Agronegócio

Conab anuncia operação com farelo de soja em meio à queda do preço do suíno

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) detalhou uma nova operação voltada à comercialização de farelo de soja no mercado interno, com o objetivo de contribuir para a regulação do abastecimento. A iniciativa inclui uma apresentação técnica para esclarecer os procedimentos da operação e é acompanhada de perto pelas agroindústrias.

A medida ocorre em um momento de pressão sobre a suinocultura brasileira, com as cotações do suíno vivo abaixo de US$ 1 por quilo. O cenário aumenta a preocupação dos produtores com a rentabilidade, especialmente diante dos custos de alimentação dos animais e das oscilações do mercado.

Queda da soja pressiona o mercado de insumos

A atuação da Conab acontece em meio à desvalorização da soja no mercado internacional. Na última semana, os contratos futuros da oleaginosa recuaram 2,5% na Bolsa de Chicago, acumulando cinco sessões consecutivas de perdas.

No Brasil, as negociações no mercado físico seguem em ritmo lento, enquanto os produtores concentram esforços no plantio da nova safra. As projeções elevadas da Conab para a temporada 2026/27 também influenciam as expectativas de preços e contribuem para a cautela dos compradores, que aguardam possíveis novas quedas.

Esse contexto afeta diretamente o mercado de farelo de soja, ingrediente fundamental na fabricação de rações para animais. A perspectiva de preços mais baixos pode favorecer a redução dos custos de produção, embora o impacto dependa das condições de comercialização e da disponibilidade do produto.

Suinocultura enfrenta margens apertadas

Para os produtores de suínos, a possibilidade de barateamento da ração contrasta com a desvalorização do animal vivo. A combinação limita a recuperação das margens e mantém o setor atento à evolução dos preços da proteína.

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) divulgou a edição de setembro do Boletim do Suíno, que confirma um cenário de rentabilidade pressionada e menor dinamismo nas negociações.

Além das cotações domésticas, o câmbio representa outro fator importante para a atividade. O Banco Central do Brasil (BCB) registrou a taxa de câmbio PTAX de fechamento do dólar em R$ 5,0820. Esse valor serve de referência para operações comerciais e influencia tanto as receitas com exportações quanto os custos de aquisição de microingredientes utilizados na alimentação dos animais.

Câmbio e custos de produção exigem atenção dos produtores

A combinação entre suíno vivo abaixo de US$ 1 por quilo, dólar acima de R$ 5 e mudanças na comercialização do farelo de soja amplia os desafios para a gestão financeira das granjas e das agroindústrias.

Nesse contexto, o acompanhamento dos preços dos insumos e o controle das despesas com alimentação tornam-se fundamentais para preservar a rentabilidade das operações de suinocultura.

A efetividade da iniciativa da Conab dependerá das condições de oferta e comercialização do farelo de soja e de seus reflexos sobre os preços internos. Uma eventual estabilização do insumo poderá contribuir para aliviar os custos de produção, embora não elimine a pressão provocada pela baixa remuneração dos suínos.

Para os sistemas de produção de ciclo completo, a evolução desses fatores será importante para orientar decisões de manejo, planejamento produtivo e manutenção da viabilidade econômica no curto prazo.

FONTE: Agrimídia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agrimídia

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Agronegócio

Acordo Mercosul-UE amplia desafios regulatórios para o agronegócio brasileiro

Os impactos e as oportunidades do acordo Mercosul-União Europeia estão ganhando espaço nas discussões estratégicas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O setor avalia o potencial de expansão das exportações para mercados de alto valor, mas também se prepara para atender às rigorosas exigências sanitárias, ambientais e regulatórias impostas pelo bloco europeu.

Para os produtores brasileiros, a abertura de novos mercados poderá representar oportunidades comerciais, mas exigirá mudanças nas cadeias de exportação, especialmente em áreas como rastreabilidade, controle sanitário e adequação a normas ambientais.

Regras para espécies invasoras entram no debate

No cenário regulatório doméstico, a CNA também acompanha as discussões sobre o novo marco para espécies exóticas invasoras. A entidade avaliou positivamente a decisão de ampliar o prazo para os debates governamentais sobre o tema.

