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Daryl Lee: “Estamos no negócio, não no culto à criatividade”

CEO do McCann Worldgroup comenta sobre a fusão do Omnicom e IPG, opina sobre uso da IA na criatividade e discorre sobre práticas de DE&I na empresa, entre outros

Após um 2024 de redefinição e fortalecimento para o McCann Worldgroup, os próximos anos podem trazer oportunidades inéditas para o grupo – graças à união de forças proporcionada pela fusão entre o Omnicom e o Interpublic Group. Para Daryl Lee, CEO do McCann Worldgroup, o negócio – uma vez finalizado – pode ser traduzido em mais ferramentas para atender às demandas dos clientes.

Lee assumiu a presidência do grupo em 2022, após ocupar a cadeira de CEO global da IPG Mediabrands em 2019. Além disso, já respondeu por CSO global da McCann Erickson e CEO global da Universal McCann.

Em passagem ao Brasil, o executivo traça suas perspectivas para a fusão, comenta sobre o status atual do uso da inteligência artificial no grupo, novas áreas que estão sendo exploradas, como a do marketing de influência, entre outros.

Acordo Omnicom-IPG

“Fazer parte de uma holding líder nos proporciona mais recursos, mais investimento, mais tecnologia, mais ferramentas e mais acesso a pessoas do entretenimento, da cultura e do esporte. Isso significa que podemos oferecer ainda mais para nossos clientes. Isso me entusiasma porque, todas as manhãs, acordamos na McCann e no McCann Worldgroup pensando em como podemos ajudar as marcas a fazerem coisas maiores, que as tornem únicas e duradouras no mundo. E um campo de jogo maior significa mais possibilidades. Estou muito animado com isso, e todos os nossos clientes nos perguntam: ‘O que isso significa para a McCann?’. Minha resposta é que teremos mais ferramentas para trabalhar, e eles acham isso ótimo.Comissão pede mais informações sobre acordo entre Omnicom e IPG

À medida que nos aproximamos da colaboração com o Omnicom, tudo isso se tornará mais concreto. Teremos acesso a tecnologias inovadoras em produção, dados e audiência, o que é muito empolgante, mas ainda não sabemos exatamente quais serão essas tecnologias”.

A IA no dia a dia

“Acho a IA extremamente interessante. Ela pode nos ajudar a criar mundos que antes nem imaginávamos. Há muito poder nessa nova ferramenta para a criatividade, mas antes de usá-la, é preciso que as pessoas valorizem a criatividade. A IA não pode substituí-la.

As marcas que realmente valem a pena proteger nesta indústria são aquelas que sinalizam ao mundo que somos sobre criatividade. Estamos no negócio, não no culto à criatividade. Não somos uma ONG, nem uma comunidade de artistas. Não fazemos isso apenas pelo amor à estética. Usamos arte para vender. Criamos marcas que atraem consumidores e os fazem comprar mais produtos, para que essas marcas possam reinvestir em novos produtos – e nós possamos vendê-los”.

Mídia no Brasil

“Tenho visto muita evolução. Acho que este é um mercado extremamente criativo – e digo isso em todos os sentidos da palavra. Acredito que a mídia tem liderado a inovação em performance. Antes, a mídia oferecia muitas métricas, mas nem sempre agregava valor real. Havia muitas métricas de eficiência, muitos dados digitais, mas nem sempre uma visão clara do impacto.

O que tenho observado – e especialmente o que vi neste escritório – é uma abordagem diferente: enxergar a mídia como uma ferramenta para alcançar públicos de crescimento. Como usamos ciência, dados primários, nossos próprios dados e informações de propriedades de mídia para construir uma visão de onde o crescimento da marca virá? Não apenas da mídia em si, mas do público. E a partir disso, como encontramos esse público nos canais de mídia certos?

O aspecto mais empolgante desse momento é a conexão da mídia com o comércio. Falamos muito sobre social commerce, mas eu gosto de chamar de brand commerce. Somos sobre a verdade, não sobre tendências passageiras. No fim das contas, comércio é comércio – o lugar onde a compra acontece não importa tanto quanto o ecossistema que nos permite entender quem é o consumidor, como ele interage com a marca, quais produtos busca, o que compra e o que recompra. Antes, esse tipo de inteligência era fragmentada, baseada em pesquisas, modelos e suposições. Agora, conseguimos medir tudo isso de forma integrada”.

