Exportação

Comitê Consultivo do Núcleo PEIEX em Itajaí projeta atender 150 empresas até 2027

A iniciativa da ApexBrasil, em parceria com o Sebrae/SC, tem como objetivo preparar empresas para o processo de exportação de forma planejada, estruturada e segura

A 1ª reunião do Comitê Consultivo do Núcleo PEIEX – Programa de Qualificação para Exportação em Itajaí – foi realizada nesta segunda-feira (24). A composição do Comitê é fundamental para fortalecer o ecossistema exportador regional, alinhando as instituições parceiras e contribuindo para o desenvolvimento de empresas com potencial de internacionalização. Entre suas atribuições estão a divulgação do programa, a mobilização da comunidade empresarial e a apresentação de soluções personalizadas às empresas a partir dos diagnósticos realizados.

O encontro, realizado no Giardino del Porto, reuniu representantes de instituições parceiras e apresentou metas e resultados no 3° ciclo – iniciado em junho de 2025 e com duração prevista até dezembro de 2027. Atualmente, 37 empresas da região são atendidas, e a meta é alcançar outras 36 no próximo semestre. A expectativa é beneficiar 150 empresas. Segundo o gestor do PEIEX, José Mendes, a maior dificuldade das empresas brasileiras é compreender por onde começar, quais são os desafios e como superá-los. “A iniciativa da ApexBrasil, em parceria com o Sebrae/SC, tem como objetivo preparar empresas para o processo de exportação de forma planejada, estruturada e segura”, destacou.

A capacitação é 100% subsidiada pelo Sebrae/SC e pela ApexBrasil. “As empresas saem do programa com um plano de exportação estruturado e prontas para iniciar seu acesso ao mercado internacional. No entanto, sabemos que ter um plano não garante sua execução. Por isso, o Sebrae/SC acompanha de perto cada negócio, oferecendo apoio para que essas empresas realmente consigam se conectar ao mercado externo”, esclareceu Gabriel Marchetti, coordenador estadual do programa.

“A participação no PEIEX representa uma oportunidade estratégica para as empresas que desejam ampliar sua competitividade e se preparar para novos mercados, com orientação especializada, diagnósticos precisos e um plano estruturado para fortalecer sua capacidade de exportação”, reforçou Juliana Bernardi Dall’antonia, gerente da Regional Foz do Sebrae/SC.

“Para o Porto de Itajaí, participar do Comitê Consultivo do PEIEX é reforçar nosso compromisso com a internacionalização das empresas catarinenses e com o fortalecimento do ecossistema exportador regional. Vivemos um momento decisivo: a queda do tarifaço nos Estados Unidos abre uma janela concreta de oportunidades para o setor produtivo, e nossas projeções apontam para um impacto de até 30% na recuperação de movimentação e faturamento do Porto”, enfatizou João Paulo Tavares Bastos, superintendente do Porto de Itajaí

As empresas interessadas em participar podem procurar as agências do Sebrae em Itajaí (47 3390-1400) ou Brusque (47 3351-3701), ou acessar https://sebrae.sc/peiex para mais informações.

FONTE: Assessoria de Imprensa do Sebrae
IMAGEM: Divulgação/Assessoria de Imprensa do Sebrae

Ler Mais
Exportação

Exportações brasileiras de carne de frango devem crescer menos de 0,5% em 2025, indica FAO

O novo relatório Food Outlook da FAO projeta um aumento modesto nas exportações brasileiras de carne de frango em 2025. A expectativa atual é de 5,146 milhões de toneladas, volume 184 mil toneladas menor do que o previsto no primeiro semestre, quando a entidade estimava embarques de 5,330 milhões de toneladas.

A revisão para baixo ocorreu após a confirmação de um caso de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) na avicultura comercial brasileira — fator que, segundo a FAO, deve limitar parte do desempenho do setor no próximo ano.

Crescimento tímido e leve perda de participação global

Apesar do corte na projeção, o Brasil ainda deverá registrar uma alta de 0,27% nas exportações em comparação com 2024. No entanto, o país tende a perder espaço no mercado internacional: a participação brasileira nas vendas globais deve cair de 31,09% para 30,84% em 2025.

