Exportação

Exportações totalizam 282,8 bilhões de janeiro até a 4ª semana de outubro de 2025

Na 4ª semana de Outubro de 2025, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,767 bilhão e corrente de comércio de US$ 11,839 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 6,803 bilhões e importações de US$ 5,036 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 25,019 bilhões e as importações, US$ 20,09 bilhões, com saldo positivo de US$ 4,929 bilhões e corrente de comércio de US$ 45,109 bilhões.

No ano, as exportações totalizam US$ 282,811 bilhões e as importações, US$ 232,403 bilhões, com saldo positivo de US$ 50,408 bilhões e corrente de comércio de US$ 515,215 bilhões.

Esses e outros resultados foram divulgados, nesta terça-feira (28/10), pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês – 4º Semana de outubro/2025

Comparativo Mensal

Nas exportações, comparada a média diária de até a 4ª semana de Outubro de 2025 (US$ 1.389,94 milhões) com a média de outubro de 2024 (US$ 1.331,86 milhões), houve crescimento de 4,4%. Em relação às importações houve queda de -2,6% na comparação entre as médias até a 4ª semana de Outubro de 2025 (US$ 1.116,09 milhões) com Outubro do ano anterior (US$ 1.145,89 milhões).

Sendo assim, até a 4ª semana de Outubro de 2025, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.506,03 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 273,85 milhões. Se comparado este período com a média de Outubro de 2024, houve crescimento de 1,1% na corrente de comércio.

Exportações por Setor e Produtos

No acumulado até a 4ª semana de Outubro de 2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 51,53 milhões ( 20,2%) em Agropecuária; crescimento de US$ 23,24 milhões ( 8,1%) em Indústria Extrativa e queda de US$ -15,68 milhões ( -2,0%) em produtos da Indústria de Transformação.

Importações por Setor e Produtos

No acumulado até a 4ª semana do mês de Outubro de 2025, se comparado com o mesmo mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 0,46 milhões ( 2,2%) em Agropecuária; queda de US$ -22,04 milhões ( -31,5%) em Indústria Extrativa e queda de US$ -8,63 milhões ( -0,8%) em produtos da Indústria de Transformação.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

Ler Mais
Exportação

EUA devem ganhar espaço nas exportações de celulose brasileira

A presença do Brasil no mercado global de celulose deve crescer nos próximos anos, impulsionada por novas fábricas e pela substituição da fibra longa de pinus pela fibra curta de eucalipto, segundo análise do Rabobank. A participação brasileira no setor pode aumentar 6% até 2030, alcançando 34% do mercado internacional.

China mantém liderança, mas tende a reduzir importações

A China continua como principal destino da celulose de fibra curta brasileira, mas o avanço da produção integrada no país deve diminuir o volume importado nos próximos anos. Essa tendência cria oportunidades para que os Estados Unidos aumentem sua participação nas exportações brasileiras.

Tradicionalmente, os produtores chineses enfrentavam custos elevados e baixa disponibilidade de madeira, o que os levava a importar grandes quantidades de celulose. Porém, com a crise imobiliária de 2021, a sobra de madeira anteriormente destinada à construção civil impulsionou projetos integrados de celulose, reduzindo a dependência do mercado externo. De acordo com o Rabobank, o volume de celulose de fibra curta integrada na China saltou de 5 mil toneladas em 2016 para 9,5 mil toneladas em 2024. A previsão é que chegue a 14,5 mil toneladas em 2027, um crescimento de quase 53%.

Estados Unidos se destacam como mercado promissor

“Das fábricas planejadas nos últimos três anos, ninguém estava mapeando isso”, comenta Andres Padilla, analista do Rabobank. Ele ressalta que o mercado deve se reorganizar, com as unidades mais eficientes substituindo as menos produtivas. Mesmo assim, parte da demanda precisará ser redirecionada, e os EUA aparecem como destino estratégico para a fibra brasileira. Em 2024, o Brasil respondeu por 82% das importações de celulose de fibra curta dos EUA, totalizando cerca de 2 milhões de toneladas. Esse volume representa um crescimento de 74% em relação a 2014, com taxa média anual de 4,7%, sendo a matéria-prima utilizada principalmente na produção de papéis tissue, como papel higiênico e lenços.

