6%) e Coreia do Sul (-56,5%).

Acesse a íntegra da Balança Comercial

FONTE: MDIC.gov
Corrente de comércio atinge US$ 94,57 bi no primeiro bimestre de 2025, crescimento de 6,5% em relação a 2024 — Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Importações superam exportações brasileiras em fevereiro e balança comercial fica negativa

A balança comercial brasileira registrou em fevereiro de 2025 saldo negativo de US$ 324 milhões, calculado a partir de US$ 22,929 bilhões em exportações e US$ 23,253 bilhões em importações.

É o primeiro déficit registrado desde janeiro de 2022, quando foi registrado saldo negativo de US$ 59 milhões. O resultado foi impactado por uma queda de 1,8% no valor exportado em relação ao mesmo mês do ano anterior. O recuo de 26,4% (US$ 1,53 bilhão) no valor exportado pela indústria extrativa foi o determinante para o impacto, enquanto agropecuária cresceu 1,3% (US$ 60 milhões) e indústria de transformação, 8,1% (US$ 1,02 bilhão).

Houve queda tanto no volume quanto no preço dos óleos brutos de petróleo e do minério de ferro. Já a indústria de transformação, destaque positivo do mês, foi alavancada pela celulose e carnes. No acumulado do ano, a indústria de transformação teve crescimento de 3,7% (US$ 99 milhões).Plataforma de petróleo alavanca importações

Pelo lado das importações, no acumulado do ano, o desempenho das importações foi impulsionado pela compra de uma plataforma de petróleo no valor de US$ 2,7 bilhões. Sem a plataforma, haveria uma importação de US$ 20,6 bilhões, valor mais próximo do registrado em fevereiro nos anos anteriores.

A plataforma de exploração de petróleo teve a China como país de origem. Assim, houve crescimento de 21,8% (US$ 7,65 bilhões) na indústria de transformação e de 24,8% (US$ 230 milhões) na agropecuária, além de queda de 13,7% (cerca de US$ 330 milhões) na indústria extrativa.

‘Efeito Trump’ ainda não é observado

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), os saldos do Brasil tem apresentado uma tendência de retração, porém ainda não é esperado que o registro de déficit torne-se frequente.

Diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do órgão, Herlon Brandão comentou em coletiva de imprensa que considera improvável mesmo que a guerra tarifária acirrada recentemente por Donald Trump tenha impacto sobre os números. “A exportação é muito superior a importação já há vários anos”, disse. “Uma mudança em um parceiro comercial não é o suficiente para reverter essa tendência que já vem de anos.”

Brandão descartou também impactos da medida do governo que isenta de impostos uma série de alimentos importados. A iniciativa foi tomada como forma de tentar frear a inflação.

O MDIC divulga anualmente sua projeção para a balança comercial do ano em abril. A expectativa é de que seja calculado novamente um superávit comercial.

FONTE: Isto É Dinheiro
Importações superam exportações brasileiras em fevereiro e balança comercial fica negativa – ISTOÉ DINHEIRO

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Brasil fecha 2024 com recorde de 28.847 empresas exportadoras

Dados fazem parte do relatório Exportação e Importação por Porte Fiscal das Empresas, divulgado pela Secretaria de Comércio Exterior do MDIC

O Brasil encerrou 2024 com recorde de 28.847 empresas exportadoras, registrando um aumento de 1,1% em relação ao ano anterior. O crescimento ocorre após a alta de 2% em 2023, que havia sido o recorde até então, com 28.524 empresas. Esses dados constam do relatório Exportação e Importação por Porte Fiscal das Empresas, elaborado pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Com o objetivo de ampliar as estatísticas de comércio exterior, explorando características de porte fiscal das empresas exportadoras e importadoras do Brasil, o relatório permite identificar qual é o contingente de microempresas, microempreendedores individuais (MEI), empresas de pequeno porte (EPP) e empresas médias ou grandes operando no comércio exterior no Brasil.

