Exportação

Exportações de Mato Grosso avançam com rodadas de negócios internacionais

As exportações de Mato Grosso seguem em expansão mesmo diante de um cenário global desafiador. Em Cuiabá, uma rodada internacional de negócios conectou empresas brasileiras a compradores estrangeiros e movimentou cerca de US$ 1,5 milhão em acordos imediatos. A expectativa é que o volume ultrapasse US$ 4,8 milhões ao longo dos próximos 12 meses.

A iniciativa integra o programa Exporta Mais Brasil, coordenado pela Apex Brasil, com foco em ampliar a presença do agronegócio brasileiro no mercado externo.

Negociações ampliam vendas de produtos agrícolas

Durante o evento, foram negociados mais de 90 contêineres de gergelim, além de cerca de 30 contêineres de amendoim e óleo. A rodada reuniu 13 compradores internacionais de mercados estratégicos como China, Holanda, Israel, Rússia, Colômbia, África do Sul e Quênia.

Ao todo, 26 empresas brasileiras participaram das reuniões, que foram organizadas com base em um processo prévio de análise de perfil, garantindo maior assertividade nas conexões comerciais.

Estratégia fortalece relação direta com compradores

O modelo adotado prioriza o contato direto entre exportadores e importadores. Nas rodadas, os compradores permanecem fixos enquanto as empresas brasileiras se revezam nas reuniões, otimizando o tempo e ampliando oportunidades de negócio.

Um diferencial desta edição foi a realização de visitas técnicas às unidades produtivas em Mato Grosso. Os compradores estrangeiros puderam conhecer de perto a capacidade de produção e o processamento dos produtos, o que contribui para aumentar a confiança nas negociações.

Para representantes do setor, esse contato presencial fortalece vínculos comerciais e favorece acordos de longo prazo, ampliando a competitividade das exportações agrícolas brasileiras.

Abertura de mercado e fidelização de clientes

A estratégia de aproximação direta já começa a gerar resultados concretos, com novos embarques confirmados durante o evento. A experiência in loco permite que compradores internacionais conheçam a qualidade dos produtos e a estrutura produtiva, facilitando a fidelização e a formação de parcerias duradouras.

Essa dinâmica amplia as chances de produtores locais se consolidarem como fornecedores regulares no comércio internacional.

Desafios logísticos pressionam o setor

Apesar do avanço nas negociações, o setor enfrenta obstáculos relevantes. O aumento dos custos de frete marítimo e a volatilidade cambial impactam diretamente a rentabilidade das operações.

Além disso, restrições logísticas em regiões estratégicas, como o Oriente Médio, têm exigido maior planejamento por parte dos exportadores. O encarecimento do transporte internacional, em alguns casos, chegou a dobrar ou triplicar os custos.

Outro fator de atenção é a redução no volume de compras por parte de importadores, reflexo de um ambiente global mais cauteloso.

Agronegócio brasileiro mostra resiliência

Mesmo com as dificuldades, o desempenho das rodadas de negócios reforça a capacidade de adaptação do setor. O agronegócio de Mato Grosso segue competitivo e mantém presença relevante no comércio exterior.

A avaliação de especialistas é que, mesmo em um cenário de incertezas, o Brasil continua ampliando espaço no mercado global, sustentado pela eficiência produtiva e pela demanda internacional por alimentos.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Canal Rural Mato Grosso

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Exportação

Exportações de DDG e DDGS crescem e China impulsiona nova fase do setor

O avanço das exportações de DDG e DDGS brasileiros tem reforçado o otimismo no mercado internacional. A recente chegada da primeira remessa desses coprodutos à China marca um passo importante na diversificação de destinos, ampliando a presença do produto nacional além dos mais de 25 países já atendidos.

A estratégia de expansão internacional é vista como essencial para sustentar o crescimento do setor, especialmente diante do aumento acelerado da produção.

Produção em alta exige novos mercados

O crescimento das usinas de etanol de milho tem elevado significativamente a oferta de coprodutos voltados à alimentação animal. Na safra 2025/26, o Brasil atingiu quase 5 milhões de toneladas de DDG e DDGS, um avanço de cerca de 20% em relação ao ciclo anterior.

Com projeções que indicam possível duplicação da produção na próxima década, o setor busca equilibrar oferta e demanda para evitar excedentes no mercado interno e pressão sobre os preços.

