Comércio Exterior, Exportação, Importação, Informação, Logística, Navegação, Notícias, Portos

Paraguai quer usar portos de SC

Está na agenda do secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de SC (SPAF), Ivan Amaral, uma negociação envolvendo o governo do Paraguai, que demonstrou interesse em utilizar os portos de Santa Catarina para desenvolver o comércio internacional do país.

Atualmente, o país vizinho tem convênios com o Brasil para utilização somente dos portos de Santos (SP), Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS). A ideia surgiu durante a Expo Paraguay-Brasil 2024, encontro organizado pela Câmara de Comércio Paraguay-Brasil – que teve a participação também da Facisc e Fiesc – e é considerado o maior evento de negócios entre os dois países. Se confirmada a parceria, que ainda depende de aval do governo federal, abre-se nova possibilidade para os portos catarinenses, principalmente Itapoá e Navegantes, em função da facilidade logística.

Hidrovia

Durante a reunião com o vice-ministro de Relações Exteriores do Paraguai, embaixador Víctor Alfredo Verdún Bitar, foram discutidos projetos de infraestrutura. Atualmente, o país tem uma hidrovia de 3,5 mil quilômetros no rio Paraguai, chegando até Montevidéu. “Fomos entender a logística desta hidrovia e ver como esta carga pode chegar aos portos de SC”, relata Amaral.

Autismo

O projeto de lei do deputado Marcius Machado (PL), que regulamenta a inclusão do símbolo mundial de conscientização do Transtorno do Espectro Autista (TEA) nos uniformes dos estudantes autistas em SC, avança na Alesc e agora será apreciado pelas comissões de Educação e Cultura e dos Direitos da Pessoa com Deficiência antes de ir a plenário.

Réu

O prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro (PSD) e outros 20 envolvidos foram considerados réus pela 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Ministério Público no âmbito da Operação Caronte. A decisão foi por unanimidade. O prefeito chegou a ser preso durante a campanha eleitoral, mas acabou solto após 23 dias, na semana anterior ao pleito.

Radar

A última edição do Fórum Radar 2024 está marcada para o próximo dia 21, na sede da Fiesc, em Florianópolis. Temas como o Custo SC, a sustentabilidade e a inovação farão parte dos painéis e palestras. Um dos destaques será o ex-técnico da seleção masculina de vôlei, Renan Dal Zotto, que fará a palestra de encerramento e falará sobre liderança e a busca pela excelência.

FONTE: Diarinho Net
Paraguai quer usar portos de SC | DIARINHO

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Portonave endurece regras e amplia punições para motoristas de caminhões

Novas regras preveem suspensão de até 30 dias no acesso ao terminal para os infratores

A Portonave endureceu as regras de acesso de motoristas ao terminal portuário de Navegantes. As normas entraram em vigor no feriado de 15 de novembro, prometendo mais rigor e geraram preocupação para  motoristas e para o Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas e Contêineres em Geral de Navegantes e Região (Sinditac). As penalidades variam de um a 30 dias de suspensão do acesso ao terminal.
Vanderlei de Oliveira, presidente do Sinditac, explicou a preocupação dos motoristas. “Antes era de um dia. Agora o documento estabelece escalonamento de infrações e penalidades, podendo chegar a 30 dias de suspensão ou até de banimento. Isso preocupa, pois alguns motoristas acessam o porto mais de 10 vezes ao dia e podem ficar sem trabalhar por uma infração que poderia ser resolvida com advertência”, acredita.

O documento, “Condições de acesso para motoristas”, classifica as infrações como leves, moderadas, graves, gravíssimas e de efeito jurídico. A penalidade é definida com base na gravidade da infração.

Uma reunião entre o sindicato, motoristas e representantes da Portonave foi feita na semana passada. “Estamos acompanhando de perto essa primeira semana e já solicitamos que algumas penalidades sejam revistas para que os motoristas não fiquem impossibilitados de trabalhar”, adiantou  Vanderlei.

O presidente do sindicato destaca que uma dificuldade é o fato de a Portonave permitir o acesso de apenas um caminhão por vez. “Isso gera fila na avenida Portuária de Navegantes. Já foi solicitado que seja alargada a entrada, permitindo a entrada de até dois caminhões por vez”, destaca Vanderlei.

