Economia

Rede dos Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa (BCPLP) é criada para fortalecer cooperação financeira internacional

Durante as Reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Grupo Banco Mundial, representantes de diversos bancos centrais oficializaram a criação da Rede dos Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa (BCPLP). A iniciativa reúne instituições de Angola, Brasil, Cabo Verde, Estados da África Ocidental (Guiné-Bissau), Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

O objetivo é ampliar a cooperação econômica e financeira internacional entre países que compartilham a língua portuguesa, fortalecendo a articulação técnica e institucional entre os membros.

Cooperação estratégica entre bancos centrais lusófonos

A criação da rede representa um passo importante na consolidação de um espaço permanente de diálogo entre os bancos centrais dos países lusófonos. A proposta busca estruturar e dar continuidade às ações conjuntas já existentes, ampliando o intercâmbio de informações e experiências.

Segundo os participantes, a iniciativa reforça a capacidade de atuação conjunta e contribui para o alinhamento de posições em fóruns internacionais e multilaterais.

Presidência rotativa e agenda de temas econômicos

A BCPLP funcionará com uma presidência rotativa anual, permitindo que cada banco central conduza a agenda de discussões com foco em temas prioritários de sua realidade econômica.

Entre os objetivos está o aprofundamento de debates sobre política monetária, estabilidade financeira e desenvolvimento econômico.

A primeira reunião oficial da rede está prevista para novembro de 2026, em Luanda. Já a primeira presidência será exercida pelo Banco de Portugal em 2027.

Grupos técnicos e troca de experiências

Além dos encontros de alto nível, a estrutura da rede prevê a criação de grupos de trabalho técnicos voltados à análise de temas específicos da agenda econômica.

A proposta é estimular a troca de boas práticas entre bancos centrais, promovendo maior integração institucional e cooperação operacional entre os países participantes.

Também será instituído um comitê de política econômica, responsável por discutir desafios comuns às economias lusófonas e propor encaminhamentos conjuntos.

Integração reforça relevância da lusofonia

Com a criação da rede, os bancos centrais reforçam o compromisso com a cooperação estratégica e com o fortalecimento da presença dos países de língua portuguesa no cenário financeiro global.

A iniciativa busca ampliar a relevância da lusofonia em debates econômicos internacionais, promovendo maior articulação entre as economias envolvidas.

FONTE: Banco Central do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/BCB

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Economia

Argentina endurece regras e dificulta retirada de dólares do país

O governo da Argentina anunciou um novo conjunto de medidas que torna mais rígidas as operações de envio de recursos ao exterior. As regras, divulgadas pelo Banco Central, têm como alvo principal mecanismos usados no mercado paralelo de câmbio, especialmente o chamado blue-chip swap, prática comum entre investidores para acessar dólares fora do sistema oficial.

Restrições ao câmbio paralelo

As novas diretrizes fazem parte de uma estratégia para conter a saída de divisas e reforçar as reservas internacionais da Argentina. O endurecimento das regras dificulta o uso do câmbio paralelo, frequentemente adotado por empresas e investidores para transferir moeda estrangeira para fora do país.

A medida também busca aliviar a pressão sobre o peso argentino e conter impactos inflacionários — fatores que influenciam diretamente a estabilidade econômica e a popularidade do governo de Javier Milei.

Governo tenta fortalecer reservas

No fim de 2025, o país já havia anunciado um programa de compra de moeda estrangeira para ampliar suas reservas, um dos principais desafios da política econômica atual. No mesmo dia em que as novas regras foram divulgadas, o Banco Central realizou sua maior aquisição de dólares em 2026, somando US$ 281 milhões.

A expectativa do governo é que, com o controle mais rígido sobre a saída de recursos, haja aumento no fluxo de entrada de capital estrangeiro, impulsionado por setores como energia e agronegócio.

Flexibilização do câmbio oficial

Enquanto o cerco ao mercado paralelo foi ampliado, houve flexibilização em operações pelo câmbio oficial. Entre as mudanças, destacam-se:

  • Fim do limite de saque de US$ 50 em cartões emitidos no país;
  • Ampliação do prazo para liquidação de receitas de exportação;
  • Eliminação da exigência de autorização prévia para pagamento de dívidas financeiras externas.

Essas medidas visam facilitar o ambiente de negócios e incentivar exportações, contribuindo para o ingresso de moeda estrangeira na economia argentina.

