Comércio

Comercialização de grãos em Mato Grosso tem cautela e oscilação de preços em 2026

A comercialização de grãos em Mato Grosso segue em ritmos distintos em março de 2026, marcada por cautela dos produtores e variações nas cotações. Enquanto soja e milho avançam nas vendas da safra 2025/26, mas ainda abaixo da média histórica, o algodão ganha destaque com valorização e maior liquidez no mercado.

Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária indicam que o cenário reflete incertezas econômicas e geopolíticas, influenciando diretamente o comportamento dos produtores e os preços das commodities.

Soja avança, mas enfrenta pressão nos preços

A venda da safra 2025/26 de soja em Mato Grosso alcançou 63,31% da produção estimada. O índice supera os 58,98% registrados no mesmo período de 2025, mas ainda fica abaixo da média histórica de 64,76%.

O preço médio da saca encerrou março em R$ 105,54, recuo de 1,53% em relação ao mês anterior. Segundo o Imea, boa parte do volume negociado decorre de contratos fechados anteriormente, já que os produtores evitam novas negociações diante de um mercado considerado pouco atrativo.

Venda antecipada desacelera no mercado da soja

A comercialização futura da soja (safra 2026/27) também mostra desaceleração. Até o momento, 7,31% da produção projetada foi negociada, com preço médio de R$ 108,36 por saca.

Apesar do avanço, o percentual está bem abaixo da média dos últimos cinco anos (13,56%) e do registrado no mesmo período do ciclo anterior (8,10%). O comportamento reforça a postura mais conservadora do produtor rural diante da volatilidade.

Milho segue tendência semelhante

No caso do milho em Mato Grosso, a comercialização da safra 2025/26 chegou a 40,76%, com crescimento mensal de 5,35 pontos percentuais. O resultado supera o ciclo passado (36,29%), mas ainda não alcança a média histórica de 44,36%.

O preço médio do cereal caiu 1,79% no período, fechando em R$ 44,65 por saca. De acordo com análises técnicas, muitos produtores optaram por travar preços antecipadamente para evitar perdas com a pressão da oferta durante a colheita.

Para a safra 2026/27, as vendas atingem apenas 1,59% do total esperado, indicando ritmo mais lento em comparação ao início do ciclo anterior.

Algodão se destaca com valorização e demanda externa

Na contramão dos grãos, o algodão em Mato Grosso apresentou desempenho positivo. A arroba foi comercializada a R$ 128,54 em média, alta de 5,50% em março.

A venda da safra 2025/26 alcançou 65,60%, superando com folga a média histórica de 51,85% e os 56,83% registrados no mesmo período de 2025.

O bom desempenho da pluma está ligado ao cenário internacional. A alta do petróleo e a valorização dos contratos na bolsa de Nova York aumentaram a competitividade da fibra natural frente às sintéticas.

Perspectivas dependem do mercado internacional

Para a safra 2026/27 de algodão, a comercialização antecipada soma 13,93%, ligeiramente abaixo do ciclo anterior. Ainda assim, o desempenho segue sustentado por fatores externos.

Segundo o Imea, o comportamento dos preços será determinante para o ritmo dos negócios nos próximos meses. A redução das margens de lucro tem levado produtores a adotar estratégias mais cautelosas.

De forma geral, o cenário das commodities agrícolas em Mato Grosso permanece condicionado à estabilidade das cotações globais e ao avanço das colheitas.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Comércio

Parceria estratégica Brasil-Reino Unido fortalece comércio e investimentos até 2030

O Brasil e o Reino Unido deram um novo passo na relação diplomática ao formalizar uma parceria estratégica com vigência entre 2026 e 2030. O acordo foi assinado em 26 de março pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e pela secretária do Exterior britânica, Yvette Cooper.

A iniciativa eleva o nível de cooperação entre os dois países, consolidando um alinhamento mais amplo em áreas prioritárias.

