Exportação

Exportação de café do Brasil recua em volume em 2025, mas alcança recorde histórico de receita

As exportações de café do Brasil somaram 40,04 milhões de sacas de 60 quilos em 2025, o que representa uma queda de 20,8% em relação ao ano anterior. Apesar do recuo no volume embarcado, o setor alcançou um recorde de receita, com faturamento de US$ 15,586 bilhões, alta de 24,1% na comparação anual. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (19) pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Receita atinge maior nível da série histórica

O resultado financeiro registrado em 2025 é o maior desde o início do levantamento da entidade, em 1990. Ao longo do ano, o café brasileiro foi exportado para 121 países, reforçando a liderança do Brasil no mercado internacional do produto.

Segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, o desempenho é explicado principalmente pela valorização dos preços ao longo do ano e pelos investimentos contínuos do setor em qualidade, tecnologia e inovação. “O patamar elevado dos preços médios e o cuidado do produtor com a qualidade aumentam o valor do café brasileiro, que hoje atende mais de 120 mercados e responde por mais de um terço do market share global”, afirmou.

Clima, estoques e tarifas pressionam volume exportado

A redução no número de sacas exportadas já era esperada, de acordo com Ferreira. O cenário foi influenciado pelos embarques recordes de 2024, que diminuíram os estoques disponíveis, além dos impactos climáticos sobre a safra de 2025. “A combinação entre menor estoque e problemas climáticos limitou a oferta do produto ao longo do ano”, explicou.

Outro fator relevante foi o impacto das tarifas de 50% aplicadas pelos Estados Unidos ao café brasileiro durante parte de 2025. Conforme o Cecafé, nos quase quatro meses de vigência do chamado tarifaço, entre agosto e novembro, os embarques para o mercado norte-americano recuaram 55%, com maior impacto sobre o café verde. O café solúvel, segundo a entidade, segue sujeito à taxação.

Alemanha lidera ranking de destinos

Entre os principais destinos das exportações brasileiras, a Alemanha assumiu a liderança em 2025, com a importação de 5,4 milhões de sacas, o equivalente a 13,5% do total exportado. Apesar da posição, o volume representa uma queda de 28,8% em relação a 2024.

Os Estados Unidos, tradicionalmente no topo do ranking, ficaram na segunda colocação. O país importou 5,3 milhões de sacas, correspondendo a 13,4% dos embarques, com recuo de 33,9% na comparação anual, reflexo direto das tarifas impostas ao produto brasileiro.

Arábica segue dominante nas exportações

No recorte por tipo de produto, o café arábica manteve a liderança absoluta, com 32,3 milhões de sacas exportadas, o que representa 80,7% do total em 2025. Em seguida aparece o café canéfora (conilon e robusta), com 3,9 milhões de sacas (10%).

O segmento de café solúvel respondeu por 3,6 milhões de sacas, equivalente a 9,2%, enquanto o café torrado e torrado e moído teve participação residual, com 58.474 sacas, cerca de 0,1% do total exportado no ano.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcello Casal jr/Agência Brasil

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Exportação

Peru autoriza 36 novas unidades do Brasil para exportação de material genético animal

O Serviço Nacional de Sanidade Agrária do Peru (Senasa) oficializou a habilitação de 36 novas unidades brasileiras para a exportação de material genético animal. Do total, 31 estabelecimentos atuam com genética avícola e cinco são especializados em material genético bovino.

Além das novas autorizações, o órgão peruano também renovou as licenças de todas as unidades brasileiras já habilitadas, estendendo a validade dos registros até dezembro de 2028.

Avicultura dobra número de unidades autorizadas

Com a decisão, o setor avícola brasileiro praticamente dobra o número de estabelecimentos aptos a exportar material genético para o Peru. A ampliação fortalece a presença do Brasil em um mercado estratégico da América do Sul.