“Conhecer o perfil das empresas exportadoras brasileiras é fundamental para darmos sequência aos programas que o governo federal tem desenvolvido para a promoção do setor produtivo e exportador. Um exemplo é o Acredita Exportação, aprovado pela Câmara dos Deputados na semana passada e que vai impulsionar as empresas de pequeno porte, devolvendo o equivalente a 3% de suas receitas de exportação”, afirmou o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin.

A maior parte dos exportadores, 59,5%, é de médias ou grandes empresas, que somam 17.172, segmento que apresentou o maior crescimento frente a 2023, tendo aumentado 2%. As empresas de pequeno porte também mostraram evolução, de 1,5%, chegando a 5.480 no fim de 2024. Já as microempresas e as MEI somaram 5.952 empresas, compondo o total com 243 empresas classificadas como outras.

“Essa radiografia marca mais um recorde para o comércio exterior brasileiro. O crescimento no número de empresas exportadoras tem sido consistente, em linha com os esforços do governo federal em fortalecer a cultura exportadora e gerar novas oportunidades para empreendedores do país”, avaliou a secretária do Comércio Exterior, Tatiana Prazeres.

Considerando a estratificação das empresas por setores, entre as microempresas e empresas de pequeno porte, o maior crescimento se deu na indústria extrativa, com 8,1% e 2%, respectivamente, no último ano. E no caso das médias e grandes empresas, a ampliação foi maior na agropecuária, com 5,9% de crescimento em 2024. A indústria de transformação, no entanto, continua a ser o setor preponderante para todos os portes, com 80% ou mais das empresas exportando bens industriais.

No relatório, também é possível identificar os números por porte e por países de destino e origem das exportações e importações e ainda as empresas atuantes no comércio exterior por regiões e estados brasileiros.

FONTE: MDIC.gov
Brasil fecha 2024 com recorde de 28.847 empresas exportadoras — Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

 

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Mulheres no Comércio Exterior: desafios, oportunidades e o impacto do Divas do Comex Mulheres no Comércio Exterior: desafios, oportunidades e o impacto do Divas do Comex

No dia 10 de março de 2025, mais um encontro está marcado para fortalecer essa rede e impulsionar novas oportunidades para mulheres do setor. 

O comércio exterior brasileiro tem um forte protagonismo feminino: 58% dos profissionais do setor são mulheres. No entanto, os desafios ainda são grandes. A desigualdade salarial persiste, com mulheres ganhando, em média, 28,4% menos que os homens, e a ocupação de cargos de liderança ainda é baixa – apenas 13% das profissionais são proprietárias de negócios e apenas 20% das empresas exportadoras são lideradas por mulheres. 

Diante desse cenário, fortalecer a presença feminina no setor é essencial para uma economia global mais justa e próspera. Felizmente, iniciativas como o Workshop Mulheres no Comércio Internacional, vinculado ao G20, têm colocado esse tema em evidência, promovendo ações concretas para ampliar as oportunidades femininas no comércio exterior. 

Mas além das políticas públicas e iniciativas institucionais, o fortalecimento das mulheres no setor acontece também por meio da conexão e do apoio mútuo. É exatamente esse o propósito do Movimento Divas do Comex, idealizado por Renata Palmeira, CEO do site ReConecta News. 

Nos últimos dois anos, o Divas do Comex já conectou mais de mil mulheres em encontros voltados para networking, desenvolvimento profissional e trocas de experiências. E no dia 10 de março de 2025, mais um encontro está marcado para fortalecer essa rede e impulsionar novas oportunidades para mulheres do setor.  

📅 Quando? 10 de março – a partir das 18h
📍 Onde? Absolute Business & Hotel – R. Dr. Pedro Ferreira, 333 – Centro, Itajaí 

Se você é mulher e atua no comércio exterior, essa é uma oportunidade imperdível para se conectar com outras profissionais, ampliar seus conhecimentos e fortalecer sua presença no mercado. 

