Comércio Exterior

Dionísio Cerqueira: cidade de fronteira que transforma logística em crescimento

Na extremidade noroeste de Santa Catarina, Dionísio Cerqueira construiu sua história e sua economia em torno de uma característica que poderia ter tido outro desfecho. No fim do século 19, uma disputa territorial envolvendo Brasil e Argentina colocou em jogo uma extensa área que hoje abrange parte do Oeste catarinense e do Paraná.

A definição brasileira teve participação decisiva de Dionísio Evangelista de Castro Cerqueira, funcionário público baiano que se destacou pela atuação na Guerra do Paraguai e, posteriormente, em questões de fronteira. Em 1898, quando ocupava o cargo de ministro das Relações Exteriores, ele ajudou a convencer o presidente dos Estados Unidos, Grover Cleveland, árbitro da chamada Questão de Palmas, a reconhecer os argumentos apresentados pelo Brasil.

O acordo definitivo garantiu a manutenção da área em território brasileiro. Cinco anos mais tarde, em 4 de julho de 1903, a inauguração da Vila Peperi-Guaçu, às margens do rio de mesmo nome, marcou outra etapa dessa história. A localidade recebeu o nome de Vila Dionísio Cerqueira em homenagem ao diplomata.

Anos depois, os desdobramentos territoriais posteriores à Guerra do Contestado fizeram com que o município passasse a integrar Santa Catarina. A emancipação de Chapecó ocorreu em 1953.

Uma fronteira que funciona como uma única comunidade

Hoje, Dionísio Cerqueira integra uma tríplice fronteira com Barracão, no Paraná, e Bernardo de Irigoyen, na província argentina de Misiones. Apesar da divisão política entre os países, a rotina das três cidades é marcada por uma intensa integração.

Juntas, elas reúnem quase 60 mil habitantes e mantêm relações econômicas e sociais que ultrapassam os limites nacionais. Dependendo da variação de preços, moradores atravessam a fronteira em busca de combustível mais barato. A culinária argentina, especialmente o churrasco e o vinho, também faz parte do cotidiano, enquanto o chamado “portunhol” é comum nas conversas.

A integração chega aos serviços públicos. O Corpo de Bombeiros e o hospital de Dionísio Cerqueira podem atender ocorrências dos três lados da fronteira. Como não existem obstáculos geográficos significativos entre as localidades, mudar de cidade ou até de país pode significar apenas atravessar uma rua.

Porto seco impulsiona a economia de Dionísio Cerqueira

A posição estratégica transformou Dionísio Cerqueira em um importante ponto de conexão logística entre Santa Catarina e Argentina. O município abriga o único porto seco catarinense na fronteira com o país vizinho.

Durante décadas, o fluxo de caminhões, turistas e mercadorias ajudou a determinar o crescimento urbano local. A maior parte da área urbanizada se concentra justamente na região noroeste, próxima à fronteira.

“A agricultura e a fronteira são os pilares da economia aqui. É uma circulação constante, o comércio atende à população das três cidades”, resume Guilherme Libardoni, secretário de Planejamento.

Apesar da relevância estratégica, a aduana de Dionísio Cerqueira historicamente registrou movimentação inferior à de grandes estruturas fronteiriças brasileiras, como Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, e Foz do Iguaçu, no Paraná, considerado o maior porto seco da América Latina.

Por muito tempo, a estrutura aduaneira também conviveu com limitações de infraestrutura. Esse cenário começou a mudar nos últimos anos com a combinação de investimentos públicos e privados.

Nova regra aumenta o movimento na aduana

Um dos principais marcos dessa transformação foi a aprovação da Lei 17.762/19. A legislação determinou que importações beneficiadas com isenção de ICMS e destinadas a Santa Catarina por transporte terrestre deveriam realizar o desembaraço em Dionísio Cerqueira, em vez de utilizar estruturas aduaneiras de outros estados.

A medida, inicialmente, encontrou resistência justamente por causa das condições da infraestrutura local. Parte desse problema foi enfrentada com a recuperação da BR-163 entre Dionísio Cerqueira e São Miguel do Oeste.

Mais de 45 quilômetros receberam novas pistas em pavimento rígido, além de terceiras faixas, acostamentos e vias marginais. As melhorias fizeram parte das contrapartidas relacionadas à concessão do Porto Seco de Dionísio Cerqueira à Multilog, vencedora da licitação realizada no fim de 2021.

O novo terminal recebeu R$ 50 milhões em investimentos e foi inaugurado em 2023.

Crescimento trouxe novos desafios logísticos

A expansão da estrutura, porém, provocou um efeito imediato: a capacidade da aduana ficou pressionada pelo aumento do número de caminhões. Em determinado momento, o tempo necessário para o desembaraço de uma carga chegou a 10 dias.

