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Preço do leite recua no Brasil com aumento da oferta e importações elevadas

O mercado do leite brasileiro enfrenta um cenário de pressão no fim de outubro de 2026. O aumento da produção nacional, a entrada de lácteos importados e a demanda interna ainda limitada têm enfraquecido as negociações entre indústrias e pressionado os preços de derivados, acendendo um alerta para os produtores rurais.

Levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP) e do MilkPoint Mercado indicam que o movimento de baixa já aparece com maior intensidade nas negociações de leite cru e nos preços praticados no atacado. A preocupação do setor é que essa tendência chegue aos valores pagos aos pecuaristas nos próximos meses.

Embora o mercado apresente sinais de enfraquecimento, o último indicador consolidado de remuneração ao produtor ainda refletia relativa estabilidade. Em agosto, o preço líquido do leite captado, na Média Brasil do Cepea, ficou em R$ 2,8869 por litro, ante R$ 2,8761 em julho. Em junho, a média havia sido de R$ 2,7464 por litro.

Leite spot registra queda em todos os estados pesquisados

Na segunda quinzena de outubro, o preço do leite spot, referente às negociações de leite cru entre empresas do setor, recuou em todos os estados acompanhados pelo MilkPoint Mercado.

A cotação média caiu R$ 0,059 por litro em relação à quinzena anterior, chegando a R$ 2,586. Em Minas Gerais, a redução foi mais acentuada, de R$ 0,120, com o preço passando a R$ 2,589 por litro. Em Goiás, a média ficou em R$ 2,490, após recuo de R$ 0,040.

Apesar de a intensidade das quedas ter diminuído em comparação com a primeira metade do mês, o movimento continua indicando perda de sustentação do mercado.

A diferença entre os indicadores ajuda a explicar por que a pressão ainda não aparece integralmente na remuneração dos produtores. Enquanto o Cepea acompanha os valores recebidos pelo leite captado, as negociações no mercado spot refletem transações entre agentes da cadeia e podem antecipar mudanças nas condições comerciais.

Por isso, a evolução das cotações em outubro é acompanhada com atenção pelos pecuaristas, que temem novos ajustes negativos nos pagamentos realizados pelos laticínios.

Aumento da captação amplia a oferta de leite no país

A recuperação da produção brasileira está entre os principais fatores que explicam a pressão sobre os preços. O Índice de Captação de Leite (ICAP-L), calculado pelo Cepea, avançou 2,38% em julho, na comparação mensal, e registrou novo crescimento de 3,86% em agosto, frente ao mês anterior.

O movimento está relacionado à sazonalidade da produção, com destaque para a recuperação da oferta na região Sul. A chegada das chuvas em outras áreas produtoras também pode favorecer o desenvolvimento das pastagens e ampliar a disponibilidade de matéria-prima, dependendo das condições climáticas e do manejo das propriedades.

Com mais leite disponível, a indústria precisa ampliar o processamento e encontrar mercado para os produtos fabricados. O desafio é que a demanda doméstica não tem acompanhado o crescimento da oferta no mesmo ritmo.

Segundo o MilkPoint Mercado, o varejo mantém uma postura cautelosa, priorizando reposições pontuais e buscando condições comerciais mais favoráveis nas negociações com os laticínios.

Esse desequilíbrio entre produção e consumo limita a capacidade de recuperação dos preços e aumenta a pressão sobre os diferentes segmentos da cadeia láctea.

Leite UHT, muçarela e leite em pó também sofrem pressão

A desvalorização não se restringe ao leite cru. Os dados do Cepea mostram que os principais derivados comercializados no atacado paulista também registraram recuos.

Em setembro, na comparação com agosto, o leite UHT teve queda real de 4,76%, com preço próximo de R$ 4,69 por litro. A muçarela recuou 2,77%, para cerca de R$ 34,91 por quilo, enquanto o leite em pó fracionado caiu 4,38%, chegando a R$ 29,63 por quilo.

Na primeira quinzena de outubro, o movimento de baixa continuou. Até o dia 15, o leite UHT acumulava redução de 2,32%, com média de R$ 4,54 por litro. A muçarela registrava queda de 2,05%, com cotação de R$ 34,97 por quilo, conforme o levantamento do Cepea.

O MilkPoint Mercado também identificou enfraquecimento no preço da muçarela, que passou de R$ 31,60 para R$ 31,30 por quilo na referência acompanhada pela instituição.

Os resultados, porém, variam conforme o produto e a metodologia utilizada em cada pesquisa. No levantamento mais recente do MilkPoint Mercado, o leite em pó integral permaneceu estável em R$ 24,00 por quilo, enquanto o desnatado caiu para R$ 23,30. Já o leite em pó fracionado apresentou valorização, alcançando R$ 30,00 por quilo.

Os dados mostram que a tendência predominante é de enfraquecimento, mas não há queda uniforme em todas as categorias de lácteos.

Importações de lácteos reforçam a concorrência no mercado brasileiro

Além do aumento da produção nacional, o volume de importações de leite e derivados continua contribuindo para ampliar a oferta no país.

De acordo com dados do Cepea baseados nas informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil importou o equivalente a 249,6 milhões de litros de leite em setembro. O volume representa alta de 8,38% em relação a agosto e crescimento de 25,99% na comparação com setembro de 2025.