🚀 Vamos juntas transformar o comércio exterior em um espaço mais inclusivo e equitativo? Marque aqui uma mulher incrível que precisa conhecer esse movimento! 💜 

Confira a programação e faça a sua inscrição no link:
https://meuingresso.com.br/divas-mes-da-mulher__13725/  

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Lula deve vir à SC assinar contrato de R$ 5 bilhões para o porto de Itajaí

A presença do governador Jorginho na agenda de Lula em Itajaí não é esperada

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve vir à Santa Catarina no dia 20 de março. Sua visita deve selar um contrato de financiamento com o estaleiro itajaiense Detroit para a construção de quatro navios do tipo PSV, de apoio marítimo a plataformas de petróleo da Petrobras.

De acordo com informações prévias, os recursos sairão do Fundo da Marinha Mercante (FMM) e o valor é de R$ 1,4 bilhão. O financiamento faz parte de um pacote de R$ 10,5 bilhões aprovados pelo FMM para o setor naval.

Lula deve vir à SC assinar contrato de R$ 5 bilhões para o porto de Itajaí
Foto: Reprodução

Na visita de Lula ao estado ainda há a expectativa de que outros investimentos federais no estado e no Porto de Itajaí também sejam anunciados. Porém a data da visita ainda não está fechada, a secretaria de Comunicação da Presidência da República ainda não confirmou a vinda.

Contudo, na semana passado, o presidente informou que deve vir ao Estado “Eu vou também no Porto de Itajaí fazer aquilo que tem que ser feito, porque o porto ficou parado quase dois anos. Nós vamos colocar aquele porto, que é o segundo de contêiner do Brasil, para funcionar”, disse o presidente, em um evento em São Paulo.

Jorginho Mello não deve comparecer

Entretanto, a presença do governador Jorginho na agenda de Lula em Itajaí não é esperada. Na semana passada, ele rebateu a alfinetada de Lula sobre ser “o governador que mais fala mal de mim” criticando o presidente pela federalização do Porto de Itajaí.

“Disseram que eu falo mal, mas a verdade é que nunca houve entrega de nada para Santa Catarina. O dia que isso acontecer, estarei lá na inauguração, reconhecendo e apoiando. Mas, até agora, não há nada para bater palma”, afirmou Jorginho.

Além dos navios contratados pro estaleiro Detroit, outras oito embarcações deverão ser fabricadas pelo estaleiro Navship, de Navegantes, com orçamento de R$ 3,1 bilhões.

FONTE: Guararema News
Lula deve vir à SC assinar contrato de R$ 5 bilhões para o porto de Itajaí – Guararema News

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China anuncia medidas para fortalecer abertura econômica e comércio exterior

China adota medidas para expandir comércio exterior, atrair investimento estrangeiro e fortalecer a Iniciativa Cinturão e Rota

O primeiro-ministro do Conselho de Estado da China, Li Qiang, apresentou nesta quarta-feira, 5, o relatório de trabalho do governo. Entre as prioridades, estão a expansão da abertura econômica, a estabilização do comércio exterior e o incentivo ao investimento estrangeiro. O governo chinês reafirmou seu compromisso com a política de abertura, independentemente das mudanças no cenário internacional, e anunciou medidas para fortalecer o comércio e a cooperação global.

Estímulo ao comércio exterior

Para impulsionar o setor, o governo pretende reforçar as políticas de estabilização do comércio exterior, apoiando empresas na captação de pedidos e na expansão para novos mercados. Estão previstas melhorias nos serviços financeiros, ampliação do seguro de crédito à exportação e incentivo à participação de empresas em feiras internacionais.

Outras iniciativas incluem o desenvolvimento do comércio eletrônico transfronteiriço, a modernização da logística de entregas internacionais e a ampliação da infraestrutura de armazéns no exterior. A China também pretende expandir as funções das zonas de cooperação econômica internacionais e fomentar o comércio de produtos intermediários. Além disso, será promovida a inovação no comércio de serviços, incentivando tanto a exportação quanto a importação de serviços de alta qualidade.

