Comércio Exterior

Brasil avalia reduzir tarifas de importação sobre máquinas dos EUA durante negociações comerciais

O governo federal estuda a possibilidade de diminuir as tarifas de importação incidentes sobre máquinas industriais e produtos de tecnologia da informação provenientes dos Estados Unidos. A medida faz parte das negociações em andamento para evitar a aplicação de uma nova sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros exportados ao mercado norte-americano.

Segundo fontes ligadas às tratativas, uma lista inicial com um número limitado de itens foi apresentada como ponto de partida para as discussões bilaterais. A expectativa é que as conversas avancem ao longo desta semana.

Lista inclui máquinas e equipamentos de tecnologia

Entre os produtos que podem ser contemplados pela redução tarifária estão equipamentos cujas alíquotas de importação foram elevadas em fevereiro por decisão do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex). Esses itens possuem similares produzidos pela indústria nacional.

A revisão das tarifas havia sido adotada como forma de fortalecer a produção brasileira e, conforme estimativas divulgadas anteriormente, poderia gerar cerca de R$ 14 bilhões em arrecadação adicional ao longo deste ano.

Além desses produtos, a proposta encaminhada aos Estados Unidos também inclui bens fabricados exclusivamente por empresas norte-americanas e que não possuem equivalentes produzidos no Brasil.

Propostas estão sob análise do governo norte-americano

A relação de produtos foi apresentada durante reuniões técnicas entre representantes dos dois países. Na ocasião, o Brasil indicou áreas nas quais estaria disposto a flexibilizar sua política tarifária como parte de um eventual acordo comercial.

As sugestões encontram-se atualmente em avaliação pelo governo dos Estados Unidos. Autoridades brasileiras, no entanto, descartam qualquer negociação envolvendo o Pix, sistema brasileiro de pagamentos instantâneos.

As tratativas ocorrem no âmbito do grupo de trabalho bilateral criado após o encontro realizado em 7 de maio entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.

Negociações devem seguir até julho

Embora o prazo inicial de 30 dias estabelecido para os trabalhos do grupo tenha sido encerrado no último domingo (7), a expectativa é que as discussões continuem nas próximas semanas.

O governo brasileiro busca uma solução negociada antes de 15 de julho, data prevista para a conclusão do processo administrativo conduzido pelos Estados Unidos que poderá resultar na imposição da tarifa adicional de 25% sobre parte das exportações brasileiras.

Na semana passada, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) divulgou conclusões preliminares de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana. O dispositivo permite a aplicação de tarifas em resposta a práticas consideradas prejudiciais à competitividade dos produtos dos EUA.

Investigação envolve Pix, desmatamento e comércio informal

Aberta em julho do ano passado, a investigação analisa diversos temas relacionados ao Brasil, incluindo o funcionamento do Pix, questões ligadas ao desmatamento ilegal, medidas de combate à corrupção e atividades comerciais na região da Rua 25 de Março, em São Paulo.

Até o momento, a recomendação de sobretaxa de 25% ainda não representa uma decisão definitiva. Integrantes do governo brasileiro avaliam que ao menos mais uma ou duas reuniões serão necessárias para verificar a possibilidade de um acordo capaz de evitar a medida.

Governo prepara estratégia para setores afetados

Paralelamente às negociações com Washington, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) pretende retomar grupos de trabalho com representantes do setor privado.

A estratégia segue o modelo adotado durante a primeira rodada de discussões tarifárias e tem como objetivo preparar os segmentos potencialmente impactados pelas medidas norte-americanas.

O governo considera fundamental discutir mecanismos de proteção comercial e acompanhar os possíveis efeitos das novas tarifas sobre a economia brasileira.

Entre os setores que devem participar das próximas reuniões está a indústria calçadista. Também estão previstos novos encontros com entidades empresariais, incluindo a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Produtos brasileiros podem enfrentar tarifa total de 37,5%

Além da sobretaxa de 25% atualmente em discussão, alguns produtos brasileiros poderão ser atingidos por uma tarifa adicional de 12,5% aplicada pelos Estados Unidos a cerca de 60 países.

