Exportação

Exportações de soja de Mato Grosso batem recorde em fevereiro

O estado de Mato Grosso registrou um novo marco nas exportações de soja ao enviar 3,85 milhões de toneladas do grão ao mercado internacional em fevereiro. O volume supera o recorde anterior para o mês, de 3,66 milhões de toneladas, registrado em 2022.

Na comparação com janeiro deste ano, o desempenho foi ainda mais expressivo. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o total embarcado em fevereiro foi 5,64 vezes maior do que no primeiro mês de 2026.

Avanço da colheita impulsiona embarques

Segundo análise do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o forte ritmo das exportações de soja de Mato Grosso está diretamente ligado ao progresso da colheita no estado.

Até o dia 27 de fevereiro, 78,34% da área cultivada com a oleaginosa já havia sido colhida. O avanço da safra ampliou a disponibilidade do grão, favorecendo o aumento dos embarques para o mercado externo.

China lidera compras da soja mato-grossense

A China permaneceu como principal destino da soja produzida em Mato Grosso. Em fevereiro, o país asiático importou 2,74 milhões de toneladas, o que corresponde a 71,30% de todo o volume exportado pelo estado no período.

De acordo com o Imea, o ritmo de aquisições da potência asiática foi o mais intenso já registrado para o mês de fevereiro nos últimos cinco anos, reforçando a relevância do mercado chinês para o agronegócio brasileiro.

Safra recorde pode manter ritmo forte de exportações

A expectativa para os próximos meses é de continuidade no alto volume de embarques. A projeção de safra recorde de soja em Mato Grosso, estimada em 51,41 milhões de toneladas, tende a sustentar o fluxo acelerado de exportações do grão ao longo de 2026.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Exportação

Exportações do agronegócio brasileiro atingem US$ 12,05 bilhões em fevereiro e batem recorde histórico

O agronegócio brasileiro registrou exportações de US$ 12,05 bilhões em fevereiro de 2026, marcando o melhor desempenho para o mês desde o início da série histórica. O valor representa 45,8% do total das exportações do país no período, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Crescimento impulsionado por volume de exportações

Em comparação a fevereiro de 2025, o setor teve avanço de 7,4% em receita, resultado impulsionado principalmente pelo aumento do volume exportado, que cresceu 9%. Apesar desse crescimento, o preço médio internacional das commodities agropecuárias apresentou queda de 1,5%, alinhado à tendência de índices globais de alimentos, como os do Banco Mundial e da FAO.

No mesmo período, as importações de produtos do agro somaram US$ 1,5 bilhão, queda de 9,1%, elevando o superávit da balança comercial do agronegócio para US$ 10,5 bilhões.

China e Ásia lideram destinos das exportações

A China se manteve como principal destino das exportações do agro brasileiro, com US$ 3,6 bilhões, equivalente a 30,5% do total. Em seguida, aparecem a União Europeia (US$ 1,8 bilhão, 15,2%) e os Estados Unidos (US$ 802,9 milhões, 7%).

Outros mercados asiáticos tiveram forte crescimento:

  • Vietnã: US$ 372,6 milhões (+22,9%)
  • Índia: US$ 357,3 milhões (+171,1%)

Também registraram aumento nas compras países como Turquia, Egito, México, Tailândia, Reino Unido, Filipinas, Rússia, Taiwan, Omã e Gâmbia, reforçando a diversificação do mercado externo para o agronegócio brasileiro.

Principais produtos exportados

Entre os setores que mais contribuíram para o resultado estão:

  • Complexo soja: US$ 3,78 bilhões (+16,4%), 31,4% do total
  • Proteínas animais: US$ 2,7 bilhões (+22,5%), 22,5% do total
  • Produtos florestais: US$ 1,27 bilhão (-1%), 10,5% do total
  • Café: US$ 1,12 bilhão (-0,2%), 9,3% do total
  • Complexo sucroalcooleiro: US$ 861,35 milhões (-4,2%), 7,1% do total

Além desses produtos tradicionais, itens com alto potencial de diversificação também apresentaram recordes:

  • Óleo essencial de laranja: US$ 47,8 milhões (+28,8%)
  • DDG de milho: US$ 36,2 milhões (+164,2%)
  • Farinhas de carne, extratos e miudezas: US$ 20,1 milhões (+10,5%)
  • Manteiga, gordura e óleo de cacau: US$ 17,2 milhões (+25,9%)
  • Óleo de milho: US$ 15,9 milhões (+49,5%)