O leite em pó respondeu por aproximadamente 69,8% do total importado, enquanto os queijos representaram 29,6%.

A entrada desses produtos amplia as opções de abastecimento para o mercado interno e intensifica a concorrência enfrentada pela indústria brasileira. O efeito sobre os preços, entretanto, deve ser analisado em conjunto com a evolução da captação nacional, o consumo e a capacidade de escoamento dos derivados.

Assim, embora as importações contribuam para o cenário de maior disponibilidade, elas não explicam isoladamente o enfraquecimento das cotações.

Custos de produção sobem e preocupam os pecuaristas

A pressão sobre os preços ocorre em um momento de elevação das despesas da atividade leiteira. Segundo o Cepea, o Custo Operacional Efetivo (COE) da pecuária de leite aumentou 0,63% em agosto e avançou mais 0,46% em setembro.

Um dos principais pontos de atenção é a alimentação do rebanho. Em setembro, o grupo de concentrados registrou alta de 0,84%, refletindo o encarecimento de ingredientes utilizados na formulação das rações.

Entre os insumos que apresentaram valorização estão o milho, a soja em grão e o farelo de soja, componentes importantes da dieta dos animais em sistemas que utilizam suplementação concentrada.

A combinação de custos de produção em alta e preços do leite sob pressão pode reduzir as margens dos produtores, especialmente se a desvalorização do mercado spot chegar aos pagamentos pelo leite captado.

Relação de troca entre leite e milho piora em agosto

Outro indicador acompanhado pelo setor é a relação de troca entre leite e milho, que mostra quantos litros da matéria-prima são necessários para comprar uma saca de 60 quilos do cereal.

De acordo com o boletim de outubro do Cepea, foram necessários 23,19 litros de leite para adquirir uma saca de milho em agosto, ante 22,54 litros em julho.

Na prática, o resultado indica que o produtor precisou entregar mais leite para comprar a mesma quantidade de milho, evidenciando uma piora mensal no poder de compra.

Apesar disso, a relação ainda se encontrava em patamar mais favorável do que a média dos últimos 12 meses, estimada em aproximadamente 28 litros por saca.

O impacto sobre a rentabilidade varia de propriedade para propriedade. Fatores como produtividade do rebanho, eficiência alimentar, participação dos concentrados nos custos e condições de compra dos insumos influenciam o resultado econômico de cada sistema produtivo.

Por isso, os indicadores disponíveis apontam riscos para as margens, mas não permitem concluir que todos os produtores estejam enfrentando perdas generalizadas de rentabilidade.

Mercado internacional apresenta movimento diferente

Enquanto os preços brasileiros enfrentam dificuldades, o mercado internacional registrou valorização em um dos principais eventos de negociação de lácteos.

No 414º leilão da Global Dairy Trade (GDT), o índice geral avançou 2,5%, alcançando preço médio de US$ 4.021 por tonelada, segundo o MilkPoint Mercado.

O leite em pó integral subiu 4,4%, para US$ 3.760 por tonelada. Já o leite em pó desnatado registrou alta de 3,4%, com preço médio de US$ 3.975 por tonelada.

A valorização internacional contrasta com a pressão observada no mercado doméstico, mas não garante uma recuperação imediata dos preços no Brasil.

A transmissão dessas altas depende de fatores como a taxa de câmbio, os custos de importação, a competitividade dos produtos estrangeiros, a oferta nacional e o comportamento do consumo interno.

Dessa forma, o mercado brasileiro pode continuar pressionado mesmo diante de uma reação positiva nas cotações internacionais.

Clima pode influenciar os preços do leite até 2027

As condições meteorológicas também entram nas projeções para os próximos meses. Em seu boletim de outubro, o Cepea destaca que possíveis efeitos do fenômeno El Niño sobre o clima podem limitar a expansão da produção de leite mais adiante.

Caso as condições climáticas restrinjam o crescimento da oferta, o movimento poderá contribuir para reduzir a pressão sobre os preços. Essa possibilidade, contudo, ainda depende da evolução do clima e de seus efeitos efetivos sobre as regiões produtoras.

No curto prazo, a expectativa continua condicionada à combinação entre captação crescente, importações elevadas e dificuldades de comercialização de alguns derivados.

A demanda doméstica será outro fator decisivo para o equilíbrio do mercado. Uma melhora nas vendas de leite UHT, queijos e leite em pó poderá ajudar a indústria a escoar os estoques e diminuir a pressão nas negociações.

O que os produtores de leite devem acompanhar nos próximos meses?

A evolução dos preços pagos ao produtor será um dos principais indicadores para avaliar o alcance da desvalorização observada em outubro.

Também merecem atenção o ritmo de captação nacional, os volumes importados, o desempenho das vendas de derivados e a trajetória dos custos de alimentação do rebanho.

Se a oferta continuar crescendo acima da capacidade de absorção do mercado, as cotações poderão permanecer pressionadas. Por outro lado, uma recuperação do consumo, mudanças nas condições climáticas ou redução da disponibilidade de leite podem contribuir para melhorar o equilíbrio entre oferta e demanda.

Para os pecuaristas, o desafio será acompanhar esses movimentos e avaliar seus efeitos sobre os custos e as receitas de cada propriedade, especialmente diante da possibilidade de novos ajustes nos preços pagos pela indústria.