Cooperação abrange comércio, segurança e sustentabilidade

O plano estabelece o fortalecimento da colaboração em diferentes frentes, incluindo diálogo político, comércio e investimentos, segurança e defesa, além de ações voltadas à transição energética e ao desenvolvimento sustentável.

Outro ponto de destaque é o incentivo às conexões interpessoais, promovendo intercâmbios e maior integração entre as sociedades brasileira e britânica.

Relação histórica e crescimento do comércio bilateral

Em 2025, Brasil e Reino Unido celebraram 200 anos de relações diplomáticas. O intercâmbio comercial entre os países alcançou US$ 7,8 bilhões, com saldo positivo de aproximadamente US$ 230 milhões para o Brasil.

Os dados reforçam a relevância do comércio bilateral como pilar da parceria entre as duas economias.

Investimentos reforçam laços econômicos

O Reino Unido figura entre os principais investidores estrangeiros no Brasil, com um estoque de cerca de US$ 35,8 bilhões em 2024.

Ao mesmo tempo, o país europeu também se destaca como destino de investimentos brasileiros no exterior, que somaram aproximadamente US$ 6,9 bilhões no mesmo período.

Expectativa de aprofundamento das relações

A nova parceria estratégica Brasil-Reino Unido deve impulsionar ainda mais o fluxo de negócios, ampliar oportunidades de cooperação e fortalecer a presença dos dois países no cenário global.

A expectativa é que o acordo contribua para o crescimento econômico sustentável e para o avanço de agendas comuns nos próximos anos.

FONTE: Ministério das Relações Exteriores
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Infomoney

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Comércio

Acordo Mercosul-União Europeia avança com aprovação de Argentina e Uruguai

Os senados da Argentina e do Uruguai aprovaram nesta quinta-feira (26) o acordo Mercosul-União Europeia, fortalecendo o avanço do tratado comercial entre os dois blocos econômicos. A informação foi divulgada pela agência Reuters.

O acordo de livre comércio foi assinado provisoriamente em janeiro de 2026, após mais de 25 anos de negociações. O texto estabelece um cronograma de redução gradual de tarifas de importação, que pode se estender por até 18 anos, beneficiando diversos setores produtivos.

Brasil já aprovou na Câmara; Senado ainda analisará

Na quarta-feira (25), a Câmara dos Deputados do Brasil também aprovou o tratado. O texto segue agora para análise do Senado Federal. Ainda dependem de ratificação formal o Brasil, o Paraguai e a própria União Europeia, para que o acordo entre plenamente em vigor.

O avanço nas votações é considerado estratégico para ampliar o comércio internacional e consolidar o Mercosul como parceiro relevante no cenário global.

Apoios e resistências na Europa

Entre os países europeus, Alemanha e Espanha lideram o grupo favorável ao acordo. Por outro lado, a França encabeça a oposição dentro do bloco europeu.

O governo francês demonstra preocupação com o possível aumento das importações de produtos agrícolas, como carne bovina e açúcar, argumentando que a medida pode impactar negativamente os produtores locais.

Debate sobre o papel do Brasil no comércio global

Relator da proposta na Câmara, Marcos Pereira afirmou que a aprovação vai além de uma decisão comercial. Segundo ele, a medida define o posicionamento estratégico do Brasil no cenário internacional. “Não se trata apenas de votar um texto, mas de decidir qual será o tamanho do Brasil no mundo”, declarou.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, também defendeu o acordo e destacou o potencial de fortalecimento da vocação exportadora brasileira. Para ele, o país dá um passo decisivo rumo à ampliação da presença no mercado global.

Motta ressaltou ainda que o longo período de negociações foi suficiente para amadurecer o texto e que chegou o momento de impulsionar o desenvolvimento econômico e ampliar a inserção do Brasil na agenda comercial internacional.

