Economia

SPE mantém projeção de crescimento de 2,3% do PIB para 2026 apesar do conflito no Oriente Médio

A Secretaria de Política Econômica (SPE) manteve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2,3% para 2026, mesmo diante das incertezas geradas pelo conflito no Oriente Médio e pela recente alta do preço do petróleo no mercado internacional.

A estimativa faz parte da atualização da grade de parâmetros macroeconômicos divulgada em março, publicada pelo Ministério da Fazenda. O percentual permanece igual ao apresentado na atualização anterior, divulgada em fevereiro.

Alta do petróleo impulsiona atividade econômica

Segundo análise da SPE, o aumento nos preços internacionais do petróleo tende a gerar impacto positivo na economia brasileira, acrescentando cerca de 0,1 ponto percentual ao crescimento econômico projetado.

Isso ocorre porque o Brasil se consolidou como um dos principais produtores globais de petróleo, atualmente ocupando a posição de quinto maior produtor mundial e mantendo participação relevante no mercado internacional de exportação de petróleo.

No entanto, o efeito positivo da commodity foi compensado por uma redução no chamado carry-over da indústria para 2026 — indicador que mede o impacto estatístico da atividade econômica de um ano sobre o seguinte. O ajuste ocorreu após a divulgação do resultado do PIB de 2025.

Com o equilíbrio desses fatores, a projeção oficial de crescimento permaneceu em 2,3% para 2026.

Cenários simulados indicam resiliência da economia

De acordo com o secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, as perspectivas macroeconômicas continuam positivas, mesmo diante do cenário internacional mais turbulento.

Segundo ele, os modelos simulados pela equipe econômica indicam que a valorização do petróleo pode favorecer atividade econômica, balança comercial e arrecadação pública.

O impacto inflacionário mais significativo ocorreria apenas em um cenário extremo, caracterizado como “choque disruptivo”, no qual o conflito geopolítico persistiria e levaria o preço do petróleo acima de US$ 100 por barril do Brent em média anual.

Brasil ganha vantagem por ser exportador líquido de petróleo

Outro fator destacado pela equipe econômica é a mudança estrutural da posição do Brasil no mercado energético global. Desde 2016, o país passou a registrar superávit na balança comercial de petróleo e combustíveis, consolidando-se como exportador líquido da commodity.

De acordo com Guilherme Mello, essa condição diferencia o Brasil de economias que dependem fortemente da importação de petróleo.

Países importadores tendem a sofrer impactos mais severos em indicadores como inflação, balança comercial e crescimento econômico quando os preços da energia sobem. Já nações exportadoras, como o Brasil, conseguem compensar parte desses efeitos com maior receita de exportações, royalties do petróleo e arrecadação de tributos.

Ainda assim, o secretário reconhece que a alta da commodity também gera pressão inflacionária doméstica, embora com maior capacidade de mitigação por parte da política econômica.

Panorama macroeconômico atualizado

Além das projeções de crescimento, a SPE também divulgou o Panorama Macroeconômico de março de 2026, relatório que reúne indicadores atualizados sobre a conjuntura econômica brasileira.

O documento consolida dados provenientes de diversas bases públicas e serve como referência para análise das tendências de atividade econômica, inflação, comércio exterior e mercado de energia.

FONTE: Ministério da Fazenda
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Economia

Governo anuncia medidas para conter impacto da alta do petróleo na economia brasileira

O Governo Federal do Brasil anunciou um pacote emergencial para reduzir os impactos da alta do petróleo sobre a economia brasileira, diante do cenário de instabilidade geopolítica no Oriente Médio e da pressão nos mercados globais de energia.

As ações foram formalizadas por meio de uma Medida Provisória e três decretos presidenciais, com o objetivo de conter os efeitos da valorização do petróleo sobre combustíveis, transporte e cadeias produtivas no país. As medidas têm caráter temporário e anticíclico, buscando amortecer um choque externo que afeta diretamente custos de energia e logística.

Segundo o Ministério da Fazenda, o pacote pode mobilizar até R$ 10 bilhões em subsídios ao diesel, além de uma desoneração tributária estimada em R$ 6,7 bilhões nos primeiros quatro meses de vigência.