O comportamento desses indicadores ao longo dos próximos meses será determinante para definir se o setor seguirá enfrentando perda de sustentação ou encontrará condições para uma recuperação até o início de 2027.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Cronograma de Ligamento da Duimp: veja as etapas de implantação no Portal Único Siscomex

O Cronograma de Ligamento da Duimp estabelece a implementação gradual de funcionalidades relacionadas às operações de importação que ainda não estão disponíveis no Portal Único Siscomex. A programação contempla processos que dependem da atuação de órgãos anuentes ou apresentam características específicas que exigem adequações no sistema.

Última fase do cronograma da Duimp

A etapa final do cronograma apresenta as operações que anteriormente eram classificadas como “Impossibilidades” no Portal Único Siscomex. A ativação desses procedimentos ocorrerá de forma escalonada, conforme o planejamento de implantação da Declaração Única de Importação (Duimp).

As demais operações de importação, independentemente de estarem sujeitas ou não ao controle administrativo de órgãos anuentes, já podem ser realizadas por meio de monitoramento, LPCO ou Duimp, no âmbito do Novo Processo de Importação (NPI).

GR Pré-Registro: gerenciamento de risco antes do registro da Duimp

O Gerenciamento de Risco no Pré-Registro (GR Pré-Registro) será integrado à funcionalidade de diagnóstico da Duimp. A ferramenta tem como finalidade orientar os importadores sobre o atendimento às exigências aduaneiras e administrativas aplicáveis a cada operação, além de permitir a identificação antecipada de possíveis inconsistências na declaração.

A iniciativa busca estimular a conformidade voluntária, aumentar a previsibilidade dos processos de importação e contribuir para a facilitação do comércio exterior. Com isso, espera-se reduzir custos operacionais e retrabalhos, tanto para os operadores privados quanto para a Administração Pública.

Fiscalização e expansão das regras de gerenciamento de risco

Outro objetivo do GR Pré-Registro é melhorar a distribuição dos recursos de controle e fiscalização. Com a identificação prévia de possíveis irregularidades, será possível direcionar as ações para operações que apresentem maior nível de risco ou impacto.

A funcionalidade também deverá apoiar o combate a fraudes e a proteção do interesse público, sem substituir os procedimentos regulares de parametrização das declarações de importação.

Em sua fase inicial, o gerenciamento de risco será aplicado às regras da Receita Federal do Brasil (RFB). A previsão é que, futuramente, o recurso seja ampliado para contemplar também as exigências dos demais órgãos anuentes envolvidos no processo de importação.

FONTE: Siscomex
TEXTO: Redação
IMAGEM: IA

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Importações para pesquisa pública terão imunidade tributária, anuncia Fazenda

O Ministério da Fazenda anunciou, na quarta-feira (21), medidas para garantir a aplicação da imunidade tributária nas importações destinadas à pesquisa pública. A iniciativa abrange projetos de universidades públicas, institutos federais e instituições públicas de ciência, tecnologia e inovação.

Com a mudança, equipamentos, programas de computador e insumos científicos importados por fundações de apoio em nome dessas instituições passam a contar com a proteção da imunidade tributária recíproca, prevista na Constituição Federal.

Segundo o governo, o objetivo é assegurar que os recursos destinados à pesquisa sejam utilizados na aquisição de materiais e tecnologias para laboratórios, evitando cobranças tributárias consideradas indevidas.

Medida busca dar segurança jurídica às importações científicas

A iniciativa pretende esclarecer o tratamento tributário aplicado às operações em que fundações de apoio atuam como intermediárias na administração de recursos, na compra de produtos no exterior e nos procedimentos de despacho aduaneiro.

A incerteza sobre a manutenção da imunidade tributária nesses casos poderia resultar em cobranças e dificultar a aquisição de equipamentos, softwares e insumos necessários às atividades científicas.

Com o novo entendimento, a Fazenda estabelece que a gestão financeira realizada pelas fundações constitui apenas um instrumento operacional. Portanto, essa atuação não modifica a natureza pública dos recursos destinados às universidades e às instituições de pesquisa.

A medida busca, assim, reduzir entraves administrativos e proporcionar maior previsibilidade às importações para pesquisa científica e tecnológica.

Imunidade tributária terá regras para garantir o benefício

Para que as operações sejam contempladas, será necessário cumprir requisitos destinados a comprovar a vinculação dos bens e dos recursos às instituições públicas beneficiadas.

Entre as exigências estabelecidas estão:

  • Importação em nome da instituição pública: os procedimentos devem identificar a universidade, o instituto ou a entidade pública beneficiária.
  • Conta exclusiva do projeto: os recursos financeiros precisam ser movimentados em uma conta específica para a iniciativa de pesquisa.
  • Incorporação patrimonial: os bens importados devem ser incorporados imediatamente ao patrimônio da instituição beneficiada.
  • Prestação de contas: as operações estarão sujeitas à fiscalização da Receita Federal e dos demais órgãos de controle.

As condições buscam garantir que os materiais adquiridos no exterior sejam efetivamente destinados às atividades de pesquisa e desenvolvimento das instituições públicas.

Governo quer reduzir entraves ao desenvolvimento científico

De acordo com o Ministério da Fazenda, a aplicação da imunidade tributária poderá facilitar a modernização dos laboratórios e ampliar a capacidade de desenvolvimento científico e tecnológico do país.

