Comércio Exterior, Economia

Governo encerra o ano com cortes no imposto de importação e reforço à proteção da indústria brasileira.

O governo federal fechou o ano com um conjunto de medidas voltadas ao comércio exterior, combinando redução de tarifas, ampliação de incentivos e fortalecimento de instrumentos de defesa comercial. O objetivo é proteger a indústria brasileira, garantir o abastecimento de insumos estratégicos e enfrentar práticas consideradas desleais no mercado internacional.

As decisões foram tomadas durante a 232ª reunião ordinária do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex), realizada em 18 de dezembro, e envolvem cortes no imposto de importação, ampliação de Ex-tarifários, aumento temporário de tarifas e avanços na aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica.

Redução do imposto de importação assegura insumos estratégicos

Um dos principais pontos do pacote foi a diminuição temporária do Imposto de Importação para matérias-primas essenciais, por meio da Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum (Letec) e de mecanismos voltados ao combate ao desabastecimento.

A medida busca garantir previsibilidade a setores dependentes de insumos importados, reduzindo custos em momentos de escassez global. Segundo o governo, a iniciativa ajuda a evitar gargalos produtivos, preservar empregos e minimizar impactos de oscilações internacionais de preços sobre a economia doméstica.

Ampliação de Ex-tarifários estimula investimento e modernização

Outro destaque foi a liberação de um volume expressivo de Ex-tarifários, instrumento que reduz o imposto de importação quando não há produção nacional equivalente.

Ao todo, foram aprovados:

  • 1.206 Ex-tarifários para bens de capital;
  • 119 Ex-tarifários para bens de informática e telecomunicações;
  • 3 Ex-tarifários para bens de capital autopropulsados.

As concessões, que incluem novos pedidos, prorrogações e renovações, terão validade de até dois anos. A expectativa é impulsionar investimentos, ampliar a automação e elevar a produtividade industrial, fortalecendo setores estratégicos da indústria nacional.

Medidas antidumping são reforçadas contra concorrência desleal

Na área de defesa comercial, o Gecex aprovou a aplicação e a prorrogação de medidas antidumping, com base em análises técnicas do Departamento de Defesa Comercial (Decom), vinculado à Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Entre as decisões estão:

  • Aplicação de direito antidumping sobre cabos de fibras ópticas, com modulação por interesse público;
  • Imposição de medidas sobre fibras ópticas;
  • Prorrogação de ações antidumping contra fios de náilon, louças de mesa e pneus automotivos.

Por outro lado, os direitos antidumping sobre luvas para procedimentos não cirúrgicos foram suspensos, também por razões de interesse público. Segundo o governo, o equilíbrio entre proteção industrial e impacto sobre consumidores orientou as decisões.

Tarifas sobem para parafusos e produtos químicos

O pacote inclui ainda a elevação temporária do imposto de importação para parafusos e produtos químicos, no âmbito da Lista de Elevações Tarifárias por Desequilíbrios Comerciais Conjunturais (Lista DCC).

A medida responde a aumentos atípicos das importações, que pressionam a produção nacional. Com a alta das tarifas, o governo pretende conter surtos de importação, dar fôlego aos fabricantes locais e restabelecer condições mais equilibradas de concorrência.

Lei de Reciprocidade Econômica avança na relação com os EUA

No campo diplomático, o Gecex analisou um pleito relacionado à Lei de Reciprocidade Econômica em relação aos Estados Unidos. A legislação autoriza o Brasil a adotar medidas equivalentes diante de restrições impostas por outros países a produtos e empresas nacionais.

O comitê decidiu aguardar o avanço das negociações diplomáticas antes de criar o grupo de trabalho previsto em decreto. A eventual aplicação da norma pode abrir caminho para respostas simétricas às barreiras enfrentadas pela indústria brasileira no mercado norte-americano.

