Economia

Dólar em queda impulsiona importações, mas custos extras ainda pesam no bolso

A queda do dólar comercial para abaixo de R$ 4,90 na primeira semana de maio de 2026 — menor patamar desde janeiro de 2024 — reacendeu o interesse dos brasileiros por importações, viagens ao exterior e contratação de serviços digitais internacionais.

Apesar do cenário favorável no câmbio, especialistas alertam que o valor da moeda americana não é o único fator que define o custo final de uma compra internacional.

Brasileiros movimentam mais de R$ 100 bilhões em gastos no exterior

O avanço do consumo internacional já aparece nos números do mercado. Dados da Abecs apontam que os brasileiros gastaram US$ 18 bilhões no exterior em 2025, crescimento de 14% em comparação ao ano anterior.

Convertido em moeda nacional, o volume alcançou R$ 100,7 bilhões, impulsionado principalmente pelo crescimento do e-commerce internacional, plataformas digitais e assinaturas de serviços estrangeiros.

Com isso, oscilações do dólar passaram a influenciar diretamente decisões de consumo relacionadas a compras online, streaming, viagens e serviços contratados fora do país.

Consumidor passou a analisar o custo total das compras internacionais

Segundo Gustavo Siuves, os consumidores brasileiros deixaram de observar apenas a cotação da moeda e passaram a considerar outros encargos envolvidos nas operações internacionais.

Entre os fatores que influenciam o preço final estão o IOF, tarifas bancárias, taxas de conversão e o modelo utilizado pelas instituições financeiras para calcular o câmbio.

Nos cartões de crédito tradicionais, por exemplo, a conversão costuma ser realizada na data de fechamento da fatura, o que pode gerar diferença entre o valor exibido no momento da compra e o montante efetivamente cobrado.

Câmbio automático ganha espaço nas operações internacionais

Para reduzir essa diferença, algumas plataformas financeiras passaram a adotar sistemas de câmbio automático em operações internacionais. Nesse modelo, a conversão para reais é feita no instante da compra, permitindo que o consumidor visualize previamente o valor final da transação.

De acordo com Siuves, a tecnologia já permite operações internacionais mais rápidas, transparentes e menos dependentes de intermediários financeiros.

Ele destaca ainda que o desafio atual está em ampliar o acesso dessas soluções para pequenas e médias empresas, que historicamente enfrentam custos mais elevados e processos burocráticos no comércio exterior.

Dólar baixo não significa necessariamente compra mais barata

Mesmo com a valorização do real frente à moeda americana, o custo das compras internacionais continua sujeito a diversos encargos adicionais.

Além do câmbio, fatores como tributos, tarifas operacionais e regras de conversão adotadas pelas instituições financeiras seguem impactando diretamente o preço final pago pelos consumidores.

A tendência do mercado é que ferramentas de conversão em tempo real avancem em setores como turismo, serviços digitais e comércio eletrônico internacional, acompanhando o aumento das transações feitas por brasileiros no exterior.

FONTE: Carta Capital
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Carta Capital

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Economia

Economia da Alemanha cresce 0,3% no primeiro trimestre de 2026 com avanço das exportações

A Alemanha registrou crescimento de 0,3% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com os três meses anteriores. O resultado foi confirmado nesta sexta-feira pelo escritório federal de estatísticas do país.

O desempenho da economia da Alemanha foi impulsionado principalmente pela recuperação das exportações alemãs, que avançaram de forma significativa no início do ano.

Exportações fortalecem atividade econômica alemã

Segundo Ruth Brand, presidente do órgão de estatísticas, o aumento das vendas externas teve papel decisivo para o crescimento econômico no período.

As exportações de bens e serviços subiram 3,3% no primeiro trimestre, revertendo a queda observada no último trimestre de 2025. Enquanto isso, as importações registraram leve alta de apenas 0,1% em relação ao trimestre anterior.

O cenário reforça a relevância do setor externo para a recuperação da maior economia da Europa.