FONTE: Canal Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Foto: Freepik e Pixabay/ Montagem: Canal Rural

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Comércio

Certificado de Origem Eletrônico moderniza comércio entre Brasil e Índia

O Certificado de Origem Eletrônico (COE) passará a ser adotado nas operações comerciais entre Brasil e Índia no âmbito do acordo firmado entre o Mercosul e o país asiático. A medida promete tornar o comércio bilateral mais ágil, menos burocrático e com menor custo para exportadores e importadores.

Com o novo sistema, os certificados poderão ser emitidos e assinados digitalmente, eliminando etapas físicas e reduzindo prazos operacionais.

Memorando garante validade jurídica aos documentos digitais

O avanço foi formalizado em memorando de entendimento assinado em Nova Délhi pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa.

O acordo reconhece a validade jurídica de documentos emitidos eletronicamente entre os dois países, permitindo que operadores comerciais utilizem o certificado digital com segurança legal.

Com a mudança, o tempo de emissão do documento, que podia levar até 48 horas, deve cair para cerca de duas horas.

Facilitação de comércio e redução de custos

A adoção do Certificado de Origem Eletrônico integra a agenda de facilitação de comércio exterior do governo brasileiro. A digitalização simplifica processos, reduz custos administrativos e diminui a burocracia para empresas que exportam sob preferência tarifária.

Além da agilidade, o sistema reforça a segurança das operações. As assinaturas digitais garantem autenticidade e integridade das informações, dificultando fraudes documentais e aprimorando o controle aduaneiro.

Entre os setores que tendem a se beneficiar estão:

  • Gorduras e óleos animais ou vegetais;
  • Setor têxtil, com destaque para o algodão;
  • Máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos.

A Índia é atualmente o segundo maior parceiro comercial do Brasil na Ásia e o quinto no ranking global. Em 2025, as exportações brasileiras ao país somaram cerca de US$ 7 bilhões, com corrente de comércio superior a US$ 15 bilhões.

Integração digital já ocorre com países da América do Sul

O modelo eletrônico já é utilizado em operações com Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Paraguai e Uruguai, consolidando a digitalização como padrão nas relações comerciais regionais.

Fórum Empresarial debate investimentos e nova política industrial

Durante o Fórum Empresarial Brasil–Índia, também realizado em Nova Délhi, investimentos, política industrial e cooperação econômica estiveram no centro das discussões.

O representante do MDIC destacou diretrizes da política industrial estruturada na Nova Indústria Brasil (NIB), com foco em transição energética, descarbonização, estímulo ao hidrogênio de baixo carbono e fortalecimento dos biocombustíveis.

Foram mencionadas ainda iniciativas como o Programa MOVER, voltado à mobilidade sustentável, além de investimentos em infraestrutura física e digital e no avanço da economia digital como fator de competitividade.

A agenda internacional da comitiva brasileira segue para a Coreia do Sul, onde estão previstos novos encontros bilaterais.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert/PR

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Comércio

Comércio exterior de Brusque movimenta US$ 500 milhões em 2025, mas fecha ano com déficit

O comércio exterior de Brusque registrou movimentação próxima de US$ 500 milhões entre janeiro e dezembro de 2025. No período, o município exportou US$ 72,8 milhões e importou US$ 420,9 milhões, resultando em um déficit na balança comercial de US$ 348,2 milhões.

Os dados indicam que a cidade gastou significativamente mais com compras internacionais do que arrecadou com vendas ao exterior ao longo do ano.

Exportações e importações apresentam crescimento

Na comparação com 2024, Brusque ampliou suas exportações em 3,4% e as importações em 4,2%, sinalizando crescimento moderado nas operações internacionais.

No cenário estadual, as exportações do município representam 0,5% do total de Santa Catarina. Em nível nacional, a participação é de 0,02%.

Já nas importações, Brusque responde por 1,2% do volume catarinense e 0,1% do total registrado no Brasil.

Argentina lidera entre destinos das exportações

A Argentina foi o principal mercado para os produtos brusquenses em 2025, concentrando 15,5% das vendas externas.

