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Cronograma de desligamento da DI foi atualizado

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e a Secretaria Especial da Receita Federal (RFB) apresentam o cronograma de desligamento do sistema Siscomex DI, ampliando a obrigatoriedade de uso de LPCO e Duimp no Portal Único de Comércio Exterior, de acordo com o Novo Processo de Importação (NPI).

O cronograma de desligamento foi aprovado em reunião da Comissão Gestora do SISCOMEX e sua efetivação dependerá de validações feitas pelo setor privado no âmbito do Subcomitê de Cooperação do CONFAC, conforme Plano de Ação divulgado em sua 10ª Reunião.     

O cronograma abaixo reflete as datas a partir das quais já é obrigatório registrar LPCO e/ou Duimp nas operações de importação, bem como as datas futuras de desligamento de outras operações, caso a validação pelo setor privado não tenha indicado problemas sistêmicos impeditivos, conforme definido no Plano de Ação. Desta forma, será vedado ao importador, a partir de então, a possibilidade de continuar realizando essas operações por meio do Siscomex DI. 

A planilha completa consta neste link.

Situações especiais que devem ser observadas nas operações: 

  1. O LI não possui mecanismos de desligamento, o sistema que é desligado é a DI. Neste sentido, cabe esclarecer que conforme cronograma acima, caso a LI tenha sido registrada após a data de desligamento da operação, mesmo na situação de deferimento pelo órgão anuente, quando da tentativa de registro da DI (e consequente vinculação do LI deferido), haverá emissão de mensagem de impossibilidade de registro, com indicação de Duimp obrigatória.  Assim, é responsabilidade do importador acompanhar atentamente o cronograma, a fim de evitar o registro indevido de LI em período incompatível, o que poderá ocasionar atrasos no desembaraço da mercadoria e consequente aumento dos custos da operação.
  2. Mercadorias com apenas um órgão anuente: o desligamento da Declaração de Importação (DI) ocorrerá na data indicada na tabela acima, exceto nos casos de impossibilidade de Duimp listados na última coluna da tabela.
  3. Mercadorias com mais de um órgão anuente: o desligamento da Declaração de Importação (DI) ocorrerá somente na data indicada na tabela acima que corresponda ao momento em que todos os órgãos anuentes tenham efetuado o desligamento, exceto nos casos de impossibilidade de Duimp listados na última coluna da tabela.
  4. LI registradas com controle administrativo antes da data de desligamento: poderão ser vinculadas às Declarações de Importação (DI) mesmo após a data de desligamento. As DI poderão ser registradas após esta data, pois segue a regra da data de registro do LI deferido vinculado.
  5. LI deferidas que necessitem de substituição: poderão ser emitidas LI substitutivas mesmo após a data de desligamento da DI.
  6. Nacionalização de Depósito Especial, cuja Admissão tenha sido por meio de Dl deve cumprir com o cronograma previsto para 01/12/2026.
  7. Mercadorias com mais de um regime tributário aplicável em uma mesma operação: o desligamento da DI ocorrerá somente na data indicada na tabela acima que corresponda ao momento em que todos os regimes tributários tenham sido desligados, exceto nos casos de impossibilidade de Duimp listados na última coluna da tabela.
  8. As UFs citadas na quarta coluna da tabela acima relacionadas aos “TIPOS DE OPERAÇÕES (DI)” se referem a: UF do endereço do importador; UF do endereço do adquirente; UF da URF de despacho. Para fins de cronograma de desligamento, basta que na operação haja pelo menos uma destas UFs “ligada” para que a operação possa ser efetuada por DI.
  9. Os desligamentos programados para as operações indicadas na quarta coluna da tabela acima também se aplicam aos importadores pessoas físicas, os quais deverão observar integralmente os fluxos de anuência de importação estabelecidos pelos órgãos competentes, incluindo, conforme o tipo de operação, as exigências relativas à LPCO e ao Catálogo de Produtos.
  10. A indicações de Fundamentos Legais e Sem fundamento constantes na coluna “Tipos de operações (DI)” se referem a Tabela Aduaneira FUNDAMENTO LEGAL – REGIME DE TRIBUTAÇÃO DO II, disponível para consulta no https://www35.receita.fazenda.gov.br/tabaduaneiras-web/private/pages/telaInicial.jsf
  11. O radar limitado indicado na última coluna da tabela do cronograma se refere ao tipo de habilitação do importador, adquirente ou encomendante.
  12. Operações em que encomendante e adquirente possuam CPF, o registro da DUIMP deverá ser efetuado com a indicação do campo “Indicação de importação para terceiros” como sendo importação direta. Deverá ser informado nas Informações Complementares da Duimp o tipo de operação (conta e ordem ou encomenda) e o CPF do adquirente/encomendante (caso seja operação pessoa física).
  13. Operações em que encomendante possua radar limitado, o registro da DUIMP deverá ser efetuado com a indicação do campo “Indicação de importação para terceiros” como sendo importação direta. Deverá ser informado nas Informações Complementares da Duimp o tipo de operação encomenda e o CPF do encomendante.

