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Exportações de café recuam em volume, mas faturamento cresce com preços altos no mercado internacional

As exportações brasileiras de café apresentam um comportamento contraditório na safra 2025/26. Embora o país tenha embarcado menos produto, a receita com vendas externas avançou de forma expressiva, sustentada pela valorização das cotações internacionais. Os dados são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), analisados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

Menor volume exportado e faturamento em alta

Entre julho e novembro, o Brasil enviou ao exterior 17,43 milhões de sacas de 60 quilos, volume 21,7% inferior ao registrado no mesmo intervalo da safra anterior. Em contrapartida, o faturamento alcançou US$ 6,72 bilhões, alta de 11,6% na comparação anual, impulsionada pelos preços elevados do café no mercado global.

Pesquisadores do Cepea apontam que a retração nos embarques está diretamente relacionada à redução das vendas para os Estados Unidos, principal destino do café brasileiro. A tarifa aplicada pelo governo norte-americano entre agosto e novembro de 2025, somada à menor oferta interna e à demanda mais fraca diante dos preços altos, contribuiu para o recuo do volume exportado.

Mercado internacional de café opera sob pressão

Apesar do avanço na receita brasileira, o mercado internacional de café iniciou esta quarta-feira (17) em baixa. As cotações do café arábica e do café robusta recuaram nas principais bolsas, refletindo tanto o avanço da safra no Vietnã quanto a previsão de chuvas nas regiões produtoras do Brasil.

Segundo o Escritório Carvalhaes, a entrada da nova safra vietnamita de robusta e a expectativa de aumento das precipitações em Minas Gerais e São Paulo pressionam os preços em Nova York e Londres, reduzindo o ritmo das negociações no mercado físico nacional.

Safra vietnamita amplia oferta global

O Escritório Nacional de Estatísticas do Vietnã informou que as exportações de café do país cresceram 39% em novembro de 2025, somando 88 mil toneladas. De janeiro a novembro, os embarques atingiram 1,398 milhão de toneladas, avanço de 14,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A Bloomberg acrescenta que a produção de café do Vietnã na safra 2025/26 deve ser cerca de 10% maior que a anterior, reforçando a oferta global e intensificando a pressão negativa sobre os preços.

Relatório do Itaú BBA indica ainda que o próximo ciclo deve registrar recuperação relevante da produção de café arábica e estabilidade ou leve retração no robusta, o que pode resultar em um superávit global próximo de 7 milhões de sacas entre produção e consumo.

Cotações do café recuam nas bolsas internacionais

Por volta das 10h (horário de Brasília), o arábica caía 840 pontos no contrato dezembro/25, negociado a 379,30 cents por libra-peso. O vencimento março/26 recuava 95 pontos, para 351,15 cents/lbp, enquanto maio/26 era cotado a 335,60 cents/lbp, com baixa de 90 pontos.

No caso do robusta, as perdas variavam entre US$ 48 e US$ 62 por tonelada. O contrato janeiro/26 era negociado a US$ 3.887 por tonelada, enquanto o vencimento maio/26 marcava US$ 3.706 por tonelada, conforme dados do mercado internacional.

Chuvas no Sudeste podem afetar produção e qualidade

De acordo com o Climatempo, uma frente fria avança pelo oceano na altura da costa Sudeste desde terça-feira (16), favorecendo a formação de chuvas intensas e persistentes nas principais áreas cafeeiras, especialmente em Minas Gerais e São Paulo.

A previsão indica manutenção da instabilidade até o fim da semana, com posterior redução do volume de precipitações. Embora o cenário traga alívio hídrico aos cafezais, o excesso de chuva pode atrasar etapas da colheita e afetar a qualidade do café, fator acompanhado de perto por produtores e exportadores.

Receita maior, mas cenário global segue desafiador

O desempenho do café brasileiro evidencia um ambiente de contrastes. O país se beneficia de preços internacionais mais altos, elevando o faturamento, mas enfrenta queda no volume exportado e um mercado global pressionado pela maior oferta e pela instabilidade climática.

Analistas avaliam que a volatilidade nas cotações do café deve persistir nas próximas semanas, até que haja maior definição sobre a safra 2025/26 do Vietnã e os efeitos do clima no Brasil, elementos-chave para o equilíbrio entre oferta e demanda mundial.

