Economia

China define prioridades para a agricultura em 2026 com foco em modernização e revitalização rural.

Diretrizes agrícolas marcam início do 15º Plano Quinquenal.

A Conferência Central de Trabalho Rural da China, realizada nesta semana em Pequim, estabeleceu as principais diretrizes das políticas agrícolas e rurais do país para 2026. As definições foram divulgadas nesta terça-feira pela agência estatal Xinhua e ganham peso estratégico por antecederem o início do 15º Plano Quinquenal (2026–2030).

Antes do encontro, o Comitê Permanente do Birô Político do Partido Comunista da China (PCCh) promoveu uma reunião preparatória para alinhar as orientações sobre agricultura, áreas rurais e agricultores. O presidente Xi Jinping, que também ocupa os cargos de secretário-geral do PCCh e presidente da Comissão Militar Central, enviou instruções oficiais ao evento.

Agricultura no centro da estratégia nacional

Nas mensagens encaminhadas à conferência, Xi Jinping ressaltou que 2026 inaugura um novo ciclo de planejamento nacional, tornando essencial o fortalecimento das políticas voltadas ao desenvolvimento agrícola, à revitalização rural e à integração entre áreas urbanas e rurais.

Entre os principais objetivos definidos estão:

  • Avanço da modernização agrícola
  • Promoção integral da revitalização rural
  • Fortalecimento da coordenação entre campo e cidade

Segurança alimentar e renda no campo

A conferência reforçou a prioridade de assegurar a produção de grãos, além de ampliar a efetividade das políticas de apoio à agricultura, ao aumento da renda dos agricultores e ao desenvolvimento sustentável das regiões rurais.

O encontro ocorre na esteira da Conferência Central de Trabalho Econômico, que já havia destacado a integração urbano-rural, e após a divulgação das recomendações preliminares do 15º Plano Quinquenal, que colocam a agricultura como setor estratégico.

Documento Central nº 1 orienta políticas anuais

Segundo a Xinhua, os participantes analisaram um rascunho das diretrizes centrais voltadas à modernização agrícola e ao avanço da revitalização rural em todas as frentes. Tradicionalmente, essas orientações são consolidadas no chamado “Documento Central nº 1”, publicado anualmente no início do ano e considerado um termômetro das prioridades do governo central chinês.

Entre os temas debatidos estiveram a estabilização da produção de grãos e oleaginosas, a ampliação da capacidade produtiva agrícola e o fortalecimento de uma oferta alimentar diversificada.

Soja, comércio internacional e impacto no Brasil

De acordo com a Reuters, o plano prevê o aumento da produção doméstica de soja e de óleo de soja, o que pode reduzir parcialmente a demanda chinesa pela commodity no mercado internacional. Atualmente, o Brasil é o principal exportador de soja para a China, posição fortalecida após a guerra tarifária entre Estados Unidos e China.

Apesar disso, Brasil e China têm aprofundado a cooperação na cadeia de comércio da soja, movimento que tende a reduzir ainda mais a participação norte-americana nesse mercado estratégico.

Tecnologia impulsiona nova produtividade no campo

Outro ponto de destaque foi o papel crescente da inovação tecnológica no agronegócio. A conferência indicou esforços para acelerar avanços em tecnologias agrícolas essenciais, ampliar a aplicação prática de pesquisas científicas e desenvolver novos modelos de produtividade, adaptados às realidades regionais.

Resultados recentes sustentam metas futuras

Dados oficiais mostram que, em 2024, a produção total de grãos da China superou 700 milhões de toneladas pela primeira vez. Além disso, mais de 66 milhões de hectares de terras agrícolas de alto padrão já haviam sido desenvolvidas. Esses números são apontados como base sólida para a continuidade da modernização agrícola chinesa no próximo ciclo de planejamento nacional.

