Exportação

Indonésia habilita frigoríficos do Brasil e amplia exportação de carne bovina

A Indonésia autorizou a exportação de carne bovina de mais 14 frigoríficos do Brasil, ampliando de forma significativa a presença brasileira em um dos mercados mais estratégicos da Ásia. Com a nova liberação, o total de frigoríficos habilitados para vender ao país asiático chega a 52 unidades.

Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura (Mapa), Luís Rua, outras 17 plantas já haviam sido habilitadas em setembro do ano passado. Antes desse movimento, apenas 21 frigoríficos brasileiros estavam autorizados a acessar o mercado indonésio.

Processo reforça profissionalização do setor

De acordo com o Mapa, a ampliação das habilitações é resultado de um trabalho conjunto entre governo e setor privado, marcado por um processo contínuo de profissionalização, alinhamento técnico e atendimento às exigências do mercado internacional.

Entre as novas unidades habilitadas estão três plantas da JBS, localizadas em Andradina (SP), Anastácio (MS) e Campo Grande (MS).

Frigoríficos habilitados em diferentes estados

Em São Paulo, também receberam autorização unidades da Minerva, em Barretos, e da Zancheta, em Bauru. O Tocantins passa a contar com a Cooperfrigu, em Gurupi, enquanto Rondônia teve habilitação da Distriboi, em Ji-Paraná.

O Maranhão entra na lista com a Fribal, em Imperatriz. No Pará, foram habilitadas duas plantas: a Frigol, em São Félix do Xingu, e a Mercúrio, em Castanhal. Já o Mato Grosso foi contemplado com o Frigorífico Pantanal, em Várzea Grande, e Minas Gerais com a Primafoods, em Araguari. No Acre, a unidade habilitada é a Frisacre, em Rio Branco.

Acre pode superar US$ 50 milhões em exportações

Com a inclusão do frigorífico acreano, a estimativa do Mapa e da ApexBrasil é de que o estado exporte mais de US$ 50 milhões em proteína animal ao longo de 2026, considerando carne bovina e suína.

Segundo Luís Rua, a habilitação no Acre fortalece a cadeia produtiva local e contribui para o desenvolvimento de uma pecuária mais competitiva e estruturada. O secretário também participa da feira internacional Gulfood, em Dubai.

Indonésia mantém demanda por carne brasileira

Durante coletiva realizada no início de janeiro, o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, destacou que a Indonésia é um mercado estratégico e deve manter demanda consistente por carne bovina brasileira ao longo de 2026.

Com cerca de 283 milhões de habitantes, o país é o quarto mais populoso do mundo. Segundo o Mapa, o consumo de carne bovina vem crescendo, impulsionado pelo aumento da renda e pela expansão da classe média urbana.

Brasil se destaca como fornecedor confiável

A necessidade de importações para atender a demanda interna, aliada à busca por fornecedores confiáveis, coloca o Brasil em posição favorável. O ministério destaca que a carne bovina brasileira atende às exigências sanitárias e religiosas do mercado indonésio, fator considerado essencial para a sustentabilidade das exportações.

Em 2024, a Indonésia importou cerca de US$ 4,2 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para os complexos sucroalcooleiro, soja, além de fibras e produtos têxteis.

A ampliação do número de frigoríficos habilitados fortalece a presença do Brasil no mercado indonésio e amplia as perspectivas de crescimento das exportações de carne bovina nos próximos anos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Mei Mei Chu

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Exportação

Exportações do setor lácteo argentino superam 425 mil toneladas em 2025 e atingem recorde histórico

As exportações do setor lácteo argentino registraram um desempenho histórico em 2025, ultrapassando a marca de 425 mil toneladas e alcançando o maior volume dos últimos 12 anos. Os dados são da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca, vinculada ao Ministério da Economia da Argentina.

Crescimento expressivo em volume e valor

De acordo com números da Direção Nacional de Lácteos, elaborados com base em informações do Indec, as exportações totalizaram 425.042 toneladas, gerando uma receita de USD 1,69 bilhão. O resultado representa um avanço de 11% em volume e de 20% em valor na comparação anual, reforçando o bom momento do mercado de lácteos da Argentina.

