Economia

Economia da China mantém crescimento e amplia oportunidades para comércio e investimentos globais

A economia da China encerrou o primeiro semestre de 2026 com crescimento considerado estável pelas autoridades do país, reforçando seu papel como uma das principais locomotivas da economia mundial. O desempenho também fortalece o conceito de “Oportunidade China 2.0”, estratégia que aposta em inovação, abertura comercial e expansão do mercado interno para atrair investimentos e impulsionar o desenvolvimento global.

PIB chinês cresce 4,7% no primeiro semestre

A segunda maior economia do planeta registrou crescimento de 4,7% nos seis primeiros meses do ano. O resultado está dentro da meta estabelecida pelo governo chinês para o primeiro ano do 15º Plano Quinquenal (2026-2030), que prevê expansão entre 4,5% e 5%, com expectativa de desempenho ainda mais robusto ao longo do período.

Segundo o governo, o resultado foi sustentado pelo fortalecimento da atividade econômica mesmo em um cenário internacional marcado por conflitos geopolíticos e incertezas no comércio global.

Comércio exterior e inovação impulsionam a economia

Entre os fatores que sustentaram o crescimento estão o avanço do comércio exterior, que apresentou expansão de dois dígitos no semestre, e a boa safra de grãos de verão, considerada importante para garantir a segurança alimentar do país.

Na área de energia, a China também ampliou sua capacidade de enfrentar oscilações no mercado internacional. Atualmente, as fontes de energia não fósseis representam cerca de 62% da capacidade instalada, fortalecendo a segurança energética e acelerando a transição para uma economia de baixo carbono.

Outro destaque é o investimento contínuo em tecnologia, pesquisa e inovação, fatores apontados pelo Banco Mundial como essenciais para aumentar a resiliência da economia chinesa diante das interrupções nas cadeias globais de suprimentos.

Novos setores lideram a expansão econômica

A transformação da estrutura econômica também ganhou força em 2026. Segmentos ligados à manufatura avançada, economia digital e serviços modernos responderam por mais de 40% do crescimento econômico no primeiro semestre, refletindo a estratégia chinesa de ampliar atividades com maior valor agregado.

Para as autoridades, esse movimento evidencia a transição da economia para um modelo baseado em inovação, produtividade e desenvolvimento tecnológico.

China amplia abertura comercial

Mesmo diante do aumento do protecionismo e das disputas comerciais em diferentes regiões do mundo, a China manteve a política de abertura econômica.

Um dos exemplos foi a ampliação, em maio deste ano, da tarifa zero para produtos provenientes de todos os países africanos que mantêm relações diplomáticas com Pequim.

Nos primeiros seis meses de 2026, o crescimento das importações superou o das exportações em 8,7 pontos percentuais, indicando uma expansão da demanda interna e maior abertura ao comércio internacional.

“Oportunidade China 2.0” atrai empresas estrangeiras

O fortalecimento da economia chinesa tem impulsionado o conceito de “Oportunidade China 2.0”, expressão utilizada para definir uma nova fase de integração econômica baseada em inovação tecnológica, cooperação internacional e ampliação do mercado consumidor.

Os números reforçam essa tendência. Entre janeiro e maio, foram abertas 25.297 novas empresas com capital estrangeiro na China, crescimento de 5,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Além disso, aproximadamente 4 mil empresas internacionais ampliaram seus investimentos no país.

No setor de veículos de nova energia, grandes montadoras globais também vêm fortalecendo parcerias com empresas chinesas para desenvolver novas tecnologias e ampliar sua competitividade.

Mercado consumidor segue como aposta para o crescimento

O governo chinês também pretende ampliar o consumo doméstico. Um plano recentemente divulgado prevê elevar as vendas do varejo para cerca de 60 trilhões de yuans (aproximadamente US$ 8,84 trilhões) até 2030.

A estratégia faz parte dos esforços para integrar inovação tecnológica, desenvolvimento industrial e expansão da demanda interna, consolidando a China como um dos maiores mercados consumidores do mundo.