FONTE: Portal do Agronegócio
TEXTO: Redação
IMAGEM: Diego Vargas

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Brasil lidera produção de carne bovina e supera os EUA pela primeira vez

O Brasil alcançou um marco histórico ao ultrapassar os Estados Unidos e se tornar o maior produtor mundial de carne bovina, segundo dados do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA). A liderança consolida uma mudança estrutural no mercado internacional de proteínas e reforça o papel estratégico do país, que já ocupa a primeira posição nas exportações globais de carne bovina há mais de 20 anos.

As projeções indicam que a produção brasileira de carne bovina deve atingir 12,35 milhões de toneladas em 2025, considerando o peso de carcaça, o que representa um crescimento de 4% em relação a 2024. O resultado contrariou expectativas iniciais do mercado, que previam retração, especialmente diante do aumento no abate de fêmeas, cenário que não se confirmou.

Ganhos de produtividade impulsionam a pecuária brasileira

O avanço brasileiro está diretamente ligado ao aumento da produtividade por animal. Em setembro, o peso médio do macho abatido chegou a 303 quilos, o maior já registrado no país. Esse desempenho permitiu que, em alguns meses, a produção nacional ultrapassasse 1 milhão de toneladas mensais.

De acordo com Maurício Nogueira, da consultoria Athenagro, o resultado reflete o uso crescente de tecnologia no campo, com melhorias em alimentação, manejo e eficiência produtiva. Os dados consideram abates sob inspeção municipal, estadual e federal, o que amplia a confiabilidade das estatísticas.

Estados Unidos enfrentam retração do rebanho

Enquanto o Brasil avança, a pecuária dos Estados Unidos passa por um momento de retração. O USDA estima que a produção americana fique em 11,81 milhões de toneladas em 2025, uma queda de 4% na comparação com 2024. O rebanho norte-americano está no menor nível desde os anos 1970, pressionado por fatores como eventos climáticos, custos elevados e redução das áreas de pastagem.

Para 2026, o órgão projeta queda na produção tanto do Brasil quanto dos EUA, com volumes próximos de 11,7 milhões de toneladas, o que configuraria um empate técnico. Nogueira, no entanto, avalia que a retração brasileira pode não se concretizar, apontando espaço para novos ganhos no rendimento de carcaça e impacto positivo da recuperação dos preços ao produtor nos últimos 18 meses.

Mercado global deve desacelerar em 2026

No cenário internacional, após cinco anos de crescimento, as exportações globais de carne bovina devem recuar 1% em 2026, segundo o USDA. A produção mundial, estimada em 61,9 milhões de toneladas em 2025, tende a cair para 61 milhões no ano seguinte. As exportações devem passar de 13,7 milhões para 13,5 milhões de toneladas, enquanto o consumo global também deve diminuir cerca de 1%.

Esse movimento pode favorecer a substituição por proteínas mais acessíveis, como o frango, cujas exportações globais têm previsão de crescimento de 3,3%.

Brasil reúne escala, eficiência e diferencial sanitário

Mesmo diante desse cenário, o Brasil ocupa uma posição estratégica no mercado internacional. O país combina escala produtiva, custos competitivos, eficiência na produção de bezerros e um diferencial sanitário relevante, estando livre de gripe aviária, peste suína africana e língua azul.

A liderança simultânea em produção e exportação de carne bovina reforça o papel brasileiro no abastecimento global de alimentos e amplia sua influência nas decisões do mercado internacional do setor.

FONTE: Times Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Times Brasil

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Exportações do Japão para os EUA voltam a crescer após oito meses de queda

As exportações do Japão para os Estados Unidos registraram crescimento em novembro pela primeira vez em oito meses, indicando um alívio após a redução de tarifas norte-americanas. Os dados oficiais, divulgados pelo governo japonês nesta quarta-feira, reforçam a avaliação de que o Banco do Japão pode manter o ciclo de elevação da taxa de juros diante da melhora no comércio exterior.