Fonte: Xinhua e Reuters
Texto: Redação

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Economia

Crescimento econômico em 2026: México deve figurar entre os países com menor expansão

A economia do México tende a apresentar um dos desempenhos mais fracos da América Latina em 2026, segundo projeções da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe). A estimativa aponta para um ritmo de crescimento reduzido, influenciado principalmente por um cenário externo desafiador.

Ambiente externo pressiona a economia mexicana

De acordo com a Cepal, o baixo dinamismo econômico do México está diretamente ligado a fatores externos, com destaque para a política comercial e migratória dos Estados Unidos. A forte dependência da economia mexicana em relação ao mercado norte-americano torna o país mais vulnerável a mudanças regulatórias, tarifas e restrições impostas por Washington.

Crescimento abaixo da média regional

A expectativa é que o México permaneça, em 2026, entre os países com menor taxa de crescimento econômico da região, destoando de outras economias latino-americanas que podem apresentar desempenho mais robusto. O cenário reforça os desafios estruturais do país, como baixa produtividade e limitações ao investimento.

Desafios para retomada mais consistente

Segundo a Cepal, a combinação de incertezas externas, menor estímulo ao comércio internacional e ajustes nas cadeias produtivas globais limita a capacidade de aceleração da economia mexicana no curto prazo. O organismo destaca que, sem mudanças significativas no ambiente internacional ou na política econômica doméstica, o crescimento deve seguir contido.

FONTE: El Economista
TEXTO: Redação
IMAGEM: Infográfico EE

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Economia

Bancos reforçam expectativa de queda dos juros em março, aponta pesquisa da Febraban

As instituições financeiras reforçaram a expectativa de que o Banco Central inicie o ciclo de queda dos juros em março, segundo a mais recente Pesquisa de Economia Bancária e Expectativas, divulgada pela Febraban nesta quinta-feira (1º). O movimento ganhou força após o tom mais duro adotado pela autoridade monetária na última reunião de 2025.

O levantamento mostra que aumentou o número de bancos que enxergam março como o ponto de partida para a redução da taxa Selic, hoje em 15% ao ano, o maior patamar desde 2006.

Diminui aposta em corte já em janeiro

Enquanto cresce a expectativa por um início de flexibilização em março, caiu a parcela de instituições que esperavam um corte já em janeiro. O percentual recuou de 45,5% para 30%, indicando maior cautela do mercado quanto ao ritmo de afrouxamento monetário.

A pesquisa ouviu 20 bancos entre os dias 17 e 19 de dezembro.

Projeções indicam juros mais baixos até o fim do ano

Apesar da postura cautelosa, o mercado segue projetando redução relevante da Selic ao longo de 2026. Segundo o Boletim Focus, a taxa básica deve encerrar o ano em 12,25%.

De acordo com Rubens Sardenberg, diretor de Economia, Regulação Prudencial e Riscos da Febraban, o debate agora gira em torno da velocidade desse movimento.
“Por ora, as expectativas seguem conservadoras e apontam para um ritmo moderado de cortes, mesmo com a Selic em nível elevado”, avaliou.

Inflação segue acima da meta, mas com viés de desaceleração

Em relação à inflação, 50% dos participantes acreditam que o índice em 2026 ficará alinhado ao consenso do mercado, ainda acima da meta oficial, pressionado por estímulos fiscais e expansão do crédito.

Por outro lado, 35% dos analistas projetam inflação abaixo do consenso, indicando uma possível continuidade do processo de desaceleração. O Banco Central trabalha com meta de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Atividade econômica mostra sinais de melhora

O levantamento também apontou melhora nas expectativas para o crescimento econômico em 2026. A fatia de analistas que projetam avanço de 1,8% do PIB subiu de 36,4% para 55%.

Ao mesmo tempo, diminuiu de 45,5% para 30% o grupo que esperava crescimento abaixo do consenso do mercado, indicando maior otimismo com a atividade econômica.

