Comércio Exterior

Rússia legaliza uso de criptomoedas em comércio internacional e desafia sanções ocidentais

A Rússia deu um passo estratégico na corrida tecnológica e econômica global ao legalizar o uso de criptomoedas em transações internacionais. A medida cria um sistema alternativo para driblar as sanções ocidentais e garantir maior autonomia no comércio com países parceiros, como China, Índia e Turquia.
De acordo com o governo russo, o objetivo é fortalecer o comércio exterior sem comprometer a estabilidade do rublo, mantendo um controle rigoroso sobre riscos financeiros.

Criptomoedas liberadas para transações internacionais

O Ministério da Fazenda e o Banco Central da Rússia oficializaram a utilização de criptoativos em negociações externas, consolidando o regime experimental iniciado em setembro. Esse modelo já vinha sendo testado em operações limitadas de comércio exterior.
O ministro da Fazenda, Anton Siluanov, destacou que, embora a decisão alivie o impacto das sanções, o foco principal do governo continua sendo a segurança do sistema financeiro:

“Embora o objetivo estratégico seja aliviar as sanções, nosso foco principal continua sendo o controle dos riscos financeiros inerentes às criptomoedas”, afirmou Siluanov.
Mesmo com a liberação para o comércio internacional, o uso de criptomoedas dentro do território russo permanece proibido, garantindo a preservação da moeda nacional.

Supervisão e segurança reforçadas

Para evitar lavagem de dinheiro e riscos cambiais, o novo sistema russo impõe regras rigorosas de monitoramento e fiscalização. Todas as transações deverão passar por infraestrutura regulada e supervisionada pelo Banco Central e pelo Federal Financial Monitoring Service.
Entre as exigências do governo estão:

  • Conformidade com os padrões internacionais de AML (Anti-Money Laundering) e KYC (Know Your Customer);
  • Controle de todas as operações em ambiente regulado;
  • Manutenção das restrições sobre transações domésticas com criptoativos.
    Essas medidas buscam equilibrar inovação financeira e proteção da economia interna, evitando instabilidades no câmbio e no sistema bancário.

Impactos e perspectivas globais

Com a legalização das criptomoedas para pagamentos internacionais, Moscou cria uma rota alternativa aos sistemas bancários tradicionais, como o SWIFT, do qual foi excluída por sanções. Assim, empresas russas poderão realizar pagamentos internacionais com mais agilidade e menor interferência política.
A decisão também fortalece os laços comerciais com nações não alinhadas ao Ocidente, abrindo espaço para negociações bilaterais mais flexíveis e seguras. No entanto, especialistas alertam que o modelo exige fiscalização constante para evitar abusos e riscos de volatilidade.
Em um cenário de crescente pressão econômica, a Rússia transforma a criptoeconomia em ferramenta de soberania e resistência geopolítica, sinalizando uma nova era no uso estratégico das moedas digitais no comércio global.

FONTE: Bit Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Bit Notícias

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Comércio Exterior

China firma compromisso para comprar carne brasileira livre de desmatamento até 2026

A China, principal destino das exportações de carne bovina do Brasil, anunciou um novo acordo que promete fortalecer a sustentabilidade na pecuária nacional. A Tianjin Meat Association, que reúne cerca de 100 empresas chinesas do setor, se comprometeu a comprar ao menos 50 mil toneladas de carne brasileira até junho de 2026, desde que os frigoríficos comprovem que o produto é livre de desmatamento.

Certificação brasileira garante rastreabilidade ambiental

As compras serão realizadas com base no selo Beef on Track (BoT), sistema de certificação lançado nesta terça-feira (21) pelo Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora). A organização sem fins lucrativos é reconhecida por conduzir auditorias e emitir certificações socioambientais conforme padrões nacionais e internacionais.