A expectativa é reduzir a burocracia nas compras internacionais e acelerar o reaparelhamento de universidades públicas e institutos federais, permitindo o acesso a equipamentos, softwares e materiais essenciais para pesquisas.

A iniciativa também pretende enfrentar limitações do modelo atual de desoneração das importações científicas, que depende de uma cota administrada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Segundo o governo, o limite disponível nesse sistema é insuficiente para atender à demanda de universidades e instituições de pesquisa, o que pode restringir a aquisição de produtos necessários aos projetos científicos.

Fazenda, Receita Federal e AGU participaram das discussões

A definição das medidas ocorreu após tratativas entre a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), a Receita Federal, a Advocacia-Geral da União (AGU) e representantes das universidades federais.

A articulação entre os órgãos teve como objetivo esclarecer a aplicação da imunidade constitucional às operações realizadas com a participação de fundações de apoio.

Com as novas diretrizes, o governo busca oferecer maior segurança jurídica às aquisições internacionais, facilitar o acesso a tecnologias e insumos e fortalecer as condições para a execução de projetos de ciência, tecnologia e inovação no Brasil.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sayonara Moreno/Agência Brasil

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Importação

Governo zera imposto de importação de máquinas de costura, microfones e instrumentos musicais

O governo federal zerou o imposto de importação de máquinas de costura domésticas, microfones e determinados instrumentos musicais. A medida entrou em vigor em 1º de outubro de 2026 e estabelece tarifa zero permanente e sem limite de quantidade para os produtos contemplados pela regulamentação.

A mudança foi estabelecida pela Resolução 926/2026 do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex), que incorporou ao ordenamento brasileiro decisões do Mercosul. Antes da alteração, as tarifas chegavam a 20% para máquinas de costura e a 18% para determinados instrumentos musicais de corda acústicos e de sopro.

Além de reduzir os custos de importação, a nova regra modifica as condições de acesso ao benefício fiscal para algumas mercadorias, especialmente as máquinas de costura, que anteriormente estavam sujeitas a limites quantitativos.

Tarifa zero elimina cotas para máquinas de costura domésticas

Uma das principais mudanças envolve as máquinas de costura domésticas, que passam a contar com isenção definitiva do imposto de importação, sem depender de cotas ou de um limite de unidades beneficiadas.

Antes da nova regulamentação, a alíquota aplicada a esses equipamentos era de 20%, e o benefício tarifário funcionava de forma provisória, condicionado a uma quantidade determinada de produtos.

Com a entrada em vigor da resolução, essa restrição foi eliminada para as mercadorias enquadradas nos códigos tarifários previstos na norma.

A medida pode beneficiar tanto consumidores quanto pequenos negócios ligados à costura e à indústria têxtil, incluindo empreendimentos que utilizam esses equipamentos na produção de roupas, ajustes e outros serviços.

A isenção, no entanto, não abrange automaticamente qualquer máquina de costura. O enquadramento depende da classificação fiscal e das características do equipamento especificadas na regulamentação.

São Paulo e Santa Catarina estão entre os destaques nas importações

Dados de 2025 do ComexStat, sistema de estatísticas do comércio exterior mantido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), mostram que São Paulo e Santa Catarina estiveram entre os estados com destaque nas importações de máquinas de costura e instrumentos musicais.

A distribuição das compras internacionais varia conforme a categoria dos produtos.

Entre os estados mencionados no levantamento, os destaques são:

  • Máquinas de costura: São Paulo, Santa Catarina, Alagoas, Amazonas e Pernambuco.
  • Instrumentos musicais: São Paulo, Santa Catarina, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Rondônia.

Os números se referem ao período anterior à entrada em vigor da tarifa zero. Por isso, não demonstram eventuais efeitos da nova política sobre o volume de importações ou a participação dos estados no comércio exterior brasileiro.

A mudança nas alíquotas poderá alterar os custos das operações comerciais, mas seus reflexos dependerão do comportamento dos importadores e da demanda pelos produtos beneficiados.

Violões, violinos, flautas e trompetes estão entre os produtos contemplados

A redução tarifária também alcança diferentes categorias de instrumentos musicais importados, desde que os produtos correspondam às classificações previstas na resolução.

Entre os instrumentos acústicos de corda contemplados estão:

  • Violões e violas;
  • Violinos e violoncelos;
  • Contrabaixos;
  • Harpas;
  • Cavaquinhos.

A medida também inclui instrumentos de sopro, como flautas, clarinetes, trompetes, trombones, trompas, tubas, bombardinos e gaitas. Acordeons também aparecem entre os produtos citados na relação de mercadorias abrangidas.

Os microfones integram a lista de itens beneficiados, conforme os respectivos códigos tarifários.

Para os instrumentos de corda acústicos e de sopro incluídos na medida, a alíquota anterior de 18% foi reduzida a zero.

Isso não significa, porém, que todos os produtos comercializados nessas categorias estejam automaticamente isentos. A aplicação da tarifa depende da identificação correta da mercadoria e de seu enquadramento fiscal.

Resolução do Gecex/Camex incorpora decisão do Mercosul

A mudança tarifária tem origem em deliberações do Grupo Mercado Comum (GMC) do Mercosul, que foram incorporadas à legislação brasileira por meio da Resolução 926/2026 do Gecex/Camex.