Exportações equivalem a 27% da produção nacional

Quando convertidas em litros equivalentes, as vendas externas somaram 3,129 bilhões de litros, um crescimento de 18% em relação ao período anterior. Esse volume corresponde a 27% da produção nacional de leite, evidenciando o peso das exportações de lácteos na cadeia produtiva do país.

Principais produtos exportados

Entre os itens mais comercializados no mercado internacional, a leite em pó integral liderou com 35% do total exportado. Na sequência aparecem soro de leite (17%), muçarela (13%), leite em pó desnatado (7%) e queijos de massa semidura (6%). Esses produtos concentram grande parte da demanda externa por lácteos argentinos.

Brasil lidera destinos das exportações

O Brasil foi o principal destino das exportações, respondendo por 41% das toneladas embarcadas. Em seguida, destacam-se Argélia (19%), Chile (7%) e China (7%). Uruguai e Rússia também aparecem entre os compradores, cada um com cerca de 3% de participação.

Tecnologia e boas práticas impulsionam o setor

Segundo o Ministério da Economia, o desempenho positivo do setor está diretamente relacionado à incorporação de tecnologia, à melhoria nos sistemas de manejo e à adoção de boas práticas produtivas, resultado do esforço conjunto de produtores e da indústria láctea argentina.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Exportação

China lança navio Glovis Leader com capacidade para quase 11 mil veículos e fortalece exportações automotivas

A China estreou um novo navio RoRo (roll-on/roll-off), o Glovis Leader, capaz de transportar até 10.800 veículos por viagem. Considerada uma das maiores embarcações do mundo para transporte automotivo, a iniciativa reforça a estratégia chinesa de ampliar a presença internacional de carros elétricos e híbridos, principalmente em rotas para a Europa e Américas.

Navio de grande porte e alta flexibilidade

Construído no estaleiro Guangzhou Shipyard International pela Hyundai, o Glovis Leader supera em cerca de 1.800 veículos os maiores transportadores atualmente em operação, incluindo os utilizados pelas principais montadoras chinesas.

A embarcação mede aproximadamente 230 metros de comprimento e 40 metros de largura, contando com 14 conveses para veículos, sendo cinco móveis, o que garante flexibilidade para diferentes tipos de cargas e otimiza a operação logística.

China reforça exportações de carros elétricos e híbridos

O lançamento do navio coincide com o fortalecimento da indústria automotiva chinesa no mercado internacional. A BYD, uma das maiores exportadoras mundiais de veículos eletrificados, já mantém frota própria de navios RoRo que transportam milhares de unidades para o Brasil, Argentina e outros países da América Latina.

Em 2025, o navio BYD Shenzhen, um dos maiores porta-carros em operação, iniciou sua primeira viagem ao Brasil com mais de 7.000 veículos elétricos e híbridos, consolidando a estratégia da marca de controlar diretamente grande parte da cadeia logística de exportação.

Navios próprios como estratégia logística

Especialistas destacam que o uso de embarcações próprias tem se tornado essencial para fabricantes chineses. Além de reduzir custos logísticos, essa prática aumenta a previsibilidade das entregas e permite atender à crescente demanda por veículos eletrificados fora da China.

Navios de grande porte, como o Glovis Leader, têm capacidade para aportar em terminais brasileiros, incluindo Vitória e Itajaí, potencializando o fluxo de importação de carros automotivos chineses no país.

FONTE: R7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Glovis/Reprodução

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Exportação

Exportações de cacau da Venezuela mais que dobram em 2025 com apoio a produtores

As exportações de cacau da Venezuela cresceram 111% em 2025 em relação ao ano anterior, informou o ministro da Agricultura Produtiva e Terras do país, Julio León Heredia. O aumento expressivo dos embarques está ligado à implementação do Programa de Produção, Abastecimento e Exportação, que incentivou agricultores a expandirem as áreas de cultivo e aumentarem a produção do grão.