Genética bovina registra crescimento expressivo

No segmento de genética bovina, a inclusão de cinco novas unidades representa um aumento de 83% no número de estabelecimentos habilitados. A medida atende tanto a pecuária de corte quanto a pecuária leiteira, ampliando as oportunidades comerciais.

Validade estendida traz previsibilidade ao comércio

A prorrogação das autorizações até 2028 tem como objetivo garantir maior previsibilidade e segurança jurídica às operações de exportação, favorecendo o planejamento de médio e longo prazo entre empresas brasileiras e importadores peruanos.

Reconhecimento sanitário reforça confiança no Brasil

A decisão do Senasa foi baseada em critérios técnicos rigorosos e reforça o reconhecimento internacional do controle sanitário e das medidas de biosseguridade adotadas pelo Brasil na produção e exportação de material genético animal.

Peru amplia compras do agro brasileiro

No último ano, o Peru importou mais de US$ 729 milhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para produtos florestais, carnes, cereais, farinhas e preparações alimentícias, consolidando o país como um importante parceiro comercial do Brasil.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Exportação

Exportações impulsionam economia de Santa Catarina e ampliam oportunidades com Mercosul-UE

Potência exportadora fortalece indústria catarinense
A força das exportações de Santa Catarina é um dos principais fatores que colocam o estado entre as economias mais dinâmicas do Brasil. Esse perfil internacionalizado tem ajudado empresas catarinenses a diversificar mercados externos, especialmente diante do aumento de tarifas dos Estados Unidos, e tende a ganhar novo impulso com o acordo Mercosul-União Europeia. Atualmente, Santa Catarina conta com 14 polos industriais com inserção internacional.

O destaque exportador é detalhado no estudo “Polos Industriais de Referência”, elaborado pelo Observatório Fiesc, da Federação das Indústrias de Santa Catarina, em parceria com a Rede de Observatórios do Sistema Indústria e a CNI. A pesquisa foi coordenada pelo economista Marcelo Albuquerque.

Setores industriais com presença global
Segundo o levantamento, os 14 polos catarinenses atuam no comércio exterior principalmente em sete segmentos industriais:
madeira e móveis, papel e celulose, máquinas e equipamentos, equipamentos elétricos, alimentos e bebidas, minerais não metálicos e veículos, embarcações e aeronaves.

O setor de madeira e móveis lidera em número de polos, com presença em cinco regiões do estado: Oeste, Norte, Vale do Itajaí, Serra e Sul. O estudo também aponta que os três estados da Região Sul possuem o mesmo número de polos internacionais (14 cada), ficando atrás apenas de São Paulo no ranking nacional.

Norte de SC lidera em polos internacionais
A mesorregião Norte de Santa Catarina concentra o maior número de polos com inserção internacional: são quatro, distribuídos entre os setores de madeira e móveis, papel e celulose, máquinas e equipamentos e equipamentos elétricos. Florianópolis aparece com dois polos: cerâmica de revestimento e embarcações náuticas.

No Vale do Itajaí, destacam-se os polos de embarcações e produtos de madeira. Já o Oeste catarinense reúne polos de alimentos e bebidas e madeira e móveis, enquanto o Sul concentra polos de cerâmica e produtos madeireiros. A Serra Catarinense se projeta com polos de madeira e móveis e papel e celulose.

Exportar fortalece empresas e regiões
Empresas inseridas no mercado internacional tendem a ganhar competitividade, ampliar a base de clientes e reduzir riscos ligados à sazonalidade. Além disso, a exportação estimula produtividade, inovação e geração de empregos, fortalecendo as economias regionais.

Desempenho do Norte catarinense na balança comercial
Com quatro polos internacionais, o Norte do estado apresenta os melhores resultados da balança comercial catarinense. A região abriga empresas de destaque global como WEG, Nidec, Tupy e Tigre. Em 2024, os polos da mesorregião exportaram US$ 4,97 bilhões.