Como forma de facilitar o entendimento do Cronograma, foi elaborado fluxograma para verificação diária das regras de DUIMP obrigatória, DI obrigatória ou DUIMP opcional.

Atenção para as operações que ainda não estão disponíveis para registro de Duimp, cuja importação deverá ser efetuada por LI/DI. A figura abaixo destaca com o “X” as operações que não estão disponíveis para registro de Duimp:

Nota 1: Entidades cuja natureza jurídica se enquadre no “Grupo 1 – Administração Pública – da Tabela de Natureza Jurídica da Comissão Nacional de Classificação”, continuarão realizando o registro de importações por Declaração de Importação (DI). O ligamento para esse grupo se dará em etapa futura.

Caso haja identificação de erros impeditivos, que inviabilizem o avanço do cronograma, as datas serão revistas e atualizadas, garantindo a segurança nas operações e previsibilidade ao setor afetado.

A Secex e RFB reafirmam seu compromisso com a comunidade de comércio exterior, assegurando que a migração das importações para o Portal Único de Comércio Exterior seja conduzida de forma planejada, gradual e segura.

VersãoData   Alteração
107/10/2025   Emissão Inicial
204/11/2025Alteração do Recof (FL 49 – SP) para 19/01/2026Exclusão de Autopeças (FL 59, 95 e 97) para o Ceará de 15/12/2025Inclusão de Autopeças (FL 59, 95 e 97) para o Ceará em 23/02/2026Alteração do cronograma de desligamento e do fluxograma no que tange ao desligamento de produtos sujeitos ao controle administrativo de mais de um órgão anuente
310/11/2025Repetro alterado para desligamento em 15/12/2025
414/11/2025Inserção dos itens 9 e 10 nas impossibilidades
521/11/2025Exclusão do IBAMA no cronograma de dezembro de 2025;Alteração do escopo do INMETRO para janeiro de 2026 restrito aos produtos com agrupamento por modelo;Inclusão do INMETRO para produtos com agrupamento por família em março de 2026;Inserção do item 6 na listagem “Produtos sujeitos ao controle administrativo de órgãos anuentes devem observar as situações”;Ajuste do texto do item 10 da coluna de IMPOSSIBILIDADES.
605/12/2025Inserção do item 7 na listagem “Situações especiais que devem ser observadas nas operações”
710/12/2025Alteração do texto do item 7 na listagem “Situações especiais que devem ser observadas nas operações”;Substituição do fluxograma;Alteração do Drawback isenção de janeiro para fevereiro.
812/12/2025Adiamento do CNPQ e ANP para janeiro de 2026Inserção do Repetro RJ para janeiro de 2026Inserção do CNPQ e ANP para janeiro de 2026
918/12/2025Alteração nos textos dos itens 3 e 4 das “Situações especiais que devem ser observadas nas operações”
 1015/01/2026Adiamento dos Fundamentos Legais/Sem fundamento previstos para janeiro de 2026, no Estado do RJ, para março de 2026;Adiamento da ANP para março de 2026;Concentração do desligamento INMETRO em março de 2026;Exclusão do item 6 das “Situações especiais que devem ser observadas nas operações”;Renumeração do item 7 para número 6  das “Situações especiais que devem ser observadas nas operações“.
1120/01/2026Inclusão do item 7 nas “Situações especiais que devem ser observadas nas operações”.
1221/01/2026Atualização do texto e  figura de desligamento vigente e futuro;Inserção do item 8 na  lista de “Situações especiais que devem ser observadas nas operações”.
1326/01/2026Inserção do item 9 na lista “Situações especiais que devem ser observadas nas operações”.
1430/01/2026Inserção do impedimento 11, que será desligado somente em 01/12/2026;Inserção do impedimento 12, que será desligado somente em 31/08/2026;Inserção de nova data de desligamento para 31/08/2026.
1509/02/2026Adiamento das operações Sem Fundamento (SP) marítimo para 23/03/2026;Adiamento das operações Drawback Isenção – RT 3 / FL 16 para 30/03/2026.
1605/03/2026Atualização do texto para esclarecimento sobre desligamento exclusivo da DI e como é o comportamento do LI neste cenário.Inserção do item 11 sobre esclarecimento do radar limitado citado no cronograma.
1716/03/2026Inserção dos itens 12 e 13 na lista “Situações especiais que devem ser observadas nas operações”.
1819/03/2026Alteração da data de desligamento das operações:
a. 23/03/2026 para 22/04/2026; e
b. 30/03/2026 para 27/04/2026.
1922/04/2026Alterações na planilha completa de desligamento com a inserção dos seguintes impedimentos: Nacionalização de carga entrepostada via Duimp, utilizando FL de Drawback modalidade IsençãoTransferência de regime especial para Drawback modalidade Suspensão, cuja admissão no regime especial tenha sido por DuimpOperações de mercadorias enquadradas nos Art. 212-A e Art. 212-B do Decreto 7.212/2010 (TIPI)Atualização das operações que serão desligadas em 01/12/2026.
2023/04/2026Correção do texto de “Situações especiais que devem ser observadas nas operações:” com exclusão do *Atualização das operações impeditivas com inserção do modal ferroviário.