Estratégia combina abertura comercial e proteção à indústria

No conjunto, as decisões refletem uma estratégia que equilibra abertura comercial e proteção da produção nacional. A combinação de redução de tarifas para insumos, ampliação de Ex-tarifários, reforço do antidumping e uso de instrumentos de reciprocidade econômica busca garantir concorrência justa e segurança no abastecimento.

Ao encerrar o ano com esse pacote, o governo sinaliza que a indústria brasileira permanece no centro da política de comércio exterior, tanto no aspecto técnico quanto no diplomático.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Texto: Redação

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Economia

Banco Central da Argentina anuncia mudanças na banda cambial e nova estratégia monetária

O Banco Central da Argentina (BCRA) comunicou, na segunda-feira (15), o início de uma nova etapa do programa econômico, que prevê ajustes no sistema de banda cambial e a implementação de um programa de acumulação de reservas internacionais.

Segundo a autoridade monetária, a partir de 1º de janeiro de 2026, o piso e o teto da banda da taxa de câmbio flutuante passarão a ser atualizados mensalmente, acompanhando o ritmo dos dados mensais de inflação divulgados pelo Indec. A mudança busca impedir que o teto da banda continue apresentando queda em termos reais.

Mesmo com a ampliação gradual das faixas em 1% ao mês, o banco central esclareceu que o teto da banda crescerá nominalmente abaixo da inflação, mantendo o caráter de controle cambial dentro do novo desenho da política.

Programa de reservas será iniciado em 2026

A partir do início de 2026, o BCRA também dará início a um programa de compra de dólares para reforçar as reservas internacionais, em linha com o que já havia sido antecipado pelo ministro da Economia, Luis Caputo. A estratégia estará diretamente ligada à demanda por moeda e à liquidez do mercado de câmbio.

O cenário-base de remonetização prevê a expansão da base monetária de 4,2% para 4,8% do PIB até dezembro de 2026. Esse movimento poderia ser viabilizado com a aquisição de cerca de US$ 10 bilhões, dependendo da disponibilidade de fluxos do balanço de pagamentos.

Caso a demanda por moeda avance mais 1% do PIB, o volume de compras pode chegar a US$ 17 bilhões, sem necessidade de esforços contínuos de esterilização monetária, desde que haja oferta suficiente de divisas.

Compras no mercado e normalização das reservas mínimas

O banco central informou ainda que o valor diário das compras de reservas será limitado a 5% do volume diário negociado no mercado de câmbio. A instituição também se reservou o direito de realizar compras em bloco, com o objetivo de reduzir eventuais picos de volatilidade provocados por entradas expressivas de moeda estrangeira.

Paralelamente, a autoridade monetária, presidida por Santiago Bausili, confirmou que seguirá avançando na normalização gradual da política de reservas mínimas a partir de 2026. O impacto dessas mudanças será considerado na definição do equilíbrio monetário, sempre em consonância com a estabilidade de preços e a retomada da intermediação financeira.

Foco segue sendo o controle da inflação

Mesmo com os ajustes anunciados, o Banco Central da Argentina reiterou que continuará priorizando a convergência da inflação doméstica aos níveis internacionais. A condução da política monetária seguirá orientada para garantir que a oferta de moeda acompanhe a recuperação da demanda, com preferência pelo aumento das reservas internacionais como principal canal de expansão monetária.

De acordo com o comunicado, a programação monetária estabelecerá uma trajetória consistente para os agregados monetários, de modo que o processo de desinflação seja compatível com o fortalecimento das reservas.

Transparência e viés contracionista

O BCRA também anunciou que retomará a divulgação do Relatório Trimestral de Política Monetária, a partir da edição referente a dezembro de 2025. O documento terá como objetivo apresentar a avaliação do banco central sobre o cenário econômico interno e externo, a dinâmica da inflação e os fundamentos das decisões de política monetária.

Por fim, a instituição destacou que, enquanto a inflação argentina permanecer acima da inflação internacional, a política monetária continuará operando com viés contracionista.

