Economia

Economia do Mar em Santa Catarina responde por 8,5% dos empregos formais

A Economia do Mar em Santa Catarina se consolida como um dos principais motores de geração de empregos no estado. Atualmente, o setor reúne cerca de 250 mil trabalhadores com carteira assinada, o equivalente a 8,5% de toda a força de trabalho formal catarinense.

Setor impulsiona criação de vagas

Entre março de 2025 e fevereiro de 2026, as atividades ligadas ao uso econômico do mar abriram quase 6 mil novos postos formais. O número representa 13% do saldo total de empregos criados em Santa Catarina no período.

Os dados fazem parte do Informativo Mensal de Emprego, elaborado pela Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan/SC) com base nas informações do Novo Caged, divulgadas em março de 2026.

Incentivo público fortalece a atividade

O governo estadual destaca a relevância histórica e econômica do setor. Iniciativas como o Programa Pescados SC buscam ampliar a produtividade por meio da oferta de equipamentos e crédito facilitado, reforçando a importância da pesca, da aquicultura e das atividades marítimas para a renda de milhares de famílias.

Santa Catarina supera média nacional

O desempenho catarinense na geração de empregos ligados ao mar está acima da média brasileira, que foi de 12% no período. Somente em fevereiro de 2026, o estado registrou 1.929 novos vínculos formais no setor, o que corresponde a 11% das vagas criadas no país nesse segmento.

Além disso, Santa Catarina lidera nacionalmente em áreas como pesca (45% dos empregos formais) e processamento de pescado (27%). O estado também ocupa posição de destaque na indústria naval, fabricação de equipamentos e produção de itens voltados à atividade pesqueira.

Diversificação e valor agregado em alta

A Economia do Mar catarinense não se limita às atividades tradicionais. Segmentos como logística, engenharia, serviços especializados e armazenamento de cargas têm ganhado espaço, indicando maior diversificação e agregação de valor à cadeia produtiva.

Entre os destaques na geração de empregos estão:

  • Armazenamento, carga e descarga: +1.744 vagas
  • Manutenção de máquinas e equipamentos: +1.206 vagas
  • Fabricação de produtos alimentícios: +967 vagas

Micro e pequenas empresas foram responsáveis por 65% das contratações, enquanto médias e grandes empresas responderam por 35%. A distribuição por gênero ficou equilibrada: 51% homens e 49% mulheres.

Crescimento consistente na última década

Dados da RAIS mostram que, entre 2014 e 2024, o número de empregos na Economia do Mar cresceu 25% em Santa Catarina — um avanço superior à média nacional (15%). No mesmo período, o setor ganhou quase 50 mil novos trabalhadores formais.

O número de estabelecimentos também avançou, saltando de 15.871 para 23.515 unidades, alta de 48%. Já a massa salarial mensal atingiu cerca de R$ 1,158 bilhão, crescimento de 20% em relação a 2014.

Regiões concentram empregos, mas interior cresce

A maior parte dos empregos está concentrada em três regiões:

  • Grande Florianópolis: 28%
  • Foz do Rio Itajaí: 18%
  • Nordeste catarinense: 15%

Apesar disso, regiões do interior apresentaram crescimento expressivo, como o Extremo Oeste e a região de Laguna, indicando a expansão territorial da atividade.

Os municípios com maior número de trabalhadores formais no setor são Florianópolis, Joinville e Itajaí, que juntos somam mais de 82 mil vínculos.

Economia do Mar ganha protagonismo estratégico

A expansão da Economia Azul, conceito que engloba o uso sustentável dos recursos marinhos, reforça o papel estratégico do setor para o desenvolvimento econômico e social de Santa Catarina. A diversificação produtiva e o avanço tecnológico contribuem para tornar a economia mais resiliente e inovadora.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Guararema News

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Economia

Super Quarta movimenta mercados com decisões de juros no Brasil e EUA e balanços de gigantes de tecnologia

A chamada “Super Quarta” concentra, neste 29 de abril, uma série de eventos capazes de impactar diretamente os mercados financeiros globais. Entre os destaques estão as decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, além de indicadores econômicos relevantes e a divulgação de resultados de grandes empresas de tecnologia.

