Comércio Internacional

Câmara de Itajaí recebe delegação de Xangai para ampliar relações comerciais e institucionais

A Câmara de Vereadores de Itajaí recebeu, na manhã desta sexta-feira (28), uma delegação do Governo Municipal de Xangai, na China. A visita reuniu principalmente integrantes da Comissão Municipal de Comércio de Xangai e teve como propósito aproximar as duas cidades e ampliar oportunidades de cooperação.

A agenda foi organizada pela Invest Itajaí e contou com a participação de vereadores, representantes do Executivo Municipal, do Porto de Itajaí, do setor logístico, do comércio e da Univali.

Delegação de Xangai conhece estrutura da Câmara de Itajaí

Durante a visita, os representantes chineses conheceram as instalações da Câmara e receberam informações sobre o funcionamento do Legislativo Municipal de Itajaí.

Na sequência, uma reunião apresentou aos integrantes da comitiva diferentes características e potencialidades do município. O encontro também permitiu que os visitantes esclarecessem dúvidas e conhecessem melhor os produtos e serviços de Itajaí.

A intenção foi apresentar o município como um possível parceiro para a expansão de negócios e para o fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e China.

Xangai vê potencial para ampliar relações com Itajaí

O vice-diretor da Comissão Municipal de Comércio de Xangai, Zhang Jie, destacou o potencial de Itajaí para contribuir com a aproximação entre a cidade chinesa e o Brasil.

Segundo ele, o município catarinense pode assumir um papel importante na ampliação das relações entre os dois países, especialmente a partir de novas oportunidades de comércio internacional e cooperação.

A presença de representantes do porto, da cadeia logística e do setor empresarial também contribuiu para apresentar a estrutura econômica de Itajaí aos visitantes.

Instituto Confúcio pode ser instalado em Itajaí

Além das oportunidades na área comercial, a delegação chinesa demonstrou interesse na possibilidade de instalação de uma unidade do Instituto Confúcio em Itajaí.

A instituição integra uma rede internacional de centros educacionais sem fins lucrativos ligada ao governo chinês. Seu trabalho é voltado principalmente à divulgação da língua mandarim e da cultura chinesa em diferentes países.

A eventual implantação de uma sede em Itajaí poderia ampliar os intercâmbios culturais e educacionais entre o município e a China.

Autoridades e empresários são convidados a visitar Xangai

Ao término da reunião, representantes do poder público e empresários de Itajaí receberam um convite para conhecer Xangai e participar de uma feira de negócios na cidade chinesa.

A iniciativa abre espaço para novas conversas e possíveis parcerias nas áreas comercial, logística, empresarial, educacional e cultural.

Xangai é uma das principais cidades da China

Considerada a maior cidade da China, Xangai possui população estimada em quase 30 milhões de habitantes, de acordo com estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU).

A cidade também abriga o maior porto do mundo, responsável pela movimentação de mais de 47 milhões de TEUs por ano, o que reforça sua relevância para o comércio internacional e para a cadeia logística global.

Itajaí, por sua vez, busca fortalecer sua posição como polo portuário e logístico, tornando o intercâmbio com uma das principais cidades comerciais da China uma oportunidade estratégica para o município.

FONTE: Câmara de Vereadores de Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Davi Spuldaro / CVI

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Comércio Internacional

Canadá anuncia tarifas retaliatórias de US$ 20 bilhões contra produtos dos EUA

O Canadá anunciou novas tarifas sobre produtos dos Estados Unidos nesta terça-feira (25), em resposta à escalada das medidas comerciais adotadas pelo governo de Donald Trump. O pacote atinge C$ 27,6 bilhões, equivalente a cerca de US$ 19,94 bilhões, e busca igualar, dólar por dólar, as tarifas impostas por Washington.

As novas taxas entram em vigor em 8 de setembro e alcançarão aproximadamente 700 produtos importados dos EUA. As alíquotas serão de 15%, 25% e 50%, conforme o tipo de mercadoria.

O governo canadense também apresentou um pacote de apoio de C$ 7,5 bilhões para empresas e trabalhadores afetados pelo agravamento da guerra comercial entre Canadá e EUA.