Por isso, a margem mínima obrigatória de desembaraço precisou ser reduzida. Ainda assim, os números mostram uma mudança significativa no patamar de movimentação.

Em março, quando a margem estava em 30%, o Porto Seco de Dionísio Cerqueira alcançou um recorde histórico. Foram 2.523 cargas desembaraçadas, com uma corrente financeira de US$ 84,5 milhões, considerando os valores das importações e exportações.

Antes da abertura do novo terminal, a movimentação média era de aproximadamente US$ 40 milhões e 1,5 mil cargas por mês.

Com a melhora nos processos e a redução do tempo de espera, a expectativa é que a exigência de desembaraço volte gradualmente aos 100% estabelecidos originalmente pela legislação. Atualmente, o percentual está em 50%.

“As obras de expansão avançam conforme o edital, e quando estiver em plena capacidade o terminal contará com 600 vagas para caminhões, além de um bolsão para outros 100 veículos em espera”, afirma Alexandre Heitmann, diretor de Desenvolvimento de Negócios da Multilog.

Mais empregos e novos investimentos

O avanço da logística de fronteira começa a produzir efeitos além do comércio exterior. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o número de empregos formais no município aumentou 20% entre março de 2023 e 2026.

Segundo Libardoni, a expansão também abriu espaço para atividades que antes tinham pouca presença no município.

“Começamos a ter vagas que antes não existiam no setor de serviços”, afirma o secretário.

A prefeitura também aposta na criação de novas áreas para empresas. Um condomínio empresarial voltado à logística recebe investimento de R$ 10 milhões do município. O projeto prevê 57 terrenos, com áreas entre 1,5 mil e 5 mil metros quadrados, atualmente em etapa de pavimentação.

Além disso, dois empreendimentos privados — um residencial e outro industrial — estão em fase de análise de projetos.

Aeroporto amplia alternativas de transporte

A infraestrutura de Dionísio Cerqueira também ganhou uma nova frente com a retomada das operações do aeroporto local. Depois de permanecer fechado por 11 anos, o espaço foi reinaugurado como aeródromo em 2024, após obras realizadas pelo Governo do Estado.

Os investimentos continuaram no ano seguinte. Em 2025, foi firmado um convênio de R$ 2,9 milhões para a instalação de equipamentos de auxílio à navegação e iluminação noturna.

O local também recebe obras para a construção de hangares e de um posto de abastecimento.

A expectativa é que a estrutura facilite a mobilidade de empresários e investidores que atuam no município. “Com isso, empresários que têm negócios na cidade poderão se deslocar com agilidade para as capitais”, informa o secretário de Planejamento.

Assim, a antiga vila de fronteira que ganhou o nome de um dos responsáveis pela defesa do território brasileiro passa por uma nova transformação. Entre comércio exterior, logística, agricultura, infraestrutura e integração internacional, Dionísio Cerqueira busca aproveitar sua posição estratégica para sustentar uma nova fase de crescimento.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ass. de Comunicação – Prefeitura de Dionísio Cerqueira

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Comércio Exterior

Preços globais dos alimentos atingem maior nível em quase quatro anos, aponta FAO

Os preços globais dos alimentos avançaram em setembro e alcançaram o maior patamar em quase quatro anos, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O movimento foi influenciado por dificuldades logísticas, incertezas climáticas e mudanças nas perspectivas de oferta de importantes commodities agrícolas.

O Índice de Preços de Alimentos da FAO atingiu 136,0 pontos no mês, acima dos 134,0 pontos registrados em agosto, após revisão. Esse foi o maior resultado desde novembro de 2022.

Clima e problemas logísticos pressionam alimentos

A alta ocorreu em meio à pressão simultânea sobre diferentes mercados agrícolas. O avanço das preocupações relacionadas ao El Niño aumentou os riscos para a produção em importantes regiões produtoras e contribuiu para a elevação das cotações internacionais do açúcar.

Outro fator de pressão foi a redução do comércio pelo Mar Negro, em um cenário marcado pela guerra entre Rússia e Ucrânia. No início de setembro, os contratos futuros de trigo chegaram ao maior nível em três anos.

Segundo Máximo Torero, economista-chefe da FAO, as interrupções no Estreito de Ormuz e no Mar Negro, combinadas aos efeitos climáticos, têm pressionado os custos de energia e transporte, além de importantes commodities alimentares.

A avaliação da entidade é que a permanência dessas condições pode levar o aumento dos custos até os consumidores, principalmente em países com forte dependência das importações de alimentos e energia.

Açúcar registra terceira alta consecutiva

O índice de preços do açúcar teve a maior alta entre os grupos destacados pela FAO. A cotação subiu 6,1% em setembro, na comparação com agosto, marcando o terceiro avanço mensal seguido.