Expansão industrial sustenta avanço

Atualmente, o país possui 27 usinas em operação, incluindo uma nova unidade em Luís Eduardo Magalhães. Além disso, há outras 14 plantas em construção e mais 14 em fase de licenciamento, o que reforça o cenário de crescimento contínuo da indústria.

A ampliação da capacidade produtiva acompanha o aumento da moagem de milho, o que, por consequência, eleva a disponibilidade de coprodutos para nutrição animal. Esse movimento exige planejamento para preservar a competitividade do setor.

Impacto no mercado de proteínas

A previsão é de que a produção de farelo de milho alcance entre 10 e 12 milhões de toneladas até 2030. Apesar da capacidade de absorção interna, o produto disputa espaço com o farelo de soja, amplamente utilizado nas cadeias de avicultura e suinocultura.

Nesse cenário, produtores tendem a ajustar a composição das rações conforme a variação de preços, o que pode levar a uma acomodação nos valores dos coprodutos ao longo do tempo.

Como o DDG representa entre 20% e 23% do faturamento das usinas, sua valorização é determinante para manter a competitividade do etanol de milho frente ao etanol de cana-de-açúcar.

China abre nova fronteira comercial

A entrada da China no mercado comprador é considerada um marco estratégico. Desde 2023, iniciativas de promoção internacional vêm sendo intensificadas, refletindo no salto das exportações — que passaram de cerca de US$ 1 milhão em 2021 para aproximadamente US$ 190 milhões nos anos recentes.

A abertura oficial do mercado chinês, ocorrida em maio do ano passado, ampliou as perspectivas de crescimento. O primeiro embarque, com 62 mil toneladas, simboliza o início de uma nova etapa, impulsionada pela demanda do país asiático.

Além disso, a redução das compras chinesas de DDG dos Estados Unidos cria uma oportunidade relevante para o Brasil consolidar sua presença e fortalecer sua posição no comércio global de farelo de milho.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Canal Rural Mato Grosso

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Exportação

Maçã de SC ganha exportação direta pelos portos catarinenses e reduz custos logísticos

A exportação de maçã em Santa Catarina passou a contar com um novo modelo que elimina etapas burocráticas e melhora a competitividade do setor. Agora, a fruta produzida no estado pode ser embarcada diretamente pelos portos catarinenses, sem a necessidade de deslocamento para outras regiões.

Certificação sanitária passa a ser feita no estado

A principal mudança está na realização da certificação fitossanitária, que agora ocorre nos próprios polos produtores, como São Joaquim e Fraiburgo, com auditor do Ministério da Agricultura e Pecuária.

Antes, os produtores precisavam enviar a carga até Vacaria ou aguardar liberação no Porto de Itajaí, o que elevava os custos com transporte e armazenagem.

Logística mais eficiente e fruta mais fresca

Com a certificação realizada na origem, a maçã segue diretamente para embarque em portos mais próximos, como o Porto de Imbituba. A mudança encurta o tempo de deslocamento e melhora a eficiência da logística de exportação.

Por se tratar de um produto perecível, o ganho de tempo é decisivo. Segundo o governo estadual, o novo modelo pode ampliar em até 15 dias a vida útil da fruta, aumentando sua qualidade no mercado internacional.

Produção forte e expectativa de exportação

Em São Joaquim, um dos principais polos da produção de maçã, cerca de 530 toneladas já foram certificadas localmente nesta safra. A previsão é que Santa Catarina exporte aproximadamente 20 mil toneladas no ciclo 2025/2026.

O estado responde por mais da metade da produção nacional, superando 1 milhão de toneladas anuais. Para a safra atual, a estimativa inclui mais de 265 mil toneladas da variedade gala e cerca de 234 mil toneladas de fuji.

Demanda antiga do setor

A liberação da certificação dentro do próprio estado era uma reivindicação histórica dos produtores. A medida foi articulada junto ao Ministério da Agricultura e deve ter impacto mais significativo nesta safra, marcada por maior volume de produção.

A certificação é uma exigência dos países importadores e garante que a carga esteja livre de pragas. O processo conta com apoio da Cidasc, responsável pelo monitoramento sanitário nos pomares.