“O McCann Worldgroup sempre foi sobre inclusão consciente, essa é uma afirmação muito poderosa, porque trata-se de criar um ambiente de trabalho onde todos se sintam incluídos. Não há um grupo de dentro e nem um grupo de fora. Não é sobre ‘homens brancos heterossexuais estão dentro e todo o resto está fora’ ou o contrário. Todos estão inclusos.

E essa inclusão não acontece por acaso – é um processo consciente. Não é fácil. Todos carregamos bagagens e vieses. Naturalmente, buscamos pessoas parecidas conosco. Às vezes isso se manifesta pela orientação sexual, gênero ou raça, mas também pode ser pelo jeito de se vestir, pelo modo de falar, pela cidade de onde viemos ou se viemos do interior. Somos seres humanos, e a verdade é que seres humanos têm preconceitos. Mas o importante é reconhecê-los e explorá-los conscientemente, promovendo conversas abertas.

Não vamos parar de fazer isso, porque a inclusão consciente também é um bom negócio. Isso significa que conseguimos as melhores ideias das melhores pessoas, independentemente de quem elas sejam. E como estamos no ramo das ideias, precisamos das melhores – ou estamos fora do mercado”.

Foco em criadores

“O McCann Content Studios é uma iniciativa muito interessante e inovadora dentro da agência, pois combina a experiência em estratégia de marca da McCann com a criatividade e a agilidade dos influenciadores e criadores de conteúdo. Essa abordagem de cocriação, em que as campanhas são desenvolvidas em parceria com os próprios criadores, não só acelera o processo de produção, mas também torna a campanha mais autêntica e relevante para o público-alvo.

Esse modelo híbrido, que mescla o tradicional trabalho de branding com a rapidez e a flexibilidade do ecossistema de criadores, é um diferencial importante que a McCann soube aproveitar, resultando em um crescimento impressionante e novas oportunidades no cenário global”.

FONTE: Meio e Mensagem
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Atuação da Aurora em Shangai fará cooperativa mudar de patamar na China

Cooperativa de Chapecó terá um leque maior de relações institucionais e comerciais necessários à abertura de mercados locais e regionais

Depois de 12 anos exportando carnes suína e de frango para a China, a Cooperativa Central Aurora Alimentos (Aurora Coop) se instalará em Shanghai neste primeiro semestre, e participará com estande no Salão Internacional de Alimentos (SIAL) na mesma cidade, de 19 a 21 de maio. Essas duas ações na China, confirmadas por Neivor Canton, presidente da Aurora Coop, em entrevista na segunda-feira (17) ao Blog “Conexão Ásia”, da revista e portal AMANHÃ, são parte essencial da estratégia da Cooperativa Central – terceiro maior grupo agroindustrial brasileiro de proteína animal – de crescer no mercado mundial.

Ousadia, ingressar na China para disputar lá dentro o mercado de carnes suína com a Espanha e outros países da Europa, mais Estados Unidos e Canadá. Mercado que teria consumido 58 milhões de toneladas de carne suína em 2024, pouco mais do que a produção anunciada, de 57 milhões. Essas grandezas se revezam, ano após ano, obrigando a China a importar pelo menos um milhão de toneladas anualmente, para suprir o abastecimento e ainda exportar a diferença. Em 2025, estima-se que a China importará 1,3 milhão de toneladas de carne suína. Em 2023 foram 1,5 milhão, a um custo de US$ 6 bilhões, dos quais a Espanha ficou com US$ 1,5 bilhão.

Com 452,6 milhões de cabeças de suínos em 2023, das quais 40 milhões matrizes, a China continua detentora de praticamente metade do rebanho mundial. Conseguiu recuperar-se da epidemia de Peste Suína Africana (PSA), em 2018 e 2019, que teria levado ao abate sanitário de dezenas de milhões de animais, à queda na produção (41,1 milhões de toneladas em 2020) e à importação recorde de carnes em 2020: 9,9 milhões de toneladas, das quais 4,3 milhões de toneladas de carne suína. Analistas chineses consideram que o mercado para carne suína em 2025 será no máximo “mais do mesmo” em relação ao ano anterior. Isso porque a demanda teria caído, em decorrência do desemprego juvenil continuar elevado, a população seguir diminuindo, e a carne suína sofrer cada vez mais a concorrência do peixe e das carnes bovina, de frango e ovina.

