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China Impõe Tarifa de 34% sobre Todos os Produtos Americanos a Partir de 10 de Abril e Busca Acordo com Trump

A China anunciou que irá impor uma tarifa adicional de 34% sobre todos os bens importados dos Estados Unidos a partir de 10 de abril de 2025, conforme comunicado pelo Ministério das Finanças do país.

A medida é uma resposta direta às recentes ações do governo americano, que elevou as tarifas sobre produtos chineses para 54%, intensificando a guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo. Antes da implementação dessa nova tarifa, Pequim está buscando um diálogo com o presidente Donald Trump para tentar resolver as “diferenças comerciais” que alimentam esse conflito econômico.

A decisão chinesa vem em um momento de crescente tensão no comércio global, desencadeada pelas políticas protecionistas de Trump, que anunciou tarifas amplas e recíprocas contra diversos parceiros comerciais, incluindo a China. As tarifas americanas, que entraram em vigor recentemente, afetam mais de US$ 450 bilhões em importações chinesas, enquanto a resposta da China abrange cerca de US$ 20 bilhões em bens dos EUA, segundo estimativas de analistas. Apesar do desequilíbrio no volume de comércio afetado, Pequim sinaliza que está disposta a negociar antes que a nova tarifa entre em vigor.

Autoridades chinesas expressaram o desejo de evitar uma escalada ainda maior na guerra comercial, que já causou turbulência nos mercados financeiros globais, com quedas acentuadas nas bolsas de valores e preocupações sobre uma possível recessão. “A China está aberta a discussões com Trump para encontrar uma solução que beneficie ambos os lados”, declarou um porta-voz do Ministério do Comércio chinês, destacando que o país prefere resolver as disputas por meio de negociações em vez de medidas retaliatórias contínuas.

A proposta de diálogo ocorre em um contexto em que Trump tem defendido suas tarifas como uma ferramenta para reduzir o déficit comercial dos EUA e proteger a indústria americana. No entanto, críticos apontam que as tarifas podem elevar os preços para os consumidores americanos e prejudicar cadeias de suprimentos globais, especialmente em setores como tecnologia e agricultura. A China, por sua vez, parece adotar uma abordagem dupla: enquanto prepara a tarifa de 34%, também aceno com a possibilidade de um acordo que possa aliviar as tensões.

Até o momento, a Casa Branca não respondeu oficialmente ao pedido de negociação da China. Analistas acreditam que Trump pode usar essa abertura como uma oportunidade para reivindicar uma vitória política, mas sua postura imprevisível em questões comerciais deixa o resultado incerto. Com a data de 10 de abril se aproximando, o mundo observa atentamente os próximos passos dessa disputa, que pode redefinir as relações econômicas entre os dois gigantes globais.

FONTE: Diário do Brasil Noticia
China Impõe Tarifa de 34% sobre Todos os Produtos Americanos a Partir de 10 de Abril e Busca Acordo com Trump

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Comércio Exterior, Importação, Informação, Notícias, Portos

Multilog cresce quase 10% na movimentação de cargas em portos secos de fronteira; Dionísio Cerqueira é destaque

Empresa contabilizou, em 2024, a entrada de mais de 400 mil caminhões em suas unidades instaladas em áreas de divisa em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

A Multilog, uma das maiores operadoras de logística integrada do Brasil, registrou um crescimento de 9% na movimentação de caminhões de carga em seus cinco portos secos de fronteira em 2024, totalizando mais de 400 mil veículos, frente aos 367 mil de 2023.

O Porto Seco de Dionísio Cerqueira (SC) teve alta de 47,4% no fluxo, alcançando 23.014 caminhões, impulsionado por novas infraestruturas e regras fiscais estaduais. Em Jaguarão (RS), o movimento cresceu 1,2%, somando 33.653 veículos, com aumento na importação de carne e laticínios.