Exportação ajuda a equilibrar preços

O aumento das exportações de maçã é estratégico, especialmente em anos de safra elevada. Além de facilitar o escoamento da produção, a venda ao mercado externo contribui para sustentar os preços no mercado interno.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Departamento Regional de São Joaquim/Cidasc

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Exportação

Mato Grosso bate recorde nas exportações de carne bovina no 1º trimestre de 2026

O estado de Mato Grosso registrou o maior volume já exportado de carne bovina para um primeiro trimestre, consolidando um novo marco na série histórica. Entre janeiro e março de 2026, foram embarcadas 251,83 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC), o que representa um avanço de 53,39% na comparação com o mesmo período de 2025.

O desempenho coloca o estado como responsável por 26,72% de toda a exportação de carne bovina brasileira no trimestre, reforçando sua relevância no cenário nacional.

Faturamento supera US$ 1 bilhão

Além do aumento no volume, o crescimento também foi expressivo em termos financeiros. Mato Grosso atingiu US$ 1,11 bilhão em receita com as exportações, uma alta de 74,71% em relação ao ano anterior.

Esse resultado foi impulsionado pela valorização do preço médio da tonelada, que alcançou US$ 4,54 mil, refletindo o fortalecimento da pecuária brasileira e a maior demanda internacional pelo produto.

China lidera importações; EUA ganham espaço

A China manteve-se como principal destino da carne bovina mato-grossense, concentrando 50,82% dos embarques, o equivalente a 127,97 mil TEC.

Os Estados Unidos se destacaram como o mercado com maior crescimento. Apenas no primeiro trimestre de 2026, o país importou 23,03 mil TEC — volume que corresponde a 57,38% de tudo o que foi exportado para o mercado norte-americano ao longo de 2025. A participação norte-americana no total embarcado neste início de ano foi de 9,14%.

Eficiência produtiva e novos mercados impulsionam setor

Segundo o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), o avanço das exportações reflete tanto o aumento da produção quanto a diversificação de mercados compradores.

O diretor de Projetos da entidade, Bruno de Jesus Andrade, destaca que o estado vem ampliando sua presença internacional e agregando valor ao produto.

Ele ressalta que fatores como melhoria genética do rebanho, eficiência produtiva e adoção de práticas sustentáveis na pecuária têm sido determinantes para atender às exigências de mercados mais rigorosos.

Além disso, o cumprimento de critérios sanitários e ambientais contribui para elevar a competitividade da carne bovina mato-grossense no exterior.

Tendência de valorização e expansão

O cenário atual indica não apenas crescimento em volume, mas também ganho de valor agregado. A combinação entre tecnologia, manejo eficiente e sustentabilidade tem fortalecido a imagem da carne bovina brasileira no mercado internacional, ampliando oportunidades comerciais para o estado.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução Assessoria Imac

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Exportação

Exportação de DDGS avança e Sinop envia 45 mil toneladas para a Turquia

Um novo embarque de DDGS (grãos secos de destilaria com solúveis) reforça a presença de Mato Grosso no mercado internacional. Ao todo, 45 mil toneladas do insumo saíram de Sinop com destino à Turquia, consolidando uma rota comercial que vem ganhando relevância nos últimos anos.

A operação integra a estratégia de expansão das exportações da Inpasa, que já movimentou cerca de 600 mil toneladas do produto para o mercado turco desde 2023. Atualmente, o país figura como o segundo principal destino global do insumo, atrás apenas do Vietnã.

Corredor logístico do Arco Norte impulsiona escoamento

O transporte da carga utilizou o Arco Norte, alternativa logística que vem se fortalecendo no escoamento da produção do Centro-Oeste. O trajeto começou por via rodoviária até Miritituba, no Pará, e seguiu por hidrovia pelo rio Tapajós até Santarém, de onde o produto foi embarcado em navio com destino ao exterior.

Esse modelo reduz a dependência dos portos das regiões Sul e Sudeste, além de aumentar a competitividade das exportações brasileiras ao otimizar custos e tempo de transporte.

Demanda internacional por DDGS cresce

O envio ocorre em meio ao avanço da procura global por coprodutos do milho, especialmente aqueles voltados à nutrição animal. Recentemente, a empresa também realizou outro embarque expressivo, com 62 mil toneladas destinadas à China, indicando uma tendência de alta na demanda externa.

O DDGS tem se destacado como uma alternativa eficiente na alimentação de animais, devido ao seu alto valor nutricional e consistência de qualidade.

Qualidade e padrão técnico ampliam mercado

Produzido durante o processo de fabricação do etanol de milho, o insumo apresenta, no mínimo, 32% de proteína bruta. Além disso, características como ausência de antibióticos e controle rigoroso de micotoxinas ampliam sua aceitação em diferentes cadeias produtivas.