Convencemos primeiro o comprador, agora vamos buscar os frigoríficos”, explicou Marina Piatto, diretora-executiva do Imaflora. Segundo ela, parte da produção nacional já é livre de desmatamento, mas faltava um mecanismo que desse visibilidade e transparência a esse diferencial. “O BoT vem justamente preencher essa lacuna”, afirmou.

O volume anunciado pela associação chinesa representa cerca de 4% das exportações brasileiras de carne bovina para o país asiático, mas o potencial é muito maior: as empresas associadas à Tianjin respondem por 15% das importações chinesas de carne brasileira, segundo o Imaflora. Em 2024, o Brasil exportou 2,8 milhões de toneladas do produto — quase metade destinada à China.

Carne sustentável será identificada por selo

Com a certificação, a carne livre de desmatamento receberá um selo identificador, permitindo reconhecimento imediato por importadores, varejistas e consumidores finais. O Imaflora busca estimular a mudança “pelo lado da demanda”, levando o consumidor a preferir produtos sustentáveis.

A instituição já negocia com outros mercados estratégicos, como a União Europeia e países do Oriente Médio, e prepara road shows internacionais para apresentar o selo a governos e empresas. Na China, o instituto está em processo de acreditação oficial, que garantirá o reconhecimento do BoT pelo governo local.

Cooperação global contra o desmatamento

A parceria entre Brasil e China ocorre em meio ao fortalecimento da cooperação bilateral em mudanças climáticas, que ganhou uma declaração conjunta em 2023. Entre as ações previstas está o combate conjunto ao desmatamento.

Na Europa, o Imaflora trabalha para alinhar o BoT à Lei Antidesmatamento (EUDR), que entra em vigor em 2026, permitindo que a certificação sirva como padrão brasileiro oficial para carne livre de desmatamento.

Adesão e impactos econômicos

No mercado interno, o Imaflora firmou um projeto piloto com uma grande rede varejista que exibirá o selo BoT nas prateleiras, tornando o produto acessível a todos os consumidores. “Queremos que a carne sustentável esteja também nos atacarejos e mercados populares, não apenas nas prateleiras premium”, destacou Piatto.

A certificação não deve gerar custos relevantes aos frigoríficos, já que inicialmente será aplicada às empresas que possuem sistemas de rastreabilidade. Assim, não há expectativa de aumento de preços para o consumidor final.

Atualmente, 30% da carne bovina brasileira é exportada. Os três maiores frigoríficos do país — JBS, MBRF (resultado da fusão BRF + Marfrig) e Minerva Foods — reconhecem o selo, embora ainda não tenham confirmado adesão.
A JBS afirmou cumprir protocolos socioambientais como o Boi na Linha e o Protocolo Voluntário do Cerrado, ambos utilizados como base do BoT.
A Minerva Foods, que tem 60% do faturamento vindo das exportações, declarou estar pronta para atender às exigências da certificação.

Como funciona o selo Beef on Track

O BoT terá quatro níveis de certificação — bronze, prata, ouro e platinum — e avaliará dados da cadeia da pecuária de corte, com foco nos frigoríficos. Serão analisadas evidências de desmatamento ilegal e de criação de gado em áreas protegidas, como terras indígenas, unidades de conservação e territórios quilombolas.

O sistema é baseado em protocolos já existentes, como o Boi na Linha, usado pelo Ministério Público Federal (MPF) para monitorar frigoríficos da Amazônia Legal, e o Protocolo do Cerrado, de adesão voluntária.
A partir de 2026, o Imaflora planeja desenvolver protocolos equivalentes para outros biomas, incluindo Mata Atlântica, Pampas e Caatinga.

Cada planta frigorífica será auditada anualmente, podendo ter níveis de certificação diferentes dentro do mesmo grupo econômico, conforme o grau de conformidade ambiental.