A extensão do período de análise permite aprofundar os estudos técnicos sobre possíveis efeitos econômicos de restrições à utilização de determinadas espécies em atividades produtivas.

Um dos setores diretamente envolvidos é a aquicultura brasileira, que utiliza espécies não nativas já consolidadas comercialmente, como a tilápia. Para a CNA, a discussão é relevante para preservar a segurança jurídica e evitar impactos que possam comprometer a expansão da produção.

Bahia ganha novas diretrizes para a aquicultura

As políticas públicas voltadas à atividade pesqueira e aquícola também avançaram na Bahia. O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, apresentou novas diretrizes para estimular o desenvolvimento do setor no estado.

As medidas têm como objetivos fortalecer a cadeia produtiva da aquicultura, enfrentar gargalos relacionados ao licenciamento ambiental e ampliar a produção sustentável de pescados.

A região Nordeste apresenta condições hídricas e climáticas favoráveis à atividade, mas parte desse potencial ainda permanece pouco aproveitada pelo setor produtivo.

Fretes recuam, mas custos logísticos continuam elevados

Mesmo com avanços regulatórios e novas oportunidades comerciais, a infraestrutura logística continua sendo um dos principais desafios para a competitividade do agronegócio brasileiro.

Segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os preços dos fretes agrícolas apresentaram queda recente nas principais regiões produtoras de grãos do país.

O recuo representa um alívio pontual para o transporte e o escoamento da produção. No entanto, quando comparados ao mesmo período do ano anterior, os valores ainda apresentam uma trajetória de alta.

O cenário mantém os custos logísticos em um patamar estruturalmente elevado, com reflexos sobre a formação dos preços das commodities e sobre a rentabilidade das atividades realizadas após a porteira.

FONTE: Agrimídia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agrimídia

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Portos

Infraestrutura portuária ganha espaço para investimentos com safra recorde de grãos

A previsão de uma safra recorde de grãos no Brasil abre uma nova frente para investimentos em infraestrutura portuária e logística. Segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira deve alcançar 361,7 milhões de toneladas na safra 2025/2026, o maior volume da série histórica.

O aumento da produção amplia a demanda por estruturas capazes de armazenar, transportar e exportar grãos, criando oportunidades para a modernização e expansão de portos e corredores logísticos.

Crescimento do agronegócio impulsiona investimentos

Para Marcos Borin, fundador e CEO da CTC Infra, empresa brasileira de engenharia e construção especializada em empreendimentos de alta complexidade, a expansão contínua da produção agrícola pode estimular uma nova rodada de investimentos em infraestrutura.

Segundo o executivo, o desempenho do agronegócio brasileiro demonstra a capacidade do país de elevar a produtividade e alcançar volumes cada vez maiores. Nesse cenário, a infraestrutura precisa acompanhar o ritmo de crescimento do setor.

Borin avalia que a expansão da produção pode ser utilizada como oportunidade para antecipar obras e modernizações, evitando que o aumento da oferta pressione a capacidade atual dos sistemas de transporte e armazenagem.

Portos e corredores logísticos precisam acompanhar a produção

A perspectiva é de que o Brasil movimente volumes ainda maiores de cargas nos próximos anos. Por isso, o planejamento antecipado de investimentos pode contribuir para preparar portos, ferrovias, rodovias e estruturas de armazenagem para a nova demanda.

Na avaliação do executivo, o país já demonstrou capacidade de produzir em escala e competir no mercado agrícola internacional. O próximo passo seria ampliar a infraestrutura na mesma velocidade, criando condições para ganhos de eficiência logística e competitividade.

Portos e corredores mais eficientes também podem aumentar a capacidade de transformar o crescimento da produção em negócios, geração de renda e participação no comércio internacional.

Governo prevê R$ 5,91 bilhões em investimentos portuários

A agenda de investimentos já inclui projetos previstos pelo governo federal. Para este ano, estão programadas 21 licitações portuárias, sendo 17 arrendamentos e quatro concessões.