Expectativa de maior entrada de dólares

O governo projeta aumento no volume de divisas nas próximas semanas, sustentado por:

  • Crescimento do setor de energia;
  • Expansão das exportações agrícolas;
  • Entrada de investimento estrangeiro direto;
  • Emissões de dívida corporativa no exterior.

Reformas econômicas ganham respaldo

Relatório recente do Banco Mundial destacou a Argentina como uma exceção positiva na América Latina, apontando melhora nas expectativas econômicas e nas condições financeiras após a adoção de medidas de estabilização.

Desde 2023, a gestão de Javier Milei tem implementado uma agenda de reformas econômicas liberais com foco no controle da inflação e retomada do crescimento. Entre os principais indicadores:

  • Risco-país em queda: o EMBIG recuou de cerca de 2.200 pontos para menos de 600 em março de 2026;
  • Atração de investimentos: programas como o RIGI impulsionam setores estratégicos, incluindo energia, mineração de lítio e tecnologia;
  • Projeções de crescimento: estimativa acumulada de 12,2% entre 2024 e 2027.

Perspectivas para o PIB

O Banco Mundial projeta crescimento de 3,6% para a economia argentina em 2026, após expansão de 4,4% em 2025 e retração de 1,3% em 2024. Em comparação, o Brasil deve crescer 2,2% em 2025, após alta de 2,8% no ano anterior.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Rica Canepa/Bloomberg/Getty Images

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Economia

Dólar em queda: impacto nas reservas, inflação e taxa de juros no Brasil

A redução do valor do dólar frente ao real costuma trazer uma percepção imediata de alívio para consumidores e empresas. Produtos importados ficam mais acessíveis, viagens ao exterior se tornam mais baratas e há uma tendência de desaceleração da inflação. No entanto, no campo das contas públicas, esse movimento envolve efeitos mais amplos e, por vezes, contraditórios.

Enquanto a queda da moeda americana pode reduzir o valor contábil das reservas internacionais, ela também contribui para um ambiente favorável à diminuição da taxa Selic, com impactos positivos na economia.

Impactos diretos e indiretos do dólar mais baixo

A dinâmica do câmbio pode ser analisada sob duas perspectivas principais: a contábil e a econômica.

No aspecto contábil, a valorização do real reduz, em termos nominais, o valor das reservas internacionais — que são mantidas em moeda estrangeira. Ou seja, quando convertidas para reais, essas reservas aparentam encolher. Por outro lado, a parcela da dívida externa atrelada ao dólar também diminui, o que gera um efeito de compensação no balanço público.

Já no campo econômico, os efeitos são mais abrangentes. Um dólar mais barato reduz o custo de importações, contribuindo diretamente para o controle da inflação. Esse cenário abre espaço para decisões de política monetária mais flexíveis, especialmente no que diz respeito à redução dos juros.

Por que o Brasil mantém reservas em dólar?

Mesmo com oscilações no valor contábil, as reservas internacionais cumprem um papel estratégico. Elas funcionam como uma espécie de seguro contra crises externas, oferecendo liquidez e confiança aos investidores.

Esse “colchão” financeiro permite ao país operar com maior estabilidade em um regime de câmbio flutuante, além de reduzir riscos de ataques especulativos contra a moeda nacional.

No entanto, existe um custo associado à manutenção dessas reservas. Para acumulá-las, o Banco Central emite dívida interna, geralmente atrelada à taxa de juros doméstica. Como os juros pagos internamente costumam ser mais elevados do que o retorno obtido com ativos internacionais, manter esse volume de recursos pode gerar despesas relevantes.

Moeda forte como proteção contra inflação

A valorização do real também atua como um mecanismo de proteção contra pressões inflacionárias externas. Em um cenário global de alta de preços — especialmente de commodities como o petróleo —, um câmbio favorável ajuda a suavizar os impactos no mercado interno.

Na prática, isso significa que aumentos nos preços internacionais podem ser parcialmente compensados por um real mais forte, reduzindo o repasse ao consumidor final e ajudando a estabilizar índices de preços.

Além disso, o bom desempenho da moeda brasileira tem sido associado a fatores estruturais, como o avanço da balança comercial e o aumento no volume de exportações de bens e serviços.

Queda da Selic e alívio na dívida pública

O principal benefício de um dólar mais baixo está na sua influência sobre a inflação. Com preços mais controlados, o Banco Central ganha margem para reduzir a taxa Selic, o que tem impacto direto sobre a dívida pública.