A justificativa para essa cobrança está relacionada à avaliação norte-americana sobre falhas no combate à entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

Caso ambas as medidas sejam implementadas, a carga tarifária total sobre determinados produtos brasileiros poderá alcançar 37,5%.

Nos bastidores, porém, integrantes do governo reconhecem que há menor margem para negociação em relação à tarifa extra de 12,5%, já que se trata de uma política de alcance global e não direcionada especificamente ao Brasil.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: AP Photo/Mark Schiefelbein

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Comércio Exterior

Balança comercial do Brasil tem superávit de US$ 3,2 bilhões na primeira semana de junho

O Brasil iniciou junho com desempenho positivo no comércio internacional. Na primeira semana do mês, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 3,2 bilhões, resultado de US$ 8 bilhões em exportações e US$ 4,7 bilhões em importações. A corrente de comércio no período alcançou US$ 12,7 bilhões.

Os números foram divulgados nesta segunda-feira (8) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Saldo comercial acumula US$ 35,9 bilhões em 2026

No acumulado do ano, o país exportou US$ 156,6 bilhões e importou US$ 120,7 bilhões. Com isso, o saldo positivo da balança comercial chegou a US$ 35,9 bilhões, enquanto a corrente de comércio brasileira somou US$ 277,2 bilhões.

Os dados reforçam o desempenho favorável do setor externo ao longo de 2026, com crescimento consistente das vendas para o mercado internacional.

Exportações avançam 37,6% em relação a junho do ano passado

A média diária das exportações até a primeira semana de junho atingiu US$ 1,997 bilhão, representando alta de 37,6% na comparação com a média registrada em junho de 2025, que foi de US$ 1,451 bilhão.

Já as importações apresentaram crescimento mais moderado. A média diária passou de US$ 1,158 bilhão em junho de 2025 para US$ 1,186 bilhão em junho de 2026, avanço de 2,3%.

Com esse desempenho, a média diária da corrente de comércio chegou a US$ 3,184 bilhões, enquanto o saldo médio diário ficou em US$ 811,6 milhões. Na comparação com junho do ano anterior, a corrente de comércio apresentou expansão de 22%.

Agropecuária, indústria extrativa e transformação lideram exportações

Entre os setores exportadores, todos registraram crescimento na média diária em relação ao mesmo período de 2025.

A agropecuária teve aumento de US$ 126,1 milhões, avanço de 36,6%. Na indústria extrativa, o crescimento foi de US$ 120,7 milhões, equivalente a 38,5%. Já os produtos da indústria de transformação apresentaram expansão de US$ 295,9 milhões, alta de 37,6%.

Importações também avançam em diferentes setores

No lado das importações, a agropecuária registrou crescimento de US$ 1,78 milhão na média diária, representando alta de 8%.

A indústria extrativa apresentou aumento de US$ 19,6 milhões, com avanço de 41,6%, enquanto os produtos da indústria de transformação tiveram acréscimo de US$ 8,5 milhões, crescimento de 0,8%.

O resultado demonstra que a atividade comercial do país segue aquecida, sustentada pelo avanço das exportações e pela ampliação das operações de comércio exterior.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Comércio Exterior

Indústria de lácteos teme perda de competitividade com importações e acordo Mercosul-UE

A indústria brasileira de lácteos acompanha com atenção o aumento das importações e os possíveis efeitos da implementação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Representantes do setor avaliam que a combinação desses fatores pode ampliar a concorrência no mercado interno e pressionar ainda mais a rentabilidade das empresas nacionais.

Para Angelo Sartor, CEO da RAR Agro & Indústria, o cenário já apresenta desafios relevantes, especialmente devido ao crescimento da entrada de produtos vindos dos países do Mercosul, que vêm ganhando espaço no mercado brasileiro nos últimos anos.

Atualmente, as importações de leite em pó e queijos representam cerca de 8% do consumo nacional. Segundo o executivo, esse volume tem influência direta na formação de preços e afeta toda a cadeia produtiva.