O Porto Seco de Foz do Iguaçu (PR), o maior da América Latina, recebeu 196.599 caminhões (+11,6%), reflexo da seca nos rios Paraguai e Paraná e das safras recordes no Paraguai e Argentina. A Multilog está construindo um novo Porto Seco na cidade para ampliar a capacidade.

No Rio Grande do Sul, Uruguaiana registrou 134.511 caminhões (+2,6%), impulsionado por importação de veículos novos, enquanto Santana do Livramento teve alta de 13,2%, com 12.823 caminhões. O crescimento nos três portos gaúchos e em Foz do Iguaçu também foi favorecido por importações de uma multinacional de bebidas afetada por enchentes.

A Multilog é líder na administração de recintos alfandegados no Brasil, com certificação OEA, 35 unidades e 2,2 milhões de m² de armazenagem, atendendo setores como alimentos, químico e automotivo. Com mais de duas décadas de experiência, faturou R$ 1 bilhão em 2022 e segue expandindo operações.

FONTE: Radio Fronteira
Multilog cresce quase 10% na movimentação de cargas em portos secos de fronteira; Dionísio Cerqueira é destaque | Rádio Fronteira FM 94,9 – FM 94,3 – Presente na Vida da Gente

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Comércio Exterior, Exportação, Importação, Informação, Negócios

Berço do zebu, Índia torna-se grande compradora de genética bovina do Brasil

A raça zebuína que deu origem à base da pecuária brasileira está fazendo o caminho de volta para a Índia por meio da exportação crescente de material genético brasileiro.

No ano passado, só a Alta Genetics Brasil, que tem um terço de share no mercado brasileiro de material genético bovino, exportou 40 mil doses de sêmen para o melhoramento genético do gado leiteiro na Índia, maior produtor mundial de leite. Neste ano, a Geneal Genética e Biologia Animal vai fazer a primeira exportação de embriões para a Índia.

“Os indianos nos disseram ter reconhecido que o zebu teve um melhoramento genético incrível no Brasil e agora querem levar isso para lá visando aumentar a produtividade do seu rebanho leiteiro”, explica Raquel Dal Secco Borges, supervisora do departamento de relações internacionais da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ).

Raquel trabalha no Brazilian Cattle, um dos projetos setoriais executados pela ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) desde 2003 em parceria com a ABCZ que visa abrir novos mercados e consolidar os atuais para elevar a exportação dos produtos das empresas da cadeia pecuária brasileira. O projeto tem 113 empresas de toda a cadeia pecuária como associadas, entre elas Alta e Geneal.

No ano passado, as exportações brasileiras de sêmen e embriões bovinos, segundo o Agrostat, sistema de estatísticas do agronegócio brasileiro do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), renderam US$ 6,11 milhões ante os US$ 4,7 milhões de 2023, um crescimento de cerca de 30%. O maior aumento percentual de receita foi dos embriões, que passaram de US$ 818,9 mil para US$ 1,41 milhão, crescimento de 73,3%. Em volume, foram exportados 1.450 kg de material genético ante os 942 kg de 2023.

Os embarques de sêmen para a Índia tiveram o maior crescimento no período, passando de US$ 37,6 mil para US$ 618,9 mil, um aumento de 16 vezes e uma participação de 10% no total exportado.

No ranking das empresas associadas do Brazilian Cattle, responsáveis por 80% das exportações brasileiras de material genético bovino, a Índia passou de 16º maior importador em 2023 para a liderança, seguida por Colômbia, Paraguai, Equador e Costa Rica.

Os países da América Latina ainda lideram as importações do setor, mas a Índia, o Paquistão (que fazia parte da grande Índia quando o Brasil importou os primeiros animais do berço do zebu) e os países africanos vêm ganhando cada vez mais espaço. Segundo Raquel, nesses países o foco é na genética leiteira, que representa atualmente cerca de 40% do total de material genético exportado pelo Brasil.

“O Paquistão e países da África como Senegal e Nigéria estão até importando gado vivo do Brasil por avião para melhorar a genética do rebanho de pequenos produtores que focam na renda diária do leite, mas, obviamente, a importação de sêmen é mais barata e de melhor logística.”