FONTE: Capital Reset
TEXTO: Redação
IMAGEM: Shutterstock

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Comércio Exterior, Tecnologia

Lina: a nova assistente virtual do comércio exterior criada com participação popular

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), apresentou nesta segunda-feira (20) a Lina, uma assistente virtual de comércio exterior criada para simplificar o acesso de cidadãos, empreendedores e empresas a informações oficiais do setor. Nos próximos dias, o público poderá interagir diretamente com a chatbot no site do Siscomex, sistema que integra operações de exportação e importação no Brasil.

Atendimento 24h com base em informações oficiais

Desenvolvida com tecnologia de inteligência artificial, a Lina oferece atendimento contínuo, sem necessidade de login, e respostas fundamentadas em legislação e fontes governamentais. Quando a dúvida exige suporte humano, o sistema encaminha o usuário ao Comex Responde, canal oficial da Secex especializado em atendimento ao comércio exterior.
A proposta é tornar o serviço público mais ágil, transparente e acessível, além de reduzir o volume de demandas repetitivas, modernizando o relacionamento entre governo e sociedade.

Escolha do nome envolveu a participação da população

O nome Lina foi escolhido por meio de uma votação aberta nas redes sociais do MDIC, incluindo Instagram, LinkedIn, X (antigo Twitter), Facebook e YouTube. A campanha registrou 17.077 visualizações, 881 interações, 3.446 impressões e 10.872 contas alcançadas. Entre as quatro opções apresentadas — Tai, Duda, Elisa e Lina — o nome vencedor recebeu 45,7% dos 575 votos válidos.
Em grego, Lina significa “mensageira” ou “portadora de luz”, representando o papel da assistente em “iluminar” o caminho de quem busca compreender o comércio exterior brasileiro.

Interface humanizada e linguagem acessível

Com avatar moderno e acolhedor, Lina foi projetada para transmitir empatia e confiança. Sua comunicação é clara e objetiva, adequada a diferentes perfis de usuários — de iniciantes a profissionais da área. O foco é oferecer orientação precisa e humanizada, baseada em dados oficiais e voltada para facilitar o dia a dia de empresas e empreendedores que atuam no mercado internacional.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Comércio Exterior, Portos

Portonave completa 18 anos como referência em eficiência e sustentabilidade portuária 

A Portonave, primeiro terminal portuário privado de contêineres do Brasil, completou 18 anos no último dia 21 de outubro, consolidada como referência em inovação, eficiência e desenvolvimento logístico. Localizada em Navegantes (SC), já movimentou mais de 14 milhões de contêineres (TEUs) e realizou 10 mil escalas de navios, com média anual de 1,2 milhão de TEUs. Em 2024, alcançou 48% de participação de mercado em Santa Catarina e 13% no país, liderando o ranking nacional de eficiência da ANTAQ, com 118 movimentos por hora (MPH).  

Com 1,3 mil funcionários diretos e 5,5 mil indiretos, figura entre os cinco portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso no Brasil. No acesso terrestre, recebe 2 mil caminhões por dia, com tempo médio de permanência de apenas 26 minutos e mais de 300 mil acessos entre janeiro e setembro de 2025. 

O impacto da Portonave vai além da operação portuária. Desde 2006, quando iniciou suas atividades, a população de Navegantes cresceu de 50 mil para 93 mil habitantes, segundo o IBGE. O município subiu oito posições no PIB catarinense, alcançando a 15ª colocação com R$ 6,1 bilhões, e a arrecadação de ISS chegou a R$ 37 milhões em 2024, representando 42% do total municipal. Esses números refletem o papel transformador da Portonave como motor econômico e social da região. 

Tecnologia e inovação que elevam padrões 

Com foco na modernização da infraestrutura, a Portonave iniciou em 2024 a obra de adequação do cais, um investimento 100% privado de R$ 1 bilhão. O projeto permitirá receber os maiores navios do mundo e instalar o shore power, tecnologia inédita no Brasil que fornecerá energia elétrica às embarcações atracadas, reduzindo emissões de gases poluentes. 