Tarifas canadenses atingem 700 produtos americanos

As medidas de retaliação foram estruturadas para atingir diferentes setores da economia americana. Segundo um funcionário do governo canadense, a intenção é limitar os efeitos sobre consumidores e empresas do próprio Canadá, embora os produtos americanos exportados para o Canadá também sejam impactados.

Entre os itens submetidos à tarifa mais elevada, de 50%, estão produtos de setores como aço, alumínio, móveis e vestuário.

Já a alíquota de 25% será aplicada a produtos como queijo, eletrodomésticos e determinados tipos de frutos do mar.

Para eletrônicos e ferramentas, a tarifa definida pelo governo canadense será de 15%.

Canadá cria pacote de US$ 5,4 bilhões para empresas e trabalhadores

Além das tarifas, Ottawa anunciou novas medidas de proteção para os setores afetados pelo conflito comercial. O pacote totaliza C$ 7,5 bilhões e inclui iniciativas voltadas principalmente para pequenas e médias empresas.

Entre as ações estão uma linha de financiamento para capital de giro e mecanismos de apoio a trabalhadores que possam sofrer impactos decorrentes das novas barreiras comerciais.

O objetivo é reduzir os efeitos da disputa tarifária sobre empresas, empregos e cadeias produtivas canadenses.

Retaliação ocorre após novas tarifas de Trump

A decisão do Canadá acontece depois que novas tarifas de 50% determinadas pelo presidente Donald Trump sobre cerca de US$ 20 bilhões em produtos canadenses entraram em vigor no sábado.

As medidas foram adotadas após o fracasso das negociações entre os dois governos para tentar impedir uma nova rodada de tarifas comerciais.

Com a nova resposta de Ottawa, a relação econômica entre os dois países chega a um dos momentos mais tensos das últimas décadas.

Governo canadense promete proteção à economia

O ministro das Finanças do Canadá, François-Philippe Champagne, afirmou que as medidas foram desenhadas para compensar os efeitos das tarifas americanas e proteger diferentes setores da economia canadense.

Segundo o governo, a combinação entre tarifas retaliatórias e apoio financeiro deve ajudar trabalhadores, agricultores, famílias e empresas a enfrentar os impactos da disputa.

Apesar da tentativa de reduzir os efeitos internos, a escalada das tarifas aumenta a pressão sobre o comércio bilateral e pode atingir empresas americanas que dependem do mercado canadense.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Comércio Internacional

Drawback poderá ser estendido por até um ano para empresas afetadas pelo tarifaço dos EUA

Empresas brasileiras que tiveram seus compromissos de exportação prejudicados pelas tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos poderão contar com mais tempo para cumprir as exigências do regime de drawback suspensão. A possibilidade foi criada pela Medida Provisória (MP) 1.386, publicada nesta terça-feira (25) no Diário Oficial da União.

A nova regra permite a prorrogação, por até 12 meses, dos prazos de suspensão de tributos para empresas que atendam aos critérios estabelecidos pela medida.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a iniciativa busca oferecer maior flexibilidade às companhias diante das mudanças nas condições de acesso ao mercado norte-americano.

Medida integra o Plano Brasil Soberano

A extensão do prazo faz parte do Plano Brasil Soberano 3, conjunto de medidas criado pelo governo federal para apoiar empresas brasileiras impactadas pelas tarifas adicionais aplicadas pelos Estados Unidos. Com o prazo ampliado, as companhias poderão continuar buscando oportunidades no mercado norte-americano ou direcionar seus produtos para outros destinos, sem perder imediatamente os benefícios vinculados aos atos concessórios de drawback.

O drawback suspensão é um regime aduaneiro especial que permite a aquisição ou importação de determinados insumos utilizados na fabricação de produtos destinados à exportação com suspensão dos tributos incidentes nessas operações.

Para utilizar o benefício, a empresa assume um compromisso de exportação dentro de um período previamente estabelecido no chamado ato concessório. Na prática, a companhia obtém autorização para adquirir os insumos com a suspensão tributária, utiliza esses materiais na fabricação dos produtos e, posteriormente, realiza a exportação dentro do prazo previsto. A nova medida busca atender empresas que enfrentam dificuldades para cumprir esse compromisso em razão das alterações provocadas pelas tarifas norte-americanas.