O relatório aponta que essa retração não é exclusiva do Brasil. A participação da União Europeia pode encolher mais de 3%, enquanto os Estados Unidos devem registrar queda próxima de 4,5%.

China, Rússia e Tailândia avançam no mercado

A redução do protagonismo de alguns grandes exportadores abre espaço para outros competidores. China, Rússia e Tailândia devem ampliar suas vendas externas, com destaque para os chineses, que devem crescer quase 23% frente a 2024. Esse avanço pode elevar a participação chinesa no comércio mundial em 21,5%.

Mesmo com o forte crescimento, a China ainda representará pouco mais de um quarto das exportações brasileiras de carne de frango, mantendo o Brasil como principal fornecedor global.

Na tabela abaixo estão listados, segundo o volume previsto para 2025, todos os países com exportações anuais superiores a 100 mil toneladas e que representam quase 94% das exportações totais. Como, no Food Outlook mais recente da FAO, são relacionados 26 países exportadores. os demais 14 países respondem por pouco mais de 6% das exportações totais de carne de frango.

FONTE: AviSite
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Sociedade Nacional de Agricultura

Ler Mais
Exportação

Produção de soja do Brasil em 2026 cai levemente, mas exportações devem gerar receita maior, diz Abiove

A Abiove revisou para baixo a estimativa da safra de soja do Brasil em 2026, agora prevista em 177,7 milhões de toneladas, redução de 800 mil toneladas em relação ao cálculo de outubro. Mesmo com o ajuste, o país continua no rumo de registrar um volume recorde, acima do produzido em 2025.

A associação não detalhou se a queda está ligada ao ritmo mais lento de plantio, impactado por chuvas irregulares em várias regiões. A Abiove destacou que o número reflete a mediana das projeções de suas associadas, mas reconheceu que o clima no início do desenvolvimento da safra “é provavelmente” um fator relevante. Segundo a consultoria AgRural, pouco mais de 70% do plantio havia sido concluído até a última quinta-feira.

Safra de 2025 revisada para cima
Enquanto a projeção de 2026 foi reduzida, a estimativa para a safra colhida em 2025 subiu para 172,1 milhões de toneladas, ante 171,8 milhões previstas anteriormente.

Os estoques finais de soja em 2026 permaneceram praticamente estáveis em 10,55 milhões de toneladas, resultado do aumento da safra velha e do leve ajuste na nova. A projeção da Abiove está alinhada ao número divulgado pela Conab, que também apontou efeitos da irregularidade das chuvas sobre o plantio.

Exportações e processamento seguem em ritmo recorde
A associação manteve as previsões de exportação de soja e de processamento industrial para 2026. Se confirmados, ambos alcançarão níveis recordes. As vendas externas devem atingir 111 milhões de toneladas, superando a marca prevista para 2025 (109 milhões de toneladas), que foi revisada para baixo em 500 mil toneladas.

O processamento de soja deve chegar a 60,5 milhões de toneladas em 2026, alta de 3,4% sobre o ano anterior. A Abiove preservou as estimativas de produção de farelo e óleo, mas elevou a projeção de exportação de óleo de soja para 1,2 milhão de toneladas, ainda abaixo das 1,35 milhão previstas para 2025.

Receita com exportações deve crescer com preços mais altos
A receita do complexo soja — grão, farelo e óleo — foi estimada em US$ 60,25 bilhões em 2026, acima dos US$ 55,26 bilhões previstos no mês anterior. A alta está diretamente ligada à revisão dos preços internacionais da soja.

Para 2025, a receita também foi ampliada: agora em US$ 53,3 bilhões, cerca de US$ 3 bilhões acima da estimativa anterior, mesmo com redução no volume exportado.

A Abiove passou a projetar preço médio de US$ 450 por tonelada em 2026 e US$ 400/t em 2025 — antes, as estimativas eram de US$ 415/t e US$ 380/t, respectivamente. A soja em grão segue responsável pela maior parcela da receita, com quase US$ 50 bilhões esperados apenas em 2026.

