Comércio Internacional

Acordo Mercosul-União Europeia abre uma nova porta para as exportações, mas quem está preparado para atravessá-la?

Evento Conexões Produtivas apresenta oportunidades para Santa Catarina e reforça que preparação será decisiva para transformar o acordo em negócios

Foram 26 anos de negociações até que o acordo entre Mercosul e União Europeia chegasse ao ponto de abrir uma das maiores áreas de livre comércio do mundo. Agora, com um mercado de aproximadamente 450 milhões de consumidores ao alcance das empresas brasileiras, uma nova etapa começa. Com a aplicação provisória do tratado de livre comércio em vigor desde dia 1º de maio de 2026, a grande questão passou a ser: quem está preparado para aproveitar essa oportunidade?

Essa reflexão deu o tom do painel “Oportunidades para a Indústria no Acordo Mercosul-União Europeia”, apresentado durante o Conexões Produtivas, realizado nesta terça-feira (30), no Porto de Itajaí. O evento reuniu representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Sebrae e lideranças do setor produtivo para discutir como transformar o acordo em aumento real das exportações brasileiras. Segundo os especialistas, o maior o desafio a partir de agora está na capacidade, e no interesse, das empresas em atender às exigências técnicas, comerciais e estratégicas impostas pelo novo cenário.

Gustavo Ribeiro – gerente de inteligência de mercado ApexBrasil apresentou dados Painel de Oportunidades para Santa Catarina. (Foto: Daiana Brocardo / ReConecta News)

Santa Catarina tem mais de 800 oportunidades identificadas

Durante o encontro, a ApexBrasil apresentou o Painel de Oportunidades para Santa Catarina, um estudo que identificou 805 oportunidades de exportação para empresas catarinenses. Segundo Gustavo Ribeiro – gerente de inteligência de mercado ApexBrasil,desse total, cerca de 600 oportunidades estão concentradas na indústria, enquanto aproximadamente 150 pertencem ao agronegócio, abrangendo segmentos em que o estado já possui alta competitividade, como máquinas e equipamentos, metalmecânico, móveis, papel e celulose, têxtil, alimentos e fruticultura.

Os números mostram que existe um potencial muito maior e que vai além. Em 2025, Santa Catarina exportou US$ 12,197 bilhões, sendo US$ 1,356 bilhão destinados à União Europeia, desempenho que ainda está abaixo da média nacional de participação desse mercado, indicando espaço significativo para crescimento.

Mais do que redução de tarifas

Grande parte das discussões sobre o acordo está ficado na redução de impostos de importação europeus. Mas os especialistas presentes no evento destacaram que o impacto vai muito além das tarifas. Dos aproximadamente 9.300 produtos contemplados pelo acordo, mais da metade das linhas tarifárias da União Europeia já passam a contar com tarifa zero ou reduzida desde a entrada em vigor provisória do tratado. Outros 25% terão redução gradual entre quatro e sete anos.

Para Gustavo Ribeiro, gerente de inteligência de mercado da ApexBrasil, isso muda a lógica das decisões empresariais. Segundo ele, as empresas passam a reavaliar fatores como localização de fábricas, cadeias produtivas e estratégias de investimento, uma vez que o acesso facilitado ao mercado europeu passa a integrar o cálculo de competitividade das organizações. O Brasil reúne vantagens como estabilidade econômica, inflação controlada e baixo desemprego, fatores que também influenciam esse movimento.

Painel trouxe a experiência de empresas catarinenses nas exportações para a União Europeia.
(Foto: Giovana Santos / ReConecta News)

Preparação será o diferencial

Se o acesso ao mercado europeu ficou mais perto, o mesmo não acontece com as exigências para competir nele. O acordo estabelece regras de origem mais rigorosas, prevê mecanismos de autocertificação, amplia a proteção das indicações geográficas, facilita habilitações sanitárias e cria oportunidades em compras governamentais, serviços e investimentos. Também reforça requisitos relacionados à rastreabilidade, sustentabilidade e conformidade regulatória. Além disso, cada um dos 27 países do bloco europeu tem particularidades regulatórias, tributárias, comerciais e culturais.

Na prática, isso significa que apenas empresas preparadas para atender aos padrões internacionais conseguirão aproveitar os benefícios do tratado. Segundo a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, a própria Secretaria já disponibilizou manuais técnicos para orientar empresários sobre regras de origem, desgravação tarifária e indicações geográficas, demonstrando que conhecimento passa a ser tão importante quanto capacidade produtiva.

Secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, falou sobre as oportunidades e preparação para esse novo momento. (Foto: Daiana Brocardo / ReConecta News)

PEIEX – Programa de Qualificação para Exportação

Uma das iniciativas para ajudar as empresas a aproveitarem essas oportunidades, é o Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX), oferecido pela ApexBrasil junto com o Sebrae. A iniciativa prepara empresas que desejam começar a exportar ou ampliar sua atuação no mercado internacional. Por meio de consultorias e orientações gratuitas, o programa ajuda empresários a organizar processos, conhecer melhor o mercado externo e se preparar para atender às exigências de compradores de outros países.

Para participar, a empresa deve procurar a unidade do PEIEX responsável por sua região e realizar a inscrição quando houver vagas abertas. O atendimento é gratuito e voltado, principalmente, para micro, pequenas e médias empresas com potencial para exportar.

Conectar empresas para gerar negócios

O diretor de Gestão Corporativa da ApexBrasil, Floriano Pesaro, afirmou que o objetivo do Conexões Produtivas é justamente aproximar empresários dos instrumentos capazes de transformar oportunidades em exportações efetivas. Segundo ele, o acordo abre um novo mercado, reduz barreiras tarifárias e cria condições para ampliar a competitividade da indústria brasileira no exterior. “Nós vamos conectando pessoas, agentes públicos, não governamentais e grandes, pequenos e médios empresários para que possamos todos juntos aproveitar essa janela imensa que se abre com o acordo.”

Pesaro também destacou que Santa Catarina foi escolhida para sediar a segunda edição nacional do evento pela relevância de sua indústria de transformação e pela importância estratégica do complexo portuário de Itajaí para a logística brasileira.

A porta está aberta: próximo passo depende das empresas.

Depois de mais de duas décadas de negociações, o acordo Mercosul-União Europeia deixa de ser apenas uma conquista diplomática para se tornar um desafio empresarial. As barreiras tarifárias começam a cair. Novos mercados passam a ficar mais acessíveis. Instituições públicas oferecem ferramentas, estudos e apoio técnico.

Mas nenhuma dessas iniciativas substitui aquilo que será decisivo nos próximos anos: investimento em inovação, adequação às normas internacionais, inteligência comercial e planejamento estratégico.

A porta para a Europa está aberta.

Agora, a resposta para o questionamento trazido durante o Conexões Produtivas dependerá de cada empresa brasileira: quem, de fato, está preparado para atravessá-la?

TEXTO: ReConecta News

IMAGEM DE CAPA: Porto de Itajaí

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Acordo Mercosul-União Europeia impulsiona empresas brasileiras de médio porte rumo às exportações

A entrada em vigor do acordo Mercosul-União Europeia está acelerando os planos de internacionalização de empresas brasileiras de médio porte. Após o comércio entre Brasil e Europa atingir a marca histórica de US$ 100 bilhões em 2025, companhias de diversos segmentos intensificam investimentos para ampliar sua presença no mercado europeu.

Embora o tratado elimine tarifas para cerca de 92% das exportações do Mercosul, conquistar espaço na União Europeia exige adequação a rigorosos padrões regulatórios, sanitários, ambientais e de rastreabilidade.

Exigências técnicas continuam sendo o principal desafio

Apesar das vantagens comerciais proporcionadas pelo acordo, as empresas precisam atender às normas sanitárias e fitossanitárias da União Europeia, além das regras previstas pelo Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR).

Especialistas avaliam que cumprir esses requisitos deixou de representar um diferencial competitivo e passou a ser uma condição indispensável para acessar o mercado europeu.

Empresas investem em certificações para conquistar espaço na Europa

A catarinense Peach Up, fabricante de cosméticos, acaba de concluir o processo de certificação que permite comercializar seus produtos nos 27 países da União Europeia.

Segundo a fundadora da empresa, Lu Soares, a aprovação exigiu cerca de nove meses de trabalho e diversas adaptações técnicas, incluindo mudanças na formulação do principal produto, comprovação da segurança dos materiais utilizados nas embalagens e a contratação de um responsável técnico sediado na Europa.

Antes da autorização europeia, a empresa buscou a certificação da Food and Drug Administration (FDA), dos Estados Unidos, considerada uma etapa importante para fortalecer a credibilidade internacional da marca.

Com a nova autorização, a Peach Up iniciou a busca por distribuidores no continente e prevê os primeiros embarques nos próximos meses. A expectativa é reduzir aproximadamente 30% dos custos tributários com o novo acordo comercial.