Como grande parte da dívida brasileira é indexada aos juros básicos, qualquer redução na Selic gera economia significativa para o Tesouro Nacional. Esse efeito prático tende a superar eventuais perdas contábeis associadas à queda no valor das reservas.

Em resumo, embora a valorização do real possa trazer desafios pontuais no balanço das reservas, seus efeitos positivos sobre a inflação, os juros e a sustentabilidade da dívida pública são amplamente relevantes para a economia.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Infomoney

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Economia

Real valorizado frente ao dólar: entenda os fatores por trás da alta em 2026

A recente valorização do real frente ao dólar tem chamado a atenção do mercado financeiro. Mesmo em meio a um cenário global instável, a moeda brasileira tem se fortalecido e surpreendido analistas. A seguir, veja os principais fatores que explicam esse movimento.

Fluxo de capital externo favorece o Brasil

Um dos principais motores da valorização do real é a mudança no fluxo de investimentos globais. Parte do capital que antes estava concentrado nos Estados Unidos passou a buscar oportunidades em mercados emergentes, como o Brasil.

Esse movimento impulsiona ativos brasileiros e fortalece a moeda local, especialmente em um contexto de incertezas na economia norte-americana.

Alta do petróleo melhora cenário externo

A elevação dos preços do petróleo também contribui para esse cenário positivo. Como exportador da commodity, o Brasil se beneficia diretamente com a valorização do produto, o que melhora os termos de troca e aumenta a entrada de dólares no país.

Além disso, o aumento do superávit comercial reforça a percepção de solidez externa da economia brasileira.

Juros elevados impulsionam o carry trade

Outro fator relevante é o nível elevado da taxa de juros no Brasil. Com a taxa básica ainda em patamar alto, investidores estrangeiros são atraídos por operações de carry trade, que exploram a diferença entre os juros domésticos e internacionais.

Com retornos reais próximos de 10%, o Brasil se torna um destino atrativo para aplicações financeiras, aumentando a demanda pelo real.

Câmbio mais forte ajuda a conter a inflação

A valorização da moeda brasileira tem impacto direto no controle da inflação. Com o dólar mais baixo, há redução na pressão sobre preços de produtos importados e insumos industriais.

Esse efeito é particularmente importante em um momento de alta nos preços de combustíveis e alimentos, que pressionaram o IPCA recentemente. Em março, por exemplo, o índice registrou avanço de 0,88%, influenciado principalmente pelo aumento do diesel e da gasolina.

Expectativas de inflação e juros seguem em revisão

Apesar do alívio proporcionado pelo câmbio, as projeções de inflação para 2026 seguem elevadas, em torno de 5%, acima do teto da meta.

Esse cenário tem levado o mercado a revisar as expectativas para a taxa Selic. Antes projetada para encerrar o ano entre 12% e 12,5%, a estimativa atual indica um patamar mais alto, próximo de 13,5%.

Incertezas políticas também influenciam o câmbio

O ambiente político também exerce influência sobre a taxa de câmbio. A queda de popularidade do presidente Lula em pesquisas eleitorais tem sido interpretada por parte do mercado como um possível indicativo de mudanças na política fiscal a partir de 2027.

Essa percepção, ainda que incerta, pode impactar as expectativas dos investidores e o comportamento do dólar nos próximos anos.

Perspectivas para o dólar em 2026

Mesmo com o real mais forte no início do ano, a expectativa predominante entre analistas é de que o câmbio não se mantenha em torno de R$5 ao longo de todo o período.

Fatores como a proximidade das eleições e preocupações fiscais tendem a pressionar a moeda brasileira no segundo semestre. Projeções indicam o dólar em níveis mais altos até o fim do ano, ainda que abaixo de estimativas anteriores.

Cenário global segue como fator de risco

Por fim, o ambiente internacional continua sendo um elemento de atenção. Tensões geopolíticas e incertezas econômicas globais podem afetar moedas de países emergentes.

Ainda assim, a combinação de juros elevados, fluxo de capital estrangeiro e alta das commodities deve continuar sustentando o real no curto prazo.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor International

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Economia

Dólar perto de R$ 5: vale a pena comprar agora? Entenda o cenário e estratégias

O dólar hoje voltou a girar próximo de R$ 5, atingindo cerca de R$ 5,01 — nível que não era observado há mais de um ano. A recente valorização do real frente à moeda americana tem chamado a atenção de investidores e reacendido uma dúvida comum: este é o momento ideal para comprar dólares?