FONTE: Bloomberg Línea
TEXTO: Redação
IMAGEM: Erica Canepa/Bloomberg

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Economia

Dólar supera R$ 5,50 e acumula quarta alta seguida com ruídos políticos no Brasil

Moeda reage a cenário eleitoral e avança no mercado doméstico

O dólar voltou a ganhar força no mercado brasileiro nesta quarta-feira, registrando a quarta alta consecutiva e ultrapassando novamente o patamar de R$ 5,50. O movimento reflete o aumento das incertezas políticas ligadas às eleições presidenciais de 2026, especialmente diante da possível candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), enquanto, no exterior, a moeda norte-americana também manteve valorização.

No encerramento do pregão, o dólar à vista avançou 1,07%, cotado a R$ 5,5223. Apesar da sequência recente de ganhos, a divisa ainda acumula queda de 10,63% no ano.

Dólar futuro tem leve alta na B3

Por volta das 17h07, o contrato de dólar futuro para janeiro, atualmente o mais negociado na B3, subia 0,13%, a R$ 5,5350, indicando manutenção do viés de cautela entre os investidores.

Pesquisa eleitoral amplia cautela dos investidores

Na véspera, o mercado já havia reagido a uma pesquisa Genial/Quaest, que apontou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em posição confortável na corrida presidencial frente a adversários da direita.

Em um dos cenários estimulados, Lula aparece com 41% das intenções de voto no primeiro turno, seguido por Flávio Bolsonaro, com 23%, e Tarcísio de Freitas, com 10%. O levantamento indica ainda vitória de Lula em todos os cenários de segundo turno.

Mercado avalia impacto da possível candidatura de Flávio Bolsonaro

A leitura predominante entre agentes financeiros é que uma eventual consolidação de Flávio Bolsonaro como nome da direita pode inviabilizar a candidatura de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo e visto por parte do mercado como uma alternativa mais alinhada à agenda econômica liberal. Esse cenário tende a favorecer a reeleição de Lula, aumentando a aversão ao risco nos ativos brasileiros.

As preocupações ganharam força após informação divulgada pelo site Metrópoles, segundo a qual o senador Ciro Nogueira (PP-PI) teria indicado a investidores que Tarcísio deve buscar a reeleição em São Paulo, enquanto Flávio avançaria como candidato ao Planalto.

Ibovespa cai e juros futuros sobem

Durante a tarde, o dólar acompanhou a queda do Ibovespa e a alta expressiva das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros). Às 13h51, a moeda atingiu a máxima intradiária de R$ 5,5320, com valorização de 1,24%.

Cenário externo também favorece o dólar

No mercado internacional, os investidores seguem atentos aos próximos passos da política monetária do Federal Reserve (Fed). Além disso, o dólar avançou frente à libra esterlina, diante da expectativa de corte de juros pelo Banco da Inglaterra.

No fim da tarde, o índice do dólar (DXY) — que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,17%, aos 98,382 pontos.

Fonte: Com informações do mercado financeiro e agências internacionais.
Texto: Redação

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Economia

Banco Central da Argentina atrela câmbio à inflação para fortalecer reservas e estabilizar economia

Nova política monetária entra em vigor em janeiro

O Banco Central da Argentina (BCRA) anunciou nesta segunda-feira (15) um novo pacote de regras monetárias que passa a vincular a faixa de negociação do peso argentino à inflação. A iniciativa busca acumular reservas em dólar, reduzir volatilidades cambiais e contribuir para a estabilização da economia.

As medidas começam a valer em 1º de janeiro e fazem parte da estratégia do governo de Javier Milei para desmontar gradualmente os controles cambiais e avançar para um regime mais previsível.

Faixa cambial passa a seguir a inflação

Pelo novo modelo, os limites inferior e superior da faixa cambial serão ajustados mensalmente com base nos dados oficiais mais recentes de inflação. O sistema substitui o mecanismo anterior, que previa um reajuste fixo de 1% ao mês, considerado insuficiente diante da inflação de 2,5% registrada em novembro.