Flávia Roseane Paschoal, coordenadora de comércio exterior da Alta Genetics, diz que, das 24 milhões de doses de sêmen comercializadas pelas centrais brasileiras no ano passado no mercado interno e externo, 970 mil doses foram exportadas graças ao reconhecimento da genética brasileira e a abertura de novos mercados.

Segundo ela, a exportação de 40 mil doses de sêmen de gir para Mumbai, na costa oeste da Índia, no ano passado, foi a maior do país e teve que ser aprovada por um comitê do governo indiano que cuida do desenvolvimento leiteiro. A negociação começou em 2020, as doses foram produzidas em 2023 e o primeiro lote foi embarcado em janeiro do ano passado. As doses vieram de quatro touros renomados de quatro fazendas.

A unidade da Alta no Brasil, que tem o segundo maior faturamento da multinacional atuante em 90 países, fez ainda mais três exportações menores de sêmen, com 4 a 5 mil doses, para pequenos produtores indianos e está negociando para exportar também embriões.

“Os indianos são mais exigentes que outros mercados, mas estão muito interessados em melhorar a produção do seu rebanho leiteiro com a genética brasileira”, disse Flávia.

O índex da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) aponta que o Brasil produziu no ano passado 20.539.086 doses de sêmen, um aumento de 6% em relação a 2023. Desse total, 833.276 doses foram exportadas para 31 países, uma queda de 5% em relação às 873.674 do ano anterior.

As importações de sêmen ainda superam com folga as exportações, com 5.741.702 doses no ano passado, um aumento de 14%. No total, foram comercializadas 26.280.788 doses, um crescimento de 7,4% nesse mercado.

“O mercado de sêmen caminha muito próximo da demanda do preço da arroba. O ciclo pecuário está agora retomando seu movimento de alta e, no segundo semestre, quando começa a estação de monta, geralmente já ocorre um aumento. Neste ano, as exportações devem crescer bem porque esperamos ter o Brasil declarado livre de aftosa sem vacinação”, diz Lilian Roberta Matimoto Makabashi, diretora-executiva da Asbia.

De acordo com ela, nesse contexto, o Japão, que acaba de receber a visita do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e a Coréia do Sul se destacam como mercados promissores a serem abertos para o material genético bovino do país.

A diretora-executiva ressalta que a tecnologia no setor tem avançado bastante no Brasil nos últimos anos, o que atrai a atenção de outros países com clima tropical que ainda compram material genético de países de clima temperado. Segundo ela, um indicador do avanço da tecnologia é que no ano passado foram produzidas 1,1 milhão de doses sexadas no país, um recorde.

“Os criadores estão cada vez mais entendendo que precisam investir no melhoramento genético para elevar sua renda e as centrais estão elevando a produção de sêmen para atender a demanda. Há 20 anos, tínhamos 5% de fêmeas inseminadas no Brasil e hoje o percentual já chega a 23% graças à pressão do mercado por um animal mais produtivo.”

Novos mercados
O Brazilian Cattle trabalha atualmente na abertura de 24 novos destinos para material genético e 21 para animais vivos. Raquel Borges aponta México e África do Sul como grandes desafios, além da Austrália, mas diz que as negociações podem ser aceleradas se Brasil for mesmo reconhecido internacionalmente como território livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (Omsa). A votação na Omsa está prevista para ocorrer em maio em Paris.

Segundo Raquel, o Brasil já tem um protocolo sanitário muito eficiente e rigoroso, mas na hora de exportar tem que atender requisitos diferentes de cada país para um mesmo produto.

“Protocolos sanitários são afetados pela legislação adotada pelo país importador e interesses comerciais defendidos por eles. Isso influencia o ritmo e celeridade das negociações.”

Conheça a fazenda escolhida pelos indianos
Para fechar sua primeira compra de mil embriões bovinos brasileiros, os indianos visitaram várias propriedades no país e escolheram a genética da Fazenda Floresta, em Lins, no interior paulista, que trabalha com melhoramento de gado leiteiro desde 2007.