Na sequência aparecem o México, com 12,4%, e o Paraguai, responsável por 7,4%.

China domina nas importações

Do lado das compras internacionais, a China permanece como principal fornecedora, respondendo por quase 60% das importações realizadas pelo município.

Em seguida estão a Índia, com 8,6%, e a Coreia do Sul, com 4,8%. Os três países já lideravam o ranking em 2024.

Máquinas lideram exportações; têxteis predominam nas importações

Entre os principais itens exportados estão produtos da categoria “Máquinas e aparelhos”, que representam pouco mais de 50% das vendas externas. Dentro desse grupo, destacam-se:

  • Componentes mecânicos como veios de transmissão, engrenagens e eixos (32,4%);
  • Equipamentos para interrupção e proteção de circuitos elétricos (25,4%).

Na sequência aparece a categoria “Matérias têxteis e suas obras”, incluindo tecidos de malha e artigos para cama, mesa e cozinha.

Já nas importações, predominam as matérias-primas têxteis. Fios de filamentos sintéticos correspondem a 11,3% do total importado, enquanto fios de fibras sintéticas descontínuas representam 7%. A categoria “Máquinas e aparelhos” aparece logo depois no ranking.

Avaliação do setor empresarial

A Associação Empresarial de Brusque, Guabiruba e Botuverá mantém o Núcleo Comex, grupo voltado ao acompanhamento do comércio internacional. O núcleo é coordenado por Fabrício Zen, da Mercantile Importação LTDA.

Segundo avaliação do grupo, os dois últimos anos foram marcados por adaptação das empresas locais a um cenário global desafiador, mas com oportunidades estratégicas.

O desempenho positivo das exportações foi impulsionado por segmentos industriais de maior valor agregado, como o de materiais elétricos. Ao mesmo tempo, as importações seguem aquecidas para garantir o fornecimento de insumos à indústria, especialmente ao tradicional setor têxtil de Brusque.

Para o núcleo, o volume de operações confirma que o município permanece integrado às cadeias globais de produção, tanto como exportador quanto como importador, reforçando a relevância do comércio exterior para a competitividade regional.

FONTE: O Município
TEXTO: Redação
IMAGEM: Márcio Marassati/O Município

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Comércio

Acordo Mercosul-Índia é prioridade para ampliar comércio e avançar rumo ao livre-comércio

A ampliação do acordo Mercosul-Índia foi apontada como prioridade pelo presidente brasileiro durante participação no Fórum Empresarial Brasil-Índia, realizado em Nova Délhi neste sábado (21.fev.2026). A sinalização é de que o atual Acordo de Comércio Preferencial, em vigor desde 2009, pode evoluir para um acordo de livre-comércio entre os dois blocos.

Segundo o chefe do Executivo, duas economias do porte de Brasil e Índia necessitam de um marco regulatório “mais amplo e ambicioso”, capaz de impulsionar o intercâmbio comercial e fortalecer a cooperação estratégica.

Potencial econômico e aproximação do Sul Global

Durante o discurso, o presidente destacou que a distância geográfica não reduz o potencial da parceria bilateral. Ele também defendeu maior articulação entre países do Sul Global, com foco na integração política, econômica, científica e tecnológica.

A avaliação é de que há um interesse recíproco crescente e que a relação ainda não atingiu todo o seu potencial, especialmente considerando o tamanho das duas economias.

Meta é elevar comércio bilateral a US$ 30 bilhões

O governo brasileiro reafirmou a meta de elevar o comércio bilateral Brasil-Índia para US$ 30 bilhões até 2030. A previsão inicial era de US$ 20 bilhões.

Em 2025, as trocas comerciais entre os dois países somaram US$ 15,2 bilhões. Para o presidente, o número ainda está abaixo do que poderia ser alcançado por economias de grande porte e com mercados consumidores expressivos.