Os projetos têm potencial para movimentar aproximadamente R$ 5,91 bilhões em investimentos.

As iniciativas fazem parte de uma carteira de 50 empreendimentos planejados para o período de 2024 a 2026, com investimentos estimados em R$ 18,2 bilhões.

Primeiro bloco de leilões inclui terminal no Amapá

O primeiro bloco de leilões realizado neste ano contemplou três terminais, com previsão de pouco mais de R$ 226 milhões em investimentos.

Entre os empreendimentos está o MCP01, localizado no Porto de Santana, no Amapá. O terminal será destinado à movimentação de granéis sólidos vegetais e prevê investimentos de R$ 150,2 milhões ao longo dos 25 anos de arrendamento.

Desafio é transformar projetos em obras

Na avaliação de Borin, a existência de uma carteira significativa de projetos indica que o país já reconhece a necessidade de ampliar sua infraestrutura logística e portuária. O desafio, agora, é garantir que os empreendimentos avancem de forma eficiente desde a etapa de licitação até a execução das obras.

Para o executivo, projetos tecnicamente preparados, processos de licenciamento eficientes, segurança jurídica e articulação entre governo, autoridades portuárias e empresas privadas podem ajudar a acelerar a implantação das novas estruturas.

A expectativa é que o aumento da produção agrícola seja acompanhado por uma expansão da capacidade logística, reduzindo gargalos e permitindo que o Brasil aproveite o crescimento do mercado de grãos para ampliar sua competitividade internacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Agronegócio

Produção de café no Brasil deve chegar a 67,6 milhões de sacas em 2026

A produção de café no Brasil deve alcançar 67,6 milhões de sacas de café beneficiado em 2026, segundo o terceiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado na quinta-feira (24). Com 99% da área já colhida, a estimativa representa crescimento de 19,6% em relação à safra de 2025.

O resultado é favorecido pelo aumento da área produtiva, pela melhora da produtividade média e pelo ciclo de bienalidade positiva do café. Caso a projeção se confirme, será a maior produção registrada na série histórica da Conab.

Área cultivada e produtividade avançam

A área brasileira em produção deve chegar a 1,95 milhão de hectares em 2026, alta de 5,1% em relação ao ano anterior. A produtividade média também apresentou avanço significativo, passando de 30,4 para 34,6 sacas por hectare, crescimento de 13,8%.

Além do comportamento fisiológico natural das plantas em um ano de alta bienalidade, especialmente no café arábica, a Conab relaciona o desempenho ao maior uso de tecnologias no manejo das lavouras e às condições climáticas mais favoráveis em importantes regiões produtoras.

Café arábica responde pela maior parte da produção

O café arábica, responsável por aproximadamente 70% da produção nacional, deve registrar 48,2 milhões de sacas em 2026. O volume representa aumento de 34,8% frente à safra anterior.

Minas Gerais permanece como principal destaque. A produção estadual de arábica é estimada em 34,96 milhões de sacas, sendo 15,93 milhões provenientes das regiões Sul e Centro-Oeste de Minas.

A combinação entre o ciclo de bienalidade positiva e a melhor distribuição das chuvas antes da floração contribuiu para o desempenho das lavouras. O clima favorável até março também ajudou na formação dos grãos.

São Paulo tem alta na produção de arábica

Em São Paulo, a previsão é de uma colheita de 6,19 milhões de sacas de café arábica.

Segundo a Conab, as lavouras paulistas foram beneficiadas por chuvas regulares após períodos de estiagem, temperaturas mais amenas e ausência de calor excessivo. O comportamento climático, associado ao ciclo de alta bienalidade, favoreceu a produtividade nas principais regiões produtoras do estado.

Produção de conilon deve recuar em 2026

Para o café conilon, a estimativa nacional é de 19,4 milhões de sacas em 2026. O volume representa queda de 6,6% em comparação com a safra de 2025.

Mesmo com crescimento de 4% na área em produção, estimada em 386,6 mil hectares, a produtividade média deve ser menor. O principal fator de pressão está no desempenho das lavouras do Espírito Santo, maior produtor brasileiro da variedade.