A produtora Roberta Bertin Barros diz que sua fazenda é a única do país que tem três laboratórios dentro de seus 192 hectares: de análises clínicas veterinárias, de produção em vitro e de genômica. Ela conta que, além de receber os indianos, foi até o país asiático mostrar com vídeos e palestras como é feito o melhoramento do gir na fazenda, que também produz 20 mil litros de leite por dia para a Nestlé com suas vacas no sistema compost barn.

“Nossos animais são 100% produzidos em laboratório. Fazemos aqui todos os exames e, na pesquisa genômica, identificamos os defeitos genéticos e a ancestralidade dos animais para provar que não houve mistura com outras raças zebuínas. A Índia é o único país para o qual exportamos que exigiu esses dados para fechar o embarque dos embriões.”

Um lote de 200 embriões deve seguir para o berço do zebu em maio e mais 800 serão enviados em 2026. A própria Roberta, que é veterinária, e parte de sua equipe vão para a Índia acompanhar a transferência dos embriões para vacas selecionadas lá que também estão sendo submetidas a exames sanitários de tuberculose, brucelose e outras doenças, além de exames reprodutivos para não abortar.

“Não basta vender. É preciso ensinar manejo, dar dicas de nutrição etc. Por isso, pedimos aos compradores para enviar seus técnicos para estágio em nossa fazenda.”

A Fazenda Floresta exporta embriões congelados de gir e de girolando para países da América Central e África, além de vender o material genético e animais no mercado interno. No ano passado, a vaca Britânia FIV do Basa, criada na fazenda, foi a campeã nacional do ranking de gir. Ela foi vendida em seguida para um condomínio de produtores pelo recorde de R$ 1,05 milhão.

Roberta conta que os indianos estão tão interessados na genética brasileira que foram os primeiros a lhe dar parabéns pela vitória da Britânia.

Neste ano, as exportações da fazenda devem representar 50% graças ao embarque de animais vivos para a Nigéria. “Enviamos 90 animais em voo fretado para um criador que estava tão interessado em melhorar seu rebanho leiteiro que trabalhou junto ao seu governo para abrir o mercado nigeriano para o Brasil.”

A produção dos embriões que serão exportados para a Índia acontece no laboratório da Geneal, em Uberaba (MG), que tem a licença junto ao Mapa para o quarentenário das doadoras e uma parceria de longos anos com a Fazenda Floresta. Antes e depois da quarentena, os animais selecionados seguindo protocolos indianos de sanidade, pureza e produtividade passam por rigorosos exames.

Paulo Cerântola, gerente comercial da Geneal, diz que a empresa produziu 5.000 embriões para exportação em 2024, um aumento de 15%, e deve dobrar o número neste ano. No mercado interno, a empresa de Uberaba que também faz clonagem de bovinos comercializa mais de 30 mil embriões por ano.

Fonte: Globo Rural
Berço do zebu, Índia torna-se grande compradora de genética bovina do Brasil

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Brado vai investir R$ 200 milhões no terminal de Sumaré (SP), favorecendo as importações para as indústrias da região

Até 2030, a Brado vai investir R$ 260 milhões nos terminais de Sumaré (SP) e Rondonópolis (MT), com a maior parte do valor (R$ 200 milhões) destinada à unidade do interior paulista. Os investimentos fazem parte do projeto Carrossel e serão concentrados no aumento da capacidade estática do terminal, bem como na infraestrutura logística, contribuindo diretamente para a eficiência de descarga dos caminhões em Sumaré.

Hoje a unidade de Sumaré é capacitada para receber 150 caminhões/dia, a expectativa é que esse número salte para 400 caminhões/dia nos próximos anos.

“As melhorias vão abrir um novo mercado com grande potencial: a importação de insumos para as indústrias da região, no fluxo Santos – Sumaré”, afirma Luciano Johnsson, CEO da Brado. “Será o principal investimento da Brado nos próximos 5 anos”, completa.