A inovação também marca as operações do terminal. Em 2024, foi adquirida a primeira Reach Stacker 100% elétrica do país, além de dois novos scanners de inspeção de cargas, que aumentam a segurança das operações e da comunidade. Para 2025, estão previstos dois guindastes Ship-to-Shore (STS) e 14 Rubber Tyred Gantry (RTG) para ampliar a capacidade operacional. Outro destaque é a Iceport, única câmara frigorífica dedicada entre os terminais portuários brasileiros, com 50 mil m²16 mil posições pallets e 13 docas, garantindo agilidade no recebimento e expedição de mercadorias. 

Compromisso social e ambiental 

Portonave reforça seu compromisso com a sustentabilidade ambiental e social. Desde 2010, realiza o monitoramento voluntário das emissões de gases de efeito estufa (GEE) e investe continuamente em tecnologias limpas. A companhia eletrificou 18 guindastes e implantou empilhadeiras elétricas, reduzindo em mais de 90% as emissões operacionais. Também aposta em energia solar, com 318 placas fotovoltaicas que já evitaram a emissão de mais de 10 toneladas de gases poluentes, além de contratos que garantem a compensação total das emissões do escopo 2 até 2027. Somando os investimentos, já foram aplicados R$ 472 milhões em gestão ambiental, resultado que rendeu reconhecimentos como o Prêmio Marítimo das Américas e o Selo Diamante do Programa Pró-Clima

No aspecto social, o Instituto Portonave investiu R$ 10,5 milhões em 2024, beneficiando mais de 138 mil pessoas em programas de formação, inclusão e cultura. Iniciativas como o Embarca AíBrigada MirimSurf sem Limites e Musicalizando nas Escolas fortalecem a educação e o desenvolvimento comunitário. A empresa também atua na preservação ambiental e valorização do patrimônio local, com ações como a proteção das corujas-buraqueiras, a revitalização da Gruta Nossa Senhora de Guadalupe e a criação do Parque das Pedreiras, o primeiro mirante turístico de Navegantes (SC). Essas práticas reforçam a liderança da Portonave em responsabilidade socioambiental e seu papel no desenvolvimento sustentável do litoral catarinense

RêConecta News parabeniza a Portonave pelos seus 18 anos de excelência, inovação e compromisso com o desenvolvimento sustentável. Uma trajetória que inspira o setor portuário brasileiro e reforça o impacto positivo da empresa em Navegantes e em todo o país. 

FONTE: ASSESSORIA DE IMPRENSA PORTONAVE 
TEXTO: REDAÇÃO 
IMAGENS: DIVULGAÇÃO PORTONAVE 

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Comércio Exterior

ApexBrasil aprimora Mapa de Oportunidades e amplia chances de exportação para 175 países

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Atração de Investimentos (ApexBrasil) lançou uma atualização do Mapa de Oportunidades de Exportações Brasileiras para o Mundo, plataforma de inteligência comercial que reúne dados estratégicos sobre exportações, tarifas e acesso a mercados. O objetivo é ajudar empresários a identificar novos destinos potenciais para seus produtos e planejar a inserção internacional de forma mais eficiente.

Criado em 2015, o Mapa de Oportunidades ganhou um design interativo e filtros inteligentes, permitindo análises detalhadas sobre mercados promissores e setores com maior demanda global. A nova versão destaca 45 mil oportunidades de exportação para 175 países, consolidando-se como uma ferramenta essencial para quem busca diversificar mercados e aumentar a competitividade no comércio exterior.

América do Sul e União Europeia concentram as principais oportunidades

Segundo a ApexBrasil, a América do Sul concentra cerca de 14 mil oportunidades, com importações totais de US$ 231 bilhões em 2024. Entre os principais destinos estão Argentina (1.960 oportunidades e US$ 44,6 bilhões), Paraguai (2.056 e US$ 13 bilhões) e Chile (1.731 e US$ 49,8 bilhões).