Segundo o presidente da Fiesc, Gilberto Seleme, a região combina tradição industrial, diversidade produtiva e forte investimento em inovação e qualificação profissional, fatores que sustentam sua competitividade global.

Oeste, Serra e Sul: força regional nas exportações
Reconhecido como fornecedor global de proteína animal, o Oeste de Santa Catarina se destaca nas exportações de alimentos e bebidas, além de madeira e móveis. Em 2024, a região exportou US$ 1,45 bilhão, sendo US$ 638 milhões do polo de alimentos e bebidas e US$ 385,9 milhões de madeira e móveis.

A região abriga unidades de grandes grupos do setor, como BRF (Sadia e Perdigão), JBS (Seara) e Aurora Coop, referências no mercado internacional.

Na Serra Catarinense, os polos de base florestal somaram exportações expressivas em 2024: US$ 381,8 milhões em madeira e móveis e US$ 166,5 milhões em papel e celulose.

Já o Sul do estado se destaca pelos polos de cerâmica de revestimento e produtos de madeira, com exportações de US$ 105,9 milhões no setor cerâmico e US$ 54,3 milhões em madeira no último ano.

Florianópolis e Vale do Itajaí no comércio exterior
A região de Florianópolis mantém dois polos com atuação internacional — cerâmica de revestimento e indústria náutica — e exportou cerca de US$ 252,45 milhões em 2024.

O Vale do Itajaí também conta com dois polos internacionais: produtos de madeira e embarcações. No último ano, o setor madeireiro alcançou US$ 413,75 milhões em exportações, enquanto o segmento náutico somou US$ 26,23 milhões.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Patrick Rodrigues, NSC

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Exportação

MDIC lança painel sobre acordo Mercosul-UE para ampliar oportunidades de exportação

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lançou nesta sexta-feira (16) um painel interativo sobre o acordo Mercosul-União Europeia, voltado à identificação de oportunidades de negócios para empresas brasileiras. A ferramenta reúne dados estratégicos para apoiar exportadores, orientar políticas públicas e facilitar a tomada de decisão no comércio exterior.

Ferramenta reúne dados estratégicos do acordo Mercosul-UE

O painel disponibiliza informações detalhadas sobre países compradores, exportações do Brasil, distribuição regional das vendas externas, além de tarifas aplicadas e do cronograma de redução tarifária previsto no acordo entre o Mercosul e a União Europeia.

Com base nesses dados, a iniciativa busca tornar mais acessível o entendimento dos impactos do acordo e apoiar empresas na identificação de mercados com maior potencial de crescimento.

Apoio direto aos exportadores brasileiros

Segundo o MDIC, o objetivo central da ferramenta é fortalecer a atuação dos exportadores brasileiros, oferecendo um panorama claro sobre como o acordo pode ser explorado na prática. O painel também contribui para o desenho de estratégias governamentais voltadas à inserção internacional da indústria e do agronegócio.

Acordo Mercosul-UE como vetor de competitividade

Para a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, o acordo com a União Europeia representa um marco para o bloco sul-americano. De acordo com ela, o desafio agora é transformar os compromissos assumidos em resultados concretos para o setor produtivo.

“O acordo com a União Europeia é o mais relevante já firmado pelo Mercosul. Para que ele alcance todo o seu potencial, é fundamental converter seus termos em oportunidades reais de comércio. O painel organiza informações estratégicas e as coloca à disposição de quem decide, produz e exporta”, destacou.

Implementação e transparência no comércio exterior

A nova ferramenta é apresentada como uma primeira etapa de um esforço contínuo de implementação do acordo Mercosul-UE, ampliando a transparência e o acesso a dados que impactam diretamente o comércio exterior brasileiro.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tribuna do Sertão/IA Nano Banana

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Exportação

Exportações de carne bovina de Mato Grosso crescem quase 30% e alcançam 92 países em 2025

Mato Grosso registrou em 2025 um dos resultados mais expressivos da sua história na exportação de carne bovina, fortalecendo a presença internacional do produto e consolidando o estado como referência no comércio global da proteína animal. O desempenho positivo reflete o avanço da pecuária mato-grossense em volume, valor e diversificação de mercados.