Quais empresas poderão solicitar a extensão

A prorrogação poderá alcançar empresas que tenham ato concessório de drawback suspensão com prazo final entre 22 de julho e 31 de dezembro de 2026, desde que consigam comprovar que seus compromissos de exportação foram afetados pelas tarifas adicionais dos Estados Unidos. Nesses casos, o prazo poderá ser ampliado em até 12 meses, conforme as condições que serão estabelecidas para aplicação da medida.

A regra também contempla empresas fabricantes-intermediárias, que utilizam o drawback para adquirir insumos e produzir peças ou componentes posteriormente empregados por outra empresa na fabricação do produto final destinado à exportação.

O regime de drawback é considerado um importante mecanismo de estímulo à competitividade das exportações brasileiras, principalmente por reduzir o impacto tributário sobre insumos utilizados na produção de mercadorias destinadas ao mercado externo.

Em 2025, empresas beneficiadas pelo drawback suspensão foram responsáveis por US$ 72,8 bilhões em exportações, valor correspondente a 20,9% das exportações brasileiras no período, que totalizaram US$ 348 bilhões. Ao longo daquele ano, 1.791 empresas utilizaram o regime.

Entre os produtos enviados aos Estados Unidos com utilização do drawback estão mercadorias como itens de madeira, pedras trabalhadas, produtos químicos, portas, calçados, transformadores, carnes, móveis, máquinas e equipamentos.

Regulamentação ainda será publicada

Apesar da publicação da medida provisória, a aplicação prática da nova possibilidade ainda depende de regulamentação da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao MDIC. Uma portaria deverá definir os procedimentos para apresentação dos pedidos de prorrogação, além dos documentos necessários para comprovar que os compromissos de exportação foram prejudicados pelas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos.

De acordo com o governo federal, a medida não representa uma nova renúncia de receita nem provoca impacto orçamentário ou financeiro, uma vez que os atos concessórios contemplados pela regra já haviam sido emitidos anteriormente. A extensão dos prazos pretende, assim, reduzir os impactos do tarifaço sobre empresas exportadoras, permitindo que tenham mais tempo para reorganizar operações, buscar novos mercados e preservar compromissos assumidos antes da mudança nas condições comerciais com os Estados Unidos.

Fonte: Agência Brasil, com informações do Governo Federal.

Texto: Redação

Imagem: Reprodução Agência Brasil / Porto de Santos

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Comércio Internacional

Argentina deve registrar superávit comercial em julho e superar US$ 20 bilhões em 2026

A balança comercial da Argentina deve fechar julho novamente no azul, sustentada principalmente pelo desempenho das exportações de energia e produtos agrícolas. A projeção consta de uma pesquisa da Reuters com economistas locais e estrangeiros.

As estimativas apontam para um superávit comercial de US$ 1,85 bilhão no mês. Para o conjunto de 2026, a expectativa é de que o saldo positivo ultrapasse a marca de US$ 20 bilhões, favorecido pelos preços elevados das commodities no mercado internacional.

Exportações de energia e agricultura sustentam resultado

Entre os principais fatores por trás do desempenho argentino estão as vendas externas de produtos agrícolas e petróleo.

Para Ignacio Ruiz, economista da Ecolatina, as exportações devem continuar contribuindo para um resultado comercial robusto, especialmente diante do cenário favorável para os preços internacionais das commodities.

A combinação entre exportações de petróleo, energia e produtos do agronegócio deve manter a balança comercial argentina em território positivo ao longo do ano.

Superávit pode chegar a US$ 23 bilhões

A perspectiva para o resultado anual também melhorou. A última pesquisa de expectativas de mercado realizada pelo Banco Central da Argentina indica que o país poderá encerrar 2026 com um superávit comercial de aproximadamente US$ 23 bilhões.

Até junho, o saldo acumulado já alcançava US$ 13,9 bilhões. O desempenho inclui um resultado recorde de US$ 3,45 bilhões registrado em maio.