Espírito Santo registra impactos no conilon

A produção total de café do Espírito Santo deve recuar 5,4% em 2026.

No conilon, a redução estimada é de 14,3%, para 12,1 milhões de sacas. A Conab relaciona o resultado à ocorrência de uma florada irregular, influenciada pelas baixas temperaturas nas regiões produtoras.

Em contrapartida, o café arábica apresenta cenário positivo no estado. A produção deve crescer 33%, chegando a 4,38 milhões de sacas. O desempenho é atribuído às condições climáticas favoráveis, ao aumento de 4,9% na área em produção e ao ciclo de bienalidade positiva.

Bahia e Rondônia também apresentam resultados positivos

A Bahia deve registrar crescimento de 1,2% na produção total de café. Entre os fatores apontados estão a regularidade das condições climáticas, o aumento dos investimentos em insumos e a entrada de novas áreas em produção.

Do total previsto para o estado, 1,19 milhão de sacas correspondem ao arábica e 3,3 milhões ao conilon.

Em Rondônia, onde o cultivo é concentrado no café conilon, a colheita estava praticamente concluída no fim de agosto, com 98% das áreas produtivas já colhidas.

A Conab estima uma produção de 2,88 milhões de sacas no estado, alta de 24% em relação a 2025. As condições climáticas, especialmente a regularidade das chuvas, favoreceram o desenvolvimento das plantas e contribuíram para a qualidade e o rendimento dos grãos.

O resultado também está relacionado ao uso de tecnologias por uma parcela significativa dos produtores.

Exportações de café batem recorde em agosto

O mercado externo também apresentou movimento expressivo. Em agosto de 2026, o Brasil exportou 3,8 milhões de sacas de café de 60 quilos, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O volume foi o maior registrado para o mês na série histórica e representa crescimento de 25,8% em relação a julho e de 43,2% frente a agosto de 2025.

Apesar do resultado mensal, as exportações acumuladas entre janeiro e agosto somaram 24,6 milhões de sacas. O volume é 6,6% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

Produção mundial deve atingir recorde

No cenário internacional, a produção mundial de café para a temporada 2026/27 é estimada em 189,7 milhões de sacas de 60 quilos pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A previsão representa crescimento de 6,1% em relação ao ciclo anterior.

O consumo global também deve avançar. A estimativa é de 179,7 milhões de sacas, alta de 3,6% na comparação com a temporada anterior.

A expansão da demanda ocorre tanto em mercados tradicionais, como Europa, Estados Unidos e Brasil, quanto em países onde o consumo vem crescendo, a exemplo da China.

Preços do café sofrem pressão com aumento da oferta

As cotações internacionais do café enfrentam pressão diante da entrada da safra brasileira no mercado, da proximidade da colheita no Vietnã e do aumento sazonal da produção colombiana previsto para o último trimestre do ano.

A recuperação da produção nesses países reduz parte das preocupações relacionadas à oferta global. Por outro lado, os níveis ainda baixos dos estoques e o crescimento do consumo mundial podem limitar uma queda mais acentuada dos preços.

As previsões relacionadas ao El Niño na temporada 2026/27 também entram no cenário de mercado. O fenômeno climático pode afetar negativamente a produção em diferentes países produtores e contribuir para sustentar as cotações.

Os dados completos sobre a safra brasileira de café 2026, além das análises do mercado nacional e internacional, estão disponíveis no Boletim do 3º Levantamento de Café da Conab.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Gov

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Agronegócio

Safra 2025/26 deve alcançar recorde de 361,7 milhões de toneladas, estima Conab

A safra brasileira de grãos 2025/26 deve terminar com produção recorde de 361,7 milhões de toneladas de grãos e fibras, segundo o levantamento mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O resultado representa crescimento de 2,6% em comparação com o ciclo 2024/25 e avanço de 0,3% ante a projeção divulgada em agosto.

A nova estimativa considera o avanço da colheita do milho segunda safra, que vem apresentando produtividade superior à inicialmente projetada.