Ministério destaca trabalho de ampliação de mercados

Segundo o ministro Carlos Fávaro, o resultado reflete a combinação entre aumento da produção e políticas de acesso a mercados internacionais. “O Brasil caminha para safras recordes e produção crescente de proteínas animais, fortalecendo a presença do agro brasileiro no mercado global”, afirmou.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, acrescentou que a diversificação de mercados é fruto de uma agenda contínua de negociações. “Foram nove novas aberturas de mercado em fevereiro e 544 desde 2023, ampliando oportunidades de comércio e consolidando a posição do Brasil como fornecedor confiável”, destacou.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: MAPA

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Exportação

Receita Federal atualiza Manual de Exportação após criação de imposto sobre petróleo e diesel

A Receita Federal do Brasil atualizou o Manual de Exportação para incluir as mudanças relacionadas à incidência do Imposto de Exportação (IE) sobre petróleo bruto e óleo diesel. A atualização reflete as novas regras estabelecidas pela Medida Provisória nº 1.340 de 2026, publicada em 12 de março.

Com a alteração, o tributo — historicamente aplicado apenas em situações específicas — passa a atingir também produtos estratégicos do setor energético, ampliando o alcance da tributação sobre exportações brasileiras.

Novas alíquotas para petróleo e diesel

De acordo com as regras atualizadas, o Imposto de Exportação passa a incidir sobre duas categorias de produtos:

  • Óleos brutos de petróleo (NCM 2709.00): alíquota de 12%
  • Óleo diesel (NCM 2710.19.21): alíquota de 50%

No caso do diesel, a cobrança está vinculada ao período de vigência do programa de subvenção econômica ao combustível, previsto na própria medida provisória.

Mudanças no processo da DU-E

A atualização também traz ajustes operacionais no sistema de comércio exterior brasileiro. Com a integração da Declaração Única de Exportação ao módulo de Tratamento Tributário (TT), o cálculo do imposto será realizado automaticamente no momento do registro da operação.

O manual orienta que os exportadores observem alguns pontos essenciais durante o processo.

Base de cálculo

A base utilizada corresponde ao Valor da Mercadoria no Local de Embarque (VMLE), parâmetro que define o valor da carga no momento da saída do território nacional.

Taxa de câmbio aplicada

Para conversão cambial, será considerada a taxa de compra do dia útil imediatamente anterior ao registro da DU-E.

Pagamento do imposto

O recolhimento deverá ser feito por meio de DARF, que deve ser anexado à declaração no sistema eletrônico.

Embora o prazo para pagamento seja de até 15 dias, o embarque da mercadoria só será autorizado após a comprovação do recolhimento do imposto.

Manual atualizado para operadores de comércio exterior

A Receita Federal recomenda que exportadores, despachantes aduaneiros e demais operadores de comércio exterior consultem a versão atualizada do Manual de Exportação, que reúne orientações detalhadas, procedimentos operacionais e a fundamentação legal das novas regras.

Segundo o órgão, a atualização faz parte do esforço para manter os sistemas e orientações alinhados às mudanças normativas, garantindo segurança jurídica e maior eficiência nos processos aduaneiros brasileiros.

👉 [Acesse aqui a página do Imposto de Exportação no Manual de Exportação]

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Exportação

Exportações de soja do Brasil para a China enfrentam atrasos após reforço em controles fitossanitários

As exportações de soja do Brasil para a China passaram a enfrentar novos desafios após a adoção de controles fitossanitários mais rigorosos nos embarques destinados ao maior importador mundial da commodity. A intensificação das inspeções foi implementada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária após solicitações das autoridades chinesas.

Segundo fontes do comércio internacional de grãos, as verificações foram ampliadas depois que a Administração Geral das Alfândegas da China identificou problemas recorrentes em cargas provenientes do Brasil, como resíduos de pesticidas, fungicidas, presença de insetos vivos e até danos causados pelo calor nos grãos.

Novas exigências aumentam controle sobre embarques

Com a intensificação das inspeções, importadores chineses passaram a exigir garantias adicionais de qualidade fitossanitária antes da liberação das cargas nos portos brasileiros. Caso irregularidades sejam detectadas na chegada à China, os embarques podem ser bloqueados ou sofrer atrasos no desembaraço.

De acordo com operadores do mercado, as empresas importadoras agora solicitam verificações extras junto aos fornecedores brasileiros para assegurar que a soja exportada esteja livre de problemas sanitários antes do embarque.