O resultado reforça a importância das exportações argentinas para a geração de divisas e para o equilíbrio das contas externas do país.

Importações seguem em ritmo moderado

Enquanto as exportações apresentam desempenho positivo, as importações da Argentina ainda avançam de forma limitada.

Segundo Ruiz, a demanda por produtos importados permanece contida, em linha com os níveis moderados de atividade econômica e consumo no país.

Esse comportamento contribui para preservar o saldo positivo da balança comercial, já que o crescimento das compras externas ainda não acompanha uma eventual aceleração das exportações.

INDEC divulgará resultado oficial de julho

O resultado definitivo da balança comercial argentina em julho será divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC) na quinta-feira.

Até a publicação dos dados oficiais, as projeções dos economistas indicam a manutenção de um cenário favorável para o comércio exterior argentino, com superávit comercial superior a US$ 20 bilhões esperado para 2026.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pexels/Freerange

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Comércio Internacional

Reciprocidade busca pressionar EUA a retomar negociações sobre tarifas, diz Arko Advice

O governo brasileiro comunicou oficialmente a Washington o início do processo de reciprocidade econômica em resposta às tarifas aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos do Brasil. Segundo Michael Lopez Stewart, da Arko Advice, a medida tem como principal objetivo aumentar a pressão para que os americanos voltem à mesa de negociações, e não provocar uma escalada imediata da disputa comercial.

Atualmente, os produtos brasileiros estão sujeitos a duas cobranças distintas: uma tarifa de 25% específica para o Brasil e outra de 12,5%, aplicada também a mercadorias de outros países. Em determinados produtos, a soma das duas alíquotas pode alcançar 37,5%. Há, porém, uma relação de exceções que retira alguns itens da incidência das tarifas.

Lei de Reciprocidade Econômica abre caminho para negociação

O governo federal decidiu colocar em prática a Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada em 2025. De acordo com a análise da Arko Advice, o acionamento do mecanismo não significa que o Brasil tenha decidido aplicar imediatamente medidas de retaliação.

Nesta etapa inicial, o Itamaraty notificou o governo americano e solicitou a abertura de consultas diplomáticas. Ao mesmo tempo, a Camex deverá analisar os impactos das tarifas sobre a economia brasileira e avaliar quais respostas poderiam ser adotadas posteriormente.

A orientação transmitida pelo governo é de que qualquer eventual reação siga critérios de proporcionalidade. Márcio Elias Rosa também indicou que as medidas deverão contribuir para a solução do impasse comercial, mantendo a negociação entre Brasil e Estados Unidos como prioridade.

Dessa forma, a legislação funciona não apenas como mecanismo de resposta, mas também como uma ferramenta de pressão diplomática. O Brasil demonstra que dispõe de alternativas para reagir às tarifas, enquanto preserva a possibilidade de chegar a um entendimento com Washington.

Tarifas americanas aumentam preocupação entre empresas brasileiras

A movimentação também gera atenção no setor privado. Empresas brasileiras, especialmente aquelas com forte exposição ao mercado dos Estados Unidos, acompanham os próximos passos do governo diante do risco de uma eventual ampliação das medidas tarifárias.

Uma escalada da disputa poderia elevar a incerteza para exportações brasileiras, investimentos e decisões empresariais. Por isso, empresários demonstram preocupação com os possíveis efeitos de novas medidas comerciais.

No campo diplomático, a abertura formal do processo também pode provocar uma reação do governo americano. Diante do histórico e do perfil da administração de Donald Trump, existe a possibilidade de que Washington adote novas iniciativas caso interprete a medida brasileira como uma escalada.

Governo deve evitar retaliação imediata

Para Michael Lopez Stewart, contudo, não há indicação de que o Brasil esteja próximo de implementar uma retaliação efetiva. A avaliação considera que o governo ainda busca uma solução negociada e reconhece que uma intensificação do conflito comercial poderia gerar custos para os dois países.

O comportamento de Luiz Inácio Lula da Silva nas próximas semanas deve ser acompanhado de perto. A questão ganhou peso político e internacional em um momento de maior exposição do governo brasileiro, enquanto também se aproximam compromissos relevantes da agenda externa, incluindo a próxima cúpula dos BRICS.