Crédito desacelera, mas segue em patamar elevado

A maioria dos bancos projeta que a carteira de crédito encerrará 2025 com crescimento de 9,2%, desacelerando gradualmente para 8,2% em 2026. Mesmo assim, o ritmo segue elevado, sustentado principalmente pelo crédito direcionado.

A projeção anterior apontava alta de 8,9% em 2025, mas foi revisada para cima com o avanço do crédito direcionado, que passou de 10,1% para 10,9%. O principal motor segue sendo o crédito para pessoas jurídicas, cuja expansão estimada subiu de 13,6% para 15,3%, impulsionada por programas governamentais.

No segmento das famílias, a expectativa de crescimento também avançou, de 8,4% para 8,7%, refletindo a resiliência do crédito habitacional, apesar da perda de fôlego no crédito rural.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Adriano Machado

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Economia

CNI critica corte linear de incentivos e diz que país não avança em justiça tributária

Presidente da CNI questiona redução de benefícios fiscais
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, criticou o projeto sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que prevê um corte linear de 10% nos benefícios tributários federais. Para ele, a medida não promove justiça tributária e penaliza principalmente as pequenas empresas, responsáveis por grande parte dos empregos no país.

Em entrevista à CNN Money, Alban afirmou que a decisão ignora diferenças estruturais entre setores e impõe um ônus desproporcional a quem já enfrenta maior dificuldade para competir.

Proposta alternativa da indústria foi apresentada ao governo
Segundo o dirigente, a CNI apresentou alternativas durante a tramitação do projeto no Congresso Nacional. A proposta defendia uma divisão mais equilibrada do esforço fiscal entre os Três Poderes, com cortes menores e distribuídos entre Executivo, Legislativo e Judiciário.

De acordo com Alban, essa alternativa permitiria reduzir o impacto para algo entre 4% e 5%, preservando a atividade produtiva e evitando distorções no sistema tributário. “Um corte linear de 10% é totalmente incompatível com o conceito de justiça tributária”, afirmou.

Insegurança jurídica preocupa setor produtivo
Outro ponto destacado foi a ausência de um período de transição para a aplicação das novas regras. O presidente da CNI alertou que isso gera insegurança jurídica e dificulta o planejamento das empresas.

Diante desse cenário, a entidade avalia recorrer à Justiça para questionar aspectos da nova legislação, especialmente prazos e impactos imediatos sobre contratos e investimentos.

Foco excessivo em arrecadação é alvo de críticas
Para Alban, o governo segue priorizando o aumento da arrecadação, sem avançar de forma consistente no controle dos gastos públicos. Ele reforçou que a carga tributária acaba recaindo sobre o consumidor final e o trabalhador.

“Não é a empresa que paga imposto. Ela apenas arrecada. Quem paga, de fato, é o assalariado e o consumidor”, destacou.

Riscos fiscais e desafios estruturais
O presidente da CNI avalia que o país repete erros do passado ao adotar medidas fiscais de curto prazo, sem enfrentar problemas estruturais. Entre eles, citou a necessidade de revisar a reforma da Previdência e de reavaliar o financiamento de políticas públicas como o Sistema Único de Saúde (SUS), que considera essencial, porém financeiramente pressionado.

Orçamento precisa ser mais eficiente, diz CNI
Para Alban, o Brasil precisa construir uma estrutura orçamentária mais racional, que evite efeitos em cascata sobre os custos de produção. Segundo ele, esse tipo de distorção acaba sendo repassado aos preços finais, impactando toda a economia.

“O desafio é criar um orçamento que não gere multiplicadores de custo ao longo da cadeia produtiva”, concluiu.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Economia

Economia do ano: Portugal se destaca e abre caminho para reposicionar o Brasil na geopolítica global

Portugal é eleito a economia do ano e ganha protagonismo internacional
Portugal foi apontado como a economia do ano entre os países desenvolvidos, segundo avaliação internacional, e passa a ocupar um novo patamar no cenário global. O reconhecimento vai além dos números e sinaliza uma mudança estrutural na forma como o país se posiciona diante das transformações económicas e geopolíticas do século XXI.