FONTE: Siscomex
IMAGEM: Freepik

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Fraudes em importações são barradas por MDIC e Receita Federal

A atuação conjunta do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e do Ministério da Fazenda resultou na interrupção de diversas fraudes em importações nos últimos meses. As irregularidades envolviam práticas como subdeclaração de valor e classificação incorreta de mercadorias, com impacto direto no comércio exterior brasileiro.

Entre agosto de 2024 e dezembro de 2025, foram registradas 50 denúncias. Desse total, 21 tiveram indícios confirmados, abrangendo empresas de segmentos como têxtil, siderúrgico, linha branca, autopeças, químico, eletroeletrônicos e artigos esportivos.

Parte das denúncias segue em apuração

Além dos casos já confirmados, três denúncias foram consideradas improcedentes. Outras 26 ainda estão em fase de investigação, indicando que o trabalho de fiscalização segue em andamento.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior, o objetivo das ações é garantir um ambiente mais justo, combatendo práticas que prejudicam empresas que atuam dentro das regras.

Licenciamento mais rígido ajuda a conter irregularidades

Quando há suspeita de irregularidade, as autoridades adotam o chamado licenciamento não automático, mecanismo que reforça o controle sobre operações de importação. A medida permite verificar previamente a veracidade das informações antes da liberação das mercadorias.

Esse modelo tem se mostrado eficaz: entre 19% e 79% dos pedidos de importação acabam sendo cancelados pelos próprios importadores ou rejeitados durante o processo de análise, dependendo do caso.

Fiscalização reforçada no comércio exterior

O trabalho é coordenado pelo Grupo de Inteligência de Comércio Exterior (GI-CEX), que reúne equipes da Secretaria de Comércio Exterior e da Receita Federal. O grupo atua na identificação de indícios de infrações, além de propor ações preventivas e repressivas.

A fiscalização aduaneira também foi intensificada, com verificações realizadas tanto antes quanto após o desembaraço das mercadorias.

Combate a fraudes fortalece ambiente de negócios

De acordo com o governo, a estratégia integrada busca promover isonomia competitiva e fortalecer o ambiente empresarial, sem aumentar a burocracia para quem cumpre a legislação.

A iniciativa contribui para tornar o comércio exterior brasileiro mais transparente e equilibrado, reduzindo práticas ilegais que distorcem o mercado.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Taxa das blusinhas preserva empregos e reduz importações, aponta CNI

A chamada taxa das blusinhas, que incide sobre compras internacionais de pequeno valor, tem gerado efeitos relevantes na economia do Brasil. Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica que, apesar da resistência inicial de consumidores, a medida contribuiu para frear importações, estimular a produção local e preservar empregos.