Decisões de juros no Brasil e nos EUA dominam o dia

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anuncia sua decisão sobre a taxa Selic. A expectativa predominante do mercado é de um corte de 0,25 ponto percentual, o que levaria a taxa para 14,50% ao ano, mantendo o ritmo de ajuste iniciado nas últimas reuniões.

Já nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) deve optar pela manutenção dos juros na faixa entre 3,50% e 3,75%. A postura reflete a persistência da inflação, pressionada principalmente pelos custos de energia, enquanto o mercado de trabalho segue aquecido.

Indicadores econômicos ampliam o foco dos investidores

A agenda brasileira traz ainda a divulgação do IGP-M de abril, com projeção de alta de 2,53%. Também estão previstos dados como as sondagens de comércio e serviços da Fundação Getulio Vargas (FGV), o fluxo cambial e o resultado primário do Governo Central.

Outro dado relevante é o Caged, que mede a geração de empregos formais no país. A divulgação foi antecipada para esta quarta-feira, às 14h30, pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

No cenário corporativo nacional, investidores acompanham os resultados da Vale, que reportou lucro líquido de US$ 1,89 bilhão no primeiro trimestre de 2026 — um avanço de 36% em relação ao mesmo período do ano anterior. A teleconferência da companhia também está no radar do mercado.

Outras empresas brasileiras que divulgam seus números ao longo do dia incluem Santander Brasil, WEG, Motiva, Multiplan e Suzano.

Nos Estados Unidos, a temporada de balanços ganha ainda mais relevância com a divulgação dos resultados de gigantes da tecnologia após o fechamento do mercado. Entre elas estão Alphabet, Microsoft, Amazon e Meta Platforms, que devem influenciar o humor dos investidores globais.

Na véspera, o Ibovespa encerrou o pregão em queda de 0,51%, aos 188.618 pontos. O índice acumula uma sequência de perdas que não era registrada desde julho do ano passado, indicando maior cautela por parte dos investidores diante do cenário macroeconômico.

Fonte: InfoMoney

Texto: Redação

Imagem: Arquivo / ReConecta News

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Economia

Brics Pay busca reduzir uso do dólar em transações internacionais, dizem especialistas

O Brasil apresentou ao bloco BRICS um novo sistema de pagamentos internacionais, batizado de Brics Pay. A iniciativa pretende criar uma plataforma que permita transferências diretas entre moedas dos países membros, diminuindo a dependência do dólar nas operações comerciais.

O modelo busca substituir intermediários tradicionais, como o SWIFT, atualmente dominado por transações em moeda norte-americana.

Sistema deve funcionar de forma semelhante ao Pix

A proposta prevê um mecanismo inspirado no Pix, com transferências rápidas e integradas entre os sistemas financeiros nacionais. Na prática, isso permitiria, por exemplo, negociações diretas entre real e yuan, sem necessidade de conversão para dólar.

Segundo o especialista Thiago Godoy, a ferramenta pode simplificar as operações comerciais dentro do bloco e reduzir custos cambiais.

Geopolítica impulsiona busca por alternativas

Além de ganhos operacionais, o projeto está ligado a questões estratégicas. Para Marilia Fontes, a criação de um sistema próprio também responde ao risco de sanções internacionais, permitindo maior autonomia nas transações.

A possibilidade de manter o comércio ativo mesmo em cenários de restrição ao sistema global é um dos fatores que impulsionam o debate sobre desdolarização.

Limitações e desafios do Brics Pay

Apesar do potencial, especialistas apontam desafios na implementação. Bernardo Pascowitch destaca que há diferença entre acordos comerciais e a criação de um sistema financeiro integrado.

Segundo ele, um dos pontos sensíveis envolve o nível de acesso dos governos às transações, tema que levanta discussões sobre privacidade e governança financeira.

