Economia

Inflação abaixo do teto é expectativa do mercado para 2025, aponta Boletim Focus

O Banco Central divulgou nesta segunda-feira (17/11) a nova edição do Boletim Focus, mostrando que os analistas do mercado financeiro estão cada vez mais confiantes em uma inflação mais baixa no próximo ano. Pela primeira vez, a estimativa cai para um nível inferior ao teto da meta definida para 2025.

Queda contínua das expectativas
A projeção atual para o IPCA de 2025 é de 4,46%, um recuo em relação aos 4,55% estimados na semana passada. Há quatro semanas, o índice previsto ainda era de 4,70%, confirmando uma trajetória de alívio inflacionário observada pelos economistas.

Meta de inflação e cenário econômico
A meta oficial para o ano que vem tem teto de 4,50%, e a previsão abaixo desse limite reforça a leitura de que o cenário econômico pode caminhar para maior estabilidade, caso os indicadores mantenham esse ritmo de desaceleração.

FONTE: Agência Gov
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Gov

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Economia

SC lidera PIB industrial per capita na América do Sul

Santa Catarina alcançou o maior PIB industrial per capita da América do Sul, superando todos os estados brasileiros e até economias nacionais como a Argentina. O resultado é atribuído à diversidade produtiva e ao alto nível de complexidade industrial do estado, impulsionados pela capacidade de inovação das empresas catarinenses.

Durante apresentação na reunião de diretoria da FIESC, o economista Paulo Gala destacou que SC possui a menor proporção entre trabalhadores formais e beneficiários do Bolsa Família no país, reflexo de uma economia baseada na indústria de transformação e em produtos de alto valor agregado. Para ele, o modelo catarinense deveria servir de referência ao restante do Brasil.

Crescimento sustentável exige inovação
Gala reforçou que, embora programas de transferência de renda sejam relevantes, o desenvolvimento econômico não pode depender exclusivamente do assistencialismo. Ele lembrou que, nos últimos quatro anos, o crescimento nacional foi impulsionado por programas que somaram R$ 1,3 trilhão, efeito que não se traduz em ganhos permanentes de produtividade.

Segundo o economista, o país seria mais eficiente se direcionasse parte desses recursos para áreas que estimulam inovação, aumento de salários médios e expansão de setores industrializados. A renda, afirma, deve aumentar como consequência da sofisticação produtiva e do fortalecimento regional.

Diversificação garante fôlego à economia catarinense
O economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, explicou que, mesmo com uma leve desaceleração, Santa Catarina continua entre as economias que mais crescem no Brasil. A diversificação industrial é um dos principais fatores para esse desempenho.

Bittencourt destacou que essa variedade de setores ajudou SC a driblar os efeitos da queda das vendas aos Estados Unidos. O estado ampliou exportações para mercados já consolidados e abriu novos destinos, especialmente nos itens que lideram sua pauta exportadora. O resultado aparece na alta de 5,1% das exportações entre janeiro e outubro, mesmo diante do tarifaço.

Perspectivas para 2026
Para o próximo ano, a expectativa é de retomada em setores importantes na geração de empregos, impulsionada pelo possível recuo da taxa de juros. No entanto, Bittencourt projeta que, no segundo semestre, a economia pode perder ritmo. Segundo ele, o aumento da renda disponível — com a ampliação da faixa isenta do Imposto de Renda — e juros mais baixos podem levar a um avanço do endividamento, o que tende a frear o consumo.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Filipe Scotti

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Economia

Geopolítica do clima: embaixador aponta disputa entre EUA e China na COP30

China ganha protagonismo na agenda climática

O embaixador André Corrêa do Lago afirmou que a atual Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas revela um claro embate geopolítico entre Estados Unidos e China. Para ele, a potência asiática assumiu posição de destaque ao apoiar de forma decisiva a nova economia verde, enquanto o governo norte-americano demonstra resistência.

Em entrevista ao programa Brasil no Mundo, exibido pela TV Brasil neste domingo (16), Corrêa do Lago destacou que a presença chinesa na COP é marcante e orienta os rumos da negociação global.