Comitiva reforça compromisso com a Índia

A visita oficial contou com a presença de 10 ministros e 315 empresários brasileiros. O tamanho da delegação foi citado como demonstração do interesse estratégico do Brasil na ampliação das relações comerciais e institucionais.

Em declaração conjunta, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, afirmou ter ficado impressionado com a dimensão da comitiva brasileira.

Agenda incluiu cúpula de inteligência artificial

Nos dias 19 e 20 de fevereiro, o presidente participou de uma cúpula global sobre inteligência artificial (IA) em Nova Délhi — a primeira vez que um chefe de Estado brasileiro esteve presente em um evento internacional de alto nível dedicado exclusivamente ao tema.

A viagem retribui a visita feita por Narendra Modi ao Brasil em julho de 2025. Desde o início do atual mandato, os dois líderes já se encontraram quatro vezes. Esta foi a quarta ida do presidente brasileiro à Índia e a segunda nesta gestão.

Durante o encontro bilateral, foram assinados oito acordos de cooperação nas áreas de saúde, defesa, energia e tecnologia, ampliando a agenda estratégica entre os países.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Comércio

Balança comercial acumula US$ 72,6 bilhões na corrente de comércio até fevereiro

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 5,136 bilhões entre janeiro e a segunda semana de fevereiro de 2026. No mesmo período, a corrente de comércio — soma de exportações e importações — alcançou US$ 72,625 bilhões.

O resultado é fruto de US$ 38,88 bilhões em exportações e US$ 33,744 bilhões em importações, segundo dados preliminares divulgados nesta quinta-feira (19) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Desempenho na segunda semana de fevereiro

Considerando apenas a segunda semana de fevereiro, o país contabilizou superávit de US$ 1,501 bilhão. A corrente de comércio no período somou US$ 12,403 bilhões, com US$ 6,952 bilhões em exportações e US$ 5,451 bilhões em importações.

No acumulado do mês até a segunda semana, as vendas externas totalizam US$ 13,727 bilhões, enquanto as compras internacionais chegam a US$ 12,934 bilhões. O saldo positivo em fevereiro é de US$ 793 milhões, com corrente de comércio de US$ 26,661 bilhões.

Crescimento nas médias diárias

Na comparação entre as médias diárias até a segunda semana de fevereiro de 2026 e o mesmo mês de 2025, as exportações cresceram 20,7%, passando de US$ 1,1 bilhão para US$ 1,3 bilhão.

As importações também avançaram no período comparativo, com alta de 11,4%. A média diária saiu de US$ 1,16 bilhão em fevereiro de 2025 para US$ 1,29 bilhão em fevereiro deste ano.

Exportações por setor

O desempenho setorial das exportações mostra avanço consistente frente a fevereiro do ano anterior:

  • Indústria Extrativa: crescimento de US$ 121,93 milhões na média diária, alta de 57,2%;
  • Indústria de Transformação: aumento de US$ 107,5 milhões, avanço de 15,9%;
  • Agropecuária: elevação de US$ 3,41 milhões, crescimento de 1,4%.

Os dados reforçam a expansão das vendas externas, especialmente nos segmentos ligados à produção mineral e industrial.

Importações por setor

No campo das importações, o comportamento foi misto no acumulado até a segunda semana de fevereiro:

  • Indústria Extrativa: crescimento de US$ 9,49 milhões na média diária, alta de 20,0%;
  • Indústria de Transformação: aumento de US$ 127,78 milhões, avanço de 11,8%;
  • Agropecuária: retração de US$ 3,56 milhões, queda de 13,4%.

O cenário indica maior dinamismo nas compras de produtos industriais, enquanto o setor agropecuário registrou redução nas aquisições externas.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Comércio

Acordo UE-Mercosul avança: Câmara da Argentina aprova tratado comercial

A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou o acordo UE-Mercosul, dando um passo decisivo para a ratificação do tratado no país. A votação foi concluída pouco antes da meia-noite, com 203 votos favoráveis, 42 contrários e quatro abstenções.