O país dará destaque à realização de grandes feiras internacionais, como a Feira de Importação da China (CIIE), a Feira de Cantão e a Feira de Comércio Digital, além de aprimorar a cooperação alfandegária para facilitar o comércio global.

Atração de investimento estrangeiro

O governo chinês também anunciou medidas para atrair mais investimentos estrangeiros, incluindo a ampliação da abertura do setor de serviços por meio de projetos-piloto. Áreas como internet, cultura, telecomunicações, saúde e educação terão maior flexibilidade para entrada de investidores internacionais.

Empresas estrangeiras terão incentivos para ampliar reinvestimentos e participar de colaborações em cadeias de suprimentos. Além disso, o governo garantirá tratamento igualitário a essas empresas no acesso a recursos, licenças e compras governamentais.

A China também pretende fortalecer as zonas de livre comércio, expandir as políticas de desenvolvimento aberto e aprimorar o ambiente de negócios, tornando-o mais competitivo e atrativo para empresas internacionais.

Fortalecimento da Iniciativa Cinturão e Rota

Outro ponto de destaque do relatório foi a continuidade dos investimentos na Iniciativa Cinturão e Rota. O governo pretende coordenar grandes projetos emblemáticos e iniciativas menores voltadas para o bem-estar social, criando modelos de cooperação bem-sucedidos.

O transporte internacional também receberá atenção especial, com ações para garantir a operação eficiente dos trens China-Europa e acelerar a construção do Novo Corredor Internacional de Transporte Terrestre-Marítimo. Além disso, serão aprimorados os serviços integrados para empresas chinesas no exterior, incluindo suporte jurídico, financeiro e logístico.

Acordos multilaterais e cooperação global

A China seguirá ampliando sua rede de zonas de livre comércio, promovendo a assinatura do acordo de atualização 3.0 da Zona de Livre Comércio China-ASEAN e buscando adesão a acordos internacionais como o Acordo de Parceria em Economia Digital (DEPA) e o Acordo Abrangente e Progressivo para a Parceria Transpacífica (CPTPP).

O país também reafirmou seu compromisso com o sistema de comércio multilateral liderado pela Organização Mundial do Comércio (OMC), defendendo uma maior integração econômica global e promovendo o desenvolvimento comum com outras nações.

FONTE: EXAME
China anuncia medidas para fortalecer abertura econômica e comércio exterior | Exame

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Guerra comercial pode aumentar demanda por produtos do Brasil, mas logística é entrave, diz Anec

Efeitos da disputa entre EUA e China serão sentidos no mercado de grãos

“Esse cenário [de guerra comercial] pode aumentar a demanda pelos produtos brasileiros, mas o país pode não usufruir totalmente dessa oportunidade de mercado, já que a logística interna ainda é um fator limitante no escoamento da produção”, afirmou a entidade, em boletim.

Em resposta às taxas de 20% para produtos chineses anunciadas por Donald Trump, o país asiático impôs tarifas de 15% sobre milho, trigo, frango e algodão, além de 10% sobre soja, sorgo, carne bovina e carne suína que vem dos EUA. As medidas devem entrar em vigor a partir de 10 de março.

A Anec lembra, também, que os efeitos da guerra comercial entre os dois países serão sentidos no mercado de grãos, com possíveis impactos para os preços na bolsa de Chicago e também nos prêmios de exportação praticados nos portos brasileiros.

“Esse efeito ainda está em definição, embora, no curto prazo, os prêmios de exportação já tenham melhorado. Além disso, nos primeiros dois meses do ano, a China reduziu suas importações dos EUA e aumentou as compras do Brasil, que agora representam 79% das suas aquisições no mesmo período”.

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Frente Brasil-Asean será lançada com foco na exportação à Ásia

Deputado Waldemar Oliveira diz que a bancada buscará alternativas para a venda de bens nacionais.