Brasil amplia pressão, mas mantém diálogo com Washington

O movimento anunciado nesta semana representa uma nova frente de pressão do Brasil sobre os Estados Unidos. Apesar de ainda não configurar uma decisão definitiva de retaliação, o acionamento da Lei de Reciprocidade Econômica possui relevância diplomática e pode influenciar os próximos capítulos da disputa tarifária.

O principal desafio agora será determinar se o mecanismo será suficiente para levar Brasil e EUA de volta às negociações ou se a relação comercial entre os dois países avançará para uma nova rodada de medidas e contramedidas.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Comércio Internacional

Ferrovias da China transportam 2,35 bilhões de toneladas de carga até julho de 2026

As ferrovias da China movimentaram 2,35 bilhões de toneladas de mercadorias entre janeiro e julho de 2026, um crescimento de 0,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado reforça o papel do transporte ferroviário na redução dos custos logísticos e na manutenção do fluxo de atividades da economia chinesa.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pela China State Railway Group Co., Ltd., responsável pela operação da rede ferroviária estatal.

Durante os sete primeiros meses do ano, a movimentação média chegou a 187 mil vagões de carga por dia, volume 2,1% superior ao registrado em 2025.

Transporte de carvão concentra maior volume

O setor ferroviário manteve como prioridade o transporte de produtos considerados essenciais para a economia e para o abastecimento da população.

Entre janeiro e julho, foram transportadas 1,22 bilhão de toneladas de carvão, das quais 813 milhões de toneladas correspondem ao carvão térmico.

O desempenho evidencia a importância da malha ferroviária para o abastecimento energético do país, especialmente no transporte de grandes volumes de cargas por longas distâncias.

Grãos, produtos químicos e têxteis registram alta

A operadora ferroviária também ampliou soluções específicas de logística para grandes empresas dos setores de grãos, produtos químicos e têxteis.

Os três segmentos apresentaram crescimento acima da média do transporte geral de cargas:

  • Grãos: alta de 7,4%;
  • Produtos químicos: crescimento de 5,4%;
  • Produtos têxteis: avanço de 21,4%.

A expansão mostra a tentativa das ferrovias chinesas de atender de maneira mais direcionada às necessidades de diferentes cadeias produtivas.

Transporte multimodal ganha espaço

Além do transporte ferroviário tradicional, a China ampliou investimentos em logística multimodal, integrando ferrovias a outros meios de transporte.

No segmento ferroviário-aquaviário, foram criados 165 produtos de transporte intermodal com sistema de “documento único”. As reservas chegaram a 71.600 TEUs, contribuindo para uma alta de 9,2% no volume de contêineres movimentados nesse modelo.

O transporte ferroviário-rodoviário apresentou crescimento ainda mais expressivo. O volume alcançou 294 milhões de toneladas, aumento de 80,9% na comparação anual.

Segundo a operadora, o avanço foi impulsionado principalmente pela expansão de rotas consideradas prioritárias para a integração entre ferrovias e rodovias.

Transporte de algodão de Xinjiang dispara

Outra frente de expansão foi o transporte de algodão produzido em Xinjiang.

Em parceria com a Federação Nacional de Cooperativas de Fornecimento e Comercialização, a empresa ferroviária desenvolveu um modelo integrado para consolidar o transporte da commodity.

Entre janeiro e julho, foram operados 96 trens especiais de carga destinados ao transporte de algodão de Xinjiang. A iniciativa contribuiu para um aumento de 157,3% no volume ferroviário de algodão em relação ao mesmo período do ano anterior.

Trens internacionais ampliam operações

O crescimento também foi observado nas conexões ferroviárias internacionais da China.

Entre janeiro e julho, os trens de carga China-Europa realizaram 12.988 viagens, alta de 17,6% sobre o ano anterior.

Já os serviços ferroviários entre China e Ásia Central registraram 8.582 viagens no período, crescimento de 0,7%.

Os números reforçam a importância da rede ferroviária para o comércio exterior chinês e para a integração logística com mercados europeus e da Ásia Central.