No balanço geral, soja, milho e algodão registram aumento de produção, enquanto arroz, feijão e trigo apresentam retração em relação à temporada anterior.

Área plantada cresce no Brasil

A área destinada ao cultivo de grãos e fibras chegou a 83,5 milhões de hectares em 2025/26, alta de 1,7% sobre o ciclo anterior.

Os principais avanços foram registrados em:

  • Soja: aumento de 1,3 milhão de hectares, ou 2,7%;
  • Milho: expansão de 762,5 mil hectares, equivalente a 3,5%;
  • Sorgo: crescimento de 32,9%, chegando a 537 mil hectares adicionais.

Produção de soja bate recorde

Principal cultura agrícola do país, a soja deve alcançar 180,4 milhões de toneladas, o maior volume já registrado pela série histórica da Conab.

A projeção representa aumento de 5,2% frente à safra anterior. A área cultivada cresceu 2,7%, enquanto a produtividade da soja avançou 2,5%.

As exportações também devem atingir um novo recorde, com previsão de embarques de 116,2 milhões de toneladas.

Milho chega a 144 milhões de toneladas

A produção brasileira de milho está estimada em 144 milhões de toneladas, crescimento de 2% na comparação com a temporada anterior.

A primeira safra apresenta produtividade recorde de 7.191 kg por hectare, alta de 8,8%. Já a segunda safra deve produzir 112,1 milhões de toneladas, volume 1% inferior ao recorde anterior.

Para a terceira safra, a previsão é de queda de 20,1%, com produção estimada em 2,39 milhões de toneladas.

Algodão também registra recorde

A produção de algodão deve chegar a 4,14 milhões de toneladas em 2025/26, maior resultado da série histórica da Conab.

Mesmo com a redução de 3,2% na área cultivada, estimada em 2,02 milhões de hectares, a produtividade deve crescer 4,9%, alcançando o recorde de 2.053 kg de pluma por hectare.

O volume projetado supera em 1,5% o resultado da safra passada e está 1,4% acima da estimativa apresentada em agosto.

Feijão tem redução na produção

Entre as culturas com queda, o feijão deve registrar produção de 2,95 milhões de toneladas, retração de 3,6% em relação ao ciclo anterior.

A principal razão é a diminuição de 5,7% na área cultivada. Em contrapartida, a produtividade média aumentou 2,2%, chegando a 1.161 kg por hectare.

Para atender ao mercado interno, a demanda projetada é de 2,7 milhões de toneladas, praticamente no mesmo nível da safra anterior.

Arroz recua 13,2%

A produção de arroz está estimada em 11,08 milhões de toneladas, queda de 13,2% em relação a 2024/25.

A área plantada diminuiu 14%, para aproximadamente 1,52 milhão de hectares. Apesar disso, a produtividade média avançou 1%, alcançando 7.303 kg por hectare.

De acordo com a Conab, a redução da área está relacionada aos preços menos remuneradores ao produtor e à substituição do cultivo por alternativas como soja e milho.

Trigo tem maior queda entre as culturas

Entre os principais cultivos, o trigo apresenta a maior retração. A produção estimada para 2025/26 é de 5,74 milhões de toneladas, queda de 27,1% ante a temporada anterior.

A área cultivada recuou 21,2%, enquanto a produtividade média caiu 7,5%, para 2.978 kg por hectare.

Com a menor oferta nacional, as importações de trigo devem alcançar aproximadamente 7,06 milhões de toneladas.

A Conab informou que seguirá atualizando as projeções das culturas que ainda permanecem no campo, como o trigo, nos próximos levantamentos.

FONTE: CNN
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Agronegócio

Produção de carne bovina do Brasil deve cair 3,6% em 2027, prevê Conab

A produção de carne bovina no Brasil deve recuar novamente em 2027, segundo projeção divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A estimativa aponta queda de 3,6% em relação a 2026, para aproximadamente 11,4 milhões de toneladas.

A redução deve ocorrer em meio à retomada gradual do ciclo pecuário, com expectativa de aumento na retenção de fêmeas para recomposição do rebanho bovino. Com menos vacas destinadas ao abate, a disponibilidade de animais para a produção de carne tende a diminuir.