Subvenção ao diesel para proteger transporte e logística

Uma das principais iniciativas prevê a concessão de subvenção econômica ao óleo diesel de uso rodoviário, destinada a produtores e importadores do combustível no mercado nacional.

O objetivo é reduzir o impacto imediato da alta do petróleo sobre o preço do diesel, combustível essencial para o transporte de cargas e passageiros e para o funcionamento de diversas cadeias produtivas brasileiras.

A política estabelece um limite de até R$ 10 bilhões em recursos públicos para financiar o mecanismo de compensação. O valor efetivamente utilizado dependerá do volume comercializado e da intensidade do aumento dos preços internacionais.

Redução temporária de PIS e Cofins sobre o diesel

O pacote também inclui a redução temporária das alíquotas de PIS/Pasep e Cofins incidentes sobre o diesel, medida voltada a diminuir o custo do combustível no mercado interno.

Como a desoneração terá duração inicial de quatro meses, a estimativa do governo é de uma queda de arrecadação de aproximadamente R$ 6,7 bilhões no período.

A iniciativa busca evitar que oscilações bruscas no preço internacional do petróleo sejam repassadas de forma imediata para o transporte rodoviário e para a logística nacional.

Imposto de exportação sobre petróleo bruto

Outra medida anunciada prevê a criação de uma alíquota de 12% de imposto de exportação sobre o petróleo bruto. A cobrança terá caráter temporário e inclui um mecanismo de redução automática para zero caso o preço internacional do petróleo volte a níveis mais baixos.

A arrecadação potencial pode chegar a cerca de R$ 15,6 bilhões em quatro meses, dependendo do volume exportado e das condições de mercado.

Segundo o governo, a medida busca reduzir distorções provocadas pela valorização do petróleo, evitando ganhos extraordinários ao longo da cadeia produtiva e incentivando maior direcionamento da produção para o refino e abastecimento doméstico.

Sem controle de preços, mas com reforço da fiscalização

Apesar das medidas, o governo enfatizou que não haverá controle direto de preços dos combustíveis. A formação de valores continuará sendo definida pelo mercado.

No entanto, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) deverá intensificar a fiscalização e estabelecer critérios para identificar possíveis práticas abusivas, como retenção injustificada de estoques ou reajustes incompatíveis com a evolução dos custos.

Resposta econômica ao choque global de energia

A valorização do petróleo aumenta as receitas das exportações brasileiras de óleo bruto, mas também pressiona os custos internos ligados a combustíveis, transporte e produção industrial.

Nesse contexto, o pacote de medidas busca reduzir a transmissão imediata do choque internacional de energia para a economia doméstica, preservando o funcionamento das cadeias produtivas e o abastecimento de combustíveis no país.

A estratégia integra o esforço do governo para reforçar a resiliência da economia brasileira diante de períodos de turbulência nos mercados globais.

FONTE: Ministério da Fazenda
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Fazenda

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Economia

Dólar cai 0,15% e fecha em R$ 5,15 com incertezas sobre conflito no Irã

O dólar hoje encerrou a terça-feira praticamente estável, com leve recuo de 0,15%, fechando em R$ 5,1582. Durante a sessão, a moeda oscilou entre mínimas de R$ 5,1326 e máximas próximas de R$ 5,16, refletindo a reação do mercado a informações sobre o conflito no Irã. No acumulado do ano, a divisa registra queda de 6,03% frente ao real.

O dólar futuro para abril, mais negociado na B3, cedia 0,27%, cotado a R$ 5,1850 às 17h02. No dólar comercial, a cotação de compra e venda ficou em R$ 5,157.

Influência do conflito no Irã na cotação

O mercado reagiu às notícias de que o Irã poderia instalar minas no Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial. Mais cedo, a expectativa de um possível desfecho rápido da guerra entre EUA e Irã, sinalizado pelo presidente Donald Trump, havia pressionado o dólar para baixo.