A expansão das rotas internacionais, combinada ao crescimento do transporte multimodal e ao aumento da movimentação de cargas domésticas, consolida as ferrovias como um dos principais pilares da infraestrutura logística da China.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xinhua/Tang Yi

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Comércio Internacional

Comércio Brasil-Asean pode superar EUA e União Europeia em futuro próximo

O comércio entre o Brasil e o Sudeste Asiático poderá ultrapassar, em um futuro próximo, as relações comerciais brasileiras com os Estados Unidos e a União Europeia. A projeção foi apresentada nesta terça-feira (18) pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, durante encontro com o secretário-geral da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), Kao Kim Hourn, em Brasília.

Comércio com a Asean cresce dez vezes

Segundo Mauro Vieira, o comércio Brasil-Asean apresentou forte expansão nas últimas duas décadas. Entre 2003 e 2025, o intercâmbio comercial entre as partes passou de US$ 3 bilhões para US$ 38 bilhões, um crescimento de dez vezes.

O chanceler destacou que o avanço aproxima o bloco asiático dos principais parceiros comerciais do Brasil. Ele citou, por exemplo, que as exportações brasileiras para Singapura já superam as destinadas à Alemanha. O Brasil também vende mais para Indonésia, Vietnã, Malásia e Tailândia do que para a França.

A expansão ocorre em um momento de busca por novos mercados para os produtos brasileiros, especialmente diante do tarifaço dos Estados Unidos sobre parte das exportações nacionais. Nesse cenário, o governo brasileiro procura ampliar a diversificação das exportações e reduzir a dependência de mercados tradicionais.

Brasil quer ampliar parceria com a Asean

Durante a reunião, Mauro Vieira também manifestou o interesse do Brasil em obter o status de parceiro de diálogo da Asean. Atualmente, essa condição é concedida a países e blocos como Estados Unidos, União Europeia, Japão, Índia, China, Canadá, Rússia, Austrália e Coreia do Sul.

Para o ministro, Brasil e países do Sudeste Asiático têm interesses convergentes em áreas como comércio internacional, investimentos, desenvolvimento sustentável e fortalecimento do Sul Global.

A Asean reúne países como Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura, Tailândia, Vietnã, Timor-Leste e Camboja, entre outros Estados-membros.

Asean busca estreitar relações com o Brasil

Kao Kim Hourn está no Brasil a convite do governo federal e cumpre uma agenda até sexta-feira (21), com reuniões previstas com ministros, empresários e representantes da academia.

Durante o encontro no Itamaraty, o secretário-geral ressaltou a importância atribuída pela Asean à aproximação com o Brasil. Segundo ele, a relação entre as duas partes está entre as mais dinâmicas e sustentáveis mantidas pelo bloco na América Latina.

Entre as áreas apontadas como prioritárias para novas parcerias estão investimentos, inovação, agricultura, segurança alimentar, energia renovável, desenvolvimento sustentável e ação climática.

Kao Kim Hourn também destacou a defesa conjunta do multilateralismo, do diálogo e da cooperação internacional. Na avaliação do secretário-geral, essa convergência pode contribuir para que países desenvolvidos e emergentes enfrentem desafios comuns.

Bloco asiático amplia peso econômico

Além do crescimento do intercâmbio com o Brasil, a Asean vem aumentando sua relevância econômica global. Nos últimos dez anos, o Produto Interno Bruto (PIB) combinado dos países do bloco passou de US$ 2,5 trilhões para US$ 4,5 trilhões.

Os Estados-membros da associação reúnem mais de 700 milhões de habitantes, formando um mercado de grande dimensão para exportações brasileiras, investimentos e novas oportunidades de negócios.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

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Comércio Internacional

China e Rússia podem bater recorde histórico no comércio bilateral em 2026

O comércio entre China e Rússia pode alcançar um novo recorde histórico até o fim de 2026. De janeiro a julho, as trocas comerciais entre os dois países somaram US$ 159 bilhões, segundo o embaixador chinês em Moscou, Zhang Hanhui.