Gastos públicos avançam, mas consumo das famílias fica estagnado

Outro fator que contribuiu para o resultado positivo foi o crescimento dos gastos do governo. As despesas públicas aumentaram 1,1% no período, colaborando para sustentar a atividade econômica.

Por outro lado, o consumo das famílias permaneceu estável, sem crescimento no trimestre, indicando cautela dos consumidores diante do cenário econômico europeu.

Investimentos recuam no início de 2026

Apesar do avanço do Produto Interno Bruto (PIB), os investimentos apresentaram retração de 1,5% no primeiro trimestre do ano.

A queda nos investimentos mostra que, embora as exportações estejam fortalecendo a economia alemã, ainda existem desafios internos relacionados à confiança empresarial e à expansão da atividade produtiva.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Annegret Hilse

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Economia

China acelera internacionalização do yuan e fortalece sistema próprio de pagamentos globais

O Banco Popular da China reforçou nesta semana sua estratégia para ampliar a presença do yuan nas transações internacionais. A medida faz parte do plano de fortalecimento econômico do país e inclui o avanço do CIPS, sistema próprio de pagamentos criado para operações financeiras fora da estrutura dominada pelo Ocidente.

A moeda chinesa, também conhecida como renminbi, vem ganhando espaço em acordos comerciais e investimentos internacionais, principalmente entre países que buscam reduzir a dependência do dólar americano.

O que é o CIPS e por que ele interessa ao mercado global

O CIPS (Cross-Border Interbank Payment System) funciona como uma rede internacional de pagamentos em moeda chinesa. Na prática, a plataforma permite transferências financeiras globais sem necessidade de utilizar o sistema Swift, atualmente liderado por instituições financeiras ocidentais.

Com a ferramenta, parceiros comerciais da China podem realizar operações diretamente em yuan, eliminando etapas de conversão para o dólar. Isso reduz custos cambiais e aumenta a autonomia financeira em negociações internacionais.

Especialistas avaliam que o modelo amplia a independência operacional da China diante de possíveis sanções econômicas aplicadas pelos Estados Unidos ou aliados ocidentais.

Estratégia chinesa não mira substituir o dólar, dizem analistas

De acordo com o professor Shu Cheng, especialista em finanças internacionais da FGV EAESP, o objetivo da China não é eliminar o protagonismo do dólar, mas oferecer uma alternativa para comércio exterior e reservas internacionais.

Segundo ele, o governo chinês busca diminuir sua vulnerabilidade a crises externas e ampliar a segurança financeira do país em cenários de tensão geopolítica.

Ainda assim, analistas observam que o crescimento do yuan pode aumentar a concorrência global entre moedas de reserva ao longo dos próximos anos.

Estabilidade do yuan fortalece confiança internacional

Outro ponto destacado por especialistas é a estabilidade da moeda chinesa. A China mantém rígido controle sobre câmbio e fluxo de capitais, evitando oscilações bruscas do yuan em relação a outras moedas internacionais.

Desde o início do ano, o renminbi apresentou valorização frente ao dólar, resultado atribuído ao controle inflacionário e à política monetária adotada pelo Banco Central chinês.

Embora o modelo receba críticas de defensores do livre mercado, empresas e governos enxergam previsibilidade nas operações em moeda chinesa, fator importante para contratos internacionais de longo prazo.

Dólar enfrenta volatilidade em meio a incertezas políticas nos EUA

Enquanto Pequim amplia sua influência financeira, o dólar atravessa um período de maior instabilidade. Declarações do presidente Donald Trump sobre tarifas comerciais e política internacional provocaram oscilações relevantes no mercado cambial.

Para economistas, a credibilidade do dólar depende diretamente da confiança global na independência do Federal Reserve. Qualquer percepção de interferência política pode estimular bancos centrais e investidores a diversificarem suas reservas internacionais.

Nesse cenário, moedas como o yuan e o euro aparecem como alternativas cada vez mais consideradas no comércio global.