Embate define direção da economia mundial

Segundo o presidente da COP30, Washington observa com preocupação o avanço chinês no setor climático. Ao mesmo tempo, setores políticos e econômicos dos EUA temem perder a liderança tecnológica caso o país reduza a aposta na transição energética.

Essa divergência, diz o embaixador, expõe um duelo estratégico sobre “qual caminho a economia global deve seguir”, transformando o debate climático em um confronto geopolítico.

“Negacionismo econômico” ganha espaço

Corrêa do Lago também alertou para o surgimento do que chamou de “negacionismo econômico” — uma vertente que reconhece o impacto humano no clima, mas argumenta que o desenvolvimento justifica os efeitos ambientais. Ele citou o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, como defensor da ideia de que a adaptação seria mais importante que a mitigação.

O embaixador observa que essa narrativa se choca com a realidade econômica atual: em diversos setores, tecnologias limpas e substitutas dos combustíveis fósseis já são mais baratas, o que torna difícil negar a viabilidade da transição.

Ausência dos EUA e força de estados norte-americanos

Apesar da ausência do governo federal dos Estados Unidos na COP, Corrêa do Lago ressaltou a presença de governadores, como o da Califórnia, que juntos representam cerca de 60% do PIB norte-americano. Para ele, o impacto global seria significativo caso Washington insistisse em um retorno aos combustíveis fósseis, dada sua influência econômica mundial.

Fundo Florestas Tropicais para Sempre: inovação brasileira

Durante a entrevista, o embaixador comentou ainda o lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), iniciativa brasileira voltada ao financiamento da preservação de florestas, biodiversidade e comunidades tradicionais.

Corrêa do Lago destacou que o TFFF, por estar fora dos mecanismos oficiais da COP, pode atrair investimentos de países em desenvolvimento, como Brasil e China, além de fundos soberanos interessados em retornos estáveis. Ele adiantou que novas adesões devem ocorrer após a conferência, embora países ainda estejam avaliando o modelo devido ao seu caráter inovador.


Com informações da TV Brasil.
Texto: Redação

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Economia

Tarifas dos EUA já reduzem exportações do Brasil, aponta Fazenda

Exportações brasileiras sofrem impacto direto

O Ministério da Fazenda confirmou que as tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros já provocam queda significativa nas vendas externas do país. A informação consta no boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE), divulgado nesta quinta-feira (13).

Entre agosto e outubro, as exportações brasileiras para o mercado norte-americano recuaram aproximadamente US$ 2,5 bilhões, uma redução de 24,9% em relação ao mesmo período de 2023. Segundo o relatório, o declínio se intensificou mês a mês: 16,5% em agosto, 19,4% em setembro e expressivos 37,9% em outubro.

Produtos mais afetados pelas novas tarifas

As tarifas, em vigor desde agosto, atingiram de forma mais severa alguns dos principais itens da pauta exportadora. Entre os produtos com maiores perdas estão:

  • Petróleo bruto: queda de US$ 404 milhões (-30,3%);
  • Carne bovina congelada: recuo de US$ 165,2 milhões (-60,5%);
  • Celulose de eucalipto: redução de US$ 126 milhões (-33,0%);
  • Ferro bruto: queda de US$ 119 milhões (-27,8%);
  • Açúcar de cana refinado: baixa de US$ 111 milhões (-91,6%).

Superávit segue positivo e mercados são redirecionados

Apesar da retração nos embarques para os EUA, o desempenho geral das exportações brasileiras permaneceu positivo. Em outubro, a balança comercial registrou superávit de US$ 7 bilhões.

O boletim também destaca que houve um redirecionamento comercial relevante. Para a Argentina, avançaram as vendas de automóveis, caminhões-trator, energia elétrica e veículos de carga leve. Já para a China, cresceram as exportações de soja, carne bovina, petróleo bruto e minério de ferro.

Segundo a SPE, esse movimento ajuda a amortecer o impacto das tarifas:

“O impacto das tarifas norte-americanas vem sendo parcialmente compensado pela diversificação de mercados e por políticas de apoio que sustentam a produção, o emprego e a resiliência do setor exportador.”