A resposta, segundo especialistas do mercado, não é simples — mas há consensos importantes sobre como agir.

Por que o real está se valorizando?

A atual força do real brasileiro é resultado de uma combinação de fatores globais e domésticos.

Nos últimos meses, investidores internacionais têm reduzido exposição aos Estados Unidos, diante de sinais de enfraquecimento do chamado “excepcionalismo americano”. Esse movimento favoreceu a entrada de capital em mercados emergentes, como o Brasil.

Entre os principais atrativos do país estão:

  • juros elevados
  • ações baratas na Bolsa brasileira
  • crescimento econômico consistente
  • inflação controlada e desemprego baixo

Além disso, o Brasil tem se beneficiado do aumento no preço do petróleo. Como exportador líquido da commodity, o país vê sua balança comercial fortalecida, o que contribui para a entrada de dólares e valorização da moeda local.

Impactos do cenário internacional no câmbio

O conflito no Oriente Médio trouxe volatilidade inicial, com o dólar se fortalecendo em busca de segurança. No entanto, com a elevação do petróleo e sinais de redução de tensões, o movimento se inverteu.

Esse cenário favoreceu moedas de países emergentes, incluindo o real, especialmente porque o Brasil ficou relativamente distante do epicentro geopolítico.

Outro ponto relevante é a resiliência das exportações brasileiras, mesmo diante de tarifas comerciais mais rígidas impostas pelos Estados Unidos — fator que também sustenta o câmbio.

Comprar dólar agora ou esperar?

Com o dólar a R$ 5, muitos investidores tentam prever o melhor momento de entrada. No entanto, especialistas alertam que tentar “acertar o timing” do câmbio costuma ser uma estratégia arriscada.

A recomendação mais recorrente é adotar a compra gradual de dólar, conhecida como estratégia de preço médio. Isso reduz o risco de comprar toda a moeda em um pico ou em um fundo momentâneo.

Para diferentes objetivos:

  • Viagens internacionais: comprar aos poucos até a data da viagem
  • Investimentos: manter exposição ao dólar no longo prazo como proteção

Dólar como proteção de patrimônio

A dolarização da carteira é vista como uma estratégia histórica de proteção. Desde o Plano Real, a moeda americana mantém tendência de valorização no longo prazo, apesar de quedas pontuais.

Por isso, especialistas reforçam:

  • O dólar deve ser encarado como diversificação, não especulação
  • Movimentos de curto prazo não alteram seu papel defensivo
  • A alocação deve seguir um planejamento pré-definido

Se a recente queda reduziu a fatia de ativos dolarizados na carteira, pode ser interessante recompor essa posição gradualmente.

O dólar pode cair abaixo de R$ 5?

A possibilidade existe. Alguns analistas apontam que a moeda pode atingir níveis próximos a R$ 4,80 em determinados momentos.

Por outro lado, há fatores que limitam uma queda mais prolongada:

  • desafios internos da economia brasileira
  • sensibilidade do câmbio ao cenário externo
  • volatilidade geopolítica

Além disso, um dólar mais baixo reduz a inflação, mas pode prejudicar exportadoras e empresas com receitas em moeda estrangeira.

Como começar a investir em dólar?

Investir em dólar vai além de comprar a moeda física. Existem diversas formas de acessar o mercado internacional:

  • fundos internacionais
  • ETFs no exterior
  • BDRs
  • ações globais

O primeiro passo é definir objetivos, perfil de risco e horizonte de investimento. A partir disso, é possível escolher os instrumentos mais adequados.

Especialistas destacam que o erro mais comum é usar o dólar como aposta de curto prazo, especialmente motivado por oscilações políticas ou cambiais.

Conclusão: estratégia é mais importante que o momento

O atual patamar do dólar baixo pode representar uma oportunidade, mas decisões devem ser baseadas em estratégia — não em tentativas de prever o mercado.

O consenso entre especialistas é claro: o dólar deve ser tratado como um instrumento de proteção e diversificação, com visão de longo prazo.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Luisa González

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Economia

Inflação nos EUA: índice de preços ao consumidor sobe 0,9% em março

O índice de preços ao consumidor dos EUA (CPI) registrou alta de 0,9% em março, na comparação com fevereiro, quando havia avançado 0,3%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Departamento do Trabalho e vieram dentro das expectativas do mercado.