Segundo o governo, o país seguirá defendendo uma economia global mais aberta, fortalecendo as cadeias internacionais de produção e promovendo a cooperação econômica baseada em inovação e benefícios compartilhados.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xinhua/Wang Xiang

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Economia

Boletim Focus reduz projeção da inflação para 5,16% em 2026

O mercado financeiro voltou a reduzir a estimativa para a inflação no Brasil em 2026. De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Banco Central, a previsão para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) passou de 5,30% para 5,16%, marcando a segunda queda consecutiva nas projeções.

Enquanto a expectativa para a inflação foi revisada para baixo, as previsões para PIB, dólar e taxa Selic permaneceram inalteradas em relação à semana anterior.

Expectativa para PIB e dólar segue estável

A projeção do mercado para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 continua em 1,99%. Para os anos seguintes, a expectativa é de expansão de 1,65% em 2027 e de 2% em 2028.

No cenário cambial, os analistas mantiveram a estimativa de que o dólar encerre 2026 cotado a R$ 5,20. Para 2027 e 2028, as previsões seguem em R$ 5,28 e R$ 5,34, respectivamente.

Projeção da Selic permanece em 14%

A expectativa para a taxa Selic em 2026 foi mantida em 14% pela terceira semana seguida.

Atualmente, a taxa básica de juros está em 14,25% ao ano, patamar definido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na reunião realizada em 17 de junho. Com isso, o mercado continua apostando em pelo menos um corte nos juros até o fim deste ano.

A próxima reunião do Copom está programada para os dias 4 e 5 de agosto.

Para os anos seguintes, as estimativas também seguem sem alterações: 12% em 2027 e 10,5% em 2028.

Entre junho de 2025 e março de 2026, a Selic permaneceu em 15% ao ano, o maior nível desde julho de 2006, quando alcançava 15,25%. Antes disso, entre setembro de 2024 e junho de 2025, a taxa passou por sete aumentos consecutivos.

Como a Selic influencia a economia

As decisões do Copom têm impacto direto sobre o custo do crédito e o ritmo da atividade econômica.

Quando a Selic é reduzida, financiamentos e empréstimos tendem a ficar mais baratos, favorecendo o consumo das famílias e os investimentos das empresas. Em contrapartida, esse movimento pode aumentar a pressão sobre a inflação.

Já em períodos de juros elevados, o crédito fica mais caro e aplicações financeiras, como renda fixa e poupança, tornam-se mais atrativas. Esse cenário costuma desacelerar o consumo e contribuir para o controle da alta dos preços.

Além da taxa básica de juros, os bancos também consideram fatores como risco de inadimplência, custos operacionais e margem de lucro para definir os juros cobrados dos clientes.

Queda dos alimentos contribui para desaceleração da inflação

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o grupo de alimentos registrou queda de preços pela primeira vez desde novembro de 2025, contribuindo para que o IPCA fechasse junho em 0,16%.

O resultado representa a menor inflação mensal desde outubro de 2025 e confirma a desaceleração dos preços pelo quarto mês consecutivo.

Em maio, o índice havia sido de 0,58%. No acumulado de 12 meses, o IPCA chegou a 4,64%, permanecendo acima da meta oficial de até 4,5%, mas abaixo dos 4,72% registrados no levantamento anterior. Em junho de 2025, a inflação oficial havia sido de 0,24%.

Diferença entre IPCA e INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) encerrou junho com alta de 0,14% e acumula 4,33% nos últimos 12 meses. O indicador é amplamente utilizado como referência para reajustes salariais de diversas categorias profissionais.

A principal diferença entre os dois indicadores está no público analisado. O INPC acompanha a inflação das famílias com renda entre um e cinco salários mínimos, enquanto o IPCA mede a variação dos preços para famílias com renda de um a 40 salários mínimos.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Economia

Brasil registra maior entrada de dólares no primeiro semestre desde 2018, aponta Banco Central

O Brasil encerrou o primeiro semestre de 2026 com um saldo positivo de US$ 17,78 bilhões no mercado cambial, marcando o melhor desempenho para o período desde 2018. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pelo Banco Central e refletem o fortalecimento das entradas de moeda estrangeira no país.

O resultado corresponde à diferença entre os recursos que ingressaram e saíram da economia brasileira entre janeiro e junho, indicando uma recuperação dos fluxos cambiais após anos de maior instabilidade financeira.