A revisão ocorre em um momento de alta forte na bolsa de Chicago, onde o preço da soja subiu mais de 10% desde outubro, renovando máximas desde 2024. O movimento tem sido impulsionado pela expectativa de novas compras chinesas; traders relataram que a estatal Cofco adquiriu ao menos 14 cargas dos EUA na véspera.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Roberto Samora

Ler Mais
Exportação

Exportações de frutas do Brasil têm melhor outubro em 10 anos e movimentam US$ 177,5 milhões

As exportações de frutas brasileiras registraram, em 2025, o melhor mês de outubro da última década. A receita chegou a US$ 177,5 milhões, alta de 4,60% em relação ao mesmo período de 2024, de acordo com dados do Comex Stat do MDIC. Nos últimos dez anos, apenas novembro de 2024 superou esse patamar, com US$ 217 milhões em embarques de frutas e nozes não oleaginosas frescas ou secas.

Volume exportado ultrapassa marca do ano anterior

Em outubro, o Brasil enviou ao exterior 209,4 mil toneladas de frutas, equivalentes a 2,61% das exportações do agronegócio. Mesmo com participação modesta no total do setor, a fruticultura segue como o quinto segmento mais relevante da pauta agropecuária. De janeiro a outubro, o país já atingiu 1 milhão de toneladas, igualando o volume exportado ao longo de todo o ano passado.

Receita anual se aproxima de US$ 1 bilhão

De janeiro a outubro de 2025, as vendas externas do segmento somaram US$ 1 bilhão, contra os US$ 1,2 bilhão registrados ao fim de 2024. No ano passado, as frutas representaram 1,66% das exportações do agronegócio, mantendo-se na quinta posição entre os principais produtos enviados ao mercado internacional.

Setor mostra resiliência apesar dos desafios

Para Renato Francischelli, diretor da Ascenza Brasil, o desempenho positivo reflete a capacidade de adaptação do produtor brasileiro diante de crises climáticas e de mercado. Ele destaca que a fruticultura segue como um dos pilares do agro nacional, com peso significativo tanto no abastecimento interno quanto nas exportações.

Nordeste concentra mais de 80% da receita

Quatro estados nordestinos responderam por 84,3% da receita obtida em outubro. Pernambuco liderou com US$ 56,1 milhões (31,6%), seguido por Bahia (US$ 38,6 milhões — 21,8%), Rio Grande do Norte (US$ 36,1 milhões — 20,3%) e Ceará (US$ 18,8 milhões — 10,6%).

Europa domina compras e Holanda é a principal importadora

A Europa permaneceu como o maior destino das frutas brasileiras, com 66,4% da receita. A Holanda liderou as compras com US$ 71,7 milhões (40,4%). Em seguida apareceram o Reino Unido (US$ 31,2 milhões — 17,6%) e a Espanha (US$ 14,9 milhões — 8,4%). Os Estados Unidos, que reduziram tarifas de importação de frutas recentemente, compraram US$ 15,5 milhões, enquanto a Argentina se destacou na América do Sul com US$ 8,5 milhões.

Mercado externo cresce como oportunidade para pequenos produtores

Francischelli ressalta que grande parte das frutas exportadas vem de propriedades familiares. Ele afirma que conhecer as regras e exigências dos países importadores é crucial para acessar preços mais altos e maior estabilidade comercial.

Segundo o diretor, processos como boas práticas agrícolas, rastreabilidade, qualidade pós-colheita e respeito às normas fitossanitárias são fundamentais para atender às demandas internacionais.

Organização e tecnologia ajudam a ganhar escala

O representante da Ascenza orienta produtores a cooperarem para ganhar escala, reduzir custos logísticos e melhorar competitividade, especialmente em produtos perecíveis. Escolha de culturas adequadas, diversificação e planejamento da produção ajudam a reduzir riscos e ampliar possibilidades no mercado externo.

Manter a qualidade, o frescor e a aparência durante transporte e armazenamento também é decisivo, assim como evitar superprodução por meio de calendários produtivos bem definidos.

Proteção da lavoura é essencial para exportar

Para garantir desempenho no mercado internacional, Francischelli reforça a necessidade de controle de pragas e adoção de manejo fitossanitário adequado. Monitoramento constante, uso correto de defensivos e respeito aos limites de resíduos são passos indispensáveis.