Mais de 135 mil empregos foram mantidos

De acordo com o estudo, a tributação evitou cerca de R$ 4,5 bilhões em compras no exterior e ajudou a manter aproximadamente 135,8 mil empregos no país. Além disso, cerca de R$ 19,7 bilhões circularam na economia brasileira, reforçando a atividade interna.

Os dados foram calculados com base na comparação entre a projeção de importações para 2025 e o volume efetivamente registrado após a implementação da medida.

Queda no volume de encomendas internacionais

A incidência do imposto provocou uma redução significativa no número de remessas:

  • Diminuição de 10,9% entre 2024 e 2025
  • Queda de 23,4% no primeiro semestre de 2025 em relação ao mesmo período de 2024
  • Total de pacotes caiu de 179,1 milhões em 2024 para 159,6 milhões em 2025

Sem a cobrança, a expectativa era que o volume ultrapassasse 205 milhões de encomendas, evidenciando o impacto direto da política sobre o consumo externo.

Como funciona a taxa

A regra estabelece um Imposto de Importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. A medida entrou em vigor em agosto de 2024 dentro do programa Remessa Conforme, criado para regulamentar o e-commerce internacional.

O recolhimento ocorre no momento da compra, o que facilita a fiscalização e reduz práticas irregulares.

Combate à concorrência desleal

Segundo a CNI, a taxação ajudou a equilibrar a disputa entre produtos nacionais e importados, especialmente diante da forte presença de itens vindos da Ásia. Antes da medida, mercadorias de baixo valor frequentemente entravam no país com tributação reduzida ou irregular, o que prejudicava a indústria brasileira.

Redução de fraudes e maior controle

Outro efeito observado foi a diminuição de práticas como subfaturamento, fracionamento de pedidos e uso indevido de isenções fiscais. Com o novo modelo, plataformas internacionais passaram a recolher os tributos diretamente na venda, aumentando a transparência e o controle.

Arrecadação federal cresce com a medida

A mudança também elevou a arrecadação de impostos sobre importações de pequeno valor. O montante subiu de R$ 1,4 bilhão em 2024 para R$ 3,5 bilhões em 2025, reforçando o caixa público.

Proteção à indústria e geração de renda

Para a CNI, o principal benefício da taxação de importados é o fortalecimento da produção nacional. A medida contribui para manter empregos, gerar renda e melhorar a competitividade do setor industrial brasileiro.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Brasil

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Taxa das blusinhas reduziu importações em R$ 4,5 bilhões e preservou empregos, diz CNI

A chamada taxa das blusinhas teria reduzido em R$ 4,5 bilhões o volume de importações no Brasil, segundo levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) na quarta-feira (22). De acordo com a entidade, a medida também contribuiu para preservar mais de 135 mil empregos e movimentar cerca de R$ 20 bilhões na economia nacional.

O imposto de importação de 20% incide sobre compras internacionais de até US$ 50 e está em vigor desde agosto de 2024, dentro do programa Remessa Conforme, criado para regulamentar o comércio eletrônico internacional.

Queda no número de remessas internacionais

Dados apresentados pela CNI mostram que o volume de encomendas internacionais caiu após a implementação da taxa. Em 2024, foram registradas 179,1 milhões de remessas. Já em 2025, o número recuou para 159,6 milhões — uma redução de 10,9%.

A projeção da entidade indica que, sem a tributação, o total poderia ter alcançado 205,9 milhões de pacotes, ou seja, cerca de 46,3 milhões a mais do que o registrado. O valor médio das encomendas foi estimado em R$ 96,88.

Impactos econômicos e arrecadação federal

Com base nesses números, a CNI avalia que a tributação de compras internacionais ajudou a conter a entrada de produtos estrangeiros e favoreceu a economia interna. Além da preservação de empregos, a arrecadação federal com o imposto cresceu significativamente, passando de R$ 1,4 bilhão em 2024 para R$ 3,5 bilhões em 2025.

Segundo a entidade, a medida busca equilibrar a concorrência entre produtos nacionais e importados, especialmente no segmento de baixo valor.