Brasil pode reduzir custos ao negociar diretamente em yuan

O Brasil acompanha de perto esse movimento de diversificação monetária. Como a China é o principal parceiro comercial brasileiro, operações feitas diretamente em yuan podem gerar vantagens para exportadores nacionais.

Empresas dos setores de soja, minério de ferro e proteína animal poderiam receber pagamentos na moeda chinesa e utilizá-la na compra de máquinas, equipamentos e insumos vindos da China, reduzindo custos de conversão cambial.

Além disso, a diversificação das reservas internacionais ajuda a diminuir riscos associados à concentração excessiva no dólar.

China amplia reformas para fortalecer mercado financeiro

A internacionalização do yuan faz parte de uma estratégia mais ampla conduzida pelo governo chinês nos últimos anos. O país vem investindo na expansão do mercado financeiro doméstico, no desenvolvimento de derivativos e em mecanismos de proteção para investidores estrangeiros.

A China também trabalha para aproximar suas regras contábeis dos padrões internacionais e ampliar a divulgação de dados econômicos em inglês, embora analistas ainda apontem limitações na transparência de informações.

Yuan avança gradualmente como alternativa global

Apesar dos avanços, especialistas afirmam que o processo de consolidação do yuan como moeda internacional ainda será longo. Mesmo assim, a China já possui uma estrutura robusta de pagamentos, estabilidade monetária e crescente participação no comércio mundial.

O fortalecimento do yuan não depende necessariamente de substituir o dólar. Para ganhar relevância global, basta que mais países passem a utilizá-lo como opção em reservas internacionais, investimentos e transações comerciais.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Economia

Como o dólar afeta importação e exportação no Brasil e impacta preços, empresas e consumo

A cotação do dólar segue como um dos principais fatores de influência sobre a economia brasileira em 2026. A variação cambial afeta diretamente o custo de vida, a inflação, os preços de produtos importados e a competitividade das exportações nacionais.

Com a economia global cada vez mais integrada, oscilações no câmbio são rapidamente percebidas por consumidores, empresas e investidores.

Dólar alto pressiona inflação e custo de vida

O impacto da alta do dólar vai muito além das viagens internacionais. A moeda norte-americana influencia desde alimentos e combustíveis até eletrônicos e medicamentos vendidos no Brasil.

Isso acontece porque grande parte dos insumos utilizados pela indústria nacional é cotada em moeda estrangeira. Quando o real perde valor frente ao dólar, os custos de importação aumentam e acabam sendo repassados ao consumidor.

Economistas classificam esse movimento como pass-through cambial, mecanismo que acelera a transmissão da alta do dólar para os preços internos.

Produtos mais afetados pela alta do dólar

Alguns setores sentem os efeitos da valorização cambial de forma quase imediata.

Alimentos e commodities

Produtos como soja, trigo e milho possuem preços internacionais em dólar. Quando a moeda sobe, produtores tendem a priorizar exportações, reduzindo a oferta interna e elevando os preços no mercado brasileiro.

Combustíveis e energia

O preço do diesel e da gasolina acompanha o mercado internacional, impactando diretamente fretes, logística e transporte de mercadorias.

Eletrônicos e medicamentos

A indústria de tecnologia e farmacêutica depende fortemente de componentes importados e princípios ativos comprados no exterior, tornando os produtos mais caros com o dólar elevado.

Exportadores e agronegócio ganham competitividade

Se o câmbio alto pesa no bolso do consumidor, ele também favorece setores exportadores, especialmente o agronegócio brasileiro.

Como commodities agrícolas são negociadas em dólar no mercado internacional, produtores recebem mais em reais quando convertem receitas vindas das exportações.

Além disso, a desvalorização do real torna os produtos brasileiros mais competitivos no exterior, favorecendo vendas para mercados da Europa, Ásia e América do Norte.

Dependência de fertilizantes reduz ganhos do agro

Apesar do aumento nas receitas, o setor agrícola também enfrenta desafios causados pelo dólar elevado.

