Economia

Ibovespa bate recorde histórico e supera 166 mil pontos; dólar sobe a R$ 5,38 com tensões internacionais

O mercado financeiro brasileiro teve um dia de movimentos contrastantes nesta terça-feira (20). Enquanto a bolsa de valores alcançou um marco inédito, encerrando acima dos 166 mil pontos pela primeira vez, o dólar comercial avançou frente ao real, pressionado pelo cenário externo e por novos ruídos geopolíticos envolvendo Estados Unidos e Europa.

Bolsa brasileira ignora cenário externo e renova máxima histórica

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou o pregão aos 166.277 pontos, com valorização de 0,87%. Após oscilar negativamente no início do dia, o indicador passou a subir com a abertura das bolsas norte-americanas, beneficiado pelo fluxo de capital estrangeiro em direção a mercados emergentes.

No fim da tarde, o índice perdeu fôlego durante o discurso que marcou um ano do novo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegando a recuar momentaneamente abaixo dos 166 mil pontos. Ainda assim, a bolsa reagiu nos minutos finais e garantiu o fechamento em nível recorde, impulsionada principalmente por ações de mineradoras, bancos e petroleiras, setores com maior peso na composição do Ibovespa.

Dólar avança com escalada de tensões entre EUA e Europa

Diferentemente do desempenho positivo da bolsa, o mercado de câmbio teve um dia de alta. O dólar comercial encerrou cotado a R$ 5,375, com avanço de 0,3%, equivalente a R$ 0,016. Pela manhã, a moeda norte-americana chegou a alcançar R$ 5,40, mas perdeu força ao longo da tarde.

O movimento foi influenciado pela intensificação das tensões políticas e comerciais entre Estados Unidos e União Europeia. O presidente francês, Emmanuel Macron, sinalizou a possibilidade de acionar um mecanismo de defesa comercial que permitiria a aplicação de tarifas de até 93 bilhões de euros sobre produtos americanos. A reação ocorre após novas declarações de Trump envolvendo ameaças territoriais e possíveis aumentos tarifários contra produtos europeus.

Impasse comercial e juros elevados no radar dos investidores

O clima de instabilidade ganhou mais força após o Parlamento Europeu suspender a tramitação do acordo comercial entre União Europeia e Estados Unidos, firmado em julho do ano passado, que previa tarifas de 15% sobre produtos europeus exportados ao mercado norte-americano.

Apesar do cenário internacional adverso, o Brasil foi parcialmente protegido pela diferença entre os juros internos e os praticados nos Estados Unidos. Com a Taxa Selic em 15% ao ano, no maior patamar em quase duas décadas, o país segue atraente para investidores em busca de rentabilidade, o que ajudou a conter uma pressão mais forte tanto sobre o dólar quanto sobre a bolsa.

Na próxima semana, o mercado volta suas atenções para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que definirá os próximos passos da política de juros no país.

Fonte: Agência Brasil

TEXTO: REDAÇÃO

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Economia

PIB da China cresce 5% e exportações sustentam economia em meio à fraqueza interna

A economia da China registrou crescimento de 5,0% do PIB no último ano, alcançando a meta estipulada pelo governo. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo avanço das exportações chinesas, que compensaram a desaceleração do consumo interno e ajudaram a reduzir os impactos das tarifas comerciais dos Estados Unidos — embora essa estratégia comece a mostrar sinais de esgotamento.

Exportações garantem meta de crescimento econômico

Para sustentar o ritmo da atividade econômica, a China ampliou sua participação na demanda global por produtos manufaturados, alcançando níveis inéditos de presença em mercados internacionais. Como resultado, o país acumulou um superávit comercial recorde de US$ 1,2 trilhão, valor cerca de 20% superior ao registrado em 2024.

O montante é equivalente ao tamanho econômico de uma das 20 maiores economias do mundo, como a Arábia Saudita, reforçando o peso do setor externo no desempenho do PIB chinês.