A Frente Parlamentar Brasil-Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático) será lançada na 5ª feira (13.mar.2025) na Câmara dos Deputados. A sessão solene de lançamento reunirá no Congresso Nacional embaixadores e diplomatas dos países do bloco do sudeste asiático. Também estará no evento o embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiau, e o embaixador do Japão no país, Teiji Hayashi. Segundo o presidente da bancada, o deputado Waldemar Oliveira (Avante-PE), a frente tem como objetivo no Congresso atuar para aumentar os fluxos comerciais do Brasil com os países do sudeste asiático, buscando alternativas para a venda de bens nacionais.

“Vejo com grande otimismo a criação da Frente Parlamentar Brasil-Asean. Trabalharemos para ampliar a atração de investimento estrangeiro ao país e facilitar a exportação de produtos do Brasil ao bloco asiático”, declarou Oliveira ao Poder360.

A Asean é um bloco econômico composto por 10 países do sudeste asiático. São eles: Indonésia; Malásia; Filipinas; Singapura; Tailândia; Brunei; Vietnã; Mianmar; Laos; e Camboja.

O bloco é o 3º maior parceiro comercial do Brasil. Importaram US$ 26,3 bilhões de bens brasileiros em 2024, segundo o ComexStats. Os principais produtos comprados pelos países do sudeste asiático são combustíveis minerais, rações e minérios. O Brasil, por sua vez, importou US$ 10,8 bilhões da Asean.

O lançamento da frente se dá próximo à ida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Vietnã, em 27 de março. Há expectativa que deputados brasileiros da frente Brasil-Asean possam acompanhar o petista na visita. 

No último encontro bilateral de Lula com o primeiro-ministro do Vietnã, Pham Minh Chinh, às margens da cúpula estendida do G7, ambos discutiram a ampliação do comércio entre os 2 países, especialmente na área de Ciência e Tecnologia.

FONTE: Poder 360
Frente Brasil-Asean será lançada com foco na exportação à Ásia

 

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PIB, Powell e mais dados dos EUA: o que fez o Ibovespa subir 1,36% na sessão

Na semana, encurtada pelo fechamento da B3 em razão do Carnaval, acumulou alta de 1,82%

O Ibovespa fechou em alta nesta sexta-feira, recuperando os 125 mil pontos, com Brava disparando quase 11% após dados de produção e com o avanço do petróleo no exterior, enquanto agentes financeiros também repercutiram dados mais fracos sobre a economia brasileira no último trimestre do ano passado.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,36%, a 125.034,63 pontos, tendo marcado 125.821,53 pontos na máxima e 122.529,86 pontos na mínima do dia. Na semana, encurtada pelo fechamento da B3 em razão do Carnaval, acumulou alta de 1,82%.

O PIB do Brasil cresceu apenas 0,2% no quarto trimestre de 2024 sobre os três meses anteriores, segundo dados do IBGE, abaixo da expansão de 0,7% no terceiro trimestre e da expectativa de avanço de 0,5% em pesquisa da Reuters. Em todo o ano de 2024, apurou crescimento de 3,4%.

Para o analista João Victor Vieitez, da Aware Investments, o PIB sugere uma possível redução na pressão inflacionária, o que pode levar o BC a adotar uma postura mais cautelosa na condução da política monetária, evitando um ciclo de alta mais agressivo da Selic e priorizando a estabilidade econômica.

As taxas dos contratos de DI reagiram aos números do trimestre com queda, o que apoiou ações sensíveis a juros na bolsa paulista, embora muitos economistas esperem alguma recuperação da atividade econômica nos primeiros meses de 2025.

Na visão de economistas da Genial Investimentos, o resultado do PIB se mostra importante para reduzir a pressão sobre o BC, mas também é um fator de risco baixista relevante para a arrecadação do governo e, consequentemente, pode agravar a percepção de risco fiscal nos próximos trimestres.