O produto pode ser utilizado na avicultura, suinocultura, aquicultura e também na bovinocultura de corte e leite, atendendo mercados exigentes que priorizam segurança alimentar e desempenho nutricional.

Estratégia global e diversificação de rotas

A ampliação das exportações reflete não apenas o crescimento da demanda, mas também a capacidade de operar com diferentes rotas logísticas. A diversificação garante maior eficiência no atendimento internacional e fortalece a presença brasileira no comércio global de insumos para alimentação animal.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM:Divulgação/Inpasa

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Exportação

Exportações de petróleo do Brasil para a China disparam e atingem recorde histórico

As exportações de petróleo do Brasil para a China registraram forte crescimento no primeiro trimestre e alcançaram níveis históricos. O volume embarcado ao país asiático praticamente dobrou em relação ao mesmo período de 2025, impulsionando o desempenho geral da balança comercial.

Dados do Conselho Empresarial Brasil-China mostram que as vendas totais para a China somaram US$ 23,9 bilhões no período, avanço de 21,7% na comparação anual e o maior valor já registrado para um primeiro trimestre.

Petróleo lidera crescimento e bate recorde mensal

O principal destaque foi o petróleo bruto, que gerou US$ 7,19 bilhões em exportações — aumento de 94% frente ao mesmo intervalo do ano anterior. O avanço já vinha sendo observado desde janeiro, mas ganhou ainda mais força em março.

No terceiro mês do ano, o Brasil atingiu o maior volume mensal de exportações de petróleo para a China desde o início da série histórica, iniciada em 1997. O movimento ocorre em meio a tensões no Oriente Médio, especialmente após conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

A China respondeu por 57% de todo o petróleo exportado pelo Brasil no trimestre — percentual que chegou a 65% apenas em março.

Brasil ganha espaço como fornecedor estratégico

O cenário geopolítico tem favorecido o Brasil como fornecedor confiável de petróleo. A instabilidade em rotas importantes, como o Estreito de Ormuz, levou os chineses a diversificar suas fontes de abastecimento.

Nesse contexto, o país se beneficia da produção crescente, especialmente nas áreas do pré-sal, além da presença consolidada de empresas chinesas no setor energético nacional.

Entre os investimentos, destacam-se a atuação de companhias como CNPC e CNOOC, que participam de projetos relevantes no Brasil, incluindo áreas da chamada Margem Equatorial.

Soja e minério mantêm relevância na pauta

Além do petróleo, produtos tradicionais seguem com peso significativo na relação comercial, como soja e minério de ferro. Apesar de uma leve redução no volume embarcado, ambos registraram aumento de valor, impulsionados pela alta dos preços internacionais.

Importação de carros eletrificados dispara

Do lado das compras, o Brasil importou US$ 17,9 bilhões da China no trimestre. O destaque ficou para os carros eletrificados, que movimentaram US$ 1,23 bilhão — crescimento de 7,5 vezes em relação ao mesmo período de 2025.

O avanço reflete tanto a crescente adesão do consumidor brasileiro aos veículos elétricos quanto a liderança da indústria chinesa nesse segmento. Apenas nos três primeiros meses do ano, cerca de 100 mil unidades foram comercializadas no país, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores.

Incentivos e políticas influenciam mercado automotivo

Outro fator que contribuiu para o aumento das importações foi a antecipação de compras diante de mudanças no programa Mover, que prevê redução gradual de incentivos para veículos eletrificados importados.

Medidas como o fim da isenção para kits desmontados (CKD e SKD), encerrada em janeiro, aceleraram a entrada desses veículos no país. Ao mesmo tempo, o programa busca estimular a produção local de carros elétricos, atraindo novos investimentos industriais.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Infomoney

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Exportação

Exportações para a Argentina crescem e abrem novas oportunidades para Santa Catarina

A relação econômica entre Brasil e Argentina segue marcada por ciclos de instabilidade, mas vive um novo momento de retomada. Apesar das divergências políticas entre Javier Milei e Luiz Inácio Lula da Silva, o comércio bilateral tem ganhado força — e já mostra resultados concretos.

Dados da ApexBrasil indicam que as exportações brasileiras para a Argentina cresceram 31% no último ano, consolidando o país como principal fornecedor do mercado argentino. Em Santa Catarina, o avanço foi de 17%, atingindo o maior nível da década.