Novos mercados e incremento nas operações de comércio

Desde o início de 2026, o governo já registrou 14 operações de exportação de cacau, reforçando o ritmo mais acelerado de negócios externos. Paralelamente, avançam os esforços para recuperar três unidades de processamento local nos estados de Sucre e Miranda, com o objetivo de elevar a capacidade produtiva e a qualidade do cacau venezuelano no mercado global.

Uma parte significativa dessas exportações é destinada à Rússia, com oito contratos assinados desde o ano passado junto a uma empresa russa, totalizando cerca de 1.000 toneladas de cacau exportadas. Autoridades venezuelanas planejam **triplicar esse volume em embarques futuros, fortalecendo a presença do cacau do país nesse destino.

Cazaquistão também integra a carteira de destinos

Além da Rússia, o Cazaquistão importou 248 toneladas de cacau venezuelano em 2025, com valor estimado em US$ 1,7 milhão (aproximadamente R$ 9 milhões), segundo dados do Comitê de Receitas Estatais daquele país. Esses números refletem a diversificação dos mercados compradores do cacau venezuelano.

Produção estável apesar da expansão das exportações

Apesar do forte salto nas exportações, a produção de cacau da Venezuela tem permanecido estável nos últimos anos, em torno de 29 mil toneladas anuais, de acordo com estatísticas da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Esse equilíbrio sugere que o aumento nas vendas externas tem sido obtido principalmente por meio de melhor organização produtiva e comercialização mais eficiente.

FONTE: Mercado do Cacau
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Mercado do Cacau

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Exportação

China amplia compras de soja do Brasil em 2026 e reduz espaço para exportações dos EUA

A China deve intensificar as importações de soja do Brasil no primeiro semestre de 2026, favorecida por uma safra recorde brasileira e por preços mais competitivos em relação ao produto norte-americano. O movimento tende a reforçar o protagonismo da América do Sul no abastecimento do maior importador mundial de oleaginosas e a pressionar as exportações de soja dos EUA, especialmente no início da temporada comercial.

Fontes do mercado indicam que esmagadores privados chineses já vêm fechando contratos para embarques a partir de fevereiro, acompanhando o avanço da colheita no Brasil. O aumento da oferta amplia a disponibilidade do grão e exerce pressão sobre as cotações, reduzindo o espaço para compras norte-americanas quando a nova safra dos EUA começar a ser exportada, tradicionalmente em setembro.

Preço dita decisões no mercado chinês de soja

A dinâmica atual mostra que o fator econômico segue determinante para o setor privado da China. Com a soja brasileira mais barata, processadores tendem a priorizar o produto do Brasil, enquanto a soja dos EUA permanece menos competitiva, tanto pelo preço quanto pela estrutura tarifária.

As compras recentes de soja norte-americana, estimadas em cerca de 12 milhões de toneladas desde o fim de outubro, foram realizadas exclusivamente por estatais chinesas. Já os compradores privados têm evitado o grão dos EUA, diante de margens mais apertadas e maior sensibilidade aos custos.

Tarifas ampliam vantagem da soja brasileira

Um dos principais elementos dessa equação é a diferença de tarifas. A China aplica 13% de tarifa sobre a soja dos EUA, enquanto a soja brasileira enfrenta apenas 3%, o que reduz significativamente a atratividade do produto norte-americano para esmagadores privados, mesmo em cenários de aproximação comercial entre Pequim e Washington.

Diplomacia e comércio: compras limitadas dos EUA

Mesmo que o governo chinês determine novas aquisições via estatais para cumprir compromissos comerciais com os Estados Unidos, a tendência é de que o apetite do setor privado continue restrito. Analistas avaliam que parte das compras atuais de soja dos EUA tem caráter diplomático, suficiente apenas para sustentar um ambiente político menos tenso entre os dois países.

A expectativa do mercado é de que eventuais concessões adicionais dependam de avanços concretos em temas sensíveis, como tarifas e questões geopolíticas. Até lá, os volumes devem permanecer limitados.