O Brasil ainda depende da importação de fertilizantes e defensivos agrícolas vindos principalmente da Rússia e da China. Como esses produtos são dolarizados, os custos de produção sobem junto com a moeda americana.

Especialistas apontam que produtores que realizaram compras antecipadas de insumos em períodos de dólar mais baixo conseguiram preservar melhor suas margens de lucro.

Indústria sofre com aumento dos custos de importação

Na indústria nacional, a valorização do dólar representa um forte impacto sobre os custos de produção.

Setores como o automotivo, eletrônico e tecnológico dependem de peças, semicondutores e componentes estrangeiros. Empresas que não conseguem absorver os custos acabam reajustando preços ou reduzindo margens.

A dependência de fornecedores globais também aumenta os riscos de desindustrialização em períodos de forte volatilidade cambial.

Hedge cambial ganha espaço entre empresas

Para reduzir riscos, empresas brasileiras vêm ampliando o uso do chamado hedge cambial, estratégia financeira que protege operações contra oscilações do dólar.

Por meio de contratos futuros e travas de câmbio, companhias conseguem fixar previamente uma cotação para pagamentos futuros em moeda estrangeira.

Nos últimos anos, fintechs e plataformas digitais facilitaram o acesso de pequenas e médias empresas a ferramentas antes restritas às grandes corporações.

Superávit comercial cresce, mas consumo perde força

A valorização do dólar também fortalece a balança comercial brasileira, impulsionando exportações e aumentando a entrada de moeda estrangeira no país.

Ao mesmo tempo, o consumidor brasileiro enfrenta perda de poder de compra devido à inflação provocada pelo encarecimento de produtos e serviços.

Analistas avaliam que o principal desafio econômico de 2026 será equilibrar o crescimento das exportações com a preservação do mercado interno.

Como reduzir impactos da volatilidade cambial

Especialistas recomendam algumas estratégias para empresas e consumidores enfrentarem períodos de forte oscilação do dólar:

  • Diversificar investimentos e manter parte da reserva financeira atrelada ao dólar;
  • Evitar dívidas indexadas à moeda estrangeira;
  • Planejar compras internacionais com antecedência;
  • Priorizar fornecedores nacionais quando possível;
  • Utilizar proteção cambial em operações de importação.

Economia brasileira segue dependente do cenário externo

O comportamento do dólar continuará sendo um dos principais indicadores econômicos acompanhados pelo mercado em 2026.

Enquanto o setor exportador se beneficia do câmbio elevado, consumidores e empresas dependentes de importações seguem enfrentando inflação e aumento de custos.

A capacidade do Brasil de reduzir a dependência de tecnologia e insumos estrangeiros será determinante para diminuir os impactos da volatilidade cambial nos próximos anos.

FONTE: Revista Oeste
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Revista Oeste

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Economia

Medida Provisória zera imposto de importação para compras internacionais de até US$ 50

Uma Medida Provisória (MP) que elimina a cobrança de 20% do Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50, medida conhecida popularmente como “taxa das blusinhas”, foi publicada na edição extraordinária do Diário Oficial da União, nesta terça-feira (12).

Durante o anúncio oficial da MP, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que a decisão foi possível após um processo de maior controle e regularização do setor de compras internacionais. Segundo ele, o avanço na fiscalização reduziu significativamente práticas ilegais ligadas ao comércio eletrônico internacional. “O contrabando, que era uma marca presente nesse setor, foi eliminado. Agora, o setor regularizado vai poder usufruir dessa isenção sobre esses produtos”, declarou.

Compras internacionais populares devem ser beneficiadas

De acordo com o governo federal, a medida deve impactar principalmente consumidores de baixa renda, que utilizam plataformas internacionais para adquirir produtos de menor valor. A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, ressaltou que o termo “taxa das blusinhas” não representa toda a variedade de itens comprados pelos brasileiros. “Não é só roupa. Há um conjunto de outros bens que são comprados, todos de valor pequeno”, afirmou.