Segundo analistas, a retomada foi puxada principalmente pelo setor automotivo. Para o economista Koki Akimoto, do Instituto de Pesquisa Daiwa, a redução das tarifas dos EUA sobre veículos devolveu competitividade às montadoras japonesas. Ele destaca que o movimento também foi favorecido pela desvalorização do iene, que torna os produtos do Japão mais atrativos no mercado internacional.

Apesar do avanço recente, Akimoto alerta para riscos à frente. A desaceleração do mercado de trabalho dos Estados Unidos pode afetar a demanda por automóveis, o que pode limitar a sustentação desse crescimento nas exportações japonesas nos próximos meses.

Exportações totais superam expectativas do mercado

No resultado geral, as exportações japonesas cresceram 6,1% em novembro na comparação anual, marcando o terceiro mês consecutivo de alta. O desempenho ficou acima da projeção do mercado, que estimava avanço de 4,8%, e também superou o crescimento de 3,6% registrado em outubro.

Os embarques para os Estados Unidos avançaram 8,8% no período. Dentro desse resultado, as exportações de automóveis subiram 1,5%, enquanto os envios de produtos farmacêuticos mais que dobraram em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Desempenho regional mostra contrastes

As vendas externas para a Ásia cresceram 4,5%, enquanto as exportações destinadas à Europa tiveram forte alta de 19,6%. Em contrapartida, os embarques para a China recuaram 2,4%, refletindo a demanda mais fraca do principal parceiro comercial do Japão.

Do lado das compras externas, as importações do Japão aumentaram 1,3% em novembro, abaixo da expectativa de crescimento de 2,5% apontada por analistas.

Balança comercial volta ao azul

Com esse resultado, o Japão registrou um superávit comercial de 322,2 bilhões de ienes (cerca de US$ 2,08 bilhões) em novembro. O número superou com folga a previsão de 71,2 bilhões de ienes e marcou o primeiro saldo positivo em cinco meses. A balança comercial com os Estados Unidos também ficou positiva pela primeira vez em sete meses.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Issei Kato

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Abertura de 500 mercados internacionais impulsiona exportações da agropecuária brasileira

A abertura de mercados internacionais para produtos agropecuários brasileiros alcançou um marco expressivo entre 2023 e 2025. Nesse período, mais de 500 novos mercados foram habilitados, resultado do trabalho integrado do governo federal, da diplomacia brasileira e da competitividade da produção nacional. A expansão já representa US$ 3,4 bilhões em exportações efetivadas.

O anúncio foi feito durante a inauguração da sede própria da ApexBrasil, em Brasília, evento que também simbolizou o avanço da promoção comercial brasileira no exterior e a ampliação do acesso do país a novos destinos comerciais.

Estratégia integrada de expansão comercial

A política de abertura de mercados para o agronegócio é coordenada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com a ApexBrasil, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o Ministério da Indústria, Comércio e Serviços, além de forte articulação com o setor privado.

O foco está na capacidade do Brasil de atender simultaneamente o mercado interno e o mercado externo, mantendo padrões elevados de qualidade, regularidade e escala produtiva. Essa combinação tem sido determinante para ampliar a presença brasileira no comércio global.

Potencial bilionário em mais de 80 países

Segundo estimativas do Mapa, os 500 mercados abertos em mais de 80 países têm potencial para gerar US$ 37,5 bilhões por ano em exportações. Cada país pode absorver diferentes tipos de produtos, o que amplia as oportunidades comerciais.

Entre os principais itens habilitados estão carnes, algodão, frutas e pescados, segmentos que concentram alta demanda internacional e forte competitividade brasileira.

Reconhecimento sanitário fortalece acesso externo

Para o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a expansão é considerada um feito histórico, sustentado pela boa diplomacia comercial e pela evolução sanitária do país. Ele destacou que, em 2025, o Brasil obteve o reconhecimento internacional como país livre de febre aftosa, após mais de sete décadas de combate à doença.

Esse avanço elevou a confiança internacional nos produtos brasileiros e ampliou o alcance do trabalho dos adidos agrícolas, que passaram de 29 para 40 representantes no exterior, atuando diretamente na prospecção de novos negócios.

Novos mercados devem se converter em negócios contínuos

De acordo com o Mapa, a abertura de mercados é apenas o primeiro passo. A expectativa é que, gradualmente, esses acessos se transformem em relações comerciais duradouras, à medida que compradores internacionais testem e ampliem suas encomendas, consolidando o Brasil como fornecedor confiável e capaz de atender grandes demandas.

Promoção comercial e apoio às empresas brasileiras

Dados da ApexBrasil mostram que, entre 2023 e 2025, foram realizadas mais de 170 ações internacionais em 42 países, com US$ 18 bilhões em negócios projetados e atendimento a mais de três mil empresas brasileiras. No período, ocorreram 19 missões presidenciais e cinco vice-presidenciais.

A agência mantém 52 convênios com setores da economia, dividindo investimentos com entidades privadas para garantir a presença do Brasil em cerca de mil eventos internacionais por ano, estratégia considerada essencial para ampliar a visibilidade dos produtos nacionais.

Criada em 2003, a ApexBrasil registrou, até outubro de 2025, 20.754 empresas apoiadas no ano, sendo 66% micro, pequenas e médias, com prioridade para as regiões Norte e Nordeste, dentro de uma política de descentralização da promoção comercial.

Comércio exterior em ritmo recorde

O vice-presidente e ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o Brasil deve alcançar recorde histórico de exportações, mesmo em um cenário global de crescimento mais moderado. A projeção é de US$ 345 bilhões em exportações e US$ 629 bilhões na corrente de comércio.

Segundo ele, a abertura ao comércio internacional é fator decisivo para um crescimento econômico sustentável e consistente.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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BNDES libera R$ 2,26 bilhões para empresas de Santa Catarina impactadas pelo tarifaço dos EUA

O BNDES aprovou R$ 2,26 bilhões em crédito para empresas de Santa Catarina afetadas pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos. Os recursos foram liberados por meio de 189 operações, contemplando diferentes linhas de financiamento voltadas à manutenção das atividades, expansão de mercados e apoio às exportações.

Do total aprovado, R$ 1 bilhão foi destinado à linha Giro Diversificação, criada para auxiliar empresas na busca por novos mercados internacionais. Outros R$ 1 bilhão atenderam demandas de capital de giro, enquanto R$ 13 milhões foram direcionados à linha de Bens de Capital e R$ 163 milhões ao apoio direto à exportação.

Santa Catarina é o segundo estado com maior volume contratado

O montante liberado corresponde a 100% dos pedidos de crédito apresentados por empresas catarinenses ao banco desde 18 de setembro. Com isso, Santa Catarina se consolidou como o segundo estado com maior volume de contratações no programa, ficando atrás apenas de São Paulo.

Em âmbito nacional, o BNDES aprovou R$ 16,18 bilhões para exportadores e fornecedores afetados pelo tarifaço, o que representa 99,75% das solicitações encaminhadas à instituição em todo o país.

Agilidade na análise e foco na preservação de empregos

O presidente do banco, Aloizio Mercadante, ressaltou a rapidez no processo de análise e liberação dos recursos. Segundo ele, o prazo médio de aprovação no programa Brasil Soberano foi de 26 dias, desempenho considerado sete vezes mais rápido do que a média histórica da instituição.

De acordo com Mercadante, a atuação célere foi essencial para preservar empregos, garantir a continuidade das operações e reduzir os impactos econômicos provocados pelas barreiras comerciais.

Micro e pequenas empresas concentram maior número de contratos

Ao todo, foram realizadas 1.131 operações com empresas de todos os portes, com destaque para 810 contratos firmados com micro, pequenas e médias empresas, reforçando o caráter distributivo da política de crédito.

Em relação aos setores atendidos, a maior parte dos recursos foi destinada à indústria de transformação, que recebeu R$ 12,4 bilhões. O comércio e serviços foram contemplados com R$ 2 bilhões, a agropecuária com R$ 1 bilhão e a indústria extrativa com R$ 203 milhões.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Arquivo/João Batista

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Exportações da China intensificam tensão comercial com a Europa

As exportações da China vêm alimentando um clima de tensão com a Europa, que já fala abertamente em risco de confronto comercial. O presidente francês, Emmanuel Macron, classificou o desequilíbrio nas trocas com Pequim como “insuportável” e afirmou que a situação representa “vida ou morte para a indústria europeia”. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também declarou que os laços econômicos com a China “chegaram a um ponto de inflexão”.