Setor de cosméticos aposta na redução da burocracia

Outra empresa que amplia sua atuação internacional é a cearense Labotrat, que já concluiu todo o processo regulatório necessário para operar na Europa.

Segundo a companhia, o maior benefício do acordo está na simplificação dos procedimentos de habilitação comercial, que atualmente podem levar de três meses a um ano.

Além da redução da burocracia, a empresa projeta queda de cerca de 10% no preço final de seus produtos para os consumidores europeus e menor custo de produção com a eliminação das tarifas sobre máquinas, equipamentos e insumos químicos importados da Europa.

Após embarcar seu primeiro contêiner para o continente, a Labotrat iniciou operações em Portugal e já prepara sua expansão para o mercado espanhol.

Cacau brasileiro também amplia presença internacional

No setor de alimentos, a baiana Amma Chocolate retomou as exportações de cacau orgânico para França, Espanha e Dinamarca, após a interrupção das vendas durante a pandemia.

A empresa possui certificação europeia de produto orgânico, que exige rastreabilidade completa da cadeia produtiva e produção em sistemas agroflorestais.

Além da expectativa de redução tributária entre 5% e 15%, a companhia acredita que o acordo facilitará a importação de equipamentos utilizados na produção industrial.

Rastreabilidade ganha importância nas exportações

Para a GS1 Brasil, entidade responsável pelos padrões globais de identificação de produtos, o acordo fortalece a necessidade de rastreabilidade, transparência e padronização em toda a cadeia produtiva.

A instituição destaca que empresas de médio porte tendem a enfrentar maiores desafios de adaptação, principalmente por possuírem estruturas menores para lidar com exigências regulatórias internacionais.

Entre os cerca de 61 mil associados da entidade, aproximadamente um quarto é formado por empresas de médio porte. Para apoiar esse público, a GS1 prepara materiais técnicos voltados às novas exigências do mercado europeu.

ESG passa a ser requisito para acesso ao mercado europeu

Na avaliação de especialistas, as normas relacionadas a ESG, sustentabilidade e origem dos produtos deixaram de representar apenas uma estratégia de marketing.

Segundo Camila Nicolau, advogada especializada no agronegócio, o cumprimento das exigências ambientais passou a funcionar como uma verdadeira barreira comercial para empresas que desejam exportar.

Ela observa que pequenos e médios negócios também enfrentam desafios financeiros para realizar as adaptações necessárias, cenário que pode aumentar a pressão sobre o setor.

Além das adequações ambientais, especialistas recomendam investimentos em certificações sanitárias, revisão de contratos internacionais, rotulagem adequada e registro de marcas em todos os países da União Europeia.

Indústria brasileira amplia investimentos para crescer na Europa

A fabricante de equipamentos para o setor alimentício Prática também reforçou sua estratégia internacional.

Após inaugurar um escritório em Colônia, na Alemanha, a empresa pretende abrir capital na Bolsa de Madri até o fim de 2026.

Para atender às exigências europeias, a companhia investiu aproximadamente 150 mil euros na certificação de uma linha de fornos rápidos, incluindo testes de compatibilidade eletromagnética e desenvolvimento de novos fornecedores.

Com faturamento de R$ 460 milhões no último ano, a empresa destaca que as operações internacionais já representam entre 25% e 30% da receita total, enquanto as vendas para o mercado europeu cresceram 73% no período.

A expectativa do setor é que a implementação gradual do acordo Mercosul-União Europeia fortaleça ainda mais as exportações brasileiras, reduzindo custos, ampliando a competitividade e estimulando novos investimentos em inovação, qualidade e sustentabilidade.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Compras na China impulsionam comércio global de serviços, aponta relatório

A expansão da tendência de compras na China vem se consolidando como um importante fator de crescimento para o comércio global de serviços, segundo relatório divulgado pelo Instituto Xinhua. O estudo destaca que o aumento do fluxo de consumidores e turistas internacionais está fortalecendo diversos segmentos da economia e ampliando a participação chinesa no mercado mundial de serviços.

Intitulado “Compras na China: Compartilhando Novas Oportunidades de Desenvolvimento Aberto”, o documento foi apresentado nesta sexta-feira e analisa os impactos da estratégia sobre o turismo, o comércio e atividades relacionadas.

Exportações de serviços de viagem registram forte crescimento

De acordo com o levantamento, as exportações de serviços de viagem da China alcançaram 393,98 bilhões de yuans (cerca de US$ 57,8 bilhões) em 2025, representando um crescimento de 49,5% em comparação com o ano anterior.