Trump afirmou, em conversas com parlamentares e entrevistas à mídia, que a guerra “será concluída muito rapidamente” e que poderia dialogar com o Irã. O otimismo reduziu os preços do petróleo para perto de US$ 83 o barril em Nova York e fortaleceu o Ibovespa, além de diminuir os prêmios na curva de Depósitos Interfinanceiros (DIs).

Dólar recupera força após alerta de minas

Na parte da tarde, a moeda voltou a subir após a CBS News divulgar que a inteligência americana identificou sinais de que o Irã estaria se preparando para instalar minas no Estreito de Ormuz. Em resposta, Trump exigiu que qualquer mina fosse removida sob risco de “consequências militares sem precedentes”, apesar de não haver confirmação de que elas já tenham sido colocadas.

O temor de escalada no conflito no estreito, crucial para o transporte global de petróleo e gás, fez com que o dólar praticamente zerasse suas perdas no Brasil e fortalecesse a moeda também no exterior. O petróleo se afastou das mínimas intradiárias, refletindo a volatilidade provocada pelas notícias internacionais.

Intervenção do Banco Central

O Banco Central do Brasil atuou no mercado vendendo 50 mil contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de abril, reforçando a liquidez e estabilizando a cotação da moeda.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Infomoney

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Economia

China prioriza autossuficiência tecnológica e reduz foco nas exportações em nova estratégia econômica

A China anunciou uma mudança estratégica em sua política econômica, com menor dependência das exportações e maior foco no fortalecimento do mercado interno e da autossuficiência tecnológica. A nova diretriz foi apresentada em 5 de março, durante a reunião anual do parlamento chinês.

Na ocasião, o primeiro-ministro Li Qiang anunciou que a meta de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026 ficará entre 4,5% e 5%, o nível mais baixo em cerca de três décadas — com exceção do período da pandemia.

A decisão faz parte do 15º Plano Quinquenal da China, documento que define as prioridades econômicas e estratégicas do país para os próximos cinco anos.

Novo plano busca reduzir dependência das exportações

O governo chinês pretende reequilibrar o modelo de crescimento econômico, que nas últimas décadas foi fortemente impulsionado pelas exportações.

A nova estratégia prevê estímulos ao consumo das famílias, ampliação dos investimentos domésticos e maior apoio à inovação tecnológica e à indústria de alta tecnologia.

Durante o discurso, Li Qiang afirmou que o país precisa fortalecer suas próprias capacidades para enfrentar desafios externos, em um cenário marcado por tensões geopolíticas e disputas comerciais.

Entre os fatores citados estão os conflitos no Oriente Médio e a possibilidade de novas pressões comerciais dos Estados Unidos.

Tecnologia de ponta ganha prioridade no plano quinquenal

O planejamento econômico prevê investimentos em setores considerados estratégicos para a liderança tecnológica global da China.

Entre as áreas destacadas estão:

  • Computação quântica
  • Biofabricação
  • Hidrogênio e energia de fusão
  • Interfaces cérebro-computador
  • Inteligência artificial
  • Redes móveis 6G

Segundo o documento do plano quinquenal, o país precisa conquistar vantagem estratégica diante da crescente competição tecnológica internacional. O termo “inteligência artificial” aparece mais de 50 vezes ao longo do texto.

Tensões comerciais influenciam mudança de rumo

A decisão de reduzir a dependência das exportações também está relacionada ao cenário internacional.

No ano passado, a China registrou um superávit comercial recorde de US$ 1,2 trilhão, impulsionado principalmente pelas vendas externas. No entanto, tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos passaram a representar um obstáculo crescente para a expansão econômica.

Nos últimos anos, governos norte-americanos adotaram medidas para restringir o acesso chinês a tecnologias avançadas, especialmente no setor de semicondutores.

Mesmo diante dessas restrições, a China avançou em áreas como veículos elétricos, inteligência artificial, robótica e tecnologias industriais avançadas.

Economia doméstica enfrenta desafios

Apesar dos avanços tecnológicos, a economia interna chinesa enfrenta dificuldades desde a pandemia.

Entre os principais desafios estão:

  • ambiente deflacionário, causado pela superprodução e pela demanda fraca;
  • queda na confiança de consumidores e empresas;
  • crescimento salarial estagnado;
  • desemprego juvenil elevado;
  • persistente crise no setor imobiliário.