Embora o ato tenha sido editado no fim de junho de 2026, as novas condições não passaram a valer imediatamente. A vigência começou em 1º de outubro do mesmo ano.

A diferença entre a publicação da resolução e o início de seus efeitos é importante para compreender o alcance da medida. Foi a partir de outubro que as novas alíquotas passaram a ser aplicadas aos produtos contemplados.

No caso das máquinas de costura domésticas, a alteração vai além da redução do imposto de 20% para zero: o benefício passa a ser permanente e deixa de depender de cotas quantitativas.

O que muda para importadores e consumidores?

A eliminação do imposto de importação reduz um dos custos tributários incidentes sobre a entrada dos produtos beneficiados no Brasil. Isso pode favorecer empresas que importam equipamentos de costura, instrumentos musicais e microfones, além de ampliar as possibilidades de negociação no mercado nacional.

Entretanto, a tarifa zero não garante, por si só, uma queda imediata nos preços ao consumidor. O valor final também depende de outros tributos aplicáveis, despesas logísticas, câmbio, margens comerciais e condições de mercado.

Para importadores, o principal cuidado é verificar se a mercadoria está efetivamente contemplada pela Resolução 926/2026 e se sua classificação fiscal corresponde à prevista na norma.

Com a nova regulamentação em vigor desde outubro de 2026, os produtos enquadrados passam a contar com as condições tarifárias estabelecidas pelo governo, incluindo a isenção permanente e sem cotas para as máquinas de costura domésticas abrangidas pela medida.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Importação de fertilizantes pelo Brasil cai 5,2 milhões de toneladas em 2026

O Brasil registrou uma forte redução na importação de fertilizantes em 2026. Até o fim de setembro, o país havia comprado do exterior cerca de 5,26 milhões de toneladas a menos do que no mesmo período de 2025.

A retração vem se mantendo de forma consecutiva. Setembro marcou o sexto mês seguido de queda nas importações de fertilizantes na comparação com os mesmos meses do ano anterior.

Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o país recebeu 3,10 milhões de toneladas de adubos e fertilizantes químicos em setembro. No mesmo mês de 2025, o volume havia alcançado 4,31 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 27,94%.

Importações de fertilizantes recuam pelo sexto mês consecutivo

A diferença também aparece quando se considera a quantidade de dias úteis. Setembro de 2026 teve 21 dias úteis, enquanto o mesmo mês do ano passado contou com 22.

Com isso, a média diária de importação de fertilizantes passou de 195,93 mil toneladas em setembro de 2025 para 147,90 mil toneladas neste ano. O resultado representa uma retração de 24,51%.

Em valores financeiros, as compras externas somaram US$ 1,17 bilhão em setembro, ante US$ 1,55 bilhão um ano antes. A redução foi de 24,10%.

Apesar da queda no desembolso total, o preço médio do produto importado aumentou. O valor passou de US$ 359,69 para US$ 378,89 por tonelada, alta de 5,33%.

Queda ganhou força a partir de abril

O distanciamento entre os volumes de 2026 e 2025 começou a ficar mais evidente a partir de abril.

Em março, as importações ainda haviam apresentado crescimento anual de 31,3%. A partir do mês seguinte, porém, o resultado passou a ficar abaixo do registrado no ano anterior de maneira consecutiva.

As quedas foram de:

  • 12,9% em abril;
  • 14,3% em maio;
  • 20,3% em junho;
  • 14,3% em julho;
  • 43,2% em agosto;
  • 27,94% em setembro.

Com a sequência negativa, o volume acumulado entre janeiro e setembro chegou a aproximadamente 28,47 milhões de toneladas de fertilizantes. No mesmo intervalo de 2025, o Brasil havia importado 33,73 milhões de toneladas.

A diferença de aproximadamente 5,26 milhões de toneladas corresponde a uma retração de 15,6% no período.

Preço do fertilizante diminui, mas segue acima de 2025

A redução nas compras externas ocorre em um cenário de preços médios de fertilizantes ainda superiores aos observados no ano passado.

Em agosto, por exemplo, cada tonelada importada custou, em média, US$ 403,20. O valor foi 12,8% maior do que o registrado no mesmo mês de 2025.

Em setembro, houve uma melhora nesse cenário. O preço médio recuou para US$ 378,89 por tonelada, ficando abaixo dos US$ 441,30 registrados em junho e dos US$ 430,80 de julho.

Mesmo assim, o valor permaneceu 5,33% acima do preço médio observado em setembro de 2025.

Mercado acompanha impacto sobre o abastecimento

A combinação de menores volumes importados com preços superiores aos do ano passado já vinha sendo observada nos meses anteriores.

Até agosto, as compras externas acumulavam queda de 13,8% em quantidade, enquanto o preço médio dos fertilizantes importados permanecia 15,9% acima do registrado em 2025.

O resultado de setembro confirma a continuidade da retração nas importações, embora também mostre uma redução na diferença entre os preços praticados neste ano e no ano passado.

Quando os números de agosto foram divulgados, com uma queda de aproximadamente 43% nas importações, agentes consultados pelo Notícias Agrícolas não apontavam risco imediato de falta de fertilizantes no Brasil.

Na ocasião, a avaliação era de que os estoques disponíveis no mercado seriam suficientes para compensar, ao menos naquele momento, o ritmo mais lento de entrada dos produtos importados.