Mais do que um desempenho positivo interno, o destaque português projeta impactos diretos para a economia global, para a Europa e, especialmente, para o Brasil, que surge como parceiro estratégico nesse novo tabuleiro internacional.

Reconhecimento internacional ultrapassa indicadores económicos
A escolha de Portugal não se baseia apenas em crescimento do PIB ou equilíbrio fiscal. A análise valoriza a capacidade do país de manter estabilidade institucional, previsibilidade política e articulação diplomática em um mundo marcado por conflitos e fragmentação.

Com isso, Portugal deixa de ser apenas um exemplo doméstico de gestão econômica e passa a ser visto como um ator capaz de construir consensos e influenciar agendas globais.

Portugal redefine seu papel no cenário internacional
O país compreendeu que o Atlântico voltou a ter centralidade estratégica. A combinação entre crescimento económico, estabilidade política e diplomacia ativa coloca Portugal em uma posição rara: a de mediador confiável em um ambiente internacional cada vez mais polarizado.

Sem adotar posturas confrontacionais, Portugal fortalece pontes, amplia diálogos e ganha espaço em um contexto de desgaste das grandes potências tradicionais.

Brasil surge como parceiro estratégico nesse novo ciclo
O reposicionamento português ganha força quando conectado ao Brasil. O país sul-americano reúne peso populacional, relevância económica e protagonismo em temas como meio ambiente, energia e segurança alimentar.

De forma isolada, ambos têm alcance limitado. Juntos, ampliam influência, capacidade de negociação e presença nos principais fóruns globais. A convergência luso-brasileira passa a ser um vetor estratégico no novo equilíbrio internacional.

Aliança luso-brasileira fortalece o mercado global
Portugal e Brasil deixam de ocupar posições periféricas e passam a atuar como eixos de uma nova lógica internacional baseada em redes, não em blocos fechados.

Enquanto grandes potências enfrentam desgaste político e desconfiança externa, o espaço lusófono oferece algo raro: legitimidade cultural, capacidade de diálogo e articulação entre continentes.

Salário mínimo e sinalização geopolítica
O anúncio do aumento do salário mínimo português para 1.600 euros ultrapassa o debate interno. A medida envia um sinal claro ao mercado global, à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e ao Brasil sobre o modelo de desenvolvimento que o país pretende seguir.

Ao valorizar o trabalho, Portugal fortalece a coesão social e reforça sua credibilidade internacional como economia estável e confiável.

Economia, inovação e investimento caminham juntos
Países que investem em bem-estar social tendem a atrair mais capital, tecnologia e inovação. Portugal aposta nesse caminho para consolidar sua posição como polo económico avançado.

Nesse processo, o Brasil surge novamente como parceiro natural, unido por laços históricos, culturais e interesses estratégicos comuns.

A nova geopolítica exige redes, não blocos rígidos
O cenário global aponta para um modelo baseado em conexões flexíveis. Enquanto a Europa enfrenta dilemas internos, os Estados Unidos recuam em algumas frentes e a China encontra resistências, abre-se espaço para novos articuladores globais.

Portugal e Brasil oferecem pontes culturais, rotas comerciais, cooperação energética e diplomacia ambiental, atributos cada vez mais valorizados.

Riscos e oportunidades do alinhamento luso-brasileiro
Apesar do potencial, o alinhamento entre os dois países não é automático. O Brasil ainda convive com ciclos de instabilidade política que dificultam estratégias de longo prazo. Portugal, por sua vez, corre o risco de subestimar o momento histórico de cooperação ampliada.

A convergência exige visão estratégica e ação coordenada.

O futuro do Atlântico lusófono em jogo
A escolha de Portugal como economia do ano funciona como um chamado geopolítico. O país consolida seu protagonismo ao lado do Brasil, enquanto o Brasil amplia sua influência ao atuar em parceria.