As condições climáticas desfavoráveis foram apontadas como um dos principais fatores por trás do movimento. Os problemas aumentaram a preocupação com a oferta da commodity em importantes regiões produtoras.

Cereais também ficam mais caros

O grupo de cereais registrou alta de 5,1% no índice da FAO durante setembro.

O resultado refletiu, entre outros fatores, as expectativas de produtividade menor para o milho nos Estados Unidos. As dificuldades para o transporte de grãos pelo Mar Negro também contribuíram para aumentar a pressão sobre os preços internacionais.

Já os óleos vegetais apresentaram uma elevação mais moderada, de 0,9%. O óleo de palma teve papel importante nesse avanço, enquanto o mercado monitora os possíveis efeitos do El Niño sobre a produção no Sudeste Asiático.

Na contramão dos demais grupos, o índice de preços das carnes recuou 1,1% em setembro. A queda foi influenciada principalmente pela redução das cotações da carne de frango, associada, em parte, à menor demanda da União Europeia após a adoção de novas regras de importação.

FAO reduz previsão para comércio mundial de cereais

Em outro relatório, a FAO praticamente manteve sua estimativa para a produção mundial de cereais em 2026, projetada em 2,979 bilhões de toneladas.

Apesar de representar uma redução de 2,1% em relação ao recorde alcançado no ano anterior, o volume ainda seria o segundo maior já registrado na série histórica.

Para o comércio mundial de cereais na temporada 2026/27, entretanto, a organização revisou a projeção para baixo. A estimativa ficou 0,7% menor do que a apresentada no mês anterior.

A revisão está relacionada principalmente às perspectivas de redução nas exportações de trigo e milho, diante das restrições ao transporte marítimo na região do Mar Negro.

Transporte e clima aumentam incertezas no mercado

A combinação entre dificuldades de navegação em importantes rotas comerciais e condições climáticas adversas voltou a aumentar a pressão sobre o mercado internacional.

Com os custos de transporte em alta e maior incerteza sobre as próximas safras, a disponibilidade de grãos e outros produtos agrícolas passa a ter peso ainda maior na formação dos preços globais dos alimentos.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Reuters

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Comércio Exterior

Balança comercial: governo reduz previsão de superávit do Brasil em 2026 para US$ 84,4 bilhões

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) revisou para baixo a estimativa para o desempenho da balança comercial brasileira em 2026. A projeção atual aponta para um superávit de US$ 84,4 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 420,3 bilhões.

Em julho, a expectativa do governo era de um saldo positivo de US$ 90 bilhões. Mesmo com a redução, o resultado projetado ainda representa uma alta de aproximadamente 24% em relação ao superávit registrado em 2025, de US$ 68,1 bilhões.

Queda do petróleo reduz projeção para o comércio exterior

A revisão está relacionada principalmente ao comportamento dos preços do petróleo. O barril chegou a disparar para US$ 138 em abril, após a entrada dos Estados Unidos em conflito com o Irã, mas perdeu valor posteriormente.

A oscilação da commodity afeta tanto as exportações quanto as importações brasileiras. O país está entre os grandes vendedores de petróleo bruto, mas também depende da compra de derivados no mercado internacional.

Com isso, a estimativa para as exportações brasileiras em 2026 caiu de US$ 394,4 bilhões para US$ 382,5 bilhões. Apesar do corte, o valor projetado ainda representa crescimento de 9,8% sobre o resultado de 2025.

Para as importações, a previsão passou de US$ 304,4 bilhões para US$ 298,1 bilhões, alta de 6,4% em relação ao ano anterior.

Na comparação entre as duas revisões, a expectativa de vendas externas perdeu US$ 11,9 bilhões, enquanto a previsão para as compras externas foi reduzida em US$ 6,3 bilhões. A diferença explica a redução da estimativa para o saldo comercial.

Governo já revisou previsão duas vezes em 2026

Esta é a segunda alteração feita pelo Mdic na estimativa para o ano. A projeção inicial apontava para um superávit de US$ 72,1 bilhões, número que subiu para US$ 90 bilhões em julho.

Para alcançar o novo resultado de US$ 84,4 bilhões, o Brasil precisará registrar um saldo positivo próximo de US$ 22 bilhões entre outubro e dezembro, segundo cálculos baseados nos dados divulgados pelo ministério.

O montante é praticamente igual ao registrado no último trimestre de 2025, quando o superávit comercial chegou a US$ 21,8 bilhões.

Superávit de setembro cresce 146,4%

O desempenho mais recente da balança comercial também contribuiu para o cenário positivo. Em setembro, o Brasil registrou superávit de US$ 7,74 bilhões, avanço de 146,4% sobre os US$ 3,14 bilhões contabilizados no mesmo mês de 2025.