Debate sobre nova arquitetura financeira global

O Brics Pay surge em meio a discussões mais amplas sobre a diversificação do sistema financeiro internacional. A iniciativa reflete o interesse de países emergentes em reduzir a dependência de estruturas tradicionais e ampliar sua autonomia econômica.

Ainda em fase inicial, o projeto deve enfrentar desafios técnicos, regulatórios e políticos antes de se consolidar como alternativa viável no cenário global.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Economia

Financiamento para aviação: CMN aprova R$ 8 bilhões para enfrentar alta do combustível

O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou a criação de uma linha de financiamento para aviação com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), totalizando R$ 8 bilhões. A iniciativa tem como foco reduzir os impactos da alta do querosene de aviação (QAv) no mercado global e fortalecer o setor aéreo brasileiro.

A decisão foi tomada em reunião realizada na noite de quarta-feira (23), em Brasília, e integra um pacote de medidas voltadas à sustentabilidade financeira das companhias aéreas.

Condições do crédito e limites por empresa

A nova linha de crédito do FNAC será reembolsável e contará com taxa de juros de 4% ao ano, acrescida de spread bancário de até 4,5% ao ano. O valor máximo por empresa será de R$ 2,5 bilhões, enquanto companhias de menor porte poderão acessar até R$ 500 milhões.

Os recursos poderão ser liberados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou por instituições financeiras credenciadas.

Prazos e regras para acesso aos recursos

Entre as principais condições estabelecidas para o financiamento estão:

  • Prazo total de até 60 meses;
  • Carência de até 12 meses;
  • Proibição de distribuição de dividendos durante o período de carência;
  • Ausência de contrapartidas diretas por parte das empresas.

A liberação efetiva dos valores ainda depende da edição de uma Medida Provisória para abertura de crédito extraordinário. Já os critérios detalhados de distribuição serão definidos pelo Comitê Gestor do FNAC.

Governo destaca impacto positivo para o setor

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, avaliou a medida como estratégica para garantir maior estabilidade ao setor. Segundo ele, as condições oferecidas devem ampliar o acesso ao crédito e melhorar a previsibilidade financeira das empresas aéreas.

A expectativa é que a iniciativa contribua para impulsionar investimentos, ampliar a conectividade e estimular o desenvolvimento da aviação civil brasileira.

Outras medidas para reduzir custos do QAv

A criação da linha de financiamento faz parte de um conjunto de ações anunciadas pelo governo federal no início de abril. Entre elas, está a redução a zero das alíquotas de PIS/Cofins sobre o combustível de aviação, medida que pode gerar queda aproximada de R$ 0,07 por litro.

Outra iniciativa foi o adiamento do pagamento das tarifas de navegação aérea ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), referentes ao período entre abril e junho de 2026, com vencimento postergado para dezembro.

Medidas visam fortalecer a aviação brasileira

Combinadas, as ações buscam mitigar os efeitos da alta dos custos operacionais e garantir maior fôlego financeiro às empresas do setor. O objetivo é preservar a competitividade da aviação comercial no país e evitar impactos mais amplos na economia.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Rovena Rosa/Agência Brasil

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Economia

Diesel mais caro que gasolina: entenda por que o combustível virou um problema econômico global

O avanço dos preços do diesel tem sido mais intenso do que o da gasolina desde o início do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que afetou diretamente a oferta global de petróleo. O impacto é especialmente preocupante para setores que dependem fortemente desse combustível, como transporte e agricultura.

Desde o fim de fevereiro, o valor médio do diesel subiu cerca de 45%, enquanto a gasolina teve aumento próximo de 35%. Projeções indicam que o diesel pode ultrapassar US$ 5,80 por galão, contra aproximadamente US$ 4,30 da gasolina. Apesar de uma leve queda recente motivada por expectativas de acordo de paz, a diferença entre os dois combustíveis continua significativa.

Escassez global impulsiona preços do diesel

A elevação acelerada do preço do diesel não começou com a guerra. Antes mesmo do conflito, o mercado já operava com oferta limitada. Com a redução das exportações por países do Golfo Pérsico — importantes produtores —, o desequilíbrio se intensificou.