Esses fatores têm limitado o impacto do crescimento industrial sobre o consumo doméstico.

Meta econômica mira país desenvolvido até 2035

Mesmo com uma meta de crescimento mais modesta, o governo chinês mantém objetivos econômicos ambiciosos no longo prazo.

A meta de expansão do PIB entre 4,5% e 5% é considerada próxima do nível necessário para que o país alcance o status de “economia de renda média desenvolvida” até 2035.

Para atingir esse objetivo, a economia chinesa precisará crescer, em média, cerca de 4,17% ao ano na próxima década.

Governo anuncia estímulos e aumento nos gastos militares

Entre as medidas anunciadas para apoiar a economia interna está a criação de novos instrumentos de investimento que podem mobilizar 800 bilhões de yuans (aproximadamente US$ 116 bilhões).

Além disso, o governo reservou 100 bilhões de yuans em linhas de crédito destinadas a consumidores e empresas.

A meta de inflação ao consumidor foi mantida em torno de 2%, patamar semelhante ao previsto para 2025.

Outro ponto que chamou atenção de analistas foi o anúncio de aumento de 7% nos gastos militares da China, elevando o orçamento de defesa para cerca de US$ 277 bilhões neste ano.

Cenário geopolítico influencia estratégia chinesa

Especialistas avaliam que o cenário internacional também pesa nas decisões estratégicas de Pequim.

Conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel, Irã e Venezuela aumentaram a percepção de risco entre líderes chineses em relação à política externa norte-americana.

Para o analista Daniel Russel, do Asia Society Policy Institute e ex-diplomata dos EUA, ações militares recentes podem fortalecer a disposição da China de ampliar sua capacidade estratégica e aprofundar a cooperação com parceiros como a Rússia.

Segundo ele, iniciativas que buscam demonstrar poder militar podem acabar reforçando a determinação de Pequim em reduzir a dependência tecnológica do Ocidente.

FONTE: NeoFeed
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NeoFeed

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Economia

Dólar dispara a R$ 5,26 e Ibovespa cai 3% com tensão no Oriente Médio

A escalada do conflito no Oriente Médio provocou forte turbulência nos mercados nesta terça-feira (3). O dólar avançou quase 2% e voltou ao patamar de R$ 5,26, enquanto a Bolsa brasileira registrou a maior queda do ano. O movimento acompanha a busca global por ativos considerados mais seguros diante do aumento do risco geopolítico.

Dólar sobe com aversão ao risco

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,261, alta de 1,87%. No pico da sessão, por volta das 12h20, chegou a R$ 5,34, mas perdeu força ao longo da tarde.

A moeda norte-americana atingiu o maior nível desde o fim de janeiro, refletindo a saída de capital de mercados emergentes. Em meio à volatilidade, o Banco Central anunciou dois leilões de linha no valor de US$ 2 bilhões cada, mas cancelou a operação minutos depois, informando tratar-se de um teste interno divulgado por engano.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a moedas fortes, subiu 0,66%, reforçando o movimento global de fortalecimento da divisa.

Ibovespa registra maior queda do ano

A instabilidade também dominou o mercado acionário. O Ibovespa, principal índice da B3, recuou 3,27%, encerrando aos 183.104 pontos. Durante o pregão, chegou à mínima de 180.518 pontos, queda de 4,64%.

A retração foi disseminada entre as ações. Após renovar recorde acima de 191 mil pontos no fim de fevereiro, o índice voltou ao menor nível em quase um mês.

O desempenho negativo acompanhou as bolsas internacionais:

  • Ásia: Tóquio (-3,1%) e Seul (-7,24%);
  • Europa: quedas superiores a 3%;
  • Estados Unidos: Dow Jones (-0,83%), S&P 500 (-0,9%) e Nasdaq (-1,02%).

Petróleo supera US$ 80 e pressiona inflação global

A tensão geopolítica ganhou força após o agravamento do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, com impactos também no Líbano e em países do Golfo.