Maior oferta pressiona preços pagos à indústria e ao produtor

De acordo com a avaliação do setor, o aumento da presença de produtos importados amplia a oferta disponível no mercado brasileiro, contribuindo para a redução dos preços recebidos tanto pelas indústrias quanto pelos produtores rurais.

A situação ganhou novos contornos após a identificação de práticas de dumping em importações de leite em pó provenientes da Argentina e do Uruguai. Apesar da comprovação das irregularidades, não houve adoção de medidas restritivas por parte do governo.

Na visão de Sartor, a decisão ajuda a evitar aumentos para o consumidor final, mas acaba comprometendo a rentabilidade da produção nacional, especialmente em um momento de custos elevados para o setor agroindustrial.

Acordo Mercosul-União Europeia amplia preocupação

A apreensão das empresas também está relacionada ao avanço do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. Desde maio, algumas tarifas de importação para produtos lácteos europeus começaram a ser reduzidas gradualmente.

No segmento de queijos especiais, por exemplo, a alíquota caiu de 28% para 25,2% e seguirá em trajetória de redução até ser eliminada completamente dentro de dez anos.

Embora o prazo seja considerado longo, empresários do setor afirmam que o planejamento industrial exige visão de longo prazo. Projetos de expansão, construção de fábricas e modernização de unidades podem levar vários anos entre aprovação e operação efetiva.

Queijos premium devem enfrentar concorrência mais intensa

A principal preocupação está concentrada nos produtos de maior valor agregado, segmento no qual empresas brasileiras têm investido para ampliar margens e diferenciar sua oferta.

Entre os itens considerados mais vulneráveis estão os queijos tipo grana, manteigas especiais, creme de leite premium e outros derivados de alto padrão.

Segundo Sartor, os produtores europeus contam com vantagens competitivas importantes, como maior escala de produção, tradição consolidada e programas de subsídios oferecidos pelos governos da União Europeia.

A estimativa da empresa é que, com a redução gradual das tarifas, determinados produtos importados possam chegar ao mercado brasileiro com custos cerca de 20% inferiores aos da produção nacional, reduzindo significativamente a competitividade das indústrias locais.

Vinhos e lácteos estão entre os setores mais expostos

Na avaliação do executivo, os maiores impactos da abertura comercial deverão ser sentidos justamente em áreas onde a Europa possui forte tradição produtiva.

Além dos laticínios, o mercado de vinhos também é apontado como um dos mais suscetíveis à concorrência internacional nos próximos anos.

Embora reconheça que o acordo comercial traz benefícios para diversos segmentos da economia brasileira, especialmente para as cadeias de proteínas animais, Sartor acredita que lácteos e vinhos estarão entre os setores mais desafiados pelo novo cenário.

Estratégia aposta em diferenciação e eficiência

Diante das mudanças previstas para o mercado, a estratégia adotada pela empresa tem sido focar em produtos de maior valor agregado e em consumidores que valorizam atributos como qualidade, origem e processos produtivos diferenciados.

Ao mesmo tempo, os investimentos em ampliação da capacidade industrial têm sido conduzidos com cautela. Segundo a companhia, a prioridade atual é aumentar a eficiência operacional e aproveitar melhor a estrutura já existente, diante de um cenário de competição crescente e margens mais pressionadas.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: CNA

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Comércio Exterior

Brasil tenta acordo comercial para evitar tarifa de 25% proposta pelos EUA

O governo brasileiro intensificou as negociações com os Estados Unidos na tentativa de impedir a adoção de uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos exportados pelo Brasil. A medida foi sugerida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) e ainda depende de decisão final da Casa Branca.

A avaliação em Brasília é de que, embora as tratativas sejam complexas, existe espaço para a construção de um acordo tarifário que beneficie ambos os países e evite o aumento das barreiras comerciais.

Superávit dos EUA é um dos argumentos do Brasil

Entre os principais pontos defendidos pelos negociadores brasileiros está o fato de que os Estados Unidos mantêm um superávit comercial na relação bilateral. Na visão do governo, esse cenário enfraquece os argumentos utilizados para justificar a criação de novas tarifas sobre produtos brasileiros.