Produção deve registrar segundo ano consecutivo de queda

Caso a previsão se confirme, 2027 será o segundo ano seguido de redução na produção brasileira de carne bovina.

De acordo com os dados da Conab, o país produziu 11,9 milhões de toneladas em 2025 e deve encerrar 2026 com aproximadamente 11,84 milhões de toneladas.

Apesar da perspectiva de retração, a companhia avalia que a reversão do ciclo pecuário está acontecendo de maneira mais lenta do que o inicialmente esperado.

No primeiro semestre de 2026, os abates de bovinos permaneceram acima do registrado no mesmo período do ano anterior. Entre os fatores que sustentaram o resultado estão a disponibilidade de fêmeas, o aumento do peso médio das carcaças e a maior utilização de sistemas de confinamento.

Retenção de fêmeas pode reduzir oferta de animais

A valorização dos bezerros e dos animais destinados à reposição do rebanho é apontada pela Conab como um sinal de menor disponibilidade nessas categorias.

Esse movimento tende a estimular os pecuaristas a preservar matrizes, reduzindo a oferta de animais para abate e contribuindo para a queda projetada na produção de carne em 2027.

O Brasil segue como um dos principais protagonistas do mercado internacional de carne bovina. Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o país liderou a produção mundial em 2025/26, com cerca de 20% do total, enquanto os Estados Unidos enfrentam uma redução no tamanho do rebanho.

Exportações de carne bovina devem crescer

Mesmo com a previsão de queda na produção, as exportações brasileiras de carne bovina devem avançar em 2027.

A Conab estima embarques de 4,8 milhões de toneladas, alta de 2,2% em relação ao volume projetado para 2026.

A expectativa é que o Brasil encerre 2026 com exportações de aproximadamente 4,7 milhões de toneladas, acima dos 4,5 milhões de toneladas registrados em 2025.

O desempenho positivo observado no primeiro semestre foi sustentado principalmente pela demanda da China, pelos preços internacionais elevados e pela abertura de novos mercados.

Para a segunda metade do ano, entretanto, a Conab prevê uma desaceleração dos embarques, em razão do preenchimento de uma cota chinesa que possui tarifas de importação mais baixas.

Consumo interno enfrenta concorrência de frango e suíno

No mercado doméstico, o consumo de carne bovina permanece moderado e concentrado principalmente nos cortes de menor preço.

A Conab aponta perda de competitividade da carne bovina diante das carnes de frango e suína, especialmente entre consumidores de menor renda.

Esse cenário também dificulta o repasse integral da valorização da arroba do boi para os preços pagos pelos consumidores no varejo.

Produção de carne de frango deve atingir novo recorde

Enquanto a produção bovina deve recuar, a produção brasileira de carne de frango deve continuar crescendo.

A Conab projeta um novo recorde em 2027, com produção estimada em 16,7 milhões de toneladas. Para comparação, a previsão é de 16,3 milhões de toneladas em 2026, contra 15,8 milhões em 2025.

O Brasil também ocupa a liderança mundial nas exportações de carne de frango. Para 2027, a expectativa da Conab é de crescimento de 0,8% nas exportações do produto.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Infomoney

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Logística

Colheita do algodão chega a 89,4% e logística ganha força em Mato Grosso

A colheita de algodão no Brasil avançou para 89,4% da área cultivada na safra 2025/26, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Com os trabalhos próximos do fim nos principais estados produtores, os produtores começam a concentrar esforços no transporte e no beneficiamento da produção.

Mato Grosso entra na reta final da colheita

Em Mato Grosso, principal região produtora, as equipes trabalham principalmente nos talhões de ciclo mais tardio. A predominância do clima seco tem contribuído para manter a qualidade da pluma de algodão durante a fase final da retirada das lavouras.

Com o avanço da colheita, entretanto, surge um novo desafio operacional. O volume de rolos acumulados nas propriedades aumenta a necessidade de organizar o transporte da produção.

De acordo com a Conab, o foco das operações em Mato Grosso passou a ser a logística do algodão, com a prioridade de acelerar o deslocamento dos volumes colhidos até as algodoeiras, onde ocorre o beneficiamento.