Já o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, destacou que a retirada da tributação federal pode tornar o sistema tributário mais alinhado ao consumo popular. “Os números mostram que a maior parte das compras, de fato, é de baixo valor. Está associado ao consumo popular”, explicou.

Entenda a “taxa das blusinhas”

A cobrança do imposto sobre compras internacionais de até US$ 50 entrou em vigor em agosto de 2024, dentro do programa Remessa Conforme. Na prática, o tributo era aplicado já no momento da compra em plataformas estrangeiras, com o objetivo de ampliar a fiscalização, combater fraudes e aumentar a regularização das remessas internacionais.

Fonte: Agência Brasil

Texto: Redação

Imagem: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Economia

Argentina registra fuga recorde de dólares e investimento estrangeiro fica negativo sob governo Milei

A Argentina vive um cenário econômico contraditório em relação ao discurso oficial do governo de Javier Milei. Enquanto a Casa Rosada defende que a abertura econômica impulsionaria uma forte entrada de capital estrangeiro, os números do Banco Central argentino apontam avanço na saída de dólares do país.

Em março de 2026, empresas estrangeiras remeteram US$ 876 milhões em lucros para suas matrizes no exterior, o maior volume registrado em mais de 15 anos. O movimento evidencia a preferência de multinacionais por retirar recursos da economia argentina em vez de reinvesti-los localmente.

Investimento estrangeiro direto fecha trimestre no vermelho

O cenário se agravou com os dados do relatório de Investimento Estrangeiro Direto (IED) referentes ao quarto trimestre de 2025. Segundo o Banco Central da Argentina, o país encerrou o período com saldo negativo de US$ 4,687 bilhões.

Na prática, isso significa que houve mais saída do que entrada de capital estrangeiro na economia argentina. Parte do resultado foi impulsionada pelo pagamento de dívidas comerciais do setor agroexportador com empresas controladoras no exterior.

O resultado contrasta com a expectativa criada pelo governo argentino de transformar o país em um dos principais destinos de investimentos internacionais da América Latina.

Taxa de reinvestimento despenca para 17%

Outro indicador que acendeu alerta no mercado foi a forte queda na taxa de reinvestimento das empresas estrangeiras instaladas na Argentina.

Dados oficiais apontam que apenas 17% dos lucros gerados pelas multinacionais permaneceram no país. Isso significa que, a cada US$ 100 obtidos em operações locais, US$ 83 foram enviados para fora da Argentina.

Especialistas avaliam que níveis reduzidos de reinvestimento costumam refletir cautela das empresas em relação às perspectivas econômicas e à estabilidade do ambiente de negócios.

Liberalização cambial facilitou saída de recursos

A política de liberalização cambial adotada pelo governo de Javier Milei também contribuiu para acelerar as remessas ao exterior.

As mudanças reduziram barreiras para transferência de dólares por empresas estrangeiras, permitindo maior liberdade nas operações financeiras internacionais.

Apesar de a medida ter sido apresentada como mecanismo para atrair investimentos, economistas argumentam que o efeito imediato acabou favorecendo a saída de capital já instalado no país.

Programa RIGI ainda não entregou entrada expressiva de capital

O governo argentino apostou no programa RIGI (Regime de Incentivo a Grandes Investimentos) como principal ferramenta para estimular novos aportes internacionais.

O projeto oferece benefícios fiscais e regulatórios para setores estratégicos, como mineração, petróleo e gás natural. A expectativa oficial era criar uma “avalanche de dólares” por meio da entrada de grandes investidores estrangeiros.

No entanto, os dados do Banco Central indicam que os investimentos prometidos ainda não se converteram em fluxo significativo de recursos para a economia real.

Analistas apontam que existe diferença entre aprovação de projetos no papel e efetiva chegada de capital para fábricas, infraestrutura e geração de empregos.

Investimentos se concentram em setores extrativistas

Além do baixo volume de novos aportes, especialistas destacam preocupação com o perfil dos investimentos que seguem entrando na Argentina.

Grande parte dos recursos está concentrada em atividades ligadas ao setor financeiro, mineração e petróleo — segmentos que costumam ter menor impacto direto na geração de empregos industriais e no fortalecimento da economia produtiva.