Negociações diplomáticas seguem em andamento

As tratativas para suspender as tarifas já ocorreram em três encontros entre o chanceler brasileiro Mauro Vieira e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, principal negociador das medidas. O governo brasileiro pressiona para que as taxas sejam retiradas ainda durante a fase de negociação.

A iniciativa integra a nova agenda diplomática firmada entre Brasil e Estados Unidos após a primeira reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Donald Trump, realizada em 26 de outubro, na Malásia.

Com informações da SPE/Ministério da Fazenda.
Texto: Redação

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Economia

Bolsa encerra sequência recorde de altas; dólar avança com cenário externo

Após 15 pregões consecutivos de valorização, o Ibovespa encerrou o dia em leve queda de 0,07%, aos 157.633 pontos. O recuo, embora modesto, colocou fim a uma sequência histórica de ganhos iniciada em 21 de outubro, período em que o principal índice da Bolsa de Valores acumulou alta de 9,48%.

Mesmo com a interrupção da série positiva, o desempenho em 2025 continua expressivo, com valorização acumulada de 31,15%. O pregão desta quarta-feira foi marcado pela volatilidade: o índice chegou a superar os 158 mil pontos na abertura, mas recuou até 0,74% no início da tarde, antes de ensaiar recuperação parcial nas horas finais.

Ações da Petrobras pesam no índice
A principal pressão sobre o Ibovespa veio das ações da Petrobras, impactadas pela queda no preço internacional do petróleo. Os papéis ordinários (PETR3) recuaram 2,99%, enquanto os preferenciais (PETR4) caíram 2,56%, puxando o índice para baixo.

A instabilidade no setor de energia refletiu o movimento global de correção dos preços do barril, após semanas de alta influenciada por tensões geopolíticas e cortes de produção.

Dólar sobe e reverte movimento de baixa
No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,29, alta de 0,37% (R$ 0,019). A moeda americana chegou a recuar para R$ 5,26 pela manhã, mas retomou força ao longo do dia, acompanhando a desvalorização de moedas de países emergentes diante do fortalecimento do dólar no exterior.

Apesar do avanço, a divisa ainda acumula queda de 1,64% em novembro e retração de 14,34% no ano. Na véspera, havia fechado em R$ 5,27, o menor nível desde junho de 2024.

Perspectivas de curto prazo
Analistas destacam que, mesmo após a leve correção, o mercado segue otimista com o desempenho da bolsa brasileira, sustentado por expectativas positivas sobre juros, fluxo estrangeiro e melhora no ambiente fiscal. Já o câmbio deve continuar refletindo a combinação entre fatores externos e percepção de risco local.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/B3

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Economia

Guiné inaugura megamina de ferro e ferrovia de 650 km que podem transformar economia do país

A Guiné deu um passo histórico ao inaugurar oficialmente a mina de ferro de Simandou, um dos maiores projetos de mineração em andamento no planeta. A cerimônia de lançamento ocorreu no porto de Morebaya, ao sul da capital Conacri, com a presença do chefe da junta militar e líder do país, general Mamady Doumbouya. O início das operações marca um novo capítulo para a economia guineense, com a expectativa de transformar o país em um dos principais exportadores de minério de ferro do mundo.

Investimento bilionário e infraestrutura colossal

O projeto Simandou recebeu investimentos estimados em US$ 20 bilhões (cerca de R$ 105 bilhões), destinados à construção de mais de 650 quilômetros de ferrovia e de um porto de grande escala para escoar o minério. A obra mobiliza dois consórcios internacionais: o Winning Consortium Simandou (WCS) — formado por empresas da China e de Singapura — e o SimFer, parceria entre a Rio Tinto e a estatal chinesa Chinalco. Além de ampliar as exportações, o empreendimento deve gerar milhares de empregos diretos e impulsionar o desenvolvimento de infraestrutura capaz de diversificar a economia da Guiné, tradicionalmente dependente da mineração de bauxita.