Soja dos EUA perde competitividade no curto prazo

Apesar das aquisições recentes, o volume comprado pela China ainda está bem abaixo do ritmo observado no ano-safra 2024/25, quando as importações de soja dos EUA somaram cerca de 23 milhões de toneladas.

Comparações de preços reforçam a vantagem brasileira. Em novembro, a soja do Brasil destinada à China apresentava valores inferiores aos do Golfo e do Noroeste do Pacífico dos EUA, mesmo antes da incidência das tarifas. Na prática, isso significou um custo adicional de dezenas de milhões de dólares para a China ao optar pelo produto norte-americano.

Safra recorde do Brasil pressiona preços e prêmios

Do lado da oferta, o Brasil segue com perspectiva de abundância ao longo de 2026. Operadores não esperam novas reservas relevantes de soja dos EUA no curto prazo, diante de preços mais elevados e colheitas robustas previstas no Brasil e na Argentina.

Com o avanço da colheita, a soja brasileira para embarques no início do ano tende a manter descontos significativos em relação à origem norte-americana. Especialistas projetam que esse diferencial de preço pode se ampliar ainda mais, reforçando a preferência chinesa pelo produto sul-americano.

Projeções reforçam liderança brasileira em 2025/26

As estimativas para a próxima temporada confirmam o cenário favorável ao Brasil. A produção nacional de soja pode atingir 182,2 milhões de toneladas em 2025/26, segundo consultorias do setor. Do lado da demanda, as exportações brasileiras para a China podem chegar a 85 milhões de toneladas no período, um aumento relevante em relação ao ciclo anterior.

Relatórios de mercado indicam que a China já reservou entre 42 e 44 milhões de toneladas de soja brasileira para embarques entre setembro e agosto, com grande concentração no primeiro semestre de 2026.

Demanda chinesa sustenta importações no primeiro semestre

A demanda por farelo de soja permanece firme, impulsionada por um rebanho suíno ainda elevado na China. Analistas não esperam queda significativa desse consumo antes do fim do segundo trimestre, o que sustenta as importações no curto prazo.

Embora o total importado pela China em 2025/26 deva ser menor do que no ciclo anterior, a combinação de safra recorde no Brasil, preços mais baixos e vantagem tarifária indica que a participação brasileira seguirá elevada, especialmente no primeiro semestre, quando a oferta sul-americana dita o ritmo do mercado global.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Diego Vara

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Exportação

ZPE de Barcarena é criada no Pará para impulsionar exportações e atrair investimentos

Decreto oficializa nova Zona de Processamento de Exportação
O governo federal publicou nesta sexta-feira (23/01) o decreto que institui a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Barcarena, no Pará. O projeto havia sido aprovado em novembro de 2025 pelo Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CZPE) e será implantado no Distrito Industrial de Barcarena, em uma área total de 271 hectares.

A iniciativa integra a estratégia nacional de fortalecimento das exportações brasileiras e de redução das desigualdades regionais, com foco na atração de investimentos produtivos.

Projeto âncora prevê R$ 1 bilhão em investimentos
A ZPE de Barcarena já nasce com um projeto-âncora aprovado. A empresa Bravo Metals Ltda. planeja instalar uma unidade industrial voltada ao processamento de metais de platina, níquel e cobre.

O empreendimento prevê R$ 1 bilhão em investimentos e a geração de aproximadamente 2.500 empregos durante a fase de implantação, além de 210 postos de trabalho diretos e indiretos na etapa operacional.

Competitividade e desenvolvimento regional
Para o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, a nova ZPE amplia a competitividade do estado do Pará em setores estratégicos, como a mineração.

Segundo ele, a estrutura contribui para atrair investimentos, gerar empregos, agregar valor à produção nacional e ampliar a presença brasileira no comércio internacional.

Localização estratégica no Pará
O município de Barcarena está localizado a cerca de 13 quilômetros de Belém por via fluvial e a 113 quilômetros por rodovia, pela PA-151. A cidade integra a região metropolitana da capital paraense, que reúne aproximadamente 2,54 milhões de habitantes, fator considerado estratégico para logística e mão de obra.