Em nota, a Portonave informou que as regras já existiam, mas agora foram formalizadas em um documento enviado aos transportadores. As regras têm como objetivo garantir maior transparência e segurança no terminal. Sobre o pedido de ampliação da entrada ao terminal, a Portonave alegou que não recebeu nenhuma solicitação formal, mas disse que estará atenta ao assunto.

INFRAÇÕES E PENALIDADES

  • Leves (1 dia de suspensão): fumaça em excesso, vazamento de óleo, estacionar sem agendamento, não usar EPIs.
  • Moderadas (7 dias de suspensão): forçar acesso pela faixa errada, causar acidente com danos materiais, exceder velocidade de 30 a 50 km/h, sair do veículo em área não permitida.
  • Graves (15 dias de suspensão): dirigir acima de 50 km/h, fazer vídeos dentro do terminal, uso de celular ao dirigir, ultrapassagens proibidas.
  • Gravíssimas (30 dias de suspensão): transitar acima de 60 km/h, agressão, atos racistas, uso de entorpecentes ou bebidas alcoólicas, tombamento de carga.
  • Jurídicas (sem penalidade definida): acidentes com lesão permanente, reincidência em velocidade acima de 60 km/h e tráfico de drogas.

CONFIRA A LISTA COMPLETA DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES

Infrações Leves (Suspensão: 1 dia)

  • Grau de enegrecimento da fumaça acima do padrão.
  • Vazamento de óleo.
  • Abastecimento de combustível sem acompanhamento.
  • Deixar de dar passagem ou preferência a equipamento portuário.
  • Estacionar sem agendamento ou antes do horário.
  • Pino/locker destravado.
  • Desatrelar carreta.
  • Desrespeitar regras de boa conduta e comportamento (desinteligência).
  • Não utilizar Equipamento de Proteção Individual (EPI) onde obrigatório.
  • Trafegar com lanternas e/ou luzes apagadas à noite.
  • Estacionar sobre faixa de pedestres ou calçada.
  • Não dar sinal regulamentar ao mudar de direção.
  • Não guardar distância regulamentar de outros veículos no acesso ao terminal.

Infrações Moderadas (Suspensão: 7 dias)

  • Pane seca.
  • Transitar com a porta aberta.
  • Falta ou defeito em equipamento obrigatório ou de segurança.
  • Desengatar carreta do cavalo mecânico durante movimentação.
  •  Forçar o acesso ao terminal utilizando faixa não permitida ou rotatória, desrespeitando a fila.
  • Causar acidente de trânsito com danos materiais.
  •  Deixar de dar passagem ou preferência a veículo em situação de emergência.
  • Fumar em local não permitido.
  • Acessar áreas não autorizadas (ex.: Áreas P, M ou A).
  • Exceder a velocidade permitida (30 a 50 km/h).
  • Menor desacompanhado em áreas operacionais (abaixo de 12 anos).
  • Desrespeitar normas de boa conduta com ameaça à integridade física.
  • Acessar áreas restritas ou pilhas, infringindo normas de segurança patrimonial.
  • Formar fila em gates fechados sem autorização.
  • Realizar necessidades fisiológicas em local inadequado.
  • Sair do veículo em áreas não permitidas.
  • Depositar ou abandonar objetos ou substâncias na via.

Infrações Graves (Suspensão: 15 dias)

  • Registro de fotos e vídeos.
  • Excesso de velocidade identificado pelo radar (entre 50 km/h e 60 km/h).
  • Deixar de comunicar acidente provocado.
  • Dano ao patrimônio.
  • Direção perigosa.
  • Não usar cinto de segurança.
  • Dirigir usando telefone celular ou fone de ouvido.
  • Transitar sem placas dianteira e/ou traseira ou fora do padrão do CONTRAN.
  • Transpor bloqueio ou sinalização de impedimento.
  • Ultrapassar em vias de mão dupla ou curvas.
  • Ultrapassar em local proibido.
  • Fazer conversão proibida.
  • Trafegar na contramão de direção.

Infrações Gravíssimas (Suspensão: 30 dias)

FONTE: Diarinho Net
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De olho no G20 e no corte de gastos, dólar fecha em queda

O dólar fechou em queda de 0,74% nesta segunda-feira (18/11), cotado a R$ 5,74.