O resultado evidenciou divisões inclusive dentro da oposição peronista, tradicionalmente associada a posições mais protecionistas. Parte da bancada votou a favor da proposta, alinhando-se à agenda de livre comércio defendida pelo governo.

Texto segue para o Senado argentino

Com o aval dos deputados, o projeto agora será analisado pelo Senado da Argentina, que deve iniciar o debate no dia 26. A expectativa é de aprovação, o que tornaria a Argentina o primeiro integrante do Mercosul a concluir a tramitação legislativa.

A ratificação é etapa necessária para que o tratado entre em vigor. O governo de Javier Milei busca acelerar o processo para assegurar vantagens comerciais, especialmente no acesso a cotas de exportação agropecuária, como as de carne bovina, antes dos demais parceiros do bloco, entre eles o Brasil.

Estratégia para sair na frente no Mercosul

Ao encaminhar o texto ao Congresso, o Executivo solicitou que a proposta fosse apreciada em sessões extraordinárias, com o objetivo de agilizar a votação e posicionar o país na dianteira dentro do bloco sul-americano.

Em Brasília, a Câmara dos Deputados do Brasil deve começar a discutir a ratificação apenas no próximo dia 24.

Aplicação provisória na União Europeia

Do lado europeu, o Parlamento Europeu decidiu submeter o tratado à análise do Tribunal de Justiça da União Europeia, processo que pode se estender por até dois anos.

No entanto, o capítulo comercial poderá ser aplicado provisoriamente pela Comissão Europeia, que tem competência para implementar a parte comercial enquanto aguarda o parecer jurídico definitivo.

Um acordo histórico com peso geopolítico

Assinado no último dia 24 após 25 anos de negociações, o acordo Mercosul-União Europeia prevê a criação de uma das maiores áreas de livre comércio do mundo.

Além do impacto econômico, o pacto também carrega relevância estratégica. A aproximação entre sul-americanos e europeus surge como alternativa diante da crescente polarização entre Estados Unidos e China no cenário global.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: UOL

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Comércio

Salvaguardas agrícolas do Mercosul são aprovadas pelo Europarlamento para destravar acordo comercial

O Parlamento Europeu aprovou, nesta terça-feira, as salvaguardas agrícolas do acordo Mercosul–União Europeia, consideradas decisivas para destravar a assinatura do tratado de livre comércio com os países sul-americanos. As cláusulas foram negociadas entre os 27 Estados-membros e a Comissão Europeia, em Bruxelas, como condição para viabilizar o avanço do pacto, assinado em janeiro e que pode entrar em vigor de forma provisória nos próximos meses.

A decisão permite que o Executivo comunitário avalie a aplicação temporária do acordo enquanto os trâmites finais seguem em andamento.

Proteção ao campo europeu está no centro das medidas

As salvaguardas aprovadas têm como objetivo reforçar a proteção da agricultura europeia diante de possíveis impactos causados pela maior abertura do mercado aos produtos do Mercosul. Entre os setores considerados mais sensíveis estão aves, carne bovina, ovos, citros e açúcar.

A proposta busca evitar distorções graves no mercado interno, oferecendo instrumentos rápidos de resposta caso haja desequilíbrios provocados pelo aumento das importações.

Partido Popular destaca defesa dos agricultores

Após a votação, o Partido Popular Europeu celebrou o resultado. O eurodeputado espanhol Gabriel Mato, relator do parecer aprovado, afirmou que as salvaguardas garantem uma proteção “real e eficaz” aos agricultores assim que o novo regime comercial entrar em vigor.

Em nota, o partido destacou que o mecanismo é fundamental por permitir a adoção de medidas preventivas, antes que eventuais danos ao mercado agrícola europeu se tornem irreversíveis.

Limites acionam investigações em até 21 dias

O texto aprovado estabelece parâmetros claros para que a Comissão Europeia possa iniciar investigações e ativar medidas corretivas em até 21 dias, caso seja identificado um impacto relevante sobre produtos agrícolas sensíveis.