Mudanças no mercado de fibra longa

No segmento de fibra longa, utilizada na fabricação de embalagens de papel, o fornecimento para os EUA era tradicionalmente dominado pelo Canadá. No entanto, após a pandemia, alterações no mercado abriram espaço para a celulose brasileira e europeia. Em 2024, o Brasil passou a representar 10% das importações de fibra longa dos EUA — cerca de 300 mil toneladas — enquanto a participação canadense caiu para 75%, segundo o Rabobank.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Exportação

Brasil busca ampliar número de frigoríficos habilitados para exportar carne à Indonésia

O Brasil está em movimento para fortalecer sua presença no mercado asiático e ampliar a lista de frigoríficos autorizados a exportar carne bovina para a Indonésia. Uma missão com mais de 30 empresários brasileiros do setor está em Jacarta, capital do país, para negociar a habilitação de 40 novas plantas frigoríficas, o que pode dobrar o número atual de unidades aptas a vender para o mercado indonésio.

Expansão do mercado e aumento nas exportações

Atualmente, 38 frigoríficos brasileiros estão habilitados a exportar para a Indonésia, todos certificados dentro dos padrões halal, conforme a lei islâmica. O número representa um avanço expressivo desde 2019, quando apenas 11 plantas tinham autorização.

As exportações de carne bovina também refletem esse crescimento. Entre janeiro e setembro de 2025, o Brasil enviou 16,7 mil toneladas ao país asiático, superando o total dos dois anos anteriores somados. O volume rendeu mais de US$ 76 milhões em negócios e consolidou o Brasil como o terceiro maior fornecedor da Indonésia, atrás apenas de Austrália e Índia.

Novas oportunidades comerciais e produtos com maior valor agregado

A recente abertura do mercado indonésio para carne com osso, miúdos e produtos industrializados amplia as perspectivas de exportação. Uma nova missão técnica deve ser enviada ainda em 2025 para auditoria e validação das plantas frigoríficas, acelerando o processo de habilitação.

A Indonésia, maior nação muçulmana do mundo com 270 milhões de habitantes, é vista pelo setor como um parceiro estratégico. O aumento da renda e do consumo de proteína animal no país impulsiona a demanda por carnes premium e processadas, segmento em que o Brasil busca se consolidar.

No entanto, o setor ainda enfrenta barreiras, como a tarifa de 30% sobre produtos industrializados, tripas e derivados bovinos — percentual que os empresários esperam ver reduzido em futuras negociações. Para carnes sem osso, com osso e miúdos, a taxa é de 5%.

Investimentos e parcerias estratégicas

Além das exportações, a Indonésia representa novas oportunidades de investimento. A JBS firmou um Memorando de Entendimento (MoU) com o fundo Danantara Indonesia, com o objetivo de criar uma plataforma local de produção sustentável de alimentos, voltada principalmente para proteínas. A iniciativa pretende transformar o país em um polo regional de referência global no setor alimentício.

Acordos bilaterais e cooperação internacional

Durante encontro oficial entre Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente indonésio Prabowo Subianto, foram assinados memorandos de entendimento voltados à cooperação em medidas sanitárias, fitossanitárias e certificação agrícola.

No Fórum Empresarial Brasil–Indonésia, Lula destacou o interesse em construir uma parceria equilibrada e duradoura.

“O Brasil não quer apenas vender para a Indonésia. Apostamos em uma parceria mutuamente benéfica. Como dois dos maiores produtores de bioenergia do mundo, podemos juntos criar um mercado global de biocombustíveis”, afirmou o presidente.