O alerta ganhou força após o anúncio de que o superávit chinês com a União Europeia (UE) atingiu o nível recorde de quase 300 bilhões em 2025. As exportações chinesas para o bloco já superam em mais do dobro o volume importado, impulsionadas pelo redirecionamento de produtos que enfrentam novas tarifas nos Estados Unidos.

Pressão por mudanças na política europeia

Para analistas, o impacto do chamado “choque chinês” está se tornando visível. Andrew Small, diretor do programa Ásia do Conselho Europeu de Relações Exteriores, afirma que a UE vive um momento de urgência e que reuniões internas de crise já são frequentes. Segundo ele, o cenário pode levar à maior revisão da política europeia para a China em mais de uma década.

Nos últimos anos, a atenção da Europa esteve voltada à guerra na Ucrânia e às tensões comerciais com os EUA, mas Pequim voltou ao centro das preocupações. Um pacote de medidas considerado “represado”, segundo Small, está em preparação.

Estratégia europeia para proteger suas indústrias

Em resposta ao avanço das exportações chinesas, a Comissão Europeia apresentou um plano para impedir que indústrias do bloco sejam ultrapassadas por concorrentes globais. Entre as propostas estão a criação de um centro de segurança econômica, novos critérios para investimentos estrangeiros e políticas para evitar que produtos baratos inundem o mercado único.

O movimento ocorre no momento em que outras grandes economias também erguem barreiras comerciais. No México, legisladores aprovaram novas tarifas sobre importações asiáticas.

Impacto econômico direto na Europa

Economistas do Goldman Sachs estimam que a pressão das exportações chinesas deve reduzir o crescimento do PIB de países como Alemanha, Espanha e Itália em pelo menos 0,2 ponto percentual ao ano entre 2026 e 2029. Estudo do Banco Central Europeu aponta que quase um terço dos empregos da zona do euro pode ser afetado — mais de 50 milhões de trabalhadores.

Segundo Stephen Jen, CEO da Eurizon SLJ Capital, a combinação de comércio acelerado e moeda desvalorizada torna o cenário “insustentável”. Para ele, a desvalorização do yuan funciona como um “subsídio” às exportações chinesas, ao mesmo tempo em que reduz o poder de compra interno.

Dependência europeia e riscos estratégicos

A UE continua sendo um dos poucos mercados grandes o suficiente para absorver produtos chineses antes destinados aos EUA. Em Bruxelas, preocupações aumentaram após Pequim usar sua dominância sobre terras raras para pressionar setores estratégicos, provocando paralisações em indústrias europeias.

Apesar de ter reservado ao menos 3 bilhões de euros para diminuir a dependência de insumos chineses, especialistas afirmam que os efeitos dessas medidas levarão anos para aparecer.

Superávit em expansão e concorrência crescente

A disparada das exportações chinesas durante a pandemia ampliou a diferença comercial. Com consumidores comprando mais produtos ligados ao home office e à vida doméstica, e com empresas chinesas avançando em setores de alta tecnologia, como carros elétricos e dispositivos médicos, o desequilíbrio aumentou.

Hoje, a China responde por 7% das exportações europeias, mas fornece quase um quarto de todas as importações externas do bloco. Seu superávit com UE e Reino Unido já representa um terço do total comercial chinês, que ultrapassou 1 trilhão.

Alemanha: o epicentro da crise comercial

A Alemanha, maior economia europeia, sentiu o impacto de forma mais intensa. Em 2019, a China tinha um déficit de 25 bilhões com o país; agora, registrou superávit de 23 bilhões nos primeiros 11 meses do ano, reflexo da queda drástica nas importações alemãs.

A indústria alemã enfrenta estagnação, perda de competitividade e cortes superiores a 10 mil empregos por mês, segundo a Destatis. Combinados a preços altos de energia e ao envelhecimento populacional, esses fatores levaram o governo a revisar para baixo a previsão de crescimento, que deve ficar abaixo de 1%.