O desempenho fez do segmento o mais dinâmico entre todas as categorias de exportação de serviços do país, refletindo o aumento da demanda internacional por viagens e experiências de consumo em território chinês.

Turismo fortalece economia e amplia oportunidades

O relatório destaca que o movimento de compras na China tem contribuído diretamente para elevar as receitas do setor de turismo, ao mesmo tempo em que melhora a estrutura do comércio de serviços do país.

Além do impacto econômico interno, a presença crescente de visitantes estrangeiros também ajuda a estimular a recuperação do mercado global de turismo, criando novas oportunidades para empresas e destinos ligados à cadeia internacional de serviços.

Setores como aviação, seguros e finanças também são beneficiados

O estudo aponta ainda que a expansão dessa tendência gera efeitos positivos em diferentes áreas da economia. Entre os segmentos favorecidos estão a aviação, os seguros, os serviços financeiros e outras atividades que dão suporte às viagens internacionais.

Segundo o Instituto Xinhua, esse movimento fortalece a integração entre mercados e amplia a cooperação no setor de serviços, contribuindo para o crescimento da economia global.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xinhua/Guo Cheng

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Comércio Internacional

Preços do açúcar, café e cacau avançam com onda de calor na Europa e efeitos do El Niño

Os mercados internacionais de açúcar, café e cacau encerraram a semana sob forte influência das condições climáticas. A combinação da intensa onda de calor na Europa com as preocupações em torno do El Niño elevou a percepção de risco para a oferta global das commodities agrícolas, impulsionando as cotações, principalmente do açúcar e do cacau.

Clima extremo sustenta alta do açúcar

Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE fecharam em alta de 3,2%, cotados a 13,98 centavos de dólar por libra-peso, depois de atingirem o maior nível em cerca de duas semanas e meia, de 14,09 centavos. No acumulado da semana, o avanço foi de 2,8%.

Segundo analistas do mercado, a valorização reflete a preocupação com o clima em importantes regiões produtoras. A severa onda de calor registrada na Europa, a redução de aproximadamente 42% nas chuvas de monção na Índia e o tempo quente e seco na Tailândia reforçam os temores de impactos sobre a produção mundial.

Apesar desse cenário, a queda dos preços da energia limita ganhos mais expressivos. Isso porque o petróleo mais barato aumenta a tendência de destinar uma parcela maior da cana-de-açúcar para a fabricação de açúcar, reduzindo o uso da matéria-prima na produção de etanol.

Já o açúcar branco registrou valorização de 4,3%, encerrando o dia cotado a US$ 464 por tonelada, após alcançar o maior patamar em quase três meses. Na semana, o produto acumulou alta de 5,2%, favorecido pelas dificuldades climáticas enfrentadas pela Europa.

El Niño mantém mercado de café em alerta

No mercado de café, os contratos do robusta recuaram 1%, encerrando a sessão a US$ 3.627 por tonelada. Mesmo com a queda diária, especialistas destacam que o El Niño continua sendo um importante fator de sustentação dos preços, devido ao risco de temperaturas elevadas e menor volume de chuvas no Sudeste Asiático e na Índia, regiões estratégicas para a produção da variedade.

O café arábica também registrou baixa de 1,2%, sendo negociado a US$ 2,732 por libra-peso, após renovar recentemente a máxima de quase seis semanas.

No Brasil, as chuvas associadas ao fenômeno climático provocaram atrasos na colheita e afetaram parte da qualidade dos grãos. Ainda assim, a expectativa permanece positiva para uma safra robusta do maior produtor mundial de arábica. A previsão de melhora nas condições climáticas ao longo dos próximos dias deve favorecer o avanço dos trabalhos no campo.

Cacau acumula forte valorização na semana

O cacau foi uma das commodities de maior destaque no período. Em Londres, os contratos fecharam em queda de 2,8%, cotados a £ 3.820 por tonelada, mas encerraram a semana com valorização acumulada de 16%.

Em Nova York, os contratos recuaram 2,9% no fechamento diário, para US$ 5.095 por tonelada. No entanto, o saldo semanal foi expressivo, com alta de 20%.