Evidente que em um mercado tão grande (em 2024, o total de abates chegou a 702 milhões de cabeças), no qual a carne suína lidera o consumo chinês de carnes, com 41 quilos per capita, há espaço de sobra para a Aurora Coop crescer e se consolidar, disputando taco a taco com os produtos dos concorrentes em qualidade e preço. Ainda mais porque com a “Aurora Coop Shanghai” este ano, ela mudará de patamar no trabalho com a China, aproximando-se dos clientes atuais e tendo um leque maior de relações institucionais e comerciais necessários à abertura de mercados locais e regionais.

Traduzindo: a Aurora Coop tem sete vezes o mercado brasileiro para dar conta.Henan, a província-irmã de Santa Catarina, tinha 99 milhões de habitantes em 2020. Shandong, a província vizinha, outros 101 milhões. Somadas, equivalem a um Brasil. Ambas se urbanizaram em grande escala nas últimas três décadas, diminuindo muito as áreas para produção de alimentos. As duas províncias ainda são grandes produtoras de alimentos, mas precisam comprar cada vez mais carnes. E ir de Shanghai até Jinan, capital de Shandong, leva três a cinco horas, dependendo do trem rápido que se escolher.

FONTE: Grupo Amanhã
Atuação da Aurora em Shangai fará cooperativa mudar de patamar na China – Grupo Amanhã

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Receita de Exportações de Genética Avícola Cresce 5,4 em Fevereiro

As exportações brasileiras de genética avícola (ovos férteis e pintos de 01 dia) geraram receita 5,4% maior em fevereiro deste ano, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), com US$ 20,4 milhões registrados no segundo mês deste ano, contra US$ 19,4 milhões no ano passado.

Os volumes embarcados em fevereiro totalizaram 1.753 toneladas, número 33,8% menor em relação ao ano anterior, com 2.646 toneladas. No bimestre, a receita de exportações chegou a US$ 39,9 milhões, saldo 2,3% maior que o registrado no ano passado, com US$ 38,7 milhões.  Foram exportadas 3.891 toneladas, volume 23,9% menor em relação ao mesmo período do ano passado, com 5.116 toneladas.

Principal destino das exportações de fevereiro, o México importou 863 toneladas, 0,2% menor em relação ao mesmo período do ano passado.  Em seguida estão Venezuela, com 243 toneladas (+356,7%), Paraguai, com 218 toneladas (-23,9%), Senegal, com 187 toneladas (-70%) e Costa do Marfim, com 64 toneladas (+611,4%).

“As exportações deste mês foram marcadas por países que estão investindo na recomposição ou incremento da avicultura local.  É o caso, em especial, da Venezuela, que tem registrado altas nas importações dos últimos meses”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Fonte: ABPA
RECEITA DE EXPORTAÇÕES DE GENÉTICA AVÍCOLA CRESCE 5,4% EM FEVEREIRO – ABPA

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Obra de dragagem em porto de Aracruz terá investimento de R$ 30 milhões

As obras de dragagem no porto da Barra do Riacho, em Aracruz, terão investimento de cerca de R$ 30 milhões. A previsão é que o trabalho tenha duração de 30 dias, mas o cronograma pode sofrer adequações conforme as condições climáticas e operacionais.

Os trabalhos, que começaram nesta segunda-feira (17), também serão realizados no Porto de Vitória, após o término das obras em Aracruz.

Serão dragados aproximadamente 600 mil metros cúbicos de sedimentos nos dois portos. O calado em Barra do Riacho passará de 8,6 m para 11m e de Vitória manterá os mesmos 12,5m.

De acordo com a VPorts, concessionária responsável pelo complexo portuário de Vitória, Capuaba e Barra do Riacho, o intuito do investimento é aprimorar e modernizar a infraestrutura dos portos, além de promover maior segurança e eficiência às operações.

“Será a primeira campanha de dragagem realizada em Barra do Riacho, garantindo os requisitos de qualidade do porto. Já em Vitória, a dragagem vai possibilitar que o porto trabalhe sem qualquer tipo de restrição operacional”, destacou o diretor-presidente da Vports, Gustavo Serrão.