Outro fator relevante é que o petróleo extraído nessa região é mais adequado para a produção de diesel e combustível de aviação. Com menos disponibilidade, houve escassez simultânea desses derivados, enquanto a gasolina manteve um nível de oferta relativamente mais estável.

Além disso, países com capacidade de compensar parte da produção, como a China, restringiram exportações para priorizar o abastecimento interno, agravando ainda mais o cenário global.

Limitações na produção dificultam resposta rápida

Mesmo sendo exportadores líquidos de derivados, os Estados Unidos não conseguem suprir totalmente a demanda mundial. Parte disso se explica pelas características do petróleo produzido no país, mais indicado para a fabricação de gasolina do que de diesel.

As refinarias também enfrentam limitações técnicas. Embora consigam ajustar parcialmente a produção, não é possível ampliar significativamente a oferta de diesel sem investimentos elevados e mudanças estruturais. Isso reduz a capacidade de resposta imediata diante da crise.

Diesel é essencial e difícil de substituir

Diferentemente da gasolina, cujo consumo pode ser reduzido por alternativas como caronas ou menos deslocamentos, o consumo de diesel é mais rígido. Caminhoneiros, agricultores e operadores de máquinas pesadas dependem diretamente do combustível, o que mantém a demanda elevada mesmo com preços altos.

Diferenças entre diesel e gasolina

Ambos os combustíveis são derivados do petróleo, mas possuem características distintas. A gasolina é mais utilizada em veículos leves, enquanto o diesel, mais eficiente energeticamente, abastece caminhões, tratores e equipamentos industriais.

Essa diferença de uso contribui para a pressão sobre o diesel em momentos de crise, já que ele está ligado a cadeias produtivas essenciais.

Por que o diesel costuma ser mais caro?

Nos Estados Unidos e em outros países, o diesel geralmente custa mais do que a gasolina. Um dos motivos é o processo adicional necessário para reduzir o teor de enxofre, exigido por normas ambientais — o que encarece a produção.

Além disso, o diesel sofre tributação maior e tem preços mais sensíveis ao mercado internacional, já que grande parte da produção é destinada à exportação.

Outro desafio é logístico: a infraestrutura para transporte de diesel, como oleodutos, é mais limitada, o que pode gerar variações regionais de preço.

Quando os preços podem cair?

A normalização dos preços depende diretamente da retomada do fluxo de petróleo, especialmente em rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz. Caso isso ocorra, a tendência é de redução gradual dos custos.

No entanto, especialistas apontam que o diesel caro pode persistir por mais tempo, já que a cadeia de abastecimento foi profundamente afetada. A recomposição dos estoques e da distribuição global pode levar meses.

No cenário atual, o diesel segue como peça-chave da economia mundial, influenciando diretamente custos de transporte, alimentos e diversos produtos.

FONTE: NY Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NY Times

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Economia

Rede dos Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa (BCPLP) é criada para fortalecer cooperação financeira internacional

Durante as Reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Grupo Banco Mundial, representantes de diversos bancos centrais oficializaram a criação da Rede dos Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa (BCPLP). A iniciativa reúne instituições de Angola, Brasil, Cabo Verde, Estados da África Ocidental (Guiné-Bissau), Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

O objetivo é ampliar a cooperação econômica e financeira internacional entre países que compartilham a língua portuguesa, fortalecendo a articulação técnica e institucional entre os membros.

Cooperação estratégica entre bancos centrais lusófonos

A criação da rede representa um passo importante na consolidação de um espaço permanente de diálogo entre os bancos centrais dos países lusófonos. A proposta busca estruturar e dar continuidade às ações conjuntas já existentes, ampliando o intercâmbio de informações e experiências.

Segundo os participantes, a iniciativa reforça a capacidade de atuação conjunta e contribui para o alinhamento de posições em fóruns internacionais e multilaterais.

Presidência rotativa e agenda de temas econômicos

A BCPLP funcionará com uma presidência rotativa anual, permitindo que cada banco central conduza a agenda de discussões com foco em temas prioritários de sua realidade econômica.

Entre os objetivos está o aprofundamento de debates sobre política monetária, estabilidade financeira e desenvolvimento econômico.

A primeira reunião oficial da rede está prevista para novembro de 2026, em Luanda. Já a primeira presidência será exercida pelo Banco de Portugal em 2027.

Grupos técnicos e troca de experiências

Além dos encontros de alto nível, a estrutura da rede prevê a criação de grupos de trabalho técnicos voltados à análise de temas específicos da agenda econômica.

A proposta é estimular a troca de boas práticas entre bancos centrais, promovendo maior integração institucional e cooperação operacional entre os países participantes.

Também será instituído um comitê de política econômica, responsável por discutir desafios comuns às economias lusófonas e propor encaminhamentos conjuntos.

Integração reforça relevância da lusofonia

Com a criação da rede, os bancos centrais reforçam o compromisso com a cooperação estratégica e com o fortalecimento da presença dos países de língua portuguesa no cenário financeiro global.

A iniciativa busca ampliar a relevância da lusofonia em debates econômicos internacionais, promovendo maior articulação entre as economias envolvidas.

FONTE: Banco Central do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/BCB

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Economia

Argentina endurece regras e dificulta retirada de dólares do país

O governo da Argentina anunciou um novo conjunto de medidas que torna mais rígidas as operações de envio de recursos ao exterior. As regras, divulgadas pelo Banco Central, têm como alvo principal mecanismos usados no mercado paralelo de câmbio, especialmente o chamado blue-chip swap, prática comum entre investidores para acessar dólares fora do sistema oficial.

Restrições ao câmbio paralelo

As novas diretrizes fazem parte de uma estratégia para conter a saída de divisas e reforçar as reservas internacionais da Argentina. O endurecimento das regras dificulta o uso do câmbio paralelo, frequentemente adotado por empresas e investidores para transferir moeda estrangeira para fora do país.

A medida também busca aliviar a pressão sobre o peso argentino e conter impactos inflacionários — fatores que influenciam diretamente a estabilidade econômica e a popularidade do governo de Javier Milei.

Governo tenta fortalecer reservas

No fim de 2025, o país já havia anunciado um programa de compra de moeda estrangeira para ampliar suas reservas, um dos principais desafios da política econômica atual. No mesmo dia em que as novas regras foram divulgadas, o Banco Central realizou sua maior aquisição de dólares em 2026, somando US$ 281 milhões.

A expectativa do governo é que, com o controle mais rígido sobre a saída de recursos, haja aumento no fluxo de entrada de capital estrangeiro, impulsionado por setores como energia e agronegócio.

Flexibilização do câmbio oficial

Enquanto o cerco ao mercado paralelo foi ampliado, houve flexibilização em operações pelo câmbio oficial. Entre as mudanças, destacam-se:

  • Fim do limite de saque de US$ 50 em cartões emitidos no país;
  • Ampliação do prazo para liquidação de receitas de exportação;
  • Eliminação da exigência de autorização prévia para pagamento de dívidas financeiras externas.

Essas medidas visam facilitar o ambiente de negócios e incentivar exportações, contribuindo para o ingresso de moeda estrangeira na economia argentina.

Expectativa de maior entrada de dólares

O governo projeta aumento no volume de divisas nas próximas semanas, sustentado por:

  • Crescimento do setor de energia;
  • Expansão das exportações agrícolas;
  • Entrada de investimento estrangeiro direto;
  • Emissões de dívida corporativa no exterior.

Reformas econômicas ganham respaldo

Relatório recente do Banco Mundial destacou a Argentina como uma exceção positiva na América Latina, apontando melhora nas expectativas econômicas e nas condições financeiras após a adoção de medidas de estabilização.

Desde 2023, a gestão de Javier Milei tem implementado uma agenda de reformas econômicas liberais com foco no controle da inflação e retomada do crescimento. Entre os principais indicadores:

  • Risco-país em queda: o EMBIG recuou de cerca de 2.200 pontos para menos de 600 em março de 2026;
  • Atração de investimentos: programas como o RIGI impulsionam setores estratégicos, incluindo energia, mineração de lítio e tecnologia;
  • Projeções de crescimento: estimativa acumulada de 12,2% entre 2024 e 2027.

Perspectivas para o PIB

O Banco Mundial projeta crescimento de 3,6% para a economia argentina em 2026, após expansão de 4,4% em 2025 e retração de 1,3% em 2024. Em comparação, o Brasil deve crescer 2,2% em 2025, após alta de 2,8% no ano anterior.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Rica Canepa/Bloomberg/Getty Images

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Economia

Dólar em queda: impacto nas reservas, inflação e taxa de juros no Brasil

A redução do valor do dólar frente ao real costuma trazer uma percepção imediata de alívio para consumidores e empresas. Produtos importados ficam mais acessíveis, viagens ao exterior se tornam mais baratas e há uma tendência de desaceleração da inflação. No entanto, no campo das contas públicas, esse movimento envolve efeitos mais amplos e, por vezes, contraditórios.

Enquanto a queda da moeda americana pode reduzir o valor contábil das reservas internacionais, ela também contribui para um ambiente favorável à diminuição da taxa Selic, com impactos positivos na economia.

Impactos diretos e indiretos do dólar mais baixo

A dinâmica do câmbio pode ser analisada sob duas perspectivas principais: a contábil e a econômica.

No aspecto contábil, a valorização do real reduz, em termos nominais, o valor das reservas internacionais — que são mantidas em moeda estrangeira. Ou seja, quando convertidas para reais, essas reservas aparentam encolher. Por outro lado, a parcela da dívida externa atrelada ao dólar também diminui, o que gera um efeito de compensação no balanço público.

Já no campo econômico, os efeitos são mais abrangentes. Um dólar mais barato reduz o custo de importações, contribuindo diretamente para o controle da inflação. Esse cenário abre espaço para decisões de política monetária mais flexíveis, especialmente no que diz respeito à redução dos juros.

Por que o Brasil mantém reservas em dólar?

Mesmo com oscilações no valor contábil, as reservas internacionais cumprem um papel estratégico. Elas funcionam como uma espécie de seguro contra crises externas, oferecendo liquidez e confiança aos investidores.

Esse “colchão” financeiro permite ao país operar com maior estabilidade em um regime de câmbio flutuante, além de reduzir riscos de ataques especulativos contra a moeda nacional.

No entanto, existe um custo associado à manutenção dessas reservas. Para acumulá-las, o Banco Central emite dívida interna, geralmente atrelada à taxa de juros doméstica. Como os juros pagos internamente costumam ser mais elevados do que o retorno obtido com ativos internacionais, manter esse volume de recursos pode gerar despesas relevantes.

Moeda forte como proteção contra inflação

A valorização do real também atua como um mecanismo de proteção contra pressões inflacionárias externas. Em um cenário global de alta de preços — especialmente de commodities como o petróleo —, um câmbio favorável ajuda a suavizar os impactos no mercado interno.

Na prática, isso significa que aumentos nos preços internacionais podem ser parcialmente compensados por um real mais forte, reduzindo o repasse ao consumidor final e ajudando a estabilizar índices de preços.

Além disso, o bom desempenho da moeda brasileira tem sido associado a fatores estruturais, como o avanço da balança comercial e o aumento no volume de exportações de bens e serviços.

Queda da Selic e alívio na dívida pública

O principal benefício de um dólar mais baixo está na sua influência sobre a inflação. Com preços mais controlados, o Banco Central ganha margem para reduzir a taxa Selic, o que tem impacto direto sobre a dívida pública.

Como grande parte da dívida brasileira é indexada aos juros básicos, qualquer redução na Selic gera economia significativa para o Tesouro Nacional. Esse efeito prático tende a superar eventuais perdas contábeis associadas à queda no valor das reservas.