Foi o melhor resultado mensal desde junho, quando o saldo positivo alcançou US$ 9 bilhões.

As exportações brasileiras somaram US$ 34,42 bilhões em setembro, crescimento de 12,9% na comparação anual. Já as importações recuaram 2,4%, para US$ 26,68 bilhões.

Com isso, a corrente de comércio — resultado da soma das exportações e importações — alcançou US$ 61,1 bilhões, alta de 5,6%.

Petróleo impulsiona exportações

O avanço das vendas externas em setembro ocorreu principalmente devido à valorização dos produtos exportados. Em média, os preços aumentaram 9,9%, enquanto o volume embarcado cresceu 2,3%.

O mês teve 21 dias úteis, um a menos que setembro de 2025. Considerando a média diária, as exportações apresentaram crescimento de 18,3%.

O petróleo bruto foi um dos principais responsáveis pelo desempenho das vendas externas.

Europa amplia compras de produtos brasileiros

Entre os principais destinos das exportações, a Europa registrou o maior crescimento. As vendas brasileiras para o continente avançaram 51,9% em setembro, chegando a US$ 8,3 bilhões.

As exportações de petróleo bruto para a região tiveram alta ainda mais expressiva, de 143,8%.

Para os Estados Unidos, as vendas cresceram 31,9% no mês, alcançando US$ 3,5 bilhões. Apesar do avanço registrado em setembro, o acumulado do ano ainda apresenta queda de 6,5% nas exportações brasileiras para o mercado americano.

Já as vendas para a China recuaram 7,6% em setembro, para US$ 7,9 bilhões. Na Argentina, a retração foi de 25,2%.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Dado Galdieri/Bloomberg

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Comércio Exterior

Balança comercial brasileira tem superávit de US$ 7,7 bilhões em setembro

A balança comercial brasileira encerrou setembro com superávit de US$ 7,7 bilhões, resultado de US$ 34,4 bilhões em exportações e US$ 26,7 bilhões em importações. O saldo representa uma alta de 146,4% em relação ao mesmo mês de 2025, quando o resultado positivo foi de US$ 3,1 bilhões. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta terça-feira (6).

No acumulado de janeiro a setembro de 2026, o Brasil registra superávit comercial de US$ 62,3 bilhões. Na comparação com agosto, o saldo de setembro apresentou crescimento de aproximadamente 5,5%.

O desempenho das exportações foi positivo nos três principais setores da economia. A agropecuária registrou crescimento de US$ 320 milhões, equivalente a 4,8%. Na indústria de transformação, o avanço foi de US$ 890 milhões, ou 5,3%.

Já a indústria extrativa apresentou o maior crescimento, com aumento de US$ 2,69 bilhões, uma alta de 39,8% na comparação com setembro do ano anterior.

Na agropecuária, entre os produtos que contribuíram para o resultado estão a soja, cujas exportações cresceram 11,9%, e o café não torrado, com avanço de 8,7%.

Na indústria de transformação, os destaques foram os óleos combustíveis de petróleo, que tiveram alta de 39,1%, e os farelos de soja e outros alimentos destinados à alimentação animal, com crescimento de 47,7%.

Considerando os nove primeiros meses de 2026, todos os grandes setores apresentaram aumento no valor exportado em relação ao mesmo período do ano passado. A agropecuária cresceu 8,9%, a indústria extrativa avançou 21,2% e a indústria de transformação teve alta de 6,3%.

Do lado das importações, os resultados foram diferentes entre os segmentos da economia. A indústria de transformação registrou queda de 3,2%, enquanto as compras externas da agropecuária cresceram 9,3% e as da indústria extrativa aumentaram 7,4%.

Apesar dos avanços registrados em dois setores, o resultado geral das importações foi influenciado principalmente pela forte redução nas compras de determinados produtos.

Entre os principais recuos estão as aquisições de plataformas, embarcações e estruturas flutuantes, que caíram 98%, e de motores e máquinas não elétricos, com redução de 79,1%.

No acumulado de janeiro a setembro, as importações da agropecuária recuaram 10,1%, enquanto as compras da indústria extrativa diminuíram 3,9%. Em sentido contrário, a indústria de transformação apresentou crescimento de 5,8%.

Com o resultado de setembro, a balança comercial do Brasil mantém trajetória positiva em 2026. O desempenho é sustentado pelo crescimento das exportações em diferentes setores, especialmente pela expansão da indústria extrativa e pelo avanço de produtos relevantes da pauta exportadora brasileira.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), com informações da CNN Brasil.