Ele destaca ainda que o produtor deve avaliar qualidade do solo, nutrição, irrigação e proteção contra condições climáticas adversas. O cumprimento de boas práticas ambientais e sociais pode abrir portas para mercados premium, que valorizam origem e sustentabilidade.

FONTE: Comex Stat do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC)
TEXTO: Redação
IMAGEM: Canva

Ler Mais
Exportação

União Europeia restabelece pre-listing para exportações brasileiras de carne de aves e ovos

A União Europeia confirmou oficialmente ao governo brasileiro o restabelecimento do sistema de pre-listing para estabelecimentos que exportam carne de aves e ovos. A retomada foi comunicada por meio de carta enviada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), marcando o fim de um bloqueio que durava desde 2018.

Mercado europeu volta a abrir portas ao setor avícola
O ministro Carlos Fávaro celebrou a decisão, classificando-a como uma “grande notícia” para o setor. Segundo ele, o mercado europeu — considerado remunerador e estratégico — permaneceu fechado por sete anos às plantas brasileiras de frango e ovos.

Processo de habilitação ganha agilidade
Com o pre-listing restabelecido, os estabelecimentos que cumprirem os requisitos sanitários da União Europeia poderão ser indicados diretamente pelo Mapa. Após a comunicação ao bloco europeu, as plantas ficam aptas a exportar sem a necessidade de inspeção individual pelas autoridades da UE.
O modelo devolve agilidade, previsibilidade e facilita o fluxo de comércio, já que o Mapa passa a atestar quais unidades atendem plenamente às normas europeias.

Três anos de negociações até a reabertura
Fávaro lembrou que o processo exigiu três anos de trabalho técnico e diplomático. Com a confirmação europeia, todas as agroindústrias brasileiras que produzem frango e ovos e que atendam aos critérios sanitários passam a ter acesso imediato ao mercado europeu.

Agenda bilateral intensa garantiu o avanço
A retomada é fruto de uma negociação contínua entre o Mapa e a Comissão Europeia. Em 2 de outubro, uma missão brasileira em Bruxelas — liderada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua — apresentou pedidos prioritários, como o retorno do pre-listing para proteína animal, o avanço para a reabertura dos pescados e o reconhecimento da regionalização de enfermidades.
No dia 23 de outubro, uma reunião de alto nível em São Paulo entre Rua e o comissário europeu de Agricultura, Christophe Hansen, consolidou os entendimentos sanitários. O encontro registrou o avanço para o pre-listing de aves, encaminhou o mesmo procedimento para ovos e definiu a realização de uma auditoria europeia no sistema de pescados.

Cooperação sanitária será permanente
As duas partes também acertaram a criação de um mecanismo permanente de diálogo para tratar de temas sanitários e regulatórios, com nova reunião prevista para o primeiro trimestre de 2026. A medida busca fortalecer transparência, previsibilidade e reduzir entraves técnicos no comércio agropecuário.

Reconhecimento reforça inspeção brasileira
Com o pre-listing restabelecido, o Brasil reafirma a força e a credibilidade de seus serviços oficiais de inspeção sanitária, garantindo conformidade com as exigências do mercado europeu. A decisão também impulsiona uma agenda de facilitação de comércio, baseada em critérios técnicos e cooperação regulatória entre Brasil e União Europeia.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

Ler Mais
Exportação

Brasil perde US$ 700 milhões em vendas de carne para os EUA: entenda o impacto

As exportações brasileiras de carne bovina fecharam outubro com faturamento de US$ 1,897 bilhão, avanço de 37,4% na comparação com outubro de 2024. O volume embarcado também cresceu: foram 360,28 mil toneladas, alta de 12,8%. Mesmo com a perda estimada de US$ 700 milhões entre agosto e outubro nas vendas para os Estados Unidos, outros mercados compensaram a queda.

Segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que analisa dados da Secex/MDIC, os números incluem carne bovina in natura, industrializada, miudezas comestíveis, sebo bovino e demais subprodutos da cadeia.

Receita recorde no acumulado do ano

De janeiro a outubro, o Brasil registrou recorde histórico de receita: US$ 14,655 bilhões, um crescimento de 36% sobre o mesmo período do ano anterior. O volume exportado também atingiu marca inédita, chegando a 3,148 milhões de toneladas, aumento de 18%.

Queda forte nas vendas aos Estados Unidos

Embora seja o segundo maior comprador da carne brasileira, os Estados Unidos reduziram as importações após o tarifaço. Em outubro, as compras de carne bovina in natura recuaram 54%, somando US$ 58 milhões. A carne industrializada caiu 20,3% (US$ 24,9 milhões), enquanto sebo e gorduras bovinas despencaram 70,4% (US$ 5,7 milhões).

No acumulado de janeiro a outubro, porém, ainda há avanço: as vendas totais de produtos bovinos para os EUA cresceram 40,4%, atingindo US$ 1,796 bilhão — reflexo do ritmo forte antes da aplicação das tarifas.

Entre agosto e outubro, período em que as tarifas estiveram válidas, as exportações para o mercado norte-americano caíram 36,4%, resultando na perda de aproximadamente US$ 700 milhões.

A Abrafrigo avalia que, apesar de o aumento das vendas para outros países ter compensado o prejuízo, o Brasil poderia ter registrado desempenho ainda maior sem as tarifas impostas por Washington.

China mantém liderança e UE amplia compras

A China segue como principal destino da carne bovina brasileira. De janeiro a outubro de 2025, o país asiático gerou US$ 7,060 bilhões em receita e importou 1,323 milhão de toneladas, altas de 45,8% e 21,4%, respectivamente.

A União Europeia, tratada como mercado único, foi o segundo maior destino em outubro, com crescimento de 112% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O faturamento atingiu US$ 140 milhões. No acumulado do ano, as compras do bloco somaram US$ 815,9 milhões, avanço de 70,2%. O preço médio da carne bovina in natura enviada à região chegou a US$ 8.362 por tonelada.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Amanda Perobelli

Ler Mais
Exportação

Plano de socorro às empresas já libera R$ 7,1 bilhões em crédito contra o tarifaço

O Plano Brasil Soberano, criado para reduzir os impactos do tarifaço sobre o setor produtivo, já soma 517 operações de crédito desde sua implementação. O montante liberado alcança R$ 7,1 bilhões, sendo R$ 4 bilhões destinados à diversificação de mercados e R$ 3,1 bilhões ao capital de giro tradicional.

Os números constam no boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE), divulgado pelo Ministério da Fazenda no dia 13.

Indústria concentra maior parte dos recursos

Desde o início do programa, 126 grandes empresas e 391 médias, pequenas e microempresas foram beneficiadas. A indústria de transformação lidera a contratação, com R$ 5,9 bilhões. Em seguida aparecem os setores de comércio e serviços (R$ 0,8 bilhão), agropecuária (R$ 0,4 bilhão) e indústria extrativa (R$ 100 milhões).

O plano é estruturado em três frentes: fortalecimento do setor produtivo, proteção aos trabalhadores e diplomacia comercial articulada ao multilateralismo.

Medidas incluem crédito facilitado e prorrogação de prazos

Para apoiar empresas afetadas, o governo reservou R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações, garantindo acesso a financiamentos com taxas reduzidas. Outra medida é a prorrogação, por mais um ano, do prazo para exportação de produtos cujos insumos foram adquiridos com benefícios do regime de drawback.

Tarifas dos EUA derrubam exportações brasileiras

O Ministério da Fazenda aponta que as tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos desde agosto já provocam retração nas vendas externas brasileiras. De agosto a outubro, as exportações para o mercado norte-americano diminuíram US$ 2,5 bilhões, queda de 24,9% em relação ao mesmo período de 2023.

A retração se intensificou ao longo dos meses: -16,5% em agosto, -19,4% em setembro e -37,9% em outubro. Entre os produtos mais afetados estão:

  • Petróleo bruto: -US$ 404 milhões (-30,3%);
  • Carne bovina congelada: -US$ 165,2 milhões (-60,5%);
  • Celulose de eucalipto: -US$ 126 milhões (-33%);
  • Ferro bruto: -US$ 119 milhões (-27,8%);
  • Açúcar refinado de cana: -US$ 111 milhões (-91,6%).