Relevância política e impacto nacional

O general Mamady Doumbouya, que assumiu o poder em um golpe de Estado em 2021, declarou feriado nacional para celebrar o início das operações — um gesto que reforça o peso político e simbólico do projeto. Vestido com uma túnica boubou branca, Doumbouya participou da cerimônia, mas não discursou. A inauguração ocorre a poucas semanas das eleições presidenciais marcadas para 28 de dezembro, nas quais o militar concorrerá, apesar de ter prometido anteriormente devolver o país ao regime civil.

Com o início da produção em Simandou, a Guiné busca consolidar-se como potência mineradora global, aproveitando suas vastas reservas de minério de ferro de alta qualidade para atrair investimentos e acelerar o crescimento econômico.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/O Globo

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Economia, Internacional

Café da Manhã com Câmaras de Comércio reforça parcerias internacionais e oportunidades de negócios no Paraná

O Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Sistema Fiep), por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN-PR), realizou o evento “Café da Manhã com as Câmaras de Comércio do Paraná”, iniciativa voltada ao fortalecimento das relações bilaterais e à criação de novas oportunidades de negócios e investimentos para o estado.

O encontro reuniu representantes de diversas Câmaras de Comércio, instituições e órgãos públicos, consolidando o Paraná como um polo de cooperação internacional e inovação empresarial. Entre os participantes, estiveram a Associação Comercial do Paraná (ACP), o Corpo Consular do Paraná, os Correios, o Sebrae, o IRIP e a Prefeitura de Curitiba.

Networking e cooperação internacional em foco

O evento foi marcado por um ambiente de diálogo e networking, com a integração de lideranças empresariais e diplomáticas. As discussões reforçaram o papel estratégico das Câmaras de Comércio na promoção do comércio exterior, na atração de investimentos estrangeiros e no fortalecimento das relações econômicas globais — pilares centrais do programa Paraná4Business.

Durante a abertura, o gerente de Relações Internacionais da Fiep, Higor de Menezes, apresentou o trabalho do Sistema Fiep ao lado de Juliana Penhaki, Rafael Asinelli, Caroline Nascimento e Fernanda Wolf, dos Conselhos Temáticos e Setoriais. O grupo destacou iniciativas voltadas ao desenvolvimento industrial paranaense e à internacionalização das empresas locais.

Câmaras de Comércio apresentam projetos e estratégias para 2026

Na sequência, os representantes das Câmaras de Comércio apresentaram planos e projetos para 2026, com foco em cooperação econômica, inovação e internacionalização de empresas. Participaram do encontro as câmaras de Alemanha, Estados Unidos (AMCHAM), Argentina, China, Finlândia, França, Índia, Itália, Japão, Luxemburgo, Portugal e Romênia-Moldávia.

As propostas destacaram a importância de ações conjuntas para ampliar o intercâmbio comercial e criar novas rotas de investimento entre o Paraná e os principais mercados mundiais.

Paraná se consolida como estado globalmente competitivo

O Café da Manhã com as Câmaras de Comércio reafirmou o compromisso do Sistema Fiep em aproximar o setor produtivo paranaense das redes internacionais de negócios, consolidando o estado como um ambiente aberto, inovador e competitivo no cenário global.

Diante dos resultados positivos, o Sistema Fiep anunciou que o evento terá novas edições, com o objetivo de ampliar o diálogo bilateral e fomentar parcerias estratégicas para o desenvolvimento econômico sustentável.

A instituição agradeceu a presença dos representantes das câmaras e dos parceiros institucionais, reforçando que a iniciativa representa um marco para o futuro das relações internacionais e do crescimento industrial no Paraná.

FONTE: FIEPR
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIEPR

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Economia

Dólar hoje recua e volta a ficar abaixo de R$ 5,30 com otimismo sobre o fim do shutdown nos EUA

O dólar à vista abriu em queda nesta terça-feira (11), refletindo o aumento do apetite por risco entre investidores após o Senado dos Estados Unidos aprovar uma proposta que pode encerrar a paralisação do governo norte-americano. No cenário interno, o mercado acompanha os novos dados de inflação (IPCA) e a ata do Copom, que reforçou a manutenção dos juros em patamar elevado por mais tempo.