O anúncio do fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã — rota por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial — elevou o temor de interrupção no fornecimento global de energia. O Catar também suspendeu a produção de gás natural liquefeito.

Como reflexo, o barril do petróleo Brent ultrapassou US$ 80, acumulando alta superior a 4% no fechamento. No início do dia, chegou a avançar 10%. O gás natural na Europa disparou 22%.

A valorização das commodities energéticas amplia o risco de inflação global e reforça preocupações com desaceleração econômica.

PIB brasileiro cresce 2,3% em 2025, mas desacelera no fim do ano

No cenário doméstico, o IBGE informou que o PIB do Brasil avançou 2,3% em 2025. Apesar do crescimento no acumulado do ano, o ritmo perdeu força no quarto trimestre, com alta de apenas 0,1%.

O resultado representa desaceleração frente a 2024, quando a economia cresceu 3,4%. O dado ficou dentro das projeções oficiais, mas reforçou a percepção de perda de dinamismo.

Diante do ambiente externo adverso e da atividade econômica mais fraca, o mercado revisou expectativas para a próxima reunião do Banco Central. A projeção predominante agora é de corte de 0,25 ponto percentual na Taxa Selic, abaixo da estimativa anterior de 0,5 ponto.

Juros mais elevados tendem a sustentar o dólar, mas também limitam o crescimento econômico.

FONTE: Agência Brasil e Reuters.

TEXTO: Conteúdo produzido com suporte de IA, sob curadoria editorial da equipe ReConecta News.

IMAGEM: ILUSTRATIVA / ARQUIVO / RECONECTA NEWS

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Economia

Economia brasileira cresce 2,3% em 2025, aponta IBGE

A economia brasileira encerrou 2025 com crescimento de 2,3%, consolidando o quinto ano consecutivo de expansão. No quarto trimestre, o avanço foi de 0,1% frente ao período imediatamente anterior.

Os dados do Produto Interno Bruto (PIB) foram divulgados nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Em valores correntes, o PIB brasileiro atingiu R$ 12,7 trilhões no ano passado. O PIB per capita chegou a R$ 59.687, com alta real de 1,9% em relação a 2024. Segundo o instituto, tanto o resultado total quanto o valor por habitante são os maiores da série histórica iniciada em 1996.

Cinco anos seguidos de alta

O desempenho mantém uma sequência de crescimento iniciada em 2021:

  • 2021: 4,8%
  • 2022: 3%
  • 2023: 3,2%
  • 2024: 3,4%
  • 2025: 2,3%

Apesar da desaceleração frente aos anos anteriores, o país permaneceu em trajetória positiva.

Agropecuária lidera expansão do PIB

Pela ótica da produção, todos os grandes setores da economia registraram crescimento em 2025.

  • Agropecuária: 11,7%
  • Serviços: 1,8%
  • Indústria: 1,4%

O principal destaque foi a agropecuária, impulsionada por ganhos de produtividade e recordes de produção, especialmente de milho (23,6%) e soja (14,6%). O setor respondeu por 32,8% da alta do PIB no ano.

Na indústria, a extração de petróleo e gás sustentou o avanço das indústrias extrativas, que cresceram 8,6%. A construção apresentou estabilidade, com leve alta de 0,5%.

O setor de serviços também avançou em todas as atividades pesquisadas, com ênfase para informação e comunicação (6,5%) e atividades financeiras (2,9%).

Segundo o IBGE, agropecuária, indústria extrativa, outras atividades de serviços e informação e comunicação concentraram 72% da expansão econômica em 2025.

Consumo das famílias desacelera

Pela ótica da demanda, o consumo das famílias subiu 1,3% em 2025, resultado associado à melhora do mercado de trabalho, maior oferta de crédito e programas de transferência de renda. Ainda assim, houve desaceleração frente ao crescimento de 5,1% registrado em 2024.

O IBGE atribui a perda de fôlego à política monetária contracionista, marcada por juros elevados.

O consumo do governo cresceu 2,1% no ano, enquanto a Formação Bruta de Capital Fixo (investimentos) avançou 2,9%, puxada por importações de máquinas e equipamentos, desenvolvimento de softwares e desempenho da construção.