Segundo o BCRA, o objetivo é tornar o câmbio mais aderente à dinâmica de preços da economia e evitar distorções acumuladas.

Acúmulo de reservas em dólar é prioridade

Outro eixo central da política é o reforço das reservas internacionais. O Banco Central informou que pretende comprar até US$ 10 bilhões, com possibilidade de ampliar o montante para US$ 17 bilhões, dependendo do desempenho do balanço de pagamentos.

A estratégia é vista como fundamental para sustentar o crescimento econômico e melhorar a confiança dos investidores.

Base monetária será ampliada até 2026

O BCRA também anunciou planos de elevar a base monetária para 4,8% do Produto Interno Bruto (PIB) até o fim de 2026, ante os atuais 4,2%. A ampliação visa adequar a oferta de moeda à expectativa de recuperação da demanda pelo peso argentino.

Alinhamento com recomendações do FMI

As mudanças seguem recomendações recentes do Fundo Monetário Internacional (FMI). No início do mês, o organismo internacional defendeu que a Argentina acelere a acumulação de reservas para recuperar o acesso pleno aos mercados internacionais de capitais.

A porta-voz do FMI, Julie Kozack, afirmou na rede social X que avalia positivamente o recente retorno do país aos mercados e as ações para fortalecer o sistema monetário e cambial, recompor reservas e avançar em reformas estruturais.

Reação moderada dos mercados

Os mercados financeiros reagiram de forma contida ao anúncio. O peso argentino teve valorização de 0,17%, cotado a 1.438,5 por dólar. O índice S&P Merval subiu 1,13%, enquanto os títulos soberanos registraram alta, especialmente os papéis atrelados ao dólar.

Economia dá sinais de retomada

A mudança ocorre em um momento em que a economia argentina começa a apresentar sinais de recuperação. A projeção é de crescimento de 3,5% do PIB no terceiro trimestre de 2025, na comparação anual, revertendo a retração de 1,9% observada no mesmo período do ano anterior.

Fonte: Com informações de comunicados oficiais do Banco Central da Argentina e declarações do FMI.
Texto: Redação

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Economia

PIB industrial deve crescer 1,1% em 2026, projeta CNI; juros altos seguem como entrave

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) projeta que o PIB industrial avançará 1,1% em 2026, enquanto a economia brasileira deve registrar expansão de 1,8% no período. As estimativas foram divulgadas no novo boletim econômico da entidade.

Segundo a confederação, a manutenção da Selic em 15% ao ano, em nível considerado altamente restritivo, deve continuar limitando o ritmo de crescimento do país no próximo ano. O Copom deve manter a taxa estável pela quarta reunião consecutiva nesta quarta-feira (10.dez.2025), conforme projeções do mercado financeiro.

Contexto econômico e desaceleração do PIB
O IBGE informou que o PIB brasileiro cresceu 2,7% no acumulado de 12 meses até o terceiro trimestre, resultado que indica desaceleração e representa a menor taxa anual desde o segundo trimestre de 2021. Para 2025, a CNI prevê avanço de 2,5%, com desaceleração para 1,8% em 2026, influenciada pelos juros reais elevados — mesmo diante de um possível ciclo gradual de redução da Selic.

A entidade alerta que o atual nível de juros deve restringir investimentos e o consumo de bens duráveis, tradicionalmente mais sensíveis ao crédito.

Setores mais impactados pelos juros elevados
A CNI avalia que a indústria de transformação continuará sendo a mais afetada pelo cenário de crédito caro, enquanto a concorrência de produtos importados deve seguir pressionando a produção nacional. Já o setor de construção tende a mostrar reação diante de novos estímulos ao financiamento imobiliário, com ajustes previstos para começarem a surtir efeitos a partir de janeiro de 2026.

Na indústria extrativa, a produção deve permanecer elevada, embora sem repetir o avanço observado em 2025.