Com o cenário favorável e o interesse mútuo em ampliar as relações comerciais, o Brasil reforça sua posição como fornecedor estratégico de carne bovina e parceiro de longo prazo no mercado do sudeste asiático.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

Ler Mais
Exportação

Brasil retoma exportações de carne de frango e amplia acesso de produtos agropecuários à Malásia

O Brasil oficializou a retomada das exportações de carne de frango para a Malásia e conquistou a abertura de seis novos mercados para produtos agropecuários brasileiros. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (24) durante reunião entre o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e o ministro da Agricultura e Segurança Alimentar da Malásia, Mohamad Sabu, em Kuala Lumpur.

Parceria reforça presença do agronegócio brasileiro no Sudeste Asiático

O encontro integrou a missão oficial liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que visita a Indonésia e a Malásia entre os dias 23 e 28 de outubro, com o objetivo de fortalecer as relações comerciais e estratégicas do Brasil na região.

Um dos principais resultados da reunião foi a reabertura do mercado malaio para a carne de frango brasileira, suspenso anteriormente devido a medidas sanitárias relacionadas à Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP). Fávaro destacou o avanço nas negociações e a agilidade do processo.

“Chegamos da Indonésia à Malásia e viemos direto para o Ministério da Agricultura malaio, onde tivemos ótimas notícias. Conseguimos antecipar a retomada das exportações de frango brasileiro, que poderia levar 12 meses, para apenas três”, afirmou o ministro.

Malásia amplia importação de produtos agropecuários brasileiros

Além da carne de frango, a reunião resultou na autorização para importação de novos produtos brasileiros, ampliando a presença do agronegócio nacional no mercado malaio. Entre os produtos liberados estão pescados extrativos e de cultivo, gergelim, melão e maçã. O governo malaio também formalizou a abertura do mercado para ovos em pó e antecipou a auditoria de 16 plantas brasileiras de carne suína, etapa necessária para o início das exportações.

“Frango, suínos, frutas, grãos, gergelim e ovos — o Brasil está abrindo portas na Malásia e criando novas oportunidades para nossos produtores. É o agronegócio brasileiro se consolidando como referência em qualidade e segurança alimentar”, destacou Fávaro.

Brasil e Malásia fortalecem comércio bilateral

O comércio entre Brasil e Malásia alcançou US$ 487,2 milhões em 2024, com US$ 346,4 milhões em exportações brasileiras e US$ 140,9 milhões em importações. O país asiático ocupa atualmente a 23ª posição entre os principais destinos das exportações do Brasil. No setor do agronegócio, as vendas brasileiras somaram US$ 1,26 bilhão, com destaque para açúcar de cana, milho e algodão.

A retomada das exportações e a ampliação de mercados reforçam o papel estratégico do Brasil na segurança alimentar global, fortalecendo laços comerciais com o Sudeste Asiático e expandindo a competitividade do agronegócio brasileiro no cenário internacional.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

Ler Mais
Exportação

Exportação de milho impulsiona movimentação de cargas nos portos do Norte

Os portos da Região Norte registraram movimentação recorde de 30,2 milhões de toneladas de cargas entre janeiro e agosto de 2025, segundo dados do Estatístico Aquaviário, divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O destaque foi para os granéis sólidos, que somaram 24,8 milhões de toneladas no período — um desempenho impulsionado, principalmente, pela exportação de milho.

Somente em agosto, os portos nortistas movimentaram 3,9 milhões de toneladas de granéis sólidos, o que representa aumento de 2,16% em comparação com o mesmo mês de 2024.

Milho e fertilizantes lideram crescimento das exportações

O principal destaque foi o milho, cuja movimentação chegou a 2 milhões de toneladas em agosto, uma alta de 10,4% frente a agosto do ano anterior. O desempenho reforça a importância da safra brasileira e a crescente utilização da infraestrutura portuária nortista para escoamento de grãos.