Relação histórica e perda de protagonismo

Durante décadas, a Argentina figurou como principal destino das exportações catarinenses, com forte presença de setores como têxtil, metalmecânico e alimentício. Esse cenário começou a mudar a partir dos anos 1990.

A ascensão da China e o fortalecimento dos Estados Unidos como parceiros comerciais reduziram a participação argentina. Ao mesmo tempo, crises econômicas recorrentes e barreiras comerciais impostas pelo país vizinho tornaram o ambiente mais arriscado e menos previsível para exportadores brasileiros — mesmo com o Mercosul em vigor.

Mudança econômica impulsiona comércio exterior

O cenário recente, porém, aponta para uma virada. A política econômica adotada pelo governo Milei tem como base a redução da intervenção estatal e a liberalização do comércio exterior.

Medidas como desregulamentação, flexibilização de controles e redução de licenças de importação trouxeram mais previsibilidade ao ambiente de negócios. Com isso, a inflação desacelerou, a confiança empresarial aumentou e o mercado argentino voltou a importar com maior fluidez.

Para empresas brasileiras, isso significa menos entraves operacionais e maior segurança jurídica nas transações — além de um mercado mais dependente de fornecedores externos.

Setor moveleiro aposta no mercado argentino

Diante desse novo contexto, empresas catarinenses têm intensificado a busca por oportunidades. O setor moveleiro é um dos destaques.

Uma missão empresarial organizada pela FIESC levou mais de 20 empresários à Argentina, resultando em mais de 200 reuniões e expectativa de negócios de cerca de US$ 4 milhões.

A empresa Interlink, de São Bento do Sul, projeta gerar até US$ 600 mil em vendas para o mercado argentino até 2026. O foco está no segmento de móveis de quarto, que representa quase metade das importações do setor no país vizinho.

Diversificação de mercados ganha força

A movimentação também reflete mudanças no cenário global. Empresas exportadoras vêm buscando alternativas diante dos impactos da Guerra da Ucrânia e de barreiras comerciais impostas por outros mercados.

Nesse contexto, a estratégia passa por diversificar destinos. A meta de algumas companhias é equilibrar o faturamento entre América Latina e Europa, com destaque para países como Argentina, Paraguai e México.

Cautela no curto prazo, otimismo no médio prazo

Apesar do crescimento recente, o início do ano trouxe uma desaceleração nas exportações, influenciada por instabilidade cambial e incertezas políticas.

Ainda assim, o mercado é visto como estratégico. Empresas relatam um comportamento mais cauteloso por parte dos importadores argentinos, com negociações mais detalhadas, pedidos menores e maior exigência por previsibilidade.

Por outro lado, Santa Catarina mantém vantagens competitivas relevantes, como proximidade geográfica, prazo de entrega reduzido, flexibilidade produtiva e suporte pós-venda — fatores que diferenciam o estado frente a concorrentes internacionais.

Integração produtiva e novas parcerias

As oportunidades vão além da exportação de produtos acabados. A tendência é de fortalecimento das cadeias produtivas regionais, especialmente com a perspectiva de ampliação de acordos comerciais envolvendo o Mercosul e a União Europeia.

Esse movimento pode estimular parcerias em áreas como tecnologia, investimentos e capital humano, ampliando o nível de integração entre os países.

Indústria e máquinas também ganham espaço

A melhora no ambiente de negócios argentino, reforçada por reformas estruturais, pode impulsionar a reindustrialização do país. Esse processo tende a aumentar a demanda por máquinas, equipamentos e insumos industriais.

Empresas como a Potenza, de Lages, já avaliam expandir sua presença no país. Entre as possibilidades está até a instalação de uma unidade local para facilitar o acesso a outros mercados, incluindo os Estados Unidos, dependendo de fatores como custos e logística.

Perspectivas para o comércio bilateral

O avanço recente das exportações para a Argentina reforça o potencial de retomada da parceria econômica. Mesmo diante de desafios pontuais, o país vizinho volta a ocupar posição estratégica para empresas brasileiras.

A combinação de reformas econômicas, demanda reprimida e proximidade regional indica um cenário favorável para o fortalecimento do comércio e da integração produtiva nos próximos anos.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Adobestock

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Exportação

Exportações da China desaceleram em março enquanto importações avançam com força

O crescimento das exportações da China perdeu força em março, após um começo de ano robusto. Ao mesmo tempo, as importações chinesas registraram forte alta, influenciadas por fatores sazonais e pelos impactos da guerra no Irã sobre o abastecimento global de energia.