Atrasos podem impactar abastecimento chinês

A ampliação dos controles ocorre justamente durante a alta temporada das exportações brasileiras, o que pode reduzir o ritmo de chegada da commodity ao mercado asiático.

Para Cheang Kang Wei, inspeções mais rigorosas e processos de liberação mais demorados nos dois países podem afetar o fluxo logístico. Segundo ele, isso pode desacelerar as entregas principalmente nos meses de março e abril.

Apesar disso, analistas avaliam que o impacto tende a ser limitado, já que a China possui estoques elevados de soja, resultado das compras recordes realizadas no ano anterior.

Possível oportunidade para exportadores dos Estados Unidos

Uma eventual desaceleração nos embarques brasileiros poderia abrir espaço para maior participação da Estados Unidos no mercado chinês. Pequim voltou a comprar soja norte-americana no final de outubro, após um acordo comercial entre os países.

Ainda assim, especialistas acreditam que essa janela pode ser temporária. “Caso haja interrupções no fluxo brasileiro, o impacto tende a estar mais relacionado ao tempo e não necessariamente a uma mudança estrutural nas compras”, avaliou Cheang.

Custos logísticos aumentam com inspeções e fretes mais caros

Além das novas exigências sanitárias, o setor enfrenta aumento nos custos logísticos. O maior tempo de espera para certificação das cargas nos portos brasileiros tem elevado despesas com demurrage, taxa cobrada quando os navios permanecem parados além do período previsto.

Dados da consultoria Mysteel apontam que o frete marítimo para navios Panamax entre o Porto de Santos e os principais portos do norte da China subiu cerca de 24% em março.

Com custos mais altos e controles mais rigorosos, operadores relatam redução nas ofertas de soja brasileira para exportação ao mercado chinês.

Mercado reage com alta no farelo de soja

As dificuldades logísticas já começam a refletir no mercado. Nos primeiros dois meses do ano, as importações de soja da China recuaram 7,8%, influenciadas tanto pela colheita mais lenta no Brasil quanto pelos atrasos no desembaraço alfandegário.

Na Bolsa de Commodities de Dalian, o preço do farelo de soja atingiu recentemente o maior nível desde julho de 2024. Mesmo assim, analistas avaliam que o movimento deve ser temporário.

Para Arlan Suderman, é pouco provável que o Brasil permita uma interrupção significativa nas vendas ao principal destino da soja nacional justamente no pico da temporada de embarques.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Adriano Machado

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Exportação

FIESC organiza missão à Espanha para ampliar exportações de Santa Catarina

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) anunciou uma missão empresarial à Espanha em abril, com foco em internacionalização e expansão de mercados. A iniciativa inclui visitas a Madri e às Ilhas Canárias, usando o Porto de Las Palmas como ponto estratégico para acessar o mercado europeu e africano.

Segundo o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, a missão faz parte de um plano de prospecção voltado para alianças estratégicas e oportunidades de negócios para a indústria catarinense. “Las Palmas oferece localização privilegiada e incentivos econômicos que podem facilitar a entrada de produtos de Santa Catarina na Europa e na África”, afirmou.

Delegação espanhola participa de reuniões estratégicas

Na semana passada, a FIESC recebeu representantes de instituições espanholas para tratar da missão. Entre os participantes estavam a Câmara de Comércio Brasil-Espanha – Regional Canárias, a Câmara de Comércio Espanhola no Brasil, a Câmara de Comércio de Las Palmas, a Autoridade Portuária de Las Palmas e a empresa de logística BS Cargo.

O encontro teve como objetivo alinhar agendas de negócios e preparar a participação das indústrias catarinenses no evento que ocorrerá em abril.

Agenda da missão: Madri e Las Palmas

O Encontro de Negócios Espanha x Santa Catarina – Aliança Estratégica Global: Conectando o Mercado Europeu ao Mercosul será realizado entre os dias 17 e 26 de abril. O evento multissetorial dará prioridade ao setor de máquinas e equipamentos.

Em Madri, as indústrias de SC terão reuniões com potenciais compradores, visitas técnicas e agendas institucionais, incluindo encontros em entidades do setor produtivo e na Embaixada do Brasil. Em Las Palmas, os participantes visitarão o porto e se encontrarão com associações empresariais locais.

Podem se inscrever empresas catarinenses do segmento de máquinas e equipamentos interessadas em ampliar sua presença internacional.