De acordo com análises do mercado, a valorização do cacau reflete a transição para uma fase ativa do El Niño, a redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio e o desenvolvimento mais lento da safra principal 2026/27 na África Ocidental. Apesar disso, instituições financeiras ainda projetam um excedente de produção para a temporada e avaliam que parte do prêmio de risco associado ao fenômeno climático pode estar acima do necessário.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Infomoney

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Irã e Omã iniciam diálogo sobre gestão do Estreito de Ormuz em meio à redução do tráfego marítimo

Irã e Omã realizaram a primeira reunião do comitê conjunto criado para discutir questões relacionadas ao Estreito de Ormuz. O encontro aconteceu em Mascate e teve como foco os direitos dos países costeiros do Golfo e a futura administração estratégica da hidrovia.

A informação foi divulgada pelo vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, por meio da rede social X, nesta segunda-feira (29). Segundo ele, as discussões seguem as diretrizes do memorando de entendimento firmado neste mês entre Teerã e Washington.

De acordo com Gharibabadi, participaram da reunião o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e o chanceler de Omã, Badr Albusaidi. Durante o encontro, os representantes analisaram temas pendentes relacionados ao estreito e debateram cinco eixos previstos no acordo, incluindo a gestão futura da rota marítima e os direitos soberanos dos países banhados pelo Golfo.

Movimento de navios segue abaixo do nível registrado antes do conflito

Apesar do início das negociações diplomáticas, o fluxo de embarcações no Estreito de Ormuz permanece reduzido. Dados da empresa de inteligência marítima Kpler apontam que, entre os dias 25 e 28 de junho, 124 navios transportando commodities cruzaram a região. O volume corresponde, aproximadamente, ao que costumava ser registrado em apenas um dia antes da escalada do conflito no Oriente Médio. O levantamento considera petroleiros, navios graneleiros e embarcações que transportam gás natural liquefeito (GNL) e gás liquefeito de petróleo (GLP). Os números, no entanto, não incluem navios porta-contêineres.

Responsável pela passagem de cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados globalmente, o Estreito de Ormuz continua sendo um dos principais pontos de atenção para o comércio internacional. Nos últimos dias, a região foi palco de novos episódios de tensão envolvendo Estados Unidos e Irã, incluindo ataques próximos à hidrovia e ações contra instalações militares norte-americanas em países do Golfo.

Embora integrantes do governo dos Estados Unidos tenham afirmado que a navegação permanece livre na região, operadores do transporte marítimo ainda enfrentam um cenário de insegurança, o que mantém elevados os riscos para embarcações e tripulações que transitam pelo estreito.

Fonte: Com informações da CNN Brasil, Reuters e Kpler

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN / Hwawon Ceci Lee / Anadolu via Getty Images

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Acordo UE-Mercosul enfrenta novas barreiras e gera preocupação com acesso ao mercado europeu

A entrada em vigor do acordo UE-Mercosul trouxe expectativas de ampliação do comércio e dos investimentos entre os dois blocos. No entanto, uma série de novas medidas discutidas ou adotadas pela União Europeia tem gerado preocupações entre os países sul-americanos, especialmente o Brasil, que vê crescer o risco de restrições ao acesso ao mercado europeu mesmo após concessões negociadas ao longo de décadas.

Em um cenário global marcado por tensões comerciais, barreiras regulatórias e enfraquecimento das regras multilaterais, especialistas avaliam que acordos comerciais já não garantem, por si só, acesso estável aos mercados internacionais.

Restrição ao aço abre primeiro foco de tensão

O primeiro grande teste para a relação entre os dois blocos envolve o setor siderúrgico. Bruxelas pretende implementar novas restrições às importações de aço com o argumento de combater a sobrecapacidade global de produção, atribuída principalmente à China.

A proposta prevê uma redução significativa das cotas de exportação atualmente disponíveis e a elevação da tarifa aplicada aos volumes que ultrapassarem esses limites, passando de 25% para 50%.

A medida causa desconforto porque o acordo Mercosul-União Europeia prevê justamente a eliminação dessas tarifas. Para países como Brasil e Argentina, a iniciativa reduz parte dos benefícios comerciais que haviam sido negociados no tratado.

Suspensão da carne bovina amplia insatisfação

Outro episódio que gerou reação em Brasília foi a suspensão das importações de determinados produtos de carne bovina brasileira pela União Europeia.

O bloco europeu justificou a decisão com preocupações relacionadas à presença de antimicrobianos utilizados na produção animal. Embora o tema já estivesse sendo discutido entre as partes, autoridades brasileiras consideraram a medida desproporcional, especialmente por ter sido adotada logo após o início da vigência do acordo.