O resultado representa um crescimento de 26% em relação ao mesmo período de 2025 e reforça a expansão das relações econômicas entre as duas nações.

Comércio bilateral cresce 26% no primeiro semestre

Durante declaração em Moscou, Zhang Hanhui destacou o ritmo de crescimento da cooperação econômica entre China e Rússia e afirmou que os resultados registrados nos primeiros sete meses do ano indicam a possibilidade de um novo recorde anual.

“A cooperação comercial e econômica entre China e Rússia está demonstrando um crescimento constante”, afirmou o diplomata.

Segundo o embaixador, o desempenho acumulado até julho torna “muito possível” que o comércio bilateral supere o maior volume já registrado ao longo de um ano.

O avanço ocorre em um cenário de fortalecimento das relações comerciais sino-russas, com os dois países ampliando seus intercâmbios econômicos e comerciais.

Investimentos devem permanecer estáveis

Além do crescimento nas trocas de mercadorias e serviços, o volume de investimentos entre China e Rússia deverá permanecer em um patamar estável, de acordo com Zhang.

A avaliação do representante chinês reforça a expectativa de continuidade dos vínculos econômicos entre os dois países ao longo dos próximos meses.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Comércio Internacional

Rota China-Europa pelo Ártico inicia operação semanal regular

A rota marítima China-Europa pelo Ártico iniciou neste sábado sua operação semanal regular durante a temporada de verão. O novo serviço busca criar uma alternativa mais rápida e resiliente para o transporte de cargas entre os dois mercados.

O início da operação ocorreu por volta das 19h, quando o navio porta-contêineres Dubai Tower deixou o Porto de Ningbo-Zhoushan, na província de Zhejiang, no leste da China.

Nova rota utiliza passagem nordeste do Ártico

O serviço atravessa a Passagem Nordeste do Ártico antes de alcançar importantes portos europeus. Entre os destinos previstos estão Felixstowe, no Reino Unido; Roterdã, na Holanda; Hamburgo, na Alemanha; e Gdansk, na Polônia.

A operação é conduzida pela Zhejiang Seaport Logistics Group e tem como proposta ampliar as alternativas para o comércio marítimo entre China e Europa.

A primeira viagem experimental foi realizada em setembro de 2025. Na ocasião, o navio chegou ao Porto de Felixstowe em aproximadamente 20 dias.

Segundo a operadora, o tempo de trânsito representa uma redução de quase 50% em relação ao trajeto tradicional pelo Canal de Suez e também supera o prazo normalmente registrado pelo transporte ferroviário China-Europa.

Serviço busca reduzir tempo de transporte

Xin Jianning, gerente-geral da Zhejiang Seaport Logistics Group, destacou como principais vantagens da rota o menor tempo de deslocamento e a maior segurança no planejamento da cadeia logística.

“A rota se destaca por suas vantagens em tempo de trânsito e segurança da cadeia de suprimentos”, afirmou o executivo.

O Dubai Tower transportará principalmente cargas de alto valor agregado e produtos que exigem controle de temperatura.

Entre os itens estão módulos de armazenamento de energia, baterias, módulos fotovoltaicos e componentes utilizados na fabricação de veículos de nova energia.

As cargas são provenientes principalmente de cidades localizadas no Delta do Rio Yangtze, uma das principais regiões industriais e exportadoras da China.

Operação é limitada pelo período de gelo

A navegação pelo Ártico depende das condições climáticas e da formação sazonal de gelo. Por isso, o serviço regular está programado principalmente para ocorrer entre julho e outubro.

Para 2026, estão previstas pelo menos oito viagens pela rota durante a temporada de verão.

A utilização do corredor ártico representa uma alternativa às rotas tradicionais e pode ampliar a resiliência da cadeia de suprimentos internacional, especialmente em um cenário de mudanças nos fluxos globais de comércio e transporte.

Comércio entre China e Europa segue em expansão

O novo serviço ocorre em meio ao crescimento das relações comerciais entre China e Europa.

Dados do Ministério do Comércio da China mostram que o comércio de bens entre os dois mercados movimentou US$ 447,8 bilhões no primeiro semestre de 2026.