Com uma agenda esvaziada de indicadores nesta semana, a moeda desvalorizou ao longo do dia, conforme investidores acompanhavam o início das reuniões do G20 no Rio de Janeiro, que reúne os líderes das principais economias do mundo. O mercado segue, ainda, na expectativa pelo anúncio do pacote de medidas de cortes de gastos públicos, prometido pelo governo.

Com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltados para os encontros do G20, a estimativa é que o anúncio fique apenas para depois. Com o resultado de hoje, a moeda americana acumula um recuo de 0,6% no mês e um ganho de 18,43% no ano.

A espera pelo pacote de cortes já dura três semanas. Nesse domingo (17), Haddad afirmou que o pacote de corte de gastos está “está fechado” e será divulgado em breve. “Nós vamos anunciar brevemente, porque está faltando a resposta do Ministério da Defesa”, afirmou.

Por volta das 17h, o Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, registrava alta de 0,08%, aos 127.891 pontos.

FONTE: Metrópoles
De olho no G20 e no corte de gastos, dólar fecha em queda | Metrópoles

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Mercosul e Emirados Árabes Unidos avançam em acordo de livre comércio

O Mercosul e os Emirados Árabes Unidos (EAU) estão cada vez mais próximos de um acordo de comércio livre; que promete abrir novas oportunidades para os produtos agroindustriais do bloco sul-americano.

A relação comercial cresceu significativamente em 2024, impulsionada pela recuperação agrícola da Argentina e pelo interesse dos EAU em garantir a sua segurança alimentar. O acordo poderá ser assinado durante a próxima cúpula do G20 no Rio de Janeiro; e representaria um marco na estratégia do Mercosul para expandir seus mercados além da América Latina.

As negociações, na sua terceira rodada, realizada em outubro em Montevidéu, abordaram aspectos-chave como acesso a mercados, regras de origem, padrões sanitários e técnicos; além de outras questões cruciais para facilitar o comércio. O acordo beneficiaria setores estratégicos da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai; redução de tarifas e simplificação de procedimentos para exportar para um mercado de alto poder aquisitivo. Os produtos agroindustriais, como milho, farelo de soja e carne, seriam os grandes vencedores; enquanto o mercado Halal abre uma oportunidade adicional para produtos certificados.

Os EAU, um centro global de reexportação e logística, oferecem uma vantagem estratégica ao Mercosul, permitindo que os seus produtos circulem facilmente no Médio Oriente e na Ásia. A redução dos custos logísticos e dos tempos de transporte aumentaria a competitividade das exportações sul-americanas.

FONTE: Todo Logistica News
Mercosur y Emiratos Árabes Unidos avanzan en acuerdo de libre comercio – TodoLOGISTICA NEWS

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Xi Jinping inaugura porto no Peru e marca nova fase de influência da China na América Latina

Localizado a 80 quilômetros da capital, Lima, o porto será administrado pela Cosco, uma das maiores empresas de logística do mundo; empreendimento que promete atrair investimentos superiores a US$ 3 bilhões

O presidente da China, Xi Jinping, estará no Peru nesta quinta-feira (14) para a inauguração do porto de Chancay, um empreendimento que promete atrair investimentos superiores a US$ 3 bilhões. Localizado a 80 quilômetros da capital, Lima, o porto será administrado pela Cosco, uma das maiores empresas de logística do mundo, que já havia investido US$ 1,3 bilhão no projeto em 2019. A operação da primeira fase está prevista para começar ainda este mês. Este novo porto simboliza o fortalecimento das relações entre a China e a América Latina, com a presença chinesa se expandindo para além do setor de mineração, incluindo também áreas como tecnologia de vigilância. A presidente peruana, Dina Boluarte, considera o projeto uma oportunidade significativa, prevendo a criação de até 8.000 empregos e um impacto econômico de US$ 4,5 bilhões anualmente.

De acordo com especialistas chineses, a nova rota marítima proporcionará uma redução nos custos e diminuirá o tempo de navegação em aproximadamente 20 dias, o que torna o Peru um local atrativo para investimentos de empresas chinesas. Contudo, a aquisição do porto por parte da China gerou polêmica no país, levando a discussões sobre possíveis mudanças nos termos do acordo de investimento. O porto de Chancay se integrará a uma extensa rede de mais de 40 portos que fazem parte da Iniciativa Cinturão e Rota, um ambicioso projeto de infraestrutura lançado por Xi Jinping em 2013. Durante a visita, espera-se que Xi e Boluarte formalizem um acordo de livre comércio ampliado, reforçando a posição da China como o principal parceiro comercial do Peru na última década.