Os fertilizantes também apresentaram forte crescimento, com aumento de 18% em relação ao mesmo mês de 2024, alcançando 542 mil toneladas movimentadas. Em seguida, vieram os produtos químicos inorgânicos, que registraram alta de 13,1%, totalizando 488 mil toneladas.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os números demonstram o papel estratégico da região no desenvolvimento logístico do país.

“O avanço reflete a eficiência e a competitividade dos portos brasileiros, consolidando o Norte como um dos principais vetores de crescimento e integração logística nacional”, afirmou o ministro.

Porto de Santana lidera crescimento percentual na região

Entre os portos organizados do Norte, o Porto de Santana (AP) apresentou o maior crescimento percentual, com alta de 25,2% — passando de 316 mil toneladas em agosto de 2024 para 395 mil toneladas em 2025. O desempenho foi impulsionado pelo transporte de milho, que registrou aumento de 85% no período.

O Porto de Santarém (PA) também se destacou, com 1,9 milhão de toneladas movimentadas em agosto de 2025, o que representa crescimento de 11,25% em relação a agosto do ano anterior. As exportações no terminal cresceram 45,33%, reforçando o papel do porto no escoamento da produção agrícola.

Outros destaques logísticos da Região Norte

O terminal de Porto Velho (RO) registrou alta de 0,92% na movimentação total, puxada principalmente pela soja, que somou 123 mil toneladas.
Outros portos nortistas também apresentaram bom desempenho: o Porto de Vila do Conde (PA) movimentou 1,8 milhão de toneladas, enquanto o Porto de Belém (PA) atingiu 264 mil toneladas em agosto de 2025.

Os resultados reforçam a tendência de fortalecimento logístico da Região Norte, que vem se consolidando como rota estratégica para o escoamento de commodities brasileiras, especialmente milho e soja.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

Ler Mais
Exportação

Governo lança Programa Acredita Exportação com reembolso de até 3% sobre o valor exportado

O governo federal anunciou o início das operações do Programa Acredita Exportação, uma iniciativa voltada para microempreendedores individuais (MEIs), micro e pequenas empresas (MPEs) que atuam no comércio exterior. O programa permite o ressarcimento de até 3% do valor exportado, compensando de forma simplificada os tributos pagos ao longo da cadeia produtiva.

Estímulo à competitividade internacional

Criado em parceria entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Ministério da Fazenda, com apoio da Receita Federal, o programa visa reduzir o custo das exportações e ampliar a competitividade das empresas de menor porte no mercado internacional.

A iniciativa antecipa medidas da reforma tributária, oferecendo um mecanismo prático para devolução de impostos. O Acredita Exportação é válido tanto para bens quanto para serviços exportados.

Como solicitar o ressarcimento

O pedido é feito totalmente online, por meio do site da Receita Federal, e pode ser realizado em poucos passos:

  1. Acessar o sistema PER/DCOMP no portal da Receita Federal;
  2. Preencher um Pedido de Ressarcimento no Programa Gerador de Declaração (PGD);
  3. Informar as notas fiscais e a Declaração Única de Exportação (DUE) do trimestre;
  4. Escolher a forma de recebimento — crédito em conta ou compensação tributária;
  5. Enviar o pedido pelo sistema.

Para auxiliar os empreendedores, o MDIC e a Receita promoveram uma live no YouTube, explicando o processo detalhado e as etapas para acessar o sistema.

Primeiros créditos valem a partir de agosto

O primeiro período de referência será para as exportações realizadas entre 1º de agosto e 30 de setembro de 2025. Após o encerramento de cada trimestre, as empresas deverão reunir as notas fiscais e calcular o crédito de 3%.

Os valores podem ser ressarcidos em dinheiro ou utilizados para abatimento de tributos federais, como PIS, Cofins, IRPJ e CSLL. O guia completo do programa está disponível no site do MDIC.

Pequenas empresas ganham espaço nas exportações

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), o número de micro e pequenas empresas exportadoras vem crescendo de forma expressiva. Em 2024, cerca de 11,5 mil MPEs exportaram, representando 40% das exportadoras brasileiras e movimentando US$ 2,6 bilhões em vendas internacionais.

Em 2014, o número era de pouco mais de 5,3 mil empresas, equivalendo a 28,6% do total. O avanço reforça a importância de políticas públicas voltadas à inclusão produtiva e internacionalização dos pequenos negócios.

Outras iniciativas para impulsionar o setor

Além do Acredita Exportação, o governo oferece outras ferramentas de apoio à competitividade e internacionalização das MPEs:

  • Brasil Mais Produtivo – programa de capacitação e consultoria técnica;
  • Proex (Programa de Financiamento à Exportação) – crédito facilitado para exportadores;
  • Seguro de Crédito à Exportação (SCE/FGE) – garantia contra inadimplência em vendas externas;
  • Desenrola Pequenos Negócios – iniciativa voltada à renegociação de dívidas de pequenos empreendedores.

Com essas medidas, o governo busca fortalecer a presença das pequenas empresas brasileiras no comércio global, estimulando inovação, geração de renda e inserção internacional.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

Ler Mais
Exportação

Tarifaço dos EUA afeta exportações brasileiras: Nordeste lidera queda em volume e Sul perde mais em dólares

Dois meses após a entrada em vigor do tarifaço imposto pelos Estados Unidos, as exportações brasileiras continuam em queda, com efeitos desiguais entre as regiões do país. Um levantamento do Centro de Estudos para o Desenvolvimento do Nordeste (FGV IBRE) mostra que, enquanto o Nordeste registra as maiores reduções em volume exportado, os polos industriais do Sul e Sudeste concentram as maiores perdas financeiras.

Segundo o estudo, os impactos do ajuste tarifário norte-americano são persistentes e representam um risco estrutural para setores estratégicos da economia brasileira, podendo afetar a atividade industrial, o emprego e a arrecadação estadual.

Nordeste sofre as maiores quedas percentuais nas exportações

Entre os seis estados com pior desempenho percentual nas exportações para os EUA em setembro de 2025, quatro são do Nordeste. O Mato Grosso (-81%) e o Tocantins (-74,3%) lideram as perdas, seguidos por Alagoas (-71,3%), Piauí (-68,6%), Rio Grande do Norte (-65%) e Pernambuco (-64,8%).

De acordo com a FGV, a vulnerabilidade da região está relacionada à baixa diversificação da pauta exportadora, à maior presença de produtos tarifados e à logística irregular, com embarques concentrados em períodos específicos.

Sul e Sudeste acumulam as maiores perdas em valor

Embora o Nordeste tenha registrado as maiores quedas percentuais, o maior prejuízo em dólares ocorreu em estados do Sul e Sudeste. As perdas mais expressivas foram observadas em Minas Gerais (US$ 236 milhões), Santa Catarina (US$ 95,9 milhões), São Paulo (US$ 94 milhões), Rio Grande do Sul (US$ 88,8 milhões), Rio de Janeiro (US$ 88,8 milhões) e Paraná (US$ 82,4 milhões).

Nos polos industriais dessas regiões, as reduções — entre 50% e 56% — atingiram principalmente os setores de metalurgia, componentes industriais e bens intermediários. A FGV alerta que parte dessas perdas já apresenta caráter estrutural, e não apenas um efeito pontual de calendário, resultado da antecipação de embarques nos meses anteriores.

Produtos isentos ajudam a reduzir o impacto em alguns estados

Estados com uma pauta mais diversificada conseguiram amortecer os efeitos do tarifaço por meio da exportação de produtos isentos de tarifas. Em São Paulo, esses itens cresceram 14,2% no acumulado do ano, alcançando US$ 624,45 milhões. Na Bahia, o avanço foi ainda maior: 45,5%.