A língua portuguesa pode se transformar em um novo corredor económico, tecnológico e ambiental — ou permanecer apenas como herança histórica. A decisão, agora, é política e estratégica.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Economia

Dólar em 2025 recua mais de 11% e encerra o ano abaixo de R$ 5,60

Desempenho do dólar ao longo de 2025
O dólar comercial acumulou queda de 11,17% em 2025 frente ao real. A moeda norte-americana iniciou o ano em baixa e, no primeiro pregão, em 2 de janeiro, foi cotada a R$ 6,16. Já no encerramento do ano, na terça-feira (30), o dólar terminou negociado a R$ 5,588 na compra e na venda.

Cenário global pesou sobre a moeda americana
Apesar de fatores internos terem favorecido a valorização do real, o principal movimento veio do exterior. O dólar perdeu força globalmente ao longo do ano. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda dos Estados Unidos frente a uma cesta de divisas internacionais, acumulou queda de quase 9%, atingindo 98,44 pontos em dezembro, uma das maiores baixas do ranking global.

Segundo o economista Gustavo Rostelato, da Armor Capital, o enfraquecimento do dólar no mundo foi determinante. Ele destaca que o carrego do real também contribuiu para o movimento, embora esse efeito deva perder força com o início do ciclo de cortes de juros no Brasil.

Influência da política americana e expectativas econômicas
Para especialistas, a desvalorização global do dólar esteve diretamente ligada ao cenário político e econômico dos Estados Unidos. De acordo com Tadeu Arantes, head de alocação da Ghia Multi Family Office, a combinação entre incertezas fiscais, política comercial mais agressiva e expectativa de desaceleração da economia americana afetou a confiança nos ativos dolarizados.

Ele afirma que a instabilidade institucional e a possibilidade de novos cortes de juros nos EUA reduziram a demanda internacional pela moeda, sobretudo no início do ano.

Juros altos no Brasil impulsionaram o real
No mercado doméstico, o diferencial de juros foi decisivo. O Brasil manteve uma das maiores taxas de juros reais do mundo, favorecendo operações de carry trade e atraindo capital estrangeiro.

Para Alison Correia, analista de investimentos e cofundador da Dom Investimentos, esse fator foi central para a entrada expressiva de recursos até novembro. Segundo ele, a taxa de juros elevada tornou o país especialmente atrativo para investidores internacionais.

Fim de ano trouxe volatilidade ao câmbio
Na reta final de 2025, o dólar voltou a ganhar força, especialmente a partir de 5 de dezembro. O movimento foi impulsionado pelo anúncio da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, que gerou redução de posições estrangeiras em ativos brasileiros. A tendência se intensificou após pesquisas indicarem baixa chance de o candidato impedir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, levando o dólar a orbitar a faixa de R$ 5,50 no fim do ano.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Dimas Ardian/Bloomberg

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Economia

Modelo econômico focado no consumo deve manter Selic em dois dígitos em 2026, avalia especialista.

Cenário econômico para 2026

A economia brasileira em 2026 deve enfrentar um ambiente desafiador, marcado pela tensão entre política fiscal expansionista e o esforço de controle da inflação, segundo análise da economista Rita Mundim, apresentada no especial Perspectivas 2026, da CNN Brasil.

De acordo com a especialista, a estratégia econômica baseada no estímulo ao consumo tende a dificultar a redução dos juros e prolongar a permanência da taxa Selic em patamar elevado.

Incertezas e retirada do forward guidance

Durante o debate, Mundim explicou que o Banco Central decidiu retirar o forward guidance — mecanismo de sinalização sobre decisões futuras de política monetária — diante das incertezas provocadas pela isenção do imposto de renda.

Segundo ela, os efeitos da medida começarão a ser sentidos já no início de 2026. “Ainda não há clareza sobre como as famílias irão utilizar os cerca de R$ 28 bilhões que devem ser injetados na economia, o que aumenta a imprevisibilidade do cenário”, avaliou.