Na União Europeia, o estudo identificou 6.700 oportunidades, totalizando US$ 771 bilhões. Os destaques são Espanha (416 e US$ 77,2 bilhões), Alemanha (384 e US$ 151,8 bilhões) e França (374 e US$ 107,3 bilhões). Já a China reúne 385 oportunidades de exportação, com importações globais de US$ 811,7 bilhões.

Entre os setores mais promissores estão Máquinas e equipamentos de transporte (9.931 oportunidades e US$ 735,6 bilhões) e Produtos alimentícios e animais vivos (7.133 oportunidades e US$ 439,5 bilhões).

Ferramenta orienta exportadores na tomada de decisão

O Mapa de Oportunidades da ApexBrasil permite ao usuário analisar o desempenho das exportações brasileiras e identificar mercados que já importam produtos similares, informando valores, fornecedores e nível de competitividade do Brasil. A ferramenta cruza dados de oferta e demanda para indicar mercados com potencial de abertura, consolidação, manutenção ou recuperação, conforme o histórico de importações.

O sistema também aponta os principais concorrentes internacionais e a participação brasileira nas importações de cada país, facilitando o planejamento estratégico das empresas exportadoras.

Diversificação de mercados: estratégia essencial para o crescimento sustentável

A diversificação de mercados é considerada fundamental para reduzir riscos e fortalecer a competitividade das empresas brasileiras. Em um cenário global marcado por instabilidades geopolíticas, variações cambiais e mudanças nos padrões de consumo, depender de poucos parceiros comerciais pode comprometer o crescimento sustentável.

Por isso, a Gerência de Inteligência de Mercado da ApexBrasil investe em estudos e ferramentas de apoio estratégico. O Mapa de Oportunidades se destaca como um instrumento acessível e atualizado, disponível no portal da ApexBrasil, permitindo análises por grupos de produtos e países.

Em complemento, a agência lançou em 2025 o Estudo de Diversificação por Estados, que avalia o grau de concentração das exportações estaduais para os Estados Unidos e propõe ações para ampliar a presença internacional dos setores produtivos locais.

FONTE: ApexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ApexBrasil

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Comércio Exterior

Governo zera imposto de importação para medicamentos e produtos alimentícios especiais

O Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) anunciou nesta segunda-feira (20/10) uma série de decisões voltadas à proteção da indústria nacional e à redução de tarifas de importação sobre diversos itens.

Entre as medidas, o Gecex zerou as alíquotas de importação – ou renovou a isenção já existente – para 43 produtos, incluindo medicamentos usados no tratamento de câncer e psoríase. A decisão também abrange 23 preparações alimentícias especiais, voltadas a dietas específicas de lactantes, crianças e adultos com condições clínicas diferenciadas.

Medidas de defesa comercial contra importações da China, Alemanha e EUA

No campo da defesa comercial, o comitê aprovou a aplicação e renovação de medidas antidumping para conter a entrada de produtos a preços desleais no mercado brasileiro. As ações atingem itens originários da China, como escovas de cabelo, pigmentos de dióxido de titânio, cadeados e fios de náilon.

Além disso, foi mantida uma medida contra etanolaminas — especificamente monoetanolaminas e trietanolaminas — provenientes da Alemanha e dos Estados Unidos.

Ajustes temporários em tarifas por desequilíbrios comerciais

O Gecex também incluiu cinco novos produtos na lista de elevações tarifárias temporárias por Desequilíbrios Comerciais e Conjunturais (DCC). A iniciativa atende pedidos de setores industriais como o de papel, siderurgia e químicos, que alegam impactos negativos causados por importações em condições desvantajosas.

A 230ª Reunião Ordinária do Gecex teve sua íntegra encaminhada para publicação na página oficial da Camex.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Comércio Exterior

Brasil ganha novo aliado na Europa após conflito comercial com os EUA

O recente conflito comercial entre Brasil e Estados Unidos, desencadeado pelo aumento das tarifas americanas sobre o café brasileiro, está redesenhando o cenário global de exportações do grão. Em agosto, as vendas externas do Brasil caíram 17,5% em comparação ao mesmo mês de 2024, mas o país conquistou um novo parceiro estratégico: a Alemanha, que ultrapassou os EUA como principal comprador do café nacional.