O trabalho será coordenado pelas equipes de Engenharia e Meio Ambiente da Vports, em parceria com empresas especializadas em gestão ambiental e gestão operacional de dragagem. O material retirado será destinado a um polígono de descarte oceânico licenciado.

Durante as obras, previstas para durar cerca de 60 dias, os portos continuarão funcionando e as intervenções serão previamente comunicadas e planejadas junto à comunidade portuária.

Fonte: Folha Vitória
Obra de dragagem em porto de Aracruz terá investimento de R$ 30 milhões

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Dragagem de canais assoreados pela enchente de 2024 é iniciada no RS

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, participou, nesta terça-feira (18/3), de um ato que marcou o início da dragagem dos canais Furadinho, Pedras Brancas, Leitão e São Gonçalo, assoreados devido às enchentes de maio de 2024. O evento foi realizado no Porto de Porto Alegre e contou com as participações dos secretários de Logística e Transportes, Juvir Costella, e de Desenvolvimento Econômico, Ernani Polo, além do presidente da Portos RS, Cristiano Klinger.

A obra, que irá restabelecer o calado operacional, se caracteriza como um avanço estratégico para a infraestrutura hidroviária do Rio Grande do Sul, fortalecendo o transporte de cargas por meio desse modal. A recuperação dos canais de navegação também trará mais segurança para o tráfego de embarcações e continuará contribuindo para o desenvolvimento econômico sustentável da Região Metropolitana e do complexo portuário da capital.

O governador Eduardo Leite mencionou os investimentos do Estado em ações de dragagem e na contratação de maquinários para os municípios. “Um bilhão de reais está sendo investido pelo governo em dragagem e desassoreamento, ações que buscam garantir a navegação e melhorar o fluxo das águas. Trata-se de um investimento muito relevante e estratégico para o Rio Grande do Sul”, disse.

Os recursos para as ações são do Fundo do Plano Rio Grande, que destinou R$ 691 milhões para dragagem e R$ 40 milhões para infraestrutura e equipamentos de segurança e controle. As cinco embarcações que serão utilizadas pertencem à empresa Ster Engenharia, vencedora da licitação realizada pela Autoridade Portuária. A companhia já vem atuando no desassoreamento do Canal de Itapuã.

O presidente da Portos RS destacou a importância da dragagem e detalhou como será o ritmo de trabalho. “É uma obra que tem previsão de 150 dias para estar concluída. Serão utilizados cinco equipamentos, que trabalharão de forma simultânea. Isso nos dá uma perspectiva de redução do prazo de entrega”.

Klinger também relatou que a Autoridade Portuária recebeu, na semana passada, os dados dos levantamentos batimétricos em outros oito canais que compõem a infraestrutura da hidrovia. “A equipe agora está trabalhando na construção do Termo de Referência para executarmos mais uma licitação. Trata-se de uma ação que irá favorecer a logística de quem se utiliza do Porto de Porto Alegre”, concluiu.

Costella salientou a agilidade do governo do Estado para colocar em execução uma obra de tamanha importância para o Rio Grande do Sul. “Poderemos chegar a um pouco mais de seis metros de profundidade, permitindo que a hidrovia retorne à sua normalidade. Isso contribuirá com a retomada do crescimento e do desenvolvimento do Estado”, disse.

A previsão é que sejam retirados 1,65 bilhão de metros cúbicos de sedimentos dos canais dragados.

Texto: Ascom Portos RS
Dragagem de canais assoreados pela enchente de 2024 é iniciada – Portal do Estado do Rio Grande do Sul

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Greve dos Auditores-Fiscais impacta prazo e procedimentos da Declaração Anual do IRPF

O prazo para entrega da Declaração Anual do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2025, ano-calendário 2024, começou nesta segunda-feira (17) e termina em maio. Desde o dia 12 de março, está liberado pela Receita Federal o aplicativo para preenchimento e envio da declaração.

A Receita Federal está tentando dar ao processo ares de normalidade, mas os problemas são evidentes e, sem dúvidas, decorrentes da greve da categoria. Como, por exemplo, o fato de a versão do aplicativo com os dados completos (declaração pré-preenchida) ainda não estar disponível – o prazo anunciado é 1º de abril. Por enquanto, o contribuinte poderá acessar apenas a declaração parcialmente pré-preenchida.