Texto: Redação

Imagem: Porto de Itajaí

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Comércio Exterior

Porto Cabello movimenta 10 navios simultaneamente em operação portuária na Venezuela

O Porto Cabello, na Venezuela, realizou uma operação simultânea envolvendo 10 navios, em uma jornada marcada pela movimentação de diferentes tipos de cargas.

Entre as embarcações atendidas estavam quatro navios porta-contêineres, um navio do tipo Ro-Ro, utilizado para o transporte de veículos, e uma embarcação destinada ao transporte de granéis líquidos.

Operação movimentou milhares de contêineres

Segundo o Ministério do Poder Popular para os Transportes da Venezuela, a operação contou com equipes especializadas e equipamentos voltados à movimentação de cargas.

Ao longo dos trabalhos, foram movimentados 3.833 contêineres, enquanto 101.844 toneladas de carga geral foram retiradas das embarcações.

A operação também incluiu a recepção de 135 veículos e o embarque de 5.040 toneladas de melaço destinado à exportação.

Porto reforça papel na cadeia logística

O governo venezuelano destacou que o volume de operações realizado simultaneamente reforça a importância de Porto Cabello para o comércio nacional e internacional.

A atuação integrada das equipes e o uso de equipamentos especializados foram apontados como fatores para garantir maior produtividade nas operações portuárias.

A empresa responsável pela administração dos principais portos venezuelanos também reafirmou o compromisso de manter operações com foco em agilidade, segurança e eficiência, buscando fortalecer a cadeia nacional de abastecimento.

O desempenho de Porto Cabello ocorre em um contexto de ampliação da movimentação portuária e reforça a importância do complexo marítimo para o fluxo de mercadorias da Venezuela.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Comércio Exterior

Movimentação de cargas nos portos do Biobío cresce 6,4% em agosto de 2026

Os portos da Região do Biobío, no Chile, movimentaram 2.515.983 toneladas de cargas em agosto de 2026, um aumento de 6,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

Segundo o levantamento, o crescimento anual foi sustentado pelo desempenho positivo registrado nos diferentes serviços portuários da região.

Carga importada lidera avanço nos portos

A maior contribuição para o resultado veio da carga desembarcada do exterior, que totalizou 810.298 toneladas e cresceu 10,3% em 12 meses.

O desempenho foi impulsionado principalmente pela movimentação de granéis sólidos, que avançou 81,2%. O volume de contêineres aumentou 23,8%, enquanto o granéis líquido e gasoso registrou alta de 6,3%.

Já a carga embarcada para o exterior somou 1.150.070 toneladas. O segmento, que representou 45,7% de toda a movimentação regional, apresentou crescimento de 4%, com destaque para o aumento de 14,5% na carga transportada em contêineres.

Cabotagem e transbordo também avançam

O serviço de cabotagem movimentou 437.999 toneladas em agosto, alta de 3,3% na comparação anual. O resultado foi favorecido principalmente pelo crescimento de 32,8% na carga desembarcada.

As operações de reestiva e transbordo também apresentaram desempenho positivo. Foram movimentadas 72.373 toneladas, volume 26% superior ao registrado um ano antes.

Dentro desse segmento, a atividade de reestiva cresceu 21,3%, enquanto os transbordos tiveram forte expansão, de 372,5%.

O serviço de trânsito, por sua vez, movimentou 45.243 toneladas, aumento de 3,8% em 12 meses. O resultado foi influenciado pelo crescimento de 5,5% da carga desembarcada.

Contêineres chegam a 144 mil TEU

O relatório do INE aponta ainda um crescimento expressivo na movimentação de contêineres nos terminais portuários do Biobío.

Em agosto, foram movimentados 144.339 TEU, alta de 18,3% em relação ao mesmo período de 2025.

Os contêineres de 40 pés responderam pela maior parte do movimento, com 69.627 unidades, equivalentes a 93,2% do total. Essa categoria registrou crescimento de 19,4%.

Já os contêineres de 20 pés somaram 5.085 unidades, uma queda de 5,6% na comparação anual.

Transporte rodoviário registra queda

Apesar do avanço na movimentação portuária, o transporte de cargas pelas rodovias do Biobío apresentou retração no período.

As praças de pedágio da região registraram 489.431 passagens de veículos de carga em agosto de 2026. O número representa uma redução de 1,6% frente a agosto de 2025, ou 8.164 passagens a menos.

Os veículos pesados com três ou mais eixos, responsáveis por aproximadamente 78% do transporte pesado regional, contabilizaram 381.610 passagens, queda de 0,9%.

Entre os caminhões de dois eixos, foram registradas 107.821 passagens, uma retração de 4,2% em 12 meses.