Nova logística para o desenvolvimento regional

Composta por 90 munícipios, entre eles Sumaré, a Região Administrativa de Campinas é a maior contribuinte para a riqueza industrial do Brasil, conforme estudo da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), baseado na Pesquisa Industrial Anual (PIA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2021, a RA de Campinas respondeu por 11,8% do Valor de Transformação Industrial (VTI) do país, que atingiu a soma de R$ 2,2 trilhões.

A importação entre Santos e Sumaré será realizada na rota de retorno das operações de exportação do maior porto da América Latina, tornando-se uma alternativa multimodal para agilizar o fluxo de contêineres. “O terminal da Brado em Sumaré é um entroncamento ferroviário, conectando não apenas as regiões Centro-Oeste e Norte aos portos de Santos e Itaguaí (RJ), mas também os portos entre si e o agro à indústria”, diz Johnsson.

Cerca de 50% dos investimentos serão aplicados novos pórticos equipados com tecnologia de automação para Sumaré e Rondonópolis. Os chamados RTGs ou RMGs são guindastes usados para movimentar e empilhar contêineres, reduzindo o tempo da operação e otimizando o espaço no pátio, porque são capazes de empilhar mais contêineres numa mesma coluna.

A compra equipamentos foi oficializada em novembro de 2024 com a empresa chinesa Jiangsu Rainbow Industrial Equipment (RIC), fornecedora da marca GENMA-KALMAR. A previsão é que três deles sejam instalados e entrem em operação no início de 2026, dois no terminal do interior paulista e um no de Mato Grosso.

“Estamos entusiasmados com a parceria estabelecida com a Jiangsu Rainbow para a primeira operação automatizada de RTG em ferrovias na América Latina. Esse acordo representa um passo significativo na modernização e eficiência dos nossos terminais, transformando a experiencia da operação e estabelecendo um novo padrão de excelência no setor”, diz Michelle Braga, gerente executiva de Suprimentos da Brado.

Representante da Rainbow no Brasil, a GV Logística fará a manutenção dos equipamentos. “Forneceremos suporte abrangente por meio de nossos técnicos especializados em guindastes GENMA-KALMAR, garantindo o sucesso deste projeto de guindaste de pórtico automatizado para a Brado e seus clientes.” O negócio contou ainda com a consultoria da empresa JC Platero, que forneceu orientação técnica e estratégica durante o processo.

O restante do investimento em Sumaré será aplicado em obras de construção de escritório, armazéns e ampliação de áreas de pátio e habilitação do terminal para operar como Recinto Especial para Despacho Aduaneiro de Exportação (Redex). Em Rondonópolis, está prevista a ampliação do pátio. Em ambos os terminais haverá implementação de sistemas e ferramentas de tecnologia para suportar o crescimento das operações.

FONTE: DataMar News
Brado vai investir R$ 200 milhões no terminal de Sumaré (SP), favorecendo as importações para as indústrias da região – DatamarNews

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Itajaí está na rota do maior navio de carga de carros a operar no Brasil

Itajaí foi incluída na rota do Victoria Highway, o maior navio de transporte de veículos (ro-ro) a operar regularmente no Brasil.

A embarcação, pertencente à companhia japonesa K-Line, tem capacidade para transportar até 7.500 carros e também está equipada para levar cargas especiais, como maquinários pesados, asas de aviões e vagões de trens. O navio é considerado de última geração e está programado para iniciar operações nos portos brasileiros no fim de abril.

Dimensões e tecnologia avançada

Com 200 metros de comprimento e 37 metros de largura, o Victoria Highway foi projetado com um sistema de eficiência energética que reduz significativamente o consumo de combustível, mantendo alta capacidade de carga. Esse diferencial é um dos atrativos da embarcação, que substituirá um dos cinco navios atualmente em operação pela K-Line na América Latina.