O modelo adotado pela Receita Federal para a Declaração Anual do IRPF é sempre ansiosamente aguardado pelos contribuintes. Avanços nos procedimentos e também tecnológicos têm deixado o processo cada vez mais intuitivo e eficiente, sem deixar de ser rigoroso. No entanto, nada disso funciona sem a atuação técnica e precisa do Auditor-Fiscal.

De acordo com informações da Receita Federal, a expectativa para este ano é que 57% das declarações sejam feitas por meio do sistema pré-preenchido, percentual bastante superior aos 41,2% realizados no ano passado. Pode-se afirmar, convictamente, que essa meta dificilmente será alcançada. Os prazos já estão comprometidos, as chances de preenchimento com erros, no período entre o dia 17/3 e 1º de abril, são grandes (o que pode deixar mais contribuintes indevidamente na malha e também atrasar as restituições). Em razão da greve dos Auditores, nem mesmo o documento de Perguntas e Respostas do IRPF 2025 foi produzido, como anualmente acontece, para orientar a declaração.

A greve dos Auditores-Fiscais tem causado forte impacto em todos os setores da Receita Federal. Nas unidades aduaneiras, está sendo realizada forte operação-padrão. No comércio exterior, os impactos superam R$ 3,5 bilhões, considerando custos logísticos, taxas de armazenagem e quebra de contratos internacionais. Nas transações tributárias, há cerca de R$ 14,6 bilhões aguardando a fase final de negociação e no CARF, com a suspensão das sessões, os processos represados somavam R$ 51 bilhões em janeiro.

Os Auditores-Fiscais estão em greve como consequência da intransigência do Ministério da Gestão e Inovação (MGI) em cumprir o termo de acordo assinado com os Auditores e negociar o reajuste do vencimento básico da categoria. Os Auditores estão há seis anos sem reajuste no salário, à exceção dos 9% negociados na Mesa Nacional de Negociação Permanente em 2023, que concedeu reajuste linear para o conjunto dos servidores públicos federais.

FONTE: Sindifisco Nacional
Greve dos Auditores-Fiscais impacta prazo e procedimentos da Declaração Anual do IRPF – Sindifisco Nacional

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China encerra proibição de dois anos de importações de carne de aves da Argentina

A China suspendeu uma proibição de dois anos sobre as importações de carnes de aves da Argentina, reabrindo um importante canal de fornecimento em meio a uma guerra comercial com os Estados Unidos, que levou a tarifas elevadas sobre o frango americano.

A Argentina suspendeu as exportações de aves em fevereiro de 2023 após detectar a Influenza Aviária Altamente Patogênica (HPAI) em aves comerciais, o que levou a China a impor uma proibição em março do mesmo ano.

As importações de aves e produtos relacionados do produtor sul-americano serão permitidas a partir de 17 de março, após uma análise de risco, informou a Administração Geral de Alfândega em um comunicado datado de 17 de março.

Ela não entrou em detalhes sobre os resultados da análise de risco.

Antes da proibição de importação, a Argentina era o terceiro maior fornecedor de produtos de frango da China, de acordo com dados do Departamento de Agricultura dos EUA.

A suspensão ocorre em meio a um impasse comercial entre Pequim e Washington. A China impôs uma tarifa de importação de 15% sobre o frango dos EUA como parte das tarifas que cobrem US$21 bilhões em produtos agrícolas e alimentícios americanos.

Os EUA foram o terceiro maior fornecedor de carne para a China no ano passado, depois do Brasil e da Argentina, respondendo por 590.000 toneladas ou 9% do total das importações.

Reportagem de Ella Cao e Mei Mei Chu; Edição de Jacqueline Wong e Louise Heavens

Fonte: Reuters
China ends two-year ban on Argentina poultry imports | Reuters

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Café/Cepea: Apesar de caírem em fevereiro, exportações são recordes na safra 24/25

Apesar de caírem em fevereiro, as exportações brasileiras de café somam 33,45 milhões de sacas na parcial da atual safra (de julho/24 a fevereiro/25), um recorde para esse intervalo, considerando-se a série histórica do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Pesquisadores do Cepea destacam que, desde o início, a temporada 2024/25 tem sido marcada por elevados volumes embarcados. Naquele período, legislação da União Europeia sobre a importação de produtos livres de desmatamento acabou antecipando grande parte dos embarques do grão – esse movimento ocorreu antes do anúncio de adiamento da regulamentação da União Europeia.