Inflação em queda e perspectiva para 2026
A entidade destaca que a inflação perdeu força em 2025. Dados do IPCA mostram desaceleração para 4,46% no acumulado de 12 meses, retornando ao intervalo da meta pela primeira vez desde setembro de 2024. Para 2026, a CNI prevê nova queda, com o índice fechando o ano em 4,1%.

Apesar do arrefecimento dos preços, a confederação aponta que a política monetária permanece por um período prolongado em terreno restritivo, mantendo juros reais acima da taxa neutra. A expectativa é que apenas em 2026 tenha início um ciclo de cortes mais consistente, com a Selic encerrando o ano em 12%, ainda em nível contracionista.

FONTE: Investing e Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Investing

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Economia

Brasil mantém segundo maior juro real do mundo pelo sexto mês, a 9,44%

Selic estável mantém posição no ranking global
A manutenção da taxa Selic em 15% pelo Comitê de Política Monetária (Copom) fez com que o juro real do Brasil permanecesse como o segundo maior do mundo, atingindo 9,44% em outubro. O número representa leve recuo em relação à divulgação anterior, quando o indicador chegou a 9,74%.

O levantamento, que considera as 40 maiores economias do mundo, é produzido pela MoneYou e Lev Intelligence, sob coordenação do economista-chefe Jason Vieira.

Cenários possíveis não alterariam a colocação brasileira
Mesmo que o Copom tivesse optado por um aumento ou corte na taxa básica, a posição do país no ranking não mudaria. Vieira calcula que um corte de 0,25 ponto base levaria o juro real a 9,17%, enquanto um aumento na mesma proporção elevaria o índice para 9,75%.
Antes da decisão, o economista estimava 90% de probabilidade de manutenção da taxa, 8% de chance de corte e apenas 2% de alta.

No relatório, ele destacou que as incertezas fiscais continuam pressionando as expectativas, apesar do alívio recente em diversos itens da inflação e da desaceleração da economia global. A queda do dólar, representada pelo DYX, também influencia o comportamento dos preços.

Turquia segue líder em juros reais
O ranking global é encabeçado pela Turquia, com 10,33% de juro real. O Brasil aparece em segundo (9,44%), seguido por Rússia (7,89%). Argentina (7,14%) e México (4,21%) completam a lista dos cinco maiores juros reais.

Brasil tem o quarto maior juro nominal do mundo
No comparativo de juros nominais, o Brasil ocupa o quarto lugar, com 15%. À frente estão Turquia (39,5%), Argentina (29%) e Rússia (16,5%). Em seguida aparecem Colômbia (9,25%), México (7,25%) e África do Sul (6,75%).

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Economia

Competição entre Mercosul e União Europeia impulsiona desenvolvimento, diz Ingo Plöger

A reunião-almoço que marcou o fim da programação empresarial de 2025 da Câmara de Indústria e Comércio Alemã-Brasileira no Rio Grande do Sul reuniu, em Porto Alegre, empresários e especialistas para discutir o acordo Mercosul–União Europeia e o papel geopolítico do Brasil em um cenário global mais volátil. O convidado principal foi o engenheiro e economista Ingo Plöger, presidente da Abag e do Ceal Brasil.

Origem das negociações e mudanças no cenário internacional

Plöger relembrou que as tratativas entre os dois blocos começaram no fim dos anos 1990, quando havia maior confiança no multilateralismo e na integração entre democracias. Na época, a União Europeia avançava como modelo de compartilhamento de soberania, enquanto o Mercosul buscava consolidar estrutura semelhante na América do Sul. Segundo ele, a intenção inicial era fortalecer “autonomias compartilhadas que promovessem paz e prosperidade”.

Competição entre os blocos é vista como motor de prosperidade

O economista destacou que um equívoco comum é tratar Mercosul e União Europeia como economias naturalmente complementares. Na avaliação de Plöger, ambos são blocos altamente competitivos — e isso deve ser entendido como um fator positivo. “Competição gera prosperidade”, afirmou, lembrando que a própria formação europeia nasceu da disputa entre polos industriais robustos.