Volume exportado e receita batem recorde

Ao longo de 2025, os embarques de carne bovina de Mato Grosso somaram 978,41 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC), crescimento de 28,86% em relação a 2024. A receita alcançou US$ 4,11 bilhões, alta de 53,82% no comparativo anual, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O estado exportou para 92 países, reforçando sua posição entre os principais fornecedores globais da proteína. O preço médio da carne bovina mato-grossense foi de US$ 4.201,24 por tonelada, o segundo maior da série histórica acompanhada pelo Instituto.

Abates acompanham ritmo das exportações

O avanço das exportações veio acompanhado de um novo recorde no número de abates bovinos. Em 2025, foram abatidas 7,46 milhões de cabeças em Mato Grosso, aumento de 1,44% em relação ao ano anterior. Somente em dezembro, cerca de 607 mil animais foram encaminhados para os frigoríficos, impulsionados pela maior oferta de gado terminado em sistemas intensivos e pela demanda externa aquecida.

Para Rodrigo Silva, coordenador de Inteligência de Mercado Agropecuário do Imea, os números refletem a solidez do setor. “Batemos recorde em abates e em exportação, mostrando a força da pecuária de Mato Grosso e a diversificação de mercados, com destaque para Chile, Rússia e países do Oriente Médio”, afirma.

China lidera compras da carne mato-grossense

A China manteve a liderança como principal destino da carne bovina de Mato Grosso em 2025. O país importou 536,96 mil TEC, volume 52,69% superior ao de 2024. Com isso, a participação chinesa nas exportações do estado avançou de cerca de 46,3% para 54,8%.

Na sequência, a Rússia ocupou a segunda posição entre os compradores, com 58,8 mil TEC, enquanto o Chile ficou em terceiro lugar, com 47,1 mil TEC. Já os Estados Unidos, impactados pelo aumento de tarifas, reduziram as importações para 21,2 mil TEC, caindo para a oitava posição no ranking. Em 2024, o país havia sido o terceiro maior comprador.

Investimentos sustentam crescimento do setor

Na avaliação do diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, o desempenho de 2025 é resultado de um trabalho contínuo da cadeia produtiva. “Mato Grosso vem colhendo os frutos de anos de investimentos em sanidade, qualidade e profissionalização da pecuária. Estamos preparados para atender mercados cada vez mais exigentes, com volume, eficiência e responsabilidade”, destaca.

Animais jovens ganham espaço nos abates

Outro ponto de destaque em 2025 foi o aumento da participação de animais jovens nos abates. As categorias de até 24 meses totalizaram 3,22 milhões de cabeças, crescimento de 17,55% no ano, representando 43,24% do total abatido no estado. Segundo Rodrigo Silva, o movimento reflete a intensificação dos sistemas produtivos, além de avanços em melhoramento genético e nutrição.

Mercado ajusta escalas e mira novos destinos

No curto prazo, as escalas de abate apresentaram recuo de 11,60%, ficando em média em 13,31 dias, influenciadas pela maior oferta recente de animais e pelo ritmo das indústrias. A expectativa do Imea é de maior equilíbrio em 2026, com impactos na reposição.

Além de fortalecer mercados tradicionais, Mato Grosso avançou na abertura de novos destinos, como o Marrocos, em 2024, e a Guatemala, em dezembro de 2025. Para o Imac, a diversificação é estratégica para reduzir riscos e ampliar a estabilidade do setor.