No entanto, em estados como Pernambuco (-95,8%) e Minas Gerais (-51,9%), até os produtos isentos apresentaram queda, o que agravou o resultado geral das exportações.

Adaptação e novos mercados surgem como resposta

Alguns estados começaram a reconfigurar suas pautas de exportação para se adaptar às novas condições comerciais. O Ceará registrou crescimento de 152,9% nas exportações totais, impulsionado por produtos como “outras pedras de cantaria trabalhadas”, enquanto Goiás teve aumento de 20,9%, inclusive em bens não isentos.

A pesquisa do FGV IBRE conclui que o tarifaço dos EUA marca um novo ciclo de ajustes logísticos e comerciais, com reprecificação de produtos e redirecionamento de pedidos internacionais. O estudo recomenda que governos e empresas brasileiras adotem estratégias de gestão de riscos e diversificação de mercados para enfrentar o cenário global de maior proteção tarifária.

FONTE: Times Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Unsplash

Ler Mais
Exportação

Brasil amplia exportações agropecuárias com novos mercados na Ásia e África

O Governo do Brasil confirmou nesta terça-feira (21) a abertura de novos mercados internacionais para produtos agropecuários brasileiros. As novas autorizações incluem a exportação de castanha-do-Brasil para o Japão, ovos processados para Singapura, heparina purificada suína para a Coreia do Sul, carne de patos, outras aves e carne de coelho para o Egito, além de derivados de ossos bovinos, chifres e cascos para uso industrial na Índia.

Com esses avanços, o agronegócio brasileiro alcança a marca de 460 novos mercados abertos desde o início de 2023, resultado de uma ação conjunta entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE). Segundo o governo, a conquista reforça o posicionamento do Brasil como potência global em alimentos e insumos de alto valor agregado, com destaque para sustentabilidade, qualidade e inovação.

Ásia lidera as novas oportunidades de exportação

Entre janeiro e setembro de 2025, cerca de 37% das novas aberturas comerciais ocorreram na Ásia, consolidando o continente como principal destino das exportações brasileiras.

No Japão, que possui uma população de 124 milhões de habitantes e importou mais de US$ 3 bilhões em produtos agropecuários brasileiros em 2024, a castanha-do-Brasil passa a integrar o portfólio de importações. O produto é valorizado por seu alto teor de selênio e por atender à demanda japonesa por ingredientes premium usados na panificação e confeitaria.

Em Singapura, onde mais de 90% dos alimentos são importados, foi autorizada a compra de ovos processados brasileiros, reconhecidos pela maior vida útil e estabilidade operacional em redes hoteleiras e restaurantes. Já a Coreia do Sul aprovou a importação de heparina purificada suína, insumo essencial para a produção de medicamentos anticoagulantes.

Índia e Egito fortalecem parcerias estratégicas com o Brasil

Durante missão oficial do vice-presidente Geraldo Alckmin à Índia, foi firmado um acordo para exportação de derivados de ossos bovinos, chifres e cascos, produtos amplamente utilizados nas indústrias têxtil, farmacêutica e de gelatina. O governo destaca que a medida contribui para a economia circular e para o aumento do valor agregado da pecuária brasileira.

Na África, o Egito ampliou suas compras de proteína animal ao autorizar a importação de carne de patos, outras aves e carne de coelho. O país, que mantém parceria sólida com o Brasil no setor, reconhece a certificação halal e a segurança do abastecimento brasileiro, o que reforça a confiança nas relações comerciais bilaterais.

Diplomacia ativa fortalece presença brasileira no mercado asiático

O anúncio coincide com o início da viagem oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Ásia, que inclui paradas na Indonésia e Malásia. Durante a missão, Lula participará da 47ª Cúpula da ASEAN e da 30ª Cúpula do Leste Asiático, além de reuniões bilaterais com o presidente indonésio Prabowo Subianto e o primeiro-ministro indiano Narendra Modi.