Avanço chinês em todas as frentes

A competitividade chinesa não se restringe a produtos de ponta. A China segue dominando o mercado de bens de consumo baratos, roupas, calçados e itens vendidos por plataformas de comércio eletrônico. O volume de produtos enviados por essas plataformas subiu 56% nos primeiros dez meses do ano em comparação a 2024.

Para a Câmara de Comércio da UE, esse ritmo pode criar uma falsa sensação de segurança para Pequim, que aposta na autossuficiência enquanto aproveita sua posição dominante no comércio global.

Caminho para novas barreiras comerciais

Diante da pressão crescente, especialistas afirmam que governos podem adotar tanto tarifas antidumping quanto novas ferramentas comerciais para conter o fluxo de produtos chineses. Wendy Cutler, ex-negociadora dos EUA, prevê que a UE e outros países adotem medidas adicionais para limitar as importações da China ao longo do próximo ano.

FONTE: Valor
TEXTO: Redação
IMAGEM: glaborde7/Pixabay

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México pode afetar US$ 1,7 bilhão em exportações brasileiras com novas tarifas, alerta CNI

Impacto direto nas vendas do Brasil ao México
A decisão do México de elevar tarifas de importação pode atingir US$ 1,7 bilhão em exportações da indústria brasileira, segundo estimativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O projeto tarifário foi aprovado pelo Congresso mexicano e aguarda a sanção da presidente Claudia Sheinbaum. Além do Brasil, a medida também mira a China e outros nove países.

Setores industriais sob pressão
O texto aprovado prevê aumentos tarifários sobre 983 produtos distribuídos em 19 setores industriais. O Brasil aparece como o quinto país mais afetado, com 232 produtos da indústria de transformação sujeitos às novas taxas. Em 2024, esses itens representaram 14,7% das exportações brasileiras para o México, somando os US$ 1,7 bilhão agora ameaçados.

Em estudo divulgado nesta segunda-feira, a CNI alerta que o reajuste “pode elevar custos de produção e prejudicar os fluxos de comércio exterior e investimentos entre os dois países”.

Acordos atuais não evitam prejuízos
De acordo com a confederação, os acordos comerciais vigentes entre Brasil e México não neutralizam os efeitos da medida. Em agosto, os dois governos firmaram um plano de trabalho para atualizar esses instrumentos, mas as negociações continuam em andamento — e sem garantia de conclusão antes da entrada das novas tarifas.

CNI pede articulação urgente
Para a entidade, é essencial que Brasília e Cidade do México reforcem o diálogo bilateral e acelerem a negociação de um novo acordo comercial, capaz de reduzir o risco de perdas para a indústria dos dois países.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPOR

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Mato Grosso bate recorde histórico nas exportações de carne bovina

O Mato Grosso alcançou um novo recorde ao exportar 112,81 mil toneladas equivalente carcaça (TEC) de carne bovina in natura. O resultado — 4,52% maior que o de outubro — representa o maior volume mensal já enviado pelo estado ao mercado internacional, impulsionado pela expansão de mercados e pela demanda aquecida.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), entre janeiro e novembro de 2025, as exportações totalizaram 867,72 mil TEC, um avanço de 23,87% em comparação ao mesmo período de 2024, que já havia registrado recorde histórico.

China, Rússia e Chile impulsionam embarques

O forte crescimento das vendas externas está diretamente ligado ao aumento significativo das compras por China, Rússia e Chile, conforme análise do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Esses países ampliaram sua participação no total exportado e reforçaram o desempenho da proteína brasileira ao longo de 2025.

O Imea destaca que parte desse avanço decorre da abertura de novos mercados e do ganho de competitividade da carne mato-grossense, que vem conseguindo atender com eficiência a demanda global em alta.

China amplia liderança como principal destino

Na distribuição dos destinos, a China segue líder absoluta, respondendo por 54,88% de toda a carne bovina embarcada pelo estado este ano — um salto em relação aos 46,31% registrados em 2024.

A Rússia também ampliou sua fatia, passando de 3,13% para 6,39%, enquanto o Chile avançou de 4,28% para 4,66%. Já os Estados Unidos, afetados pelo aumento de tarifas, reduziram sua participação de 5,14% para 4,03%.