Os dados mostram, assim, comportamentos distintos entre os modais: enquanto o transporte marítimo de cargas ganhou força nos portos do Biobío em agosto, o fluxo de veículos pesados nas rodovias da região apresentou redução.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Comércio Exterior, Transporte

Frete marítimo sobe quase 300% e muda rotas de cargas no Brasil

O aumento do frete marítimo internacional já começa a alterar a dinâmica das cargas brasileiras. Nos últimos meses, empresas passaram a buscar alternativas entre diferentes portos para reduzir os impactos da alta dos custos, enquanto operadores portuários relatam atrasos, mudanças nas escalas e menor previsibilidade na chegada dos navios.

No transporte de contêineres, os valores do frete internacional chegaram a registrar uma alta próxima de 300% nos últimos cinco meses. O cenário é influenciado por uma combinação de fatores, entre eles as tensões geopolíticas, a elevação do preço do combustível utilizado pelas embarcações e mudanças nas rotas marítimas globais.

Cargas são deslocadas entre portos

Segundo Jesualdo Silva, presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), empresas de diferentes setores já estão reorganizando suas operações para minimizar os efeitos do aumento do frete.

Uma das consequências é o deslocamento de cargas entre portos brasileiros, estratégia adotada por empresas que buscam alternativas diante da elevação dos custos logísticos. Parte do mercado, no entanto, tem optado por absorver o aumento das despesas.

Além do impacto financeiro, os operadores apontam uma redução na regularidade das escalas. Atrasos e alterações nas rotas podem provocar períodos de concentração de navios em determinados portos, seguidos por momentos de menor movimentação.

A valorização do petróleo elevou o preço do bunker, combustível utilizado pelos navios, tornando-se um dos principais componentes da pressão sobre o frete marítimo. Ao mesmo tempo, os conflitos e tensões geopolíticas têm levado empresas de navegação a modificar trajetos internacionais. Rotas mais longas aumentam o tempo de viagem e podem exigir mudanças no ritmo das operações. De acordo com a ABTP, mais de 700 linhas marítimas foram afetadas pelo cenário atual.

Para Jesualdo Silva, o resultado é uma perda de confiabilidade nas escalas portuárias. Quando os atrasos se acumulam, navios que deveriam chegar em intervalos regulares podem acabar chegando praticamente ao mesmo tempo. O efeito é uma combinação de períodos de ociosidade com filas de embarcações aguardando espaço para atracação. Os impactos passaram a ser percebidos com maior intensidade nos últimos quatro meses.

Frete rodoviário também influencia mudança de cargas

A pressão sobre a logística brasileira não está restrita ao transporte marítimo. O aumento do frete rodoviário também contribuiu para a reorganização dos fluxos de cargas, favorecendo o deslocamento de parte das operações para o Arco Norte. A movimentação demonstra como a combinação dos custos dos diferentes modais pode influenciar decisões sobre rotas, portos de embarque e desembarque e estratégias de distribuição.

Na avaliação de Caio Morel, diretor-executivo da Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres (Abratec), o atual cenário reforça a importância de ampliar a capacidade da infraestrutura logística brasileira.

Entre as necessidades apontadas estão investimentos em terminais, equipamentos e acessos aquaviários e terrestres, considerados fundamentais para acompanhar as mudanças no comércio exterior e dar maior eficiência à movimentação de cargas.

Apesar da forte alta do frete marítimo, a movimentação nos terminais associados à Abratec ainda não apresenta retração. No acumulado de 2026, o volume de contêineres movimentados registra crescimento de aproximadamente 5% em comparação com o mesmo período de 2025.

O dado indica que, até o momento, a elevação dos custos logísticos não impediu o avanço da movimentação de contêineres no país, embora tenha aumentado a pressão sobre empresas e operadores de toda a cadeia de comércio exterior.

Fonte: CNN.

Texto: Redação

Imagem: CNN / Reuters / Athit Perawongmetha

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Comércio Exterior

Acordo Mercosul-EFTA: governo regulamenta cotas de importação

O governo federal regulamentou os procedimentos para utilização das cotas de importação previstas no Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

A Portaria da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) na quinta-feira (1º de outubro). A medida estabelece como as empresas brasileiras poderão utilizar as preferências tarifárias negociadas no acordo.

A regulamentação ocorre em meio à entrada em vigor do tratado para diferentes países. O acordo passa a valer para as relações comerciais entre Brasil e Islândia em 1º de outubro. Para a Noruega, a vigência está prevista para novembro. Suíça e Liechtenstein ainda precisam concluir os procedimentos internos necessários para a implementação do acordo.

O novo normativo regulamenta o Decreto nº 13.126, de 23 de setembro de 2026, e estabelece, para este ano, os procedimentos relacionados às cotas tarifárias de importação de produtos originários da EFTA.

Quais produtos estão incluídos nas cotas?