A taxa de investimento ficou em 16,8% do PIB, levemente abaixo dos 16,9% de 2024. Já a taxa de poupança subiu para 14,4%.

Desempenho no quarto trimestre

Entre outubro e dezembro, o PIB variou 0,1% em relação ao trimestre anterior.

Pelo lado da produção:

  • Serviços: +0,8%
  • Agropecuária: +0,5%
  • Indústria: -0,7%

Na ótica da despesa:

  • Consumo do governo: +1%
  • Consumo das famílias: 0%
  • Investimentos: -3,5%

De acordo com a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, a estabilidade do consumo das famílias e o aumento dos gastos públicos compensaram a queda nos investimentos.

Juros altos marcaram o ano

O cenário de desaceleração está relacionado ao ciclo de alta da taxa básica de juros. Em setembro de 2024, o Banco Central do Brasil iniciou um processo de elevação da taxa Selic, conduzido pelo Comitê de Política Monetária. A taxa passou de 10,5% ao ano para 15% em junho de 2025, permanecendo nesse patamar.

A meta oficial de inflação é de 3% ao ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo permaneceu por 13 meses fora desse intervalo, abrangendo praticamente todo o ano de 2025.

Juros elevados encarecem o crédito, reduzem investimentos e tendem a frear o consumo, contribuindo para o controle da inflação, mas com impacto sobre o ritmo da atividade econômica.

Apesar disso, o ano terminou com a menor taxa de desemprego da série histórica, também segundo o IBGE.

O que é o PIB

O Produto Interno Bruto representa a soma de todos os bens e serviços finais produzidos em um país em determinado período. O indicador permite avaliar o desempenho da economia e comparar resultados entre regiões e países.

O cálculo considera pesquisas setoriais de comércio, serviços e indústria, além dos impostos embutidos nos preços ao consumidor.

Embora seja um dos principais indicadores econômicos, o PIB não reflete aspectos como distribuição de renda ou qualidade de vida da população.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Economia

Tarifaço americano teve impacto pontual na economia brasileira, aponta IBGE

O chamado tarifaço americano teve efeito limitado sobre o desempenho da economia brasileira em 2025. A avaliação é da coordenadora de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Rebeca Palis, durante a apresentação dos dados do Produto Interno Bruto (PIB).

Segundo o instituto, o Brasil registrou crescimento de 2,3% no ano passado em comparação com 2024, mesmo diante das medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos.

O PIB, que representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, é o principal termômetro do desempenho da economia.

Exportações cresceram apesar das tarifas

Os dados mostram que as exportações brasileiras avançaram 6,2% em 2025 frente ao ano anterior. Para o IBGE, os impactos das tarifas foram localizados.

De acordo com Rebeca Palis, exportadores brasileiros redirecionaram parte das vendas para outros mercados internacionais. Ela destacou que os Estados Unidos vêm perdendo participação relativa como destino dos produtos nacionais.

A pesquisadora ainda ponderou que, sem o aumento das tarifas, o volume exportado poderia ter sido maior. Ainda assim, o desempenho das vendas externas foi considerado relevante para sustentar o crescimento econômico no período.

Atualmente, os Estados Unidos ocupam a posição de segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China.

O que foi o tarifaço de 2025

O pacote de elevação de tarifas foi implementado em agosto de 2025 pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A justificativa oficial era proteger a indústria americana, incentivando a produção interna e reduzindo a dependência de produtos importados.

No caso brasileiro, algumas mercadorias foram submetidas a taxas de até 50%. Além do argumento econômico, Trump mencionou questões políticas envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, que acabou sendo condenado pelo Supremo Tribunal Federal em setembro de 2025 por tentativa de golpe de Estado.

Desde então, os dois países mantêm negociações para preservar a parceria comercial Brasil–Estados Unidos.

Impacto nas vendas para os EUA

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços indicam que as exportações brasileiras para o mercado americano recuaram 6,6% em 2025.

Mesmo assim, o resultado geral das vendas externas foi suficiente para manter o avanço da economia no ano.