Prazos e etapas para operação da ZPE
Com a publicação do decreto, o governo do Pará terá 90 dias para definir a empresa administradora da ZPE. Além disso, as obras de implantação deverão ser iniciadas em até 24 meses.

A administradora será responsável pela gestão da área de livre comércio. Para iniciar as operações, a ZPE ainda precisará passar pelo processo de alfandegamento junto à Receita Federal, vinculada ao Ministério da Fazenda.

O que são as Zonas de Processamento de Exportação
As ZPEs são áreas criadas para estimular as exportações, promover a difusão tecnológica e contribuir para o desenvolvimento regional. Empresas instaladas nesses espaços contam com tratamento tributário, cambial e administrativo diferenciado, aumentando a competitividade no mercado externo.

Entre os principais benefícios estão a suspensão de tributos como IPI, PIS, Cofins, Imposto de Importação e AFRMM na aquisição de máquinas, equipamentos, insumos e matérias-primas. No caso de exportação do produto final, esses incentivos podem ser convertidos em isenção ou alíquota zero.

Governança das ZPEs no Brasil
O CZPE é o órgão responsável pela deliberação sobre as Zonas de Processamento de Exportação e é presidido pelo MDIC. O conselho também reúne representantes da Casa Civil e dos ministérios da Fazenda, Integração e Desenvolvimento Regional, Meio Ambiente e Mudança do Clima, Planejamento e Orçamento, Portos e Aeroportos e Transportes.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Exportação

Peru habilita exportação de farinhas bovinas e hemoderivados do Brasil

O governo do Peru deu um passo decisivo para ampliar o comércio agroindustrial com o Brasil. O Serviço Nacional de Sanidade Agrária do Peru (Senasa) autorizou, na última semana, os primeiros estabelecimentos brasileiros a exportar farinha de carne e ossos bovina e hemoderivados de bovinos e suínos para o país.

A medida destrava, na prática, segmentos que haviam sido abertos em maio de 2024, mas que ainda dependiam da habilitação formal das plantas industriais para o início das operações comerciais.

Empresas brasileiras habilitadas
Ao todo, 18 unidades brasileiras receberam autorização sanitária para atuar nos novos mercados:

Farinha de carne e ossos bovina: 14 empresas habilitadas
Hemoderivados de bovinos e/ou suínos: 4 empresas autorizadas

As habilitações permitem o fornecimento regular desses insumos ao mercado peruano, atendendo às exigências sanitárias estabelecidas pelas autoridades locais.

Ampliação nas exportações de farinhas de aves
Além das novas autorizações, o Senasa também aprovou mais três empresas brasileiras para exportar farinhas de aves ao Peru. Com isso, o número total de estabelecimentos aptos a fornecer esse produto ao país cresceu 21%.

A autoridade sanitária peruana ainda renovou as licenças de todas as empresas que já atuavam nesse segmento, garantindo a continuidade das exportações até dezembro de 2028.

Impacto no comércio regional
A decisão fortalece o fluxo comercial de insumos agroindustriais entre Brasil e Peru e amplia a presença brasileira nas cadeias produtivas do mercado peruano. O avanço também reforça o papel do Brasil como fornecedor estratégico de matérias-primas de origem animal na região.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Associação Brasileira de Reciclagem Animal – ABRA

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Exportação

Mel gaúcho mira mercado europeu e aposta em acordo Mercosul–União Europeia

A apicultura gaúcha, uma das mais relevantes do Brasil ao lado da produção paranaense, acompanha com expectativa a possibilidade de ampliar sua presença no mercado da União Europeia. O interesse cresce após a assinatura do acordo comercial entre o bloco europeu e o Mercosul, que pode abrir novas oportunidades para o mel brasileiro em um cenário de mudanças no comércio internacional.

Exportações concentradas e impacto do mercado norte-americano

Atualmente, cerca de 60% da produção nacional de mel, estimada em aproximadamente 60 mil toneladas ao ano, é destinada à exportação. Os Estados Unidos seguem como principal destino, respondendo por 75% a 80% dos embarques. No entanto, a sobretaxa de 50% imposta ao mel brasileiro desde agosto do ano passado deve pressionar os resultados ao longo deste ano.