Superávit comercial é mantido apesar da pressão

Mesmo com o impacto das tarifas, as exportações totais brasileiras continuam avançando. Em outubro, a balança comercial registrou superávit de US$ 7 bilhões, reforçando a resiliência do comércio exterior nacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Ler Mais
Exportação

Stellantis inicia exportações da picape Rampage para a Europa a partir de 2026

A Stellantis confirmou que começará a exportar a picape Rampage para a Europa em 2026, marcando um passo importante na expansão global da montadora. O modelo será o primeiro veículo da marca Ram desenvolvido e produzido fora da América do Norte, reforçando o compromisso da empresa em oferecer produtos inovadores e adaptados às exigências de diferentes mercados.

Produção brasileira e engenharia sul-americana

Fabricada no Polo Automotivo de Goiana (PE), a Rampage foi criada integralmente pela equipe de engenharia e design da Stellantis na América do Sul. O projeto envolveu mais de 800 engenheiros e técnicos, com foco em desenvolver uma picape robusta, tecnológica e versátil — características ideais para as condições da região. O resultado é um produto que evidencia a capacidade de inovação da engenharia sul-americana e posiciona o Brasil como um polo estratégico para o desenvolvimento de veículos globais.

Sucesso no mercado brasileiro

Desde seu lançamento em 2023, a Rampage rapidamente se consolidou como referência entre as picapes intermediárias premium. Com design sofisticado, desempenho de alto nível e amplo pacote tecnológico, o modelo já ultrapassou 50 mil unidades vendidas e recebeu 27 prêmios da imprensa especializada, tornando-se um dos veículos mais premiados da categoria no Brasil.

Projetada para consumidores que buscam versatilidade, conforto e potência, a Rampage combina a dirigibilidade de um SUV com a força tradicional da marca Ram, redefinindo o segmento de picapes intermediárias na América Latina.

Expansão global e reconhecimento da engenharia brasileira

Para Herlander Zola, presidente da Stellantis na América do Sul, a exportação da Rampage representa um marco histórico:

“É o reconhecimento da nossa capacidade de desenvolver e produzir veículos com padrão global de qualidade, tecnologia e design. A Rampage simboliza a força da nossa engenharia e o talento das nossas equipes.”

Matias Merino, vice-presidente de Supply Chain da Stellantis na região, destacou que o movimento reforça a competitividade da engenharia brasileira:

“A Rampage conecta inovação e desenvolvimento industrial. Ofereceremos ao público europeu uma picape premium que une performance, versatilidade e estilo de vida urbano.”

Versões e tecnologia de ponta

Na Europa, a Rampage será comercializada em duas versões: Rebel, equipada com motor 2.2 Turbodiesel de 200 cv e 45,9 kgfm, e R/T, com motor 2.0 Hurricane 4 Turbo a gasolina, de 272 cv e 40,8 kgfm.

O modelo traz ainda o pacote completo de tecnologias de assistência à condução (ADAS Nível 2), incluindo alerta de colisão com frenagem autônoma, detecção de pedestres e ciclistas, assistente de permanência em faixa, monitoramento de ponto cego e faróis automáticos.

São sete airbags e recursos de conforto como partida remota, retrovisores elétricos rebatíveis e sensores de chuva e luminosidade, consolidando o padrão de segurança e sofisticação da marca.

FONTE: Stellantis
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Stellantis

Ler Mais
Exportação

Governo amplia acesso ao crédito do Plano Brasil Soberano e inclui mais empresas exportadoras e fornecedoras

O Ministério da Fazenda (MF) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) anunciaram mudanças na regulamentação do Plano Brasil Soberano, criado pela Medida Provisória nº 1.309, de 13 de agosto de 2025. As alterações ampliam o acesso das empresas às linhas de crédito emergenciais e reforçam o apoio à cadeia exportadora nacional.

Critério de exportação reduzido e inclusão de fornecedores

A nova Portaria Conjunta MF/MDIC diminui de 5% para 1% o percentual mínimo de faturamento vinculado às exportações exigido para que empresas afetadas pelas tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos tenham prioridade no programa.