Economistas argentinos também alertam para o risco de um modelo baseado na exploração de recursos naturais com posterior remessa dos lucros ao exterior, reduzindo os efeitos positivos internos do investimento estrangeiro.

Economia enfrenta pressão cambial e perda de competitividade

A saída de dólares e a redução do investimento produtivo podem gerar efeitos relevantes sobre a economia argentina nos próximos meses.

Entre os principais impactos apontados estão a pressão sobre o câmbio, menor geração de empregos industriais e redução da capacidade de crescimento econômico sustentável.

O cenário também amplia o debate sobre a eficácia das políticas de abertura econômica implementadas pelo atual governo para recuperar a confiança dos investidores internacionais.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Economia

Yuan registra maior valorização frente ao dólar em três anos

O yuan, moeda oficial da China, alcançou nesta segunda-feira (11) sua maior valorização em relação ao dólar desde março de 2023. A cotação registrada no Sistema de Comércio Cambial chinês ficou em US$ 1 para 6,847 yuans, movimento observado poucos dias antes da visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Pequim.

A valorização da moeda chinesa ocorre em meio ao fortalecimento do uso do yuan no comércio internacional e à crescente busca por alternativas ao dólar em operações globais.

Participação do yuan cresce nas transações globais

Dados do Banco de Compensações Internacionais mostram que a presença do yuan nas transações financeiras internacionais aumentou significativamente na última década.

Em 2013, a moeda chinesa representava apenas 2,2% das operações globais. Já em 2025, essa participação avançou para 8,6%, refletindo o esforço da China para ampliar a internacionalização de sua moeda.

Entre as iniciativas recentes está a criação de um sistema de pagamento via QR Code entre China e Indonésia, lançado em maio deste ano. A ferramenta permite operações diretamente em moedas locais, reduzindo a dependência do dólar nas transações bilaterais.

Valorização do yuan pode pressionar exportações chinesas

Apesar do fortalecimento internacional da moeda, a valorização do yuan também gera desafios para a economia chinesa. Com a moeda mais forte, produtos exportados pela China tendem a ficar mais caros no mercado externo, o que pode reduzir a competitividade das empresas do país.

Especialistas avaliam que esse movimento exige equilíbrio por parte das autoridades chinesas para evitar impactos negativos sobre setores exportadores, considerados estratégicos para o crescimento econômico.

Dólar enfrenta pressão por incertezas nos EUA

Outro fator que influencia o avanço do yuan é a oscilação da confiança dos investidores em ativos ligados ao dólar.

Nos últimos meses, a moeda norte-americana vem sofrendo pressão em meio a preocupações envolvendo o cenário político em Washington, questionamentos sobre a independência do Federal Reserve e dúvidas sobre a sustentabilidade fiscal de longo prazo dos Estados Unidos.

Esse contexto tem incentivado investidores e países a ampliarem o uso de moedas alternativas em operações internacionais.

Encontro entre Trump e Xi Jinping deve abordar sistema financeiro global

A expansão do uso do yuan e os mecanismos de pagamentos internacionais fora da influência direta do dólar devem integrar as discussões entre Donald Trump e Xi Jinping nos próximos dias.

A viagem do presidente norte-americano a Pequim está prevista para começar na quarta-feira (13), com retorno aos Estados Unidos na sexta-feira (15).

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Economia

China impulsiona uso do yuan na Ásia e reduz dependência do dólar

A China vem intensificando sua estratégia de ampliar o uso do yuan no comércio internacional, movimento que tem levado países asiáticos a diminuírem a dependência do dólar. A iniciativa, liderada por Pequim, inclui acordos com nações do Sudeste Asiático para viabilizar pagamentos em moedas locais e na divisa chinesa.

Acordos com a ASEAN fortalecem integração financeira

Os países que integram a Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) estão no centro dessa transformação. A China tem firmado parcerias que permitem transações diretas em moedas locais e yuan, utilizando diferentes sistemas digitais adaptados a cada mercado.