Alemanha assume liderança nas importações

De acordo com dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), os Estados Unidos importaram 301 mil sacas de café em agosto, 46% menos que no mesmo período do ano anterior. A Alemanha, por sua vez, adquiriu 414 mil sacas, consolidando-se como o maior destino mensal do produto brasileiro.

“Os americanos deixaram de ser nossos maiores compradores em agosto, descendo para o segundo lugar. Essa queda já reflete o impacto das tarifas impostas”, explica Márcio Ferreira, presidente do Cecafé. Ele ressalta que, apesar dos EUA ainda liderarem o acumulado anual, a tendência é que haja maior diversificação de destinos nos próximos meses.

Colômbia surpreende com alta nas compras

Contrariando a tendência de queda dos EUA, a Colômbia — tradicional concorrente do Brasil na exportação de café — ampliou significativamente suas aquisições do grão brasileiro. O volume comprado passou de 16 mil para 112 mil sacas de 60 kg, um aumento de 578% em relação a agosto de 2024.

O crescimento expressivo se deve à necessidade do país de suprir o mercado interno e reexportar parte do café, aproveitando o regime de drawback, que oferece benefícios fiscais para importações destinadas à produção de produtos exportáveis.

Tarifaço provoca volatilidade no mercado global

Segundo Márcio Ferreira, o aumento tarifário imposto pelos EUA gerou forte volatilidade nos preços internacionais, em um cenário já pressionado pela oferta limitada e por safras afetadas por condições climáticas adversas.

“Os fundamentos já apontavam alta, mas as tarifas desorganizaram o mercado e abriram espaço para movimentos especulativos”, afirma Ferreira. Apesar da queda nas exportações em agosto, o setor mostra sinais de recuperação: em setembro, os embarques somaram 3,75 milhões de sacas, representando uma redução menor, de 18,4%, em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Europa e Ásia se consolidam como novos mercados

Marcos Matos, diretor-executivo do Cecafé, destaca a importância da expansão para novos destinos. Além da Alemanha, países como Itália, Japão, China, Rússia e Turquia vêm ampliando sua participação nas importações de café brasileiro.

“Há uma grande realocação. Menor disponibilidade eleva o preço, mas também diversifica nossos mercados. Os países europeus e asiáticos estão garantindo seus estoques e aumentando a demanda por café do Brasil”, afirma Matos.

FONTE: Diário do Comércio
TEXTO: Redação
IMAGEM: iStock

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Comércio Exterior

Balança Comercial Tem Superávit de US$ 1,1 Bi na 3ª Semana de Outubro de 2025

Exportações e importações mantêm ritmo positivo e saldo comercial segue em alta

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,1 bilhão na terceira semana de outubro de 2025, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No período, a corrente de comércio — soma de exportações e importações — totalizou US$ 13,1 bilhões, com exportações de US$ 7,1 bilhões e importações de US$ 6 bilhões.

Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês

Acumulado do mês mostra saldo positivo

No acumulado de outubro até a terceira semana, o Brasil exportou US$ 18,4 bilhões e importou US$ 15,1 bilhões, gerando um superávit de US$ 3,3 bilhões. A corrente de comércio mensal soma US$ 33,44 bilhões, mantendo um bom desempenho nas trocas internacionais.

Resultado no ano segue em crescimento

Entre janeiro e outubro de 2025, as exportações brasileiras alcançaram US$ 276,1 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 227,4 bilhões, resultando em um superávit acumulado de US$ 48,8 bilhões. A corrente de comércio anual chegou a US$ 503,5 bilhões, indicando um avanço sólido no comércio exterior do país.