Transformações da economia global dificultam avanços

O longo impasse nas negociações, que já dura mais de 20 anos, também decorre das profundas mudanças na economia mundial. Quando o diálogo começou, a indústria ocupava posição central. Hoje, mais de metade do PIB tanto do Mercosul quanto da UE está concentrado em serviços, setor complexo de regular e pouco contemplado nos instrumentos tradicionais de comércio internacional.

Novo tabuleiro geopolítico e as vantagens brasileiras

Plöger observou que as recentes mudanças geopolíticas — como o enfraquecimento do multilateralismo, a ascensão de acordos bilaterais e a força crescente de potências com modelos distintos das democracias liberais — remodelaram o comércio global. Nesse contexto, o mundo passou a operar em três frentes simultâneas: segurança internacional, segurança alimentar e segurança energética.

É nesse ambiente que o Brasil se destaca. Na segurança alimentar, o País lidera pela produção de proteínas animais sustentada por cadeias logísticas avançadas, o que pressiona sistemas de subsídios de economias desenvolvidas. No campo energético, o diferencial brasileiro está na matriz elétrica limpa e na expertise em biocombustíveis. “O Brasil domina tecnologias que o mundo vai demandar ainda mais”, resumiu.

Futuro do acordo e necessidade de olhar adiante

Ao comentar as perspectivas do acordo Mercosul–UE, Plöger avaliou que o debate não deve ficar preso a tarifas ou prazos de desgravação. Para ele, quando — e se — o tratado for concluído, será essencial evitar uma análise limitada ao passado.

FONTE: Jornal do Comércio
TEXTO: Redação
IMAGEM: Lisa Ross/Divulgação/JC

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Economia

Itajaí segue líder no retorno do ICMS em Santa Catarina para 2026, aponta Secretaria da Fazenda

O município de Itajaí continuará no topo do ranking de retorno do ICMS em Santa Catarina no próximo ano. De acordo com os dados oficiais divulgados pela Secretaria de Estado da Fazenda, a cidade registra, pelo terceiro ano consecutivo, a maior participação no repasse do imposto entre os municípios catarinenses.

Segundo reportagem publicada pelo portal NSC Total, Itajaí ficará com 8,22% do montante total que será repartido em 2026. A liderança é mantida desde 2024. Joinville, que ocupou o primeiro lugar até 2023, permanece na segunda colocação, com 7,9%.

Os números refletem a movimentação econômica dos municípios em 2024, ano-base para o cálculo do índice utilizado em 2026. Além da atividade econômica, a distribuição também considera indicadores educacionais avaliados pelo Tribunal de Contas do Estado. Do total do imposto, 15% são distribuídos igualmente entre todas as prefeituras.

O chamado “G-10” — grupo das dez cidades com maior participação no retorno do ICMS — não terá mudanças de integrantes no próximo ano, embora algumas posições tenham sido alteradas. A maioria dos municípios da lista registrará crescimento em suas parcelas.

G-10 do ICMS em Santa Catarina para 2026:

  1. Itajaí – 8,22%
  2. Joinville – 7,9%
  3. Blumenau – 3,57%
  4. Jaraguá do Sul – 2,8%
  5. Chapecó – 2,45%
  6. Florianópolis – 2,33%
  7. São José – 1,99%
  8. Brusque – 1,75%
  9. Criciúma – 1,67%
  10. Araquari – 1,45%

Fontes: Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina; NSC Total (Jefferson Saavedra).

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO NSC TOTAL

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Economia

Mercado financeiro eleva projeção do PIB do Brasil para 2025

O mercado financeiro revisou para cima a estimativa de crescimento da economia brasileira em 2025. Segundo o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, a projeção para o PIB passou de 2,16% para 2,25% nesta semana. A pesquisa reúne expectativas de diversas instituições sobre os principais indicadores econômicos.