Mesmo com ajustes pontuais nos preços no mercado interno, o cenário segue sustentado pela qualidade do rebanho e pela ampliação do acesso a novos mercados. “Mesmo com exportação forte e consumo doméstico aquecido, os preços não subiram como esperado devido à oferta elevada. A qualidade do rebanho e a diversificação de destinos sustentam o cenário”, conclui Rodrigo Silva.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Freepik

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Exportação

Vietnã autoriza mais quatro frigoríficos brasileiros a exportar carne bovina

O Vietnã concluiu a avaliação técnica e habilitou mais quatro frigoríficos brasileiros para a exportação de carne bovina, tanto com osso quanto desossada. A decisão foi tomada pelas autoridades sanitárias vietnamitas após análise dos requisitos exigidos para o acesso ao mercado.

Unidades estão em três estados brasileiros

Os frigoríficos habilitados estão localizados em Rondônia (2 unidades), Mato Grosso do Sul (1) e Tocantins (1). Com as novas autorizações, essas plantas se somam a outras quatro já aptas a exportar, instaladas em Goiás (3) e Mato Grosso (1).

Avaliação técnica confirmou padrões sanitários

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), os dossiês técnicos apresentados foram aprovados após verificação do cumprimento das exigências sanitárias e dos critérios de inocuidade dos alimentos estabelecidos pelo país asiático.

Mercado foi aberto após décadas de negociação

O mercado vietnamita de carne bovina foi oficialmente aberto em 2025, depois de anos de negociações bilaterais. O avanço ocorreu durante a missão oficial do presidente brasileiro a Hanói, que fortaleceu o relacionamento entre os países e ampliou as oportunidades comerciais para produtos do Brasil.

Capacidade de oferta dobra com novas autorizações

Com a inclusão das novas plantas, o Brasil passa a contar com oito estabelecimentos habilitados, dobrando a capacidade atual de oferta ao Vietnã. O movimento reforça a presença da carne bovina brasileira em um mercado que vem registrando forte crescimento no consumo de proteína animal.

Parceria técnica e comercial segue em expansão

O avanço é resultado de diálogo técnico e negocial contínuo entre os dois países. O Mapa informou que continuará trabalhando para ampliar o número de frigoríficos habilitados e diversificar os mercados internacionais, com base na transparência, no sistema oficial de inspeção e na qualidade dos produtos brasileiros.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Exportação

Turquia habilita fábricas brasileiras para exportação de gelatina e colágeno

A Turquia autorizou a inclusão de nove fábricas brasileiras de gelatina e colágeno na lista de estabelecimentos aptos a exportar para o país. A habilitação é resultado de auditorias presenciais e da avaliação dos sistemas de controle sanitário, qualidade e produção adotados pelas indústrias brasileiras.

Missão veterinária confirma conformidade sanitária

Em dezembro de 2025, uma missão veterinária oficial da Turquia realizou inspeções em unidades do setor no Brasil. Três plantas auditadas presencialmente tiveram a conformidade sanitária reconhecida pelas autoridades turcas. Outras seis fábricas foram aprovadas com base em análise documental, por já integrarem a lista TRACES da União Europeia, o que facilitou a validação junto ao Ministério da Agricultura e Florestas (MAF) da Turquia.

Sistema TROIS centraliza habilitações internacionais

O registro dos estabelecimentos ocorre no sistema TROIS, plataforma recentemente implantada pela Turquia para reunir empresas e países habilitados a exportar gelatina, colágeno, pescados, lácteos e carnes, desde que atendam às exigências sanitárias locais.

Atualmente, o TROIS conta com 10 estabelecimentos autorizados a exportar gelatina e colágeno para o mercado turco, sendo seis brasileiros. No detalhamento por produto, quatro fábricas estão habilitadas exclusivamente para gelatina, duas delas do Brasil, enquanto outras quatro podem exportar apenas colágeno, com uma brasileira entre elas.

Novas análises podem ampliar participação brasileira

Além das habilitações já confirmadas, oito estabelecimentos brasileiros seguem em fase de análise pelas autoridades turcas. A expectativa do setor é que novas aprovações ocorram em curto prazo, ampliando a presença do Brasil no mercado.