Suprema Corte dos EUA derruba medida

Em 20 de fevereiro, a Suprema Corte dos EUA anulou a decisão que autorizava a taxação sobre compras internacionais. Como resposta, o governo americano anunciou uma tarifa de 10% para diversos países.

Segundo o Mdic, o novo regime tarifário deve preservar cerca de 46% dos produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos, reduzindo parcialmente o impacto das restrições comerciais.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Paulo Whitaker

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Economia

Haddad diz que conflito no Oriente Médio não deve afetar a economia brasileira no curto prazo

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (2) que os ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã não devem provocar impactos imediatos na economia brasileira.

Apesar da avaliação inicial positiva, Haddad ressaltou que o cenário internacional exige cautela. Segundo ele, o desdobramento do conflito pode alterar o quadro atual, dependendo da intensidade e da duração da crise.

Escalada pode mudar cenário macroeconômico

Durante participação em evento na Universidade de São Paulo, onde ministrou aula magna na Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária, o ministro destacou que a escala do conflito será determinante para possíveis reflexos na macroeconomia.

“A economia brasileira vive um momento favorável de atração de investimentos. Mesmo que haja turbulência no curto prazo, não vemos impacto relevante nas variáveis macroeconômicas, a menos que haja uma escalada do conflito”, afirmou.

Haddad acrescentou que a equipe econômica acompanha o cenário externo “com cautela”, a fim de reagir rapidamente caso haja deterioração do ambiente global.

Estreito de Ormuz preocupa mercado de petróleo

Mais cedo, um comandante da Guarda Revolucionária do Irã declarou o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. Segundo ele, embarcações que tentarem cruzar a região poderão ser atacadas.

O bloqueio da passagem acende alerta no mercado internacional de energia, já que o estreito é responsável por parte significativa do fluxo mundial da commodity. Uma eventual interrupção prolongada pode pressionar os preços do petróleo e gerar volatilidade nos mercados financeiros.

Até o momento, no entanto, o Ministério da Fazenda avalia que o Brasil segue em posição relativamente estável diante das incertezas externas.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Paulo Pinto/Agência Brasil

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Economia

Dólar sobe e petróleo dispara após ataque militar ao Irã

O dólar sobe e o petróleo dispara nesta segunda-feira (2), refletindo a tensão geopolítica após a ofensiva militar conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã. O conflito, que resultou na morte de centenas de pessoas — entre elas o líder supremo iraniano, Ali Khamenei — intensificou a aversão ao risco nos mercados globais.

Por volta das 12h, o contrato futuro do petróleo Brent, referência internacional, era negociado próximo de US$ 79 o barril, com alta de cerca de 7,6%, na ICE Futures Europe, em Londres. Mais cedo, chegou a superar US$ 80, acumulando avanço de até 13%.

Já o WTI, negociado na New York Mercantile Exchange, era cotado pouco acima de US$ 71 o barril, com ganho aproximado de 6%.

No Brasil, as ações da Petrobras subiam cerca de 3,9% na B3, negociadas a R$ 44,39 no início da tarde.

Estreito de Ormuz concentra preocupação

Analistas apontam que a disparada do preço do petróleo está diretamente ligada à situação no Estreito de Ormuz, corredor marítimo estratégico ao sul do Irã.

Cerca de 20% da produção global de petróleo e gás passa pela região, que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã. Países como Irã, Arábia Saudita e Iraque dependem da rota para exportar a commodity.

Segundo o economista Rodolpho Sartori, da Austin Rating, o fechamento do estreito reduz drasticamente a oferta global, o que provoca reação imediata nos preços. No sábado, relatos indicavam centenas de embarcações ancoradas, sem conseguir atravessar a passagem.

Enquanto persistirem os confrontos e houver restrição ao tráfego marítimo, a tendência é de manutenção de cotações elevadas, especialmente com possível redução dos estoques disponíveis.

Logística preocupa mais que produção

Para Otávio Oliveira, gerente de tesouraria do Banco Daycoval, o principal risco não está na capacidade de produção, mas na logística de transporte.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) anunciaram aumento de produção como forma de compensar eventuais perdas. Segundo o executivo, o cartel possui capacidade ociosa suficiente para suprir uma eventual retirada do Irã do mercado.