Colheita avança nos principais estados produtores

Na Bahia, a colheita atingiu 76% da área semeada. O estado segue avançando nos trabalhos de campo, enquanto os produtores acompanham as condições climáticas para manter o ritmo das operações.

Já em Mato Grosso do Sul, 98% da área cultivada já foi colhida. As chuvas registradas no início da semana, porém, provocaram interrupções temporárias nas atividades.

Em Goiás, o ritmo de colheita ganhou velocidade e a conclusão das operações se aproxima. Assim como em Mato Grosso, os produtores também buscam agilizar a retirada dos fardos das áreas cultivadas.

Minas Gerais mantém ritmo considerado normal

Em Minas Gerais, 81% da área destinada ao algodão já foi colhida. Segundo a Conab, o avanço permanece dentro do ritmo considerado normal para o período.

Com a colheita do algodão entrando na fase final, a organização do transporte e do beneficiamento passa a ter papel cada vez mais importante para garantir o escoamento da produção da safra 2025/26.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Agricultura

20 municípios que mais produzem soja no Brasil: veja os líderes da safra

O Brasil deve colher 180,5 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, segundo o balanço mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa uma alta de 5,3% em relação à temporada anterior e reforça a força da produção de soja no país.

Soja mantém trajetória de crescimento no Brasil

A expectativa de uma nova produção recorde evidencia a capacidade de reação dos produtores brasileiros diante dos desafios do campo. Mesmo com os riscos relacionados ao clima, o setor continua ampliando os investimentos na principal commodity agrícola do país.

A soja brasileira está presente em praticamente todas as regiões nacionais. Atualmente, o cultivo do grão alcança 2.640 municípios, distribuídos de Norte a Sul, mostrando a ampla presença da oleaginosa no território.

Municípios que lideram a produção de soja

Os dados do levantamento Produção Agrícola Municipal (PAM), elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a produção está concentrada em algumas das principais áreas agrícolas do país.

De acordo com o relatório, os 20 municípios que mais produzem soja no Brasil respondem, juntos, por aproximadamente 14% de toda a produção nacional.

O ranking evidencia a importância dessas localidades para o mercado de grãos, para o agronegócio brasileiro e para o abastecimento da cadeia ligada à soja.

Produção nacional segue em alta

Com a perspectiva de 180,5 milhões de toneladas na safra 2025/26, o Brasil mantém sua posição de destaque no cenário mundial da produção de soja. O resultado também reforça o peso da cultura na economia agrícola e nas exportações do país.

A expansão da área cultivada, aliada ao desempenho das lavouras, mantém a soja entre os principais motores do agronegócio brasileiro.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: IA

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Agronegócio

Preço do café sobe no Brasil após chuvas afetarem a colheita e a oferta do grão

O preço do café registrou alta em julho, contrariando o comportamento esperado para o período de maior oferta da safra brasileira. O café arábica acumulou valorização de 10,5% no mês, enquanto o café conilon teve aumento de 3%, mesmo com a colheita dessa variedade já concluída.

Tradicionalmente, os meses de junho, julho e agosto costumam apresentar recuo nas cotações devido ao aumento da disponibilidade do produto. Neste ano, porém, fatores climáticos alteraram esse cenário e pressionaram os preços do grão.

Segundo especialistas, o aumento dos custos pagos pela indústria aos produtores tende a ser repassado ao longo da cadeia produtiva, podendo refletir no valor final pago pelos consumidores.

Clima prejudica colheita e secagem dos grãos

As chuvas nas principais regiões produtoras, especialmente em Minas Gerais e no interior de São Paulo, são apontadas como a principal causa da valorização do café. As precipitações atrasaram tanto a colheita quanto o processo de secagem dos grãos, reduzindo o ritmo esperado de disponibilização da safra.

Esse cenário também influenciou o mercado internacional, gerando preocupação quanto ao cumprimento do cronograma de embarques do café brasileiro. A valorização começou nas bolsas internacionais, impactou os preços nos portos e acabou sendo transmitida para toda a cadeia de comercialização.

