Agronegócio

Acordo Mercosul-UE amplia desafios regulatórios para o agronegócio brasileiro

Os impactos e as oportunidades do acordo Mercosul-União Europeia estão ganhando espaço nas discussões estratégicas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O setor avalia o potencial de expansão das exportações para mercados de alto valor, mas também se prepara para atender às rigorosas exigências sanitárias, ambientais e regulatórias impostas pelo bloco europeu.

Para os produtores brasileiros, a abertura de novos mercados poderá representar oportunidades comerciais, mas exigirá mudanças nas cadeias de exportação, especialmente em áreas como rastreabilidade, controle sanitário e adequação a normas ambientais.

Regras para espécies invasoras entram no debate

No cenário regulatório doméstico, a CNA também acompanha as discussões sobre o novo marco para espécies exóticas invasoras. A entidade avaliou positivamente a decisão de ampliar o prazo para os debates governamentais sobre o tema.

A extensão do período de análise permite aprofundar os estudos técnicos sobre possíveis efeitos econômicos de restrições à utilização de determinadas espécies em atividades produtivas.

Um dos setores diretamente envolvidos é a aquicultura brasileira, que utiliza espécies não nativas já consolidadas comercialmente, como a tilápia. Para a CNA, a discussão é relevante para preservar a segurança jurídica e evitar impactos que possam comprometer a expansão da produção.

Bahia ganha novas diretrizes para a aquicultura

As políticas públicas voltadas à atividade pesqueira e aquícola também avançaram na Bahia. O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, apresentou novas diretrizes para estimular o desenvolvimento do setor no estado.

As medidas têm como objetivos fortalecer a cadeia produtiva da aquicultura, enfrentar gargalos relacionados ao licenciamento ambiental e ampliar a produção sustentável de pescados.

A região Nordeste apresenta condições hídricas e climáticas favoráveis à atividade, mas parte desse potencial ainda permanece pouco aproveitada pelo setor produtivo.

Fretes recuam, mas custos logísticos continuam elevados

Mesmo com avanços regulatórios e novas oportunidades comerciais, a infraestrutura logística continua sendo um dos principais desafios para a competitividade do agronegócio brasileiro.

Segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os preços dos fretes agrícolas apresentaram queda recente nas principais regiões produtoras de grãos do país.

O recuo representa um alívio pontual para o transporte e o escoamento da produção. No entanto, quando comparados ao mesmo período do ano anterior, os valores ainda apresentam uma trajetória de alta.

O cenário mantém os custos logísticos em um patamar estruturalmente elevado, com reflexos sobre a formação dos preços das commodities e sobre a rentabilidade das atividades realizadas após a porteira.

FONTE: Agrimídia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agrimídia

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