Debate político sobre a manutenção da taxa

Apesar dos efeitos econômicos apontados, a taxa das blusinhas enfrenta questionamentos dentro do próprio governo, principalmente devido à sua repercussão negativa entre consumidores.

Recentemente, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a medida foi aprovada pelo Congresso Nacional e que ainda não há uma decisão definitiva sobre possíveis mudanças.

Concorrência desigual motivou mudança na regra

Antes da nova tributação, compras de até US$ 50 enviadas entre pessoas físicas eram isentas de imposto de importação. A CNI argumenta que essa regra vinha sendo utilizada de forma irregular, com práticas como subfaturamento e envio de mercadorias por empresas disfarçadas de pessoas físicas.

Além disso, empresas brasileiras apontavam desvantagem competitiva, já que produtos nacionais seguem sujeitos a tributos como ICMS, IPI e PIS/Cofins, enquanto parte das mercadorias importadas entrava no país com carga tributária reduzida.

Regras atuais para compras internacionais

Atualmente, compras de até US$ 50 estão sujeitas a 20% de imposto de importação, além do ICMS. Para valores acima desse limite, a alíquota sobe para 60%, com desconto fixo de US$ 20 no valor devido, mantendo a cobrança do imposto estadual.

A mudança representou, na prática, o fim da isenção conhecida como de minimis, que permitia a entrada de produtos de baixo valor sem tributação federal.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: RoseBox/ Unsplash

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Câmara aprova medida que endurece controle sanitário na importação de cacau

A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 330/2022, que estabelece regras mais rígidas para o controle sanitário na importação de cacau. A proposta, relatada pelo deputado Márcio Marinho, segue agora para análise do Senado.

Pressão do setor produtivo impulsiona decisão

A votação ocorre em meio à mobilização de produtores de cacau brasileiro, especialmente da Bahia, principal polo da cultura no país. O setor vinha manifestando preocupação com os efeitos da Instrução Normativa nº 125/2021, que flexibilizou as exigências para a entrada do produto estrangeiro no Brasil.

Segundo representantes da cadeia produtiva, a medida anterior aumentou a insegurança no mercado e gerou maior concorrência para a produção nacional.

Projeto busca reequilibrar regras do mercado

Durante a tramitação, o relator argumentou que o Congresso atuou para corrigir distorções provocadas por uma norma administrativa que, na avaliação dele, extrapolou limites regulatórios.

De acordo com Marinho, o texto aprovado não impede o comércio internacional, mas reforça critérios técnicos e o rigor sanitário, com o objetivo de garantir condições mais equilibradas para os produtores brasileiros.

“O projeto assegura regras claras e proteção ao produtor, sem fechar o mercado”, destacou.

Impacto para a economia e cadeia do cacau

Durante a sessão, o presidente da Câmara ressaltou a relevância da cadeia produtiva do cacau para a economia nacional. Parlamentares também apontaram que a aprovação atende às demandas do setor, que vinha criticando a política de importação do produto.

Com a decisão, ficam suspensos os efeitos da norma que facilitava a entrada de cacau estrangeiro, especialmente de países africanos como a Costa do Marfim.

Próximos passos

Após a aprovação na Câmara, o texto segue para o Senado. Caso seja validado, o novo marco deve fortalecer o controle fitossanitário e ampliar a proteção à produção nacional.

FONTE: Bahia Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Bahia Notícias

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UE aumenta tarifa do aço para 50% e reduz cotas de importação

A União Europeia avançou em um acordo político para endurecer as regras sobre a entrada de aço estrangeiro no bloco. A proposta eleva para 50% a tarifa sobre importações de aço que ultrapassarem as cotas estabelecidas e reduz significativamente o volume permitido sem cobrança.

A iniciativa tem como objetivo conter os impactos do excesso de oferta global e reforçar a competitividade da indústria siderúrgica europeia.

Redução significativa das cotas de importação

Pelo novo entendimento, o limite de importações isentas de tarifas será reduzido para 18,3 milhões de toneladas por ano. O volume representa uma queda de 47% em comparação com os níveis registrados em 2024.

Além disso, a nova tarifa de 50% também será aplicada a determinados produtos de aço que atualmente não estão incluídos no sistema de cotas.