As cotas negociadas para as importações brasileiras abrangem um grupo específico de produtos:

  • Vinhos;
  • Queijos;
  • Fórmulas infantis;
  • Chocolates.

Dentro dos limites quantitativos estabelecidos no acordo, os produtos poderão entrar no Brasil com as preferências tarifárias negociadas entre os blocos.

Quando o volume máximo previsto para determinada cota for atingido, as operações seguintes ficarão sujeitas às tarifas aplicáveis às importações realizadas fora da cota.

Como solicitar a preferência tarifária

Para utilizar uma das cotas, o importador deverá solicitar uma licença de importação por meio do Portal Único Siscomex.

Depois que a Secex emitir o documento eletrônico, o importador terá até 60 dias para vinculá-lo à Declaração Única de Importação (Duimp). Também deverão ser observados, quando aplicáveis, os limites máximos de utilização por operador estabelecidos na regulamentação.

Para mercadorias que não estão sujeitas às cotas, o acesso às preferências tarifárias previstas no acordo depende do cumprimento das regras de origem e dos demais requisitos estabelecidos para cada operação.

Regras para exportações serão definidas posteriormente

Neste primeiro momento, a regulamentação trata exclusivamente da utilização das cotas de importação pelo Brasil.

No caso da Islândia, não foi criada uma cota bilateral para produtos do Mercosul. A Noruega, por sua vez, estabeleceu cotas tarifárias para determinados produtos exportados pelo bloco sul-americano.

As regras para que empresas brasileiras possam utilizar essas cotas nas exportações ainda serão estabelecidas em uma regulamentação específica.

Acordo Mercosul-EFTA amplia acesso a mercados

As cotas tarifárias representam apenas uma parte dos compromissos assumidos no Acordo Mercosul-EFTA. O tratado prevê uma abertura mais ampla dos mercados dos países da EFTA para produtos brasileiros.

Pelo acordo, a EFTA eliminará 100% das tarifas de importação aplicadas aos setores industrial e pesqueiro a partir da entrada em vigor do instrumento.

Considerando os setores agrícola e industrial, quase 99% do valor das exportações brasileiras para os países da EFTA terão acesso ao livre comércio.

Por país, o acordo prevê que 100% das exportações brasileiras para Islândia e Liechtenstein estejam incluídas no regime de livre comércio. Na Noruega, o percentual será de 99,8%, enquanto na Suíça chegará a 97,7%.

Brasil também reduzirá tarifas para produtos da EFTA

Do lado brasileiro, aproximadamente 97% do comércio com os países da EFTA será liberalizado em regime de livre comércio.

Outros 1,2% serão submetidos a desgravação tarifária parcial, que poderá ocorrer por meio de cotas tarifárias e preferências fixas.

Nos produtos incluídos nos cronogramas de redução tarifária, a diminuição dos impostos ocorrerá de forma gradual. Os prazos negociados variam entre a entrada em vigor do acordo e períodos de quatro, oito, dez e 15 anos.

Produtos agrícolas considerados sensíveis, incluindo determinados laticínios, chocolates e fórmulas para alimentação infantil, foram incluídos no sistema de cotas. O mecanismo garante a aplicação de condições tarifárias preferenciais dentro de volumes previamente estabelecidos.

Onde consultar as regras do acordo

Empresas e profissionais de comércio exterior podem consultar as condições de acesso aos mercados, as preferências tarifárias e outras informações relacionadas ao acordo no Painel de Dados do Mercosul-EFTA e nos materiais disponibilizados pelo Portal Siscomex.

Os conteúdos reúnem informações sobre desgravação tarifária, regras de origem e indicações geográficas, além de orientações para auxiliar os operadores na utilização das preferências comerciais previstas no tratado.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ABRA

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Comércio Exterior

Brasil e Estados Unidos avançam em diálogo sobre comércio bilateral

Brasil e Estados Unidos deram mais um passo nas negociações sobre a agenda comercial bilateral. Os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, reuniram-se na quarta-feira (30), em Milwaukee, nos Estados Unidos, com o representante de Comércio norte-americano, Jamieson Greer.

O encontro ocorreu paralelamente à Reunião de Ministros do Comércio do G20 e teve como foco os principais temas que envolvem as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

Negociações comerciais entre Brasil e EUA avançam

A reunião deu continuidade ao diálogo de alto nível iniciado depois da conversa telefônica entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizada em 21 de agosto.

Desde então, representantes dos dois governos vêm mantendo contatos para discutir questões relacionadas ao comércio bilateral e buscar alternativas para os temas que afetam as relações econômicas entre os países.

Durante o encontro, os ministros brasileiros reforçaram a disposição do Brasil de buscar soluções por meio de diálogo e negociação. A posição brasileira tem como referência a defesa dos interesses nacionais e a ampliação das oportunidades para empresas e setores produtivos dos dois mercados.