Para os anos seguintes, as projeções seguem estáveis: o PIB de 2026 foi ajustado de 1,78% para 1,8%, enquanto 2027 e 2028 devem registrar altas de 1,84% e 2%, respectivamente.

Economia mantém ritmo apoiada por serviços e indústria
Dados do IBGE mostram que a economia brasileira avançou 0,4% no segundo trimestre, sustentada pelo setor de serviços e pela indústria. Em 2024, o país encerrou o ano com crescimento de 3,4%, o quarto consecutivo, registrando o melhor desempenho desde 2021, quando o PIB subiu 4,8%.

No câmbio, a previsão do mercado para o dólar é de R$ 5,40 ao fim de 2025 e R$ 5,50 no fechamento de 2026.

Inflação recua e estimativas se aproximam da meta
O Boletim Focus também reduziu a previsão para o IPCA, a inflação oficial, de 4,43% para 4,4% em 2025. Para 2026, a expectativa caiu levemente para 4,16%, enquanto 2027 e 2028 devem registrar inflação de 3,8% e 3,5%.

Esta é a quarta queda consecutiva nas projeções, após o resultado de outubro, quando o IPCA foi de 0,09%, o menor índice para o mês desde 1998. A desaceleração foi puxada pela redução na conta de luz, segundo o IBGE.
Com isso, a inflação acumulada em 12 meses caiu para 4,68%, abaixo de 5% pela primeira vez em oito meses, embora ainda acima do teto da meta definida pelo CMN, de 4,5%.

Selic segue elevada e pode permanecer alta por mais tempo
Para controlar a inflação, o Banco Central mantém a taxa Selic em 15% ao ano, decisão repetida pela terceira reunião do Copom. Apesar da desaceleração da atividade econômica, o BC afirma que a inflação ainda está acima do desejado e que o cenário internacional — especialmente nos Estados Unidos — continua incerto.

O Copom se reúne novamente nesta semana, e analistas esperam que a taxa básica encerre 2025 também em 15%. Para 2026, a projeção é de queda para 12,25%, seguida por recuos para 10,5% em 2027 e 9,5% em 2028.

Quando a Selic sobe, o objetivo é conter a demanda e segurar os preços, já que juros altos encarecem o crédito e estimulam a poupança — movimento que pode limitar o crescimento econômico. Já reduções na taxa tendem a baratear empréstimos, incentivando produção, consumo e atividade econômica.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Marcello Casal Jr – Agência Brasil

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Economia

Governo adia Cúpula do Mercosul, mas mantém acordo de livre-comércio com a União Europeia

Brasil confirma acordo Mercosul–União Europeia em dezembro

O governo federal decidiu adiar a Cúpula do Mercosul para janeiro do próximo ano, informaram interlocutores do Palácio do Planalto. Apesar da mudança no calendário, está mantida para 20 de dezembro, em Brasília, a assinatura do acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) — um dos compromissos mais aguardados da agenda diplomática.

A formalização do tratado ocorrerá ainda sob a presidência brasileira do Mercosul, já que a troca de comando do bloco será concluída antes da reunião de chefes de Estado.

Lula busca consolidar protagonismo nas negociações

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem sido o principal articulador, pelo lado sul-americano, do avanço nas negociações com a UE. O governo vê na assinatura do acordo uma oportunidade de reforçar o protagonismo brasileiro no cenário internacional e capitalizar politicamente o desfecho das tratativas.

Ausências de Milei e Peña levaram ao adiamento

O adiamento da cúpula foi motivado, principalmente, pela impossibilidade de participação dos presidentes Javier Milei (Argentina) e Santiago Peña (Paraguai) na data inicialmente prevista.

A nova reunião deverá ocorrer em Foz do Iguaçu (PR), escolha considerada simbólica pelo Planalto: além de marcar a transição da presidência do bloco para o Paraguai, a cidade abriga uma das principais fronteiras entre os dois países.

Com informações do Palácio do Planalto.
Texto: Redação

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