O gargalo, porém, está no escoamento. Uma interrupção no Estreito de Ormuz poderia desorganizar cadeias produtivas globais, afetando inclusive países exportadores de petróleo, como o Brasil, que ainda importam derivados.

Impacto na inflação e nos juros

O encarecimento do petróleo pode gerar pressão inflacionária. Sartori avalia que um conflito prolongado exigiria repasses ao consumidor, resultando em um novo impulso na inflação.

Esse cenário pode influenciar as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central do Brasil, que sinalizou a intenção de reduzir a taxa básica de juros na próxima reunião.

Atualmente, a Selic está em 15% ao ano. Diante das incertezas, o corte pode ser mais moderado — possivelmente de 0,25 ponto percentual, em vez de 0,50 p.p.

Dólar sobe com fuga do risco

A cotação do dólar hoje também reflete o aumento da aversão ao risco. Pouco depois das 12h, a moeda era negociada perto de R$ 5,20, alta próxima de 1%, interrompendo a trajetória recente de queda que levou a divisa ao menor nível em 21 meses.

Segundo Oliveira, o movimento é típico de “fuga para ativos seguros”, quando investidores retiram recursos de mercados emergentes e direcionam para moedas fortes, como o dólar e o iene japonês.

Sartori pondera, no entanto, que o comportamento da moeda americana tem sido mais complexo nos últimos anos, especialmente diante de incertezas políticas envolvendo o presidente Donald Trump. Para ele, é possível que o dólar oscile na faixa entre R$ 5,20 e R$ 5,25 nos primeiros dias de conflito, sem necessariamente apresentar valorização abrupta como em crises anteriores.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: © Valter Campanato/Agência Brasil

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Economia

Economia circular na indústria: MDIC e MMA lançam projeto internacional no Brasil

O MDIC e o MMA anunciaram, em São Paulo (SP), o lançamento do projeto internacional “Ação climática e de biodiversidade por meio de soluções de economia circular” (CB-ACES). A iniciativa busca fortalecer a economia circular na indústria brasileira, com foco em sustentabilidade, inovação e competitividade.

A proposta é liderada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

Cooperação internacional e apoio técnico

O projeto será implementado pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) e contará com suporte técnico do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do grupo Adelphi.

O financiamento vem da Iniciativa Internacional para o Clima (IKI), vinculada ao governo da Alemanha. A cooperação internacional pretende acelerar a adoção de práticas sustentáveis por meio de:

  • Desenvolvimento de políticas públicas
  • Capacitação técnica
  • Implementação de projetos-piloto
  • Ampliação de investimentos em pequenas e médias empresas (PMEs)

Economia circular como estratégia de modernização

Durante o lançamento, a secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, Julia Cruz, ressaltou que a circularidade integra a agenda de transformação industrial do país.

Segundo ela, a economia circular reúne ganhos de produtividade, estímulo à inovação e avanço na descarbonização da indústria, tornando-se eixo estratégico para ampliar a competitividade das cadeias produtivas nacionais.

A meta é transformar o conceito em instrumentos práticos que gerem oportunidades concretas para o setor produtivo.

Brasil, México e África do Sul no mesmo programa

O CB-ACES será executado simultaneamente no Brasil, México e África do Sul. O projeto atuará em temas transversais, como:

  • Mitigação da mudança climática
  • Conservação da biodiversidade
  • Promoção da igualdade de gênero
  • Transformação digital
  • Adequação às normas ambientais nas cadeias globais de suprimentos

Resultados esperados para a indústria

Entre os principais objetivos estão:

  • Integrar a economia circular às políticas climáticas e ambientais
  • Aumentar a circularidade em setores industriais estratégicos
  • Expandir investimentos sustentáveis
  • Estimular inclusão social por meio de apoio financeiro e técnico às PMEs

A iniciativa reforça a estratégia brasileira de alinhar desenvolvimento industrial à agenda ambiental, ampliando a inserção do país em mercados internacionais cada vez mais exigentes em critérios de sustentabilidade.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Senai

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