O gráfico abaixo revela a tendência das exportações de grãos de café do Brasil entre janeiro de 2021 e janeiro de 2024. Essas informações foram derivadas do DataLiner.

Exportações de grãos de café | Jan 2021 – Jan 2025 | TEUs

O Centro de Pesquisas ressalta que, caso a legislação entrasse, de fato, em vigor em 2025, os embarques brasileiros de café poderiam ser limitados. Para os próximos meses, as exportações devem seguir enfraquecidas, devido à baixa quantidade de grãos da safra 2024/25 ainda disponível para negociação e ao período de entressafra.

Fonte: Notícias Agrícolas
Café/Cepea: Apesar de caírem em fevereiro, exportações são recordes na safra… – Notícias Agrícolas

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UE reduzirá importações de aço em 15% após tarifas dos EUA

A Comissão Europeia vai propor uma série de medidas relacionadas ao comércio para impulsionar sua indústria metalúrgica; na imagem, bandeiras da UE na sede do órgão executivo do bloco em Bruxelas.

Reuters de Bruxelas

A UE (União Europeia) limitará a quantidade de aço que pode ser importada para o bloco, reduzindo em 15% as cotas que permitem a entrada desse material sem tarifas adicionais a partir de abril, disse uma autoridade sênior do grupo nesta 4ª feira (19.mar.2025).
A medida visa a evitar que produtos siderúrgicos importados avancem sobre o mercado europeu depois que os Estados Unidos aplicaram novas tarifas comerciais.
Os produtores de aço europeus, que enfrentam altos preços de energia e concorrência da Ásia e outras regiões, alertam que a UE corre o risco de se tornar um local de dumping de aço desviado do mercado dos EUA, o que pode acabar com as siderúrgicas da Europa….

“Durante um período em que ninguém está respeitando as regras da OMC [Organização Mundial do Comércio] e todos se referem à segurança nacional […] a UE não pode ser o único continente a deixar sua indústria desmoronar”, disse o vice-presidente executivo da Comissão Europeia, Stephane Sejourne.

Considerando que o mercado dos EUA está fazendo menos sentido comercial com a tarifa de 25% imposta pelo governo de Donald Trump (Republicano), Sejourne estima que produtores do Canadá, Índia e China procurarão vender volumes cada vez maiores de aço na Europa.

A Comissão Europeia proporá nesta 4ª feira (19.mar) uma série de medidas relacionadas ao comércio para impulsionar sua indústria metalúrgica, parte de um novo Plano de Ação Europeu para Aço e Metais. Um rascunho do plano visto pela Reuters no início desta semana mostrou que a UE estava estudando restrições às importações.

Sejourne, responsável pela definição da estratégia industrial do bloco, disse que a 1ª medida será reduzir as cotas de importação, conhecidas como salvaguardas, para vários tipos de aço a partir de 1º de abril, o que reduzirá os fluxos de entrada de material em aproximadamente 15%.

Os volumes importados dentro das cotas refletem os fluxos comerciais estabelecidos e não estão sujeitos a tarifas. Qualquer importação de aço fora da cota será atingida por uma tarifa de 25%. Desde julho de 2019, os volumes das cotas aumentaram em mais de 25%, pois o bloco está em conformidade com as regras da OMC.

Em 2024, a UE importou cerca de 60 milhões de toneladas de aço, das quais 30 milhões dentro da cota livre de tarifas.

A Comissão também estabelecerá novas medidas no 3º trimestre para substituir as salvaguardas reforçadas, que, conforme as regras da OMC, não podem ser estendidas além de 30 de junho de 2026.

Sejourne disse que o novo mecanismo será muito mais rigoroso depois dos apelos do setor. Os detalhes ainda não foram definidos.

PRODUÇÃO EUROPEIA “Também temos o desafio de prever futuras tensões, guerras e pandemias, e vimos o que aconteceu no passado com o gás russo […]. Vamos evitar que o aço de amanhã se torne o gás de ontem”, disse Sejourne.

O vice-presidente executivo da Comissão Europeia disse que o bloco não quer depender de importações de aço em um momento em que inicia a reconstrução do complexo industrial militar da UE depois da guerra na Ucrânia.