Agora, a expectativa é que a documentação enviada pelo governo brasileiro permita uma reavaliação da decisão e uma eventual reabertura parcial do mercado europeu para esses produtos.

Açúcar, soja e biocombustíveis também entram no radar

As preocupações não se limitam ao setor pecuário. Em maio, a União Europeia suspendeu por um ano um regime aduaneiro que facilitava a entrada de açúcar bruto destinado ao refino e posterior reexportação.

A medida afeta diretamente o Brasil, principal fornecedor dentro desse sistema.

Além disso, mudanças recentes na política europeia para biocombustíveis classificaram o óleo de soja como matéria-prima de alto risco de mudança indireta no uso da terra, associando sua produção a potenciais impactos sobre o desmatamento. A decisão reduz as oportunidades de acesso do produto ao mercado europeu.

União Europeia busca ampliar autossuficiência agrícola

Novas propostas em discussão também podem afetar as exportações agrícolas do Mercosul.

Bruxelas avalia estratégias para aumentar a produção interna de oleaginosas e proteínas vegetais, elevando a participação da produção europeia no abastecimento do bloco. A iniciativa poderá reduzir a dependência de importações de soja provenientes do Brasil, Argentina e Estados Unidos.

Paralelamente, a União Europeia pretende ampliar as compras desses produtos da Ucrânia, país que busca ingressar oficialmente no bloco europeu.

Novas regras industriais podem criar obstáculos adicionais

O setor industrial também acompanha com atenção a elaboração de novos mecanismos de proteção ao mercado europeu.

Entre as propostas está o chamado Industrial Accelerator Act, iniciativa que pretende fortalecer a indústria local por meio de exigências de produção doméstica para acesso a licitações públicas e programas de subsídios.

Na avaliação de especialistas, caso seja implementada sem mecanismos de equilíbrio, a medida poderá restringir o acesso de empresas do Mercosul ao mercado europeu de compras governamentais.

Taxa de carbono e lei antidesmatamento elevam desafios

Outro ponto de atenção é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM), conhecido como taxa de carbono da União Europeia. Previsto para entrar em vigor plenamente em 2027, o instrumento poderá gerar custos adicionais para exportadores brasileiros de determinados produtos.

No mesmo ano, passará a valer a rigorosa Lei Antidesmatamento da União Europeia, que estabelecerá critérios para a comercialização de commodities como soja, carne bovina, café, madeira, cacau, borracha e óleo de palma, além de produtos derivados como couro, chocolate, pneus e móveis.

As regras restringirão a entrada de mercadorias associadas a áreas desmatadas após 2020.

Cresce percepção de desequilíbrio no acordo

A sucessão de medidas tem alimentado a percepção, em setores produtivos do Mercosul, de que as concessões obtidas no acordo comercial podem ser reduzidas por novas exigências regulatórias, sanitárias, ambientais ou industriais.

Enquanto os compromissos assumidos pelos países sul-americanos permanecem válidos, o surgimento de novas barreiras gera dúvidas sobre os ganhos efetivos esperados com o tratado.

Para exportadores e representantes da indústria, o desafio agora será garantir que os benefícios negociados no acordo UE-Mercosul sejam preservados e não sejam gradualmente limitados por mudanças regulatórias posteriores.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Sebrae de Notícias

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Argentina registra superávit comercial de US$ 3,5 bilhões em maio

A Argentina fechou maio com um superávit comercial de US$ 3,5 bilhões, segundo dados divulgados pelo instituto nacional de estatísticas do país na última quinta-feira (19).

No período, as exportações totalizaram US$ 9,54 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 6,03 bilhões.

O resultado superou as expectativas do mercado. Analistas consultados pela Reuters projetavam um superávit comercial de US$ 2,2 bilhões para o mês.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Datamar News

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Acordos de livre comércio do Mercosul com Singapura e EFTA ampliam oportunidades para exportações brasileiras

O Senado Federal aprovou, em caráter de urgência, dois importantes acordos de livre comércio do Mercosul, ampliando o acesso de empresas brasileiras a mercados de alto poder aquisitivo na Ásia e na Europa. As medidas envolvem uma parceria com Singapura e outra com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

Os projetos já haviam recebido aval da Câmara dos Deputados e agora seguem para promulgação pelo Congresso Nacional, consolidando um novo passo na estratégia de expansão internacional do bloco sul-americano.

Singapura se torna ponte para novos negócios na Ásia-Pacífico

O acordo firmado entre o Mercosul e Singapura marca a primeira grande parceria comercial do bloco com um país da região Ásia-Pacífico, considerada uma das mais dinâmicas da economia global.