Alta anual da inflação acelera

No acumulado de 12 meses, a inflação nos EUA atingiu 3,3% em março, acima dos 2,4% registrados no mês anterior. O resultado também ficou alinhado com as projeções de analistas.

Núcleo da inflação fica abaixo do esperado

O núcleo do CPI, que desconsidera itens mais voláteis como alimentos e energia, apresentou alta de 0,2% na comparação mensal, repetindo o desempenho de fevereiro, mas abaixo da estimativa de 0,3%.

Já no recorte anual, o núcleo da inflação americana subiu 2,6% em março, ligeiramente acima dos 2,5% do mês anterior, porém inferior à expectativa de 2,7%.

Energia impulsiona avanço do CPI

O principal destaque foi o aumento nos preços de energia, que subiram 10,9% em março frente ao mês anterior. O movimento foi puxado principalmente pela gasolina, cujo índice avançou 21,2%, respondendo por cerca de três quartos da alta do índice geral.

Em fevereiro, o grupo de energia havia registrado elevação de 0,6%.

Preços de alimentos ficam estáveis

Os preços de alimentos não apresentaram variação em março, após alta de 0,4% no mês anterior.

No acumulado de 12 meses até março:

  • Energia: alta de 12,5%
  • Alimentos: avanço de 2,7%

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: David Paul Morris/Bloomberg

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Economia

Dólar cai para R$ 5,17 com expectativa de trégua no Oriente Médio e Ibovespa dispara

A possibilidade de redução das tensões no Oriente Médio trouxe alívio aos mercados financeiros nesta terça-feira (31). Com o aumento do apetite global por risco, o dólar registrou queda frente ao real, enquanto a bolsa brasileira avançou de forma expressiva.

Dólar recua e atinge menor nível do mês

O dólar comercial fechou o dia cotado a R$ 5,179, com queda de 1,31%. Ao longo da sessão, a moeda norte-americana ampliou as perdas após declarações de autoridades dos Estados Unidos e do Irã sinalizarem abertura para negociações e possível encerramento do conflito.

Com o resultado, a cotação atingiu o menor patamar desde 11 de março. No acumulado mensal, a alta foi moderada, de 0,87%. Já no primeiro trimestre de 2026, o dólar acumula queda de 5,65%, colocando o real entre as moedas com melhor desempenho no período.

Ibovespa sobe com fluxo externo positivo

A bolsa de valores brasileira acompanhou o cenário internacional e fechou em forte alta. O Ibovespa avançou 2,71%, encerrando o dia aos 187.462 pontos, impulsionado principalmente pela recuperação das bolsas norte-americanas.

Apesar do resultado positivo na sessão, o índice registrou leve recuo de 0,70% em março. No entanto, o desempenho trimestral foi robusto, com valorização de 16,35% — o melhor resultado para o período desde 2020.

O ingresso de capital estrangeiro e a perspectiva de redução das tensões geopolíticas contribuíram para sustentar o movimento de alta, embora o mercado siga atento a possíveis novos desdobramentos.

Petróleo recua com expectativa de acordo

Os preços do petróleo também refletiram o cenário de possível trégua. O barril do tipo Brent para entrega em junho caiu cerca de 3%, sendo negociado a US$ 103,97.

A movimentação ocorreu após informações indicarem que o Irã estaria disposto a encerrar o conflito sob determinadas condições. Ainda assim, no acumulado de março, o petróleo registra valorização próxima de 40%, influenciado pelos riscos à oferta global.

As tensões no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial, seguem como fator de atenção para o mercado internacional.

Fonte: Agência Brasil

Texto: Redação

Imagem: Agência Brasil / Valtr Campanato

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Economia, Transporte

Subvenção ao diesel: governo deve anunciar decisão dos estados nesta terça (31)

O governo federal deve divulgar nesta terça-feira (31) a posição dos estados sobre a adesão a uma nova proposta de subvenção ao diesel. A medida busca conter os impactos da alta dos combustíveis e depende do aval das unidades federativas para entrar em vigor.

Proposta prevê divisão de custos entre União e estados

Apresentada na última semana durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), a proposta estabelece uma subvenção total de R$ 1,20 por litro de óleo diesel. Pelo modelo sugerido, o custo seria dividido igualmente entre a União e os estados, com R$ 0,60 arcados por cada parte.