Inicialmente, os limites discutidos entre Conselho e Parlamento previam uma variação de 8%, mas o percentual foi reduzido para 5%, atendendo à posição defendida pelo Parlamento Europeu e às exigências da Itália.

Mudança destrava impasse político

A redução do limite foi determinante para que o governo italiano, liderado por Giorgia Meloni, retirasse o veto ao acordo. Até então, a Itália se alinhava ao bloqueio imposto por França e Polônia, o que impedia a assinatura do tratado.

Com a retirada da objeção italiana, o processo foi retomado e permitiu a formalização do acordo em janeiro.

Quando as salvaguardas serão acionadas

Pelas novas regras, Bruxelas poderá agir sempre que as importações de produtos agrícolas sensíveis aumentarem, em média, 5%, acompanhadas de uma queda equivalente nos preços ao longo de três anos. O critério é mais rígido do que a proposta inicial da Comissão Europeia, que previa variações de até 10%.

FONTE: Monitor Mercantil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gustavo Magalhães, MRE

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Comércio

ALADI avança na eliminação de barreiras ao comércio de cosméticos na América Latina

A ALADI deu um passo decisivo para fortalecer o comércio intrarregional de cosméticos ao concluir, em Montevidéu, a revisão legal de um acordo voltado à eliminação de barreiras técnicas que dificultam o intercâmbio no setor. O encerramento dessa etapa formaliza o texto e abre caminho para sua assinatura e incorporação às legislações nacionais.

Próxima etapa: assinatura e adoção nacional

Com a revisão jurídica finalizada na sede da Associação Latino-Americana de Integração, o acordo segue agora para a fase de assinatura pelos países membros. Em seguida, o texto deverá ser internalizado nos marcos regulatórios de cada país, movimento considerado essencial para reduzir insegurança regulatória e aumentar a previsibilidade no comércio regional de produtos cosméticos.

Barreiras técnicas travam o comércio intrarregional

O foco do acordo é enfrentar um dos principais entraves ao comércio exterior de cosméticos na região: as barreiras não tarifárias. Entre elas estão diferenças em requisitos regulatórios, normas de rotulagem, avaliações de conformidade e procedimentos administrativos, fatores que elevam custos e tornam as operações mais lentas e complexas.

Em um mercado regional estimado em mais de US$ 55 bilhões, essas divergências impactam diretamente a logística internacional, gerando atrasos no despacho aduaneiro, aumento de despesas operacionais e maior complexidade para exportadores, importadores e operadores logísticos.

Setor estratégico para a integração regional

O setor cosmético ocupa posição de destaque no comércio latino-americano, tanto pelo volume movimentado quanto pela diversidade de produtos e cadeias produtivas distribuídas entre vários países. Ainda assim, o avanço do comércio intrarregional tem sido limitado pela existência de normas técnicas heterogêneas, que obrigam as empresas a cumprir múltiplas exigências para acessar diferentes mercados.

Harmonização regulatória e ganhos logísticos

O acordo busca reduzir essas limitações por meio da harmonização de requisitos, do reconhecimento mútuo de procedimentos e da eliminação de exigências redundantes. A meta é criar condições mais homogêneas para o comércio de cosméticos na América Latina, facilitando a circulação de mercadorias.

Além do impacto regulatório, a iniciativa traz reflexos diretos para a logística regional. A diminuição de obstáculos técnicos tende a resultar em processos aduaneiros mais ágeis, menos inspeções repetidas e redução no tempo de liberação de cargas, aumentando a eficiência das operações.

Negociação técnica e cooperação regional

A revisão legal foi concluída após um processo de negociação técnica, que incluiu encontros presenciais em Montevidéu com delegações dos países membros. Nessas reuniões, foram discutidos aspectos relacionados às regulamentações técnicas e aos mecanismos de controle aplicáveis ao setor cosmético.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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