Redução nos EUA e avanço em novos mercados

Mesmo com uma queda de aproximadamente 20% nas exportações para os Estados Unidos, os embarques chineses cresceram de forma expressiva para outras regiões. Empresas do país expandiram vendas para Europa, América Latina e mercados emergentes, em uma tentativa de reduzir a dependência do mercado norte-americano diante das políticas tarifárias mais rígidas adotadas nos últimos anos.

Produtores chineses têm buscado diversificar destinos e adaptar estratégias comerciais para manter competitividade global.

Estratégia externa enfrenta limites

Apesar dos resultados positivos no curto prazo, especialistas avaliam que o modelo baseado fortemente em exportações se torna cada vez mais difícil de sustentar, especialmente diante de tensões geopolíticas, riscos protecionistas e da necessidade de estimular a demanda doméstica.

“Estamos indo bem na Europa e na América Latina e não precisamos desse mercado”, afirmou Dave Fong, coproprietário de fábricas no sul da China que produzem desde mochilas escolares até equipamentos industriais, ao comentar a redução da dependência dos Estados Unidos.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

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Economia

Economia da China cresce 5% em 2025 e cumpre meta oficial do governo

A economia da China registrou crescimento de 5% em 2025, alcançando a meta estipulada pelo governo chinês para o período. O resultado veio levemente acima das projeções do mercado, que apontavam expansão de 4,9%, e repetiu o desempenho observado em 2024, mantendo o ritmo da segunda maior economia do mundo.

Exportações sustentam crescimento econômico

O avanço do PIB chinês foi impulsionado principalmente pelas exportações e pela indústria manufatureira, que demonstraram resiliência ao longo do ano. Mesmo em meio a tensões comerciais, os exportadores chineses ampliaram sua atuação em mercados fora dos Estados Unidos, o que resultou em um superávit comercial recorde, próximo de US$ 1,2 trilhão em 2025.

Segundo Charu Chanana, estrategista-chefe de investimentos da Saxo, o desempenho positivo esconde desequilíbrios. Para ela, enquanto o setor externo mostrou força, áreas como o mercado imobiliário e a demanda interna seguiram frágeis, evidenciando um crescimento desigual.

Desaceleração marca o fim do ano

Apesar do resultado anual sólido, os dados do último trimestre indicam perda de fôlego. Entre outubro e dezembro, o Produto Interno Bruto cresceu 4,5% na comparação anual, abaixo dos 4,8% registrados no trimestre anterior, configurando o ritmo mais fraco dos últimos três anos.

Na comparação trimestral, o avanço foi de 1,2%, acima das expectativas, mas ainda sinalizando expansão moderada. Analistas avaliam que a economia chinesa deve iniciar 2026 com menor impulso, sem sinais claros de retomada no curto prazo.

Demanda interna segue como principal desafio

A fraqueza do consumo e dos investimentos permanece como um dos principais entraves. Em 2025, o investimento em ativos fixos recuou 3,8%, a primeira queda anual desde 1996. Já o investimento imobiliário registrou forte retração de 17,2%, refletindo a crise prolongada no setor.

Indicadores de dezembro reforçam esse cenário: a produção industrial cresceu 5,2%, acelerando em relação a novembro, enquanto as vendas no varejo avançaram apenas 0,9%, abaixo do esperado, evidenciando dificuldades para estimular a demanda doméstica.

Política econômica e perspectivas para 2026

De acordo com Kang Yi, chefe do Departamento Nacional de Estatísticas, o crescimento de 2025 foi obtido “com muito esforço”, em um ambiente de demanda insuficiente e pressões deflacionárias. O cenário externo também adiciona incertezas, com o avanço do protecionismo global e a possibilidade de novas tarifas por parte dos Estados Unidos.

Para sustentar a atividade econômica, o banco central da China iniciou cortes direcionados nas taxas de juros e sinalizou novas reduções nas exigências de reservas bancárias. O governo reafirmou ainda o compromisso com uma política fiscal proativa e a intenção de buscar novamente crescimento próximo de 5% em 2026.