FONTE: Jovem Pan
Xi Jinping inaugura porto no Peru e marca nova fase de influência da China na América Latina | Jovem Pan

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Pequenas fábricas de São Paulo viram exportadoras com ajuda de autarquia

Letícia Feddersen sugeriu a ideia a vários clientes quando trabalhava com empresas de comércio exterior. Estrangeiros têm enorme curiosidade em conhecer sabores de frutas da Amazônia. Para eles, é algo exótico. Por que não explorar isso?

Ninguém lhe deu ouvidos.
“Cheguei à conclusão que nós deveríamos fazer alguma coisa”, diz.

Com o marido, Peter, que tinha mais de duas décadas de carreira bancária, mas era interessado em cozinha, ela abriu em 2017 a Soul Brasil Cuisine, com vocação exportadora. De uma fábrica na Barra Funda, zona oeste da capital, saem geleias, molhos de pimenta e molhos para saladas misturando sementes e frutas que podem ser desconhecidos até para parte dos brasileiros.

Como o cumaru, por exemplo, usado como complemento ou substituto da baunilha.

Peter e Letícia Feddersen são donos da Soul Brasil Cuisine, que fabrica geleias, molhos de pimenta e para saladas Rafaela Araújo Folhapress Um homem e uma mulher estão sorrindo em frente a uma mesa cheia de frascos de molhos e condimentos da marca Soul Brasil. O homem está usando uma camiseta branca com a inscrição ‘SOUL BRASIL’ em letras grandes e pretas, enquanto a mulher está vestindo uma camiseta branca e um colete escuro. O fundo da imagem é amarelo. A empresa prepara a primeira remessa para os Estados Unidos, mercado que pretende começar a explorar com a ajuda de dois sócios americanos.

A Soul Brasil é uma das 300 empresas que são ou já foram apoiadas pela SP Negócios. A autarquia da Prefeitura de São Paulo incentiva pequenos empreendedores da cidade a mirar vendas em outros países.

Nos primeiros nove meses de 2024, as exportações de empresas apoiadas pela instituição chegaram a US$ 4,1 bilhões (R$ 23,5 bilhões). O aumento foi de 11% em relação ao mesmo período de 2023 (US$ 3,7 bilhões ou R$ 21,2 bilhões pela cotação atual). Os dados são da plataforma Comex Stat, do governo federal.

“Muitas vezes o pequeno empresário não acredita, tem receio ou acha que o comércio exterior é um bicho de sete cabeças. Não é. Em agosto deste ano, reunimos 37 empresas de pequeno porte para missões empresariais no Paraguai e Chile. Fizemos uma preparação, explicamos questões tributárias, aduaneiras e a cultura do empresário local. Eles foram percebendo que não é tão difícil”, diz João Manuel Scudeler, diretor-presidente da SP Negócios.

As duas missões resultaram em contratos de exportação que podem chegar a US$ 5,37 milhões (R$ 30,8 milhões) nos próximos 12 meses.

“Enviamos nosso chocolate branco com doce de leite para o México porque é um sabor extremamente popular lá”, diz Samyra Maida, gerente de marketing do chocolate Luckau. A marca fabrica os produtos no Jardim Anália Franco, na zona leste de São Paulo.

A exportação inicial foi de R$ 500 mil para uma parceira mexicana que é especializada em cremes. Foram 250 mil barras de 20 gramas cada.

“Esse primeiro momento é para entrar no mercado. Devemos mandar mais um contêiner, mas estamos em negociação porque eles [o parceiro] pediram alguns ajustes. Questão de gramatura e mudança de embalagem”, completa.

Em operação desde 2019, a Luckau surgiu com a ideia de ser uma marca de chocolates saudáveis, sem adições de açúcar. Com o tempo, deixou de importar chocolate belga e passou a ser produtora com receita própria, do recheio ao chocolate.

“Ano passado, passamos por um reposicionamento da marca. Fomos além de ser ser zero açúcar, zero glúten, e zero lactose. A gente tem sabores de chocolate com polpa de maracujá desidratado e branco com doce de leite. Em junho deste ano, lançamos um chocolate sem maltitol”, lembra Samyra, se referindo a um adoçante artificial popular.

As duas empresas afirmam que a SP Negócios explicou todo o processo de exportar, incluindo a legislação, a necessidade de parceiros e as características do mercado que será explorado. Peter Feddersen afirma que, sem a ajuda da autarquia, sequer conseguiria abrir a fábrica na Barra Funda. Pela lei de zoneamento da prefeitura, molho de pimenta só poderia ser produzido em áreas periféricas da cidade.

“Eles nos pegaram pelo braço e nos levaram para falar com as pessoas certas e resolver isso”, explica Peter, falando sobre a autorização que a Soul Brasil recebeu para fabricar o produto.

A companhia fez parcerias com chefes de cozinha e acordos com empresas maiores. Fabrica o molho de pimenta vendido pela Swift, por exemplo.

O casal Feddersen colocou o pé na estrada e foi ao interior do Amazonas em busca de parceiros para comprar açaí sem intermediários. A maioria não deu nenhuma atenção aos dois, até que encontraram um produtor que aceitou fechar negócio.

Com a ajuda de ONGs, começaram a levar para São Paulo sementes como cumaru e frutas como cupuaçu. Conseguiram autorização para usar o nome da tribo Baniwa, que fica em territórios fronteiriços com Colômbia e Venezuela. A Soul Brazil paga royalties ao povo indígena.

O primeiro país a receber os produtos da companhia foi a Alemanha, em um movimento que para eles foi como um teste porque já tinham contato no país. O plano é, depois de se estabelecer nos Estados Unidos, voltar a mirar o mercado europeu.

“Você precisa de gente que entende como é o país, a cultura local e a melhor maneira de vender o produto. Não tem jeito”, constata Peter Freddersen.

A expectativa deles e da SP Negócios é seguir a retomada de expansão iniciada em 2021, no pós-pandemia da Covid-19. Em 2022, as exportações passaram de US$ 4 bilhões para US$ 4,4 bilhões. No ano seguinte, chegaram a US$ 5,1 bilhões.

“O resultado é ainda mais significativo quando se considera que a economia da cidade de São Paulo é fortemente baseada no setor de serviços. E bancos, seguros, tecnologia da informação, consultoria, comércio atacadista e varejista são sempre setores que importam mais do que exportam”, conclui João Manuel Scudeler.

Fonte: Folha Uol
Fábricas de SP viram exportadoras com ajuda de autarquia – 18/11/2024 – Mercado – Folha

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França se mobiliza contra acordo UE-Mercosul

Líderes de todo o espectro político francês e do setor agropecuário se mobilizam com unanimidade contra a assinatura de um acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, em nome da defesa da agricultura e do meio ambiente.

A Comissão Europeia, órgão executivo da UE, parece decidida a assinar ainda neste ano um acordo de livre-comércio com o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia), contra a posição da França, que rejeita o acordo nos termos atualmente propostos, o que o premier Michel Barnier reiterou hoje, em Bruxelas.

“Recomendo que a posição de um país como a França não seja ignorada”, disse o primeiro-ministro francês, após se se reunir com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Mais de 600 parlamentares franceses, entre deputados, senadores e eurodeputados, escreveram ontem a Ursula para manifestar sua oposição ao tratado.

Para bloquear a decisão, a França precisa de pelo menos quatro dos 27 países da UE no Conselho, instância que reúne os governos do bloco. Alemanha e Espanha pressionam por um avanço no acordo, enquanto Polônia e Áustria expressaram oposição, segundo fontes diplomáticas em Bruxelas.

– Objetivo –
Menos de um ano após uma mobilização histórica dos agricultores na França, com bloqueios de estradas, os sindicatos do setor convocam novas manifestações.

Os agricultores, que seguem denunciando a burocracia e a renda baixa, estão furiosos com as colheitas ruins, as perdas relacionadas a doenças em animais e a perspectiva de assinatura do acordo com o Mercosul.

A principal aliança sindical agrícola, formada pela FNSEA e os Jovens Agricultores (JA), lançou hoje um chamado para uma mobilização nacional de agricultores a partir de 18 de novembro. Eles querem, sobretudo, “fazer a voz da França ser ouvida” durante o “G20 no Brasil”, em um momento em que, com sua oposição a este acordo, o país está relativamente isolado na cena europeia.