Comparação com outubro de 2024

Ao comparar as médias diárias até a terceira semana de outubro de 2025 com as do mesmo mês em 2024, observa-se:

  • Exportações: aumento de 6,0%, passando de US$ 1,331 bilhão para US$ 1,411 bilhão;
  • Importações: crescimento de 1,1%, subindo de US$ 1,145 bilhão para US$ 1,157 bilhão.

A média diária da corrente de comércio no período foi de US$ 2,57 bilhões, com superávit médio diário de US$ 253,67 milhões. Em relação ao mesmo período de 2024, a corrente de comércio registrou alta de 3,7%.

Desempenho por setor

Exportações por setor, na média diária, até a terceira semana de outubro de 2025 em comparação com o mesmo período de 2024:

  • Agropecuária: crescimento de 12,7% (aumento de US$ 32,54 milhões);
  • Indústria Extrativa: alta de 23,4% (mais US$ 67,24 milhões);
  • Indústria de Transformação: queda de 2,5% (redução de US$ 19,57 milhões).

Importações por setor, também na média diária:

  • Indústria de Transformação: crescimento de 2,6% (acréscimo de US$ 27,01 milhões);
  • Agropecuária: leve queda de 0,5% (menos US$ 0,11 milhão);
  • Indústria Extrativa: retração de 22% (redução de US$ 15,38 milhões).

Esses dados refletem um cenário de balança comercial favorável, impulsionado por setores estratégicos como a agropecuária e a indústria extrativa, apesar da queda nas exportações da indústria de transformação.

FONTE: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).
TEXTO: Redação

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Comércio Exterior

Trump deve anunciar novas tarifas contra a Colômbia nesta segunda-feira

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou que seu governo planeja aplicar novas tarifas comerciais contra a Colômbia, aumentando a tensão entre os dois países. O anúncio está previsto para esta segunda-feira (20).

Motivo das tarifas: combate ao tráfico de drogas

A declaração ocorre após o senador republicano Lindsey Graham afirmar nas redes sociais que Trump anunciaria “grandes tarifas” devido ao suposto envolvimento da Colômbia com o tráfico de drogas.

Trump confirmou a intenção à imprensa durante viagem a Washington, dizendo: “Li a declaração do senador Graham e está correta. Estive com ele hoje e anunciamos a tarifa amanhã”.

O presidente destacou que a suspensão de ajuda financeira à Colômbia, anunciada no domingo anterior, não prejudica os esforços para combater as drogas. Segundo ele, o país estaria envolvido na produção e refino de cocaína.

Críticas à gestão colombiana

Trump afirmou: “Eles não lutam contra as drogas. Eles fabricam drogas. Eles refinam drogas. Eles produzem cocaína. Eles têm fábricas de cocaína”.

Ele acrescentou que, devido à postura do governo colombiano, todos os pagamentos dos Estados Unidos à Colômbia estão suspensos. “A Colômbia está fora de controle e agora eles têm o pior presidente que já tiveram”, completou.

O anúncio oficial das tarifas deve ocorrer ainda nesta segunda-feira, marcando mais um episódio na relação econômica e diplomática entre os dois países.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gabriel Kotico/ Divulgação Casa Branca

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Comércio Exterior

Brasil perde posições no ranking global de superávits comerciais com queda nas commodities

O Brasil caiu da quinta para a nona colocação no ranking mundial de superávits comerciais no primeiro semestre de 2025, segundo levantamento do Valor Econômico. O resultado reflete o impacto da valorização do real frente ao dólar, a desaceleração do comércio internacional e a queda dos preços das commodities.

Desempenho global e retração brasileira

Entre janeiro e junho de 2024, o país ficava atrás apenas de China, Alemanha, Holanda e Irlanda. Neste ano, Taiwan, Suíça, Noruega e Singapura ultrapassaram o Brasil, que apresentou uma redução de 28% no superávit, enquanto a Alemanha teve queda de 21,4%.
A China manteve a liderança global, com superávit de US$ 574 bilhões, alta de 32,7% sobre 2024, impulsionada pelo crescimento de 7% nas exportações e queda de 6% nas importações.