Selic em dois dígitos

A economista projeta que a Selic deve encerrar 2026 em torno de 12,5%. Para Mundim, enquanto persistir um modelo que prioriza o consumo via crédito ou por meio de benefícios sociais, os juros básicos continuarão em dois dígitos.

Esse contexto, segundo a análise, limita investimentos, encarece o crédito e reduz o potencial de crescimento sustentável da economia.

Conflito entre política fiscal e monetária

Um dos principais alertas feitos pela especialista é o desalinhamento entre política fiscal e política monetária. Enquanto o governo adota medidas para estimular a demanda, o Banco Central atua de forma restritiva, elevando os juros para conter a inflação.

Para ilustrar o cenário, Mundim comparou a dinâmica econômica a um movimento contraditório: o governo acelera os estímulos, enquanto a autoridade monetária freia a economia, pressionando ainda mais a taxa de juros, influenciada pelo Risco Brasil e pela necessidade de controlar a inflação.

Risco Brasil e impacto político

O debate também abordou o papel do Risco Brasil, indicador que reflete a confiança dos investidores internacionais na estabilidade econômica e política do país. A inflação elevada, segundo a análise, afeta diretamente o poder de compra da população e influencia a percepção econômica, com reflexos nas decisões eleitorais.

Diante desse cenário, a economista avalia que 2026 será um ano decisivo não apenas do ponto de vista econômico, mas também político, exigindo maior coordenação entre as políticas públicas.

Fonte: Com informações da CNN Brasil.
Texto: Redação

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Economia

Índia ultrapassa Japão e se consolida como quarta maior economia do mundo, aponta governo

A Índia afirmou ter superado o Japão e assumido a posição de quarta maior economia do planeta, segundo a mais recente revisão econômica divulgada pelo governo indiano. Apesar do avanço, o país ainda apresenta um PIB per capita significativamente inferior ao das demais grandes economias globais.

Confirmação oficial depende de dados finais

A confirmação definitiva do novo ranking depende do fechamento do cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) anual, previsto para 2026. No entanto, projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) indicam que a economia indiana deve ultrapassar a japonesa já no próximo ano.

De acordo com o governo, a Índia também caminha para superar a Alemanha nos próximos três anos, o que a colocaria como a terceira maior economia do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da China.

Crescimento acelerado impulsiona projeções

Segundo o relatório econômico divulgado pelo governo, a Índia está entre as economias que mais crescem globalmente e reúne condições para manter esse ritmo. O documento estima que o país alcançou um PIB de US$ 4,18 trilhões, superando o Japão, e poderá chegar a US$ 7,3 trilhões até 2030.

As projeções do FMI reforçam esse cenário. Para 2026, o órgão estima que a economia indiana atinja US$ 4,51 trilhões, acima dos US$ 4,46 trilhões previstos para o Japão.

Desafios persistem apesar do avanço econômico

Mesmo com o desempenho positivo, o governo reconhece que o crescimento ocorre em meio a incertezas no comércio global, incluindo tensões provocadas por tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos ligados às importações indianas de petróleo russo.

Além disso, indicadores sociais e estruturais revelam desafios importantes. Embora tenha se tornado o país mais populoso do mundo em 2023, a Índia registra um PIB per capita de apenas US$ 2.694, segundo dados do Banco Mundial — valor muito inferior ao do Japão (US$ 32.487) e da Alemanha (US$ 56.103).

Emprego e renda seguem como pontos de atenção

Outro desafio é a geração de empregos de qualidade. Cerca de 25% da população indiana tem entre 10 e 26 anos, mas o país enfrenta dificuldades para absorver esse contingente no mercado de trabalho com salários adequados.

A trajetória de crescimento, no entanto, mantém o otimismo oficial. Em 2022, a Índia já havia superado o Reino Unido, tornando-se a quinta maior economia do mundo, marco que reforça sua ascensão no cenário econômico global.