Novo mecanismo substitui salvaguardas atuais

As mudanças irão substituir o atual regime de medidas de salvaguarda, em vigor desde 2018 e com validade até junho de 2026. A expectativa é que as novas regras entrem em vigor já em 1º de julho, após aprovação formal das instâncias europeias.

Regras mais rígidas para rastreabilidade

O pacote também estabelece critérios mais rigorosos de controle sobre a origem do aço importado. Exportadores deverão informar detalhes como o local de fundição e processamento do metal, fator que influenciará a distribuição das cotas entre os países fornecedores.

Essa medida visa aumentar a transparência e evitar práticas que distorçam o comércio internacional.

Revisão prevista e pressão sobre o setor

O regulamento inclui uma revisão após seis meses, que poderá ampliar a lista de produtos abrangidos pelas novas regras.

A indústria do aço na Europa enfrenta um cenário desafiador, marcado pela concorrência de produtos mais baratos e pelo avanço de políticas protecionistas em diversos países. Desde 2008, o setor já perdeu cerca de 100 mil empregos, refletindo as dificuldades estruturais enfrentadas.

Contexto global pressiona decisões comerciais

O endurecimento das regras ocorre em meio ao aumento das tensões no comércio global de aço, com países adotando medidas para proteger suas economias diante de desequilíbrios de oferta e demanda.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Yves Herman

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Operação Três Corpos combate importação irregular de equipamentos para academias

A Operação Três Corpos, deflagrada na terça-feira (07/04/2026), reúne a Receita Federal e a Polícia Federal no combate à importação irregular de equipamentos de academia. A ação investiga crimes como descaminho, falsidade ideológica, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

O foco é apurar a entrada de produtos estrangeiros no país sem o pagamento dos tributos obrigatórios, prática que configura concorrência desleal e prejuízo aos cofres públicos.

Investigação aponta uso de equipamentos importados sem tributos

As apurações indicam que uma rede de academias inaugurada em 2024, com unidades em Bagé, Uruguaiana e Quaraí (RS), teria sido equipada com aparelhos de alto padrão vindos do exterior sem regularização fiscal.

Foram identificados cerca de 300 equipamentos de musculação e diversos acessórios com indícios de origem estrangeira, sem documentação fiscal adequada. O valor estimado das mercadorias chega a R$ 2 milhões, com aproximadamente R$ 800 mil em tributos não recolhidos.

Os itens irregulares foram apreendidos e podem ser declarados perdidos após a conclusão do processo de fiscalização aduaneira.

Mandados são cumpridos em três cidades gaúchas

A operação inclui o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão e um mandado de busca pessoal, autorizados pela Justiça Federal.

As ações ocorrem simultaneamente nas cidades de Bagé, Uruguaiana e Quaraí, com a participação de 21 servidores da Receita Federal e 22 agentes da Polícia Federal.

Crescimento do mercado acende alerta

O avanço da investigação ocorre em um cenário de forte expansão do setor. O mercado de equipamentos de ginástica importados registrou crescimento expressivo nos últimos anos.

Dados da Receita Federal apontam que, em 2021, foram importados cerca de 31 mil itens, somando R$ 403 milhões. Já em 2025, esse volume saltou para aproximadamente 140 mil unidades, movimentando R$ 1,6 bilhão — um aumento de 400% em quatro anos.

Combate à concorrência desleal

A Receita Federal destaca que a repressão a práticas ilegais é essencial para proteger o mercado. A importação irregular prejudica tanto empresas que atuam dentro da legalidade quanto academias que investem em equipamentos devidamente tributados.

Além da perda de arrecadação, esse tipo de prática compromete a competitividade do setor e afeta diretamente o comércio formal.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Receita Federal

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Importação de aço deve desacelerar no Brasil após medidas antidumping

A importação de aço no Brasil tende a perder ritmo nos próximos meses, segundo avaliação de analistas do setor. A desaceleração já começa a aparecer após a adoção de medidas antidumping contra produtos provenientes da China e da Índia, em vigor desde fevereiro.

De acordo com relatório do Citi, os dados mais recentes indicam uma redução no volume importado. Além disso, o aumento nos custos de frete, tanto para aço plano quanto para aço longo, tem elevado o preço final do material estrangeiro, funcionando como uma barreira parcial à entrada desses produtos no país.