Pelas regras aprovadas, Singapura eliminará imediatamente as tarifas de importação para todos os produtos exportados pelos países do Mercosul. Em contrapartida, o bloco promoverá uma abertura gradual de seu mercado, removendo tarifas sobre a maior parte dos produtos singapurianos ao longo de até 15 anos.

Alguns setores considerados estratégicos para a indústria regional, como máquinas, equipamentos elétricos, plásticos e instrumentos ópticos, permanecerão protegidos, preservando a competitividade das empresas locais.

A expectativa é que o tratado fortaleça a inserção do Brasil em cadeias globais de valor, além de ampliar o acesso a um dos principais centros internacionais de inovação, tecnologia e logística.

Acordo com a EFTA amplia acesso a mercados europeus

Além da parceria asiática, o Mercosul avançou nas negociações com a EFTA, bloco europeu composto por países que não integram a União Europeia, mas possuem elevados níveis de renda e forte participação no comércio internacional.

O tratado abrange não apenas o intercâmbio de mercadorias, mas também áreas como serviços, investimentos, compras governamentais, propriedade intelectual e desenvolvimento sustentável.

Com a entrada em vigor do acordo, os países da EFTA eliminarão imediatamente as tarifas de importação para produtos industriais e pesqueiros brasileiros. Considerando os setores agrícola e industrial, o acesso em condições de livre comércio abrangerá praticamente a totalidade do valor exportado pelo Brasil para esses mercados.

Agronegócio brasileiro conquista novas cotas de exportação

O acordo também cria oportunidades relevantes para o agronegócio brasileiro, com a concessão de cotas preferenciais por parte da Suíça, Noruega e Liechtenstein.

Entre os produtos beneficiados estão carne bovina, carne de aves, milho, farinha de milho, mel e óleos vegetais, segmentos que poderão ampliar sua presença em mercados reconhecidos pelo alto valor agregado e exigência de qualidade.

Em contrapartida, o Brasil concederá isenção tarifária para a maior parte das importações oriundas da EFTA, mantendo mecanismos de proteção para setores considerados sensíveis, como alguns produtos lácteos e chocolates europeus.

Empresas brasileiras terão mais oportunidades de internacionalização

A aprovação simultânea dos dois acordos abre novas perspectivas para empresas de diferentes portes, incluindo cooperativas, pequenas indústrias e produtores rurais que buscam ampliar sua atuação internacional.

Segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), os tratados oferecem maior previsibilidade comercial, redução de custos e melhores condições de acesso a mercados estratégicos.

ApexBrasil prepara ações para orientar exportadores

Com a promulgação dos acordos prevista para os próximos meses, a ApexBrasil pretende reforçar programas de inteligência de mercado, capacitação e orientação técnica para empresas interessadas em aproveitar as novas oportunidades.

As ações incluirão informações sobre regras de origem, exigências regulatórias, padrões técnicos e identificação de oportunidades comerciais nos mercados europeu e asiático, facilitando a adaptação dos exportadores brasileiros ao novo cenário internacional.

FONTE: apexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/apexBrasil

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Canadá propõe ampliar acordo de livre comércio da América do Norte por mais 16 anos

O governo do Canadá defendeu a renovação do acordo de livre comércio que integra as economias da América do Norte por mais 16 anos. A proposta foi apresentada às autoridades dos Estados Unidos e do México às vésperas do processo de revisão do tratado, previsto para começar em julho.

A iniciativa busca preservar a estabilidade econômica da região e garantir maior previsibilidade para empresas e investidores que dependem da integração comercial entre os três países.

Ottawa quer fortalecer o T-MEC e reduzir incertezas

O ministro canadense responsável pelas relações comerciais com os Estados Unidos, Dominic LeBlanc, enviou uma carta oficial aos representantes dos governos americano e mexicano sugerindo a extensão do acordo.

A proposta tem como objetivo evitar um cenário de revisões frequentes que possa comprometer a segurança jurídica e os investimentos de longo prazo na região.

O tratado, conhecido como T-MEC (Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá), é considerado um dos principais instrumentos de integração econômica do continente, conectando cadeias produtivas e impulsionando o comércio entre os três países.

Negociações avançam em Washington

Nos últimos dias, representantes dos governos envolvidos intensificaram as conversas em Washington para discutir possíveis ajustes e o futuro do acordo comercial.

Durante as negociações, LeBlanc alertou para os riscos de submeter o tratado a avaliações anuais. Segundo ele, revisões constantes poderiam gerar instabilidade para empresas e dificultar decisões relacionadas a investimentos, produção e expansão de negócios.

A preocupação canadense é garantir que o ambiente econômico permaneça previsível para os setores que dependem diretamente do comércio regional.

Líderes canadenses reagem a declarações dos EUA

Além das discussões comerciais, autoridades canadenses também reagiram a declarações recentes vindas da Casa Branca sobre uma eventual integração territorial entre os dois países.

O primeiro-ministro da província de Ontário, Doug Ford, rejeitou publicamente qualquer possibilidade nesse sentido e reforçou que o Canadá mantém sua soberania plena.

A manifestação ocorreu em meio ao aumento das discussões políticas envolvendo a relação bilateral entre Ottawa e Washington.

Tarifas e medidas protecionistas preocupam parceiros do acordo

O governo canadense reconhece a existência de diversos pontos de atrito nas relações comerciais com os Estados Unidos. Autoridades do país identificam aproximadamente 30 questões que ainda geram divergências entre os dois mercados.

Nesse contexto, a manutenção do acordo de livre comércio da América do Norte é vista como fundamental para reduzir os impactos de medidas protecionistas, especialmente sobre setores estratégicos.

Produtos como alumínio, manufaturados e outros bens industriais permanecem sensíveis a mudanças tarifárias e restrições comerciais.

Renovação do tratado pode fortalecer integração econômica

Para Canadá e México, a ampliação da vigência do T-MEC representa uma forma de preservar os mecanismos de cooperação econômica e evitar possíveis rupturas nas relações comerciais da região.

A expectativa é que a renovação do acordo reforce os princípios de reciprocidade entre os parceiros e contribua para a continuidade do fluxo de investimentos, comércio e desenvolvimento econômico na América do Norte.

Com a revisão do tratado se aproximando, as negociações devem ganhar intensidade nas próximas semanas, enquanto os três países buscam construir consenso sobre o futuro da integração regional.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Mauro Vieira contesta tarifas dos EUA e afirma que justificativas contra o Brasil não se sustentam

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que o governo brasileiro apresentou argumentos suficientes para rebater as justificativas utilizadas pelos Estados Unidos na proposta de aplicação de tarifas sobre produtos nacionais. Segundo ele, as alegações norte-americanas não possuem base legítima para justificar a medida.

Brasil reforça defesa em reunião com representante comercial dos EUA

Durante encontro ministerial da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), realizado em Paris, Vieira se reuniu com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, para tratar das negociações envolvendo as tarifas.

Em entrevista à Globonews, o chanceler relatou que Greer classificou as conversas entre os dois países como positivas e destacou o bom andamento do diálogo bilateral sobre o tema.

Governo brasileiro questiona condução de investigações americanas

De acordo com Vieira, o Brasil destacou às autoridades norte-americanas que os resultados de duas investigações sobre supostas práticas comerciais desleais foram divulgados antes do prazo previamente acertado entre os presidentes dos dois países, durante reunião bilateral realizada em maio.

O ministro ressaltou que todas as informações solicitadas foram fornecidas pelo governo brasileiro e afirmou esperar que os esclarecimentos sejam considerados na avaliação final.

“Apresentamos todos os dados necessários e demonstramos que não existem razões concretas para que o Brasil seja alvo dessas tarifas. Os argumentos utilizados foram devidamente contestados”, declarou.

Relatório dos EUA recomenda tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

No início do mês, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) divulgou um relatório recomendando a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

O documento aponta supostas práticas consideradas “irrazoáveis” ou “discriminatórias” por parte do Brasil. A análise abrange temas como comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, incluindo o Pix, além de propriedade intelectual, combate à corrupção, mercado de etanol, concessão de tarifas preferenciais e ações relacionadas ao desmatamento ilegal.

Agenda internacional incluiu negociações com União Europeia e outros países

Além das conversas com os Estados Unidos, Mauro Vieira participou de uma série de encontros bilaterais durante o evento da OCDE.

Entre os compromissos, o chanceler se reuniu com Maros Sefcovic, comissário da União Europeia para Comércio e Segurança Econômica, para discutir a implementação do acordo entre Mercosul e União Europeia.

A agenda também incluiu reuniões com autoridades da Coreia do Sul, Espanha, Canadá, Suíça e República Tcheca, reforçando a estratégia brasileira de ampliar o diálogo comercial e diplomático com parceiros internacionais.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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