A recomendação do USTR foi divulgada após uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana. O relatório acusa o Brasil de adotar práticas consideradas desleais nas relações comerciais, incluindo críticas ao funcionamento do Pix, sistema de pagamentos instantâneos amplamente utilizado no país.

O governo brasileiro rejeita as alegações e afirma que a iniciativa representa uma tentativa de interferência em questões internas, além de refletir uma postura de protecionismo comercial por parte de Washington.

Outro argumento apresentado pelo Brasil é que a tarifa média aplicada às importações provenientes dos EUA gira em torno de 2,7%, percentual considerado incompatível com a tese de restrições significativas ao acesso de empresas norte-americanas ao mercado brasileiro.

Prazo para definição foi estendido até julho

As negociações agora têm como referência o dia 15 de julho, data estabelecida pelo USTR para uma definição sobre o caso. O prazo substitui o cronograma inicial de 30 dias acordado após reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Donald Trump realizada em Washington no mês passado.

A ampliação do período é vista pelo governo brasileiro como uma oportunidade para aprofundar as discussões e buscar uma solução negociada antes da implementação de eventuais medidas tarifárias.

Cenário internacional dificulta avanço das conversas

Entre os obstáculos enfrentados pelo Brasil está a agenda internacional dos Estados Unidos. Além de conduzir negociações comerciais com diversos países, Washington também concentra esforços na crise envolvendo o Oriente Médio e o conflito com o Irã.

Nesse contexto, autoridades brasileiras avaliam a possibilidade de um novo encontro entre Lula e Trump durante a reunião do G7, prevista para ocorrer entre 15 e 17 de junho. Até o momento, entretanto, não há confirmação de uma reunião bilateral entre os dois líderes.

Outro desafio apontado pelo governo é a amplitude das demandas normalmente apresentadas pelos norte-americanos, que costumam envolver temas de diferentes setores da economia e da política comercial.

Brasil limita negociação às questões tarifárias

A estratégia brasileira tem sido concentrar as conversas em temas relacionados ao comércio exterior e às tarifas de importação, evitando incluir outros assuntos de interesse dos Estados Unidos.

O governo também sinalizou que temas considerados estratégicos para o país, como o Pix, não fazem parte da pauta de negociação com Washington.

Taxa global é vista como pouco negociável

Além da proposta específica envolvendo o Brasil, o governo acompanha outra medida adotada pelos Estados Unidos que prevê tarifas adicionais entre 10% e 12,5% para cerca de 60 países.

A cobrança é justificada pela alegação de falhas no combate ao trabalho análogo à escravidão e atinge não apenas o Brasil, mas também parceiros históricos dos EUA, como Japão, Canadá, Índia e países da União Europeia.

Na avaliação de integrantes do governo brasileiro, essa medida possui caráter mais amplo e dificilmente seria objeto de negociações individuais, já que busca criar uma nova base legal para políticas tarifárias após decisões judiciais que limitaram iniciativas anteriores da administração norte-americana.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alan Santos/PR

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Comércio Exterior

União Europeia suspende importação de carne bovina brasileira e amplia restrições a produtos agropecuários

A União Europeia decidiu retirar o Brasil da lista de países habilitados a exportar determinados produtos de origem animal ao bloco, medida que passa a valer em 3 de setembro. A decisão foi formalizada em documento divulgado na última sexta-feira (5) e está relacionada às exigências europeias sobre o uso de antimicrobianos na pecuária.

Brasil perde autorização para exportar carne e outros produtos

Com a mudança, o país deixa de ter autorização para enviar à UE produtos como carne bovina, carne de frango, tripas, pescado e mel. Esses itens constavam entre os produtos liberados para exportação na lista oficial de 2024.

De acordo com a Comissão Europeia, o Brasil não apresentou garantias suficientes de que atende às exigências previstas na regulamentação do bloco sobre o controle e a restrição do uso de antimicrobianos na produção animal.

Exigências sanitárias motivaram a decisão

Segundo o documento europeu, as autoridades brasileiras não forneceram informações consideradas adequadas para comprovar a implementação das medidas exigidas pelo Regulamento Delegado (UE) 2023/905 até a data estabelecida.

O governo brasileiro encaminhou a documentação solicitada em 21 de maio, uma semana antes do prazo final. Além disso, o país teria solicitado um período de adaptação até 2029 para cumprir integralmente as novas regras.

Os antimicrobianos são utilizados para prevenir e tratar infecções em animais e, em algumas situações, podem ser empregados para estimular o crescimento dos rebanhos. A União Europeia defende o uso mais restrito dessas substâncias como forma de combater a crescente resistência bacteriana em humanos.

União Europeia cobra igualdade de regras para importados

A posição do bloco é de que os produtos importados devem obedecer aos mesmos padrões exigidos dos produtores europeus. O comissário europeu para Agricultura e Alimentação, Christophe Hansen, afirmou que os agricultores da UE seguem algumas das normas sanitárias mais rigorosas do mundo, justificando a aplicação das mesmas exigências aos fornecedores externos.

Enquanto o Brasil foi excluído da lista, países do Mercosul como Argentina, Paraguai e Uruguai continuam autorizados a exportar para o mercado europeu.

Setor agropecuário contesta restrições

Representantes do agronegócio brasileiro afirmam que o país segue os padrões sanitários exigidos internacionalmente e que continuarão dialogando com as autoridades europeias.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes já havia informado que a permanência do Brasil na lista dependia da apresentação das garantias exigidas até a data limite. Procurada após a publicação da decisão, a entidade informou que não comentará o assunto neste momento.

A Associação Brasileira de Proteína Animal também sustenta que o país atende às normas europeias relacionadas ao uso de antimicrobianos e afirmou que responderá aos questionamentos das autoridades do bloco.

Governo brasileiro adotou novas medidas

Em abril, o Ministério da Agricultura e Pecuária publicou uma portaria que proíbe a importação, fabricação, comercialização e utilização de determinados antimicrobianos. Entre as substâncias vetadas estão a avoparcina e a virginiamicina, mencionadas nas exigências da legislação europeia.

Até a conclusão desta reportagem, o Ministério da Agricultura e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços não haviam se pronunciado sobre a decisão. O espaço permanece aberto para manifestações.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: MARCO AMBROSIO/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

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Comércio Exterior

Balança comercial brasileira movimenta US$ 56 bilhões em maio e mantém superávit robusto

O comércio exterior brasileiro registrou forte movimentação em maio de 2026, alcançando uma corrente de comércio de US$ 56 bilhões. No período, as exportações somaram US$ 32 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 24,1 bilhões, resultando em um superávit comercial de aproximadamente US$ 8 bilhões. Os dados foram divulgados na última quarta-feira (3) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Na comparação com maio de 2025, as exportações brasileiras apresentaram avanço de 6,6%, passando de US$ 29,9 bilhões para US$ 31,9 bilhões. Já as importações cresceram 5,3%, saindo de US$ 22,9 bilhões para US$ 24,1 bilhões. Com esse desempenho, a corrente de comércio — soma das exportações e importações — registrou crescimento de 6,1% em relação ao mesmo mês do ano passado, consolidando o bom ritmo das transações internacionais do país.

Acumulado de 2026 já supera US$ 264 bilhões

Entre janeiro e maio de 2026, as exportações brasileiras alcançaram US$ 148,6 bilhões, alta de 8,7% em comparação ao mesmo período de 2025. As importações totalizaram US$ 115,9 bilhões nos cinco primeiros meses do ano, avanço de 3,2% frente ao mesmo intervalo do ano anterior. Com isso, o saldo da balança comercial acumulou superávit de US$ 33 bilhões, enquanto a corrente de comércio chegou a US$ 264,5 bilhões, representando crescimento de 6,2% na comparação anual.

Entre os setores exportadores, a agropecuária teve destaque em maio, com aumento de US$ 730 milhões, equivalente a crescimento de 9,8% em relação ao mesmo mês de 2025. A indústria de transformação também apresentou resultado positivo, registrando expansão de US$ 1,37 bilhão, alta de 9%. Por outro lado, a indústria extrativa apresentou retração de US$ 130 milhões, o que representa queda de 1,9% no período.

Nas compras internacionais realizadas pelo Brasil, a indústria de transformação foi responsável pelo principal crescimento, com aumento de US$ 1,34 bilhão, avanço de 6,3% sobre maio do ano passado. Em contrapartida, a agropecuária registrou redução de US$ 40 milhões nas importações, queda de 7,8%, enquanto a indústria extrativa apresentou recuo de US$ 100 milhões, equivalente a 10,1%.

Considerando o período entre janeiro e maio de 2026, todos os principais segmentos exportadores apresentaram resultados positivos. A indústria extrativa liderou o crescimento, com aumento de US$ 5,37 bilhões, representando alta de 17,3%. A indústria de transformação avançou US$ 4,08 bilhões, crescimento de 5,6%, enquanto a agropecuária registrou expansão de US$ 2,36 bilhões, equivalente a 7,3%. Do lado das importações, a indústria de transformação cresceu US$ 4,34 bilhões, alta de 4,2%. Já a agropecuária apresentou queda de US$ 530 milhões (19%), e a indústria extrativa recuou US$ 310 milhões (6,2%).

Comércio exterior mantém trajetória positiva

Os resultados reforçam a expansão do comércio exterior brasileiro em 2026, com crescimento consistente das exportações, superávit comercial expressivo e aumento da corrente de comércio. O desempenho é impulsionado principalmente pelos setores da agropecuária, indústria de transformação e indústria extrativa, que seguem sustentando a presença do Brasil no mercado internacional.

Fonte: Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC)

Texto: Redação

Imagem: Arquivo ReConecta News

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Comércio Exterior

Tarifa de 25% dos EUA ameaça exportações do Rio de Janeiro e preocupa indústria

A possível aplicação de uma tarifa adicional de 25% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros acendeu um sinal de alerta na indústria fluminense. A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) manifestou preocupação com a recomendação preliminar apresentada pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), no âmbito das investigações conduzidas com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana.

Caso a proposta avance, a nova cobrança poderá atingir uma ampla gama de exportações brasileiras, embora existam exceções para determinadas categorias e produtos contemplados em cerca de 1.690 linhas tarifárias, além daqueles já enquadrados nas regras da Seção 232.

Setor industrial acompanha investigação nos Estados Unidos

A Firjan informou que participa formalmente do processo conduzido pelo USTR, em articulação com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e outras entidades representativas dos setores produtivos.

Segundo a federação, o objetivo é defender os interesses da indústria nacional e preservar a relação econômica entre Brasil e Estados Unidos, considerada estratégica para ambos os países.

Durante as consultas e audiências públicas promovidas pelas autoridades americanas, representantes do setor industrial apresentaram argumentos em favor da manutenção de um ambiente comercial equilibrado, destacando compromissos relacionados à concorrência justa, sustentabilidade e boas práticas do comércio internacional.

Insegurança pode afetar investimentos e geração de empregos

Para o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, embora a recomendação ainda não produza efeitos imediatos, ela amplia o cenário de incerteza nas relações comerciais entre os dois países.

Segundo ele, a medida pode gerar reflexos negativos sobre investimentos, geração de empregos e atividade econômica tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

A entidade avalia que o aumento da imprevisibilidade tende a impactar decisões empresariais e projetos de expansão ligados ao comércio exterior.

Firjan defende retomada do diálogo entre os governos

Diante do cenário, a federação reforça a necessidade de intensificar as negociações diplomáticas e técnicas entre os governos brasileiro e norte-americano.

A participação do setor produtivo nesse processo também é considerada essencial para buscar soluções que preservem a estabilidade das relações comerciais e fortaleçam a parceria bilateral.

A expectativa da entidade é que o diálogo contribua para evitar novas barreiras ao comércio e garantir segurança jurídica para empresas que atuam no mercado internacional.

FONTE: Firjan
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Comércio Exterior

China reconhece Brasil livre de febre aftosa e suspende restrições comerciais à carne

A China oficializou o reconhecimento de que o Brasil está livre de febre aftosa, suspendendo as restrições sanitárias que ainda atingiam parte do território nacional. O anúncio foi feito pela agência alfandegária chinesa na terça-feira (2), em comunicado oficial.

Com a decisão, todo o território brasileiro passa a ser considerado livre da doença, o que abre caminho para a ampliação das exportações de carne bovina e outros produtos de origem animal.

China é principal destino da carne brasileira

O Brasil, líder global na exportação de carne bovina e de frango, direcionou mais da metade de suas vendas externas de carne bovina para o mercado chinês no ano passado.

A China, maior importadora mundial de carne bovina, já comprou quase US$ 3 bilhões em carne brasileira apenas no primeiro trimestre deste ano, segundo dados comerciais.

Governo vê avanço em exportações de carne bovina e suína

Em nota conjunta, o Ministério da Agricultura e Pecuária e o Ministério das Relações Exteriores destacaram que a decisão deve ampliar as oportunidades de venda para o mercado asiático.

Segundo o governo, a medida pode beneficiar não apenas a carne bovina, mas também a carne suína, incluindo miúdos e cortes com osso.

As autoridades brasileiras afirmaram ainda que o reconhecimento é resultado de mais de duas décadas de negociações entre os dois países.

Negociações diplomáticas e diálogo estratégico

O anúncio ocorre após a visita do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a Pequim, em um encontro que a China classificou como “diálogo estratégico” bilateral.

No mês anterior, o Brasil havia solicitado maior abertura para ampliar o envio de carne bovina ao país asiático. Durante missão em Pequim no fim de maio, o ministro da Agricultura, André de Paula, também defendeu a redistribuição de cotas de exportação não utilizadas por outros países. A proposta, no entanto, foi rejeitada, segundo informações divulgadas pela Reuters.

China adotou medidas após surtos recentes de febre aftosa

No campo sanitário, a China enfrentou um surto de febre aftosa no final de março, com registros em 219 bovinos distribuídos em dois rebanhos nas regiões de Gansu e Xinjiang, totalizando 6.229 animais.

Após os casos, o governo chinês reforçou o controle nas fronteiras, acelerou a aprovação de vacinas e implementou ações de abate sanitário e desinfecção para conter a disseminação da doença.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Barreto

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Comércio Exterior

Tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros preocupa indústria e pode afetar exportações

A possibilidade de os Estados Unidos aplicarem uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros gerou preocupação no setor industrial. A medida, proposta pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), é acompanhada de perto pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que defende o diálogo entre os dois países para evitar impactos econômicos e comerciais.

Em nota oficial, a CNI destacou que a relação econômica entre Brasil e Estados Unidos é estratégica para ambas as nações e vem sendo construída ao longo de décadas. Para a entidade, a adoção de novas barreiras tarifárias pode prejudicar cadeias produtivas integradas e afetar empresas, consumidores, investimentos e empregos nos dois mercados.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que o momento exige cautela e negociação. Segundo ele, a entidade está disposta a colaborar tecnicamente nas discussões para preservar o fluxo comercial entre os países.

Exportações brasileiras já registraram queda em 2025

Dados apresentados pela CNI mostram que as exportações de bens da indústria de transformação para os Estados Unidos somaram US$ 30,2 bilhões em 2025, resultado 4,2% inferior ao registrado em 2024.

Entre os 15 principais segmentos exportadores, nove apresentaram retração nas vendas para o mercado norte-americano. Os setores mais impactados foram:

  • Produtos de metal: queda de 31,6%;
  • Madeira: redução de 20%;
  • Celulose e papel: recuo de 19,9%;
  • Veículos automotores: diminuição de 17,6%.

Na avaliação da entidade, a eventual implementação da nova tarifa poderá ampliar as dificuldades enfrentadas por esses setores e reduzir ainda mais a competitividade dos produtos brasileiros no mercado dos Estados Unidos.

Audiência pública deve discutir proposta em julho

A discussão sobre a medida terá um novo capítulo no próximo mês. O USTR marcou para 6 de julho uma audiência pública destinada a debater a proposta e receber contribuições de governos, entidades representativas e empresas interessadas.

Para a CNI, o processo de consulta pública representa uma oportunidade importante para que o Brasil apresente argumentos técnicos e demonstre os benefícios da manutenção das relações comerciais entre os dois países.

CNI defende negociação para preservar empregos e investimentos

A confederação informou que continuará acompanhando o tema em conjunto com autoridades brasileiras, representantes do setor produtivo e interlocutores norte-americanos.

O objetivo é buscar soluções negociadas que evitem prejuízos ao comércio bilateral e preservem investimentos, geração de empregos e o fortalecimento da parceria econômica entre as duas maiores economias das Américas.

Fonte: Confederação Nacional da Indústria (CNI)

Texto: Redação

Imagem: CNI / Divulgação

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Comércio Exterior

Operação da Receita Federal e Polícia Federal investiga suposto esquema de corrupção no comércio exterior

Uma operação conjunta da Receita Federal e da Polícia Federal foi deflagrada nesta terça-feira (2) para investigar suspeitas de irregularidades envolvendo um servidor público e agentes ligados ao comércio exterior. Segundo as apurações iniciais, o esquema investigado pode ter provocado prejuízos superiores a R$ 10 milhões aos cofres públicos.

Mandados são cumpridos em Santa Catarina e São Paulo

Ao todo, estão sendo executados 19 mandados de busca e apreensão em endereços localizados nos estados de Santa Catarina e São Paulo. As diligências ocorrem em imóveis relacionados ao servidor investigado, seus familiares e empresas ou pessoas físicas que atuam em atividades ligadas à área aduaneira.

Investigação aponta possível enriquecimento incompatível

As investigações tiveram início após levantamentos realizados pela Corregedoria da Receita Federal. Os trabalhos identificaram indícios de incompatibilidade entre a renda oficial do servidor e seu padrão de vida, além de movimentações financeiras consideradas suspeitas.

Também foram encontrados elementos que podem indicar favorecimento a intervenientes aduaneiros em troca de benefícios indevidos. Diante das suspeitas, o servidor foi afastado de suas funções enquanto os fatos seguem sendo apurados.

Vantagens indevidas podem ultrapassar R$ 5 milhões

De acordo com os investigadores, o valor das supostas vantagens recebidas direta ou indiretamente pelo servidor supera R$ 5 milhões. As apurações indicam que despachantes aduaneiros, consultorias, empresas importadoras e operadores logísticos podem ter participado do esquema.

Os recursos teriam sido repassados por diferentes meios, incluindo pagamentos em espécie, depósitos bancários e quitação de despesas pessoais, como aluguel, contas de cartão de crédito e aquisição de bens.

Impactos para a fiscalização aduaneira

A Receita Federal destaca que práticas desse tipo comprometem a integridade da fiscalização aduaneira, enfraquecem os mecanismos de controle de cargas e prejudicam empresas que atuam de forma regular no comércio exterior.

Além disso, a atuação irregular de operadores e intermediários pode gerar concorrência desleal, afetando a segurança e a transparência das operações de importação e exportação.

Receita Federal reforça compromisso com a integridade

Segundo o órgão, a ação faz parte das medidas permanentes de combate à corrupção e fortalecimento da ética no serviço público. Entre os objetivos estão:

  • Combater práticas ilícitas na administração pública;
  • Preservar a integridade institucional;
  • Garantir igualdade de condições para os participantes do comércio exterior.

A Receita Federal ressaltou que mantém mecanismos contínuos de prevenção, identificação e repressão a condutas incompatíveis com os princípios da administração pública.

Investigações continuam

Participam da operação cerca de 30 servidores da Receita Federal. Os mandados estão sendo cumpridos em cidades como Campinas, Guarulhos, São Paulo, Barueri, Hortolândia, Paulínia, Santana de Parnaíba e Valinhos, em São Paulo, além de Itajaí, em Santa Catarina.

As investigações seguem em andamento para aprofundar a análise das evidências já reunidas e verificar a possível existência de outros crimes relacionados ao caso.

A Receita Federal também informou que denúncias de desvios de conduta podem ser registradas por qualquer cidadão por meio da plataforma FalaBR, vinculada à Ouvidoria do Governo Federal.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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