Para impulsionar ainda mais as medidas de defesa comercial existentes, espera-se que as regras de compras públicas sejam revisadas em 2026 para favorecer o aço europeu. A Comissão também introduzirá uma regra de “derretimento”, segundo o projeto do Plano de Ação para Aço e Metais. A regra impedirá os importadores de alterar a origem do metal por meio de “transformações mínimas”.

Entre as medidas não comerciais, um programa piloto com o Banco Europeu de Investimento para assegurar contratos de energia de longo prazo dará prioridade aos produtores de aço e alumínio. Os detalhes serão anunciados no 2º trimestre de 2025.

“Queremos manter nosso aço na Europa e sermos capazes de reciclá-lo na Europa. É uma questão estratégica. Não existe indústria de defesa sem aço, não existe automóvel sem aço e queremos manter nossas indústrias”, disse Sejourne….

Fonte: Poder 360
https://www.poder360.com.br/poder-economia/ue-reduzira-importacoes-de-aco-em-15-apos-tarifas-dos-eua/

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O ESPECIALISTA: FRANCINE MACEDO

Quando o imprevisto chega: a importância do seguro empresarial para proteger seu negócio

Ao contratar um seguro empresarial, o empreendedor protege seu patrimônio, garante a segurança da equipe e pode se concentrar no crescimento do negócio.

Um incêndio de grandes proporções atingiu um galpão de autopeças e se alastrou para um armazém logístico vizinho, no bairro Salseiros, em Itajaí, Santa Catarina. O incidente mobilizou equipes de bombeiros de sete cidades e causou a destruição de materiais e equipamentos, além do colapso de estruturas. 

O fogo teria começado em um contêiner no depósito de autopeças, e uma das suspeitas é que tenha ocorrido um curto-circuito. O trecho da marginal da BR chegou a ser bloqueado para o combate às chamas, e a equipe de perícia do Corpo de Bombeiros deve analisar a área. 

Essa tragédia serve como um lembrete crucial da importância de proteger os ativos empresariais contra eventos inesperados. O seguro empresarial é a principal ferramenta para garantir a proteção do patrimônio e a continuidade das atividades diante de imprevistos. Em um cenário onde riscos como incêndios, roubos, desastres naturais e responsabilidade civil podem gerar perdas financeiras significativas, essa proteção se torna essencial. 

Principais benefícios do seguro empresarial 

Proteção financeira: O seguro oferece cobertura para perdas materiais, como danos ao patrimônio (edifícios, equipamentos, estoque) e perdas financeiras decorrentes de interrupção das atividades. Em caso de sinistro, a indenização do seguro permite que a empresa se recupere mais rapidamente, minimizando o impacto negativo no fluxo de caixa. 

Cobertura contra responsabilidade civil: O seguro protege a empresa contra reclamações de terceiros por danos causados por suas atividades, produtos ou serviços. Essa cobertura é fundamental para evitar que a empresa tenha que arcar com altos custos de indenização em caso de processos judiciais. 

Continuidade do negócio: Em caso de sinistro, o seguro permite que a empresa retome suas atividades o mais rápido possível, evitando a perda de clientes e a interrupção do fluxo de receita. Essa garantia de continuidade é fundamental para a sobrevivência da empresa em um mercado competitivo. 

Ao contratar um seguro empresarial, o empreendedor protege seu patrimônio, garante a segurança da equipe e pode se concentrar no crescimento do negócio. Ter a certeza de que a empresa está resguardada contra imprevistos proporciona mais tranquilidade para tomar decisões estratégicas e investir no futuro. 

O seguro empresarial não é um custo, mas um investimento estratégico que protege o presente e assegura o futuro da sua empresa. 

Francine Macedo tem 28 anos de experiência em Gestão de Transporte Rodoviário, gerenciamento de riscos e mitigação de perdas no setor de seguros, tanto nacional quanto internacional. Destaca-se pela habilidade em desenvolver novos projetos e negócios, gerenciar grandes contas, e consolidar operações diárias. Possui conhecimento do setor de transporte, expertise em negociação, planejamento, liderança de equipes e desenvolvimento estratégico de negócios, contribuindo para o crescimento e inovação nas áreas em que atua. Atualmente, Business development na Bwin Tech.  

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