O mercado europeu absorve em torno de 15% das exportações, com destaque para a Alemanha e, fora da União Europeia, a Inglaterra. A expectativa do setor é que esse percentual cresça caso as exigências técnicas e sanitárias sejam atendidas.

Exigências sanitárias e resíduos no centro das negociações

Segundo Aroni Sattler, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e integrante da Comissão Técnica Científica da Federação Apícola do RS (Fargs), o principal desafio para acessar o mercado europeu está no controle de resíduos químicos.

De forma geral, defensivos utilizados nas lavouras não afetam diretamente as abelhas, mas podem deixar traços no mel. Esses níveis, embora aceitos pela legislação brasileira, nem sempre atendem aos padrões mais rigorosos da União Europeia, o que exige ajustes e maior controle de qualidade por parte dos produtores.

Barreiras comerciais e pressão de produtores europeus

Além dos critérios técnicos, o setor enfrenta entraves de natureza mercadológica. Conforme Sattler, quando o mel brasileiro ganha espaço na Europa e passa a competir com a produção local, surgem pressões por regras mais restritivas, muitas vezes justificadas por questões sanitárias.

Esse movimento, segundo ele, funciona como uma forma de barganha comercial, comum em mercados agrícolas altamente competitivos. Protestos recentes de agricultores franceses contra o acordo Mercosul–União Europeia ilustram esse tipo de reação à entrada de produtos mais competitivos.

Oportunidade aberta pela guerra no Leste Europeu

Um fator que pode favorecer o mel brasileiro é a redução da oferta da Ucrânia, tradicional fornecedora do mercado europeu, em razão do conflito com a Rússia. Esse espaço pode ser ocupado por países do Mercosul, desde que cumpram as exigências técnicas e consigam lidar com a resistência de produtores locais.

Produção, mercado interno e novos canais de consumo

Além da adaptação às normas europeias e da expectativa de revisão das tarifas norte-americanas, o setor aposta no aumento da produtividade apícola, com mais quilos de mel por colmeia ao ano. Isso permitiria atender tanto o mercado externo quanto o consumo interno, que absorve cerca de 40% da produção nacional.

Uma das apostas é a inclusão do mel na merenda escolar, o que ampliaria significativamente a demanda e daria maior estabilidade ao setor.

Apicultura presente em quase todo o Rio Grande do Sul

A atividade está distribuída por praticamente todos os municípios gaúchos, envolvendo desde agricultores familiares, para quem o mel representa renda complementar, até apicultores profissionais, com duas mil a três mil colmeias voltadas à exportação. Cada grupo responde por cerca de 50% da produção estadual, que em anos regulares varia entre 8 mil e 9 mil toneladas.

Após perdas provocadas pelo clima no ano passado, a expectativa para 2026 é de recuperação, impulsionada por boas condições na primavera e pela safra do mel de soja, especialmente nas regiões da Campanha, Missões e Planalto, além de perspectivas positivas nos Campos de Cima da Serra e na Metade Sul.

FONTE: Correio do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alberto Marsaro Júnioir / Embrapa Trigo / Divulgação / CP

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Exportação

Exportações de vinho argentino caem a níveis históricos e pressionam vinícolas

As exportações de vinho argentino fecharam o último ano em forte retração, alcançando o menor volume desde 2004 e o menor valor desde 2009. O desempenho negativo acendeu um alerta entre as principais vinícolas da Argentina, que enfrentam um cenário marcado por custos elevados, perda de competitividade e mudanças no perfil de consumo global.

Exportações registram queda anual de 7%

Dados do Instituto Nacional de Vitivinicultura (INV) mostram que as exportações recuaram 7% entre janeiro e dezembro do ano passado na comparação com o mesmo período anterior. Ao todo, foram embarcados 1,9 milhão de hectolitros de vinhos tintos e brancos, abaixo dos 2 milhões de hectolitros registrados no ano precedente.

Menor fluxo marítimo de vinhos em 2025

No transporte marítimo, os números também refletem a desaceleração. Informações da plataforma DataLiner indicam que a Argentina exportou apenas 1.253 TEUs de vinhos entre janeiro e novembro de 2025, reforçando a queda no ritmo dos embarques internacionais.

Custos internos e logística pesam sobre o setor

Segundo a CEO da Wines of Argentina (WofA), Magdalena Pesce, o desempenho fraco está diretamente relacionado ao ambiente econômico interno. Ela aponta o aumento dos custos de produção como um dos principais entraves, mesmo com a inflação sob maior controle.

Além disso, Pesce destaca desafios estruturais históricos, como logística cara, dificuldade de competir com preços internacionais e instabilidade nos mercados externos, fatores que continuam limitando o crescimento das exportações.

Estados Unidos e China desaceleram demanda

Entre os principais destinos do vinho argentino, dois mercados estratégicos apresentaram desaceleração: Estados Unidos e China. No caso norte-americano, Pesce observa que o impacto da conjuntura econômica reduziu o consumo, movimento que afeta não apenas a Argentina, mas o setor vitivinícola global.

Ainda assim, os EUA seguem como mercado-chave. Entre 25% e 28% da produção argentina é exportada, sendo que cerca de metade desse volume tem como destino o mercado norte-americano.

Exceções em meio ao cenário negativo

Apesar do quadro adverso, algumas empresas conseguiram resultados positivos. A Trivento, maior exportadora de vinhos argentinos, registrou crescimento mesmo após um aumento de 10% nas tarifas. Segundo Marcos Jofré, CEO da empresa na Argentina, houve avanço tanto nos embarques quanto nas vendas efetivas nos Estados Unidos, com base em dados da Circana Trends.

Mudança de hábitos limita recuperação

A queda nas exportações não foi ainda mais profunda porque, em determinados meses, como julho e agosto, a retração interanual chegou a superar 15%. Para Pesce, a mudança no comportamento do consumidor é um fator decisivo.

Ela ressalta que a geração Z consome menos álcool e busca bebidas mais leves, o que exige adaptação das vinícolas. O diretor executivo da Bodegas de Argentina, Milton Kuret, reforça que a redução do consumo de vinho é um fenômeno global, somado à perda de competitividade internacional do setor argentino.

Vinhos premium mostram maior resiliência

Nesse contexto, os vinhos de maior valor agregado têm apresentado desempenho mais estável. A Trivento aposta em uma estratégia voltada ao público gourmet, com diversificação do portfólio, incluindo varietais como Cabernet Sauvignon e investimentos no White Malbec, considerado um produto inovador para atrair novos consumidores e ampliar as ocasiões de consumo.

FONTE: Forbes Argentina
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Mercado de beleza do Brasil bate recorde de exportações e atrai novas marcas

Em um país onde o cuidado com cabelo, pele e aparência faz parte da rotina, o mercado de beleza no Brasil consolidou-se como um dos mais dinâmicos do varejo. O segmento de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos já ocupa a terceira posição mundial e responde por cerca de 2% do PIB nacional.

De acordo com Luiz Carlos Dutra, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), a competitividade interna tem reflexo direto no desempenho internacional. Em 2025, as exportações do setor alcançaram US$ 1 bilhão, o melhor resultado desde o início da série histórica, em 1997.

Crescimento das vendas e destaque para cuidados com os cabelos

Dados recentes da Euromonitor International mostram que as vendas de beleza e cuidados pessoais somaram R$ 173,1 bilhões em 2024, frente a R$ 156,9 bilhões em 2023, uma alta de 10,3%.

O avanço foi liderado pelos produtos para cabelo, que movimentaram R$ 32,3 bilhões, crescimento de 14,1% em relação ao ano anterior. O segmento de cuidados com a pele também apresentou desempenho positivo, com R$ 21,2 bilhões em vendas, alta de 9,6%. Produtos faciais e corporais registraram expansões próximas à média do setor, reforçando a força do mercado como um todo.