A iniciativa surge após resistência à proposta anterior, que previa zerar o ICMS sobre a importação do combustível — medida rejeitada pela maioria dos estados.

Estados ainda avaliam adesão à subvenção

De acordo com o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), parte dos estados sinalizou apoio à nova proposta logo após sua apresentação. Outros, no entanto, solicitaram mais tempo para analisar o tema junto aos governadores. A expectativa do Ministério da Fazenda é consolidar essas decisões e anunciar oficialmente o cenário nesta terça-feira.

Caso não haja consenso entre todas as unidades federativas, a equipe econômica avalia seguir com a subvenção apenas nos estados que aceitarem aderir ao programa. Nesse cenário, a União subsidiaria sua parte exclusivamente para os participantes da estratégia.

A medida é considerada uma tentativa de amenizar os efeitos do cenário internacional, especialmente diante das tensões envolvendo o Irã, que influenciam diretamente os preços dos combustíveis.

São Paulo deve aderir à proposta

Entre os estados com maior peso econômico, São Paulo já sinalizou que deve integrar o programa. Segundo interlocutores do governo paulista, a adesão está praticamente definida, restando apenas a formalização por meio de medida provisória do governo federal.

Se confirmada, a expectativa é que uma nova MP seja publicada com os detalhes da subvenção e os critérios para participação dos estados.

Fonte: CNN Brasil

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN / Freepik

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Economia

PIB do Brasil deve crescer 1,6% em 2026, projeta Banco Central

O PIB do Brasil deve avançar 1,6% em 2026, conforme projeção mantida pelo Banco Central em relatório divulgado nesta quinta-feira (26). Apesar da estabilidade na estimativa, a autoridade monetária alerta para o aumento das incertezas, especialmente diante dos impactos do conflito no Oriente Médio sobre a economia global.

Cenário externo pressiona crescimento

De acordo com o relatório, a continuidade das tensões internacionais pode gerar um choque negativo de oferta, com efeitos diretos na inflação e no ritmo de crescimento econômico.

A interrupção de cadeias produtivas e dificuldades logísticas na região podem prolongar os impactos, elevando preços e reduzindo a atividade econômica tanto no Brasil quanto no exterior. Ainda assim, setores específicos, como o segmento petrolífero, podem se beneficiar do cenário.

Fatores que sustentam a projeção

A manutenção da previsão de crescimento está associada ao desempenho recente da economia e à expectativa de expansão moderada ao longo de 2026.

Segundo o Banco Central, o cenário considera:

  • política monetária restritiva (juros elevados);
  • baixo nível de ociosidade na economia;
  • desaceleração da economia global;
  • ausência do forte impulso da agropecuária observado em 2025.

No ano passado, o PIB brasileiro cresceu 2,3%, impulsionado principalmente pelo setor agropecuário.

Consumo e mercado de trabalho

Medidas recentes também entram no radar da projeção, como o aumento real do salário mínimo e mudanças no Imposto de Renda, que ampliam a renda disponível e ajudam a sustentar a demanda interna.

Além disso, o mercado de trabalho aquecido, com queda do desemprego e alta dos salários, contribui para manter o consumo das famílias.

Juros e política monetária

O relatório também detalha a atuação do Comitê de Política Monetária (Copom) na condução da taxa Selic, principal instrumento de controle da inflação.

Após uma sequência de altas entre 2024 e 2025, os juros foram mantidos em 15% ao ano por um período prolongado, sendo reduzidos recentemente para 14,75% ao ano. No entanto, o Banco Central não descarta interromper o ciclo de cortes caso o cenário externo pressione a inflação.

Inflação deve permanecer acima da meta

A projeção indica que a inflação no Brasil tende a subir até o fim de 2026, iniciando queda gradual posteriormente, mas ainda acima da meta oficial.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve encerrar o período em 3,6%, influenciado principalmente pela alta nos preços do petróleo.

A probabilidade de a inflação ultrapassar o teto da meta (4,5%) aumentou, passando de 23% para 30%, segundo o relatório.

Crédito cresce, mas em ritmo menor

A previsão para o crédito no Brasil foi revisada para cima, com expansão de 9% em 2026, impulsionada pelo crédito a pessoas físicas e empresas.

Mesmo com a alta, o ritmo indica desaceleração pelo segundo ano consecutivo, refletindo o impacto dos juros elevados e o alto nível de endividamento das famílias.