Nas redes sociais, o presidente destacou o objetivo da viagem: “De partida para a Ásia, onde farei visita oficial à Indonésia. Na sequência, participarei da 47ª Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático e da 30ª Cúpula do Leste Asiático. Com esta missão, damos mais um importante passo para consolidar a cooperação internacional.”

A missão presidencial também prevê assinatura de acordos em ciência, tecnologia e inovação, reforçando a diplomacia econômica do Brasil e a diversificação de parcerias no Sul Global, com foco em desenvolvimento sustentável e integração comercial.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert/PR

Ler Mais
Exportação

Erro em cadastro bloqueia exportação de camarão do RN para a China

Um erro de cadastro técnico travou a exportação de camarão do Rio Grande do Norte para a China, um dos mercados mais promissores para o setor. O problema ocorreu na descrição da espécie Camarão Vannamei, registrada como “de captura”, quando, na realidade, trata-se de uma espécie cultivada em viveiro.

A inconsistência no sistema impediu a liberação das exportações ao país asiático, apesar de não haver qualquer restrição sanitária ou comercial envolvendo o produto potiguar.

Setor potiguar é o segundo maior produtor de camarão do Brasil

O Rio Grande do Norte é o segundo maior produtor nacional de camarão, com uma produção de 24,7 milhões de quilos em 2024, segundo dados do setor. A China é vista como um mercado estratégico para o crescimento da carcinicultura brasileira, especialmente diante da alta demanda por proteínas aquáticas no país.

Governo e Itamaraty atuam para corrigir o erro ainda em 2025

De acordo com o governo estadual, não há entraves sanitários, ambientais ou comerciais que impeçam as vendas. O impasse é puramente técnico e está sendo acompanhado por entidades do setor, pelo Itamaraty e por ministérios federais, com a meta de corrigir o erro cadastral e retomar as exportações ainda em 2025.

A expectativa é que, com o restabelecimento do comércio com a China, o estado amplie a geração de empregos e o impulso econômico nas regiões produtoras.

FONTE: Tribuna do Norte
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Tribuna do Norte

Ler Mais
Exportação

G7 reforça união contra controles de exportação da China e busca diversificar cadeias de suprimentos

Os ministros das Finanças do G7 — grupo formado por Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão — decidiram manter uma posição conjunta diante dos novos controles de exportação da China sobre terras raras. A medida foi anunciada nesta quinta-feira (16) pelo comissário econômico europeu, Valdis Dombrovskis, que destacou o compromisso dos países em coordenar respostas de curto prazo e diversificar fornecedores estratégicos.

G7 manifesta preocupação com restrições chinesas

Segundo Dombrovskis, há um consenso entre os parceiros do G7 sobre a gravidade das novas restrições impostas por Pequim.

“Ficou claro que os membros do G7 compartilham a preocupação com esses novos e amplos controles de exportação chineses, que ampliam o escopo dos minerais cobertos, mas também atingem toda a cadeia de valor, com disposições extraterritoriais bastante abrangentes”, afirmou o comissário europeu.

Coordenação e diálogo com a China

O grupo pretende coordenar ações conjuntas e manter diálogo direto com autoridades chinesas para tentar encontrar soluções de curto prazo que reduzam os impactos econômicos dessas medidas.

“Concordamos em coordenar esse trabalho e nossos compromissos com os colegas chineses para buscar soluções imediatas”, explicou Dombrovskis.

Diversificação das cadeias de suprimentos

Além das medidas emergenciais, o G7 também reforçou o compromisso de longo prazo com a diversificação e a resiliência das cadeias globais de suprimentos, especialmente no setor de minerais críticos usados em tecnologias de ponta, como baterias e semicondutores.

“Está claro que precisamos continuar o trabalho — que não é novo — sobre diversificação e fortalecimento das cadeias de suprimentos”, completou o comissário.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Yves Herman

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook