Comércio Internacional

Parlamento suíço aprova acordo comercial entre EFTA e Mercosul

A Câmara Baixa do Parlamento da Suíça aprovou o acordo comercial entre os países da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e o Mercosul. A decisão ocorreu poucos dias após o aval da Câmara Alta e foi acompanhada da inclusão de medidas de apoio financeiro aos agricultores suíços.

O texto, que havia sido rejeitado inicialmente em junho, avançou após a incorporação de recursos destinados a reduzir os possíveis impactos do tratado sobre o setor agrícola do país.

A aprovação foi viabilizada após os parlamentares incluírem um pacote de assistência de 517 milhões de francos suíços, equivalente a aproximadamente US$ 631 milhões, distribuídos ao longo de seis anos.

A medida busca amenizar os efeitos do acordo sobre os produtores rurais. A agricultura é considerada um tema politicamente sensível na Suíça, e a implementação do tratado poderá ser submetida a referendo, conforme o sistema de democracia direta do país.

Na Câmara Baixa, o acordo recebeu 118 votos a favor e 66 contrários. Outros dez parlamentares se abstiveram. O tratado envolve os Estados-membros da EFTA e os países do Mercosul: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

A Suíça é a maior economia da EFTA, associação que também reúne Noruega, Islândia e Liechtenstein.

Próximos passos

Apesar da aprovação nas duas casas do Parlamento suíço, a possibilidade de realização de um referendo mantém a questão agrícola e os efeitos do acordo no centro do debate político nacional.

O avanço representa mais uma etapa no processo de aprovação do tratado comercial entre os países europeus da EFTA e o bloco sul-americano.

Fonte: Reuters, com informações de Dave Graham.

Texto: Redação

Imagem: Ilustrativa / Site Acrissul

Ler Mais
Comércio Internacional

Chile e China firmam acordo para facilitar exportações de frutas frescas

Entrou em vigor um novo Memorando de Entendimento (MoU) entre Chile e China para facilitar e agilizar as exportações de frutas frescas chilenas ao mercado asiático. O acordo foi firmado pelo Ministério da Agricultura do Chile, por meio do Serviço Agrícola e Pecuário (SAG), e pela Administração Geral de Alfândegas da China (GACC).

O entendimento complementa os requisitos fitossanitários aplicados aos produtos chilenos e busca tornar mais eficientes os processos de embarque e de entrada das frutas no principal mercado de destino do setor.

Acordo amplia flexibilidade para exportadores

O ministro da Agricultura do Chile, Jaime Campos, afirmou que o acordo representa um avanço para o setor exportador do país.

Segundo o ministro, as novas regras devem contribuir para a otimização dos processos logísticos e operacionais, além de oferecer maior flexibilidade às empresas e facilitar o cumprimento das exigências fitossanitárias estabelecidas com a China.

A expectativa é fortalecer a competitividade da fruta chilena no mercado chinês e tornar as operações de comércio exterior mais eficientes.

Novas opções de embalagem para cerejas

De acordo com o diretor nacional do SAG, Domingo Rojas, o Memorando estabelece medidas para modernizar os procedimentos relacionados às exportações de frutas frescas para a China.

Uma das mudanças prevê a ampliação das alternativas de embalagem para cerejas e frutas de caroço provenientes de áreas regulamentadas devido à presença da mosca-das-frutas (Ceratitis capitata).

A medida permite maior flexibilidade operacional aos exportadores, mantendo as exigências necessárias para a proteção fitossanitária do mercado chinês.

Tratamento a frio será ampliado

O acordo também amplia a possibilidade de realização do tratamento a frio em trânsito nas câmaras dos navios para todas as espécies de frutas autorizadas a entrar no mercado chinês.

Além disso, serão incorporados novos modelos de tratamento a frio baseados em padrões fitossanitários internacionais.

A atualização dos procedimentos pretende adequar as operações às necessidades do comércio internacional e facilitar a logística das exportações chilenas.

Exigências para identificação dos embarques serão simplificadas

Outra mudança prevista no acordo é a simplificação dos requisitos relacionados à identificação das cargas de frutas.

Segundo o SAG, serão eliminadas exigências vinculadas a certificados de inspeção específicos para pallets. A alteração reduz parte da documentação necessária nas operações de exportação.

Com as novas regras, Chile e China buscam tornar os processos mais ágeis, mantendo os critérios fitossanitários exigidos para a entrada dos produtos no mercado asiático.

China é mercado estratégico para frutas chilenas

As mudanças reforçam a relação comercial entre os dois países no setor de fruticultura e comércio exterior. Para os exportadores chilenos, a simplificação dos procedimentos pode facilitar o envio de diferentes espécies de frutas frescas ao mercado chinês.

O novo entendimento reúne medidas relacionadas a embalagens, tratamentos fitossanitários e documentação, criando condições operacionais mais flexíveis para o comércio de frutas entre Chile e China.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

Ler Mais
Comércio Internacional

Brasil defende novo equilíbrio no comércio global sem prejudicar países em desenvolvimento

O Brasil defendeu, durante o Fórum Público da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra, que um eventual novo equilíbrio no comércio global não seja construído em prejuízo dos demais países. A posição foi apresentada pela secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Tatiana Prazeres.

O tema esteve no centro do painel “As placas tectônicas do comércio estão se movendo – um novo equilíbrio?”, organizado pelo Peterson Institute for International Economics, de Washington. O debate discutiu as transformações do sistema comercial internacional, o avanço da fragmentação geopolítica e os caminhos para uma reforma da OMC.

Comércio global passa por mudança de cenário

Os participantes analisaram a trajetória do comércio internacional desde o otimismo que marcou a década de 1990 até o atual ambiente de tensões geopolíticas, protecionismo e disputas entre grandes potências.

Entre os principais desafios apontados estão a redução da atuação dos Estados Unidos na liderança global, o avanço de medidas protecionistas, as políticas de exportação da China e os impactos da inteligência artificial e da digitalização sobre a economia.

Adam Posen, do Peterson Institute, avaliou que a menor participação dos Estados Unidos como provedor de segurança tornou o ambiente econômico internacional mais difícil. Ele também destacou que diversos países evitaram retaliar as medidas comerciais unilaterais adotadas por Washington e as restrições impostas pela China às exportações.

Já Joe Wallace, da agência de representação comercial dos Estados Unidos (USTR), atribuiu o cenário atual a desequilíbrios econômicos acumulados ao longo de décadas e relacionados a decisões políticas tomadas em Washington e em outros países. Segundo ele, o processo de reequilíbrio buscado pelos EUA ocorre de maneira ordenada.

Segurança nacional ganha espaço na política comercial

Durante o painel, houve consenso de que o comércio internacional deixou de ser tratado exclusivamente sob a ótica do acesso a mercados. Questões como segurança nacional, padrões tecnológicos, sustentabilidade e transição ambiental passaram a ocupar espaço cada vez maior nas decisões comerciais.

A ex-comissária de Comércio da União Europeia, Cecilia Malmström, explicou que a UE procura reduzir a dependência das grandes potências por meio da diversificação de parcerias comerciais. Nesse esforço estão acordos e negociações com o Mercosul, a Índia, a Indonésia e outros mercados.

A União Europeia também avalia instrumentos mais fortes de proteção de seu mercado diante do que Malmström classificou como “Choque da China 2.0”.

Brasil quer uma OMC voltada ao desenvolvimento

Tatiana Prazeres ressaltou que a percepção sobre o comércio mudou profundamente desde a criação da OMC, há 31 anos. Naquele período, predominava o entusiasmo com a globalização, a integração das cadeias produtivas e a ampliação da exposição das economias aos mercados internacionais.

Atualmente, segundo a representante brasileira, o comércio é encarado simultaneamente como oportunidade e risco. Essa mudança ajuda a explicar a complexidade da política comercial contemporânea, que passou a incorporar temas como segurança, resiliência econômica, política industrial e sustentabilidade.

Para o Brasil, a reforma da OMC deve considerar essa nova realidade sem abandonar seus objetivos de desenvolvimento.

A posição brasileira é pela construção de uma organização internacional capaz de cumprir seus compromissos de desenvolvimento, contribuir para a eficiência da economia mundial e, ao mesmo tempo, contemplar objetivos políticos legítimos dos países.

Brasil evita alinhamento entre grandes potências

Tatiana Prazeres afirmou que o Brasil não pretende escolher um lado na disputa entre as grandes potências. Segundo ela, essa é uma das razões pelas quais o país defende uma OMC funcional e atuante.

A representante brasileira também destacou que países de porte médio precisam preservar espaço para definir suas próprias estratégias e interesses.

Na avaliação apresentada por Tatiana, qualquer novo equilíbrio entre Estados Unidos, China e União Europeia deve considerar os demais integrantes do sistema comercial.

“Temos aqui a UE, a China e os EUA. Todos concordamos que é preciso chegar a um entendimento entre os principais atores e as grandes potências, mas isso não pode ocorrer em detrimento dos demais membros, do restante do mundo e das necessidades dos países em desenvolvimento”, afirmou.

Diversificação é estratégia para aumentar a resiliência

Para o Brasil, ampliar o número de parceiros comerciais é uma forma de fortalecer a resiliência econômica e reduzir vulnerabilidades diante das incertezas internacionais.

Tatiana destacou que o país possui parceiros interessados em previsibilidade, estabilidade, comércio, investimentos e cooperação. Ela também chamou atenção para o aumento do interesse de diferentes nações em aprofundar relações com o Brasil.

A aproximação entre União Europeia e Mercosul foi citada como exemplo. As negociações se estenderam por 25 anos, mas avançaram em um contexto internacional marcado por maior interesse na diversificação das relações econômicas.

Segundo Tatiana, o Brasil reúne características que podem contribuir para esse processo, como sua posição de destaque na produção agrícola, na energia renovável e na sustentabilidade.

Acordos comerciais e multilateralismo

A secretária afirmou que ampliar e diversificar parcerias, além de concluir acordos comerciais, pode aumentar a previsibilidade e criar novas oportunidades de acesso a mercados.

Para ela, a estratégia brasileira não passa por reduzir sua integração internacional. Ao contrário, o país pretende expandir relações econômicas com parceiros interessados e, paralelamente, fortalecer o multilateralismo.

Nesse contexto, a reforma da OMC exigirá flexibilidade para acomodar diferentes interesses, perspectivas e ritmos entre os seus integrantes.

Tatiana defendeu que a organização encontre mecanismos capazes de considerar essas diferenças, mas reconheceu que o principal desafio será avançar com a velocidade necessária em meio à atual fragmentação e à incerteza do cenário internacional.

O Brasil, portanto, busca participar da construção de um sistema de comércio internacional mais previsível, preservando sua autonomia e defendendo que as decisões das grandes potências não sejam tomadas às custas dos países em desenvolvimento.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor Econômico

Ler Mais
Comércio Internacional

Petrobras fecha acordo para importar gás dos EUA por 20 anos

A Petrobras firmou um contrato de longo prazo para compra e venda de Gás Natural Liquefeito (GNL) com a norte-americana Sempra. O acordo prevê o fornecimento de gás dos Estados Unidos à estatal brasileira durante 20 anos.

O anúncio foi feito na noite de segunda-feira (14.set.2026). O contrato havia sido assinado no fim de agosto e estabelece a aquisição de 800 mil toneladas de GNL por ano pela Petrobras.

Gás será produzido no Texas

O combustível terá origem no Terminal de Liquefação de GNL de Port Arthur, localizado no Texas, nos Estados Unidos. O empreendimento está em fase de desenvolvimento e construção pela Sempra Infrastructure, subsidiária da companhia norte-americana.

A previsão da Sempra é que os primeiros trens de liquefação da unidade entrem em operação comercial entre 2027 e 2028.

O terminal está situado na costa do Texas e terá acesso à produção de gás natural dos Estados Unidos, além de uma estrutura logística integrada para o escoamento do combustível.

Petrobras busca reduzir exposição ao mercado spot

De acordo com a Petrobras, a contratação de volumes de GNL de longo prazo faz parte da estratégia para diminuir a exposição às oscilações do mercado spot.

A empresa também afirma que o acordo deverá contribuir para uma gestão mais eficiente dos riscos relacionados ao portfólio de gás natural e ampliar a capacidade de atendimento aos contratos firmados pela companhia.

Segundo a estatal, a estratégia busca oferecer maior flexibilidade e segurança na gestão do suprimento de gás.

Sempra atua em infraestrutura de energia

A Sempra Infrastructure é responsável por projetos ligados à infraestrutura energética, incluindo empreendimentos de Gás Natural Liquefeito, redes de energia e iniciativas relacionadas a soluções de baixo carbono.

Com o novo contrato, a Petrobras assegura uma fonte de fornecimento de GNL dos Estados Unidos para as próximas duas décadas, com início previsto após a entrada em operação comercial do empreendimento de Port Arthur.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

Ler Mais
Comércio Internacional

Pacto Verde Europeu: indústria precisa ampliar rastreabilidade para manter acesso ao mercado europeu

As novas regras ambientais da União Europeia (UE) estão mudando a forma como empresas precisam comprovar a origem, a composição e os impactos de seus produtos. Para a indústria catarinense, especialmente para os setores ligados ao comércio exterior, o Pacto Verde Europeu representa um novo desafio para manter e ampliar a presença no mercado europeu.

A tendência é que sustentabilidade deixe de ser apenas um diferencial competitivo e passe a integrar os requisitos necessários para participar de determinadas cadeias globais de fornecimento.

“Para a indústria catarinense, o Pacto Verde Europeu não deve ser visto apenas como uma exigência regulatória, mas como uma nova condição de inserção nas cadeias globais de valor. As empresas precisam estar preparadas para fornecer dados confiáveis sobre seus produtos”, afirma Maria Teresa Bustamante, presidente do Conselho de Comércio Exterior da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC).

Passaporte Digital do Produto ganha importância

Entre os mecanismos que devem transformar a relação das empresas com o mercado europeu está o Passaporte Digital do Produto (DPP), previsto pelo Regulamento de Concepção Ecológica para Produtos Sustentáveis (ESPR).

A proposta é criar uma espécie de identidade digital para os produtos, concentrando informações que possam ser verificadas ao longo da cadeia. Entre os dados estão a composição, a origem das matérias-primas, impactos ambientais, durabilidade, possibilidade de reparo, reutilização e reciclagem. Na prática, a exigência não ficará restrita aos exportadores diretos.

Empresas brasileiras que fornecem componentes, insumos ou matérias-primas para outras companhias também poderão precisar disponibilizar informações detalhadas sobre seus produtos e processos. Isso significa que a adequação às regras europeias tende a alcançar diferentes elos das cadeias produtivas.

Indústria catarinense está entre os setores impactados

A implementação das novas exigências será gradual e deverá atingir segmentos com forte participação na economia de Santa Catarina. Entre os setores que precisam acompanhar de perto as mudanças estão têxtil e vestuário, siderurgia, alumínio, móveis e tecnologia, além de outras atividades integradas às cadeias de fornecimento europeias.

O desafio, porém, não se limita à adoção de práticas ambientais. As empresas precisarão desenvolver sistemas capazes de coletar, organizar, rastrear e comprovar informações sobre produtos e processos. Isso amplia a responsabilidade também para fornecedores e parceiros envolvidos na produção.

Preparação começa antes das novas regras

Para as empresas que atuam ou pretendem atuar no mercado europeu, antecipar a adequação pode ser um diferencial. A preparação envolve desde o conhecimento da cadeia de fornecedores até a estruturação de dados ambientais e produtivos.

Entre as principais medidas estão:

  • Mapear fornecedores e matérias-primas, ampliando a rastreabilidade da cadeia;
  • Digitalizar informações sobre produtos, processos e impactos ambientais;
  • Medir e reduzir a pegada de carbono, com iniciativas de eficiência e descarbonização;
  • Adequar produtos à economia circular, considerando durabilidade, reparabilidade e reciclabilidade;
  • Comprovar as informações ambientais, evitando alegações de sustentabilidade que não tenham respaldo técnico.

Sustentabilidade passa a ser requisito de competitividade

Mais do que cumprir uma nova legislação, a adaptação às regras europeias pode representar uma mudança estrutural na forma como a indústria brasileira se relaciona com seus clientes internacionais.

Para empresas catarinenses inseridas no comércio exterior, investir em rastreabilidade, gestão de dados, transparência e sustentabilidade tende a ser cada vez mais importante para preservar mercados, atender compradores europeus e permanecer competitiva nas cadeias globais de valor.

Fonte: FIESC, com informações divulgadas em 8 de setembro de 2026.

Texto: Redação

Imagem: FIESC / Adobe Stock

Ler Mais
Comércio Internacional

EUA impõem tarifa adicional de 50% sobre produtos do Canadá

Os Estados Unidos anunciaram uma nova tarifa de 50% sobre determinados produtos importados do Canadá. A medida foi divulgada pela Casa Branca na terça-feira (8) e ocorre em meio ao aumento das tensões comerciais entre os dois países.

A decisão veio depois que o governo canadense colocou em vigor tarifas de retaliação sobre produtos norte-americanos, com alíquotas que variam de 15% a 50%. Entre os itens atingidos estão produtos de aço, móveis, roupas e equipamentos eletrônicos.

Casa Branca cita discriminação contra veículos dos EUA

De acordo com um comunicado publicado pela Casa Branca, o presidente Donald Trump justificou a adoção das novas tarifas como uma resposta ao que classificou como discriminação do Canadá contra as exportações norte-americanas de automóveis e autopeças.

Segundo o documento, as novas cobranças foram estabelecidas com base no artigo 338 da Lei Tarifária de 1930 e serão aplicadas a determinados produtos canadenses.

A medida amplia a pressão sobre o comércio entre EUA e Canadá, que vem sendo marcado por sucessivas ações tarifárias e respostas dos dois governos.

Importação de bebidas, carros e lácteos será proibida

Além da tarifa adicional, o governo Trump anunciou outras restrições às importações canadenses.

A partir de 29 de setembro, os Estados Unidos deverão proibir a entrada de determinados tipos de bebidas alcoólicas, veículos automotores e produtos lácteos provenientes do Canadá.

A medida representa mais um obstáculo para empresas canadenses que dependem do mercado norte-americano.

Novas tarifas entram em vigor em setembro

As alterações anunciadas pela Casa Branca serão aplicadas às mercadorias importadas para consumo nos Estados Unidos ou retiradas de armazéns para essa finalidade a partir de 15 de setembro.

O novo pacote de medidas aumenta a pressão sobre as relações comerciais entre os dois países e afeta setores importantes da economia canadense, especialmente aqueles com forte participação no mercado dos Estados Unidos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

Ler Mais
Comércio Internacional

China registra alta de 25% nas exportações em agosto, impulsionada pela inteligência artificial

As exportações da China avançaram 25% em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, impulsionadas principalmente pela forte demanda internacional por produtos de tecnologia utilizados na expansão da inteligência artificial (IA). No mesmo período, as importações chinesas cresceram 28,2%, segundo dados divulgados nesta terça-feira (8) pela Administração Geral de Alfândegas da China (AGC).

Os números mostram que o comércio exterior chinês continua em ritmo acelerado, sustentado pela procura global por componentes e equipamentos ligados ao desenvolvimento de novas tecnologias.

Exportações de tecnologia ganham força

Entre janeiro e agosto, o valor das exportações chinesas de computadores e componentes relacionados aumentou 49,4%, de acordo com a AGC.

A expansão ocorre em um momento de forte crescimento dos investimentos internacionais em infraestrutura para inteligência artificial, o que amplia a demanda por semicondutores, equipamentos de informática e outros produtos tecnológicos fabricados na China.

O desempenho também mantém a trajetória positiva registrada pelo país no comércio internacional. Em 2025, a China alcançou um superávit comercial recorde, favorecido pela demanda externa por produtos associados ao setor de tecnologia e à cadeia global de inteligência artificial.

Vendas para os Estados Unidos aceleram

As exportações chinesas destinadas aos Estados Unidos também apresentaram crescimento expressivo. Em agosto, as vendas para o mercado americano aumentaram 34,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O resultado representa uma aceleração em relação a julho, quando as exportações chinesas para os EUA haviam registrado crescimento anual de 17%.

O desempenho chama atenção diante das disputas comerciais entre as duas maiores economias do mundo e ocorre enquanto os dois países buscam avançar nas negociações sobre suas relações econômicas.

Dados antecedem encontro entre Trump e Xi

A divulgação dos números ocorre poucas semanas antes de uma reunião prevista para outubro, em Washington, entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping.

O avanço das exportações chinesas e o aumento das vendas para o mercado americano devem integrar o contexto das discussões entre os dois governos, especialmente diante da importância do comércio bilateral para a economia mundial.

Os dados de agosto reforçam, ainda, o peso da China na cadeia global de fornecimento de tecnologia, semicondutores e equipamentos para inteligência artificial.

FONTE: Jovem Pan
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pekín (China)EFE/WU HAO

Ler Mais
Comércio Internacional

China rejeita exigências unilaterais nas negociações comerciais com a União Europeia

O Ministério do Comércio da China afirmou nesta quinta-feira (4) que as negociações comerciais com a União Europeia (UE) devem considerar os interesses e preocupações dos dois lados de forma equilibrada. Pequim rejeitou a possibilidade de que as conversas sejam conduzidas a partir de exigências unilaterais ou ameaças de restrições ao acesso aos mercados.

A declaração foi feita pela porta-voz da pasta, Huang Ling, durante uma coletiva de imprensa regular. A manifestação ocorreu após o comissário europeu de Comércio e Segurança Econômica, Maros Sefcovic, advertir que a UE poderia recorrer a instrumentos de defesa comercial caso as negociações com a China não apresentassem resultados.

China defende diálogo em condições de igualdade

Segundo Huang, o governo chinês tomou conhecimento das recentes declarações de Sefcovic, mas ressaltou que os líderes de China e UE já estabeleceram o entendimento de que as divergências devem ser tratadas por meio de diálogo e consultas.

A porta-voz afirmou que Pequim mantém esse compromisso e vem ampliando os canais de comunicação econômica e comercial com o bloco europeu para administrar disputas e diferenças entre as partes.

Para a China, as negociações devem preservar a relação entre os dois lados como importantes parceiros comerciais, com equilíbrio na discussão das demandas apresentadas por cada parte.

Consultas entre China e UE foram intensificadas

Desde a primeira reunião do mecanismo de consultas sobre comércio e investimentos entre China e UE, realizada em 29 de junho, representantes dos dois lados vêm mantendo contatos em diferentes níveis.

De acordo com Huang, o Ministério do Comércio chinês e a parte europeia também avançaram em discussões técnicas destinadas a encontrar soluções para questões comerciais e econômicas consideradas prioritárias.

Entre segunda e quarta-feira, o vice-ministro do Comércio da China, Ling Ji, reuniu-se com Denis Redonnet, vice-diretor-geral da Direção-Geral do Comércio e da Segurança Econômica da Comissão Europeia, durante uma visita do representante europeu ao país asiático.

As conversas foram classificadas pelo governo chinês como profundas, francas e construtivas. Os encontros também serviram para orientar novas rodadas de consultas técnicas entre as equipes de negociação.

Pequim critica ameaças de fechamento de mercados

Huang afirmou que nenhum dos lados deveria impor condições ao outro ou utilizar demandas unilaterais como instrumento de negociação.