FONTE: Mato Grosso Canal Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Exportações de soja do Brasil sobem para 3,33 milhões de toneladas em dezembro

As exportações de soja do Brasil devem alcançar 3,33 milhões de toneladas em dezembro, segundo novas estimativas da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O volume representa um aumento de cerca de 500 mil toneladas em relação à projeção da semana anterior e mais que o dobro do registrado no mesmo período de 2024, quando os embarques somaram 1,47 milhão de toneladas.

O desempenho é impulsionado pela safra recorde brasileira em 2025, que mantém o fluxo de exportações ativo mesmo na entressafra, e pela demanda consistente da China, principal destino da oleaginosa.

Milho e farelo também registram crescimento
As exportações de milho também foram revisadas para cima e devem atingir 6,30 milhões de toneladas em dezembro, acima das 4,99 milhões estimadas na semana anterior. Na comparação anual, o aumento é de 2,7 milhões de toneladas.

Já os embarques de farelo de soja foram ajustados para 1,83 milhão de toneladas, ante 1,33 milhão na projeção anterior, apresentando leve alta em relação ao mesmo mês do último ano.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Flavio Benedito Conceição/Getty Images

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Exportação

Safra de laranja cai 3,9% no Cinturão Citrícola e pressiona oferta de suco

Produção revisada para baixo
A safra de laranja 2025/26 no Cinturão Citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro foi revisada para 294,81 milhões de caixas (40,8 kg), queda de 3,9% em relação à projeção anterior, informou o Fundecitrus nesta quarta-feira (10). A nova estimativa reflete problemas climáticos e o avanço do greening, doença que reduz a produtividade dos pomares.

Segundo a CitrusBR, a redução na colheita afetará diretamente a oferta brasileira de suco de laranja, segmento em que o país lidera a produção e exportação global.

Clima adverso e greening pesam sobre os pomares
O Fundecitrus detalhou que dois fatores explicam a retração: o menor tamanho dos frutos devido à falta de chuvas e a alta da taxa de queda dos frutos, que passou de 22% para 23%. O aumento está ligado ao agravamento do greening, ao ritmo acelerado da colheita e às condições climáticas desfavoráveis.

Mesmo com o corte, a safra atual deve superar em 27,7% a colheita do ciclo anterior, marcada como a segunda menor em quase quatro décadas.

Ritmo da colheita e impacto industrial
De acordo com o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, a reestimativa reforça a imprevisibilidade climática: “Por mais que uma safra comece bem, nada garante que termine bem.” Ele destacou que a quebra representa 20 milhões de caixas, volume capaz de alterar o “patamar de safra”.

Para a indústria, isso significa uma redução entre 65 mil e 70 mil toneladas de suco — perda que dificilmente será compensada pelo rendimento industrial, também afetado pelo clima. “Isso enxuga a disponibilidade de produto ao fim do ciclo”, afirmou.

Até meados de novembro, cerca de 65% da safra havia sido colhida. Entre as variedades, as precoces (hamlin, westin e rubi) estavam praticamente concluídas (99%), enquanto as demais precoces somavam 95%. A pera tinha 85% colhidos e, entre as tardias, valência e folha murcha acumulavam 40%, e natal, 30%.

Mercado internacional e preços em queda
Apesar da previsão menor no Brasil, o contrato futuro do suco de laranja congelado e concentrado em Nova York recuava 1,7%, para US$ 1,54/lb. A commodity segue em forte queda desde o recorde acima de US$ 5 registrado no fim do ano passado, quando a safra brasileira foi fraca.

A disparada anterior das cotações derrubou o consumo mundial e permitiu que os estoques finais da última safra subissem mais de 25%, segundo dados da CitrusBR.

Mesmo com preços mais baixos em 2024, as exportações brasileiras de suco caíram 12,29% no acumulado da safra 2025/26 (julho a novembro), para 367 mil toneladas, principalmente devido à retração da demanda europeia. Os Estados Unidos agora assumem a liderança como principal destino.

“Suco de laranja é altamente elástico: preço sobe, consumo cai”, explicou Netto. Ele reconhece que a queda nos preços pode estimular uma recuperação do consumo europeu, mas ressalta que esse retorno costuma ser gradual.

Em receita, as exportações despencaram 25%, somando US$ 1,2 bilhão.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Forbes

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