De acordo com dados da Administração Geral de Alfândegas, as vendas externas cresceram 2,5% na comparação anual — bem abaixo do salto observado em fevereiro. O resultado foi afetado por distorções do calendário do Ano Novo Lunar e por uma base de comparação elevada em 2025.

Queda nas exportações para os EUA pressiona resultados

A desaceleração foi ampla entre os principais mercados, com exceção de Taiwan e Hong Kong. Um dos destaques negativos foi a forte queda nas exportações chinesas para os Estados Unidos, que recuaram 26,5% em relação ao ano anterior, impactadas por tarifas comerciais.

O valor exportado para os EUA caiu para US$ 29,4 bilhões no período, evidenciando a pressão sobre o comércio bilateral.

Importações disparam com alta demanda por tecnologia

Enquanto isso, as importações na China cresceram quase 28%, impulsionadas pela maior demanda por produtos de alta tecnologia, como semicondutores. Esse foi o avanço mais rápido desde o fim de 2021.

Com isso, o superávit comercial chinês encolheu para US$ 51 bilhões — o menor nível em mais de um ano.

Guerra no Irã eleva custos e pressiona indústria

O cenário global foi impactado pela escalada da crise no Oriente Médio, especialmente após tensões envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. O fechamento do Estreito de Ormuz elevou os custos de insumos industriais, afetando cadeias produtivas.

Esse corredor estratégico responde por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo e gás natural liquefeito, o que pressionou os preços de materiais e reduziu margens de lucro de fábricas chinesas.

Sazonalidade e calendário explicam parte da desaceleração

Especialistas apontam que fatores sazonais tiveram peso relevante no desempenho mais fraco. O Ano Novo Lunar em 2026, celebrado mais tarde que o habitual, reduziu o número de dias úteis em março, afetando a produção e os embarques.

Além disso, o forte desempenho de março de 2025 — quando empresas anteciparam exportações para evitar tarifas — elevou a base de comparação.

Primeiro trimestre ainda mostra força da economia chinesa

Apesar da desaceleração pontual, o comércio exterior da China manteve um desempenho sólido no primeiro trimestre. As exportações cresceram 15% no período, enquanto as importações avançaram 23% na comparação anual.

Inteligência artificial impulsiona exportações de tecnologia

Um dos principais motores do comércio tem sido o avanço da inteligência artificial, que elevou a demanda global por chips e componentes eletrônicos.

As exportações chinesas de circuitos integrados cresceram 78% no primeiro trimestre, enquanto produtos de alta tecnologia registraram alta de quase 30%. Equipamentos mecânicos e elétricos também apresentaram crescimento expressivo.

Tarifas e decisões judiciais influenciam cenário comercial

Outro fator relevante foi a redução das tarifas comerciais após decisão da Suprema Corte dos EUA, que derrubou medidas adotadas anteriormente. Isso ajudou a aliviar parte da pressão sobre os exportadores chineses.

Ainda assim, o cenário segue incerto, com previsões divergentes entre economistas sobre o ritmo do comércio.

Impactos futuros da crise energética ainda são incertos

O efeito da guerra no Irã sobre o comércio global ainda é imprevisível. Por um lado, pode haver aumento na demanda por produtos sustentáveis chineses, como painéis solares e veículos elétricos.

Por outro, o aumento dos preços do petróleo pode reduzir o consumo global e levar a políticas monetárias mais restritivas, prejudicando a demanda por bens manufaturados.

Setor de veículos elétricos ganha destaque

As exportações de veículos elétricos chineses dobraram em março, atingindo recorde histórico. Montadoras do país ampliaram presença internacional, superando concorrentes tradicionais em mercados como Austrália e Reino Unido.

Perspectivas: entre resiliência e incertezas

Analistas avaliam que a desaceleração recente está mais ligada a fatores temporários do que a uma queda estrutural da demanda global. Ainda assim, os desdobramentos da crise energética e geopolítica devem influenciar o desempenho do comércio nos próximos meses.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Bloomberg

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Exportação

Boi gordo dispara com exportações aquecidas para a China e oferta limitada no Brasil

A valorização do boi gordo ganhou força nos últimos dias, impulsionada pela combinação de oferta restrita de animais e pelo ritmo acelerado das exportações de carne bovina, especialmente para a China. O movimento elevou os preços da arroba em diversas regiões pecuárias do país.