“A Europa não deve se tornar um escorredor e não pode importar produtos que não respeitam nenhuma de nossas normas”, declarou Arnaud Rousseau, presidente da FNSEA, à rádio France Inter, antes de uma coletiva de imprensa na qual detalhou as ações previstas. “Nosso objetivo não são as rodovias”, especificou, acrescentando que, tampouco, é “parar” ou “matar de fome” a França.

Os principais sindicatos rejeitam o acordo com o Mercosul, sob o argumento de que os franceses encontrariam em seus pratos mais produtos que dizem não querer: cultivados com pesticidas proibidos na UE e criados com antibióticos que promovem o crescimento.

Os demais sindicatos conduzem suas próprias ações, sem se alinhar totalmente à agenda da FNSEA/JA.

A Coordenação Rural, o segundo maior sindicato representativo, promete “uma revolta agrícola” a partir de 19 de novembro, com um “bloqueio do transporte de alimentos”. Já o sindicato minoritário Confederação Camponesa participou hoje de manifestações contra o Mercosul, em Bruxelas, Paris e no sul da França.

FONTE: Notícias UOL
França em pé de guerra contra o acordo UE-Mercosul

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Exportações mineiras têm maior crescimento do país e somam US$ 35,2 bilhões até outubro

Avanço nos embarques foi de US$ 1,8 bilhão no acumulado do ano em relação a igual período de 2023

Entre janeiro e outubro de 2024, as exportações mineiras somaram US$ 35,2 bilhões, com um aumento de 5,5% em comparação aos dez primeiros meses do ano passado. O saldo da balança comercial do estado fechou superavitário em US$ 21 bilhões, um avanço de 4% ante o mesmo período de 2023, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/Mdic).
No ano até agora, Minas Gerais foi o estado com o maior aumento em suas exportações em valores absolutos, com um crescimento de US$ 1,8 bilhão em relação ao mesmo período do ano anterior. Considerando todo o fluxo comercial, isto é, a soma das operações de importação e exportação, Minas Gerais contabilizou US$ 49,3 bilhões nos dez primeiros meses de 2024. Na comparação entre outubro de 2024 e igual mês do ano passado, o estado também melhorou o seu desempenho, sendo o segundo maior exportador do país, responsável por 12% dos embarques brasileiros, atrás apenas de São Paulo (21,9%).

O avanço crescente é respaldado pelo trabalho que vem sendo realizado pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), ao estabelecer e consolidar parcerias para a promoção internacional de produtos mineiros em diversas embaixadas e consulados brasileiros no exterior. Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio, em missão internacional, a visão de mercado do Governo de Minas é fundamental para fortalecer os negócios das empresas com outros países.

“Praticamente, hoje não há país no mundo que não tenha pelo menos um produto mineiro circulando em seu mercado, desde a indústria da transformação até a alimentícia. Isso acontece porque o Governo de Minas faz primeiro seu dever de casa, permitindo que o empreendedorismo cresça com liberdade aqui, e assim nossas empresas partem mais competitivas para outros mercados”, explica o secretário.

Principais destinos

Entre janeiro e outubro deste ano, as exportações mineiras alcançaram 190 mercados externos, em que os principais países compradores foram: China (38,6%), Estados Unidos (10,3%), Alemanha (3,7%), Argentina (3,5%) e Países Baixos (3,3%).
Além disso, no mesmo período, o estado aumentou seus envios para os parceiros estratégicos, em comparação com o mesmo período de 2023.
Nos dez primeiros meses de 2024, os principais produtos exportados foram: minério de ferro (30,9%), café (17,5%), soja (8,3%), açúcares (5,5%) e ferroligas (5,3%). Minas se manteve como o principal estado exportador de minério de ferro – produto que gerou US$ 10,8 bilhões para a economia mineira –, café (US$ 6,1 bilhões) e ferroligas (US$ 1,8 bilhão).

Importações

De janeiro até outubro, as compras internacionais mineiras somaram US$ 14,1 bilhões, um aumento de 7,8% em comparação com o mesmo período de 2023. Ao todo, Minas representa 6,4% das importações nacionais.