Câmbio e dinâmica comercial influenciam cenário

Apesar da pressão de custos, o impacto foi parcialmente suavizado pela valorização do real frente ao dólar. Ainda assim, o banco destaca que o movimento reflete mudanças na dinâmica comercial, impulsionadas pelas expectativas em torno das tarifas antidumping.

Esse conjunto de fatores já começa a influenciar tanto os preços quanto o timing das importações, indicando uma mudança gradual no comportamento do mercado.

Entenda as tarifas antidumping aplicadas

Em fevereiro, o governo brasileiro concluiu investigações e estabeleceu a cobrança de tarifas antidumping por até cinco anos. A prática de dumping ocorre quando um país exporta produtos a preços inferiores aos praticados no mercado interno, prejudicando a indústria local.

As novas taxas variam conforme o tipo de produto:

  • Laminados planos a frio: entre US$ 322,93 e US$ 670,02 por tonelada
  • Laminados planos revestidos: entre US$ 284,98 e US$ 709,63 por tonelada

Protecionismo fortalece indústria siderúrgica

Na avaliação do UBS BB, as medidas adotadas pelo Brasil reforçam a proteção à indústria siderúrgica nacional. O banco aponta que investidores tendem a priorizar mercados mais protegidos, reduzindo a exposição às oscilações globais de oferta e demanda, especialmente diante do avanço das exportações chinesas.

Atualmente, as medidas já abrangem cerca de 40% das importações de aço no país, com possibilidade de ampliação. Esse cenário aumenta a confiança na capacidade brasileira de defender seu setor produtivo.

América Latina enfrenta pressão do aço chinês

O contexto regional, no entanto, segue desafiador. Segundo a Associação Latinoamericana do Aço (Alacero), a indústria siderúrgica latino-americana enfrenta desaceleração econômica global e maior pressão externa, principalmente devido ao excesso de capacidade da China e à concentração das cadeias de suprimento.

A entidade também destaca que fatores como incertezas internacionais, mudanças em políticas comerciais e tensões geopolíticas ampliam os desafios para o setor.

2026 será decisivo para estratégia regional

Para a Alacero, o ano de 2026 será determinante para avançar em uma agenda de defesa comercial mais coordenada na região. O objetivo é fortalecer a competitividade da cadeia produtiva e reduzir a dependência de exportações de matérias-primas.

A avaliação é de que a América Latina tem potencial para consolidar uma base industrial mais robusta e estratégica no setor do aço.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor International

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Pneus importados avançam no Brasil e indústria cobra medidas urgentes do governo

O crescimento da presença de pneus importados no Brasil, especialmente no segmento de veículos de carga, levou a indústria nacional a intensificar a cobrança por medidas imediatas do governo federal. Atualmente, os produtos estrangeiros já representam entre 70% e 75% das vendas nesse mercado.

A Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP) entregou um manifesto nesta semana, com apoio de cerca de 40 entidades da cadeia produtiva, solicitando ações para restabelecer condições mais equilibradas de concorrência. O tema tem impacto direto no transporte rodoviário de cargas, um dos pilares da logística nacional.

Propostas incluem antidumping e incentivo à produção nacional

Entre as principais reivindicações está a aceleração das investigações de antidumping, com adoção de medidas provisórias enquanto os processos ainda estão em análise. O setor também defende estímulos ao uso de pneus com fabricação local, tanto em compras públicas quanto em linhas de financiamento.

Outro ponto da agenda é o ajuste das tarifas de importação, alinhando o Brasil a países com forte base industrial. Além disso, a indústria acompanha a finalização da Política de Estímulo à Produção da Borracha no Brasil, considerada estratégica para fortalecer a cadeia produtiva.

Segundo a ANIP, o objetivo é preservar a competitividade da indústria nacional, que gera cerca de 35 mil empregos diretos e mais de 500 mil indiretos.

Preço baixo impulsiona importações no transporte

Na prática, o avanço dos pneus importados tem sido impulsionado pelo custo mais baixo. Em um cenário de margens apertadas, juros elevados e aumento dos custos operacionais, transportadoras e caminhoneiros autônomos priorizam produtos mais acessíveis.