Em resumo, embora a valorização do real possa trazer desafios pontuais no balanço das reservas, seus efeitos positivos sobre a inflação, os juros e a sustentabilidade da dívida pública são amplamente relevantes para a economia.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Infomoney

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Economia

Real valorizado frente ao dólar: entenda os fatores por trás da alta em 2026

A recente valorização do real frente ao dólar tem chamado a atenção do mercado financeiro. Mesmo em meio a um cenário global instável, a moeda brasileira tem se fortalecido e surpreendido analistas. A seguir, veja os principais fatores que explicam esse movimento.

Fluxo de capital externo favorece o Brasil

Um dos principais motores da valorização do real é a mudança no fluxo de investimentos globais. Parte do capital que antes estava concentrado nos Estados Unidos passou a buscar oportunidades em mercados emergentes, como o Brasil.

Esse movimento impulsiona ativos brasileiros e fortalece a moeda local, especialmente em um contexto de incertezas na economia norte-americana.

Alta do petróleo melhora cenário externo

A elevação dos preços do petróleo também contribui para esse cenário positivo. Como exportador da commodity, o Brasil se beneficia diretamente com a valorização do produto, o que melhora os termos de troca e aumenta a entrada de dólares no país.

Além disso, o aumento do superávit comercial reforça a percepção de solidez externa da economia brasileira.

Juros elevados impulsionam o carry trade

Outro fator relevante é o nível elevado da taxa de juros no Brasil. Com a taxa básica ainda em patamar alto, investidores estrangeiros são atraídos por operações de carry trade, que exploram a diferença entre os juros domésticos e internacionais.

Com retornos reais próximos de 10%, o Brasil se torna um destino atrativo para aplicações financeiras, aumentando a demanda pelo real.

Câmbio mais forte ajuda a conter a inflação

A valorização da moeda brasileira tem impacto direto no controle da inflação. Com o dólar mais baixo, há redução na pressão sobre preços de produtos importados e insumos industriais.

Esse efeito é particularmente importante em um momento de alta nos preços de combustíveis e alimentos, que pressionaram o IPCA recentemente. Em março, por exemplo, o índice registrou avanço de 0,88%, influenciado principalmente pelo aumento do diesel e da gasolina.

Expectativas de inflação e juros seguem em revisão

Apesar do alívio proporcionado pelo câmbio, as projeções de inflação para 2026 seguem elevadas, em torno de 5%, acima do teto da meta.

Esse cenário tem levado o mercado a revisar as expectativas para a taxa Selic. Antes projetada para encerrar o ano entre 12% e 12,5%, a estimativa atual indica um patamar mais alto, próximo de 13,5%.

Incertezas políticas também influenciam o câmbio

O ambiente político também exerce influência sobre a taxa de câmbio. A queda de popularidade do presidente Lula em pesquisas eleitorais tem sido interpretada por parte do mercado como um possível indicativo de mudanças na política fiscal a partir de 2027.

Essa percepção, ainda que incerta, pode impactar as expectativas dos investidores e o comportamento do dólar nos próximos anos.

Perspectivas para o dólar em 2026

Mesmo com o real mais forte no início do ano, a expectativa predominante entre analistas é de que o câmbio não se mantenha em torno de R$5 ao longo de todo o período.

Fatores como a proximidade das eleições e preocupações fiscais tendem a pressionar a moeda brasileira no segundo semestre. Projeções indicam o dólar em níveis mais altos até o fim do ano, ainda que abaixo de estimativas anteriores.

Cenário global segue como fator de risco

Por fim, o ambiente internacional continua sendo um elemento de atenção. Tensões geopolíticas e incertezas econômicas globais podem afetar moedas de países emergentes.

Ainda assim, a combinação de juros elevados, fluxo de capital estrangeiro e alta das commodities deve continuar sustentando o real no curto prazo.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor International

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Economia

Dólar perto de R$ 5: vale a pena comprar agora? Entenda o cenário e estratégias

O dólar hoje voltou a girar próximo de R$ 5, atingindo cerca de R$ 5,01 — nível que não era observado há mais de um ano. A recente valorização do real frente à moeda americana tem chamado a atenção de investidores e reacendido uma dúvida comum: este é o momento ideal para comprar dólares?