Brasil e EUA discutem tarifas e barreiras comerciais

Segundo a nota conjunta, a conversa ocorreu de maneira construtiva e abordou os principais pontos da agenda comercial Brasil-EUA.

Os dois países reconheceram a necessidade de avançar na resolução dos obstáculos atualmente existentes e demonstraram interesse em trabalhar com agilidade para alcançar um entendimento considerado satisfatório para ambas as partes.

Entre os assuntos que deverão fazer parte das próximas etapas estão as questões tarifárias e não tarifárias, que podem afetar o fluxo de produtos e as condições de acesso aos mercados brasileiro e norte-americano.

Grupo de Trabalho será criado

Como resultado da reunião, o governo dos Estados Unidos deverá apresentar, nas próximas semanas, um documento com uma proposta para definir o escopo das negociações.

O material deverá contemplar os temas tarifários e não tarifários que serão analisados pelos dois governos.

Também ficou acertada a criação de um Grupo de Trabalho voltado à discussão de questões relacionadas a um possível acordo entre Brasil e Estados Unidos.

A iniciativa representa mais uma etapa do processo de negociação comercial entre os dois países, que buscam avançar na construção de soluções para os temas pendentes da relação bilateral.

FONTE: Ministério das Relações Exteriores
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Brasil

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Comércio Exterior

Petróleo sobe 2% após China suspender exportações de derivados

Os preços do petróleo avançavam cerca de 2% nesta quinta-feira (1º), depois que a China determinou a suspensão das exportações de derivados de petróleo. A decisão aumenta a pressão sobre a oferta global de combustíveis, que já enfrenta restrições provocadas por conflitos e problemas na capacidade de refino.

O mercado também acompanha as movimentações diplomáticas envolvendo Estados Unidos e Irã, em meio às tentativas de encontrar uma saída para o conflito entre os dois países.

Brent supera US$ 100 por barril

O contrato futuro do petróleo Brent para dezembro era negociado a US$ 100,09 por barril, alta de 2,1%, equivalente a US$ 2,06, em relação ao fechamento anterior.

Na quarta-feira, o contrato do Brent com vencimento em novembro encerrou a sessão cotado a US$ 103,50 por barril. Considerando o contrato de vencimento mais próximo, a valorização acumulada em setembro ficou em aproximadamente 14%.

Nos Estados Unidos, o petróleo WTI também operava em alta. O contrato avançava US$ 2,06, ou 2,28%, e chegava a US$ 92,48 por barril.

China suspende exportações de combustíveis

Refinarias chinesas interromperam, até segunda ordem, as exportações de derivados de petróleo para destinos fora de Hong Kong e Macau, segundo especialistas consultados pela Reuters.

A medida pode reduzir ainda mais a disponibilidade de combustíveis no mercado internacional, em um momento no qual a oferta já é afetada pelos conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia.

A sessão desta quinta-feira foi marcada por forte oscilação. No início dos negócios, as cotações chegaram a recuar mais de 1%, mas posteriormente recuperaram as perdas e passaram a registrar alta.

Para Giovanni Staunovo, analista do UBS, a decisão chinesa sinaliza preocupação com o abastecimento do mercado interno.

“A proibição de exportação chinesa sugere preocupações com a disponibilidade de produtos no mercado interno”, afirmou o analista.

Staunovo também destacou que ainda não é possível determinar se a suspensão das exportações fará a China aumentar suas compras de petróleo bruto no exterior. O país registrou recentemente uma queda nos estoques de petróleo bruto e de combustíveis.

Estoques e oferta de diesel entram no radar

A disponibilidade de diesel no mercado internacional ficou mais limitada após uma redução na capacidade de refino relacionada a ataques decorrentes dos conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia.

O cenário aumenta a preocupação dos governos com os efeitos da alta dos preços dos combustíveis sobre consumidores e empresas.

Segundo fontes próximas às discussões, o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria orientado Alemanha e França a recorrerem a seus estoques emergenciais de diesel como forma de aliviar a pressão sobre os preços internacionais.

As mesmas fontes afirmam que Washington avalia restringir as exportações de diesel dos Estados Unidos caso os países europeus não utilizem suas reservas.

Mercado de petróleo monitora oferta global

A suspensão das exportações chinesas acrescenta um novo fator de pressão a um mercado que já acompanha de perto os níveis de produção, estoques e capacidade de refino.

Além da decisão de Pequim, os investidores seguem atentos aos desdobramentos dos conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia e às negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã, fatores que podem influenciar a oferta e os preços do petróleo e de seus derivados.

FONTE: Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tania Rego / Agência Brasil

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