Setor ganha previsibilidade e segurança comercial

A inclusão das empresas brasileiras na lista oficial da Turquia fortalece o acesso ao mercado internacional, aumenta a segurança jurídica e traz maior previsibilidade às operações comerciais entre os dois países, beneficiando a cadeia produtiva de gelatina e colágeno.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério

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Exportação

Exportações crescem 43,8% até a segunda semana de janeiro de 2026, aponta Secex

A balança comercial brasileira encerrou a segunda semana de janeiro de 2026 com superávit de US$ 2 bilhões, impulsionado por exportações de US$ 7,2 bilhões e importações de US$ 5,2 bilhões. No acumulado do mês, as vendas externas somam US$ 10 bilhões, enquanto as compras do exterior alcançam US$ 5,9 bilhões, resultando em um saldo positivo de US$ 4,1 bilhões.

Média diária das exportações avança 43,8%

Na comparação entre as médias diárias de exportações, os dados mostram forte crescimento. Até a segunda semana de janeiro de 2026, a média foi de US$ 1,7 bilhão, contra US$ 1,154 bilhão registrados em janeiro de 2025, o que representa uma alta de 43,8%.

Já as importações, pela média diária, apresentaram queda de 7,0%, passando de US$ 1 bilhão em janeiro de 2025 para US$ 974,86 milhões no mesmo período de 2026.

Corrente de comércio cresce quase 20%

Com esse desempenho, a corrente de comércio — soma de exportações e importações — atingiu US$ 2,635 bilhões por dia até a segunda semana de janeiro de 2026. O saldo médio diário foi de US$ 685,61 milhões. Na comparação com a média de janeiro de 2025, houve crescimento de 19,6% na corrente de comércio.

Os números foram divulgados nesta segunda-feira (12/1) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Desempenho das exportações por setor

Na análise setorial das exportações, considerando a média diária até a segunda semana de janeiro de 2026 e comparando com igual período do ano anterior, os resultados foram positivos em todos os segmentos:

  • Agropecuária: aumento de US$ 55,96 milhões, alta de 32,5%
  • Indústria Extrativa: crescimento de US$ 274,11 milhões, avanço de 82,3%
  • Indústria de Transformação: elevação de US$ 173,41 milhões, expansão de 27,0%

Importações recuam em todos os setores

Do lado das importações, o desempenho também foi analisado pela média diária no mesmo comparativo anual. Todos os setores registraram retração:

  • Agropecuária: queda de US$ 7,32 milhões (-26,2%)
  • Indústria Extrativa: recuo de US$ 17,37 milhões (-34,6%)
  • Indústria de Transformação: redução de US$ 44,64 milhões (-4,6%)

O resultado reforça o início positivo do comércio exterior brasileiro em 2026, com forte crescimento das exportações e controle das importações, ampliando o superávit comercial.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Exportação

Exportação de carne suína: Brasil ultrapassa o Canadá e vira o 3º maior exportador do mundo

O Brasil alcançou um novo patamar na exportação de carne suína e passou a ocupar a terceira posição no ranking mundial do setor. Dados divulgados nesta quarta-feira (7) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que o país embarcou 1,510 milhão de toneladas em 2025, volume recorde que representa crescimento de 11,6% em relação ao ano anterior.

Com esse desempenho, a suinocultura brasileira superou o Canadá e, pela primeira vez, conquistou o posto de terceiro maior exportador global da proteína.

Dezembro impulsiona recorde anual de embarques

O resultado expressivo foi puxado principalmente pelo desempenho do último mês do ano. Em dezembro, as exportações de carne suína brasileira avançaram 25,8%, com embarques de 137,8 mil toneladas, consolidando o ritmo acelerado do setor em 2025.