Queda nas compras ainda não indica falta de fertilizantes

Os dados de setembro, analisados isoladamente, ainda não permitem concluir se a sequência de redução nas importações terá impacto sobre o abastecimento interno ou sobre as decisões de compra dos produtores para os próximos ciclos agrícolas.

O cenário, entretanto, ganhou maior dimensão ao longo de 2026. O recuo deixou de ser pontual e passou a se repetir durante todo o segundo e o terceiro trimestres, chegando ao sexto mês consecutivo de queda em setembro.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Tarifa zero para instrumentos musicais importados entra em vigor no Brasil

Entrou em vigor a redução para zero do imposto de importação sobre uma série de instrumentos musicais, microfones e máquinas de costura destinadas ao uso doméstico. A mudança elimina alíquotas que chegavam a 18% para instrumentos musicais e a 20% para máquinas de costura.

A medida foi estabelecida pela Resolução 926/2026 do Gecex/Camex, do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior. O texto incorporou à legislação brasileira decisões adotadas pelo Grupo Mercado Comum do Mercosul.

Instrumentos musicais passam a ter imposto de importação zerado

No segmento musical, produtos que anteriormente tinham tarifa de 18% passam a contar com tarifa de importação zero. A medida contempla instrumentos de corda acústicos e instrumentos de sopro, além de microfones e outros itens previstos na resolução.

Entre os produtos beneficiados estão:

  • Violinos, violas e violoncelos;
  • Contrabaixos, violões, harpas e cavaquinhos;
  • Trompetes, trombones, tubas e trompas;
  • Bombardinos, gaitas e clarinetes;
  • Acordeons e flautas;
  • Microfones e demais produtos incluídos nos códigos tarifários definidos pela Camex.

A isenção vale exclusivamente para os produtos e respectivas classificações tarifárias especificados na Resolução 926/2026.

Máquinas de costura também têm tarifa zerada

A medida também beneficia as máquinas de costura de uso doméstico. Nesse caso, a alíquota do imposto de importação, que era de 20%, foi reduzida para zero.

Antes da mudança definitiva, a redução já estava sendo aplicada de maneira temporária e dentro de cotas específicas. Com a nova regra, o benefício passa a vigorar sem limite de quantidade e por prazo definitivo.

Embora sejam classificadas como equipamentos de uso doméstico, as máquinas de costura também são utilizadas por pequenos negócios ligados à indústria têxtil.

São Paulo e Santa Catarina lideram importações

Dados do ComexStat, sistema de estatísticas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), apontam os estados que mais importaram máquinas de costura e instrumentos musicais durante 2025.

No segmento de máquinas de costura, os maiores volumes de importação foram registrados em:

  • São Paulo;
  • Santa Catarina;
  • Alagoas;
  • Amazonas;
  • Pernambuco.

Já entre os instrumentos musicais, os principais estados importadores foram:

  • São Paulo;
  • Santa Catarina;
  • Minas Gerais;
  • Paraná;
  • Espírito Santo;
  • Goiás;
  • Rio Grande do Sul;
  • Rondônia.

Nova regra passa a valer de forma definitiva

Embora a Resolução 926/2026 tenha sido publicada no fim de junho, a redução das alíquotas começou a produzir efeitos nesta quinta-feira (1º).

Com a mudança, instrumentos musicais e máquinas de costura enquadrados na resolução passam a contar definitivamente com imposto de importação zero, alterando as condições para a entrada desses produtos no mercado brasileiro.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: TV Brasil

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Governo Regulamenta Cotas de Importação do Acordo Mercosul–EFTA

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), publicou uma portaria no Diário Oficial da União para disciplinar as regras de alocação de cotas de importação previstas no Acordo Mercosul–EFTA. A medida regulamenta o Decreto nº 13.126 e estabelece os procedimentos para que empresas nacionais possam usufruir das preferências tarifárias negociadas com o bloco europeu.

Cronograma de Vigência e Países Envolvidos

O tratado de livre comércio passa a vigorar de forma gradual entre os signatários. O intercâmbio comercial com a Islândia foi o primeiro a ser ativado, seguido pela Noruega no mês de novembro. As nações restantes que compõem a Associação Europeia de Livre Comércio — Suíça e Liechtenstein — ainda concluem trâmites jurídicos internos para oficializar a vigência do instrumento.

Nesta fase inicial, a regulamentação abrange exclusivamente as cotas de importação, contemplando um grupo restrito de mercadorias:

  • Vinhos e derivados
  • Queijos e produtos lácteos selecionados
  • Fórmulas infantis
  • Chocolates

Procedimentos e Operacionalização via Siscomex

Para acessar os benefícios tarifários dentro dos limites de volume fixados pelo acordo, os importadores devem solicitar uma licença específica diretamente pelo Portal Único Siscomex. Após a emissão eletrônica pela Secex, o documento precisa ser vinculado à Declaração Única de Importação (Duimp) em até 60 dias, observando os tetos máximos por operador.

Caso o volume da cota se esgote, as operações subsequentes passam a ser tributadas pelas alíquotas extracota normais. Itens livres de cotas seguem as regras gerais de origem previstas no tratado.