O valor representa crescimento de 14,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior, reforçando a demanda por alternativas logísticas capazes de conectar os centros produtores chineses aos principais mercados consumidores europeus.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder Naval

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Comércio Internacional

China impulsiona vendas de soja dos EUA, mas compras devem ficar dentro de acordo

As vendas de soja dos Estados Unidos para a safra 2026/27 continuam em ritmo elevado, com forte participação da China. Os dados foram divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no relatório semanal de exportações referente à semana encerrada em 6 de agosto de 2026.

O milho também apresentou desempenho firme no período, enquanto as vendas de trigo perderam força. De modo geral, os números ficaram próximos ou abaixo das expectativas do mercado.

Segundo Karen Braun, analista-chefe de mercado da Zaner Ag Hedge, as vendas semanais de soja da nova safra vêm apresentando um ritmo mais expressivo do que os compromissos de milho nas últimas semanas.

China concentra compras de soja dos EUA

As vendas de soja da safra 2026/27 somaram 1,759 milhão de toneladas, dentro da faixa projetada pelo mercado, de 1,5 milhão a 1,9 milhão de toneladas.

A China respondeu por 1,446 milhão de toneladas, consolidando-se novamente como o principal destino da oleaginosa norte-americana.

O USDA também anunciou, nesta quinta-feira, uma nova venda de 125 mil toneladas. Foi o terceiro anúncio da semana, elevando o total divulgado no período para 505 mil toneladas.

Para a safra 2025/26, os Estados Unidos registraram vendas de 75,1 mil toneladas de soja. O resultado também ficou dentro das estimativas, que variavam de um cancelamento de 200 mil toneladas a vendas de 300 mil toneladas. A China voltou a aparecer entre os principais compradores.

Compras chinesas devem seguir acordo de 25 milhões de toneladas

O aumento da presença chinesa no mercado de soja dos EUA ganhou destaque nas últimas semanas. Analistas, porém, avaliam que o ritmo atual ainda está alinhado ao compromisso firmado entre os dois países para a aquisição de 25 milhões de toneladas.

Para Pedro Vasconcelos, analista de mercado da Pátria Agronegócios, o volume comprado até agora indica que a China está avançando para cumprir o acordo, mas ainda não demonstra um ritmo suficiente para apontar para compras de 30 milhões a 35 milhões de toneladas.

A avaliação é que, caso os chineses não acelerem significativamente as compras nos próximos meses, o país deverá ficar próximo da meta estabelecida.

Ainda assim, Vasconcelos não descarta a possibilidade de a China adquirir um volume superior ao acordado. No cenário atual, entretanto, o ritmo observado indica principalmente o cumprimento do compromisso.

Mercado pode abrir espaço para a soja brasileira

Ginaldo Sousa, diretor-geral do Grupo Labhoro, também destaca a influência das compras chinesas sobre o mercado internacional de soja.

Segundo ele, os chineses devem continuar recorrendo à produção norte-americana entre o fim de outubro e dezembro, período em que os prêmios nos Estados Unidos tendem a ser mais competitivos.

A partir de janeiro, com a entrada da safra de soja do Brasil, a dinâmica pode mudar. Sousa aponta que os prêmios para março apresentam alta entre 5 e 10 centavos, mas ainda sem comportamento considerado excepcional em comparação com anos anteriores.

Nesse cenário, o mercado pode oferecer novas oportunidades aos produtores brasileiros, especialmente durante a transição entre as safras dos dois principais fornecedores globais.

Vendas de milho também apresentam bom desempenho

O mercado de milho dos Estados Unidos registrou números firmes tanto para a safra atual quanto para os compromissos futuros.

As vendas da safra 2025/26 alcançaram 410,7 mil toneladas, superando as projeções do mercado, que variavam entre um cancelamento de 100 mil toneladas e vendas de 400 mil toneladas. A Espanha foi o principal destino do cereal.

Já os negócios referentes à safra 2026/27 de milho somaram 924,5 mil toneladas. O volume ficou dentro das expectativas, estimadas entre 800 mil e 1,4 milhão de toneladas.

O México liderou as compras do cereal norte-americano no período.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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