Marcas especializadas ganham espaço no varejo

A expansão das categorias abriu caminho para marcas de nicho, focadas em propostas mais específicas e inovadoras. É o caso da B.O.B., empresa brasileira de cosméticos sólidos, que atua em segmentos como produtos sem água, embalagens sem plástico e cuidados diários sustentáveis.

Fundada em 2018 por Victor Lichtenberg e Andreia Ulson, a marca nasceu com o objetivo de eliminar conservantes sintéticos e adotar embalagens em papel. Após dois anos de estruturação, iniciou suas vendas em 2019.

Clean beauty e produção própria impulsionam a B.O.B.

Além do conceito waterless, a B.O.B. adotou critérios técnicos de clean beauty, excluindo ingredientes com restrições internacionais, limitando componentes sintéticos a até 5% das fórmulas e evitando insumos de origem animal ou testes em animais.

Com fábrica própria no estado de São Paulo, a empresa encerrou 2025 com faturamento de cerca de R$ 30 milhões, comercializando aproximadamente 1 milhão de unidades por ano, somando mercado interno e operações no exterior.

Expansão internacional fortalece caixa no Brasil

A atuação nos Estados Unidos começou em 2022, com foco no comércio digital e operação baseada em marketplaces, a partir de uma subsidiária em Orlando. Atualmente, o mercado internacional representa cerca de 10% da receita da empresa.

Segundo Lichtenberg, os recursos gerados no exterior são direcionados para investimentos no Brasil, como a ampliação industrial e a abertura da loja conceito no Shopping Eldorado, além de uma unidade no Aeroporto Internacional de Guarulhos.

Inovação mantém o ritmo acelerado do setor

Para Dutra, a inovação em cosméticos é um dos principais motores do mercado brasileiro. O país ocupa a quarta posição mundial em lançamentos de produtos de beleza, o que garante constante renovação das categorias e estímulo ao consumo.

Influenciadores transformam audiência em marcas consolidadas

Criada em parceria com a MBOOM, a marca de maquiagem Fran by Franciny Ehlke surgiu em 2021, impulsionada pela trajetória da influenciadora digital, que já acumulava milhões de seguidores nas redes sociais. A estratégia permitiu entrada direta em grandes redes varejistas desde o lançamento.

Enquanto a MBOOM cuida da gestão e operação, Franciny lidera o desenvolvimento dos produtos, a comunicação e o posicionamento da marca.

Crescimento acelerado e foco no público jovem

Embora não divulgue faturamento, a empresa registrou crescimento superior a 100% entre 2024 e 2025, com presença em mais de 1.500 pontos de venda físicos no país. Os gloss labiais são os principais produtos, responsáveis por mais de 50% das vendas.

O público é majoritariamente feminino, com forte presença de consumidoras entre 12 e 20 anos, além de jovens adultas de 20 a 30 anos, que representam cerca de 40% da base de clientes.

FreeBrands aposta no potencial da categoria de beleza

A marca Beta integra o portfólio da FreeBrands, grupo criado a partir do sucesso do FreeCô, lançado em 2015. Em julho de 2023, a empresa entrou oficialmente no segmento de cuidados pessoais com a criação da Beta.

Em 2025, a marca faturou R$ 15,3 milhões, com mais de 20 produtos distribuídos em quatro linhas, incluindo hidratantes labiais e para as mãos, protetores solares faciais em bastão e desodorantes naturais.

Hidratantes labiais lideram as vendas

Os hidratantes labiais são o carro-chefe da Beta, com 11 versões entre produtos próprios e colaborações. Entre os mais vendidos estão as versões Melancia, Transparente e Rubi, com cor.

Segundo Rafael Nasser, fundador da FreeBrands, o foco no público feminino ocorreu de forma natural, já que 70% dos consumidores do grupo são mulheres.

Perspectivas positivas para 2026

Para este ano, a expectativa é de crescimento de 20% da Beta, impulsionado pela ampliação da distribuição e novos lançamentos. Mesmo sendo a marca mais jovem do portfólio, já ocupa a segunda posição em faturamento, reforçando o potencial do mercado de beleza brasileiro.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor

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