Além disso, o texto inclui fornecedores de exportadores impactados, desde que possuam ao menos 1% do faturamento proveniente de vendas para empresas com 5% ou mais da receita ligada às exportações afetadas. Segundo o governo, o ajuste não gera impacto orçamentário adicional, pois apenas redefine critérios de acesso, sem aumentar despesas.

Apoio ampliado a pequenas e médias empresas

Com a atualização, o Governo Federal fortalece a rede de proteção e liquidez da cadeia exportadora, permitindo que micro, pequenas e médias empresas de setores indiretamente atingidos também possam acessar os instrumentos de apoio financeiro. O objetivo é preservar a capacidade produtiva, os empregos e a competitividade internacional da indústria brasileira.

Linhas de financiamento e garantias

As ações do Plano Brasil Soberano envolvem linhas de financiamento lastreadas pelo Fundo de Garantia à Exportação (FGE) e garantias do PEAC-FGI Solidário, voltadas principalmente para pequenos e médios negócios.

Para que as novas condições entrem em vigor, será necessária a aprovação do Conselho Monetário Nacional (CMN), que definirá as condições financeiras das operações com recursos do FGE. Também está em andamento a atualização dos sistemas e bases de dados responsáveis pela execução das medidas.

Fortalecimento da indústria nacional

Instituído para mitigar os impactos das tarifas dos EUA sobre as exportações brasileiras, o Plano Brasil Soberano busca assegurar crédito, liquidez e competitividade às empresas afetadas, além de fortalecer a indústria nacional diante de restrições comerciais externas.

FONTE: Ministério da Fazenda
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

Ler Mais
Exportação

Tarifa dos EUA ameaça exportações de tabaco e preocupa produtores do Rio Grande do Sul

O início da colheita de tabaco no Rio Grande do Sul chega acompanhado de incertezas. Apesar do clima favorável e das boas projeções para a safra de 2025, o setor enfrenta um obstáculo significativo: o tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que ameaça milhões em exportações e a renda de pequenos agricultores.

EUA retomam tarifas históricas sobre importações

Anunciada pelo presidente Donald Trump, a nova política tarifária entrou em vigor no início de agosto e elevou os impostos médios sobre produtos estrangeiros ao maior patamar em mais de um século. A decisão impacta dezenas de países e afeta diretamente um dos principais destinos do tabaco gaúcho.

No último ano, o Brasil produziu 719 mil toneladas de tabaco — sendo 303 mil no Rio Grande do Sul, o equivalente a 42% da produção nacional. Os Estados Unidos figuraram como o terceiro maior comprador, adquirindo cerca de 38,4 mil toneladas, com movimentação superior a US$ 245 milhões.

Embarques suspensos e risco de perdas milionárias

Antes da aplicação da nova taxa, 70% do tabaco destinado aos EUA já havia sido exportado. No entanto, cerca de 12 mil toneladas vendidas não chegaram a sair das indústrias após o aumento tarifário.

“O que nós exportamos historicamente para os Estados Unidos é cerca de 9% do volume”, explica Valmor Thesing, presidente do Sinditabaco. “Mantido o tarifaço, as empresas terão de buscar novos mercados para realocar esse produto”, completa.

Segundo Thesing, algumas remessas começaram a ser retomadas, mas representam apenas uma fração do que ainda está parado.

Produtores temem queda nos preços

Na metade Sul do estado, especialmente em municípios como Canguçu, mais de cinco mil famílias dependem do cultivo de tabaco. O produtor Nilton Pereira conta que a safra promete bons resultados, mas o mercado preocupa.
“A safra está muito boa, mas o tarifaço pode ser o grande problema na hora de vender”, afirma.

O presidente da Afubra, Marcílio Drescher, alerta para o risco de impacto direto nos preços pagos aos agricultores, principalmente entre os produtores de tabaco burley, variedade mais consumida pelos norte-americanos.
“Se o tarifaço permanecer em vigor, o produtor de tabaco burley, o tabaco de galpão, será o mais prejudicado”, ressalta.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/RBS TV

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook