Comércio Exterior

Exportações de Santa Catarina crescem 4,4% em 2025 e atingem maior valor da história

Com o aumento, Santa Catarina alcançou o maior faturamento da história com exportações, somando US$ 12,19 bilhões

Santa Catarina encerrou o ano de 2025 com alta de 4,4% no faturamento com exportações, conforme dados do governo federal divulgados nesta terça-feira, 6. O percentual representa o salto de US$ 11,67 bilhões registrados em 2024 para US$ 12,19 bilhões em 2025. Ou seja, um acréscimo de cerca de US$ 516 milhões. Com o aumento, Santa Catarina alcançou o maior faturamento da história com exportações, mesmo com cenário adverso a nível internacional.

Entre as exportações catarinenses, o destaque é o setor do agronegócio. A carne de frango lidera, com US$ 2,44 bilhões exportados entre janeiro e dezembro. Na sequência aparece a carne suína, com US$ 1,85 bilhão faturado. Em seguida estão soja, com US$ 659 milhões; motores e geradores elétricos, com US$ 620 milhões; e partes e peças de motores de pistão, com US$ 382 milhões.

Para o governador Jorginho Mello, o resultado é uma conquista que deve ser comemorada. “O ano de 2025 trouxe inúmeros desafios que soubemos superar. Somos um estado que pula o Brasil. A economia de Santa Catarina cresceu acima da média nacional e conseguiu ampliar o faturamento com as exportações. Esse desempenho é fruto de um povo trabalhador e de empresas que produzem com excelência, conquistando mercados internacionais e dos mais exigentes”, ressalta.

Estados Unidos e China entre os principais destinos

Os Estados Unidos seguem como o maior comprador dos produtos catarinenses. Em 2025 foram US$ 1,47 bilhão em produtos, principalmente madeira, motores e geradores elétricos, bem como partes de motores de pistão. Em segundo lugar está a China, que comprou US$ 1,2 bilhão de Santa Catarina, com destaque para soja e carnes suína e de frango.

Entre os principais destinos dos produtos catarinenses também estão países da América Latina. A Argentina, com US$ 889,3 milhões, é o terceiro maior comprador, e em seguida está o México, com US$ 782,4 milhões. O Japão e o Chile aparecem na sequência, com US$ 688,6 milhões e US$ 635,2 milhões, respectivamente.

“Santa Catarina exportou para mais de 200 destinos durante o ano de 2025, o que reforça a qualidade e a capacidade produtiva do nosso estado. Importante ressaltar que o governador Jorginho Mello está realizando investimentos históricos nos portos e aeroportos catarinenses, e isso faz a diferença para qualificar e ampliar a nossa logística”, destaca o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck.

Importações somam US$ 33,9 bilhões em 2025

Destaque nacional pela eficiência de seus portos, Santa Catarina registrou US$ 33,9 bilhões em importações durante o ano de 2025. O valor é resultado de uma alta de 0,6% em relação a 2024, quando as importações alcançaram US$ 33,7 bilhões.

Os principais produtos importados pelo estado em 2025 foram cobre (US$ 1,2 bilhão), partes e acessórios de veículos (US$ 965 milhões), e polímeros de etileno (US$ 684 milhões). Também tiveram grande participação os pneus de borracha (US$ 684 milhões) e adubos (US$ 663 milhões).

“Santa Catarina é a porta de entrada para muitos produtos que chegam ao Brasil graças à nossa eficiência logística e destaque econômico. Além disso, muitos desses itens são matérias-primas para nossa indústria, que aqui no estado vão ganhar valor e voltar a girar a economia”, complementou o secretário Silvio Dreveck.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Ricardo Wolffenbuttel/Arquivo/Secom

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Comércio Exterior

Acordo UE-Mercosul ganha fôlego com apoio da Itália e pressão geopolítica internacional

A mudança de posição da Itália em favor da assinatura do acordo entre a União Europeia e o Mercosul pode destravar, finalmente, a conclusão de um tratado negociado há mais de duas décadas. A informação, divulgada pela Bloomberg, surge em um momento de crescente instabilidade internacional e reforça a leitura de especialistas de que o cenário geopolítico atual passou a favorecer o avanço do pacto comercial.

Além do reposicionamento italiano, analistas apontam que a atuação mais dura dos Estados Unidos na América do Sul, especialmente após ações do governo Donald Trump contra a Venezuela, tem acelerado a busca europeia por parceiros considerados mais previsíveis.

Pressão dos EUA aproxima Europa e Mercosul

Consultores em comércio exterior e direito internacional avaliam que o endurecimento da política externa americana acaba funcionando como um fator de aproximação entre europeus e sul-americanos. Em um ambiente global marcado por incertezas, a UE tende a fortalecer relações com regiões onde há maior estabilidade institucional e histórica cooperação econômica.

Nesse contexto, o Mercosul, formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, surge como um parceiro estratégico, sobretudo diante da crescente influência da China na região, tanto como fornecedora de produtos industriais quanto como grande compradora de commodities.

Itália recua após pressão interna na UE

Para Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior do Brasil e sócio da consultoria BMJ, o apoio italiano representa um avanço relevante e reflete pressões internas dentro da própria União Europeia, que cobrava uma definição após sucessivos adiamentos liderados por Roma.

Segundo ele, o movimento também indica que a UE percebe estar perdendo espaço na América Latina e vê no acordo UE-Mercosul uma oportunidade de recuperar influência. A conjuntura envolvendo a Venezuela, afirma Barral, pode ter pesado nessa avaliação estratégica.

Acordo amplia projeção global da União Europeia

Na avaliação de Marcos Jank, professor e pesquisador sênior de agronegócio global no Insper, a assinatura do tratado ajudaria a União Europeia a manter relevância fora do continente em um mundo cada vez mais fragmentado e competitivo.

Ele destaca que o discurso recente dos Estados Unidos, ao tratar a América Latina como área de influência direta de Washington, tende a empurrar a Europa para mais perto do Mercosul, reforçando laços históricos e econômicos.

Jank ressalta ainda que, diferentemente da relação com a China, marcada por disputas hegemônicas explícitas, o acordo com o Mercosul é mais previsível, fruto de negociações longas e transparentes.

“Muito vantajoso para a Europa”, dizem diplomatas

Para Roberto Jaguaribe, conselheiro do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) e ex-embaixador do Brasil na Alemanha, a instabilidade do sistema internacional já vinha estimulando a Europa a buscar parceiros confiáveis, e a ofensiva americana contra a Venezuela apenas reforçou essa necessidade.

No caso italiano, Jaguaribe avalia que a primeira-ministra Giorgia Meloni sempre reconheceu a importância do acordo, mas adotou inicialmente uma postura cautelosa para administrar resistências internas e ampliar seu espaço de negociação política dentro da UE.

Segundo o diplomata, o acordo é estratégico porque oferece à Europa uma vantagem competitiva rara frente a potências como Estados Unidos e China, que não têm acesso ao mercado do Mercosul nas mesmas condições.

Jaguaribe afirma ainda que o movimento italiano tende a favorecer uma decisão mais pragmática dentro do bloco europeu, em um momento em que a UE enfrenta dificuldades para sustentar posições tradicionais no campo do direito internacional.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Nicolas Tucat/AFP

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Comércio Exterior

Acordo Mercosul-União Europeia avança e deve impulsionar comércio exterior, afirma Alckmin

Ao apresentar os resultados recordes da balança comercial de 2025, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (06/01) que o acordo Mercosul-União Europeia está em fase avançada. Segundo ele, a ampliação de acordos comerciais é estratégica para fortalecer o comércio exterior brasileiro em um cenário global instável.

Negociação histórica em fase avançada

De acordo com Alckmin, o tratado entre Mercosul e União Europeia, negociado há mais de duas décadas, caminha para a conclusão. O ministro destacou a relevância do acordo em um contexto marcado por conflitos geopolíticos, protecionismo e tensões comerciais.

“Estamos otimistas. Será um acordo fundamental para o Mercosul, para a União Europeia e para o comércio global. Em um momento de instabilidade internacional, poderá se tornar o maior acordo do mundo”, afirmou.

Acordos recentes ampliam presença do Mercosul

O ministro também lembrou avanços recentes do bloco sul-americano em outras frentes. Entre eles, o acordo firmado com Singapura, em 2023 — um dos principais destinos das exportações brasileiras — e o tratado com a EFTA, concluído em 2025, que reúne países com algumas das maiores rendas per capita do mundo, como Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

Segundo Alckmin, o fortalecimento das relações comerciais traz ganhos diretos para a economia. “Quando o comércio global cresce, quem ganha é a sociedade”, afirmou, ao comentar o recorde de US$ 349 bilhões em exportações registrado em 2025.

Novas negociações e relações bilaterais

Além dos acordos já firmados, o Brasil mantém negociações para novos tratados de livre-comércio, incluindo Canadá e Emirados Árabes Unidos. Também estão em andamento conversas com Índia e México para ampliar acordos de preferências tarifárias.

Questionado sobre a relação comercial com a Venezuela, no contexto de medidas adotadas pelos Estados Unidos, Alckmin ressaltou que o intercâmbio bilateral é limitado, somando cerca de US$ 1,2 bilhão em 2025. Ele lembrou ainda que o país vizinho já representou 12% do PIB da América do Sul nos anos 1970, participação hoje reduzida para cerca de 2%.

Medidas para fortalecer o comércio exterior

Durante a coletiva, Alckmin destacou ações do governo voltadas à desburocratização do comércio exterior e à ampliação da corrente de comércio. Um dos principais instrumentos citados foi o Portal Único de Comércio Exterior, que integra serviços de órgãos como Anvisa, Ibama e os ministérios da Agricultura e da Saúde.

Segundo o ministro, a ferramenta já conta com 80% de migração concluída e deve atingir 100% até setembro, com potencial de gerar economia de até R$ 40 bilhões e reduzir em 50% as operações de importação que exigem licenciamento.

Incentivos e reforma tributária

Entre outras iniciativas, Alckmin mencionou o programa Acredita no Brasil, que permite a micro e pequenas empresas recuperar parte dos tributos pagos na cadeia produtiva de bens exportados.

O ministro também destacou a Reforma Tributária como elemento central para melhorar o ambiente de negócios. Segundo ele, a adoção do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) elimina tributos embutidos nas exportações e investimentos. Estudos do Ipea indicam que, em 15 anos, a reforma pode elevar os investimentos em 14% e as exportações em 17%.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Júlio César Silva/MDIC

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Comércio Exterior

Balança comercial registra recorde em dezembro, mas superávit cai em 2025

A balança comercial brasileira encerrou 2025 com saldo positivo de US$ 68,293 bilhões. Apesar de ser o melhor resultado já registrado para um mês de dezembro desde o início da série histórica, em 1989, o superávit anual ficou 7,9% abaixo do apurado em 2024. O desempenho foi impactado principalmente pelo avanço das importações e pela queda nos preços das commodities, como o petróleo.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Mesmo com a retração, o resultado de 2025 representa o terceiro maior superávit da história do comércio exterior brasileiro.

Histórico recente da balança comercial

Os maiores saldos já registrados ocorreram em:

  • 2023: superávit de US$ 98,903 bilhões
  • 2024: superávit de US$ 74,177 bilhões

Em 2025, tanto as exportações brasileiras quanto as importações alcançaram níveis recordes.

Exportações e importações batem recorde

Mesmo diante do aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos e da desvalorização de commodities no mercado internacional, as exportações somaram US$ 348,676 bilhões, crescimento de 3,5% em relação a 2024.

As importações, impulsionadas pela expansão da economia interna, avançaram em ritmo mais acelerado e totalizaram US$ 280,382 bilhões, alta de 6,7% no mesmo período.

Projeções oficiais foram superadas

O saldo final ficou acima das expectativas do governo. A projeção inicial do Mdic apontava superávit de US$ 60,9 bilhões em 2025, com exportações estimadas em US$ 344,9 bilhões.

As importações, por outro lado, ficaram abaixo da previsão de US$ 284 bilhões, o que contribuiu para um resultado comercial melhor do que o esperado no fechamento do ano.

Resiliência do comércio exterior brasileiro

Durante entrevista coletiva, o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin destacou o desempenho do comércio exterior do Brasil, mesmo em um cenário internacional adverso.

Segundo ele, o volume exportado cresceu 5,7% em 2025, enquanto o comércio global avançou 2,4%. O resultado, de acordo com o ministro, evidencia a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.

Dezembro tem melhor resultado da série histórica

Somente em dezembro, a balança comercial registrou superávit de US$ 9,633 bilhões, alta de 107,8% na comparação com o mesmo mês de 2024. O valor superou o recorde anterior, de dezembro de 2023.

No mês, os números foram:

  • Exportações: US$ 31,038 bilhões, alta de 24,7%
  • Importações: US$ 21,405 bilhões, crescimento de 5,7%

Desempenho por setores

Em dezembro, as exportações cresceram em todos os segmentos da economia:

  • Agropecuária: +43,5%, com aumento de 35,2% no volume e 6,7% no preço médio
  • Indústria extrativa: +53%, com alta de 58,1% no volume e queda de 3,2% nos preços
  • Indústria de transformação: +11%, com avanço de 14,9% no volume e retração de 4,2% no preço médio

Produtos que impulsionaram as exportações

Entre os principais destaques do mês estão:

  • Agropecuária: soja (+73,9%), café não torrado (+52,9%) e milho não moído (+46%)
  • Indústria extrativa: petróleo bruto (+74%) e minério de ferro (+33,7%)
  • Indústria de transformação: carne bovina (+70,5%) e ouro não monetário (+88,7%)

No caso do petróleo, a retomada das atividades das plataformas após manutenção programada em novembro foi decisiva para o crescimento.

Importações acompanham retomada econômica

O aumento das importações reflete a recuperação da atividade econômica, com maior consumo e expansão dos investimentos. Entre os principais produtos importados em dezembro estão:

  • Agropecuária: soja (+4.979,1%) e trigo e centeio não moídos (+24,6%)
  • Indústria extrativa: fertilizantes brutos (+222,4%) e carvão não aglomerado (+26,3%)
  • Indústria de transformação: combustíveis (+42,9%) e medicamentos, inclusive veterinários (+47,7%)

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: © Petrobras/Divulgação

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Comércio Exterior

Superávit comercial do Brasil atinge US$ 68,3 bilhões em 2025 e governo projeta até US$ 90 bilhões em 2026

O superávit comercial do Brasil em 2025 alcançou US$ 68,293 bilhões, consolidando o terceiro melhor resultado anual da série histórica. O desempenho foi impulsionado por exportações recordes e por um avanço mais intenso das importações, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Além do balanço de 2025, o governo federal apresentou as projeções para a balança comercial em 2026, estimando um saldo positivo que pode variar entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões.

Projeções para exportações e importações em 2026

De acordo com o MDIC, o próximo ano deve ser encerrado com exportações brasileiras entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões. Já as importações estão projetadas na faixa de US$ 270 bilhões a US$ 290 bilhões, cenário que sustenta a expectativa de manutenção de um superávit elevado.

O resultado de 2025 superou as previsões oficiais. Em outubro, o ministério estimava um saldo positivo de US$ 60,9 bilhões, valor inferior ao efetivamente registrado.

Exportações e importações batem recorde em 2025

O desempenho da balança comercial brasileira em 2025 foi marcado por US$ 348,7 bilhões em exportações, o maior valor já registrado, e por US$ 280,4 bilhões em importações, também em nível histórico.

As vendas externas cresceram 3,5% em relação a 2024, impulsionadas principalmente pelo aumento do volume embarcado, mesmo diante da queda nos preços médios. As importações avançaram ainda mais, com alta de 6,7% na comparação anual.

Tarifas dos EUA impactam comércio bilateral

O comércio com os Estados Unidos foi afetado pelo aumento de tarifas imposto em agosto do ano passado. Segundo o MDIC, as exportações brasileiras para os EUA recuaram 6,6% em 2025, reduzindo a participação do país no total exportado de 12,0% para 10,8%.

A tarifa de 50% sobre produtos brasileiros levou o governo a adotar medidas emergenciais, como linhas de crédito e alívio tributário. Ao longo do ano, negociações resultaram na ampliação das exceções à tarifa, mas, em novembro, cerca de 22% das exportações para os EUA ainda estavam sujeitas à sobretaxa.

China amplia participação nas exportações brasileiras

Em sentido oposto, as exportações para a China registraram crescimento de 6% em 2025. Com isso, o país asiático passou a responder por 28,7% das vendas externas do Brasil, ante 28,0% no ano anterior, mantendo-se como o principal destino das exportações brasileiras.

Agropecuária lidera crescimento por setor

Na análise setorial, a agropecuária apresentou o maior avanço nas exportações, com alta de 7,1%, seguida pela indústria de transformação, que cresceu 3,8%. Já a indústria extrativa registrou retração de 0,7% no período.

Resultado de dezembro reforça saldo positivo

O superávit anual foi reforçado pelo desempenho de dezembro, quando a balança comercial registrou saldo positivo de US$ 9,633 bilhões. No mês, as exportações somaram US$ 31,037 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 21,405 bilhões.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Jorge Silva

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Comércio Exterior

Maersk mantém operações limitadas na Venezuela após crise política e captura de Maduro

Atuação da Maersk na Venezuela passa a ser condicionada à segurança e às sanções internacionais
A Maersk informou que segue operando na Venezuela, porém de forma restrita e condicionada, após a captura do presidente Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos em 3 de janeiro de 2026. A prisão ocorreu durante uma operação militar de grande escala em Caracas, que agravou o cenário de instabilidade no país.

Em comunicado, a companhia destacou que mantém atividades apenas onde há condições seguras e alinhadas às sanções internacionais e às normas regulatórias em vigor. Segundo a empresa, o monitoramento da situação é contínuo, com foco nas operações logísticas, na segurança e nas atualizações regulatórias.

Escritórios fechados e atendimento remoto ativo
A empresa de navegação informou que seus escritórios na Venezuela estão temporariamente fechados. Apesar disso, garantiu que suas equipes permanecem acessíveis por e-mail, telefone e canais digitais, como o LiveChat, assegurando o suporte aos clientes.

De acordo com a Maersk, as prioridades neste momento são a segurança dos colaboradores, a continuidade dos serviços e o cumprimento integral das normas internacionais. As operações seguem ativas enquanto as condições locais permitirem.

Monitoramento constante e comunicação com clientes
A companhia reforçou que, caso ocorram mudanças que impactem cargas ou serviços, os clientes serão informados imediatamente por meio dos canais oficiais da Maersk. O objetivo, segundo a empresa, é garantir previsibilidade e transparência em um ambiente de elevada incerteza.

Instabilidade política afeta logística e comércio exterior
O anúncio ocorre em um contexto de instabilidade política e econômica na Venezuela, intensificado após a captura de Maduro. A ação militar, que incluiu bombardeios estratégicos em Caracas, resultou em um vácuo de poder e abriu um período de transição ainda indefinido.

Paralelamente, sanções internacionais e o embargo ao petróleo seguem impactando diretamente o comércio exterior, a logística portuária e as cadeias de suprimentos que operam no país.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Comércio Exterior

Tarifas do México sobre produtos brasileiros elevam risco de nova guerra comercial global

Novas tarifas mexicanas entram em vigor e atingem exportações do Brasil
O Brasil inicia 2026 enfrentando um novo obstáculo no comércio exterior. Após conseguir exceções parciais às amplas tarifas impostas pelos Estados Unidos em 2025, o país agora passa a lidar com tarifas do México que podem chegar a 35% sobre produtos importados. A medida entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026, depois de ter sido apresentada pelo governo mexicano em setembro do ano passado e aprovada pelo Congresso em dezembro.

As novas alíquotas atingem países que não mantêm acordos de livre comércio com o México, entre eles o Brasil. Segundo estimativas preliminares da Confederação Nacional da Indústria, o impacto pode alcançar US$ 1,7 bilhão em exportações brasileiras, o equivalente a 14,7% do total vendido ao mercado mexicano em 2024.

México é parceiro relevante, mas efeito pode ir além do comércio bilateral
O México foi o sétimo maior destino das exportações brasileiras em 2024 e passou à sexta posição até novembro de 2025, com vendas de US$ 7,1 bilhões. Mais do que afetar um parceiro estratégico, especialistas alertam que a decisão mexicana pode abrir espaço para uma escalada de medidas protecionistas em escala global, com reflexos sobre custos, fluxos comerciais e relações diplomáticas.

O governo do México afirma que as tarifas têm como objetivo fortalecer a produção local e preservar cerca de 350 mil empregos em setores considerados sensíveis, como calçados, têxteis, vestuário, siderurgia e indústria automotiva.

Brasil está entre os países mais impactados pela medida
Estudo da CNI indica que a China deve ser o país mais afetado, seguida por outras economias asiáticas como Coreia do Sul, Índia e Tailândia. O Brasil aparece como o quinto mais impactado, com 232 produtos potencialmente atingidos pelas novas tarifas.

Em nota, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços informou que mantém diálogo com as autoridades mexicanas desde a aprovação da medida, buscando avaliar e mitigar seus efeitos sobre as exportações brasileiras.

Especialistas veem avanço do protecionismo no cenário internacional
Para o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil, José Augusto de Castro, a decisão mexicana representa um precedente perigoso. Segundo ele, a adoção de tarifas unilaterais tende a estimular reações em cadeia, criando desequilíbrios no comércio global.

Welber Barral, sócio da BMJ e ex-secretário de comércio exterior, observa que o protecionismo global vem se intensificando desde as políticas adotadas pelos Estados Unidos. Ele cita, como exemplo, a tarifa de salvaguarda anunciada pela China sobre a carne bovina e a decisão da Índia de impor tarifas de até 12% sobre determinados produtos de aço por três anos.

Risco de efeito dominó preocupa economistas
De acordo com o economista Livio Ribeiro, sócio da BRCG, guerras comerciais raramente permanecem restritas a dois países. Elas tendem a se espalhar, reduzindo a cooperação internacional e elevando custos. Na avaliação dele, o mundo caminha para um novo equilíbrio, marcado por mais tarifas e menos integração, sob o argumento recorrente da proteção à indústria nacional.

Ribeiro ressalta que, embora o principal alvo da medida mexicana seja a Ásia, especialmente a China, o Brasil acaba sendo atingido de forma colateral. Para ele, a estratégia dificilmente levará à reindustrialização mexicana e pode pressionar a inflação local.

Brasil aposta em acordos comerciais para reduzir impactos
Atualmente, o Brasil não possui um acordo amplo de livre comércio com o México, embora existam acordos de complementação econômica, como o que rege o setor automotivo. Especialistas defendem que o país acelere negociações comerciais no âmbito do Mercosul, como forma de reduzir a vulnerabilidade a decisões unilaterais.

O consenso entre analistas é que a medida mexicana dificilmente será isolada. Em um ambiente de crescente protecionismo, o desafio será evitar que a reação em cadeia se transforme em uma guerra tarifária global, cujos desfechos são imprevisíveis.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Leo Pinheiro/Valor

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Comércio Exterior

Brasil avalia efeitos de corte nas tarifas de importação anunciado pela China

O governo brasileiro analisa os possíveis impactos da decisão da China de reduzir tarifas de importação, medida anunciada nesta segunda-feira (29) e com previsão de entrada em vigor a partir de 2026. A iniciativa pode influenciar diretamente o comércio bilateral e setores estratégicos da economia nacional.

Redução inclui insumos industriais e produtos médicos

De acordo com informações divulgadas por autoridades chinesas, o pacote de ajustes tarifários prevê a diminuição de impostos sobre commodities baseadas em recursos naturais, incluindo materiais como pólvora negra reciclada utilizada em baterias de íon-lítio.

A lista também deve contemplar produtos médicos, como kits de diagnóstico voltados à detecção de determinadas doenças infecciosas, ampliando o acesso a insumos considerados estratégicos.

Governo brasileiro acompanha possíveis impactos

Procurado, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou que acompanha atentamente as mudanças anunciadas por Pequim e está avaliando os possíveis reflexos para o Brasil.

Segundo a pasta, ajustes tarifários são instrumentos comuns dentro da política comercial internacional, desde que respeitados os compromissos firmados na Organização Mundial do Comércio (OMC) e em acordos bilaterais ou multilaterais em vigor.

Setor produtivo deve avaliar riscos e oportunidades

O ministério também orientou que o setor produtivo brasileiro acompanhe de perto as alterações, a fim de identificar tanto oportunidades comerciais quanto possíveis impactos negativos sobre a competitividade das exportações nacionais.

A análise inclui efeitos sobre cadeias produtivas estratégicas e o posicionamento do Brasil frente às novas condições de acesso ao mercado chinês.

FONTE: R7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Mapa

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Comércio Exterior

China anuncia redução de tarifas de importação para 935 produtos a partir de 2026

A China anunciou que vai reduzir temporariamente as tarifas de importação de 935 produtos a partir de 1º de janeiro de 2026. A medida foi divulgada pela Comissão de Tarifas Aduaneiras do Conselho de Estado e prevê alíquotas inferiores às atualmente praticadas, como parte da estratégia de estímulo à economia e ao comércio exterior.

Medida busca fortalecer integração econômica

De acordo com o governo chinês, a redução tarifária tem como objetivo fortalecer a integração entre os mercados interno e externo, ampliar a oferta de produtos no país e otimizar o uso de recursos nacionais e internacionais. A iniciativa também faz parte do esforço para impulsionar o desenvolvimento econômico e industrial.

Insumos estratégicos e produtos médicos terão redução de tarifas

Entre os principais ajustes, a China vai reduzir tarifas sobre componentes estratégicos e materiais avançados, com foco no fortalecimento da indústria tecnológica doméstica. Também haverá diminuição de impostos para insumos voltados ao desenvolvimento sustentável e para produtos médicos, como vasos sanguíneos artificiais, ampliando o acesso da população a tratamentos de saúde.

Novas categorias para tecnologia e economia verde

O governo chinês também anunciou mudanças na classificação tarifária de produtos importados, utilizada como base para a cobrança de impostos. Serão criadas novas categorias específicas para itens ligados à inovação, como robôs biônicos inteligentes e querosene de aviação de origem biológica, alinhando a política comercial às metas de tecnologia e economia circular.

Acordos comerciais e tarifa zero para países menos desenvolvidos

No comércio exterior, a China manterá em 2026 as tarifas preferenciais aplicadas a produtos importados de 34 parceiros comerciais, conforme os 24 acordos de livre comércio e regimes preferenciais em vigor.

Além disso, o país seguirá adotando tarifa zero para todas as categorias de produtos provenientes de 43 países menos desenvolvidos que mantêm relações diplomáticas com Pequim, reforçando sua política de cooperação internacional.

FONTE: China 2 Brazil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Zhang Ailin/ Xinhua

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Comércio Exterior

CMA CGM e Maersk reestruturam serviço entre Ásia e Costa Leste da América do Sul

As gigantes do transporte marítimo CMA CGM e Maersk anunciaram uma reestruturação no serviço conjunto que conecta a Ásia à Costa Leste da América do Sul, com início previsto para o final de dezembro de 2025. A mudança inclui novas escalas estratégicas e ajustes operacionais voltados à eficiência logística e à adequação à demanda do mercado.

Nova rota inclui Hong Kong e Itajaí

Com a atualização, o serviço passará a escalar Xangai, Hong Kong, Shekou, Singapura, Santos, Itajaí, Singapura e novamente Xangai. A operação será realizada com uma frota de 11 navios, com capacidade entre 6.000 e 10.000 TEUs, segundo informações da consultoria Alphaliner.

A primeira viagem da nova rotação está programada para começar em 30 de dezembro, com a escala do navio Prestige, de 6.350 TEUs, operado pela Maersk, no porto de Xangai.

Ajustes buscam reforçar conexão entre Ásia e Brasil

A CMA CGM informou que a mudança faz parte de uma atualização em seu serviço SEAS 3, com foco em melhorar a conectividade entre a Ásia e o Brasil. A companhia destaca que a revisão da rota responde às dinâmicas atuais do mercado e reforça o compromisso com eficiência logística e suporte ao crescimento dos clientes.

Maersk anuncia cancelamentos programados

Já a Maersk comunicou a implementação de blank sailings em seu serviço ASAS2. A decisão está relacionada à necessidade de ajustar a oferta à demanda vigente, preservando a confiabilidade dos cronogramas e o equilíbrio da rede global de transporte.

Acordo amplia presença no Pacífico

Além das mudanças na rota Ásia–América do Sul, a Maersk também firmou recentemente um acordo de slot charter que permite à CMA CGM operar espaços em seu serviço Oceania, que conecta a Costa Leste dos Estados Unidos à Austrália, Nova Zelândia e ao Pacífico Sul.

A iniciativa reforça a cooperação entre as duas companhias e amplia as opções logísticas para os mercados atendidos.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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