Exportações de Santa Catarina para a Espanha em 2025

Em 2025, Santa Catarina exportou US$ 98,75 milhões para a Espanha, com destaque para carnes de aves, motores elétricos, madeira serrada e compensada, e móveis. As importações do país europeu somaram US$ 322 milhões, lideradas por pigmentos, azeite de oliva, cosméticos e medicamentos.

Com a assinatura do acordo Mercosul-União Europeia, a FIESC identificou oportunidades para que produtos catarinenses aumentem sua participação no mercado espanhol e explorem novas rotas de exportação.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Dami Radin

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Cargill suspende exportação de soja do Brasil para a China após mudanças em inspeção

A Cargill interrompeu temporariamente suas operações de exportação de soja do Brasil para a China, após alterações no sistema de inspeção fitossanitária adotado pelo governo brasileiro. A informação foi confirmada pelo presidente da companhia no Brasil e responsável pelo Negócio Agrícola na América Latina, Paulo Sousa, em entrevista à Reuters.

Segundo o executivo, o novo modelo de fiscalização foi implementado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária após um pedido do governo da China, principal destino da soja brasileira.

Nova fiscalização dificulta embarques de soja

De acordo com a empresa, o reforço nas exigências fitossanitárias para exportação de soja tornou o processo de liberação das cargas mais complexo.

Na prática, o novo procedimento exige uma verificação mais detalhada da qualidade do grão antes do embarque, o que tem dificultado o cumprimento das normas pelos exportadores e atrasado a obtenção das autorizações necessárias para envio do produto ao mercado chinês.

Paulo Sousa afirmou que o modelo adotado atualmente é considerado pouco comum no comércio internacional de grãos, o que tem gerado incertezas operacionais para tradings e exportadores.

Empresa também suspende compra de soja no Brasil

Diante das dificuldades para realizar os embarques, a Cargill decidiu suspender temporariamente a compra de soja no mercado brasileiro.

A medida foi tomada porque a empresa enfrenta obstáculos para direcionar o produto ao seu principal destino global. A China é o maior importador de soja do mundo e também o principal cliente da produção brasileira.

A Cargill está entre as maiores empresas do setor responsáveis pela exportação de commodities agrícolas a partir do Brasil, especialmente soja e derivados.

Entidades do setor ainda não se pronunciaram

Procuradas para comentar o assunto, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais, a própria Cargill e o Ministério da Agricultura ainda não haviam respondido aos questionamentos até a publicação da informação.

A situação gera preocupação no mercado, já que restrições logísticas ou sanitárias nas exportações de soja podem impactar diretamente o agronegócio brasileiro e a dinâmica do comércio internacional de grãos.

FONTE: CNN
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Adriano Machado

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Exportação

Exportações de carne bovina iniciam março em alta e fortalecem mercado brasileiro

As exportações de carne bovina do Brasil começaram março de 2026 em alta, com sinais de ritmo consistente para o setor. Nos primeiros cinco dias úteis do mês, o preço médio da carne exportada alcançou US$ 5.687,8 por tonelada, segundo dados da Secex.

Em comparação, no mesmo período de março de 2025, o valor médio foi de US$ 4.900,4 por tonelada. A diferença representa uma valorização de 16,1%, destacando o aumento do preço pago pelo produto brasileiro no mercado externo.

Cenário favorável para produtores e setor pecuário

O início do mês aponta para um cenário positivo para a pecuária brasileira. A combinação de crescimento no volume exportado e valorização do preço médio por tonelada reforça a força das vendas internacionais.

Para os produtores rurais, esses indicadores são estratégicos, pois demonstram a continuidade da demanda global pela carne bovina do Brasil. Esse movimento contribui para sustentar o mercado interno e mantém o país entre os principais fornecedores mundiais de proteína.

Mesmo com apenas cinco dias úteis contabilizados, os dados sugerem um começo de mês consistente. Caso o ritmo se mantenha nas próximas semanas, março poderá registrar mais um resultado expressivo nas exportações de carne bovina brasileiras.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Exportações do Brasil para os EUA caem 25,5% em janeiro e déficit bilateral aumenta

As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram queda de 25,5% em janeiro de 2026 na comparação com o mesmo mês de 2025, totalizando US$ 2,4 bilhões, segundo dados da Amcham Brasil. Este é o sexto mês consecutivo de retração.

No mesmo período, as importações do Brasil vindas dos EUA caíram 10,9%. Como a redução nas exportações foi mais acentuada, o déficit comercial bilateral atingiu cerca de US$ 0,7 bilhão, mais que o triplo do registrado em janeiro de 2025.