A última sessão da semana também mostrou que foram criados 151 mil empregos fora do setor agrícola (payroll) norte-americano em fevereiro, após abertura de 125 mil em janeiro (dado revisado para baixo após divulgação inicial de 143 mil). A taxa de desemprego continuou em 4,0%.

“O resultado confirma o nosso cenário de uma economia em desaceleração gradual, e não deve gerar pressão para o Fed mudar sua expectativa de manter as taxas de juros estáveis na próxima reunião”, afirmaram economistas do Bradesco, referindo-se ao Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos.

“O próximo ponto de atenção é a taxa de inflação, o CPI, que surpreendeu para cima em janeiro e caso devolva parte dessa alta configurará um cenário mais positivo para o Fed”, acrescentaram. O CPI de fevereiro está previsto para o próximo dia 12, enquanto o Fed faz sua reunião de política monetária em 18 e 19 de março.

Na próxima semana, a temporada de resultados no Brasil retoma o fôlego, com a agenda incluindo Azzas 2154, Cogna, SLC Agrícola, Eletrobras, LWSA, CSN, Magazine Luiza, Natura&Co, Prio, entre outras.

A partir de segunda-feira, o mercado de ações à vista na B3 também passa a fechar 1h mais cedo em razão do início do horário de verão nos EUA no domingo. A negociação começa às 10h e acaba às 16h55, com o call de fechamento ocorrendo das 16h55 às 17h. O after-market tem início às 17h30 e termina às 18h.

– BRAVA ON disparou 10,82%, após divulgar que sua produção atingiu 73.854 barris de óleo equivalente por dia em fevereiro, alta de 9,2% ante janeiro. A Brava disse que o nível recorde de produção no mês reflete investimentos e melhorias implementados nos principais polos de atuação.

– MAGAZINE LUIZA ON saltou 10,55%, endossada pelo alívio nos DIs, que beneficiou papéis sensíveis a juros. O índice do setor de consumo subiu 2,77%, enquanto o do setor imobiliário avançou 2,04%. Entre as construtoras do Ibovespa, MRV&CO ON foi destaque com alta de 5,3%.

– SLC AGRÍCOLA ON subiu 2,73% após comprar a Sierentz Agro Brasil, que atua na produção de soja, milho e outros produtos agrícolas, bem como na criação de gado, por US$135 milhões. Após o acordo, a SLC estima ampliar em 13% área plantada em 2025/26.

– PETROBRAS PN valorizou-se 1,08%, encerrando uma sequência de quatro quedas, endossada pela alta dos preços do petróleo no exterior nesta sessão. PETROBRAS ON fechou em alta 1,22%, após oito sessões no vermelho.

– ITAÚ UNIBANCO PN avançou 0,43%, com o sinal positivo prevalecendo entre os bancos do Ibovespa. BRADESCO PN subiu 1,21%, BANCO DO BRASIL ON ganhou 1,19%, SANTANDER BRASIL UNIT valorizou-se 2,45% e BTG PACTUAL UNIT terminou com elevação de 2%.

– VALE ON subiu 1,46%, com os futuros do minério de ferro na China interrompendo uma sequência de nove sessões de perdas. O contrato mais negociado em Dalian subiu 0,19% no dia, mas caiu 3,49% na semana. A sexta-feira também foi data de corte para dividendos da mineradora.

– EMBRAER ON caiu 1,39%, segunda queda seguida, refletindo movimentos de realização de lucros, após a ação renovar máximas históricas nos pregões anteriores. O BTG Pactual elevou o preço-alvo do ADR (recibo da ação negociado nos EUA) de US$47 para US$65.

– TOTVS ON recuou 1,93%, refletindo ajustes, uma vez que até a véspera mostrava alta de 30% no ano, enquanto o Ibovespa subia 2,5% no mesmo período. A empresa divulgou na quinta-feira que o GIC Private Limited, fundo soberano de Cingapura, reduziu sua participação na empresa a 4,851%.