A receita acompanhou o crescimento do volume exportado. No acumulado do ano, o faturamento somou US$ 3,619 bilhões, alta de 19,3%, indicando não apenas maior quantidade vendida, mas também melhor remuneração no mercado internacional.

Preço médio sobe e reflete valorização do produto brasileiro

A diferença entre o crescimento da receita e o aumento do volume exportado evidencia uma valorização do preço médio da tonelada de carne suína. Enquanto os embarques cresceram 11,6%, o faturamento avançou quase o dobro desse percentual.

Segundo a ABPA, esse movimento está diretamente ligado à credibilidade sanitária do Brasil, que se manteve fora das grandes crises de Peste Suína Africana (PSA) registradas em países da Europa e da Ásia. O cenário reforçou a imagem do país como fornecedor confiável, com regularidade e segurança alimentar.

Filipinas assumem liderança entre os destinos

Um dos pontos mais relevantes do balanço de 2025 foi a mudança no perfil dos principais compradores. As Filipinas passaram a ser o maior destino da carne suína brasileira, com importações de 392,9 mil toneladas, crescimento expressivo de 54,5%.

Com isso, o país asiático superou a China, que reduziu suas compras em 33,9%, totalizando 159,2 mil toneladas no período.

Diversificação de mercados fortalece o setor

Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o novo cenário confirma o sucesso da estratégia de diversificação de mercados. Segundo ele, o Brasil reduziu a dependência do mercado chinês e ampliou presença em destinos considerados estratégicos.

Entre os destaques estão o Japão, com aumento de 22,4% nas importações, e o Chile, que registrou crescimento de 4,9%. A ampliação do leque de compradores contribui para maior estabilidade e previsibilidade ao setor exportador.

FONTE: Agrimídia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agrimídia

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Exportação

Venezuela despenca no ranking de destinos das exportações brasileiras após 12 anos de crise sob Maduro.

A Venezuela perdeu relevância de forma acelerada no comércio exterior brasileiro ao longo dos últimos 12 anos. O país caiu da 7ª para a 52ª posição entre os maiores destinos das exportações do Brasil durante o período em que Nicolás Maduro esteve no poder. No intervalo, as vendas brasileiras recuaram de US$ 4,8 bilhões em 2013 para US$ 751 milhões em 2025, refletindo o aprofundamento da crise econômica, produtiva e institucional no país vizinho.

De parceiro estratégico a mercado periférico

Quando Maduro assumiu a presidência, em 2013, após a morte de Hugo Chávez, a Venezuela figurava entre os principais parceiros comerciais do Brasil. Naquele ano, foi o sétimo maior destino das exportações nacionais, atrás apenas de China, Estados Unidos, Argentina, Países Baixos, Japão e Alemanha.

Doze anos depois, o cenário mudou radicalmente. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que, entre janeiro e novembro de 2025, o país apareceu apenas na 52ª colocação, com compras que não chegam a um quinto do valor registrado no início do governo Maduro.

Agronegócio concentrava a maior parte das vendas

O agronegócio brasileiro sempre teve papel central no comércio com a Venezuela. Em 2013, o setor respondeu por US$ 2,6 bilhões, o equivalente a 54% de tudo o que o Brasil exportou ao país, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

O auge ocorreu em 2014, quando as importações venezuelanas de produtos agropecuários se aproximaram de US$ 3 bilhões, tornando o país o quarto maior destino do agro brasileiro, atrás apenas de China, Estados Unidos e Rússia.

Proteína animal sofre colapso histórico

A crise venezuelana afetou de forma especialmente severa as exportações de proteína animal. Entre 2013 e 2025, o volume de carnes, animais vivos e laticínios enviados ao país despencou de 364,3 mil toneladas para 5,2 mil toneladas, uma queda de 98,6%.

Em valor, o tombo é ainda mais expressivo. As exportações de carnes somaram apenas US$ 13 milhões em 2024, o que representa cerca de 1% da receita obtida em 2014, ano recorde, quando o faturamento atingiu US$ 1,3 bilhão.