Oferta curta sustenta alta da arroba

O mercado físico segue com viés positivo, refletindo a dificuldade dos frigoríficos em adquirir animais para abate. As escalas de abate encurtadas permanecem como um dos principais fatores de sustentação dos preços.

Com menor disponibilidade de boiadas, empresas do setor já consideram medidas para ajustar a produção. Entre as alternativas avaliadas estão o aumento da ociosidade industrial ao longo de abril e até a adoção de férias coletivas, diante da limitação na originação de gado.

Exportações aceleradas pressionam mercado interno

No cenário externo, o desempenho das exportações brasileiras de carne bovina continua robusto. A China mantém forte demanda e tem absorvido volumes significativos neste início de ano.

Estimativas indicam que a cota de embarques pode ser atingida entre maio e meados de junho. Esse fator gera incertezas para o terceiro trimestre, período marcado por maior oferta de animais confinados. Há ainda projeções mais conservadoras que apontam para um esgotamento já no início de maio.

Preço do boi gordo nas principais praças

Os valores da arroba a prazo registraram alta consistente até 9 de abril:

  • São Paulo (Capital): R$ 370,00 (+2,78%)
  • Goiás (Goiânia): R$ 355,00 (+4,41%)
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 350,00 (+1,45%)
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 360,00 (+2,86%)
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 360,00 (+1,41%)
  • Rondônia (Vilhena): R$ 330,00 (+3,13%)

Atacado firme, mas com concorrência do frango

No mercado atacadista de carne bovina, os preços permaneceram estáveis em patamares elevados, com expectativa de novos reajustes no curto prazo. A entrada de renda na economia tende a estimular a reposição entre atacado e varejo, ajudando a sustentar as cotações.

Por outro lado, a competitividade de proteínas mais acessíveis, como a carne de frango, ainda limita avanços mais expressivos nos preços da carne bovina.

Entre os cortes:

  • Quarto dianteiro: R$ 22,50/kg (+2,27%)
  • Traseiro bovino: R$ 27,50/kg (estável)

Comércio exterior mantém desempenho forte

Os dados mais recentes confirmam o bom momento do setor no mercado internacional. Em março, o Brasil exportou 233,951 mil toneladas de carne bovina, gerando receita de US$ 1,360 bilhão.

A média diária foi de US$ 61,835 milhões, com embarques de 10,634 mil toneladas por dia e preço médio de US$ 5.814,80 por tonelada.

Na comparação anual, houve avanço significativo:

  • +29% no valor médio diário exportado
  • +8,7% no volume médio diário
  • +18,7% no preço médio

Os números reforçam a força das exportações de carne bovina brasileira, que seguem como um dos principais vetores de sustentação do mercado.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Henrique Bighetti/Canal Rural

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Exportação

Exportações de defesa do Brasil disparam e dobram no 1º trimestre de 2026

As exportações de produtos de defesa do Brasil registraram forte crescimento no início de 2026, alcançando US$ 931 milhões no primeiro trimestre. O resultado representa mais que o dobro do valor exportado no mesmo período do ano passado e reforça a expansão da indústria de defesa brasileira no mercado internacional.

Crescimento expressivo mantém trajetória positiva

Entre janeiro e março de 2025, o setor havia exportado US$ 457 milhões. Em 2026, o salto para US$ 931 milhões evidencia a aceleração das vendas externas e consolida uma sequência de resultados positivos.

A indústria de defesa já vinha acumulando recordes em 2024 e 2025, o que demonstra uma tendência consistente de crescimento e maior competitividade global.

Presença internacional se amplia

Os principais destinos das exportações militares brasileiras incluem países como Alemanha, Bulgária, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos e Portugal.

Atualmente, o Brasil comercializa produtos do setor com 148 países, ampliando sua presença em todos os continentes e fortalecendo sua posição no comércio global de equipamentos de defesa.

Setor reúne dezenas de empresas exportadoras

A base da indústria bélica brasileira é formada por cerca de 93 empresas exportadoras, que atuam em diferentes etapas da cadeia produtiva — desde o desenvolvimento tecnológico até a fabricação e comercialização de sistemas e equipamentos.

Esse ecossistema diversificado tem contribuído para ampliar a capacidade de inovação e atender à demanda internacional crescente.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Datamar News

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