Na Indonésia, por exemplo, foi lançado recentemente um sistema de pagamentos internacionais via QR Code, que possibilita transações entre países sem a necessidade de conversão para o dólar. A solução é vista como um avanço na integração econômica regional e na redução de riscos cambiais.

Pagamentos digitais ampliam uso do yuan

Outros países da região também avançam nessa direção. Na Tailândia, turistas chineses já utilizam carteiras digitais para pagamentos em yuan desde 2025. Iniciativas semelhantes estão em andamento no Vietnã, Malásia e Singapura, fortalecendo o comércio regional com menor dependência da moeda americana.

Além disso, autoridades financeiras chinesas têm intensificado o diálogo com bancos centrais asiáticos. Representantes da China participaram recentemente de encontros com membros da ASEAN, além de Japão e Coreia do Sul, para aprofundar a cooperação monetária.

Estratégia de desdolarização ganha força

O avanço faz parte de uma política mais ampla de desdolarização, que busca reduzir a influência do dólar nas transações globais. Ao mesmo tempo, a China tenta consolidar o yuan como alternativa viável no sistema financeiro internacional.

A estratégia também responde a tensões geopolíticas e ao receio de que o dólar seja utilizado como instrumento de pressão econômica. Nesse cenário, o fortalecimento de uma rede própria de pagamentos surge como prioridade para Pequim.

Sistema chinês de pagamentos cresce

Um dos pilares dessa estratégia é o Sistema de Pagamentos Interbancários Transfronteiriços (CIPS), desenvolvido como alternativa a plataformas ocidentais. A adesão crescente de bancos internacionais ao sistema tem ampliado a eficiência das operações comerciais com a China.

Com isso, analistas projetam um aumento no volume de transações internacionais em yuan, consolidando a moeda como uma opção mais robusta no comércio global.

Turismo e consumo também entram na estratégia

A China também aposta no turismo como ferramenta para expandir o uso da moeda. O país tem facilitado regras de visto e incentivado viagens entre nações asiáticas, estimulando gastos diretamente em yuan.

A Indonésia ilustra esse movimento: em 2025, recebeu cerca de 1,34 milhão de visitantes chineses, o maior número em seis anos. O fluxo também ocorre no sentido inverso, com a China figurando entre os destinos mais procurados por turistas indonésios.

Essa dinâmica fortalece o consumo e contribui para a expansão do uso internacional da moeda chinesa, alinhando-se aos objetivos econômicos do país.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jenhung Huang/Getty Images

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Economia

Inflação 2026: mercado eleva previsão do IPCA para 4,89%, aponta Banco Central

A expectativa do mercado financeiro para a inflação no Brasil voltou a subir. Segundo dados do Boletim Focus divulgados nesta segunda-feira (4), a projeção para o IPCA 2026 avançou de 4,86% para 4,89%. O índice é considerado o principal termômetro da inflação oficial brasileira.

Pressões externas elevam projeções de inflação

A revisão para cima ocorre em meio ao cenário internacional instável. A guerra no Oriente Médio tem impactado diretamente os preços de combustíveis, refletindo também no custo de alimentos e pressionando a economia brasileira.

Com isso, já são oito semanas consecutivas de alta nas previsões para o índice de inflação, que ultrapassa o teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Atualmente, o objetivo é manter a inflação em 3%, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.

Inflação recente mostra avanço nos preços

Dados mais recentes indicam aceleração da inflação. Em março, o IPCA registrou alta de 0,88%, puxada principalmente pelos setores de transporte e alimentação. No acumulado de 12 meses, o índice atingiu 4,14%, conforme levantamento do IBGE.

Para os próximos anos, as projeções permanecem relativamente estáveis:

  • 2027: 4%
  • 2028: 3,64%
  • 2029: 3,5%

Taxa Selic segue como principal ferramenta de controle

A taxa Selic, principal instrumento do Banco Central para conter a inflação, está atualmente em 14,5% ao ano. Na última reunião, o Copom reduziu os juros em 0,25 ponto percentual, marcando o segundo corte consecutivo.