“Os dados confirmam que o início de 2026 segue marcado por pressões significativas sobre o comércio bilateral”, afirmou Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil. Ele destacou que a combinação entre queda das exportações brasileiras e tarifas elevadas, especialmente sobre bens industriais, tem ampliado o desequilíbrio na balança comercial.

Produtos e setores mais impactados

O recuo das exportações brasileiras foi fortemente influenciado pelos óleos brutos de petróleo, que caíram 39,1% na comparação anual. Além disso, produtos sujeitos a sobretaxas adicionais tiveram retração média de 26,7%, incluindo itens afetados pela Seção 232 da Lei de Expansão Comercial dos EUA.

Entre os produtos com maior impacto negativo estão semiacabados de ferro e aço, sucos, elementos químicos inorgânicos e combustíveis derivados de petróleo.

Segundo a Amcham Brasil, itens sujeitos a sobretaxas de 40% e 50%, como cobre e produtos siderúrgicos, tiveram queda acima da média geral, reforçando a pressão das barreiras tarifárias sobre o fluxo comercial.

Setores que resistem

Apesar do cenário desafiador, alguns produtos brasileiros mantiveram desempenho mais robusto. Entre os dez principais itens exportados para os EUA em janeiro, seis registraram resultados superiores ao desempenho em outros mercados, incluindo café não torrado, carne bovina, aeronaves, celulose e equipamentos de engenharia.

Por outro lado, produtos com maior retração no mercado americano apresentaram desempenho melhor em outros destinos, indicando uma mudança na dinâmica geográfica das exportações brasileiras.

Perspectivas para o comércio Brasil-EUA

A Amcham Brasil ressaltou que, mesmo com o aumento do déficit dos EUA no comércio global, o Brasil continua entre os poucos países com os quais os americanos mantêm superávit relevante.

“O comércio bilateral é sustentado por cadeias produtivas integradas, investimentos cruzados e geração de empregos em ambos os países. Avançar no diálogo econômico de alto nível é essencial para restaurar previsibilidade, reduzir barreiras e permitir a retomada do fluxo comercial ao longo de 2026”, afirmou Abrão Neto.

FONTE: Estadão Conteúdo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Exportação

Brasil registra recorde de empresas exportadoras e chega a 29,8 mil em 2025

O Brasil encerrou 2025 com 29.818 empresas exportadoras, o maior número já registrado no país. Os dados constam no Relatório Anual de Comércio Exterior por Porte de Empresas divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Em comparação com 2024, foram 971 novas empresas exportadoras, o que representa crescimento de 3,4% na base exportadora brasileira. O resultado ocorre em meio a um cenário internacional desafiador, mas reforça a expansão da presença das empresas nacionais no comércio exterior.

Segundo o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, o desempenho reflete as políticas voltadas para o fortalecimento da agenda de comércio exterior do Brasil. De acordo com ele, o país também alcançou recordes no volume de exportações brasileiras e na corrente de comércio.

Empresas médias e grandes lideram expansão das exportações

Entre as novas empresas que passaram a exportar em 2025, 592 são médias ou grandes, representando 59,6% do total de novos exportadores. Com isso, esse grupo passou a reunir 17.764 empresas atuando no comércio internacional.

Já o conjunto formado por microempresas, pequenas empresas e MEIs também apresentou crescimento. Entre 2024 e 2025, 390 negócios desse segmento iniciaram atividades de exportação, elevando o total para 11.822 empresas.

O destaque ficou com as microempresas, que registraram aumento de 242 novos exportadores, alcançando aproximadamente 6 mil empresas vendendo para o exterior.

Indústria de transformação concentra maioria das exportadoras

A indústria de transformação segue como o principal motor da base exportadora brasileira. Em 2025, o setor contabilizou 27.013 empresas exportadoras, número 838 superior ao registrado no ano anterior.

Dentro desse segmento, 517 novas empresas médias e grandes passaram a exportar, enquanto 321 empresas de menor porte também ingressaram no mercado internacional.

Todas as regiões ampliam número de empresas exportadoras

O crescimento do comércio exterior brasileiro foi registrado em todas as regiões do país em 2025.

O Sudeste liderou a expansão, com 549 novas empresas exportadoras, seguido pelo Sul, com 394 empresas adicionais.