Segundo especialistas, o recuo brasileiro foi causado pela redução dos preços médios de produtos como soja, petróleo e minério de ferro, além do crescimento das importações, que surpreendeu analistas.

Projeções indicam superávit mais fraco, mas ainda sólido

Levantamento do Valor Data aponta que o Brasil deve fechar 2025 com superávit de US$ 62,5 bilhões. O Banco Central, por meio do Boletim Focus, prevê US$ 62 bilhões, enquanto o governo federal projeta US$ 60,9 bilhões.
Apesar do resultado positivo, economistas alertam que a estrutura atual da balança comercial deixa o país mais vulnerável a oscilações externas.

Os dados, obtidos junto ao Trademap, mostram que entre os 20 maiores superávits do mundo, o Brasil registrou a maior retração, seguido por Austrália (-22,8%) e Alemanha.

Exportações estagnadas e importações em alta

De acordo com José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), o superávit de janeiro a junho caiu de US$ 41,6 bilhões em 2024 para US$ 29,8 bilhões em 2025.
As exportações cresceram apenas 1%, enquanto as importações avançaram 15%, puxadas por bens intermediários e de capital — insumos ligados à produção industrial.

A soja, o petróleo e o minério de ferro — que juntos representam 30% das exportações brasileiras — registraram quedas expressivas nos preços: -10%, -6,7% e -20,4%, respectivamente.

Café e carne bovina sustentam parte do saldo comercial

A retração maior foi evitada graças ao desempenho de café e carne bovina.
O café não torrado teve alta de 78,7% nos preços, elevando em 47,4% a receita de exportação. Já a carne bovina cresceu 13% em preços e 27,7% em faturamento, compensando parte das perdas nas vendas aos Estados Unidos, afetadas por novas tarifas.

Dependência de commodities preocupa especialistas

Para Ariane Benedito, economista-chefe do PicPay, a dependência do Brasil em commodities torna o país mais sensível à volatilidade dos preços internacionais. Mesmo com volumes exportados em alta, as receitas diminuem.
Na China, observa ela, a concentração em produtos de maior valor agregado reduz esse impacto.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC) apontam que o volume exportado pelo Brasil entre janeiro e setembro aumentou 3,6% sobre 2024 — o maior desde 2006.

O economista André Valério, do Banco Inter, ressalta que o país está retornando aos níveis de superávit pré-2023, quando o recorde de US$ 99 bilhões foi impulsionado pelos altos preços do petróleo no pós-pandemia. Desde o fim de 2023, no entanto, o barril subiu apenas 1,7%.

Importações indicam economia interna mais aquecida

Mesmo com a redução do saldo, Benedito avalia que o movimento reflete uma economia doméstica mais ativa.

“O país está importando mais porque a produção e o consumo estão fortes. É um sinal de resiliência, não de fragilidade”, explica.

Ela projeta superávit de US$ 65 bilhões em 2025, sustentado por exportações para China e Argentina, mesmo com queda nas vendas aos EUA.
A economista prevê crescimento do PIB de 2,2% e Selic em 12,5% até o fim de 2026, com possibilidade de cortes posteriores.

Lívio Ribeiro, sócio da BRCG e pesquisador do FGV Ibre, estima Selic de 13,25% em 2026, o que deve conter investimentos e importações. Ele lembra que o Brasil importou duas plataformas de petróleo em 2025, evento considerado atípico, e espera apenas uma nova importação em 2026.

“O desafio será avaliar como a economia reagirá aos estímulos de renda e ao comportamento das importações de bens de consumo”, destaca Ribeiro.

Segundo o economista, o superávit comercial brasileiro deve alcançar US$ 61 bilhões em 2025 e cair para US$ 55 bilhões em 2026, com exportações estáveis e importações levemente maiores.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Washington Alves/Valor

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