Abertura de Mercado e Perspectivas para o Comércio Exterior

As cotas representam uma fração de um compromisso muito mais abrangente. A EFTA eliminará integralmente as tarifas de importação para os setores industrial e pesqueiro logo na entrada em vigor. No total, quase 99% da pauta exportadora brasileira terá acesso facilitado aos mercados europeus, enquanto o Brasil liberalizará cerca de 97% das importações vindas do bloco em diferentes cronogramas de desgravação.

Empresas e operadores interessados em detalhar cronogramas de redução de tarifas, regras de origem e demais exigências regulatórias podem consultar o Painel de Dados oficial e os manuais de suporte disponíveis no portal de comércio exterior.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Uganda muda regras de importação de genética avícola para enfrentar falta de poedeiras

O governo de Uganda concluiu novas normas sanitárias para flexibilizar a importação de material genético avícola e enfrentar a escassez de pintinhos destinados à produção de ovos. A mudança permite a aquisição de genética proveniente de zonas e compartimentos da Europa reconhecidos como livres de Influenza Aviária Altamente Patogênica (IAAP).

A medida foi adotada diante dos impactos das restrições anteriores sobre a cadeia de produção de ovos. A Europa é uma das principais fontes de genética para galinhas poedeiras utilizada pela avicultura ugandense.

Nova regra amplia opções para importação de genética

De acordo com a nova orientação do Ministério da Agricultura, Indústria Animal e Pescas de Uganda, os certificados sanitários poderão considerar o princípio da regionalização sanitária.

Na prática, isso permite que o país avalie individualmente áreas consideradas livres da doença, em vez de restringir necessariamente todas as importações provenientes de um país que registre ocorrências de IAAP em determinadas regiões.

A mudança abre caminho para a retomada do comércio com áreas europeias previamente aprovadas e classificadas como livres do vírus.

Segundo Bright Rwamirama, ministro de Estado da Indústria Animal de Uganda, o novo sistema permitirá a entrada de material genético de regiões europeias autorizadas e livres de doenças, mantendo os requisitos sanitários necessários para reduzir o risco de introdução da influenza aviária no país.

Produção de ovos foi a mais afetada

A avicultura de postura sofreu os efeitos mais fortes das restrições impostas às importações europeias. A dependência da Europa para o fornecimento de genética de poedeiras dificultou a reposição dos plantéis e contribuiu para a atual falta de pintinhos.

O cenário é diferente na produção de frangos de corte. O setor conseguiu reduzir os impactos das restrições ao buscar matrizes na vizinha Tanzânia, mantendo uma alternativa de abastecimento para a cadeia produtiva.

Wesley Ruto, presidente do Comitê Técnico da Associação Avícola de Uganda, afirmou que a genética destinada às galinhas poedeiras continua fortemente dependente de fornecedores europeus. Segundo ele, o segmento de corte enfrentou menos dificuldades porque foi possível recorrer à oferta de matrizes da Tanzânia.

Falta de milho e soja aumenta custos

Além da escassez de genética avícola, os produtores ugandenses enfrentam dificuldades para encontrar matérias-primas utilizadas na fabricação de ração.

A disponibilidade doméstica de milho e soja está limitada, levando empresas do setor de alimentação animal a recorrer a compras emergenciais em países como Malawi, Zâmbia e Etiópia.

O aumento da dependência de matérias-primas importadas eleva os custos de fabricação da ração para aves, pressionando as despesas das granjas e aumentando os desafios enfrentados pela indústria avícola.

Mudança busca garantir abastecimento do setor

Com a alteração das regras sanitárias, Uganda pretende ampliar as alternativas de fornecimento de genética para poedeiras sem abrir mão dos controles necessários para evitar a entrada de doenças no território.

A autorização para importar de áreas europeias consideradas livres de IAAP pode ajudar a recompor os plantéis de postura e aliviar a escassez de pintinhos, enquanto o setor continua lidando com custos elevados de alimentação e limitações no mercado interno de insumos.

FONTE: Agrimídia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agrimídia

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Importações de óleo de soja pela Índia podem atingir recorde em 2025/26

As importações de óleo de soja da Índia devem alcançar um novo recorde na temporada 2025/26. A maior competitividade de preços em relação aos óleos de palma e de girassol deve estimular as compras do produto por consumidores indianos, considerados sensíveis às variações de preços.

Segundo representantes do setor ouvidos pela Reuters, o movimento deve compensar parcialmente a redução nas compras de óleo de girassol, afetadas pela guerra entre Rússia e Ucrânia. Ao mesmo tempo, a maior oferta de óleo de soja tende a limitar o avanço das importações de óleo de palma, tradicionalmente o principal produto da pauta indiana de óleos comestíveis.

Índia deve importar 5,7 milhões de toneladas de óleo de soja

As compras indianas de óleo de soja devem crescer 4,2% em relação ao recorde registrado na temporada anterior, chegando a aproximadamente 5,7 milhões de toneladas até o fim do ciclo, em 31 de outubro.

A estimativa é de Aashish Acharya, vice-presidente da Patanjali Foods Ltd., uma das principais empresas importadoras de óleos comestíveis da Índia.

De acordo com Acharya, o óleo de soja permaneceu competitivo durante o ano diante dos preços praticados pelos principais concorrentes.

Óleo de palma e girassol têm comportamentos diferentes

Enquanto as importações de soja avançam, o mercado indiano deve registrar movimentos distintos para outros tipos de óleo vegetal.