Produção deve crescer, mas preços podem demorar a cair

Apesar do cenário de alta, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma safra de aproximadamente 66 milhões de sacas em 2025, volume 18% superior ao registrado no ciclo anterior. Desse total, cerca de 44 milhões de sacas correspondem ao café arábica.

Mesmo com a expectativa de maior produção, analistas avaliam que a queda nos preços pode acontecer de forma mais lenta do que o previsto, já que os impactos climáticos seguem influenciando o mercado.

Floração antecipada preocupa produtores

Além dos atrasos na colheita, as chuvas fora de época provocaram outro efeito que preocupa o setor cafeeiro: a floração antecipada dos cafezais.

O fenômeno, que normalmente ocorre entre setembro e outubro, foi registrado ainda em julho em diversas propriedades. Especialistas alertam que essa floração precoce pode comprometer o desenvolvimento das plantas, reduzindo a energia disponível para a formação dos frutos na próxima safra.

O setor também acompanha com atenção os reflexos das condições climáticas observadas nos últimos anos. Eventos como o El Niño e perdas de produção registradas entre 2024 e o início de 2025 contribuíram para a forte valorização do café no mercado internacional, cenário que ainda influencia as cotações.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Data Mercantil

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Agronegócio

Mercado de soja mantém ritmo forte com demanda aquecida e dólar favorável às exportações

O mercado de soja continua registrando forte movimentação no Brasil, sustentado pelo aumento da demanda internacional e pela maior participação das indústrias nacionais nas compras da oleaginosa. Mesmo com o ritmo acelerado das negociações, a ampla oferta global segue limitando ganhos mais expressivos nas cotações.

Segundo análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a competitividade da soja brasileira ganhou impulso nas últimas semanas com a valorização do dólar frente ao real. O movimento torna o produto nacional mais atrativo para compradores estrangeiros e favorece o desempenho das exportações.

Apesar desse ambiente positivo, o elevado volume disponível no mercado internacional continua exercendo pressão sobre os preços da commodity.

Oferta global recorde reduz espaço para altas

As perspectivas para a produção mundial reforçam o cenário de abundância. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou para cima sua estimativa para a safra global de soja 2025/26.

A nova projeção aponta produção de 429,2 milhões de toneladas, um volume recorde e cerca de 0,4% superior ao previsto anteriormente. Caso a estimativa se confirme, o resultado também ficará levemente acima da temporada passada.

O aumento da oferta mundial tende a equilibrar o mercado, mesmo diante da demanda consistente observada entre os principais países consumidores.

Brasil deve seguir como maior produtor mundial

A liderança global na produção de soja deve permanecer com o Brasil. De acordo com o USDA, a colheita brasileira poderá atingir 180 milhões de toneladas na safra 2025/26.

O número está alinhado às projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que estima uma produção de 180,25 milhões de toneladas.

Na Argentina, outro importante player do mercado internacional, a previsão foi elevada para 50 milhões de toneladas. O volume representa crescimento de 4,2% em relação à estimativa divulgada no mês anterior, embora ainda permaneça 2,2% abaixo do registrado na safra passada.

Exportações brasileiras devem alcançar 115 milhões de toneladas

Além de liderar a produção, o Brasil deve manter sua posição como principal exportador mundial da oleaginosa.

As projeções do USDA indicam que os embarques brasileiros poderão alcançar 115 milhões de toneladas no ciclo comercial compreendido entre outubro de 2025 e setembro de 2026.

O desempenho reforça a relevância do país no abastecimento global de commodities agrícolas, especialmente em um contexto de demanda firme por parte dos grandes mercados consumidores.

Demanda continua sustentando o setor

Mesmo com a expectativa de uma safra global recorde, a combinação entre câmbio favorável, forte demanda internacional e participação ativa da indústria nacional mantém o mercado brasileiro de soja aquecido.

O cenário aponta para a continuidade de bons volumes de comercialização, consolidando a importância da soja na balança comercial brasileira e no agronegócio nacional.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Canal Rural Mato Grosso

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