Esse movimento vem alterando a estrutura do mercado. Atualmente, os importados já respondem por cerca de 72% das vendas totais de pneus no país, chegando a aproximadamente 75% no segmento de carga.

Apesar da economia imediata, especialistas alertam para riscos relacionados à segurança, durabilidade e custo operacional no longo prazo, já que o pneu é um insumo essencial para o desempenho do transporte rodoviário.

Crédito para compra de pneus entra em discussão

Além das medidas de proteção, a indústria busca estimular a demanda por produtos nacionais. Uma das propostas em debate é a criação de uma linha de crédito para facilitar a troca de pneus, inspirada em programas de incentivo ao setor produtivo.

A iniciativa deve priorizar caminhoneiros autônomos, permitindo o parcelamento da compra — um dos principais custos da operação. A expectativa é que o programa seja lançado ainda em 2026, contribuindo para ampliar o consumo de pneus fabricados no Brasil.

Queda nas vendas preocupa indústria

O avanço das importações também está associado, segundo o setor, a práticas consideradas desleais, como indícios de dumping e mudanças na origem das exportações para driblar barreiras comerciais.

Os reflexos já aparecem nos indicadores. Nos dois primeiros meses de 2026, as vendas de pneus nacionais somaram 5,5 milhões de unidades, queda de 10,6% em relação ao mesmo período de 2025 — o pior resultado para um primeiro bimestre desde 2019.

A retração atingiu tanto o mercado de reposição quanto o fornecimento para montadoras. Ao mesmo tempo, a participação da indústria brasileira caiu para 31%, bem abaixo dos 41% registrados em 2025 e dos 63% em 2021.

Dependência externa e impactos na cadeia produtiva

A redução da produção local já afeta a cadeia da borracha natural, da qual a indústria de pneus responde por cerca de 80% da demanda no país. Sem medidas de reequilíbrio, cresce o risco de aumento da dependência externa em um insumo estratégico para o transporte de cargas.

Para o setor, o cenário é crítico e pode comprometer empregos, investimentos e a própria sustentabilidade da indústria nacional no médio e longo prazo.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Canva

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Importação

Subsídio ao diesel importado tem adesão de mais de 80% dos estados brasileiros

Mais de 80% dos estados brasileiros sinalizaram apoio à proposta de subsídio ao diesel importado apresentada pelo Ministério da Fazenda. A informação foi divulgada em nota conjunta com o Comitê dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal.

A iniciativa surge como resposta à recente alta nos preços dos combustíveis, influenciada pelo cenário internacional e tensões no Oriente Médio. Na prática, a adesão representa cerca de 22 ou 23 das 27 unidades da federação.

Apesar do avanço nas negociações, o governo não detalhou quais estados optaram por não participar, alegando que as tratativas ainda estão em andamento.

Governo prevê publicação de medida provisória

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a medida provisória que institui o benefício deve ser publicada ainda nesta semana. Segundo ele, embora não seja obrigatória a adesão total dos estados, o governo segue em diálogo para ampliar a participação.

A proposta tem caráter emergencial e visa garantir maior estabilidade nos preços do diesel, além de reduzir impactos imediatos para consumidores e setores dependentes do transporte rodoviário.

Como funcionará o subsídio ao diesel

O plano prevê um subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel importado, válido por dois meses. O custo será dividido entre União e estados:

  • R$ 0,60 por litro pagos pelo governo federal
  • R$ 0,60 por litro arcados pelos estados

A divisão da participação estadual será proporcional ao consumo de diesel em cada região, embora os critérios finais ainda estejam em definição.

Modelo preserva autonomia dos estados

A adesão ao programa é voluntária, conforme discutido no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária. O modelo também garante que os estados que optarem por não participar não terão suas cotas redistribuídas entre os demais.

Segundo a nota oficial, a medida reforça a cooperação entre União e governos estaduais para enfrentar a volatilidade do mercado, com foco na segurança do abastecimento, na previsibilidade de preços e no equilíbrio fiscal.

Medida temporária mira impacto imediato

Com duração limitada, o subsídio foi desenhado para evitar efeitos permanentes nas contas públicas, atuando como um mecanismo emergencial diante da pressão sobre os preços dos combustíveis.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcello Casal jr/Agência Brasil

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