Quedas por segmento

  • Carne de frango: de 200 mil toneladas (2014) para 927 toneladas (2024), retração de 99,5%
  • Carne bovina: de 160,3 mil toneladas para 723 toneladas, queda semelhante
  • Animais vivos: de 248,3 mil toneladas para apenas 25 toneladas (-99,9%)
  • Leite e derivados: de 39,2 mil toneladas para 2,2 mil toneladas (-94,3%)

Produtos básicos ganham espaço na pauta

Com o recuo de itens de maior valor agregado, a pauta exportadora passou a ser dominada por produtos básicos, com menor nível de processamento industrial. Destacam-se os aumentos nas vendas de cereais (+162,5%), óleo de soja (+718%) e preparações à base de cereais (+183,6%), hoje entre os principais produtos enviados pelo Brasil à Venezuela.

Importações brasileiras também encolhem

A deterioração comercial é bilateral. O Brasil também reduziu significativamente suas compras do país vizinho, acompanhando o enfraquecimento da capacidade produtiva venezuelana.

Segundo o MDIC, as importações brasileiras caíram de US$ 1,18 bilhão em 2013 para US$ 422 milhões em 2024, uma retração de 64,2%.

Fertilizantes substituem petróleo

Em 2013, petróleo e derivados representavam 78% de tudo o que o Brasil importava da Venezuela, somando US$ 925,8 milhões. Em 2024, a pauta mudou completamente.

Os principais itens passaram a ser fertilizantes (US$ 168,1 milhões), alumínio e seus produtos (US$ 105,3 milhões) e álcoois e derivados (US$ 67,8 milhões). A mudança reflete o colapso da indústria petrolífera venezuelana, apesar de o país deter a maior reserva comprovada de petróleo do mundo.

A produção, que chegou a 3,4 milhões de barris por dia entre 2005 e 2008, caiu para 664,8 mil barris diários em 2021. Em 2024, houve recuperação parcial para 960 mil barris por dia, ainda 64,3% abaixo do nível registrado em 2014.

Mudança política no Brasil agravou a ruptura comercial

Analistas apontam que a queda do comércio não se explica apenas pela crise interna venezuelana. A partir de 2016, com o impeachment de Dilma Rousseff, houve um afastamento político e comercial entre Brasília e Caracas.

Um dos pilares da relação era o Convênio de Pagamentos e Créditos Recíprocos (CCR), que permitia transações sem uso de dólares. Com o aumento da inadimplência venezuelana, o Brasil passou a endurecer sua posição.

Segundo pesquisadores do Ipea, a redução do diálogo diplomático e a menor tolerância com dívidas junto ao Banco Central e ao BNDES impactaram diretamente o fluxo comercial.

Calotes levaram ao fim do acordo regional

Em 2017, o Banco Central suspendeu as operações com a Venezuela no CCR devido aos atrasos recorrentes. Entre 2017 e 2018, o Tesouro Nacional teve prejuízo de R$ 1,38 bilhão ao acionar o Fundo Garantidor de Exportações (FGE) para cobrir calotes.

Em abril de 2019, já no governo Jair Bolsonaro, o Brasil deixou unilateralmente o CCR, decisão inédita na política externa brasileira. Segundo o Ipea, a situação venezuelana foi o principal fator para essa saída.

Crise estrutural vem de décadas

A crise econômica da Venezuela teve início ainda nos anos 2000, sob Hugo Chávez, mas se aprofundou a partir de 2015 com a queda da produção de petróleo e dos preços internacionais da commodity. O cenário se agravou com denúncias de violações de direitos humanos, repressão à oposição e questionamentos sobre a legitimidade do processo político, resultando em sanções internacionais, especialmente dos Estados Unidos, que isolaram ainda mais o país.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Texto: Redação

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