No acumulado do ano, o estado comprou produtos de 153 países. A China se mantém como principal parceira comercial, com participação de 26,2% nas importações mineiras, acompanhada dos Estados Unidos (11,8%), Argentina (9%), Alemanha (5,2%) e Itália (4,9%).

FONTE: Hoje em Dia
Exportações mineiras têm maior crescimento do país e somam US$ 35,2 bilhões até outubro

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Abertura de mercado na Índia para exportação de derivados de ossos para produção de gelatina

O governo brasileiro recebeu, com satisfação, o anúncio, pelo governo da Índia, da aprovação sanitária para a exportação de derivados de ossos destinados à produção de gelatina (“bone chips”).

A abertura foi celebrada em ato de assinatura do Certificado Zoosanitário Internacional (CZI). Desde 2023, outros cinco produtos brasileiros ganharam acesso ao mercado indiano: açaí em pó, suco de açaí, pescado de cultivo (aquacultura), pescado de captura (pesca extrativa) e frutos de abacate.

A Índia é o 14º maior destino dos produtos agropecuários brasileiros, com exportações de US$ 2,03 bilhões nos primeiros nove meses deste ano. Açúcar e óleo de soja foram os principais produtos comercializados.

Com o anúncio, o Brasil alcança a 196ª abertura de mercado neste ano, totalizando 274 em 61 países desde o início de 2023.

A abertura desse novo mercado é resultado de uma ação coordenada entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com a participação da adidância agrícola e da embaixada brasileira na Índia, e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

FONTE: Datamar News
Abertura de mercado na Índia para exportação de derivados de ossos para produção de gelatina – DatamarNews

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Embarcar soja à China custa mais no Brasil

De acordo com levantamento da Anec, custo do frete para exportar a oleaginosa ao mercado chinês é maior do que na Argentina e nos EUA

O Brasil gasta muito mais para mandar soja à China do que Estados Unidos e Argentina, seus concorrentes. Segundo levantamento da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), com dados referentes a março deste ano, a soja de Sorriso (MT) chegaria à China com um custo de frete de US$ 124 a tonelada se o exportador usasse caminhões nos 2 mil quilômetros entre a cidade mato-grossense e o Porto de Santos.

Se a opção fosse por caminhão e trem, o frete custaria US$ 111 a tonelada. O exportador que conseguisse levar o grão por meio de barcaças e caminhão gastaria US$ 103 por tonelada com frete. Para efeito de comparação, com o mesmo modal, o envio de soja de Illinois, nos EUA, à China custaria US$ 75,50 em março deste ano.

Já os argentinos que usassem caminhão saindo de Córdoba, passando pelo porto de Rosário, teriam um custo de US$ 94 a tonelada. O transporte por meio de trem custaria US$ 79 a tonelada.

“Nos EUA, a distância percorrida pela produção até os portos é metade da brasileira. E lá a conservação de rodovias reduz consideravelmente o custo de manutenção dos veículos. A concentração de ferrovias e hidrovias é outra questão que reduz muito o custo do frete”, diz Sérgio Mendes, diretor-executivo da Anec.

Thiago Péra, coordenador da EsalqLog, acrescenta que apenas 16% das movimentações de carga agrícolas nos EUA ocorreram por caminhões no último ano, enquanto o transporte hidroviário foi o principal, com 53%, e o ferroviário ficou com 31%. No Brasil, a situação é oposta: 54% rodoviário, 33% ferroviário e 12% hidroviário.

Mendes afirma também que a Argentina tem como prioridade esmagar a soja antes de exportar, e a produção fica próxima das processadoras que, por sua vez, ficam em um raio de 250 Km dos portos.

Outro fator que influencia os custos é a sazonalidade, considerando o déficit de armazenagem no Brasil. “Isso gera mais demanda por frete rodoviário nos picos de colheita de soja e milho e eleva os preços dos fretes”, diz Mendes.

Nos EUA, a capacidade de armazenagem é de 131% da produção total de grãos, enquanto no Brasil, a Anec calcula que esteja em 60% do volume colhido a cada safra.

Em uníssono, os executivos e pesquisadores dizem que a competitividade do Brasil vai melhorar com a combinação de segurança jurídica para atrair capital privado para investir e programas de Estado mais robustos para infraestrutura. A burocracia para obtenção de licenças para construção de ferrovias e outras estradas também é reclamação geral.

FONTE: Globo Rural
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