Exportações e investimento estrangeiro impulsionam resultado

O principal fator para o avanço do fluxo cambial foi o desempenho do setor comercial. As exportações brasileiras, especialmente de produtos agrícolas, minerais e petróleo, ganharam força com o aumento da demanda internacional.

Além disso, a entrada de capital estrangeiro também contribuiu para o saldo positivo. O cenário de juros elevados no Brasil, aliado à percepção de maior estabilidade macroeconômica, favoreceu o interesse de investidores internacionais.

Entrada de dólares fortalece o real

O aumento da entrada de dólares tem colaborado para a valorização do real frente à moeda norte-americana nos últimos meses. O movimento ocorre mesmo diante das incertezas provocadas pelas tensões geopolíticas e comerciais no cenário internacional.

Perspectivas para os próximos meses

Especialistas avaliam que a manutenção desse desempenho dependerá de fatores como a continuidade das exportações, a evolução dos mercados financeiros globais e as decisões de política monetária adotadas pelas principais economias do mundo.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: ChatGPT

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Economia

Eletrificação da economia: União Europeia prepara plano para reduzir dependência de petróleo e gás

A União Europeia (UE) está preparando um amplo plano para acelerar a eletrificação da economia e diminuir a dependência de petróleo e gás natural. A proposta, elaborada pela Comissão Europeia e prevista para ser apresentada em 17 de julho, reúne medidas regulatórias e linhas de financiamento voltadas à ampliação do uso da eletricidade em diversos setores da economia.

A iniciativa faz parte da estratégia do bloco para enfrentar os impactos da recente instabilidade geopolítica no Oriente Médio, que elevou os preços da energia e aumentou os custos das importações de combustíveis fósseis.

Guerra elevou custos das importações de energia

Segundo dados da própria União Europeia, desde o fim de fevereiro, a conta com a importação de petróleo e gás aumentou em cerca de 50 bilhões de euros (aproximadamente US$ 57 bilhões). O cenário reforçou a necessidade de reduzir a dependência externa e acelerar a adoção de fontes de energia limpa.

Como resposta, Bruxelas pretende estabelecer uma meta para que uma parcela mínima do consumo energético do bloco seja atendida por eletricidade até 2040. O percentual ainda não foi definido, já que o documento segue em fase de elaboração.

Transporte, indústria e residências estão entre os setores prioritários

O plano prevê ampliar a eletrificação em diferentes áreas da economia. Entre as mudanças esperadas estão a substituição de veículos movidos a gasolina e diesel por veículos elétricos, a troca de caldeiras a gás por bombas de calor nas residências e a modernização de processos industriais com equipamentos alimentados por eletricidade em substituição aos combustíveis fósseis.

A Comissão Europeia também reconhece que o alto investimento inicial ainda representa um dos principais obstáculos para essa transformação, apesar de tecnologias eletrificadas apresentarem menor custo de operação ao longo do tempo.

Incentivos fiscais e novas regras para acelerar a transição

Para impulsionar a mudança, a proposta prevê uma série de incentivos. Entre eles está a possibilidade de reduzir o IVA sobre baterias domésticas, carros elétricos e bombas de calor, além da criação de um programa de financiamento para projetos industriais que utilizem eletricidade gerada por fontes renováveis na produção de calor.

O documento também prevê que a Comissão avalie tornar obrigatória a instalação de bombas de calor em edifícios públicos durante futuras contratações governamentais. Outra medida em estudo é o estabelecimento de metas mais rigorosas para a aquisição de veículos elétricos pelo setor público.

UE quer eliminar subsídios aos combustíveis fósseis

Outra frente da estratégia será a retirada gradual dos subsídios destinados aos combustíveis fósseis, tornando a eletricidade mais competitiva em relação ao petróleo e ao gás.

Na avaliação da Comissão Europeia, fortalecer uma matriz baseada em energia limpa, produzida internamente e com maior segurança energética, é uma questão estratégica para o bloco diante das incertezas do cenário internacional. O documento destaca ainda que uma mudança estrutural rumo à eletrificação é considerada essencial para ampliar a autonomia energética da União Europeia.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Yves Herman

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Economia

Economia global deve desacelerar em 2026 após guerra com Irã e avanço da inflação, alerta FMI

A economia global deve perder força em 2026, impulsionada pelos impactos da guerra envolvendo o Irã e pelo aumento da inflação mundial. O alerta foi divulgado nesta quarta-feira pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que revisou para baixo suas projeções de crescimento econômico.

Segundo a instituição, a escalada do conflito afetou as cadeias de fornecimento de energia, elevou os preços das commodities e ampliou as pressões inflacionárias em diversas regiões do planeta.

Crescimento econômico será menor em 2026

Na atualização do relatório Perspectiva da Economia Mundial, o FMI estima que o crescimento da economia mundial cairá para 3% em 2026, abaixo dos 3,5% registrados no ano anterior. O número também representa uma leve redução em relação à projeção de 3,1% divulgada em abril, indicando que os efeitos do conflito tendem a se prolongar.

A entidade ressalta, porém, que o cenário continua cercado de incertezas e pode sofrer novas alterações conforme a evolução das tensões geopolíticas.

Guerra no Oriente Médio amplia riscos para o mercado de energia

De acordo com o FMI, os ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã provocaram retaliações iranianas à infraestrutura energética da região, agravando um ambiente econômico que já enfrentava os efeitos da pandemia de Covid-19 e da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Nos últimos dias, novos ataques contra navios que tentavam atravessar o Estreito de Hormuz voltaram a gerar preocupações sobre a estabilidade do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. Além disso, o governo norte-americano revogou a autorização que permitia temporariamente a ampliação das exportações de petróleo iraniano.

Embora o presidente Donald Trump tenha declarado durante reunião da OTAN, na Turquia, que acredita no fim do conflito, o FMI avalia que a situação permanece instável.

Inflação mundial deve acelerar

As dificuldades no transporte marítimo pelo Estreito de Hormuz elevaram os preços da energia, refletindo diretamente no custo de vida em diversos países.

Com esse cenário, a expectativa é que a inflação global avance de 4,1% em 2025 para 4,7% em 2026, impulsionada principalmente pelos preços elevados das commodities.

Economia demonstra resiliência, apesar dos desafios

Mesmo com perspectivas menos favoráveis para 2026, o FMI afirma que a economia internacional apresentou desempenho superior ao esperado no início deste ano.

Entre os fatores que contribuíram para esse resultado estão a expansão das energias renováveis, que ajudou a reduzir parte dos impactos da alta do petróleo, e o aumento dos investimentos em inteligência artificial, responsável por estimular a atividade econômica em diferentes setores.

Segundo os economistas do Fundo, a economia mundial conseguiu absorver os efeitos iniciais da guerra de maneira melhor do que se previa.

Oriente Médio concentra as maiores perdas

Os países produtores de petróleo no Oriente Médio aparecem entre os mais afetados pelo conflito e devem registrar retrações econômicas significativas ao longo do ano.

No caso do Irã, entretanto, a projeção econômica foi ligeiramente revisada para cima em relação ao relatório de abril, graças ao relaxamento temporário das sanções sobre suas exportações de petróleo. Essa flexibilização, no entanto, foi encerrada nesta semana após os novos episódios de ataques a embarcações na região.

Índia e China também devem crescer menos

As economias com elevado consumo de energia também sentirão os efeitos da valorização do petróleo.

A previsão é que o crescimento da Índia recue para 6,4% neste ano, abaixo dos 7,7% registrados em 2025. Já a China deverá desacelerar de 5% para 4,6% em 2026.

Nos Estados Unidos, o FMI manteve a estimativa de crescimento em 2,3%, sustentada pelo fortalecimento das exportações de petróleo e pelos investimentos no setor de tecnologia.

FMI reforça necessidade de controlar a inflação

O Fundo Monetário Internacional recomenda que autoridades econômicas mantenham o foco na estabilidade dos preços diante da volatilidade das commodities e da crescente demanda por tecnologias ligadas à inteligência artificial.

Nos Estados Unidos, embora o aumento dos preços dos combustíveis continue sendo motivo de preocupação política, o presidente do Federal Reserve, Kevin M. Warsh, afirmou recentemente que os riscos inflacionários diminuíram nas últimas semanas e reiterou o compromisso da autoridade monetária em manter a inflação sob controle.

FONTE: The New York Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Arash Khamooshi/Polaris for The New York Times

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Economia

Banco Central endurece regras para empresas de ativos virtuais e amplia exigências para o mercado cripto

O Banco Central (BC) aprovou um novo conjunto de normas que reforça a regulamentação das empresas que atuam com ativos virtuais no Brasil. A partir de 2027, as prestadoras de serviços de ativos virtuais (SPSAVs) deverão cumprir requisitos prudenciais semelhantes aos exigidos de corretoras e distribuidoras de valores mobiliários.

A medida busca aumentar a segurança do mercado de criptomoedas, fortalecer a estabilidade do sistema financeiro e ampliar a proteção aos investidores.

Novas regras exigirão maior controle financeiro

As mudanças foram oficializadas por meio da Resolução nº 580, que integra o processo de regulamentação previsto no marco legal dos criptoativos.

A partir de 1º de janeiro de 2027, as SPSAVs deverão adotar políticas mais rígidas de gerenciamento de riscos, manter capital mínimo para absorver eventuais perdas e divulgar regularmente informações sobre sua situação financeira e operacional.

Segundo o Banco Central, essas exigências seguem o mesmo padrão aplicado a outras instituições que integram o sistema financeiro nacional.

Empresas de criptomoedas terão classificação semelhante às corretoras

As SPSAVs são empresas autorizadas a oferecer serviços relacionados a criptomoedas, tokens e outros ativos digitais, incluindo intermediação de compra e venda, custódia de ativos e transferências entre clientes.

Com a nova regulamentação, essas empresas e seus respectivos grupos econômicos passarão a ser enquadrados como Instituições do Tipo 3, categoria sujeita a regras prudenciais semelhantes às aplicadas às corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários.

De acordo com o Banco Central, a medida segue o princípio regulatório de que atividades com riscos equivalentes devem obedecer ao mesmo nível de supervisão.

Adaptação será feita de forma gradual

O processo de implementação ocorrerá em etapas.

Até 30 de junho de 2028, todas as empresas do setor serão classificadas no Segmento 4 (S4) da regulação bancária, independentemente do porte.

Esse enquadramento permitirá uma transição gradual para o cumprimento integral das novas exigências prudenciais.

Ao mesmo tempo, o Banco Central determinou que instituições enquadradas no Segmento 5 (S5) — destinado a instituições financeiras de menor porte e submetidas a regras simplificadas — não poderão atuar com ativos virtuais.

Segundo a autoridade monetária, a complexidade das operações com criptoativos exige padrões mais elevados de gestão de riscos e controles internos.

Regulação do mercado cripto vem sendo ampliada

A nova resolução integra um processo contínuo de regulamentação do setor de criptoativos no Brasil.

Em novembro do ano passado, o Banco Central publicou as primeiras normas para disciplinar o funcionamento das plataformas de ativos virtuais, estabelecendo critérios relacionados à governança corporativa, combate à lavagem de dinheiro, operações de câmbio e funcionamento das SPSAVs.

Posteriormente, em fevereiro deste ano, o Conselho Monetário Nacional (CMN) ampliou as exigências ao determinar que essas empresas também observassem regras aplicáveis às instituições financeiras tradicionais, incluindo a proteção das informações dos clientes conforme a legislação de sigilo bancário.

Mais recentemente, em maio, o Banco Central tornou obrigatória a realização de auditoria independente pelas empresas que atuam no mercado de ativos virtuais.

O que são as SPSAVs

As Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAVs) são empresas autorizadas a oferecer serviços relacionados à negociação, intermediação, custódia e transferência de criptomoedas, tokens e outros ativos digitais.

A categoria foi criada pela Lei nº 14.478/2022, conhecida como marco legal dos criptoativos. Em 2023, um decreto federal definiu o Banco Central como órgão responsável pela regulamentação e supervisão desse mercado no Brasil.

Com o novo conjunto de regras, o governo busca aproximar a regulação das empresas de ativos virtuais dos padrões aplicados ao sistema financeiro tradicional, aumentando a segurança jurídica e operacional do setor.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Reuters

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Economia

Dólar fecha o primeiro semestre de 2026 a R$ 5,16; veja as perspectivas para a cotação até o fim do ano

A cotação do dólar encerrou junho em R$ 5,16, acumulando queda de 5,95% no primeiro semestre de 2026. Apesar do resultado positivo para o real, o período foi marcado por momentos distintos, alternando fases de valorização da moeda brasileira e aumento da volatilidade provocado pelo cenário internacional.

Especialistas avaliam que os próximos meses devem ser influenciados tanto pelos rumos da economia global quanto pelas condições fiscais e políticas do Brasil.

O que influenciou o dólar no primeiro semestre de 2026?

Entre janeiro e março, o real ganhou força diante do dólar impulsionado pelo bom desempenho das commodities, principalmente o petróleo, além do diferencial de juros favorável ao Brasil em comparação com outras economias.

Esse ambiente contribuiu para a entrada de capital estrangeiro e fortaleceu a moeda brasileira. No entanto, a partir de março, a intensificação das tensões envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos aumentou a busca dos investidores por ativos considerados mais seguros, favorecendo novamente o dólar.

Segundo o economista sênior da Nomad, Vitor Kayo, esse novo cenário elevou a aversão ao risco e pode comprometer parte da valorização acumulada pelo real ao longo do ano.

Juros nos Estados Unidos reforçaram a valorização do dólar

Outro fator apontado por analistas foi a postura mais rígida do Federal Reserve (Fed) em relação à política monetária. O mercado passou a considerar a possibilidade de novos aumentos dos juros americanos, fortalecendo a moeda norte-americana frente às principais divisas.

Na avaliação de Matthew Ryan, estrategista global da Ebury, mesmo após a redução das tensões geopolíticas, o dólar continuou resiliente devido às expectativas de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.

Bruno Perri, economista-chefe da Forum Investimentos, acrescenta que a redução do diferencial entre os juros brasileiros e americanos também colaborou para o movimento, especialmente após o Copom reduzir a Selic para 14,25%.

Real apresentou forte valorização antes da reversão

Ao longo do semestre, a trajetória do câmbio passou por diferentes fases. O ano começou com o dólar próximo de R$ 5,40, seguido por uma valorização consistente do real, que levou a cotação para a faixa de R$ 5,20 e chegou ao piso de aproximadamente R$ 4,90 em maio.

Entretanto, a mudança do cenário internacional interrompeu esse movimento, elevando novamente a cotação da moeda americana durante junho.

O que esperar do dólar até o fim de 2026?

A expectativa dos especialistas é que o segundo semestre continue marcado por elevada volatilidade cambial. Embora o dólar ainda possa perder força em alguns momentos no mercado internacional, fatores como juros elevados nos Estados Unidos e maior cautela dos investidores tendem a favorecer a moeda americana diante das moedas de países emergentes.

Além do ambiente externo, questões internas também devem influenciar o comportamento do câmbio.

Cenário político e fiscal seguirá no radar

Economistas destacam que a situação fiscal brasileira e o avanço do calendário eleitoral podem aumentar a incerteza dos investidores, reduzindo o fluxo de recursos para o país e pressionando o real.

Nesse contexto, a Nomad projeta que o dólar possa encerrar 2026 próximo de R$ 5,40, retornando gradualmente aos níveis observados no fim de 2025.

Matthew Ryan pondera, porém, que uma eventual desaceleração da inflação nos Estados Unidos e futuras expectativas de redução dos juros poderão enfraquecer o dólar no longo prazo, embora esse processo deva ocorrer de maneira lenta e depender da evolução dos indicadores econômicos.

Mercado prevê estabilidade com oscilações

No mercado brasileiro, Rodrigo Caetano, gerente de investimentos do Sicredi Soma, observa que os contratos futuros negociados na B3 indicam expectativa de relativa estabilidade para o câmbio no curto prazo. Ainda assim, a previsão é de que as oscilações permaneçam elevadas diante das incertezas no cenário econômico global e doméstico.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Economia

Países da União Europeia ainda não cumprem requisitos para adotar o euro, aponta Comissão Europeia

A Comissão Europeia informou que os países da União Europeia que ainda utilizam moedas nacionais e têm a obrigação de adotar o euro no futuro continuam sem atender aos critérios exigidos para ingressar na zona da moeda única. A avaliação faz parte do relatório bienal divulgado nesta quarta-feira (24).

Atualmente, o euro é a moeda oficial de 21 dos 27 países do bloco e é utilizado por mais de 350 milhões de pessoas.

Critérios para adoção do euro seguem sem ser alcançados

Entre os países que ainda não utilizam a moeda estão Suécia, Polônia, Hungria, Romênia, República Tcheca e Dinamarca. Apenas a Dinamarca possui uma cláusula formal que a isenta da obrigação de aderir ao euro. Os demais assumiram esse compromisso ao ingressarem na União Europeia.

Para integrar a zona do euro, os países precisam cumprir uma série de exigências econômicas e legais. Entre elas estão inflação controlada, taxas de juros reduzidas, estabilidade da moeda nacional, déficit público dentro dos limites estabelecidos pelo bloco, dívida pública inferior a 60% do PIB — ou em trajetória de queda — e adequação da legislação do banco central às normas do Banco Central Europeu (BCE).

Questões políticas também influenciam adesão

Segundo a Comissão Europeia, em alguns casos a demora na adoção da moeda única está relacionada a decisões políticas internas. Governos que não têm interesse imediato em aderir ao euro acabam postergando medidas necessárias para atender aos critérios exigidos.

A Suécia e a República Tcheca, por exemplo, cumprem praticamente todas as condições, mas ainda não ingressaram no Mecanismo de Taxas de Câmbio II (ERM2), etapa obrigatória que exige a permanência da moeda nacional no sistema por pelo menos dois anos para comprovar sua estabilidade. Ambos os governos também ainda não adaptaram integralmente suas legislações sobre bancos centrais às regras do BCE.

Romênia e Polônia ainda enfrentam obstáculos econômicos

A Romênia demonstra interesse em adotar o euro, porém permanece distante das metas relacionadas à inflação, equilíbrio fiscal, taxas de juros, estabilidade cambial e compatibilidade jurídica. O único requisito já atendido pelo país é o limite da dívida pública.

Já a Polônia também cumpre apenas o critério referente ao endividamento. Os demais requisitos continuam pendentes e, por razões políticas, o governo não demonstra intenção de acelerar o processo de adesão à moeda única.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Dado Ruvic/Reuters

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Economia

Dólar sobe e se aproxima de R$ 5,20 com expectativa de juros mais altos nos EUA

O dólar comercial iniciou os negócios desta sessão em alta e voltou a se aproximar do patamar de R$ 5,20, atingindo os maiores níveis observados desde o final de março. O movimento acompanha o fortalecimento global da moeda norte-americana diante das expectativas de uma política monetária mais rígida nos Estados Unidos.

Por volta das 9h10, o dólar à vista registrava valorização de 0,15%, sendo negociado a R$ 5,1967. No mercado futuro, o contrato com vencimento em julho avançava 0,20%, cotado a R$ 5,2050.

Enquanto isso, o euro comercial seguia em direção oposta, com recuo de 0,08%, sendo negociado a R$ 5,8974.

Índice DXY reforça avanço da moeda americana

O fortalecimento do dólar também foi refletido no comportamento do índice DXY, indicador que acompanha o desempenho da moeda dos Estados Unidos frente a uma cesta composta por seis importantes divisas globais.

No mesmo horário, o índice avançava 0,26%, alcançando 101,68 pontos. O resultado representa o maior nível desde a forte volatilidade registrada nos mercados durante o chamado “Liberation Day”, em abril de 2025.

Dólar avança frente a moedas emergentes

Além da valorização perante moedas de países desenvolvidos, o dólar também apresentou ganhos relevantes frente a diversas moedas emergentes.

Entre os destaques, a moeda norte-americana subia:

  • 0,36% em relação ao peso mexicano;
  • 0,44% frente ao rand sul-africano;
  • 0,18% contra o peso chileno.