A porta-voz também criticou a possibilidade de usar ameaças de fechamento de mercados como mecanismo de pressão nas conversas comerciais.

Na avaliação do governo chinês, as negociações devem partir do princípio de que China e UE possuem interesses econômicos interdependentes e precisam buscar soluções que atendam às preocupações de ambos.

China diz que pode ajudar a enfrentar problemas da UE

O Ministério do Comércio chinês também defendeu que a União Europeia enfrente diretamente os desafios que considera prioritários em sua economia.

Segundo Huang, a China não seria a origem desses problemas, mas poderia atuar como parceira na busca por soluções.

A representante do governo chinês afirmou ainda que o protecionismo não seria uma alternativa para resolver as divergências e defendeu uma relação baseada em benefícios mútuos.

Pequim se declarou disposto a ampliar a comunicação institucional com Bruxelas nas áreas de comércio e economia, com o objetivo de administrar diferenças e aumentar a cooperação prática.

China pede defesa do livre comércio

A expectativa chinesa é que o fortalecimento do diálogo contribua para tornar o comércio bilateral mais equilibrado e sustentar o crescimento das relações econômicas entre as duas partes.

Huang também pediu que a UE mantenha seu compromisso com o livre comércio e trabalhe com a China para preservar o sistema multilateral de comércio baseado em regras.

Nesse contexto, Pequim destacou o papel central da Organização Mundial do Comércio (OMC) e pediu ao bloco europeu que evite ampliar medidas consideradas protecionistas.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Jason Lee

Ler Mais
Comércio Internacional

Brasil contesta restrições da União Europeia a proteínas animais e alerta para impacto no acordo Mercosul-UE

O governo brasileiro manifestou preocupação com o início da implementação de restrições da União Europeia (UE) à entrada de produtos brasileiros de proteína animal no mercado europeu. A medida tem como base o Regulamento (UE) 2019/6, relacionado ao uso de antimicrobianos.

Em nota conjunta, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) afirmaram que o Brasil mantém diálogo político e técnico com as autoridades europeias para buscar a continuidade dos fluxos comerciais.

Segundo o governo, desde a decisão da União Europeia, tomada em 12 de maio de 2026, foram realizadas reuniões e tratativas com representantes do bloco. O Brasil também apresentou documentação e informações adicionais sobre os controles adotados nas cadeias de carne de aves, pescados, carne bovina, ovos e mel.

Auditoria avalia controles brasileiros

Como parte das negociações, o Brasil concordou com a realização de uma auditoria nas cadeias de carne de aves e mel. A missão europeia começou em 24 de agosto e tem conclusão prevista para esta sexta-feira (4).

Durante a auditoria, equipes técnicas brasileiras apresentam aos representantes europeus os procedimentos de controle e fiscalização adotados no país, incluindo a estrutura e o funcionamento do sistema oficial de defesa agropecuária.

O governo brasileiro reforçou que considera sólido o sistema nacional de defesa agropecuária e destacou que os produtos brasileiros são exportados para mais de 150 países.

O Brasil também argumenta que sua posição como um dos principais fornecedores de proteína animal para o mercado europeu demonstra a conformidade histórica das exportações brasileiras com os padrões exigidos pelo bloco.

Governo vê risco de impacto nas negociações Mercosul-UE

Além da questão sanitária e regulatória, Brasília relaciona as novas restrições às negociações do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia.

De acordo com o governo brasileiro, os produtos atingidos pelas medidas europeias estavam contemplados em quotas e reduções tarifárias negociadas no acordo. Por isso, a exclusão desses produtos do mercado europeu poderia reduzir parte dos ganhos obtidos pelo Brasil durante as negociações.

Na avaliação do governo, a manutenção das restrições pode alterar o equilíbrio das concessões que permitiu a conclusão das negociações do acordo.

A posição brasileira é de que a solução seja construída a partir de critérios científicos, transparência e diálogo técnico, sem influência de medidas de caráter protecionista.