Apesar do movimento de queda, o cenário ainda inspira cautela. Entre junho de 2025 e março de 2026, a Selic permaneceu em 15% ao ano — o maior patamar em quase duas décadas.

O Banco Central indicou que acompanha de perto os desdobramentos do cenário externo, especialmente os impactos do conflito internacional sobre os preços. A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 16 e 17 de junho.

As projeções do mercado para a Selic são:

  • 2026: 13% ao ano
  • 2027: 11% ao ano
  • 2028 e 2029: 10% ao ano

Entenda o impacto dos juros na economia

O aumento da taxa de juros encarece o crédito, reduz o consumo e ajuda a conter a inflação. Por outro lado, também pode frear o crescimento econômico. Já a redução da Selic tende a estimular o consumo e a produção, embora possa pressionar os preços.

Além da Selic, os bancos consideram fatores como risco de inadimplência, custos operacionais e margem de lucro na definição das taxas ao consumidor.

PIB e dólar: projeções do mercado

O Boletim Focus também trouxe atualizações para outros indicadores:

  • PIB 2026: crescimento estimado em 1,85%
  • 2027: 1,75%
  • 2028 e 2029: 2%

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, marcando o quinto ano seguido de expansão, com destaque para o setor agropecuário.

Já a previsão para o dólar indica:

  • 2026: R$ 5,25
  • 2027: R$ 5,30

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Joédson Alves/Agência Brasil

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Economia

Investimento estrangeiro direto coloca Brasil entre os maiores destinos globais em 2025

O Brasil consolidou sua relevância no fluxo global de investimento estrangeiro direto ao ocupar a terceira posição entre os principais destinos em 2025. O país ficou atrás apenas da China e dos Estados Unidos, que tradicionalmente lideram o ranking mundial.

Os dados foram divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, com base nos números consolidados do último ano. O levantamento considera aportes de longo prazo, como aquisição de participações, reinvestimento de lucros e expansão de operações no exterior — diferentemente de capitais especulativos.

Crescimento expressivo dos investimentos no Brasil

O volume de investimentos diretos no Brasil alcançou US$ 77 bilhões em 2025, o que representa um crescimento de 23% em relação ao ano anterior. Esse montante equivale a 4,9% de todo o fluxo global.

No ranking, o país ficou atrás da China, com US$ 80 bilhões, e dos Estados Unidos, que lideraram com ampla vantagem, somando US$ 288 bilhões em aportes.

Histórico recente reforça atratividade do país

O desempenho brasileiro tem sido consistente nos últimos anos. Em 2024, o país também ocupou a terceira colocação, naquela ocasião atrás de Estados Unidos e Canadá. Já em 2023, o Brasil chegou ao segundo lugar global, ficando atrás apenas da economia norte-americana.

Esse histórico reforça a atratividade do país para capital estrangeiro, especialmente em setores estratégicos e projetos de longo prazo.

Projetos estruturais impulsionam interesse internacional

Mesmo com a redução global dos chamados investimentos greenfield — aqueles iniciados do zero — em economias emergentes, o Brasil conseguiu se destacar. Um dos exemplos citados foi a atração de um projeto de US$ 40 bilhões para a construção de um datacenter movido a energia eólica, evidenciando o potencial em infraestrutura e energia limpa.

Fluxo global volta a crescer em 2025

Segundo a OCDE, o volume mundial de investimentos estrangeiros diretos cresceu 15% em 2025, atingindo US$ 1,7 trilhão. O avanço ocorre após um período de retração e foi impulsionado, principalmente, pela retomada dos aportes na China, que voltou a registrar crescimento após três anos de queda.

Perspectivas para os próximos anos

O cenário indica que o Brasil deve continuar entre os principais destinos de investimentos internacionais, apoiado por fatores como mercado interno robusto, recursos naturais e oportunidades em transição energética.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Canva

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