FONTE: Trading View
TEXTO: Redação
IMAGEM: Indian Press Information Bureau

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Economia

Boletim Focus indica nova queda na projeção do IPCA e mantém expectativas para Selic

Mercado financeiro atualiza cenários para inflação, juros e economia

Na última segunda-feira do ano, o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, revisou as projeções econômicas para 2025 e 2026. O levantamento reúne as expectativas de mais de 100 instituições financeiras sobre inflação (IPCA), crescimento da economia, taxa de câmbio e taxa básica de juros (Selic) no curto e médio prazos.

IPCA para 2025 registra sétima queda consecutiva

O principal destaque do relatório é a sétima redução seguida na projeção do IPCA para 2025. A mediana das estimativas caiu de 4,33% para 4,32% na comparação semanal. Há quatro semanas, a previsão era de 4,43%.

Com isso, a inflação esperada permanece 0,18 ponto percentual abaixo do teto da meta, fixado em 4,50%.

Meta de inflação passa a ser contínua

Desde este ano, a meta de inflação adotada pelo Banco Central passou a ser contínua, considerando o IPCA acumulado em 12 meses. O centro da meta é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Caso o índice fique fora desse intervalo por seis meses consecutivos, o BC entende que a meta foi descumprida.

Projeções para 2026, 2027 e 2028

Para 2026, a expectativa de inflação também recuou, passando de 4,06% para 4,05%, na sexta queda consecutiva. Um mês atrás, a estimativa era de 4,17%.

As previsões para os anos seguintes foram mantidas: 3,80% em 2027 e 3,50% em 2028, repetindo os mesmos patamares pela oitava semana seguida.

Selic segue elevada e sem mudanças nas projeções

Em relação à taxa Selic, o mercado manteve a expectativa de 12,25% ao ano em 2026, mesmo nível da semana anterior, porém 0,25 ponto percentual acima da projeção registrada há quatro semanas.

Na última reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 15% ao ano, decisão repetida pela quarta vez consecutiva. Segundo o colegiado, a estratégia de manutenção prolongada dos juros é considerada adequada para garantir a convergência da inflação à meta.

PIB de 2025 segue em 2,26%, segundo o Focus

No campo da atividade econômica, a mediana do Boletim Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 permaneceu em 2,26%. Um mês antes, a projeção era de 2,16%, mostrando melhora gradual na percepção do mercado.

Banco Central revisa projeção de crescimento

O Banco Central revisou para cima sua estimativa de crescimento da economia brasileira em 2025, elevando a projeção de 2,0% para 2,3%, conforme o Relatório de Política Monetária (RPM) do quarto trimestre.

Segundo a autoridade monetária, o ajuste reflete a revisão das séries históricas das Contas Nacionais Trimestrais (CNT), com impacto relevante no desempenho da agropecuária no primeiro semestre, além de um resultado do terceiro trimestre acima do esperado.

Projeções para 2026 e 2027 indicam desaceleração

Para 2026, a expectativa de crescimento do PIB no Boletim Focus permaneceu em 1,80% pela terceira semana consecutiva. Há um mês, a projeção era de 1,78%.

Já para 2027, o mercado ajustou levemente a estimativa, de 1,81% para 1,80%. Quatro semanas atrás, a previsão indicava 1,83%, sinalizando um cenário de crescimento mais moderado no médio prazo.

Fonte: Banco Central do Brasil (Boletim Focus e Relatório de Política Monetária).
Texto: Redação

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Economia

Paraguai mira capital brasileiro após alta de impostos no Brasil e aposta em maquila para ampliar ganhos

A nova política fiscal brasileira, que entra em vigor a partir de 2026 e amplia a tributação sobre altas rendas, já provoca efeitos além das fronteiras. No Paraguai, o tema vem sendo tratado como uma oportunidade estratégica para atrair investidores, empresas e profissionais brasileiros em busca de um ambiente tributário mais estável e competitivo.