Cotação do dólar hoje

Por volta das 9h13, o dólar à vista recuava 0,38%, cotado a R$ 5,287 na venda. O contrato futuro de dezembro, o mais negociado na B3, tinha leve queda de 0,02%, negociado a R$ 5,312.

Dólar comercial
Compra: R$ 5,287
Venda: R$ 5,287

Dólar turismo
Compra: R$ 5,427
Venda: R$ 5,607

Contexto internacional favorece mercados emergentes

A aprovação no Senado norte-americano, por 60 votos a 40, de uma proposta para encerrar o shutdown impulsionou o otimismo global. O texto segue agora para análise na Câmara dos Deputados dos EUA. A perspectiva de estabilidade fiscal reduziu a aversão ao risco e fortaleceu moedas de países emergentes, como o real.

Apesar disso, o mercado ainda demonstra cautela diante da valorização das ações de tecnologia em Wall Street, que têm pressionado alguns índices acionários.

Copom reforça tom cauteloso sobre juros

No Brasil, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta terça-feira, indicou que a taxa Selic de 15% ao ano deve ser suficiente para conduzir a inflação à meta, mas destacou que os juros elevados precisarão ser mantidos por um período “bastante prolongado”. O documento reforça a postura conservadora do Banco Central diante do cenário fiscal e da incerteza internacional.

Inflação tem menor alta para outubro desde 1998

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,09% em outubro, após alta de 0,48% em setembro. Foi o menor resultado para o mês desde 1998, quando o índice subiu apenas 0,02%. No acumulado do ano, a inflação soma 3,73%, e em 12 meses, chega a 4,68%. Em outubro de 2024, a variação havia sido de 0,56%.

Perspectiva

Com o alívio internacional e sinais de controle da inflação doméstica, o real tende a se beneficiar no curto prazo. No entanto, analistas ainda apontam que a volatilidade deve permanecer enquanto persistirem incertezas sobre a política fiscal dos EUA e o ritmo da economia global.

FONTE: InfoMoney e Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Prakash Singh/Bloomberg

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Economia

Brasil atrai mais investimentos estrangeiros do que a média global

O Investimento Direto Estrangeiro (IDE) destinado a novos projetos produtivos no Brasil cresceu 67% entre 2022 e maio de 2025, na comparação com o período entre 2015 e 2019. O dado integra um estudo da consultoria McKinsey, que analisou o comportamento de grandes multinacionais em meio ao atual cenário de fragmentação política e mudanças geoeconômicas. No mundo, o crescimento médio do IDE no mesmo intervalo foi de 24%.

O movimento acontece mesmo com o aumento de barreiras comerciais e da disputa geopolítica entre grandes potências. Países desenvolvidos, como Estados Unidos e Europa, passaram a direcionar mais capital entre si, enquanto reduziram aportes na China. Já o país asiático intensificou investimentos em outras regiões, principalmente na Europa, América Latina e Oriente Médio.

Vantagem brasileira: distância geopolítica menor

O estudo mostra que economias emergentes têm atraído investimentos de diversos blocos políticos, especialmente aquelas consideradas neutras — caso do Brasil. Segundo a McKinsey, cerca de 65% das empresas que anunciaram aportes no Brasil, Singapura e Emirados Árabes Unidos mantiveram o mesmo “alcance geopolítico” de investimento, índice significativamente maior do que o registrado em países como EUA, Japão e China.

“O Brasil é historicamente neutro do ponto de vista geopolítico, e isso se tornou um ativo importante. Observamos uma diversificação da origem dos investimentos, com novos fluxos vindos da Ásia e do Oriente Médio”, afirma Nelson Ferreira, sócio sênior da McKinsey.

A Europa lidera o volume de aportes no Brasil desde 2022, responsável por aproximadamente 50% do investimento estrangeiro anunciado. Os Estados Unidos aparecem em seguida, com cerca de 15%.

Aportes brasileiros no exterior diminuem

Enquanto a entrada de investimentos aumentou, a saída seguiu direção oposta. O volume de IDE de empresas brasileiras no exterior caiu 19%, passando de US$ 2,9 bilhões (2015–2019) para US$ 3,2 bilhões (2022–maio/2025).