As compras de óleo de palma devem aumentar 5,5%, para cerca de 8 milhões de toneladas, após terem atingido no ano passado o menor nível em cinco anos.

Já as importações de óleo de girassol devem recuar 3%, para aproximadamente 2,85 milhões de toneladas. A queda está relacionada principalmente aos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre a oferta do produto.

Preços favorecem óleo de soja

A maior procura pelo óleo de soja também está relacionada ao cenário internacional de oferta e preços. O aumento do consumo de biodiesel na Indonésia reduziu a disponibilidade de óleo de palma no mercado e contribuiu para a elevação de seus preços.

Com oferta mais abundante, o óleo de soja passou a apresentar uma relação de preços mais favorável aos compradores indianos, segundo B.V. Mehta, diretor executivo da Associação de Extratores por Solvente da Índia.

Esse cenário deve contribuir para o aumento das compras externas de óleo vegetal pelo país.

Importações de óleo comestível devem bater recorde

A Índia depende das importações para atender aproximadamente dois terços de sua demanda por óleos vegetais. Entre os principais produtos adquiridos no exterior estão os óleos de palma, soja e girassol, provenientes de países como Malásia, Indonésia, Argentina, Rússia e Ucrânia.

Para 2025/26, as importações totais de óleo comestível da Índia devem crescer 3,6%, atingindo o recorde de 16,55 milhões de toneladas, segundo Mehta.

O avanço ocorre em um contexto de aumento da renda per capita e, consequentemente, da demanda por óleos comestíveis, enquanto a produção doméstica permanece praticamente estagnada.

Óleo de palma perde participação nas compras indianas

Mesmo com a recuperação prevista nas importações de óleo de palma, sua participação no mercado externo indiano deve continuar diminuindo.

Segundo corretores ligados a tradings globais, o óleo de palma deve representar menos de 50% das importações totais de óleos comestíveis da Índia pelo segundo ano consecutivo na temporada 2025/26.

O cenário reforça a crescente importância do óleo de soja no mercado indiano e mostra como as diferenças de preços entre os principais óleos vegetais podem alterar a composição das importações do país.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Compre Rural

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Nova regra de importação pode facilitar compras do Paraguai pela internet

As novas regras para a tributação de remessas internacionais podem alterar o custo de produtos comprados por brasileiros em plataformas estrangeiras. A mudança ocorre em meio ao avanço das compras internacionais pela internet e pode beneficiar operações de menor valor, conforme as condições de cada importação.

Entre as empresas que oferecem produtos do Paraguai com possibilidade de entrega no Brasil está a New Zone Importados, localizada em Ciudad del Este. A plataforma permite que consumidores brasileiros consultem o catálogo da loja e façam pedidos para receber os produtos no endereço informado no país.

Compras de até US$ 50 têm tarifa de importação zerada

A nova legislação estabelece tarifa de importação de 0% para compras internacionais de até US$ 50, valor equivalente a aproximadamente R$ 260 na cotação mencionada.

A alteração foi definida pelo Projeto de Lei de Conversão (PLV) 13 de 2026, sancionado na quinta-feira (10) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Além da isenção para remessas de menor valor, a legislação modifica a cobrança para mercadorias de até US$ 3 mil por remessa. Nesses casos, a alíquota de importação passa de 60% para 30%.

As mudanças também atingem as regras de tributação simplificada aplicadas a determinados produtos adquiridos em plataformas internacionais.

Nova tributação muda cenário das compras internacionais

A alteração ocorre em um período de crescimento do comércio eletrônico internacional, com consumidores brasileiros utilizando cada vez mais plataformas estrangeiras para adquirir produtos.

Na prática, as novas regras podem modificar o valor final de determinadas compras realizadas fora do país. O impacto, porém, depende de fatores como o preço da mercadoria, o tipo de operação e os tributos e encargos aplicáveis à remessa.

New Zone oferece produtos de Ciudad del Este com entrega no Brasil

Voltada ao público brasileiro, a New Zone permite que consumidores escolham produtos disponíveis em Ciudad del Este, no Paraguai, e solicitem a entrega em um endereço no Brasil.

A plataforma reúne itens de diferentes categorias, entre elas:

  • Perfumaria e cosméticos;
  • Maquiagem;
  • Eletrônicos;
  • Produtos para casa e cozinha;
  • Eletrodomésticos;
  • Acessórios para celulares;
  • Informática;
  • Outros produtos.

A compra online amplia o acesso ao catálogo da empresa para consumidores de diferentes regiões brasileiras, sem a necessidade de deslocamento até a cidade paraguaia, tradicionalmente conhecida pelo comércio de produtos importados.

Compras do Paraguai pela internet ganham espaço

A possibilidade de comprar produtos de Ciudad del Este pela internet acompanha a expansão das relações comerciais transfronteiriças por meio de plataformas digitais.

Para quem já conhece a cidade como destino de compras, a modalidade permite consultar produtos à distância e solicitar a entrega no Brasil, seguindo os procedimentos previstos para importações e remessas internacionais.

As novas regras de tributação também alteram a configuração de determinadas operações de menor valor. Antes de finalizar uma compra, entretanto, o consumidor deve considerar não apenas o preço anunciado, mas também tributos, encargos e condições de entrega aplicáveis à operação.

FONTE: H2 Foz
TEXTO: Redação
IMAGEM: New Zone Importados/divulgação

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