A resposta, segundo especialistas do mercado, não é simples — mas há consensos importantes sobre como agir.

Por que o real está se valorizando?

A atual força do real brasileiro é resultado de uma combinação de fatores globais e domésticos.

Nos últimos meses, investidores internacionais têm reduzido exposição aos Estados Unidos, diante de sinais de enfraquecimento do chamado “excepcionalismo americano”. Esse movimento favoreceu a entrada de capital em mercados emergentes, como o Brasil.

Entre os principais atrativos do país estão:

  • juros elevados
  • ações baratas na Bolsa brasileira
  • crescimento econômico consistente
  • inflação controlada e desemprego baixo

Além disso, o Brasil tem se beneficiado do aumento no preço do petróleo. Como exportador líquido da commodity, o país vê sua balança comercial fortalecida, o que contribui para a entrada de dólares e valorização da moeda local.

Impactos do cenário internacional no câmbio

O conflito no Oriente Médio trouxe volatilidade inicial, com o dólar se fortalecendo em busca de segurança. No entanto, com a elevação do petróleo e sinais de redução de tensões, o movimento se inverteu.

Esse cenário favoreceu moedas de países emergentes, incluindo o real, especialmente porque o Brasil ficou relativamente distante do epicentro geopolítico.

Outro ponto relevante é a resiliência das exportações brasileiras, mesmo diante de tarifas comerciais mais rígidas impostas pelos Estados Unidos — fator que também sustenta o câmbio.

Comprar dólar agora ou esperar?

Com o dólar a R$ 5, muitos investidores tentam prever o melhor momento de entrada. No entanto, especialistas alertam que tentar “acertar o timing” do câmbio costuma ser uma estratégia arriscada.

A recomendação mais recorrente é adotar a compra gradual de dólar, conhecida como estratégia de preço médio. Isso reduz o risco de comprar toda a moeda em um pico ou em um fundo momentâneo.

Para diferentes objetivos:

  • Viagens internacionais: comprar aos poucos até a data da viagem
  • Investimentos: manter exposição ao dólar no longo prazo como proteção

Dólar como proteção de patrimônio

A dolarização da carteira é vista como uma estratégia histórica de proteção. Desde o Plano Real, a moeda americana mantém tendência de valorização no longo prazo, apesar de quedas pontuais.

Por isso, especialistas reforçam:

  • O dólar deve ser encarado como diversificação, não especulação
  • Movimentos de curto prazo não alteram seu papel defensivo
  • A alocação deve seguir um planejamento pré-definido

Se a recente queda reduziu a fatia de ativos dolarizados na carteira, pode ser interessante recompor essa posição gradualmente.

O dólar pode cair abaixo de R$ 5?

A possibilidade existe. Alguns analistas apontam que a moeda pode atingir níveis próximos a R$ 4,80 em determinados momentos.

Por outro lado, há fatores que limitam uma queda mais prolongada:

  • desafios internos da economia brasileira
  • sensibilidade do câmbio ao cenário externo
  • volatilidade geopolítica

Além disso, um dólar mais baixo reduz a inflação, mas pode prejudicar exportadoras e empresas com receitas em moeda estrangeira.

Como começar a investir em dólar?

Investir em dólar vai além de comprar a moeda física. Existem diversas formas de acessar o mercado internacional:

  • fundos internacionais
  • ETFs no exterior
  • BDRs
  • ações globais

O primeiro passo é definir objetivos, perfil de risco e horizonte de investimento. A partir disso, é possível escolher os instrumentos mais adequados.

Especialistas destacam que o erro mais comum é usar o dólar como aposta de curto prazo, especialmente motivado por oscilações políticas ou cambiais.

Conclusão: estratégia é mais importante que o momento

O atual patamar do dólar baixo pode representar uma oportunidade, mas decisões devem ser baseadas em estratégia — não em tentativas de prever o mercado.

O consenso entre especialistas é claro: o dólar deve ser tratado como um instrumento de proteção e diversificação, com visão de longo prazo.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Luisa González

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