A pesquisa considera apenas investimentos greenfield — isto é, novos projetos produtivos — e não inclui fusões, aquisições ou reinvestimentos de lucro.

Energia lidera os aportes estrangeiros no Brasil

O setor de energia é o principal destino dos recursos internacionais, concentrando 46% dos investimentos estrangeiros anunciados para o Brasil desde 2022. Entre os projetos de maior destaque estão:

  • Usina de hidrogênio verde no Ceará
  • Projetos de petróleo e gás na Bacia de Campos

Esses investimentos fazem parte de uma tendência de meganegócios: embora representem apenas 1% dos anúncios globais, são responsáveis por 50% do valor total investido — proporção que vem crescendo nos últimos cinco anos.

Próximos passos para ampliar a competitividade

Para avançar na atração de capital produtivo, o Brasil ainda enfrenta desafios, especialmente relacionados a custos e ambiente de negócios. De acordo com Ferreira, juros elevados e custo de capital alto limitam a expansão da indústria de manufatura avançada. “Para ganhar competitividade em indústrias estratégicas, o país precisa de um novo ciclo de investimento e modernização com tecnologias como digitalização, automação e inteligência artificial.”

A combinação de energia renovável abundante, grande mercado consumidor e mão de obra disponível coloca o Brasil em posição de destaque para setores de agricultura, energia e commodities.

FONTE: INFOMONEY

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO INFOMONEY

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Economia

Manutenção da Selic em 15% preocupa indústria e comércio

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de manter a taxa Selic em 15% ao ano provocou críticas de representantes da indústria, do comércio, da construção civil e do movimento sindical. Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a taxa elevada freia a atividade econômica e coloca o Brasil em desvantagem frente a países que já reduziram juros.

Setor industrial alerta para impactos no crédito

Em nota, o presidente da CNI, Ricardo Alban, disse que a política monetária “excessivamente contracionista” prejudica a economia. “A Selic tem freado a economia além do necessário, mesmo com a inflação em queda. O custo elevado ameaça o mercado de trabalho e o bem-estar da população”, afirmou.

Pesquisa inédita da entidade mostra que 80% das indústrias apontam os juros como principal obstáculo ao crédito de curto prazo, enquanto 71% consideram a taxa um entrave ao financiamento de longo prazo.

Construção civil sente efeitos do ciclo prolongado de juros altos

O setor da construção também manifestou preocupação. Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Renato Correia, juros altos encarecem o crédito imobiliário e dificultam novos projetos. “A construção é sensível ao custo do crédito e à confiança do consumidor. Uma Selic de 15% torna muitos empreendimentos inviáveis”, disse.

A CBIC reduziu sua projeção de crescimento do setor em 2025 de 2,3% para 1,3%, citando impactos do ciclo prolongado de juros elevados.

Sindicatos alertam para impactos fiscais e sociais

As centrais sindicais também criticaram a decisão. A Contraf-CUT afirma que cada ponto percentual da Selic aumenta em cerca de R$ 50 bilhões os gastos públicos com juros da dívida. “Quase R$ 1 trilhão poderiam ser investidos em saúde, educação e infraestrutura”, afirmou Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT.

A Força Sindical classificou a política como “era dos juros extorsivos”, destacando que compromete o consumo e a renda das famílias.

Setor de supermercados e consumo sob pressão

Segundo a Associação Paulista de Supermercados (APAS), o Brasil está na contramão do mundo, mantendo a segunda maior taxa real de juros global. O economista-chefe da entidade, Felipe Queiroz, apontou que o cenário prejudica investimentos, consumo das famílias e o desenvolvimento econômico.

Cautela monetária do Banco Central

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) pondera que a manutenção da Selic reflete a necessidade de política monetária cautelosa, diante de inflação acima da meta, expansão fiscal, resiliência do mercado de trabalho e incertezas externas. “Esse contexto justifica uma postura prudente do Banco Central”, disse o economista Ulisses Ruiz de Gamboa.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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