Portos atendidos na rota

No Brasil, além de Itajaí, o Victoria Highway fará escalas em Rio Grande (RS), Paranaguá (PR), Santos (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Suape (PE). A rota internacional também inclui portos na Argentina (Olivos e Zárate), Colômbia (Cartagena), República Dominicana (Santo Domingo), Costa Rica (Puerto Limón), México (Veracruz e Altamira) e Estados Unidos (Jacksonville). O percurso completo da embarcação tem duração de aproximadamente 60 dias, considerando ida e volta.

Expansão e demanda no setor automotivo

A chegada do Victoria Highway reflete a crescente demanda por soluções logísticas para o transporte de cargas de grande porte na América Latina. Além disso, a operação visa atender ao crescimento do setor automotivo no Brasil e na Argentina. Estima-se que até quatro embarcações estejam em operação mensalmente entre os dois países, otimizando a distribuição de veículos e equipamentos.

K-Line e sua presença no mercado

A K-Line é uma das maiores companhias de transporte marítimo do mundo e pioneira na operação de navios ro-ro. No Brasil, a empresa já movimenta veículos de marcas como BMW e General Motors, sendo líder no setor na América Latina. Outros cargueiros da empresa, como Adriatic Highway, Columbia Highway e California Highway, também possuem histórico de escalas no Porto de Itajaí.

Concorrência global

Apesar de sua imponência, o Victoria Highway não é o maior navio cargueiro de veículos do mundo. Esse título pertence à fabricante chinesa BYD, que possui uma embarcação com capacidade para até 9.200 carros. Em 2023, o modelo Explorer 1, da BYD, desembarcou no Brasil trazendo 5.524 veículos para o Porto de Suape, em Pernambuco, demonstrando a crescente competição no setor logístico internacional.

FONTE: JC Joinville
Itajaí está na rota do maior navio de carga de carros a operar no Brasil | JC Jornal da Cidade

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Entregas de fertilizante caíram 0,1% em janeiro

A Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA) revela que as entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro encerraram janeiro de 2025 com 3,69 milhões de toneladas. O volume significou redução de 0,1% em relação ao mesmo mês de 2024.

O Estado de Mato Grosso manteve-se líder nas entregas, concentrando 27,8% do total, com um milhão de toneladas. Seguem-se: Paraná (532 mil), Goiás (441 mil), Minas Gerais (364 mil) e São Paulo (321 mil).

Produção Nacional

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou janeiro de 2025 em alta. Foram 647 mil toneladas. Verificou-se crescimento de 21,8% na comparação com o mesmo mês de 2024, quando foram fabricadas 531 mil toneladas.
Importações

De acordo com a ANDA, as importações de fertilizantes intermediários alcançaram em janeiro três milhões de toneladas. Houve crescimento de 2,5% frente ao mesmo mês de 2024, quando foram importadas 2,93 milhões de toneladas.

No porto de Paranaguá, principal porta de entrada dos fertilizantes, ingressaram 718 mil toneladas, com redução de 6,3% em relação a 2024, quando foram descarregadas 766 mil toneladas. O terminal representou cerca de 24% do total importado (fonte: Siacesp/MDIC).

O gráfico abaixo exibe o volume de fertilizantes importados pelo Porto de Paranguá, no Brasil – o mais movimentado do país para esse tipo de carga – entre janeiro de 2021 e janeiro de 2025. Os dados são do DataLiner.

Importações de Fertilizantes | Porto de Paranaguá | Jan 2021 – Jan 2025 | WTMT


Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

FONTE: DataMar News
Entregas de fertilizante caíram 0,1% em janeiro – DatamarNews

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Panorama do Mercado de Fretes no Brasil: Tendências e Expectativas

O mercado de fretes no Brasil tem passado por constantes ajustes, influenciado por fatores econômicos, logísticos e sazonais. A movimentação nos portos brasileiros, especialmente os da região Sudeste e Sul, tem sido impactada por oscilações na demanda e pelos desafios na infraestrutura portuária.