FONTE: InfoMoney
PIB, Powell e mais dados dos EUA: o que fez o Ibovespa subir 1,36% na sessão 

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Auditores-Fiscais se preparam para semana de carga total na mobilização

Mais de 500 Auditores-Fiscais participaram da reunião telepresencial do Comando Nacional de Mobilização (CNM), Direção Nacional e Mesa Diretora do Conselho de Delegados Sindicais (CDS).

A pauta principal do debate foi a retomada forte das ações de mobilização, visando ao reajuste do vencimento básico. O presidente do Sindifisco Nacional, Auditor-Fiscal Dão Real, explicou que, marcando os 100 dias de greve, cobrou por meio de um ofício o comprometimento do Ministério da Fazenda e da Receita Federal, a fim de garantir que seja cumprido o acordo firmado com o Ministério da Gestão e da Inovação (MGI), assegurando a negociação do reajuste do vencimento básico. Clique aqui para ler a matéria.

Dão Real destacou que é hora de os Auditores-Fiscais mostrarem toda a sua disposição de luta, intensificando as ações de mobilização. Neste sentido, a Direção Nacional está organizando um esforço concentrado com foco nas lideranças do Congresso Nacional ligadas ao governo, a fim de conquistar o apoio desses interlocutores para o pleito da categoria. O presidente refutou, mais uma vez, a alegação do MGI de que o acordo que regulamentou o bônus teria resolvido toda a negociação salarial dos Auditores.

“Isso não procede. O acordo de regulamentação do bônus solucionou uma pendência que o governo tinha com a categoria. Todo mundo sabe, o governo, a imprensa, a sociedade”, afirmou. “É muito importante que estejamos unidos nessa luta. A recuperação das perdas do vencimento básico é uma condição fundamental para a dignidade dos Auditores-Fiscais e para um tratamento isonômico com as demais carreiras de Estado”, avaliou.

O coordenador do CNM, Auditor-Fiscal Marcus Dantas, convocou a categoria para as caravanas que serão feitas para treze unidades aduaneiras na semana de 10 a 14 de fevereiro. Além de apoiar os colegas em greve, o objetivo das caravanas é aproveitar todas as ocasiões para fazer reuniões com prefeitos e governadores, assim como agentes ligados ao comércio exterior, para explicar que o governo está inadimplente com os Auditores-Fiscais e que a responsabilidade pelos impactos da mobilização é do próprio Executivo. “Nossa greve não é até a aprovação da LOA [Lei Orçamentária Anual]. Nossa greve é até a vitória. Já ficamos dois anos e um mês mobilizados pela regulamentação do bônus. Se for necessário, faremos novamente”, ponderou.

Os representantes da Mesa do CDS, Auditores-Fiscais Roberto Bueno e Sebastião Braz, reforçaram que é preciso aumentar a temperatura da greve para que a categoria saia vitoriosa. “Temos que aumentar a pressão para que os nossos objetivos sejam atendidos. Entrei na Receita em 1995. Nunca conseguimos nada sem luta”, avaliou Bueno. “A categoria vem construindo muito bem esse movimento. Não podemos perder o momento político e a aprovação do Orçamento. Precisamos fortalecer a nossa luta principalmente nas bases. É muito importante que não percamos contato com nossos parlamentares. Eles serão fundamentais para a aprovação dos nossos pleitos e para a pressão sobre o governo”, complementou Braz.

Acompanhe a agenda da caravana:

11 e 12 – Santos

11 e 12 – Pacaraima e Boa Vista

11, 12, 13/3 – Uruguaiana e São Borja

12 e 13 – Rio Branco e Epitaciolândia

12 e 13/3 – Ponta Porã

12 e 13/3 – Mundo Novo e Guaíra

13 e 14/3 – Paranaguá e Itajaí

Macapá – (data a confirmar)

 

FONTE: Sindifisco Nacional
Auditores-Fiscais se preparam para semana de carga total na mobilização – Sindifisco Nacional

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