Contas externas e exportações

O déficit em transações correntes foi levemente reduzido, com expectativa de US$ 58 bilhões (2,2% do PIB) em 2026. A melhora está ligada ao desempenho das exportações, favorecidas pela alta nos preços internacionais, especialmente de combustíveis.

A entrada de investimentos estrangeiros diretos deve garantir o financiamento desse déficit, com previsão de US$ 70 bilhões.

Riscos seguem no radar

Apesar das projeções, o Banco Central destaca que o cenário permanece incerto. A redução do fluxo comercial em regiões estratégicas, como o Estreito de Ormuz, pode afetar o comércio global, cadeias produtivas e condições financeiras internacionais.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Economia

Choque do petróleo impacta economia global e eleva incertezas no mercado de energia

O recente choque do petróleo provocado por tensões no Oriente Médio deve ter efeitos duradouros na economia mundial. Embora os impactos mais agudos possam diminuir com o tempo, especialistas avaliam que a incerteza no mercado de energia tende a permanecer como um fator estrutural nos próximos anos.

Conflito amplia instabilidade global

Após mudanças recentes no comércio internacional, o cenário global enfrenta uma nova fase de instabilidade com os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã. Desta vez, o principal fator de preocupação está ligado ao custo da energia fóssil, que dificilmente retornará aos níveis anteriores mesmo após o fim do conflito.

Estreito de Ormuz no centro da crise

A interrupção no fluxo de petróleo e gás no Estreito de Ormuz — rota estratégica por onde circula cerca de um quarto do petróleo transportado por via marítima no mundo e quase 20% do gás natural liquefeito — provocou um dos maiores choques de oferta já registrados.

Relatório recente da Agência Internacional de Energia classificou o episódio como a maior ameaça à segurança energética global, superando crises históricas como as de 1973, 1979 e até mesmo os efeitos da guerra na Ucrânia em 2022.

Produção em queda e preços em alta

A produção de petróleo nos países do Golfo Pérsico caiu mais de 10 milhões de barris por dia, enquanto o transporte marítimo foi fortemente reduzido. Refinarias e unidades de processamento também sofreram danos, afetando principalmente derivados como diesel e querosene de aviação.

Como reflexo, o barril do petróleo tipo Brent saltou rapidamente de cerca de US$ 60 para mais de US$ 100, mantendo-se em patamares elevados. O mercado de derivados sinaliza pressão adicional sobre os preços.

Medidas emergenciais não resolvem dependência

Em resposta à crise, países coordenados liberaram cerca de 400 milhões de barris de reservas estratégicas. A ação ajudou a conter um cenário ainda mais crítico no curto prazo, mas não resolve a dependência global de combustíveis fósseis, concentrados em regiões geopoliticamente instáveis.

Impactos no Brasil: inflação e juros

No Brasil, os efeitos devem aparecer principalmente na inflação e na condução da política monetária. A expectativa de redução da taxa básica de juros pode ser revista para baixo diante da pressão inflacionária.

Especialistas apontam que o ambiente atual dificulta cortes mais agressivos na taxa Selic, já que o aumento dos custos de energia tende a se espalhar por diversos setores da economia.

Fertilizantes e agricultura sob pressão

Outro impacto relevante está no mercado de fertilizantes, essencial para o agronegócio brasileiro. Com a interrupção de exportações de grandes fornecedores, como a Rússia, o abastecimento global foi comprometido.

A expectativa é de preços elevados e possível escassez, o que pode afetar diretamente a próxima safra agrícola, elevando custos ou reduzindo a produção.

Recuperação será gradual

Mesmo com um eventual cessar-fogo, a normalização do mercado de energia deve ocorrer de forma lenta e desigual. O petróleo pode apresentar recuperação mais rápida, mas o gás natural pode levar até dois anos para estabilizar sua oferta global.

Novo cenário energético global

Analistas avaliam que o maior impacto da crise não será apenas o pico de preços no curto prazo, mas a consolidação de um ambiente mais arriscado. A incerteza energética tende a se tornar permanente, elevando o patamar mínimo dos preços.

Ainda que o barril não ultrapasse novamente os US$ 100, dificilmente retornará ao nível anterior de US$ 60. O sistema energético global deve sair da crise mais caro e mais instável, impulsionando a busca por alternativas, como a energia nuclear e fontes mais sustentáveis.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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