Redução nas Tarifas e Impacto no Mercado

Nos últimos meses, as tarifas de frete para importação no Brasil sofreram uma leve queda, refletindo a menor demanda e a tentativa das transportadoras de ajustar os preços para manter a competitividade. As expectativas para o primeiro semestre do ano indicam um mercado relativamente instável, com oscilações nos preços conforme variações na procura por espaço.

Os valores das taxas de frete na rota Norte da Ásia para o Brasil caíram cerca de US$ 200 na última semana, com o preço médio chegando a US$ 1.100/FEU. Essa queda reflete um esfriamento na demanda de importação por parte das empresas brasileiras, que estão aguardando condições mais favoráveis para fechar novos contratos.

Já na rota entre a Costa Leste da América do Sul e o Golfo dos EUA, o cenário seguiu a tendência de enfraquecimento, com o Platts Container Rate 56 (PCR 56) caindo US$ 100, para US$ 2.400/FEU. Apesar disso, o mercado de retorno (backhaul) apresentou uma leve alta, com o PCR 57 (Golfo dos EUA para a Costa Leste da América do Sul) subindo US$ 200, para US$ 1.300/FEU. Essa alta pode estar relacionada à expectativa de ajustes no fluxo de contêineres e eventuais escassez de equipamentos nas próximas semanas.

Enquanto o sentimento geral para o mercado de abril permanece pessimista, há projeções de que o fluxo de importações possa se recuperar caso transportadoras consigam ajustar suas capacidades de forma mais estratégica.

Tendências para Abril e Possível Recuperação

As previsões para abril indicam que o mercado de fretes pode experimentar um ligeiro ajuste, com algumas transportadoras tentando implementar aumentos gerais de tarifas (GRI). No entanto, a aceitação dessas medidas é incerta, dado que o mercado ainda enfrenta um excesso de oferta de espaço em embarcações. Por outro lado, há expectativas de reaquecimento no segundo semestre, especialmente com a retomada da demanda impulsionada pelo setor automotivo e agrícola. Empresas exportadoras de commodities, como soja e carne, também podem contribuir para um aumento na movimentação de contêineres no Brasil.

Exportação e Desafios Logísticos

No segmento de exportação, o mercado continua desaquecido, com as tarifas de envio do Brasil para o Norte da Ásia registrando uma queda de US$ 450, atingindo a marca de US$ 700/FEU. A baixa demanda na China e em outros mercados asiáticos tem reduzido as oportunidades para exportadores brasileiros, que enfrentam dificuldades em aumentar seus volumes.

No entanto, o setor de transporte enfrenta desafios adicionais, como congestionamentos portuários e problemas logísticos internos. A infraestrutura portuária no Brasil ainda necessita de melhorias para atender à crescente demanda, especialmente nos principais portos, como Santos, Paranaguá e Itajaí.

Conclusão

O mercado de fretes no Brasil segue em um momento de oscilações, com um cenário misto de desafios e oportunidades. Enquanto as taxas de frete para importação apresentam redução, as transportadoras seguem atentas às possibilidades de reajustes futuros. Para os próximos meses, o mercado deve continuar monitorando a demanda global, os impactos do câmbio e a movimentação de mercadorias que podem influenciar as tarifas e a logística do país.

Fonte: Boletim Platts – S&P Global
Panorama do Mercado de Fretes no Brasil: Tendências e Expectativas – DatamarNews

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Auditores devem se inscrever até dia 7 de abril para ato público em Brasília

Os Auditores-Fiscais que desejarem participar do ato público que será realizado no dia 15 de abril, em Brasília, deverão solicitar inscrição, incluindo passagem aérea e hospedagem, até a próxima segunda-feira (7), às 17h, através do e-mail eventos@sindifisconacional.org.br. O ato público deverá ter o mesmo formato dos anteriores, a exemplo do realizado no dia 11 de fevereiro, que reuniu cerca de 300 Auditores-Fiscais em frente ao Ministério da Fazenda.