O cenário reflete a busca dos investidores por ativos considerados mais seguros, em meio às perspectivas de manutenção de juros elevados na maior economia do mundo.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Scott Eells/Bloomberg

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Economia

Panda Bonds: Brasil inicia processo para emitir títulos em Yuan e ampliar acesso ao mercado financeiro chinês

O governo brasileiro deu início aos preparativos para emitir títulos da dívida pública em Yuan, moeda oficial da China. A operação, conhecida internacionalmente como panda bonds, faz parte da estratégia do Tesouro Nacional para diversificar fontes de financiamento, ampliar a base de investidores estrangeiros e fortalecer as relações financeiras entre Brasil e China.

O anúncio foi feito pelo secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, que destacou a relevância da iniciativa para a inserção do Brasil no mercado de capitais chinês.

Mercado chinês passa a ter acesso à dívida brasileira

A emissão dos panda bonds permitirá que investidores da China adquiram diretamente títulos da dívida pública brasileira. A medida amplia as possibilidades de captação de recursos pelo governo federal e reduz a dependência de mercados tradicionalmente concentrados em moedas como dólar e euro.

Segundo Daniel Leal, a operação representa um avanço importante na estratégia de internacionalização da dívida pública brasileira. Além de atrair novos investidores, a emissão em yuan também poderá servir de referência para empresas brasileiras interessadas em captar recursos no mercado financeiro chinês.

Diversificação fortalece estratégia do Tesouro

De acordo com o Tesouro Nacional, a diversificação geográfica e monetária das emissões externas contribui para ampliar a segurança financeira do país e fortalecer o mercado de capitais. Ao acessar novos investidores e novos indexadores, o governo cria alternativas de financiamento e estabelece parâmetros que podem facilitar futuras operações de empresas brasileiras no exterior. A iniciativa também acompanha uma tendência global de ampliação do uso de moedas alternativas nas relações financeiras internacionais.

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, cumpre agenda na China nesta semana para avançar nas negociações relacionadas aos panda bonds e discutir outras iniciativas de cooperação econômica entre os dois países. Entre os temas previstos estão projetos ligados ao programa Eco Invest, voltado à atração de investimentos privados para iniciativas sustentáveis no Brasil. A programação inclui ainda um fórum sobre finanças verdes, tema considerado estratégico pelo governo para impulsionar projetos de infraestrutura sustentável, transição energética e economia de baixo carbono.

Reuniões com instituições financeiras e Banco do BRICS

Durante a visita oficial, Durigan deverá se reunir com importantes autoridades do sistema financeiro chinês, incluindo representantes do Banco Popular da China, do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura e do Novo Banco de Desenvolvimento (Banco do BRICS), presidido por Dilma Rousseff.

A agenda contempla ainda encontros com o Ministério das Finanças da China e a inauguração de uma unidade de representação da Receita Federal brasileira no país asiático, iniciativa que busca ampliar a cooperação fiscal e aduaneira entre as duas nações.

Captações internacionais seguem em expansão

A emissão dos panda bonds ocorre em um momento de fortalecimento da presença brasileira nos mercados internacionais. Em abril deste ano, o Tesouro Nacional realizou uma das maiores operações de captação externa da história recente, levantando 5 bilhões de euros em títulos públicos.

A oferta registrou forte demanda de investidores internacionais e foi complementada por outra emissão que captou US$ 4,5 bilhões. O desempenho reforça o interesse global pelos ativos brasileiros e incentiva o governo a buscar novas alternativas de financiamento em diferentes mercados.

Relação financeira entre Brasil e China ganha novo impulso

Maior parceiro comercial do Brasil, a China tem ampliado sua importância também no campo financeiro. A emissão de títulos brasileiros em yuan representa mais um passo na aproximação entre os dois países e sinaliza a intenção de ampliar os mecanismos de cooperação econômica.

Ao ingressar no mercado chinês de capitais, o Brasil fortalece sua estratégia de diversificação financeira e amplia sua participação em uma estrutura internacional cada vez mais multipolar, com maior protagonismo de instituições e moedas dos países emergentes.

Fonte: Brasil 247, Valor Econômico e Tesouro Nacional.

TEXTO: Redação

IMAGEM: Ilustrativa criada por IA

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