A expectativa é de que o aumento da carga tributária no Brasil acelere a migração de capitais para países vizinhos, com destaque para o Paraguai, que mantém impostos mais baixos e regras fiscais previsíveis.

Tributação sobre altas rendas pode estimular migração de investimentos

As mudanças na legislação brasileira atingem pessoas físicas e jurídicas com rendimentos anuais superiores a R$ 600 mil. A alíquota adicional pode chegar a 10%, aplicada de forma progressiva sobre a parcela que excede o limite definido em lei.

Segundo estimativas oficiais, cerca de 140 mil brasileiros serão impactados diretamente pela medida. Embora o governo afirme que não haverá prejuízo fiscal nem cortes de gastos públicos, especialistas apontam que o novo modelo altera a lógica de planejamento patrimonial e empresarial no país.

Imprensa paraguaia vê “janela de oportunidade”

Veículos de comunicação do Paraguai, como o jornal El Nacional, destacaram que o endurecimento fiscal brasileiro cria um cenário favorável para o país captar recursos estrangeiros. Analistas tributários locais avaliam que empresários e investidores devem buscar alternativas para preservar rentabilidade e previsibilidade, favorecendo o ambiente paraguaio.

O movimento já é perceptível. Apenas em 2025, cerca de 22 mil brasileiros deram entrada em pedidos de residência no Paraguai, número considerado recorde pelas autoridades locais.

Regime de maquila impulsiona comércio bilateral

Um dos principais atrativos do Paraguai é o regime de maquila, que oferece incentivos fiscais para empresas estrangeiras que produzem no país com foco na exportação. Em 2025, as exportações realizadas por meio desse modelo superaram US$ 1 bilhão até novembro, segundo dados do Ministério da Indústria e Comércio paraguaio.

O Brasil é o principal destino dessa produção, absorvendo 64% das exportações maquiladoras. O crescimento anual do setor foi de 15%, o equivalente a US$ 117 milhões a mais em relação a 2024.

Setores exportadores e superávit comercial

Entre os produtos mais exportados pelas maquiladoras estão peças automotivas (34%), vestuário e têxteis (17%), produtos de alumínio (13%) e alimentos processados (12%). O modelo mantém um superávit expressivo: as exportações superam as importações em 83%.

Esse desempenho reforça o papel do Paraguai como polo industrial regional e amplia sua integração às cadeias produtivas do Mercosul.

Governo paraguaio promete estabilidade tributária

Diante do interesse crescente de empresas brasileiras, o governo do Paraguai reforçou o compromisso com a previsibilidade fiscal. O subsecretário de Estado de Tributação, Óscar Orué, afirmou que não há previsão de aumento de impostos no país até 2028.

O presidente da Câmara de Comércio Paraguai-Brasil, Fabio Fustagno, destaca que a combinação de carga tributária menor, custos operacionais competitivos e mão de obra disponível cria um ambiente favorável para novos investimentos.

Empregos e integração regional em expansão

As indústrias maquiladoras empregam mais de 35 mil trabalhadores diretamente no Paraguai, com crescimento anual de 23% na geração de vagas. A maior concentração está nas regiões de Alto Paraná, Central e Assunção, áreas estratégicas para a logística e a conexão com o sul do Brasil.

Atualmente, 81% das exportações paraguaias têm como destino países do Mercosul, consolidando o Brasil como principal parceiro comercial.

Estratégia clara: atrair o capital que deixa o Brasil

Enquanto o Brasil amplia a tributação sobre altas rendas para financiar a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda — que deve beneficiar cerca de 15 milhões de brasileiros — o Paraguai aposta em um modelo oposto: estabilidade fiscal e incentivos à produção.

Para o governo paraguaio, quanto maior a pressão tributária no Brasil, maior a chance de captar investimentos, empresas e profissionais qualificados, fortalecendo sua economia e ampliando o protagonismo regional.

FONTE: ClickPetróleo e Gás com informações de El Nacional.

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGENS: REPRODUÇÃO CLICK PETRÓLEO E GÁS

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