O prazo para inscrição foi definido durante reunião do Comando Nacional de Mobilização (CNM), na tarde desta segunda-feira (31). A programação do ato de Viracopos, que acontecerá em 11 de abril, foi pensada como um reconhecimento à dedicação e resistência dos Auditores-Fiscais aduaneiros. Deverão participar desta ação os delegados e observadores que estarão presentes à reunião do Conselho de Delegados Sindicais (CDS), que ocorrerá em Campinas, além de até dois representantes das principais unidades aduaneiras do país. Estes representantes também deverão solicitar sua inscrição através do e-mail eventos@sindifisconacional.org.br.

Os dois atos públicos foram aprovados pela Assembleia Nacional realizada na sexta-feira (28), com participação expressiva da categoria: 5652 Auditoras e Auditores-Fiscais reafirmaram a disposição em manter a greve até que os pleitos sejam atendidos.

FONTE: Sindifisco Nacional
Auditores devem se inscrever até dia 7 de abril para ato público em Brasília    – Sindifisco Nacional

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Yang Ming compra três navios porta-contêineres dualfuel de 8.000 TEU

A Yang Ming está avançando em sua estratégia de otimização da frota com a aquisição de três navios porta-contêineres de 8.000 TEUs, preparados para operar com combustível dual-fuel a metanol, da Shoei Kisen Kaisha.

Atualmente em construção no estaleiro Imabari Shipbuilding, no Japão, as embarcações estão programadas para entrega entre 2028 e 2029.

A transportadora marítima taiwanesa planeja adicionar até 13 navios porta-contêineres com capacidade entre 8.000 e 15.000 TEUs, sendo a compra dos três navios de 8.000 TEUs a primeira fase desse plano.

A Yang Ming destacou que as novas embarcações serão equipadas com motores principais energeticamente eficientes, visando economias imediatas de energia, além de manter a flexibilidade para a futura adoção de combustíveis alternativos.

Fonte: Container News
Yang Ming purchases three 8,000 TEU methanol dual-fuel boxships – Container News

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Volkswagen vai importar veículos pelo Porto de Vitória

A Volkswagen escolheu o Espírito Santo como nova porta de entrada para seus veículos importados no Brasil. A gigante alemã começará a desembarcar carros pelo Porto de Vitória, fortalecendo o papel do estado como um dos principais hubs logísticos do país.

O primeiro desembarque ocorre esta semana vindo do México, a bordo do navio Dover Highway. “O ES só ganha com isso”, aponta diretor-presidente da Vports

A chegada inédita de veículos da marca alemã pelo Espírito Santo ocorre nesta segunda-feira (31). O primeiro lote contará com 32 unidades do modelo Taos, vindas do México a bordo do navio Dover Highway, que serão armazenadas em Cariacica antes da distribuição para o mercado nacional.

Para Gustavo Serrão, diretor-presidente da Vports, esse novo fluxo de importação representa um avanço estratégico para o setor. “É mais um movimento importante, que envolve uma grande montadora e reforça nossa vocação de porto multipropósito, capaz de atender a demandas diversas, com produtividade e eficiência. O Espírito Santo só ganha com isso”.

O novo fluxo de importação reforça um cenário positivo para os portos capixabas, que vêm ampliando sua participação na logística nacional. Em 2024, o Espírito Santo consolidou-se como o maior importador de veículos de passageiros no Brasil, movimentando US$ 3,7 bilhões – cerca de R$ 22 bilhões –, segundo dados do Sindicato do Comércio Exportação e Importação do Espírito Santo (Sindiex).

Ao todo, foram cerca de 160 mil veículos importados pelos portos capixabas – número bem superior ao total de 83 mil registrados em todo o ano de 2023 e aos 57 mil de 2022.

Ricardo Ferraço, governador em exercício, destacou que a movimentação portuária do estado também superou a média nacional.

“Nosso crescimento foi de 15% em 2024, enquanto a média brasileira foi de apenas 1,2%. Isso é importante porque gera mais emprego, mais trabalho e oportunidades em uma área que temos vocação desde sempre”, ressalta Ferraço.

Fonte: Folha Vitória
Volkswagen vai importar veículos pelo porto de Vitória – Folha Vitória

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