Pequim também anunciou planos para ampliar a participação do consumo das famílias, que hoje representa menos de 40% do PIB, percentual inferior à média global. Analistas destacam que isso exigirá avanços em renda, emprego e proteção social para reduzir a elevada poupança por precaução.

No mercado financeiro, o yuan permaneceu estável após atingir o maior nível em 32 meses, enquanto o índice Shanghai Composite se recuperou das perdas iniciais e encerrou o dia em alta.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Cheng Xin/Getty Images

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Economia

Juros altos e tarifaço dos EUA pressionam indústria, comércio e serviços de SC, aponta IBGE

Dados do IBGE sobre indústria, comércio e serviços em Santa Catarina mostram que a economia do estado sentiu, em novembro de 2025, os efeitos combinados dos juros elevados no Brasil e do tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos. As três pesquisas indicam retração na comparação anual, embora o desempenho acumulado de 2025 ainda permaneça acima da média nacional.

Indústria cai no mês, mas cresce no acumulado do ano

A produção industrial catarinense recuou 1,4% em novembro frente ao mesmo mês de 2024, resultado ligeiramente pior que o do Brasil, que registrou queda de 1,2%. No entanto, no acumulado de janeiro a novembro de 2025, a indústria de SC avançou 3,4%, enquanto a média nacional ficou em 0,6%.

Os segmentos que mais pressionaram negativamente o resultado mensal foram produtos de madeira (-16,8%), móveis (-14,1%) e metalurgia (-15,8%), setores diretamente impactados pelo tarifaço norte-americano e pelo custo do crédito.
Na outra ponta, tiveram desempenho positivo minerais não metálicos (9,4%), produtos químicos (6,7%) e alimentos (3,8%).

Serviços registram primeira queda do ano

O setor de serviços teve em novembro a primeira retração de 2025 na comparação anual, com queda de 0,2%, enquanto o Brasil apresentou crescimento de 2,5%. Mesmo assim, no acumulado do ano, Santa Catarina avançou 3,7%, acima do resultado nacional, de 2,7%.

Entre os destaques positivos estão serviços profissionais, administrativos e complementares, com alta de 13,6%, e informação e comunicação, que cresceu 5,1%. Já serviços prestados às famílias (-5,7%), transportes (-5,6%) e outros serviços (-6,8%) apresentaram retração.

Comércio mantém crescimento acima da média nacional

O comércio ampliado, que engloba atacado, veículos e materiais de construção, cresceu 1% em novembro frente ao mesmo período do ano anterior. No Brasil, o indicador caiu 0,3%. No acumulado de 2025, Santa Catarina registra alta de 2,6%, enquanto o país teve leve retração de 0,2%.

As principais quedas no mês vieram de veículos e autopeças (-4,1%) e do atacado de alimentos, bebidas e fumo (-5,3%). As vendas de materiais de construção avançaram 2%, mas com crescimento considerado moderado.

No varejo restrito, os maiores avanços foram observados em materiais de escritório (36,5%), produtos farmacêuticos (8,3%) e hipermercados e supermercados (6,6%).

Pressão deve continuar nos próximos meses

Os indicadores reforçam que os juros em torno de 15% e o tarifaço dos Estados Unidos seguem impactando a atividade econômica catarinense. A expectativa é de que esse cenário continue influenciando os resultados setoriais nos próximos meses.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC Total

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Economia

Dólar fecha em leve alta a R$ 5,37 com influência do exterior e prévia do PIB

O dólar encerrou a sexta-feira (16) em leve valorização frente ao real, acompanhando o movimento das principais moedas internacionais em um pregão marcado por liquidez reduzida nos mercados globais.

No cenário doméstico, os investidores repercutiram os dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), indicador visto como uma prévia do PIB brasileiro.

IBC-Br surpreende e supera projeções do mercado

O IBC-Br registrou alta de 0,70% em novembro na comparação com outubro, já considerando o ajuste sazonal. O resultado veio acima da expectativa de economistas consultados pela Reuters, que projetavam avanço de 0,30% no período.

A leitura mais forte do indicador reforçou a percepção de que a economia segue aquecida, o que pode impactar as decisões futuras do Banco Central sobre o início do ciclo de corte de juros.

Qual a cotação do dólar hoje?

O dólar comercial fechou com ganho de 0,08%, cotado a R$ 5,372 na compra e R$ 5,373 na venda.

No mercado futuro, às 17h07, o contrato de dólar para fevereiro, o mais negociado na B3, avançava 0,02%, aos R$ 5,3890.

Na sessão anterior, o dólar havia encerrado a R$ 5,3684, com recuo de 0,61%.

Pressão externa limita efeito dos dados internos

Apesar do dado econômico mais robusto no Brasil, o comportamento do câmbio foi influenciado principalmente pelo cenário externo. Segundo analistas, o movimento de alta nos Treasuries americanos acabou fortalecendo o dólar frente às moedas de países emergentes.

“Em tese, um dado mais forte puxaria o câmbio para baixo, mas hoje o exterior prevaleceu, com a alta dos Treasuries valorizando o dólar”, avaliou Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos.

Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos avançaram com investidores analisando indicadores recentes da economia americana e as perspectivas para a política monetária do Federal Reserve.

Declarações de Lula também entram no radar

O mercado também acompanhou declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a política comercial do Brasil. Lula afirmou que o Mercosul busca ampliar acordos após a conclusão do tratado com a União Europeia, mirando parcerias com países como Canadá, México, Vietnã, Japão e China.

A fala ocorreu ao lado da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no Rio de Janeiro, às vésperas da assinatura oficial do acordo comercial entre UE e Mercosul, prevista para sábado, em Assunção, no Paraguai.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

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Economia

Inflação na Argentina cai para 31,5% em 2025 e atinge menor nível em oito anos

Índice anual marca desaceleração histórica
A inflação na Argentina fechou 2025 em 31,5%, o menor patamar registrado pelo país em oito anos. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (13) pelo Indec, o instituto público de estatísticas argentino.

O resultado representa uma desaceleração expressiva em relação aos anos anteriores e reforça a tendência de queda observada ao longo do último ano.

Alta mensal segue trajetória iniciada no segundo semestre
Apesar do alívio no acumulado anual, os preços apresentaram avanço de 2,8% em dezembro, na comparação mensal. O movimento segue uma trajetória de aceleração moderada iniciada em junho.

No último mês do ano, os maiores reajustes foram registrados nos setores de transporte, habitação e nas tarifas de serviços públicos, como fornecimento de água e gás.

Menor inflação desde 2017
Mesmo com a pressão pontual em dezembro, o desempenho de 2025 foi o melhor desde 2017, quando a inflação anual ficou em 24,8%, durante o governo de Mauricio Macri.

A queda consolida uma mudança relevante no comportamento dos preços em uma economia historicamente marcada por índices elevados.

Resultado fortalece governo Milei
O número é considerado positivo para o presidente Javier Milei, que assumiu o governo com um discurso duro de ajuste fiscal e combate à inflação. Desde o início da gestão, o governo promove cortes de gastos, congelamento de orçamentos e reformas estruturais.

Segundo o ministro da Economia, Luis Caputo, o processo de desinflação está ancorado em pilares como superávit fiscal, controle rigoroso da base monetária e capitalização do Banco Central.

Ajuste fiscal e política monetária rígida
Em publicação nas redes sociais, Caputo classificou o resultado como uma “conquista extraordinária” e afirmou que a estratégia econômica será mantida para garantir a continuidade da queda da inflação.

O presidente Milei reforçou o apoio ao ministro ao repercutir a declaração de forma elogiosa.

Choque econômico marcou início do governo
Ao assumir a presidência, em dezembro de 2023, Milei promoveu uma desvalorização do peso superior a 50% e iniciou um forte ajuste nas contas públicas, apelidado de “motosserra”.

As medidas permitiram que a Argentina encerrasse 2024 com inflação de 117,8%, praticamente metade dos 211,4% registrados no ano anterior, abrindo caminho para o recuo mais intenso observado em 2025.

FONTE: AFP
TEXTO: Redação
IMAGEM: LUIS ROBAYO

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Economia

Exportações da China superam expectativas e mercado reduz projeção de inflação para 2026

O mercado financeiro iniciou a semana com revisões importantes tanto no cenário doméstico quanto no internacional. Enquanto analistas reduziram a projeção de inflação para 2026 no Brasil, novos dados mostraram um desempenho acima do esperado das exportações da China, reforçando sinais de resiliência da economia asiática.

Inflação de 2026 tem expectativa revisada para baixo

As expectativas para a inflação brasileira em 2026 foram ajustadas para baixo, segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central.
De acordo com o relatório, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) projetado para o encerramento de 2026 passou a 4,05%, indicando uma leitura mais favorável para o controle dos preços no médio prazo.

Exportações da China crescem acima do previsto em dezembro

No cenário internacional, os números da balança comercial da China surpreenderam positivamente. Em dezembro, as exportações chinesas avançaram 6,6% na comparação anual, acelerando em relação ao crescimento de 5,9% registrado em novembro de 2025.

O resultado ficou bem acima da estimativa da FactSet, que previa uma alta de apenas 2,5%, reforçando a força do comércio exterior chinês no fim do ano.

Importações também aceleram e superam projeções

As importações da China também apresentaram desempenho melhor do que o esperado. Em dezembro, houve crescimento de 5,7% na comparação anual, ante avanço de 1,9% em novembro.
O consenso de mercado, no entanto, apontava para uma queda de 1,6%, o que evidencia uma recuperação mais robusta da demanda interna chinesa.

Superávit comercial segue elevado

Ainda em dezembro, a China registrou superávit comercial de US$ 114,14 bilhões, acima do saldo positivo de US$ 111,68 bilhões observado em novembro. A previsão da FactSet era de um superávit maior, de US$ 117,9 bilhões, mas o resultado manteve o patamar historicamente elevado.

No fechamento de 2025, as exportações chinesas cresceram 5,5% em relação a 2024, enquanto as importações permaneceram estáveis. O superávit comercial anual atingiu um recorde de US$ 1,189 trilhão, consolidando a China como um dos principais motores do comércio global.

Com informações de Dow Jones Newswires.
Texto: Redação

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Economia

Inflação projetada para 2026 recua e mercado mantém previsões para PIB, câmbio e juros, aponta Focus.

O mercado financeiro voltou a ajustar para baixo as expectativas de inflação para 2026. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central, a projeção para o IPCA ao fim do próximo ano passou para 4,05%, levemente abaixo das estimativas anteriores.

Na semana passada, o índice estava em 4,06%, enquanto há quatro semanas era projetado em 4,10%, indicando uma trajetória gradual de desaceleração das expectativas inflacionárias.

Projeções de inflação seguem estáveis para os anos seguintes

Para os anos de 2027 e 2028, o mercado mantém as estimativas há dez semanas consecutivas. A expectativa é de inflação de 3,80% em 2027 e 3,50% em 2028, patamares mais próximos do centro da meta definida pelo governo.

A meta de inflação, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo — o que fixa o intervalo entre 1,5% e 4,5%.

IPCA de 2025 fecha dentro do limite da meta

De acordo com dados do IBGE, a inflação de dezembro registrou alta de 0,33%, acima dos 0,18% observados em novembro. Com isso, o IPCA acumulado de 2025 encerrou o ano em 4,26%, permanecendo dentro do teto da meta oficial.

Entre os grupos pesquisados, apenas habitação apresentou deflação no mês, com queda de 0,33%. Os demais grupos registraram aumento de preços.

O maior impacto veio do grupo transportes, que subiu 0,74%, respondendo por 0,15 ponto percentual do índice. Em seguida, saúde e cuidados pessoais avançaram 0,52%, com impacto de 0,07 p.p.

PIB: crescimento moderado segue no radar do mercado

As projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) permanecem inalteradas. O mercado estima crescimento de 1,80% para a economia brasileira em 2026, percentual repetido para 2027.

Já para 2028, a expectativa é de uma aceleração moderada, com expansão econômica de 2%.

Câmbio segue estável nas projeções

No cenário cambial, as estimativas permanecem estáveis há 13 semanas. O mercado projeta que o dólar encerre 2026 cotado a R$ 5,50, mesmo valor esperado para 2027.

Para 2028, a expectativa é de leve alta, com a moeda norte-americana fechando o ano em R$ 5,52.

Selic deve iniciar ciclo de queda a partir de 2026

A taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, deverá recuar para 12,25% até o fim de 2026, segundo as projeções do mercado. Para 2027, a expectativa é de nova redução, para 10,50%, e, em 2028, para 9,88%.

A Selic está no maior nível desde julho de 2006, quando atingiu 15,25% ao ano. Após alcançar 10,5% em maio do ano passado, a taxa voltou a subir a partir de setembro de 2024, chegando aos atuais 15% na reunião de junho, patamar mantido desde então.

Com informações da Agência Brasil
Texto: Redação

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Economia

Acordo Mercosul-União Europeia pode impulsionar exportações do Brasil em até US$ 7 bilhões, projeta Apex.

Agro lidera ganhos com tratado comercial entre os blocos, segundo a agência.

A possível ratificação do acordo Mercosul-União Europeia deve gerar um incremento de até US$ 7 bilhões nas exportações brasileiras para o mercado europeu. A projeção é da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), que avalia impactos positivos sobre o agronegócio, a indústria e as cadeias de valor do comércio exterior do país.

Após 26 anos de negociações, o tratado tende a consolidar um dos maiores mercados integrados do planeta, reunindo mais de 700 milhões de consumidores e um PIB combinado próximo de US$ 22 trilhões, atrás apenas da economia norte-americana.

União Europeia já é parceiro-chave do Brasil

Atualmente, a União Europeia ocupa a posição de segundo maior parceiro comercial do Brasil, ficando atrás somente da China. O intercâmbio é considerado equilibrado, com volumes semelhantes de exportações e importações.

De acordo com a Apex, mesmo antes da ratificação do acordo, as exportações brasileiras para a Europa cresceram 4%, reflexo da reorganização das cadeias globais e da busca por novos mercados diante do aumento de barreiras comerciais em outras regiões.

Indústria ganha espaço com produtos de maior valor agregado

Os dados da agência mostram que mais de um terço das exportações brasileiras ao bloco europeu é composto por bens industrializados, o que reforça o potencial de expansão em segmentos de maior valor agregado.

No campo industrial, o acordo prevê redução imediata de tarifas para itens como máquinas, equipamentos de transporte, motores, geradores de energia, autopeças e aeronaves. Também devem surgir novas oportunidades para couro, peles, pedras de cantaria, facas, lâminas e produtos químicos.

Agronegócio é o principal beneficiado

No agronegócio, a expectativa é de redução gradual das tarifas, chegando à alíquota zero para diversas commodities, respeitando cotas previamente definidas. Entre os principais produtos brasileiros exportados para a União Europeia estão carne de aves, carne bovina e etanol, setores que tendem a ampliar participação no mercado europeu.

Complementaridade fortalece integração econômica

Para a ApexBrasil, a complementaridade entre as economias é um dos principais trunfos do acordo. Enquanto o Mercosul oferece produção agrícola contínua, a União Europeia reúne alto poder de consumo e demanda industrial sofisticada.

Essa combinação deve estimular o comércio bilateral, aprofundar a integração das cadeias produtivas e gerar efeitos positivos sobre investimentos, competitividade e geração de renda no Brasil.

Fonte: ApexBrasil
Fonte: Redação

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Economia

Saída de dólares no Brasil em 2025 é a segunda maior da série histórica

O Brasil encerrou 2025 com a segunda maior saída líquida de dólares da história, segundo dados preliminares divulgados pelo Banco Central (BC). O fluxo cambial acumulado no ano ficou negativo em US$ 33,316 bilhões, resultado inferior apenas ao observado em 2019, quando a evasão alcançou US$ 44,768 bilhões.

Apesar do volume expressivo de saída de recursos, o real apresentou valorização ao longo do ano, sustentado pelo patamar elevado dos juros no país e pela desvalorização global do dólar.

Canal financeiro lidera a saída de recursos

O principal fator por trás do resultado negativo foi o canal financeiro, que registrou saída líquida de US$ 82,467 bilhões em 2025, o segundo maior número da série histórica, atrás apenas do ano anterior. Esse canal reúne operações como investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucros, pagamento de juros e outras transações financeiras.

Já o canal comercial apresentou entrada líquida de US$ 49,151 bilhões, valor que não foi suficiente para neutralizar a forte evasão observada na conta financeira. O saldo positivo ficou abaixo do recorde de 2007 e também inferior ao resultado de 2024.

Importações reduzem entrada de dólares

De acordo com o Banco Central, o crescimento das importações foi determinante para a menor entrada de divisas pela via comercial. O volume de câmbio contratado para compras externas atingiu US$ 238 bilhões, o segundo maior patamar da série histórica, superado apenas por 2022.

No mesmo período, as exportações somaram US$ 287,5 bilhões. Diferentemente da balança comercial, que considera apenas operações efetivamente realizadas, o fluxo cambial inclui também pagamentos antecipados e adiantamentos de contratos de câmbio.

Real se valoriza mesmo com fluxo negativo

Mesmo diante da saída expressiva de dólares no mercado à vista, o real se apreciou em 2025. O movimento foi favorecido pelos juros elevados no Brasil e pelo enfraquecimento do dólar no cenário internacional, fatores que estimularam posições favoráveis à moeda brasileira no mercado de derivativos, compensando o fluxo cambial negativo.

A atuação do Banco Central no mercado à vista foi limitada. A autoridade monetária realizou apenas duas intervenções de US$ 1 bilhão, por meio do chamado “casadão”, mecanismo que combina a venda de dólares das reservas internacionais com swaps cambiais reversos. A estratégia permite aliviar a taxa de juros em dólar sem impacto direto sobre o câmbio.

Dezembro concentra remessas ao exterior

Em dezembro, o fluxo cambial ficou negativo em US$ 13,562 bilhões, abaixo do registrado no mesmo mês de 2024, quando a saída chegou a US$ 27 bilhões. O resultado refletiu uma evasão de US$ 20,982 bilhões pela conta financeira, parcialmente compensada por uma entrada de US$ 7,421 bilhões pela conta comercial.

Tradicionalmente, o último mês do ano concentra remessas internacionais para pagamento de dividendos. Em 2025, esse movimento foi intensificado por empresas e investidores que buscaram se antecipar ao fim da isenção do imposto de renda sobre remessas ao exterior, que passou a valer a partir de janeiro de 2026.

Fluxo cambial antecipa dados do balanço de pagamentos

As relações financeiras entre residentes e não residentes são oficialmente mensuradas pelo balanço de pagamentos, divulgado mensalmente pelo Banco Central. O fluxo cambial, no entanto, funciona como uma prévia desses números, ao registrar operações como adiantamentos e liquidações antecipadas de contratos.

O indicador é dividido entre fluxo comercial, que acompanha exportações e importações, e fluxo financeiro, que engloba investimentos, empréstimos e transações no mercado financeiro. Em 2025, os dados confirmam que a fuga de dólares esteve concentrada principalmente no canal financeiro.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: © Valter Campanato/Agência Brasil

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