Outras regiões também registraram aumento:

  • Centro-Oeste: +33 empresas
  • Nordeste: +31 empresas
  • Norte: +23 empresas

Entre as empresas de menor porte, o Centro-Oeste apresentou o maior crescimento proporcional, com alta de 8,6%, passando de 395 para 429 exportadoras. Já em números absolutos, o Sudeste teve o maior avanço, com 178 novas empresas desse segmento.

Importações também registram crescimento no país

O relatório também aponta expansão no número de empresas importadoras no Brasil. Em 2025, o país contabilizou 60.115 empresas que realizam importações, aumento de 7,6% em relação ao ano anterior.

Isso representa 4.238 novas empresas atuando na importação de produtos.

Entre as companhias de maior porte, o crescimento foi de 5,5%, com 1.517 novas importadoras. Já as micro e pequenas empresas apresentaram avanço ainda mais expressivo, de 9,5%, com 2.624 novos negócios entrando no mercado internacional de compras.

Políticas públicas impulsionam cultura exportadora

O aumento da base exportadora do Brasil é atribuído a ações conjuntas entre governo e setor privado para ampliar a competitividade das empresas e incentivar sua presença no mercado global.

Entre as medidas adotadas estão:

  • aprimoramento do sistema tributário
  • ampliação de linhas de financiamento e garantias para exportação
  • negociação de acordos comerciais internacionais
  • abertura de novos mercados externos
  • oferta de inteligência comercial para empresas

Nesse cenário, ganha destaque a Política Nacional de Cultura Exportadora (PNCE), instituída pelo Decreto nº 11.593/2023. A iniciativa promove a articulação entre União, estados, municípios e entidades privadas para ampliar a participação de micro, pequenas e médias empresas no comércio exterior.

Outro programa relevante é o Elas Exportam, desenvolvido em parceria entre o MDIC e a ApexBrasil, que busca incentivar a participação feminina e tornar o comércio exterior brasileiro mais inclusivo e competitivo.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Brasil deve concentrar 42,5% da cota de carne bovina no acordo Mercosul–União Europeia

O Brasil deverá ficar com a maior parte da cota de exportação de carne bovina prevista no acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Um entendimento firmado entre entidades representativas do setor agropecuário dos países do bloco definiu a divisão proporcional do volume destinado ao mercado europeu.

Pelo acordo, o Brasil terá direito a 42,5% da cota de carne bovina, enquanto a Argentina ficará com 29,5%. Já o Uruguai receberá 21% do volume e o Paraguai, 7%.

Essa distribuição segue o peso relativo de cada país nas exportações internacionais de carne bovina, critério adotado pelas entidades empresariais para estabelecer a partilha do acesso ao mercado europeu.

Entendimento empresarial antecede acordo comercial

A divisão da cota foi definida ainda em 2004, antes mesmo da conclusão das negociações do acordo Mercosul–União Europeia. Na época, associações representativas da cadeia da carne bovina e do setor agropecuário dos países do bloco firmaram um acordo para organizar previamente a participação de cada exportador.

Entre as entidades signatárias estão organizações do setor pecuário e frigorífico, como a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Sociedade Rural Brasileira (SRB), além de instituições equivalentes da Argentina, Paraguai e Uruguai.

Cota prevê 99 mil toneladas com tarifa reduzida

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia estabelece uma cota anual de 99 mil toneladas de carne bovina destinada aos países do bloco sul-americano, com tarifa de importação reduzida.

Desse total, 55 mil toneladas serão destinadas à carne bovina fresca ou refrigerada, enquanto 44 mil toneladas correspondem à carne bovina congelada. A alíquota de importação será de 7,5%, valor inferior à tarifa normalmente aplicada pela União Europeia para produtos importados fora da cota.

Implementação da cota será gradual

A entrada em vigor da cota não ocorrerá de forma imediata. O acordo prevê uma implementação progressiva ao longo de seis anos, até que o volume máximo autorizado seja totalmente alcançado.

Esse período de transição foi definido para permitir adaptação gradual tanto do setor produtivo do Mercosul quanto do mercado europeu.

Exportações brasileiras para a União Europeia

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) indicam que as exportações brasileiras de carne bovina fresca, refrigerada e congelada para a União Europeia apresentam variações ao longo do tempo.

Nos últimos anos, os embarques mensais geralmente ficaram entre 3 mil e 7 mil toneladas, embora registros mais recentes apontem volumes superiores a esse intervalo.

Em termos de receita, os envios costumam gerar entre US$ 20 milhões e US$ 50 milhões por mês, com episódios recentes de valores mais elevados, impulsionados pela valorização internacional da proteína bovina.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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