Brasil admite adoção de medidas de reciprocidade

O governo também elevou o tom em relação à possibilidade de prolongamento do impasse. Na nota, Brasil afirma que, caso as tratativas não resultem em uma solução considerada satisfatória, poderá recorrer aos instrumentos previstos na legislação nacional e nos acordos internacionais aplicáveis.

Entre as possibilidades citadas estão medidas de reciprocidade previstas no ordenamento jurídico brasileiro, mecanismos estabelecidos no futuro Acordo Mercosul-União Europeia e instrumentos disponíveis no sistema multilateral de comércio.

A disputa ocorre em um momento estratégico para as relações comerciais entre Brasil e União Europeia, especialmente diante da relevância do mercado europeu para as exportações brasileiras de produtos agropecuários.

O governo brasileiro afirma que continuará trabalhando para que as restrições sejam revistas e para preservar condições equilibradas de acesso ao mercado europeu para os produtos de proteína animal produzidos no país.

Fonte: Mapa
Texto: Redação
Imagem: Arquivo ReConecta News

Ler Mais
Comércio Internacional

Brasil critica tarifas dos Estados Unidos e classifica medidas como discriminatórias

O governo brasileiro voltou a manifestar insatisfação com as tarifas dos Estados Unidos aplicadas a produtos nacionais. Na segunda-feira (31), Brasília afirmou que as medidas adotadas pelo governo de Washington são discriminatórias e não estão de acordo com as normas internacionais de comércio.

A posição foi apresentada pelos ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, durante uma reunião virtual com o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu no início da tarde.

Governo brasileiro contesta justificativas dos EUA

Em comunicado conjunto, os ministérios brasileiros classificaram como injusto o tratamento recebido pelo país e questionaram os fundamentos utilizados pelo governo norte-americano para justificar as medidas comerciais contra o Brasil.

Segundo a nota, as conclusões das investigações realizadas pelos Estados Unidos com base na Seção 301 da legislação comercial americana não refletiriam as práticas efetivamente adotadas pelo Brasil.

Os ministros reforçaram que consideram inadequada a aplicação de um tratamento que, na avaliação brasileira, é discriminatório para as exportações brasileiras.

Brasil e Estados Unidos mantêm negociações

Apesar das divergências em torno das tarifas comerciais, os dois governos decidiram preservar o canal de diálogo. Novas reuniões técnicas deverão ocorrer nas próximas semanas, tanto por videoconferência quanto presencialmente.

Depois dessa etapa, está previsto outro encontro entre os ministros para analisar os resultados das negociações e verificar eventuais avanços.

O governo brasileiro informou que pretende continuar trabalhando pela construção de um acordo comercial equilibrado, baseado em benefícios mútuos, diálogo e respeito à soberania de cada país.

Como começou a disputa tarifária

A retomada das negociações acontece depois de uma conversa telefônica entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 21 de agosto.

Durante o contato, Lula voltou a questionar as tarifas aplicadas ao Brasil. Trump, por sua vez, sinalizou a disposição de retomar as tratativas entre os dois países.

Atualmente, o Brasil enfrenta uma tarifa adicional de 25% estabelecida especificamente pelo governo norte-americano, além de uma sobretaxa de 12,5% que Washington relaciona a questões envolvendo o combate ao trabalho forçado.

Tarifas envolvem Pix e mercado de etanol

A tarifa adicional de 25% teve como base uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). O órgão apontou possíveis práticas comerciais consideradas desleais em áreas como pagamentos eletrônicos, incluindo o Pix, e acesso ao mercado brasileiro de etanol.

Brasília rejeita essas alegações e sustenta que as medidas adotadas pelos Estados Unidos não encontram justificativa adequada.

Disputa também tem impacto geopolítico

Além das questões diretamente relacionadas ao comércio, a negociação entre Brasil e Estados Unidos ocorre em um cenário de aumento da competição econômica entre EUA e China na América Latina.

A disputa pela influência na região acrescenta um componente geopolítico às discussões entre Brasília e Washington e amplia a importância estratégica das negociações sobre as tarifas e o comércio bilateral.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Erich Sacco/ Adobe Stock

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook